PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Janeiro, 2013”

REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 3

Comentário feito hoje no post REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 2:neuropsicologia-B

“Visitei este blogue e gostei de algumas coisas que disse sobre reeducação. Estou ligeiramente desorientada e gostaria de saber para que serve a psicopedagogia ou a reeducação e quando é que se devem utilizar esses serviços porque tenho um problema em relação ao meu filho de 10 anos.
Para responder a esta pergunta ou comentário, posso transcrever as páginas 64 a 68 do novo livro IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J), em que tive uma conversa sobre a psicopedagogia com o meu amigo Antunes.Acredita-B

– Explica-me lá como é que a psicologia pode ser utilizada na educação e no ensino.
– Com toda a certeza. Quando ouvimos falar em psicopedagogia, estamos a referir-nos à aplicação dos conhecimentos e das técnicas de psicologia na docência, educação e reeducação. É uma área da psicologia muito interessante e ainda pouco utilizada em Portugal.

– Quando é que se torna necessário recorrer à psicopedagogia?
– Os conhecimentos da psicopedagogia são muito úteis e necessários na docência, especialmente quando existem dificuldades Psicologia-Bde aprendizagem. Torna-se imprescindível quando o nível intelectual global do indivíduo se situa dentro dos valores normais ou aceitáveis e se nota uma dificuldade acentuada numa determinada área das diversas capacidades. Temos também casos em que factores emocionais prejudicam o nível intelectual, fazendo crer que as capacidades do indivíduo estão diminuídas. Com uma acção correctiva e incentivadora em psicopedagogia ou reeducação, é possível ajudar o indivíduo em questão a ganhar a autoconfiança suficiente e o equilíbrio emocional indispensável para um bom rendimento intelectual.
“Os indivíduos que têm necessidade de reeducação pedagógica, bem como do equilíbrio e estabilidade emocional, situam-se numa área de anormalidade limítrofe da normalidade. Deixam, por vezes, muitas dúvidas naqueles que os observam, quando não se conseguem aperceber da subtileza dos seus problemas.”Interacção-B30

– De que maneira funciona a psicopedagogia?
– A reeducação ou o apoio psicopedagógico é sempre necessário quando as crianças têm um nível intelectual pouco desenvolvido. Também pode trazer muitas vantagens para as crianças que possuem um nível intelectual global dentro da «normalidade», mas que apresentam falhas parciais no desenvolvimento da lateralidade, esquema corporal, psicomotricidade, atenção, memória, orientação espacial, estereognosia, gnosia digital, soletração, escrita, fluência verbal, etc.. Estas falhas, quando não são reeducadas ou minimizadas, fazem baixar o nível Joana-Bintelectual global e não poucas vezes fazem aparentar um nível intelectual inferior à «normalidade» (G).
“Mesmo que a criança em idade escolar ou nos ciclos básicos não tenha dificuldades emocionais e possua o nível intelectual, a psicomotricidade, as funções proprioceptivas e somestésicas dentro duma «normalidade» global, os ligeiros défices localizados que prejudicam o bom rendimento escolar, podem ser reduzidos através duma reeducação adequada, mesmo que não tenham sido detectados e/ou eliminados numa fase pré-escolar bem orientada.
O período pré-escolar é o momento mais oportuno para se fazerem funcionar, nas melhores condições, as estruturas mentais apropriadas ou incentivar o funcionamento de estruturas alternativas para substituir as primeiras quando Saude-Bestas se encontram danificadas ou inutilizadas (I).
Quer os educadores, quer o pai ou a mãe, no decurso de brincadeiras «orientadas» e «estruturadas» com a criança, podem executar essa tarefa reeducativa, de maneira muito simples, eficaz e proveitosa (F/220-222). O sucesso escolar e a estrutura equilibrada da personalidade dependem em grande parte do desenvolvimento harmonioso de todas as funções psíquicas e, para tanto, é indispensável que os défices sejam detectados em tempo oportuno e corrigidos da melhor maneira possível (I).
Enquanto a avaliação e a discriminação de défices se pode efectuar com exames psicológicos ou avaliações psicopedagógicas, a reeducação pode ser feita por especialistas e complementada ou suplementada pelos pais ou familiares que,Psicopata-Bpara isso, se podem socorrer de publicações (I) e sessões de sensibilização adequadas.
“Quanto ao reeducador, a personalidade deste é muito importante para a qualidade e quantidade dos resultados obtidos. A motivação que o reeducador consegue infundir na criança, a modelagem que provoca e a moldagem a que a sujeita, são factores a ter em consideração.”

– Com o apoio psicopedagógico ou sessões de reeducação em acções suplementares às aulas, as crianças não ficam desorientadas ou envergonhadas?
– Não se imagina por que razão e de que modo o apoio psicopedagógico pode desorientar ou envergonhar uma criança. Toda a reeducação é efectuada no sentido de ajudar a pessoa a atingir o máximo das suas capacidades ainda não Maluco2demonstradas nos resultados obtidos. Mostra-se ao indivíduo o modo como pode e deve superar as suas dificuldades, ajuda-se a executar o comportamento desejável e reforça-se positivamente a acção efectuada de maneira a provocar novo incentivo para acções futuras, cada vez mais precisas a eficazes. Em face desta orientação, a criança não só se satisfaz consigo própria, como ainda se sente motivada para prosseguir com outras formas de superar as dificuldades que porventura possam surgir. Supõe-se que os pais são, em alguns casos, os maiores óbices para um bom rendimento da reeducação, não só porque esperam, por vezes, «milagres», mas também porque menosprezam os poucos progressos realizados pela criança, desmoralizando-a e desmotivando-a com frequência. Muitas vezes, mesmo na presença das crianças, são os terapeutas que ouvem as «queixas» Depressão-Bdos pais acerca das incapacidades dos filhos, o que é, de facto, possivelmente traumatizante e desencorajante para elas. É um comportamento que os pais devem evitar, tanto quanto possível, para o bem das crianças.

