PSICOLOGIA PARA TODOS

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O ORÇAMENTO PARA 2013

Perguntaram-me há dias se, em psicologia social, achava boas as medidas adoptadas com o novo orçamento, porque podiam «dar para o torto». Isto fez-me lembrar um caso de psicoterapia em que tive de utilizar a técnica de saciação, implosive therapy ou flooding num caso de encoprose, muito resistente e avançada.

De facto, nada tinha sido feito com uma criança que já se encontrava com estes sintomas há meses. Só no fim, quando deixou de defecar durante dois meses é que se lembraram de procurar o psicólogo já que os médicos nada tinham achado de anormal.

O «caso» da encoprose que se vai descrever a seguir, pode elucidar um pouco melhor os meandros e os perigos Organizar-Bdesta técnica.

Fernando tinha 4 anos quando a mãe, já aflita, recorreu ao psicólogo, porque os médicos, quer pediatra, quer de clínica geral, nada achavam de anormal na criança. Contudo, a sua defecação era esporádica e havia retenção de fezes durante muitos dias. A mãe fazia-lhe massagens na barriga, dava-lhe laxantes e clisteres mas a retenção ia aumentando até que se prolongou por dois meses. Por fim, o psicólogo, sabendo da história familiar e conhecendo o Fernando com quem tinha muita confiança, resolveu utilizar a técnica de saciação (flooding) como recurso último, imediato e rápido, embora muito arriscado e muito prejudicial, se falhasse.

Interacção-B30Por isso, os pais deixaram o Fernando em casa do psicólogo, onde jantou, enquanto os pais iam visitar uns amigos. Antes da refeição, puseram-lhe um Microlax. A seguir, o Fernando foi entusiasmado a fartar-se de comer um prato de que gostava imenso. Foi também entusiasmado a comer um bom gelado, para facilitar o dejecto.

Por esse motivo, foi bem reforçado ao comer mas, passado algum tempo, como se sentia «muito cheio», foi levado à casa de banho. Aí, com a ajuda de outro Microlax, embora contra a sua vontade, foi obrigado e continuar na sanita enquanto se massajava a sua barriga. O Fernando queria sair da sanita dizendo que queria ir para a sua Difíceis-Bcasa. Sabendo que ninguém estava em casa nesse momento, lavado em lágrimas, continuou a gritar “Quero ir para a minha casa”, enquanto continuava a não dejectar, mas tinha dores de barriga.

O apoio que lhe foi dado, nesse momento, consistiu em fazer-lhe massagens na barriga, fazer «sentir» que a barriga doía muito, o que só passaria depois de ele fazer cocó. O psicólogo e outras duas crianças não o deixavam sair da sanita, dizendo-lhe que não podia sair de lá enquanto não tivesse dejectado pelo menos um pouco.

Psicopata-BDemorou cerca de uma hora a choramingar, sentado na sanita, para que começasse a dejectar porque as fezes estavam duríssimas. No final, o resultado foi uma espécie de chouriço muito duro que se conseguiu tirar da sanita para mostrar aos pais, que deviam estar a chegar da visita que tinham ido fazer.

O psicólogo aproveitou esta oportunidade para reforçar o Fernando e guardou as fezes num frasquinho, embrulhado em papel de prendas, para ele o oferecer à mãe, logo que ela chegasse. Logo que o Fernando se aliviou, foi entusiasticamente felicitado por todos dizendo que se portava como uma pessoa crescida e capaz de ir à sanita como os outros, não tendo necessidade de usar fraldas, por precaução. Este «feito» foi, de novo, ruidosa e entusiasticamente reforçado por todos, quando os pais chegaram. A partir desse dia, o Fernando começou a dejectar Maluco2com regularidade.

Contudo, a razão da encoprose podia estar relacionada com o ambiente familiar, porque o Fernando já sofrera alguma quedas e quase desmaios no ginásio da escola-infantário, sem causas epilépticas ou quebras de tensão. O caso já tinha passado pelo médico que nada de anormal detectara. A razão principal podia ser o ambiente familiar e, especialmente, o relacionamento com a mãe.

Embora o resultado prático, visível e detectável da situação parecesse ter ficado resolvido, o seu relacionamento com a mãe ou, pelo menos a atitude dela para com o filho pouco mudou. Passados anos, depois da sua neuropsicologia-Bindependência psicológica e profissional, houve um afastamento temporário em relação aos pais, o qual foi abrandando com o casamento e constituição duma nova família.

Ainda bem que este caso ficou resolvido a contento e com grande risco suportado pelo psicoterapeuta. Uma falha na sua devida utilização ou resultado, poderia aumentar a dificuldade da criança como aconteceu noutro «caso» em que uma jovem tinha medo da sujidade, descrito na técnica de Saciação (flooding ou implosive therapy), nas páginas 130 e seguintes do livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F).

Depressão-BO que o governo está a fazer, é utilizar agora, uma espécie de técnica de flooding, sem prever, com cuidado, os resultados possíveis e sem ter feito algo anteriormente, para não deixar aumentar as gorduras iniciadas, em 1990, e ajudando até a que elas se avolumassem «alegremente» nos últimos 10 anos.

Contudo, o pouco que já fez durante mais de um demonstra que a técnica não pode ser esta e que a dessensibilização, embora mais demorada, é muito mais aconselhada. Se o doente não morre de doença, pode morrer da cura se não adquirir qualquer outro vício.

Já leu os comentários?arvore-2

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Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

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One thought on “O ORÇAMENTO PARA 2013

  1. Já estive no facebook e estou a gostar desta comparação.

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