PSICOLOGIA PARA TODOS

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O GOVERNO E AS MANIFESTAÇÕES

Estivemos a discutir durante alguns dias as causas, as consequências e a possibilidade de reacção pública, com Interacção-B30manifestações contra as acções do Governo e do Parlamento.

Quando pediram a minha intervenção, fiquei de pensar no assunto e de dar uma resposta condicente com a psicologia social, já que todos estes fenómenos são mais ou menos previsíveis.

Quase todos sabemos que o nosso sistema parlamentar não se baseia na eleição de deputados desejados ou aceites pelos cidadãos, mas sim em grupos formados por membros de partidos políticos. Se votássemos num nome ou numa personalidade, teríamos mais ou menos a noção do seu perfil político. Votando num partido, temos de ter o conhecimento dos interesses desse partido que, geralmente, é composto por grupos de cidadãos afiliados para Psicologia-Bdefender os interesses dos grupos. Por isso, temos de saber se esses interesses são coincidentes com os nossos.

Na sua propaganda política, esses grupos procuram atrair para a sua esfera a maior parte de cidadãos. Apresentam-lhes as suas propostas como nos anúncios publicitários, com muitas benesses que levem os cidadãos a considerá-los melhores do que os grupos de outros partidos. Nessas ocasiões, até chegam a oferecer electrodomésticos e víveres, além de promessas de emprego. Por isso, os partidos fazem sondagens para saber quais os anseios do seu possível eleitorado mais próximo e apresentam-se como os defensores desses anseios. O eleitorado, como não têm outra escolha a não ser o «prato do dia» aceita, contrariado, essa dose, votando neles.

Outros – que podem ser a grande maioria da população –como já sabem que não têm outra escolha, fazem os possíveis Organizar-Bpor não ir votar para não engrossar um desses partidos que não lhe interessa. É por isso que existe a abstenção, além do tradicional comodismo do português que se habituou a isso, por força das circunstâncias, nos meados do século anterior.

O resultado, é haver um elevado nível de abstenção. Por isso, quando dizem que o partido X venceu as eleições com 40% dos votos, havendo 60% de abstenções, quer dizer que esse partido obteve apenas (40*40=16) 16% dos votos dos cidadãos ou eleitores. E, mesmo que ganhasse com 50%, seriam apenas 20% da totalidade. Em Timor, a percentagem de votantes foi de cerca de 90%. É uma percentagem boa, tanto mais que nas nossas primeiras eleições depois do «25 de Abril», ela foi de cerca de 75 ou 70%.Imagina-B

Ora, numa eleição aceitável, que legitimidade tem uma votação de 40% da população, da qual, alguma é arregimentada pelo partido? Qual a razão de não se perguntar aos restantes 60% dos cidadãos qual é a sua vontade? Qual a significação de haver tanta gente nas manifestações? Alguém tenta mudar este sistema? Não seria muito difícil. Bastava apenas colocar no boletim de voto um quadrado para podermos dizer que nenhum dos candidatos interessa e difundir copiosamente esta informação. Com esse quadrado para um «NÃO», talvez houvesse alguma surpresa. Quem tem medo de saber a verdade, ou a verdade não é para ser divulgada nem aceite?Psicopata-B

Os que ganham as eleições, logo que chegam ao poder, esquecem-se do que prometeram e começam a fazer o que mais lhes apetece, arregimentando à nossa custa, assessores, consultores e especialistas que pertencem ao partido ou são amigos e apoiantes – os tais boys e girls -, mudam as decorações dos gabinetes, renovam a frota de automóveis e fazem as despesas mais estapafúrdias.

Continuando com um sistema como o actual, em que a minoria vai governar, provavelmente, contra a vontade da verdadeira maioria e contra os seus interesses que nunca foram precavidos, não é de admirar que manifestações como as que já estão a acontecer e podem continuar, até com pessoas de todos os partidos políticos, não sejamMaluco2 raras.

