PSICOLOGIA PARA TODOS

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DEPRESSÃO

A notícia dada hoje no Canal 1 da Televisão Pública (TV1 – o nosso canal), de que a depressão pode ser tratada sem medicamentos, deu-me vontade de soltar, em primeiro lugar, uma forte gargalhada com um grande: “Ca ganda notícia!”

Em segundo lugar, fez-me lembrar a preocupação com os diagnósticos que se fazem em psiquiatria, e que os psicólogos tentam imitar sem saber dar, posteriormente, o apoio necessário a essa pessoa.

DIAGNÓSTICOS 1
DIAGNÓSTICOS 2
DIAGNÓSTICOS 3
DIAGNÓSTICOS 4
DIAGNÓSTICOS 5
DIAGNÓSTICOS 6
DIAGNÓSTICO FINAL
«arregaçar as mangas»

Em terceiro lugar, fui-me lembrando da nossa preocupação, desde antes de 1978 (1976), em resolver a situação, mais do que de diagnosticá-la, já que mais de 90 por cento de casos, diagnosticados em psiquiatria, foram resolvidos sem recurso a medicamentos (J).

Mais concretamente, dos 41 casos estudados, 14 resolveram (r) os seus problemas, 69 melhoraram (m) e 17 abandonaram (a) a psicoterapia. A grande parte dos que melhoraram e não continuaram, julgou que não necessitava de mais ajuda, não se podendo excluir também o factor financeiro. Do que abandonaram, muitos disseram que não podiam continuar a pagar a psicoterapia, já que era realizada em consultas privadas, porque o Estado não lhes proporcionava esse benefício (L). O medicamento era mais barato.

Dos casos de depressão,em que o tratamento variou entre os 90 e os 193 dias, que foi considerada a média, temos os casos:

76-007, com 245 dias (m);
77-045, com 512 dias (r);
77-047, com 227 dias (m);
77-050, com 805 dias (a);
78-003, com 200 dias (a);
78-042, com 212 dias (m);
79-030, com 300 dias (m);
79-053, com 296 dias (m).

A letra (r) indica que, numa escala de 11 pontos/conceitos, o paciente atingiu o ponto 3 ou menos das suas dificuldades.
A letra (m) indica que o paciente atingiu 5 ou menos na mesma escala.
A letra (a) indica que abandonou o tratamento.

A escala 11 pontos/conceitos, para cada um indicar o valor das suas dificuldades, é a seguinte:

10 máximo
9 muitíssimo
8 muito
7 bastante
6 acima da média
5 média, normal
4 abaixo da média
3 pouco
2 pouquíssimo
1 insignificante
0 mínimo

Infelizmente, alguns pacientes tiveram de ser posteriormente tratados enquanto estavam a ser medicados, porque havia necessidade de «prescrição e controlo do psiquiatra» para poder beneficiar da psicoterapia e possível comparticipação financeira.

Contudo, esta condição é extremamente danosa porque pode conduzir a casos de suicídio ou a outras «doenças» como a bi-polar. Que o diga a «Perfeccionista», uma médica a especializar-se em bioquímica que teve de abandonar a psicoterapia durante a qual melhorou, porque o psiquiatra insistiu em que a dose medicamentosa deveria ser aumentada em vez diminuída, facto que ocasionou o abaixamento da nota do estágio (N).

RISCO DE SUICÍDIO
RISCO DE SUICÍDIO 2
RISCO DE SUICÍDIO 3

Contudo, lembro-me perfeitamente que, devido a várias circunstâncias, também sofri de depressão ansiosa reactiva grave, com vontade de pôr termo à vida, de vez em quando, durante o tempo em que segui obrigatoriamente a medicação que me era imposta. Só quando me aliviei subrepticiamente da medicação, a situação aliviou e melhorou com a terapia do equilíbrio afectivo e a imaginação orientada.

O mesmo aconteceu durante pouco tempo com o Antunes (B), enquanto foi medicado. O resto, foi autoterapia baseada em «conversas» com um amigo psicólogo, muita leitura e treino pessoal.

A Cidália (C), que se ia alienando aos medicamentos, ao álcool e às relações sexuais promíscuas, não melhorou enquanto foi medicada. Os seus sintomas só se aliviaram e conseguiu resolver o seu problema, com total ausência de medicamentos, quando se submeteu à psicoterapia com muita colaboração sua, bastante leitura e treino em casa.

A Isilda (H) também pode dar o seu contributo juntamente com a «nova paciente», que fez a sua quase autoterapia com leitura e muito treino em casa.

O Júlio (E), que diga qual a razão da sua depressão. Ter família nos arredores de Coimbra e vir estudar em Lisboa, aos 10 anos de idade, morando com a família do seu padrinho amigo, é caso para isso? E para medicação?

Contudo, o melhor de tudo, é termos capacidade de prevenção em relação ao fenómeno depressivo que assola mais de 60% da população e, de momento, deve aumentar exponencialmente com a crise que atravessamos.

Organizar-BPROFILAXIA E PSICOTERAPIA NA DEPRESSÃO
PROFILAXIA E PSICOTERAPIA NA DEPRESSÃO 2
PSICOTERAPIA PREVENTIVA E DEPRESSÃO
PSICOTERAPIA PREVENTIVA E DEPRESSÃO 2

Senão, podemos ter o mesmo fim da paciente A que se suicidou num momento de extrema depressão, quando era fortemente medicada, estava de baixa e já não lhe era facultado o apoio psicoterapêutica dado anos antes, durante os quais melhorou substancialmente e rendeu bastante no serviço (N).

As letras a negro, entre parêntesis, indicam os livros respectivos mencionados no post de acolhimento no blog de edição TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS.

Já leu os comentários?

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO
de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

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2 thoughts on “DEPRESSÃO

  1. CãoPincha on said:

    Já que citou peças nossas no seu fecebook, o que diz agora acerca da opinião do Doutor Paulo Teixeira Morais quanto à televisão e as crianças?
    CãoPincha

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