PSICOLOGIA PARA TODOS

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A POLÍTICA DO ÚLTIMO MEIO SÉCULO

Com o seguinte pedido, como comentário:Interacção-B30

“Já vimos as suas últimas intervenções no Facebook e ficámos satisfeitos pela maneira como abordou os temas. Gostaríamos de ter uma opinião sua em relação à política em Portugal no último meio século. Se nos puder dar a sua visão sobre o assunto, mesmo que não caiba na psicologia social, pode ficar num poste cujo link seria mencionado no Facebook, porque parece que existem pessoas que gostam da sua intervenção. Vá lá. Como a nota no Facebook pode ficar muito extensa, faça um poste neste blogue. Faça a vontade pelo menos ao nosso grupo de amigos e «discutidores» da política nacional, antes que eu tenha de «emigrar», de novo, dentro de dias. Com as coisas que vão acontecendo, estamos todos ansiosos e receosos do pior.Organizar-B
CãoPincha.”

resolvi deitar-me à noite, em Imaginação Orientada, focalizando-me nas minhas percepções acerca deste assunto e utilizando alguns dados colhidos durante anos, a visitar o blog do Compincha, isto é, de quem nos pediu esta opinião. Quando acordei, não como psicólogo, mas como um cidadão muito amargurado que necessita de desabafar com o rumo que este país tem estado a tomar nas últimas duas décadas, o resultado foi conseguir descrever ao fluir da pena e sem quaisquer apontamentos ou consultas, as recordações que fui tendo aos poucos.Psicologia-B

Salazar ficou «incluído» na política porque já não havia ninguém que salvasse a economia deste país. Embora nunca tivesse dado aulas em «prestigiadas universidades americanas», resolveu tudo à custa do sacrifício dos portugueses. Cortar nas despesas é mais fácil do que aumentar as receitas: era nessa solução que eu discordava do meu pai.

Passada uma década, quando tudo podia ter caminhado para o sucesso, continuámos a marcar passo para o deixar ficar no poder até cair da cadeira. A PIDE, a CENSURA e os grandes MONOPÓLIOS foram os seus amparos directos.Saude-B

Marcelo Caetano, que antes parecia mais liberal, quando tomou conta do poder, vacilou tanto que deu passos atrás. E muitos! Há anos, eu tinha tomado conhecimento de algumas facetas peculiares da sua personalidade.

Lá se foi a Primavera Marcelista, porque tinha tido uma belíssima oportunidade de tratar rapidamente da autonomia de todas as províncias ultramarinas, especialmente quando foi a Angola e viu de perto a realidade social. Como devia estar com os óculos sujos, a sua percepção foi completamente diferente da realidade, a ponto de, julgo eu, incentivar os americanos a avançar.Biblio

Estes, com os seus serviços secretos bem montados, aproveitaram-se do descontentamento nas forças armadas e incitaram o partido comunista para as estimular a entrar em acção a fim de promover o derrube do governo.

Com a mudança de governação, parecia que as coisas estavam a começar a querer entrar na ordem, mas nem os comunas nem os militares estavam satisfeitos.

Os militares, julgando que eram os donos de tudo, começaram com acções de propaganda e incitamento à violência, ajudando os civis a tomarem conta de muita coisa que foram destruindo, provavelmente, como deslocamento contra os maus tratos
mario-70sofridos anteriormente.

Com esta vitória, quando só a extinção da PIDE e da CENSURA seriam o suficiente para, dentro de um ou dois anos, fazer entrar o país num rumo certo, os «comunas» não podiam deixar de «molhar o bico» e começaram com as ocupações e nacionalizações.

Começam as independências desastrosas seguidas de guerras inúteis e devastadoras em algumas das antigas colónias ultramarinas.

Contudo, estas duas forças conjugadas, enxotaram o Spínola do país e instalaram um governo que só fez disparates, com dias Imagina-Bdo trabalhador, etc. Quem era o Ministro do Trabalho (1974-75) e onde foi parar esse dinheiro dado pelos trabalhadores?

Para ajudar a pôr o país em ordem, os americanos entraram subtilmente em acção. Lembram-se do Carlucci e das conversas que teve. Com quem? Adivinhem que ele deve estar a cavar no quintal.

Com o 25 de Novembro, parecia que tinha começado uma mudança que redundou nos partidos que se foram consolidando. Contudo, os desacatos não pararam, com os partidos e entrarem subtilmente em acção através de diversos subterfúgios.Acredita-B

Entretanto, o tempo foi desperdiçado com acções inúteis, as terras ocupadas ficaram quase abandonadas, a produtividade foi diminuindo, o dinheiro foi escasseando e a vida começou a tornar-se cada vez mais cara. O resultado foi vender ouro que o «velho das botas» tinha acumulado. Começámos a ficar mais pobres.