– É fácil prever o tempo ou a duração das reeducações e do apoio psicopedagógico?
– No apoio psicopedagógico, é difícil fazer uma previsão exclusivamente baseada em exames, os quais indicam determinados défices. A aprendizagem e o desenvolvimento das capacidades e aptidões são pouco previsíveis, a não ser através da observação directa e da interacção com o indivíduo. Após algum tempo de interacção e de aprendizagem, conseguimos fazer uma estimativa aceitável do tempo de duração da reeducação. Em grande parte, as reeducações são lentas e com pouco rendimento quando não se iniciam com a detecção precoce das dificuldades da Consegui-Bcriança. Convém também esclarecer que, tal como nas intervenções em neurocirurgia, antes e depois da intervenção cirúrgica, os exames de funções específicas são úteis na avaliação dos défices e na programação da reabilitação ou recuperação, sendo extremamante importantes para a avaliação do progresso realizado pelo indivíduo em questão (I). Os exames e as avaliações psicológicas têm uma finalidade bem definida que não vale a pena desvirtuar, quer exagerando a sua aplicação, quer negando sistematicamente a sua utilidade. Por este motivo, tanto os exames iniciais como os intercalares e até as observações directas servem para se estabelecer, pelo menos de modo grosseiro, o tempo previsível da reeducação necessária.

– Tanto quanto é do meu conhecimento através de um colega, as reeducações demoram muito tempo! Por que razão não se Psi-Bem-Cfaz um maior número de sessões ou sessões de maior duração num período de tempo mais curto?
– É uma pergunta excelente e que pode ajudar a compreender muitas situações que, às vezes, os pais julgam ser incongruentes. A aprendizagem tem os seus limites e depende em grande parte não só da matéria a aprender mas também da pessoa que a apreende. Temos de avaliar a capacidade de aprendizagem de conhecimentos novos, o grau de saturação, o tempo de atenção possível a ser dispensado numa determinada tarefa, a capacidade de memorização, etc. Só jogando com todos estes factores numa observação directa da criança, pode-se, em grande parte dos casos, tentar determinar o tempo aproximado de duração, frequência e tipo de matéria de que deve constar a reeducação. Além disso, quanto mais distribuída e repetitiva for a reeducação, maior será a aprendizagem (F) (I). Por enquanto, COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO, SUCESSO ESCOLAR, APOIO Difíceis-BPSICOPEDAGÓGICO, REEDUCAR COMO? e outras publicações relacionadas com a reeducação, podem desmistificar certos preconceitos relacionados com este assunto.

– As dificuldades escolares podem, de algum modo, influenciar a aquisição do vício de droga ou quaisquer outros?
– O insucesso escolar não é agradável para um estudante. Todos procuramos uma compensação ou um alívio em casos de descompensação ou desagrado, como por exemplo, no caso das dificuldades escolares, tentando obter uma solução satisfatória. Ao resolver as dificuldades temos o sucesso, do mesmo modo como qualquer outra solução também pode reduzir a angústia do insucesso. Se a mesma compensação se repetir várias vezes, pode fixar-se como uma Biblioresposta permanente e, às vezes, desejável e imprescindível para que o próprio consiga a resolução da situação do momento. Qualquer alienação tem um fundo comum: necessidade de apoio e reforço negativo obtido através da solução utilizada. Ao preencher esta necessidade duma determinada maneira, a satisfação obtida e a sua repetição podem fixar-se com o reforço negativo que é, geralmente, de razão variável. Não é somente o insucesso escolar que pode provocar esta aprendizagem. Quaisquer outros comportamentos provocam o mesmo efeito e a resposta de satisfação com a redução do desconforto ou da insatisfação, pode consistir em ingestão de droga ou álcool, utilização de tabaco, execução de comportamentos inadequados, exibição de aparência peculiar, etc., que se transformam facilmente em vício (F/112).

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PSICOTERAPIA 3

Um Anónimo, em 26 de Janeiro de 2013, disse:Biblio

Como diz que gosta que façam comentários e que não enviem e-mails para que tudo possa ser consultado por muita gente, faço este comentário que não tem a ver com o artigo onde o faço.
Consultando este blogue e os artigos relacionados, vi o resumo do livro EU NÃO SOU MALUCO e pareceu-me bastante improvável o Júlio conseguir ter um êxito bastante grande sem posterior apoio psicológico.
Pode-me explicar como foi?

Perante o comentário acima transcrito, vou tentar responder, ao correr da pena, a razão porque enveredei pela TERAPIA DO Auterapia-B30EQUILÍBRIO AFECTIVO e pela psicoterapia da IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) que mantenho há mais 20 anos, com resultados bastante positivos.

É bom ler ou reler, em primeiro lugar, o outro post sobre Psicoterapia.

Depois, tenho de esclarecer que o Júlio, passados mais de 20 anos sobre a psicoterapia descrita no «seu» livro (E), feita da maneira pouco ortodoxa, tal como ficou descrita, por absoluta necessidade e para benefício do próprio, garantiu-me que nunca mais consultou qualquer psicólogo.

