PSICOLOGIA PARA TODOS

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CRIANÇAS E TELEVISÃO – 1

Acabamos de receber o seguinte comentário dos CãoPincha acerca da importância da televisão nas crianças, citada pelo Dr.Interacção-B30 Paulo Morais.

Já que citou peças nossas na sua conta do Facebook, o que diz agora acerca da opinião do Doutor Paulo Teixeira Morais quanto à televisão e as crianças?
CãoPincha

Por este motivo, depois de dar uma rápida vista de olhos pelo artigo, esclareço que concordo, em parte, com ele quanto à limitação de anúncios, como na Europa. Contudo, não posso colocar de lado a importância dos pais. Os pais, por mais difícil de seja, não se podem demitir do seu papel fundamental de educadores e de fornecedores de Psicologia-Bmodelos de actuação.  Não basta dizer o que os filhos devem fazer e exigir que eles tenham uma linguagem «civilizada» com muitas desculpabilizações e  justificações à mistura. É necessário mostrar como se faz e, se necessário, desligar a televisão, mesmo à custa de seus próprios interesses e dvertimentos.

Este problema não me foi alheio em 1977, quando colaborava com o PARQUE, jornal do Centro de Bem-Estar Social de Queluz. Por este motivo e voltando a dizer que os pais não podem prescindir a sua tarefa de educadores, não basta haver proibições. É necessário que se limite a fonte de modelos a serem imitados e que os pais sejam capazes de «dialogar» com os filhos sobre este assunto tão importante para a formação da sua personalidade. A televisão existirá sempre e pode ser uma forma de aprendizagem, com fácil difusão da informação, tanto para o progresso como Joana-Bpara a crime. Por isso, é necessário preparar «as cabeças» de quem a vai «observar» e «absorver». De que maneira e com que finalidade?  As armas, tanto podem ser de defesa como de ataque. Não é apenas limitando a sua venda que se resolverá o problema da delinquência. É necessário actuar nos agentes. Tanto se pode aprender a ser santo como vilão. Depende do meio ambiente em que se vive.  Bandura, já fez as suas experiências, largamente divulgadas, como o «social learning» e verificaram-se experimentalmente os resultados.

Em 2012, já temos televisão a cores, o que é muito mais agradável do que a preto e branco. Os programas, quase nada mudaram a não ser para importar filmes de violência que só devem ser vistos com a devida discussão e sua descodificação através dos Saude-Bpais. O que têm os pais a dizer acerca da telenovela Morangos com Açúcar? É boa, má, ou razoável? Para quem? Que comportamentos irá incentivar e fixar em certos jovens? Quando eles, com carências em casa, se identificarem cm certos personagens, que resultados podemos daí esperar? Se eles pudessem ver a telenovela sob um ponto de vista crítico e discutir com os pais… mas, onde estão eles? É caso para meditar.

Além disso, é bom que as crianças, a estruturarem a sua personalidade a partir dos 6 a 8 anos, olhem para todo este panorama sob um ponto de vista crítica e não de aquisição de modelos. Lá estão os pais ou as pessoas mais gradas da família com trabalho! Não podem ser eles a ver com agrado, lembrando-se dos seus problemas recalcados, enquanto dizem aos filhos que os filmes ou as telenovelas não prestam. Lá estará a dissonância cognitiva a entrar em acção. Para Imagina-Bconcluir o nosso raciocínio, podemos dizer que a TV é tão boa como um bisturi bem afiado. Depende das mãos em que está, da finalidade com que se utiliza e dos resultados pretendidos. Pais! Trabalhem para que os filhos possam ser melhores do que nós. Para isso, temos de nos consciencializar dos nossos defeitos e falhanços.

Para uma melhor compreensão desta problemática, como a nossa televisão já é a cores e sobejamente comercial, os pais que se preocupam com a educação ou estruturação da personalidade dos filhos podem consultar todos os posts relacionados com moldagem, modelagem, identificação e reforço vicariante e fazerem a sua opção, podendo ler, para tanto, os livros dos que foram apoiados em psicoterapia porque a sua personalidade sofreu desequilíbrios e necessitou de ajuda para a reequilibrar.mario-70

Nestes termos, vamos a seguir, quase transcrever em dois posts, um artigo publicado no PARQUE, em 1977, mas, entretanto, podemos dizer que um paciente ajudado em psicoterapia, diagnosticado como PSICOPATA, demonstrou, com a sua completa recuperação, que nunca teria chegado ao ponto de tentar estrangular a noiva por três vezes, se a sua «educação» fosse diferente:

O impacto de TV na vida das crianças

Os pais preocupam-se acerca dos efeitos que a TV tem hoje em dia na vida dos seus filhos. Esta preocupação, levou-nos à Biblioconsulta de publicações que, pela sua seriedade, nos pareceram adequadas à aquisição de informações que nos podem elucidar sobre este assunto.

Além dessa consulta, fizemos perguntas a algumas crianças acerca da aprendizagem que por elas é feita através da TV.

Vamos a seguir descrever o resultado do nosso trabalho.