Entretanto, com a forte personalidade de Sá Carneiro, parecia que as coisas iriam melhorar. Contudo, se melhorassem para alguns, podiam piorar para outros. Quem são esses «outros»? Eis que «surge» o providencial «acidente» de aviação, não se sabe como, nem se consegue saber a mando de quem. Será da «impunidade»? Psicopata-BQuantas pessoas dos partidos «democráticos» estarão implicadas nisso? Até hoje, ninguém conseguiu descobrir, mas acerca do «fundo» que havia para as armas, ninguém dá uma explicação convincente.

No meio desta barafunda, começa o processo da integração de Portugal na comunidade europeia. Surgem dinheiros que não se sabe como serão pagos, mas depressa se descobre como serão gastos, indo parar fartamente aos bolsos dos que estavam alerta, como consultores, assessores, negociadores e outras coisas, em contacto com a comunidade. Surgem as primeiras suspeitas de fraudes e dinheiros mal gastos e pior recebidos.

Começa aqui o descalabro de imaginarmos que a Comunidade era uma vaca que dava leite a todo o tempo indiscriminada e Maluco2gratuitamente. Nesta ocasião já se sabia qual o défice que se podia ter, quais os juros a pagar, quais as ajudas dadas a fundo perdido e outras condições para pertencer a uma comunidade à qual nós tínhamos pedido para aderir. Ninguém nos impôs a pertença a essa comunidade.

O que se fez democraticamente até então?
Mário Soares começou a estar onde Deus estaria mais tarde.

Cavaco começou com dívidas para obras megalómanas iniciando-se nas parcerias que seriam ruinosas para o Estado.Consegui-B

Guterres quis suplantá-lo com mais parcerias, obras inúteis e institutos, fundações, etc., tudo com o beneplácito do Estado. Semeou cartões de crédito e altos vencimentos para os gestores das diversas empresas que foram surgindo como cogumelos? Foi esportulando largamente até entrar no pântano. Daí a sua fuga para o albergue da CGD como preparação para ir dar abrigo e sopa aos refugiados.

Entram depois os folclóricos que queriam fazer vias de alta velocidade, aeroportos, etc. mas, em vez de comboio, foram de avião para Bruxelas porque os cargos ocupados também tinham proporcionado muitos «contactos» Depressão-Bnecessários e interessantes.

Entretanto, foram-se gastando rios de dinheiro em projectos, pareceres, estudos, etc., tudo feito por encomenda a empresas bem remuneradas que já tinham no Governo os seus promotores, fazendo crer que no Estado não havia funcionários e técnicos capazes de elaborar esses projectos por um custo muitíssimo inferior.

Depois de interregnos em que se continuou a gastar dinheiro com obras pouco reprodutivas, chega o providencial Sócrates, bem conhecido dos ingleses, que continuou com as megalomanias das auto-estradas, das parcerias, etc., e com o projecto do aeroporto «jamais», gastando «à fartazana». Para isso, serviram as adjudicações por Psi-Bem-Cajuste directo e talvez proveitoso para alguém, além da lentidão e ineficácia da justiça alicerçada em leis favoráveis a esse tipo de contratos, corrupções, enriquecimento ilícito, etc.

Donde veio o dinheiro a não ser das dívidas que foram contraídas, cada vez em maior quantidade, sem ningém se importar em saber quem as iria pagar?
Quem deu aos governantes a procuração para contrair as dívidas, cada vez maiores, para obras não reprodutivas e não rentáveis? Não fomos nós que, com a nossa abstenção ou o nosso voto, demos carta-branca à maioria da minoria, para isso e para muito mais?

Com todos estes projectos, pareceres, planos, parcerias, gestores, etc., que custaram e continuam a custar «os olhos da cara» – Difíceis-Bpelo menos em dívidas – aos contribuintes, o que poderíamos estar agora à espera, de indivíduos pouco preparados, livrescos e com falta de visão social e humana, provavelmente, a trabalhar a soldo de alguém, tal como deve ter acontecido no tempo da «Revolução de Abril»?

Da minha parte, posso estar desenganado porque não pretendo votar em qualquer partido. Só aceito as listas uninominais porque, neste descalabro, participaram todos, talvez com excepção do bloco da esquerda que também não me inspira muita confiança. A liberalização das drogas levas terá sido uma vantagem ou está a transformar-se num pesadelo? Fez-se algum estudo ou uma consulta popular para um assunto tão importante?