Para mim, o que se passou com ele, tem uma explicação muito simples e elementar.Maluco2
■ A psicoterapia que eu oriento, não é propriamente «feita» como se executa tradicionalmente: o psicólogo ouve, discute, dá conselhos, ajuda a relaxar ou faz entrar em hipnose. No meu caso, ela é feita pelo próprio porque só ele tem acesso à sua «cabeça» onde tudo está guardado e onde são coordenadas as ordens para acções futuras.
■ Eu, apenas ajudo o «paciente» a orientar a sua acção, recordar o que se passou, estabelecer ligações entre todos os factos passados, presentes e futuros, compreender a necessidade e a adequabilidade duma determinada actuação e estabelecer um plano de acção para sua orientação futura, de maneira autónoma, nem que, para isso Acredita-Btenho sido necessária a minha ajuda.
■ Para isso, é necessário que o próprio esteja interessado em mudar a sua actuação, reconhecendo que o comportamento do momento não é o mais adequado. Não basta dizer. É necessário sentir. Por isso, tem de ser ele a dizer o que não está bem e em que sentido deseja inflectir. Tudo isto aconteceu, como Júlio (E).
■ Depois, é necessária prática suficiente para entrar em relaxamento
mental
e em imaginação orientada. Quem pode praticar tudo isso senão o próprio, embora esteja sujeito a muitos momentos de desânimo e frustração por julgar que não está a atingir os objectivos pretendidos? É absolutamente «normal» ou usual em quase todos. Senão, a Cidália (C) que o diga o que o Antunes (B) pode confirmar.Consegui-B
■ A prática inicial mínima foi atingida com o Júlio em algumas sessões efectuadas logo, no hospital onde ele estava internado. Para o encorajamento necessário para a prática inicial do relaxamento, as conversas no café foram suficientes por causa da forte motivação do Júlio. Para a imaginação orientada, as conversas no café também ajudaram até ele conseguir «tirar da cabeça as teias de aranha que o faziam sentir-se ter sido abandonado pelos pais em Lisboa quando ainda era muito novo e tinha de estudar fora da terra».
■ Depois, a sua firme determinação de prosseguir os estudos, além da aprendizagem feita e discutida nas conversas de que era necessário aproveitar todas as oportunidades, fizeram com que o bom resultado obtido, logo que regressou a casa, o incitassem a prosseguir como desejava. O reforço positivo secundário aleatório alcançado na Psi-Bem-Cfabriqueta onde trabalhava, ajudaram imenso.
■ Foi como se a bateria do carro estivesse muito fraca e descarregada e, uma vez empurrado o carro, durante uma longa viagem, começasse a recarregar com o alternador existente, para nunca mais ocasionar dificuldades porque o carro ficou sempre a trabalhar regularmente.
■ Se assim não fosse, ele estaria na minha dependência para a mais pequena contrariedade que fosse surgindo. Também poderia depender dos meus conselhos para iniciar uma acção nova, não imaginada anteriormente. Do modo como se procedeu, ele apreendeu a pensar por si, a colocar os prós e os contras, a ensaiar medidas alternativas e a resolver sem depender de outros, tal como aconteceu também com o Joel (G).Psicopata-B

É a autonomia que anseio que os pacientes atinjam, não necessitando de mais conselhos pela vida fora. Amizades sim, dependência para conselhos, não.

Esse incentivo e os resultados obtidos, deixaram-no na senda do progresso.
Se assim não fosse, poderia ficar na minha dependência ou de qualquer outro especialista, tal como uma pessoa fica na dependência dos medicamentos que eu detesto, até por experiência própria, há dezenas de anos.

Tudo isto, talvez seja mau para os especialistas, como disse o Júlio na página 102 do «seu» livro (E), mas é, seguramente, bom Depressão-Bpara o próprio.

A vontade foi de cada um, assim como toda a prática mantida durante anos. Não é o psicoterapêuta o actor principal, mas é o principal impulsionador a ajudar o próprio ou o «paciente» que o «atura» durante toda a psicoterapia.

Para facilitar tudo e tornar a psicoterapia muito mais económica do que agora acontece, a aprendizagem e a prática do relaxamento  pode ser conseguida em grupos de 20 pessoas, ou menos, num espaço de alguns meses. Se houver uma firme vontade do próprio e colaboração para ler, escrever e praticar esse relaxamento à noite, à hora de Difíceis-Bdormir, a psicoterapia total pode ficar no décimo do preço que custaria se o paciente fosse atendido exclusivamente num consultório. Nesse grupo pode fazer os exercícios práticos e ser atendido  individualmente em relação aos seus problemas e orientações pessoais. Assim, a psicoterapia ficaria num quarto do preço que custaria se fosse apenas individual.

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CONFORMISMO

“Sob um ponto de vista geral, enquanto a obediência é desejável o conformismo não é, e muito menos é o comportamento Interacção-B30consequente. Contudo, muitas vezes o conformismo torna-se a única força que ajuda a pessoa a sobreviver e progredir.

Quando se está em guerra, os soldados têm de obedecer aos seus superiores e, muitas vezes, são obrigados a massacrar o inimigo. Os casos de Mi Lai, no Vietnam e o de Wiriamu, em Moçambique, são exemplo disso. Muitos subordinados se conformaram com o comportamento que lhes era exigido, embora discordassem dele com veemência. Não tinham outra alternativa viável.

Numa perspectiva bastante diferente, durante o período anterior à independência da Índia, o comportamento de conformismo Saude-B
exigido a toda a população indiana, proporcionou a independência duma nova noção sem o derramamento exagerado de
sangue, que teria ocorrido com as possíveis revoltas e actos de sabotagem. O conformismo inicial transformou-se numa arma poderosa para a resistência passiva. Foi como se tivesse sido aplicada uma técnica colectiva para transformar os pensamentos negativos em acções positivas. Como poderia o «arrogante» inglês resistir a um «não» pacífico e iredutível?

Afinal, o que é o conformismo? Kiesler (1969) diz que o conformismo é uma mudança de comportamento ou crença em relação a um grupo, como resultado de pressões desse grupo. Krech, Crutchfield e Ballanchey (1962) dizem que para existir Psicologia-Bconformismo tem de haver conflito. Isto quer dizer que persiste um conflito entre aquilo que um indivíduo deseja e o modo como o grupo ou uma força superior ao indivíduo o pressiona para actuar. Se o grupo não opressionar, o indivíduo não procederá como por vezes procede. Do mesmo modo como existem os conformistas, surgem também os anticonfor-mistas que actuam em sentido contrário.

