PSICOLOGIA PARA TODOS

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ONDE NÃO HÁ PÃO …

No sábado, estávamos a fazer compras num grande supermercado. Como normalmente, quase toda a gente reserva essa manhã Saude-Bpara se abastecer para toda a semana, já que os outros dias são de trabalho. Ouvem-se muitas conversas, cochichos, desabafos ditos em surdina mas, audíveis para os mais próximos.

Passámos por um pequeno grupo de pessoas de várias idades, reunido junto da área de revistas e livros, que falava dos dissabores da vida que estamos a ter. De repente, um senhor de bastante idade que parecia «mergulhado» na leitura duma revista, levantou-se e disse-lhes: Em casa onde não há pão, todos ralham mas ninguém tem razão. Esta sua frase, dita para a gente mais nova que o parecia conhecer, levou-nos à reflexão de que a mesma podia ser acrescentada com mas alguns deles tem muita razão e estão a tentar reagir contra a falta de pão.Interacção-B30

Continuando a reflectir com o senhor de idade, no âmbito da psicologia social, achamos por bem que todas essas críticas ou ralhos deveriam ser bem ouvidos, fazendo com que os críticos arranjem soluções para a situação. Isto levou-nos à conclusão de que o Governo, que é o maior responsável pela distribuição do pão, deve ter em conta todas as sugestões que chegam aos ouvidos e até provocá-las para daí tirar ilações capazes de ocasionar uma boa e sábia governação, equitativa para todos.

Não são os sábios, «inteligentes» ou «ignorantes», «ensinadores» nas faculdades, que estão em contacto com a realidade. O Psicologia-Bmesmo nos acontece na psicoterapia, em cada dia que passa. Se não estivermos com os pés bem assentes no chão, a realidade do caso que temos entre mãos, foge subtil e rapidamente entre os dedos e depois, culpamos a teoria à qual nos enfeudámos, sem nos apercebermos que estivemos bem longe dela, sem darmos conta dessa distância.

Tudo isso, deixou-me a pensar durante o resto do dia até tentar entrar em imaginação orientada logo que fui para a cama. Qual seria a origem inicial dessa indignação e quais as soluções possíveis? Rapidamente surgiu a imagem desse quase grupo de conhecidos e talvez amigos, que «desabafavam» as suas (nossas) mágoas junto do senhor de idade, o qual tinha dificuldade em andar muito e tinha parado para descansar, enquanto folheava a revista que tinha entre Imagina-Bmãos.

A reacção pública, com manifestações contra as acções do governo e do parlamento são o reflexo do desengano em que caiu a população quase total ea frustração em que caíu, porque ninguém esperou que a necessária austeridade começasse, continuasse e fosse aprofundada apenas com os mais desfavorecidos. Os candidatos a deputados garantiram que não iriam aumentar impostos ou reduzir salários.

Uma vez governantes, ao tomarem posse dos cargos, asseguraram que as despesas do Estado seriam diminuídas, as grandes fortunas fortememente taxadas, as fundações, parcerias e institutos eliminados ou redimensionados, a Acredita-Beconomia relançada, o tecido produtivo apoiado e muitas coisas mais que se dizem «na ocasião» “pour épater le bourgeois”.

Depois, durante mais de um ano, com a desculpa e a coberto da TROIKA, reduziram os salários de quem? Os do povo. Nomearam à pressa os seus boys e girls como assessores, consultores, especialistas, etc. Só falta perguntar, como Valentim Loureiro: “Quantos são? quantos são?

Passaram a reduzir os vencimentos e até os subsídios de natal e de férias aos funcionários públicos, passando a pagar aos «seus ditos» abonos durante esse tempo, em vez de subsídios!!!Consegui-B

Paulo Portas esqueceu-se dos altos vencimentos de muitos gestores de que muitas vezes falou durante as suas visitas às feiras e mercados. Agora, até parece que aumentaram.

Passado mais de um ano de depredação dos vencimentos dos funcionários, as gorduras do Estado continuam por ser reduzidas, as fundações, os institusos e as parcerias público-privadas parece que dançam na corda bamba, bem equilibradas, sem cair, e sem se saber os causadores do descalabro, quanto mais culpabilizados e punidos. As frotas de carros pouco diminuem e a guarda pessoal aumenta. Logo, temos menos polícia nas ruas ou mais despesa com novos contratos. As investigações e as auditorias aumentam sem qualquer resultado palpável.Maluco2

Os mais ricos, pouco mais contribuem do que os «desgraçados», que nem uma bucha tem para dar aos filhos, quanto mais livros para ajudar a melhorar o nível educacional do povo que tanto necessita de gente capaz de enfrentar os desafios que vêm do Oriente e do Ocidente.

As grandes fortunas pouco ou nada contribuem. As «off-shores» estão bem, muito obrigado. Os desvios têm lugar seguro para onde «emigrar» e gozar férias em clima primaveril ou estival.

Os ricos continuam a viver o melhor possível, com muita coisa importada e sem dar o seu contributo aos produtos nacionais.Psicopata-B Também os produtos nacionais não têm incentivo para crescer e aumentar. Os «furtadores», continuam à solta, talvez por sobrelotação das cadeias, alguns apesar de condenados, e sem ressarcir o Estado das delapidações ocasionadas por eles. Estão pacientemente à espera, em casa, que o tempo passe e a poeira assente. Cá, em Portugal, fazemos uma tempestade num copo de água!

Assim, a economia, decalcada provavelmente de modelos teóricos, vai-se afundando, podendo deixar-nos num poço sem fundo depois de anos de sacrifício. Com toda esta expectativa, como pode a população ficar impávida e serena a ver o barco ir a fundo, para mais, com o contributo do governo que ela elegeu com uma  maioria da minoria, coligada com outra minoria da minoria? Provavelmente, só barafustar nos comícios e manifestações não deve Joana-Bchegar.