Em psicologia social, mais vale prevenir (antes) do que tarde remediar, o que pode, às vezes, ser impossível.neuropsicologia-B

Estas notas escritas de improviso, apresentam apenas a minha percepção das coisas mas, em psicologia social, vão dando ideia dos modelos que estamos a imitar, dos reforços vicariantes que estamos a ter, das diversas facilitações ocorridas durante todo o tempo, da dissonância cognitiva ocorrida em muitas famílias e das aprendizagens que se continuam a fazer com o reforço recebido depois de comportamentos incorrectos. Será da impunidade?

Em que ficou a instrução nas escolas e a educação em casa? Os pais, com os horários sobrecarregados e duplo emprego, têm Respostas-B30tempo suficiente para estar com os filhos para os educar, ajudando-os a estruturar uma personalidade adequada? A educação foi devidamente cuidada para se tentarem desenvolver os cérebros que aqui temos? Ou foi-se tentando fazer demagogicamente apenas uma campanha para ajudar os velhinhos analfabetos a assinarem o seu nome? As mudanças têm de ser a sério a não a mimetizar uma suposto sucesso.

Porque se o leque salarial do vencimento mínimo ao mais alto, é muito maior – e aí se podia poupar muito -, aqui deixo um link sobre o sistema educativo da Finlândia e um video que talvez possa ajudar os leitores a compreender o muito que se podia e devia fazer neste sentido para desenvolver este país, mesmo sem quaisquer dívidas e auto-estradas a mais:

Depois destas linhas e enquadramento em psicologia social, apetece-me fazer perguntas que podem ser pertinentes:Stress-B

▫ Com o corte de dias feriados, aumento de horário de trabalho, diminuição de vencimentos e de regalias sociais, alguém está à espera que os trabalhadores tenham motivação para produzir mais e melhor?

▫ Se não produzirem mais, como vamos ser competitivos?
▫ Se não formos competitivos, como vamos impor ou tornar atraentes os nossos produtos ou serviços?
▫ Se todos esses trabalhadores, que são muitos, não tiverem dinheiro para consumir o mínimo, cá em casa, de que vão viver as nossas empresas e serviços?
▫ Com o IVA a aumentar na restauração, quem vai consumir os produtos e de que vão viver essas empresas?
▫ Se o turismo, que se deseja barato nestes tempos conturbados para todos, ficar reduzido, qual a receita que iremos perder?Psicoterapia-B
▫ Se houver despedimentos por causa disso, quem paga o desemprego? Volta a ser o desgraçado que já foi espoliado no seu ordenado?
▫ Se ficar doente, quem trata dele?
▫ Se as crianças ficarem privadas da alimentação adequada, como vão render e estudar para melhorar o nível do país?
▫ Se há gorduras a diminuir, porque não se dá o exemplo reduzindo «no topo» as que são muito maiores do que cá em baixo?
▫ Se há necessidade de reduzir funcionários que sempre tiveram trabalho a fazer, qual a razão de não se reduzir o número de ministros e deputados que pouco ou nada fazem? Até Salazar, de má memória, trabalhou com muito menos!«Educar»-B
▫ Além de se dever taxar mais os mais riquíssimos, qual a razão de não se mexer nas grandes fortunas e negócios feitos com as mais-valias obtidas à custa da população?
▫ Vamos continuar como a pescadinha de rabo na boca a dar voltas e mais voltas durante mais meio século até que… nunca se sabe…
▫ Se Passos Coelho é bom gestor, como é que a sua empresa ficou com dificuldades?
▫ E como é agora, e foi,  o Vítor Gaspar? A sua família saberá?

O que nós sabemos, sentimos e aguentamos, são as estúpidas medidas de austeridade pela austeridade, sem prever o que vai Depress-nao-Bacontecer e como vamos ficar dentro de meia dúzia de anos. O  vídeo seguinte ajudará a compreender melhor toda a evolução sofrida por alguns e aproveitada por outros durante todo esta tempo?

http://www.youtube.com/watch?v=6oDVnJuM_50&feature=youtu.be

á leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOSarvore-2

Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

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5 thoughts on “A POLÍTICA DO ÚLTIMO MEIO SÉCULO

  1. Francamente, gostei. Continue assim.

  2. CãoPincha on said:

    Gostamos desta exposição e agradecemos a citação dos nossos postes. Já me posso ir embora para ver se trabalho onde me pagam um pouco melhor do que cá.

  3. Mário de Noronha on said:

    http://www.causes.com/actions/1690126-herois-de-dadra-dia-de-portugal-10-de-junho-de-2008?ctm=more_from_cause
    O Vídeo indicado quererá documentar alguma coisa daquilo que eu disse e continuo a pensar?

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