Como membros de um grupo, todos desejamos ser aceites. Por esta razão dispomo-nos a conformar com as normas do grupo. Em qualquer partido político acontece isso, do mesmo modo como em qualquer empresa ou até numa família.

Para tentar provar esta ideia, Asch (1951) solicitou a alguns sujeitos que dissessem qual das linhas apresentadas em dois cartões Psicopata-Beram iguais ou diferentes.

Em condições normais, houve só 1 por cento de erros. Porém, depois de experiência com vários cartões, quando alguns dos «comparsas» do experimentador deram, antes do sujeito da experiência, a resposta de que C era igual a X, o sujeito da experiência deu a mesma resposta, apesar de ter verificado antes que estava errada. Em experiências semelhantes, 35 por cento dos sujeitos conformaram-se com as pressões do grupo.

X _____ A _______B _____C ____

Também Crutchfield (1955), baseando-se na teoria da personalidade, fez um estudo sobre o conformismo avaliando as Acredita-Bpersonalidades de alguns executivos civis e militares e verificou que estes sobrevalorizavam ou «idealizavam» os seus pais e utilizavam práticas educacionais restritivas e tinham outras características tais como nível intelectual reduzido, pouca capacidade de liderança, alguns sentimentos de inferioridade e forte tendência para o autoritarismo.

Deste modo, Crutchfield descreveu o conformista como tendo pouca força do ego, pouca capacidade para tolerar a ambiguidade devido à força das suas próprias pulsões, pouca vontade de aceitar responsabilidades, pouca capacidade de introspecção, pouca espontaneidade, originalidade diminuta e bastantes atitudes preconceituosas e autoritaristas. Verificou também que os conformistas não eram essencialmente neuróticos, que reagiam de uma maneira estável ao longo das diversas situações e que nem todos reagiam às pressões de grupo de igual modo.Imagina-B

As teorias baseadas no grupo dizem que as pessoas vão aprendendo com «ensaio e erro» à medida que crescem. Existe uma informação pessoal baseada na realidade física que faz com que uma criança aprenda que se queima se se aproximar exageradamente do termoventilador e que, se gastar a semanada logo depois de a receber, não terá dinheiro para outras despesas durante a semana. Porém, se a informação sobre o perigo da queimadura tiver sido dada pelos pais, a aprendizagem será feita por informação social e não por informação pessoal.

À medida que nos integramos na sociedade, ficamos sujeitos às pressões informativas que são incorporadas nas nossas atitudesConsegui-B porque desejamos continuar na sociedade em que vivemos. Por isso, é ela que modela a nossa maneira de ser. Por este motivo, o grupo pode utilizar as pressões sociais normativas para nos persuadir a conformarmos. Deutsch e Gerard (1955) definem-na como uma “influência para o conformismo em relação às expectativas positivas do outro”.
Por isso, qualquer pessoa que tenha estado num grupo e deseje continuar nele, conhece a ansiedade que é despertada pela expectativa de ser rejeitado pelo mesmo. De que maneira os indivídous se mantém nos gangues? Que forças psicossociais actuam neles?

Schachter (1951) demonstrou experimentalmente que os grupos rejeitam os não conformistas. Para isso, constituíu grupos de mario-70
várias pessoas incluindo em cada um três comparsas, um dos quais era contestatário, o outro acomodatício e o terceiro concordante. Iniciada a discussão sobre a delinquência com propostas de sua solução, cada um dos comparsas exerceu o seu papel, o primeiro a contestar permanentemente, o segundo a discordar inicialmente até passar a concordar e o terceiro a concordar sempre. Depois disso, o experimentador dividiu esses grupos em duas facções dizendo a uma que a tarefa seguinte do grupo seria bastante interessante (alta coesão) e à outra, que poderia ser algo aborrecida (baixa coesão).

Finalmente, foi dada aos grupos assim separados a tarefa de discutir um «caso» e atribuir responsabilidades aos seus membros. Durante a discussão, o grupo interagiu inicialmente imenso com o contestatário, tentando persuadi-lo do contrário, até que Joana-Bdecidiu pô-lo de lado rejeitando-o. Quando chegou a ocasião de atribuir tarefas, as piores foram atribuídas ao contestatário ou inconformista ao passo que ao acomodatício se atribuíram tarefas interessantes. A rejeição do inconformista foi maior no grupo de alta coesão do que no outro. Supõe-se que o grupo exerce forte pressão sobre os não-confor-mistas dando-lhes bastante informação inicial mas castigando-os posteriormente se continuarem na sua posição de contestatários.

Qual a razão porque os grupos exigem o conformismo? Supõe- -se que os contestatários podem atrapalhar, retardar ou impedir os objectivos que os grupos geralmente pretendem atingir. Normalmente, são os contestatários ou não-
conformistas que impedem esses grupos de atingir os seus objectivos. É a teoria de locomoção do grupo, de Festinger (1950).Maluco2
Logicamente, os sindicatos não teriam a possibilidade de exigir melhores salários se metade dos seus sócios discordasse desta ideia. É por este motivo que os grupos reagem violentamente em relação aos contestatários. Exemplos não faltam nos nossos partidos políticos, em pleno século XXI e até nos «mais democráticos». Interessa depurar os grupos das mentalidades desviantes ou desviadas. Foi o que muitos destes «democratas» reconheceram ter acontecido durante o regime de Salazar. Do mesmo modo se procedeu nos tempos da Inquisição quando interessava eliminar sumariamente os que não estivessem a favor da «verdadeira» Igreja.
Este medo quase atávico, daqueles que possuem ou detêm nas suas mãos os destinos de uma nação tem razão de existir? Talvez sim, se tivermos em conta a sua falta de confiança em si próprios e na sua incapacidade de difundir as suas Depressão-Bideias ou convicções. Asch (1956) apresentou provas de que um único membro «desviado» pode ser «prejudicial» para o grupo. Solomon Asch descobriu que o conformismo pode atingir cerca de 35 por cento dos membros do grupo e que esse conformismo pode baixar 8 a 9 por cento quando um dos membros do grupo discordar publicamente.
Talvez este tivesse sido o motivo principal da manutenção do Apartheid na África do Sul e do racismo no Sul dos EUA. Talvez seja esta a razão porque certos grupos políticos e profissionais não desejam contestatários nas suas fileiras, especialmente quando os mesmos podem ter razão! Podemos comparar esta situação com a gota de água que neuropsicologia-Btransborda o copo ou uma ligeira fervura que transvaza a panela no fogão.