Além disso, é provável que alguns partidos que apoiam essas manifestações comecem a agradar aos descontentes, porque estes ficaram à espera que o governo saído da votação – embora sem a sua intervenção – governe a favor de todos e não para uma minoria que os deseja lá, para poder fazer aquilo que entende a coberto da pretensa legalidade. Começa já aí a propaganda para uma futura mudança ou descontentamento do momento.

Se assim não fosse, não haveria os escândalos das parcerias púbico privadas, nem do BPN, nem duma justiça que não toca nos Saude-Bpoderosos, nem protege o cidadão comum que deseja alguém a quem possa recorrer em momentos de aflição e de ataque. Basta consultar as inúmeras notícias que começam a circular nas redes sociais. Sabendo tudo isso, o descontentamento aumenta.

O governo promete diminuir as despesas mas, em vez de cortar no supérfluo, corta na subsistência dos mais desfaforecidos. Em ver de ir buscar o dinheiro aos ricos e poderosos, arrecada os parcos ordenados dos mais pobres.  E os que estão no governo e nas cercanias também sofrem os cortes ou os subsídios de 13º e 14º mês são «abonos» a serem-lhes pagos sem rebuço. Tudo isso é declarado ou o IRS sofre com isso? A pouca informação e Consegui-Btransparência de que somos vítimas, deixa todos numa expectativa que não é boa e pode provocar a dúvida de que estamos a ser ludibriados. Como comparação, não o somos, de facto, com os discursos de antes e depois das eleições ou mesmo antes e depois de tomar as medidas gravosas?

O que se vê, de facto, são os ricos que contunuam a enriquecer e os pobres a ficar na indigência. Agora, até a classe chamada média, que pagava impostos, de facto, pode não ter dinheiro para os pagar. Isto provoca muita dissonânccia cognitiva e uma enorme frustração que nos faz lembrar muitos crimes que ocorrem, talvez até como o de Renato Seabra, provavelmente cometido durante um desses surtos de profunda decepção e frustração.Acredita-B

Quando o POVO chegar a um ponto de frustração de não ter um governo que o ajude a viver num país de direito e de justiça, pode dar uma resposta que é difícil prever mas que, em princípio, não deve ser a de se submeter voluntaria e tacitamente às vontades dos governantes que nem são do seu agrado.

A injustiça e a falta de equidade sentida em toda esta situação, pode funcionar como um rastilho perigoso. Os que só agora falam nisso e dizem que sabem o que se passa, pouco actuam, a não ser com palavras vãs. Basta acender um fósforo para fazer explodir um armazém de pólvora.Difíceis-B

O pior de tudo, pode ser uma aprendizagem de reagir deste modo à frustração por não se conseguir o mínimo a que uma pessoa se julga com direito, vendo que os sacrifícios pedidos não são equitativamente distribuídos. As inúmeras greves podem ser o prenúncio disto, embora também emagreçam os nossos poucos recursos disponíveis. Mas, é o alívio momentâneo da frustração.

Tudo isto é previsível e evitável desde que as pessoas que tomam as rédeas do poder saibam observar, registar, compreender, dialogar e fazer entender que uma determinada medida, por mais gravosa que seja, é para um bem futuro. Mas, Psi-Bem-Cantes de tudo, os mandantes têm de dar o exemplo dos sacrifícios que se pedem aos mandados. O exemplo vem de cima e é assim a modelagem. Fazer discursos bonitos e ter comportamentos contraditórios pode criar mais dissonância cognitiva que pode conduzir a comportamentos relacionados com uma resposta à frustração, imprevisível e intempestiva.

A bandeira do 5 de Outubro, na Câmara Municipal de Lisboa, apareceu ao contrário por acaso? Qual a razão de, com calma, o que preside aos destinos da nação – sem ser com a minha contribuição – não a ter endireitado, apesar de saber que estava ao contrário? Será assim que vai deixar ficar o País para dizer depois que sempre interveio nos momentos mais importantes? Como?Depressão-B

Falar é bom, mas fazer é melhor e prevenir é-o ainda mais.

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É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore-2

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One thought on “O GOVERNO E AS MANIFESTAÇÕES

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