Se os governantes ouvissem os constantes apelos feitos pela população não demagógica e sofredora, talvez houvesse algum mérito e todos tivéssemos alguma vantagem para:

1 Ajudar as pequenas e médias empresas sérias e aumentar e a expandir, dando emprego a muita gente. Para isso, bastavam empréstimos com juros baixos.

2. Apoiar a agricultura, as pescas, as indústrias e os produtos regionais, além de fomentar a produção de artigos e serviços, Organizar-Bincluindo turismo.

3. Ajudar essas e outras empresas a difundir os seus produtos no estrangeiro e a exportar, para a entrada de dinheiro e novas divisas, com a consequente expansão da economia.

4. Repor o dinheiro dos que ganham pouco, para eles o gastarem no consumo interno mínimo de sobrevivência, que pode ajudar a manter e a expandir as pequenas empresas.

5. Procurar lançar impostos nos grandes vencimentos (falem com Paulo Portas), fortunas e «off-shores».Difíceis-B

6. Acelerar a justiça e mudar as leis de modo a obrigar TODOS os faltosos a ressarcir rapidamente o Estado dos danos causados com as suas fraudes.

7. Resolver o problema das parcerias, institutos  e fundações, responsabilizando os culpados e obrigando-os e cumprir as penas devidas, comportamentais e financeiras, sem delongas nem justificações.

8. Diminuir drasticamente os grandes consumos feitos pelos membros do governo, parlamento e outros dirigentes com vencimentos, transportes, cantinas baratas com ementas de luxo, etc.Psi-Bem-C

9. Diminuir drasticamente o número de deputados, ministros, secretários, sub-secretários, assessores, consultores, especialistas, sejam «inteligentes» ou «ignorantes», porque o seu trabalho pode ser feito por muitos Directores-gerais e seus colaboradores como acontecia antigamente. Menos de metade de toda essa gente, seria óptimo. Países muito grandes e prósperos dão-nos o exemplo.

10. Eliminar os constantes e dispendiosos pareceres, estudos, consultorias, etc. que custam fortunas e que podem ser gratuitamente feitos pelos funcionários do Estado, não se lhes assacando o rótulo de incompetentes. É o exemplo do actual ministro da saúde que já esteve, a peso de oiro nas finanças, não se sabendo o que fez de valioso.mario-70

11. Em vez de «apertar o pescoço» quase de rompante a muito mais de metade da população que contribuiria para melhorar o nível de vida de Portugal, protelar o empréstimo por mais algum tempo, utilizando a contenção de custos como meta fundamental para todos. Cuidado! A técnica da saciação, flooding ou implosive therapy utilizada com displicência, sem conhecimento aprofundado da situação e grande prática do técnico que a vai aplicar, pode originar um agravamento da situação inesperado, indesejado e incontrolável. Nestes casos, uma dessensibilização ao vivo lenta e progressiva é muito mais eficaz, duradoura e segura.Biblio

12. Restringir o consumo desenfreado e inútil. Para esta finalidade, a fim de não cercear a liberdade, basta aumentar os juros dos empréstimos para bens de luxo e taxá-los com um IVA maior. O recente  incentivo à compra desenfreada de casas e bens de consumo, foi um mau serviço prestado numa economia não muito desafogada e um óptimo negócio para os bancos! Já se esqueceram?

13. Para que pelo menos isto seja exequível em pouco tempo, é indispensável que exista o exemplo «de cima» a fim de não cairmos no ditado: “Bem prega Frei Tomás – faz o que ele diz e não faças o que ele faz…». É a pqsp2modelagem pura e simples.

14. Portugal não pode continuar a ser o aluno submisso dum professor pouco compreensivo. Tem de saber resistir, fazer compreender, dialogar e exigir que as aulas sejam dadas de modo diferente para que a matéria dada, seja aprendida com sucesso. Foi o que sempre procurei saber e fazer junto dos meus alunos. E tive muita sorte.

15. Para que as coisas se modifiquem, é indispensável que o governo não seja caturra, utilizando só os livros teóricos, sem ouvir o povo que está «no terreno», farto de dar palpites. Sem ir vender pastéis de Belém nem ordenhar a vaca 10 vezes por dia para ter mais leite, ou passar a vida como formigas para as cigarras se banquetearem, é necessário ouvir o povo e DIA-A-DIA-Cagir sem medo nem tibiezas, pondo de lado os «inteligentes» e os «ignorantes». Foi o que todos os candidatos antes, e governantes depois, prometeram, quando tomaram posse dos seus «postos de trabalho» pagos pevo POVO!

Estarão a cumprir?

É pena que não haja um tribunal que os julgue pelos danos financeiros, matérias e morais que podem causar e até já causaram com as suas actuações, especialmente nas últimas duas décadas. De mais não me lembro, porque acordei dum sonho agitado que a conversa do grupo me provocou.

Já leu os comentários?arvore-2

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É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

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One thought on “ONDE NÃO HÁ PÃO …

  1. Anónimo on said:

    Estamos nesta situação a que chegámos, com os diversos desgovernos que se foram verificando desde 1975. Não sei como se poderá dar a volta a isto tudo. Parece a donzela que, antigamente, se queria mostrar muito atraente e púdica. Puxava o vestido para tapar os seios e viam-se-lhe as pernas e quando tapava as pernas, viam-se-lhe quase os seios. Assim estamos nós com a economia e não temos dinheiro, mesmo emprestado, para comprar um pouco de tecido e aumentar o comprimento do vestido.

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