O modo como as pessoas formam as normas do grupo é interessante e pode explicar-se através as experiências que Sherif (1935) fez sobre o efeito autocinético. Apresentou um ponto de luz numa sala completamente escura. Solicitou a diversos sujeitos, em separado, que avaliassem a sua movimentação. Embora a luz estivesse fixa, o efeito autocinético fez com que a luz parecesse estar a movimentar-se e cada um tivesse uma ideia diferente da magnitude dessa movimentação.
Porém, quando os sujeitos foram reunidos para fazerem essa reavaliação, anunciando em voz alta essa magnitude, um de cada vez, a distância começou a ser diferente da inicial e passou a ser muito semelhante para todos. Psi-Bem-CContudo, voltando à situação inicial de privacidade, as distâncias continuaram a ser diferentes para qualquer desses indivíduos da experiência.

Para provar se haveria possibilidade de alterar a magnitude com informações erradas, Jacobs e Campbell (1961) replicaram diversas vezes a experiência de Sherif, mas colocaram três comparsas no grupo juntamente com um sujeito da experiência. Embora o movimento avaliado pelos sujeitos fosse de 10 centímetros, a sua magnitude passou para cerca de 40 centímetros quando os comparsas fizeram inicialmente esta avaliação.
Contudo, Asch (1951) verificou em experiências posteriores que a maior parte das pessoas não se conforma, sempre que possível, com as normas do grupo quando teve anteriormente a oportunidade de verificar que as suas ideias Difíceis-Bestavam certas. Por isso, as características individuais e as características do grupo e da situação em si, têm uma influência muito grande e é com estas variáveis que é necessário lidar quando se está em interacção grupal, quer no mesmo nível hierárquico quer no nível de subordinado/chefe.

Embora o conformismo seja uma força muito forte, o «desvio» e a independência podem ter lugar em certos casos como aconteceu com o cônsul de Portugal Aristides de Sousa Mendes durante a II Guerra Mundial. Uma das razões destes comportamentos fica delineada na teoria de reactividade, de Brehm (1966), que postula que cada indivíduo se julga livre de executar, nesse momento ou num futuro próximo, um conjunto de comportamentos que fazem parte de si próprio. Assim, conseguir assegurar a liberdade de executar esses comportamentos, parece essencial para a sua Respostas-B30sobrevivência.

A outra, é a teoria de desindividualização que ajuda a pessoa a sentir-se desresponsabilizada num grupo em que não se mantém a individualidade ou em que o anonimato é predominante. Zimbardo (1969) referenciou que as características de anonimato, semelhança no vestuário, excitação e situações novas ou não estruturadas, podem ser as possíveis causadoras da desindividualização.”

Depois da transcrição das páginas 99 a 104 de Interacção Social (K), por ser um assunto de bastante interesse nos tempos actuais, temos momentos em que podemos  pensar na nossa vida Biblioobjectivamente. Interessa utilizar o realismo e agir em conformidade,  que talvez complete a utilização da técnica de manipulação da depressão ou desamparo aprendido a que parece que
estamos a ficar sujeitos.

Pode consultar agora o https://psicologiaparaque.wordpress.com/2016/03/06/conformismo-2/
Saber não ocupa lugar, mas pode servir de prevenção.

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FRUSTRAÇÃO 2

A respeito dos suicídios que são muitas vezes ocasionados pelos efeitos secundários ou colaterais dos medicamentos  e outros mario-70que vão aumentando neste país à medida que a austeridade ganha terreno, acompanhando a crise financeira, de alimentação, conforto e de convivência humana e depois de ter escrito um artigo sobre a frustração, ocorreu-nos transcrever neste post um capítulo inserido entre as páginas 115 e 118 do livro “Interacção Social” (K), já pronto para publicação, quando possível:

FRUSTRAÇÃO

A frustração é um factor psicológico ao qual ficamos constantemente sujeitos no nosso dia-a-dia. É o resultado de não se conseguir aquilo que se deseja. Contudo, se sofrermos um desaire em consequência de algum comportamento fortuito, não existe qualquer frustração, a não ser que a nossa motivação esteja orientada no sentido de Interacção-B30não querer sentir esse desaire.

Por isso, a frustração exige sempre que exista motivação para um comportamento e que o organismo:
▫ seja impedido de o concretizar por causa de uma barreira, impedimento ou obstáculo;
▫ não consiga atingir o objectivo desejado, mesmo depois de ter executado o comportamento motivado;
▫ não consiga o resultado pretendido.

Deste modo, se tropeçamos numa pedra ao caminhar por um passeio, não existe frustração a não ser que a nossa motivação fosse caminhar sem tropeçar. Do mesmo modo, se com esse pequeno precalço tivermos sujado os sapatos, não Psicologia-Bexiste frustração se a nossa motivação não tivesse sido manter os sapatos limpos.

As reacções possíveis para evitar ou combater a frustração podem ser (Pereira, 1975):
▫ investir contra a barreira ou obstáculo;
▫ bater em retirada ou fugir;
▫ persistir sem qualquer resultado:
▫ negar o acontecimento;
▫ investir contra um alvo substituto;Saude-B
▫ tentar um compromisso;
▫ mudar de estratégia ou plano de acção.

