PSICOLOGIA PARA TODOS

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ACONSELHAMENTOS 11

Durante as férias que estamos a acabar de passar, estivemos a consultar nos nossos portáteis, o seu blogue, especialmente os Joana-B
artigos que dizem respeito aos “ACONSELHAMENTOS”, “ENVOLVIMENTO FAMILIAR” e “REFORÇO”. Gostámos imenso.
Abordando esse assunto com um nosso amigo comum, soubemos que o pai dele foi seu paciente há várias décadas quando ainda tinha consultório na Infante Santo, em Lisboa.
Deu-nos muito boas referências e falou-nos em pequenos livros da Plátano que agora estão transformados em JOANA
Conseguimos ir a uma biblioteca Municipal que emprestou esse livro para lermos em casa. Lendo cada um uma parte, o que nos fez confusão, é o facto de o quase psicólogo dizer à Joana que o pai dela podia não estar a elogiar os seus bons Psicologia-Bcomportamentos e corrigir sempre os maus porque estaria satisfeito com os comportamentos dela.
Se o psicólogo elogiava os bons comportamentos dela e não a repreendia quando fazia algo de mal, qual a razão de o pai também não os elogiar e só castigar? Esta explicação fez-nos muita confusão porque o psicólogo se portava de outra maneira. O pai não deveria fazer o mesmo? Gostaríamos de obter uma explicação para isso.
Agradecemos imenso uma resposta da maneira como todos os esclarecimentos que tem dado no seu blogue, especialmente porque somos jovens e quase em lua-de-mel, à espera de filhos.
Nenhum de nós deseja que qualquer dos filhos tenha de enfrentar as dificuldades passadas pela JOANA.
Não é assim que prefere? Prevenção e profilaxia?Interacção-B30
Mais uma vez, agradecidos por tudo.
Anónimos (dois casais)

Caros Anónimos (dois casais),

Para responder ao vosso comentário acima transcrito, desde já vos posso dizer que preferimos a prevenção e a profilaxia em vez de um tratamento tardio e, às vezes, disfarçado como foi necessário fazer com a Cristina do novo livro “Psicoterapias Bem Sucedidas – 3 casos” que foi descrito anteriormente no livro “Como «EDUCAR» Hoje”.«Educar»-B

No caso concreto da JOANA, o quase psicólogo tinha um objectivo em vista, a ser atingido em pouco tempo, depois do «mal» estar instalado. Por isso, tinha de proceder como técnico, com todos os instrumentos disponíveis e possíveis no momento e numa situação muito complicada. Utilizou o reforço positivo, mas empregou também a facilitação social que pode ter actuado inicialmente como punição disfarçada – braços por cima dos seus ombros enquanto ela estava junto do psicólogo na viagem do comboio – da qual a JOANA necessitou de fugir, adoptando um comportamento que era do interesse do psicólogo – não incomodar outros passageiros do comboio.

Quanto à possibilidade de o pai utilizar com a filha o reforço positivo, posso dizer que muitas pessoas julgam que os filhos são Psicopata-Bos melhores do mundo, com uma expectativa de que eles sempre agem bem e tem a obrigação disso. Por isso, acham que eles atingiram um bom comportamento, que apenas tem de ser melhorado. É o que também começou a acontecer com a Joana depois de ela ter atingido um determinado grau de comportamento desejado.

Porém, esse comportamento foi criado através das técnicas de modificação do comportamento. Assim, o reforço torna-se desnecessário, a não ser esporadicamente, ou ligado a um sinal condicional que provoca autoreforço no indivíduo em questão.

Deste modo, havendo desde criança, um certo tipo de comportamento dos pais, como devia ter acontecido com a Cristina, as Saude-Bcrianças aprendem a comportar-se devidamente (são educadas) como a própria Cristina reconheceu depois da psicoterapia, disfarçada através de conversas tidas com ela.

A Cristina já estava a pensar na prevenção que se pode continuar como profilaxia, com reforços esporádicos ao longo da vida.

É por isso que valorizamos muito mais a educação e o autoreforço para que a pessoa não fique dependente dos outros, incluindo os pais, e muito menos de psicólogos e psiquiatras quando, às vezes, já é muito tarde ou a pessoa não desenvolveu todo o seu potencial e, por isso, não pode tirar bom proveito do mesmo.neuropsicologia-B

Em função do que acabamos de dizer, recomendamos que releiam com muita atenção o livro da JOANA e que não se esqueçam de conhecer também a história muito elucidativa da Cristina, que foi apoiada disfarçadamente «antes tarde do que nunca» porque ela não se considerava «maluca» e dizia que não necessitava de psicoterapia: apenas tinha algumas dificuldades de relacionamento social que é «normal» em muitas pessoas. É assim que acontece com a maioria das pessoas que «têm apenas pequenos problemas quase hereditários ou são a sua maneira de ser». E tudo o que a Cristina perdeu antes da psicoterapia?Difíceis-B

Depois das vossas férias, tenham bom proveito com as leituras já feitas e com aquelas que vão ter de fazer, incluindo este blog que vai tendo mais posts à medida das necessidades das pessoas.

Quando tiverem filhos, tentem educá-los com mais racionalidade e bom senso do que só com emocionalidade condimentada apenas com «regras de civilidade e etiqueta» que pouco valem a não ser para fazer «boa figura» no meio social, às vezes, com grande desgaste psíquico do próprio como acontecia com a Cristina. Com as regras de «etiqueta e civilidade», será que as pessoas sentem e pensam tal como estão a dizer ou proceder ou será só «para inglês ver»?Depressão-B

Boa sorte.

Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore-2

de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

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3 thoughts on “ACONSELHAMENTOS 11

  1. Anónimos (dois casais) on said:

    Com este artigo que lemos ontem à noite depois de voltar de férias, ficamos mais esclarecidos.
    Há coisas em que não pensamos quando não sabemos a psicologia.
    Esperamos ler qualquer dia os outros livros, nem que sejam os antigos.
    Agradecidos por tudo.

  2. Anónimo on said:

    Ontem vi no comboio uma criança birrenta que chorava por tudo e por nada. A mãe mostrava-se desesperada com o comportamento da filha que chorava cada vez mais, à medida que a mãe a queria consolar.
    O que poderia ser feito?
    Eu tenho uma filha de 5 anos que, de vez em quando, tem um comportamento semelhante.

  3. O que diz neste artigo, parece contradizer aquilo que o Psicólogo Professor Paulo Sargento disse hoje no programa “Querida Júlia” quanto ao rapaz que matou a namorada em Santo Tirso e depois, até sem se denunciar, foi ajudar a tentar descobrir o seu corpo.
    Não compreendi bem o que ele disse, mas deduzi que era uma doença de que o assassino sofria – «psicopata», – parecendo que não tem nada a ver com o seu passado. Pareceu-me uma doença em relação à qual nada se pode fazer senão aceitar e tratar.
    Fiquei confuso.
    O que diz quanto a isso?

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