O «Television in the lives of our children» (Televisão na vida dos nossos filhos) editado em 1961 pela Stanford University Press, contém uma extensa investigação realizada por três psicólogos: Wilbur Schram, Jack Lyle e Edwin B. Parker. A revista Acredita-BPsychology Today nos seus números 3 e 6, de 1975, contém investigações feitas por Carol Tavris, Guy Cumberbatch e Dennis Howitt, sobre os efeitos da violência no comportamento das crianças.

Todas estas investigações englobaram estudos sobre muito mais do que 20.000 crianças, suas famílias e escolas, entre os anos de 1958 e 1914, na Inglaterra, Canadá e Estados Unidos da América.

A conclusão a que todos os investigadores chegaram, é que, para algumas crianças, em determinadas condições, os programas de TV são prejudiciais enquanto para outras, o não são. Se as condições se alterarem, os programas podem até ser benéficos para as primeiras e prejudiciais para as segundas. Para a maioria das crianças, os Psicopata-Bprogramas não são essencialmente nem benéficos, nem prejudiciais. Portanto, para avaliar se um determinado programa é benéfico ou prejudicial para uma certa criança, seria necessário observar com minúcia todas as condições em que a criança vê o programa, tal como as suas experiências passadas, o tipo de família a que pertence, a atitude da família em relação ao programa, a emotividade desencadeada pelo mesmo, a idade e tipo dos actores, assim como vários outros factores fundamentais.

Quais os programas melhores e quais os piores? Melhores e piores para quem? Quisemos, portanto, tentar saber a opinião de alguns dos alunos dos primeiros anos do Liceu a fim de podermos fazer uma ideia daquilo que se está a passar aqui e agora entre nós – princípios do ano de 1977 –, especialmente em relação aos filmes que suscitamMaluco2 opiniões das mais controversas entre os adultos.

Vamos começar por ouvir a opinião do Carlos Miguel, aluno do 3° ano do Ensino Secundário, com 15 anos de idade, acerca do filme KUNG FU, um dos que também na América e na Inglaterra originou críticas das mais diversas – «O SINAL DO DRAGÃO»:

Uma das razões porque acho que este filme foi proveitoso para mim, foi justamente a de praticar Judo nessa altura. O filme focava muito intensamente o aspecto da arte marcial que nasceu na Antiga China e que era uma mistura das várias escolas de artes marciais de países orientais como a China e o Japão. Associado a este aspecto do Consegui-BKUNG FU e fazendo parte da própria técnica, havia também a filosofia que, baseada na fé em Deus, através de muita concentração, facilitava a cultura espiritual. Claro que esta filosofia não teria nada a ver com a psicologia actual. E porque é que este filme foi proveitoso para mim?

1-       Porque me fazia ficar mais calmo e reduzia a agressividade; aliás, através do judo a agressividade já tinha diminuído: o filme fazia-me encarar, portanto, de uma forma verdadeira, outra forma de luta.

2-       Porque sendo eu cinto amarelo, nessa altura, como tinha somente dois anos de prática, o filme impingia em mim uma motivação para a criação de novas técnicas e maior aprendizagem do judo somente através da neuropsicologia-B
filosofia; além disso, foi reduzindo a pouco e pouco a passividade das aulas.

Outro filme controverso é o SANDOKAN. Vejamos mais uma opinião:

«Um dos filmes que eu gostei foi o SANDOKAN. Neste filme, gostei mais das lutas de Sandokan; da maneira como ele defendia o seu povo e a sua ilha; das intenções que ele tinha em arriscar a sua vida pela vida de seu povo, lutando com energia. Mas não gostei da parte do filme em que os ingleses foram traiçoeiros, fingindo-se amigos do povo de Mompracem, à espera de ter uma oportunidade para os atacar a fim de matarem Sandokan e o seu povo, e a ilha ficar a pertencer à lnglaterra. Esta opinião foi a de Graça Maria de 13 anos, aluna do 2º ano doDepressão-Bensino secundário.

É interessante notar que estas crianças cujas opiniões ficaram registadas, não tiveram limitação na escolha dos filmes, mas sim no horário estabelecido nas vésperas dos dias de aulas. Os pais delas discutem, às vezes, os filmes com os filhos sem fazerem exclamações ou comentários durante a sua exibição na TV.

A terceira opinião pertence a Ana Paula, de 14 anos, aluna do 8º ano d:o Ensino Unificado: Não gostei muito do filme O BARÃO AVENTUREIRO porque, embora fosse um filme com muita fantasia, havia partes que eu não achava muito próprias para o género de gosto das crianças em geral, embora possa haver algumas que pensem o Organizar-Bcontrário. Gosto muito dos filmes policiais porque há sempre um crime a desvendar e gosto de ver a maneira como eles resolvem os casos e como descobrem tudo. Gosto muito dos filmes portugueses e só tenho pena do cinema português estar tão pouco desenvolvido. Outros filmes de que gostei foram os de Fernandel por serem engraçados e o actor ser cómico».

Outra opinião foi da Florbela, de 10 anos, que frequenta 1º ano. do ciclo: «Eu gostei do filme Peter Pan porque as personagens principais eram rapazes e raparigas novas e alguns sabiam voar. Gostei também doConde de Monte-Cristo porque ele descobria sempre os que faziam mal e depois dava as coisas roubadas a quem pertenciam e defendia os pobres»Abade Faria

(continua e finaliza em CRIANÇAS E TELEVISÃO – 2)

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVOarvore-2

de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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