Um dos exemplos da reacção de investir contra a barreira é um indivíduo criar um mau relacionamento com o chefe e queixar-se dele ao ser preterido numa promoção merecida.

Se esse mesmo funcionário desistir da reclamação, apesar de saber que possue mérito para a promoção e que o chefe o está a pejudicar, estará a ter uma reacção de retirada ou fuga.Joana-B

Se, porém, este caso se relacionar com um funcionário que tem pouca competência e também um mau relacionamento com os colegas, que reconhecem a sua incapacidade para um cargo superior e estiver a reclamar pela terceira vez, sem resultado positivo, a sua reacção pode ser considerada como a de persistir sem qualquer resultado.

Além disso, o mesmo funcionário, após o insucesso, pode negar o acontecimento e dizer que nunca pretendeu ser promovido e que o seu motivo principal era «brincar» com as estruturas organizacionais. É um facto ou comportamento Depressão-Bque em teoria psicanalítica se designa negação.

Também aquilo que se designa deslocamento, em psicanálise, é a reacção de investir contra um alvo substituto, o que, neste caso, pode ser protagonizado pelo funcionário não promovido investindo contra um seu subordinado que estiver praticamente indefeso: pode «descarregar» a sua raiva contra ele. Os irmãos mais velhos, como não devem agredir os pais, podem agredir os irmãos mais novos ou os animais de estimação que têm em casa. Nestes casos, «cria-se» quase sempre um «bode expiatório» que sofre as consequência de todas as frustrações.

Uma outra reacção, é a de tentar um compromisso entrando em negociações (ver conflito, negociação, motivos secundários ouConsegui-Bsociais e motivação para o susesso).

Existe porém, ainda uma outra alternativa que nos parece apanágio de pessoas inteligentes e motivadas para o sucesso. Neste caso, a pessoa que poderia ficar frustrada e deprimida tenta «dar a volta por cima» e aproveitar a situação para descobrir modos de actuação diferentes para dela tirar o máximo proveito possível.

Efeito de Zeigarnick

Um dos proveitos que se tira, normalmente, da frustração é com o efeito de Zeigarnick. Este efeito é quase sempre utilizado nasMaluco2 telenovelas. Sabe-se de antemão que cada episódio dura um certo período de tempo. Contudo, esse período de tempo não termina com uma cena completa mas sim, logicamente, com uma cena incompleta por causa do término do tempo de exibição.

Quando se apresenta um assunto interessante que é bruscamente interrompido por alguma razão plausível (neste caso, limite de tempo), a grande maioria das pessoas lembra-se do assunto do momento da interrupção muito melhor do que se ele fosse continuado sem interrupção até ao fim, isto é, se a cena fosse completada. A psicóloga russa Bluma Zeigarnick que estudou este fenómeno, verificou que a frustração provocada pela interrupção produz uma maior aprendizagem ou fixação. Daí se designar: efeito de Zeigarnick.Acredita-B

Embora casos destes sejam às vezes benéficos, outros podem não o ser e situações existem que podem provocar frustrações indesejáveis tais como nas ocasiões de (Pereira, 1975):
▫ desmame;
▫ treino de micção e defecação na criança;
▫ restrição da actividade da criança;
▫ impedimento da expressão auto-erótica;Psicopata-B
▫ perda da atenção ou de carinho;
▫ perda de amor, segurança ou suporte;
▫ independência forçada na adolescência;
▫ dificuldades financeiras ou outras na vida adulta;
▫ antevisão da própria morte.

Compete, por isso, aos chefes, pais, ou quaisquer outros indivíduos que detém as «rédeas do poder», quer em situações familiares quer públicas, fazer um uso parcimonioso e ponderado das diversas vantagens que podem ser obtidas com Imagina-Bo fenómeno da frustração.

Muito se pode dizer quanto à frustração, especialmente quando a mesma serve para se efectuar a aprendizagem de comportamentos de «fuga para a frente». Muitos dos nossos gestores e empresários bem sucedidos na vida passaram, seguramente, por momentos de frustração que aprenderam a ultrapassar dando um passo em frente.

A pessoa com alta motivação para o sucesso deve preparar-se para ultrapassar frustrações ao longo da estruturação ou formação da sua personalidade, a fim de utilizar esse mecanismo de aprendizagem no futuro quando, por neuropsicologia-Bacaso, o azar lhe bater a porta.

Esse mecanismo também pode ter sido utilizado por Zeigarnick quando estudou o «seu efeito» com a atenção, privando as pessoas de continuar a ouvir ou ver o que mais queriam «por uma questão de tempo ou de oportunidade». O importante é a aprendizagem da resposta que é dada a essa frustração. Neste caso, foi não esquecer e recordar bem, aquilo que se queria saber ouvir ou ver.

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A ATITUDE E A MUDANÇA

Em conversa com um velho amigo, abordámos o tema dos disparates que, segundo o nosso ponto de vista, o actual Governo Interacção-B30está a fazer.
Fiz-lhe ver que os nossos últimos posts tinham muito a ver com este tema, especialmente o da DEPRESSÃO APRENDIDA, na qual seria perigoso entrarmos.
De argumentação em argumentação chegámos à conclusão de que parece não haver norte, objectivos definidos, aceitáveis e realistas e forma de comunicação eficaz.

Os sacrifícios são necessários, desde que, bem distribuídos, compreensivos e exequíveis para uma mudança mais promissora e não mais deprimente para o futuro, sendo fortemente lesiva no momento actual.
Com os ricos e os pobres a aumentar cada vez mais, deixamos de ter uma classe média que forma a espinha dorsal de qualquer Joana-B
sociedade bem constituída.
Desta discussão, surgiram algumas perguntas:
– Queremos regredir algumas décadas com a maneira como estamos a caminhar?
– Qual a razão de termos chegado a este extremo?
– Porque não fomos capazes de reagir a tempo?
– Qual a razão de sabermos só agora os «podres» da vida pessoal, interesses, motivações, conluios, etc. dos políticos precedentes ou já instalados no poder?
– Qual a razão da abstenção e da não participação da população na eleição daqueles que são necessários para dirigir os negócios Psicologia-Bdum país?
– Serão a instrução e os conhecimentos?

Por causa desta argumentação, surgiu a ideia de apresentar um texto em que se fala da atitude e das suas mudanças.
A nossa atitude perante a vida e perante os negócios da governação tem sido de:
«Eu não sou político».
«Não tenho nada a ver com a política».Organizar-B
«Eles que resolvam o assunto».
«São eleitos para isso».
«Não pertenço a qualquer partido político»

Estes pensamentos levam-nos a uma atitude de abstencionismo e à encomenda de deixar que os outros decidam a nossa sorte sem nos lembrarmos que somos políticos quando recebemos ou não o subsídio do desemprego, o seu montante maior ou menor ou o IRS que recai sobre o mesmo. As rendas da casa, o montante maior ou menor das taxas de luz, água, etc., também são política. Nós vivemos política.neuropsicologia-B

Se nós, com o nosso voto (orientado, branco ou riscado), não influenciarmos quem vai tomar todas essas decisões, não nos podemos queixar posteriormente de que «o governo não é aquele que eu desejava».
Temos de agir esclarecidamente, nem que seja para dizer um NÃO em tempo oportuno, mesmo que isso não sirva para outra coisa senão para mostrar um descontentamento antecipado e um conhecimento da realidade, com os contornos obscuros que se manipulam para mudar a atitude das pessoas e especialmente dos eleitores através das campanhas eleitorais que se fazem com as mentiras bem elaboradas pelos especialistas da preparação e apresentação da imagem dos candidatos.

Por este motivo, sendo importante que cada um saiba o modo como é levado a acreditar em muitas falsas promessas como as Imagina-Bque se ouviram nas últimas campanhas, transcrevem-se a seguir alguns trechos relacionados com a atitude e sua mudança, contidos entre as páginas 41 e 56 de INTERACÇÃO SOCIAL: HOMEM – ORGANIZAÇÃO – SOCIEDADE – aspectos sociopsicológicos
“Thurstone (1946) definiu a atitude como: intensidade de afecto positivo ou negativo a favor ou contra um objecto psicológico. O objecto psicológico é um símbolo, pessoa, frase, slogan ou ideia em relação ao qual as pessoas podem divergir em termos de afecto positivo ou negativo.
A atitude distingue-se do instinto por não ser inata, não se confundindo com o hábito por não ser automática nem ocasionar respostas estereotipadas. A atitude é aprendida, porque se forma e se desenvolve de maneira Acredita-Bpeculiar com uma influência quase insignificante da hereditariedade mas com uma componente bastante forte da modelagem e identificação, com reforço vicariante.

Nestas condições, uma atitude não é um comportamento mas sim uma predisposição para o mesmo ou uma predisposição que o vai enformar ou condicionar. A estrutura das situações sociais determina, frequentemente, o modo como se formam as atitudes bem como a possibilidade da sua alteração.
Segundo Zimbardo e Ebbesen (1970), a atitude deve englobar factores afectivos, cognitivos e comportamentais.
Dizer simplesmente que as pessoas que maltratam crianças são más (componente afectiva) e que, por exemplo, o João é mau porque maltratou uma vez o seu enteado (componente cognitiva), é chegar a uma conclusão errada através duma estrutura Consegui-Bsilogística.
Utilizar este tipo de suposição antecipada, não é suficiente se não se puder verificar que o João é capaz de maltratar habitualmente as pessoas (componente comportamental tendencial). Infelizmente, como neste caso, se não houver a preocupação de saber se os maus-tratos foram apenas ocasionados por «culpa» pontual do enteado, podemos imaginar uma «falsa» atitude. É assim que se pode chegar, às vezes, a uma atitude de intolerância quando não se observam nem se investigam devidamente todos os factos.

Como se formam as atitudes?
Antes de tudo, temos de contar com a hereditariedade que pode estabelecer diferenças nas características físicas e intelectuais oMaluco2 que, de modo algum se pode considerar muito relevante. Em segundo lugar, é bom saber que os pais, que constituem o meio ambiente mais próximo e influente, são forças extraordinariamente importantes na formação das atitudes e crenças das personalidades em desenvolvimento, especialmente em relação ao modo como elas se desenvolvem, o que não é hereditário.

Gratificações e punições
Os pais e as pessoas de maior influência têm «poder» sobre os mais novos e controlam-nos através de gratificações e punições (modelos e preconceitos) que, sendo por eles «exibidos», são assimilados e/ou acomodados (interiorizados) pelas crianças, fortalecendo a resistência à mudança. Os seus sorrisos de aprovação e os seus trejeitos Psicopata-Bde desagrado são uma fonte importante de reforços positivos ou negativos, provavelmente, vicariantes.
Além disso, as primeiras informações de que dispomos são dadas pelos elementos familiares, podendo ser correctas ou incorrectas, mas que são aceites com convicção por terem origem em entidades credíveis para qualquer criança. São as primeiras informações que vão formando a pouco e pouco as atitudes mais remotas das crianças. Verifica-se em sessões analítico-terapêuticas que as atitudes mais difíceis de modificar são aquelas que os pais ajudam a formar na infância através das pressões sociais que exercem nos filhos dando, por vezes, origem a comportamentos inadequados, relacionados com os conceitos da teoria psicanalítica.

Grupos de referênciaDifíceis-B
À medida que vamos crescendo, a convivência com os familiares, colegas e amigos vai aumentando e são eles que mais influências exercem nos indivíduos cuja personalidade se vai estruturando. Assim, a influência dos pais deixa de se tornar a mais importante para ser substituída pela dos grupos dos novos participantes na interacção social. É assim que os grupos de referência se tornam mais importantes do que os pais, em função dos quais as personalidades em formação se modelam e identificam.
Heider (1946), teórico da Gestalt, diz que os dois tipos de factores que ligam as pessoas a objectos ou a outras pessoas, são os relacionamentos de união e de sentimentos. São os afectos que se traduzem nas palavras amor, ódio, concordância, discordância. Por isso, a sua teoria baseia-se no equilíbrio entre as diversas forças psicológicas.Psi-Bem-C
Na tradição da Gestalt as pessoas preferem as relações que se «conjugam bem» em vez daquelas que são discordantes. Por exemplo, se A gosta de B e esta está muito entusiasmada com uma organização humanitária designada C, qual será a atitude de A perante C, que é a organização humanitária de que B gosta?

Segundo a teoria de Cartwright e Harary (1956), existem três possibilidades:
▫ se A gostar de B e também de C o estado é positivamente equilibrado;
▫ se A não gostar de B, assim como de C, o estado é negativo mas equilibrado;
▫ se A gostar de B mas não de C, o estado é desequilibrado.Saude-B
Nesta ordem de ideias, certos estabelecimentos universitários têm a fama de ser os melhores, independentemente de se saber se, em certo momento, quer os professores quer os alunos, foram os mais responsáveis por esta «fama» e até sem se verificar se esta situação continua para além do momento factual e das causas que lhe deram origem.
Os grupos de referência servem para isso, sendo utilizados para se fazerem comparações com as influências que se receberam do meio ambiente familiar através de diversos mecanismos psicológicos tais como os condicionamentos, as modelagens, as moldagens e as identificações (F).depr2

Condicionamento operante ou instrumental
Quando o nosso comportamento nos ocasiona prazer ou satisfação existe a tendência de ser repetido. Por exemplo, se num restaurante um determinado prato nos deu satisfação, a tendência é repeti-lo ou pedir o mesmo das vezes seguintes. Do mesmo modo, os sorrisos e os gestos de admiração dos pais, incitam os filhos a repetir o comportamento que lhes provocou essa satisfação. As atitudes que conduzem a um comportamento que provoca reforço, são atitudes provocadas pelo condicionamento instrumental ou operante.

Condicionamento clássico«Educar»-B
Por exemplo, quando uma criança ouve um forte trovão no momento em que vai comer a sua sopinha e, por isso, não é capaz de a engolir, pode fazer com que, de futuro, quando ouvir o travão, ela sinta medo quando tem de comer a sopa ou faça birras para não a comer. Do mesmo modo, outra criança que ouve uma música suave quando vai comer a sua papa e sente-se bem com isso, é capaz de se deliciar, no futuro, a comer a papa quando ouvir essa música. Estas atitudes para comer ou não tomar os alimentos com satisfação, podem ser provocadas pelo condicionamento clássico (Worchel e Cooper, 1979) (F).
Sabendo que as atitudes enformam os nossos comportamentos, torna-se muitas vezes necessário «medir» as atitudes, especialmente em épocas como a de eleições, de lançamento de uma nova revista ou produto inovador ou da alteração do Educar-Borganigrama e dos quadros de uma empresa. Para tanto, além de medir geralmente as atitudes com a escala de Likert ou outra similar (F), existem diversos instrumentos que se mencionam a seguir. 

Lápis e papel. Quando existe uma pergunta directa para a apreciação de uma pessoa, poucos se dispõem a falar mal dela. Torna-se então mais fácil dizer-lhes que através dos meios electrónicos ou quaisquer outros se chegou a uma opinião desfavorável e a tarefa do inquirido é apenas confirmar ou infirmar essa opinião e dar-lhe maior ou menor valorização. Assim, a inibição dos participantes fica diminuída e a resposta torna-se mais fiável do que numa opinião directa. Afinal, os inquiridos não exprimem uma opinião nova mas sim confirmam ou rejeitam aquela que julgam ser mais importante ou correcta do que a sua. O diferencial semântico serve para isso (F).Stress-B

Medidas electrofisiológicas. Alguns dos instrumentos utilizados para medir a resistência galvânica da pela, o ritmo cardíaco, a constrição das pupilas, podem ser instrumentos de medição das atitudes relacionadas com os sentimentos mais íntimos tais como os afectos.

Medição dos comportamentos. Por exemplo, Aronson e Cope (1968) fizeram com que os alunos ficassem zangados com o seu professor, mas como esses alunos acharam que o professor tinha ficado acidentalmente zangado, a medição das atitudes não foi possível. Posteriormente, quando esses alunos tiveram a oportunidade de fazer um favor a esse professor (fazer um telefonema ou qualquer outro serviço em benefício dele) a magnitude do favor foi tomada Psicoterapia-Bcomo medida da atitude pró-professor. Esta forma de actuar pode ser o substituto do diferencial semântico.
 
MUDANÇA DE ATITUDE 

O ponto fundamental para a mudança de atitude é a persuasão pela palavra. Aristóteles dizia que a persuasão se realiza através da comunicação que depende, em primeiro lugar, da característica do orador, em segundo, do estado de receptividade da audiência e, em terceiro, da comunicação em si. Isto quer dizer que o importante é determinar quem comunica, o quê e a quem para atingir um determinado resultado.

Em relação a quem comunica, um dos factores essenciais é a credibilidade. Quanto maior for a credibilidade de quem apoio2comunica, maior é a possibilidade de se atingir o objectivo. Por exemplo, para falar de delinquência juvenil, um juiz é mais credível do que um economista ou um engenheiro.

Confiança e especialidade são outros dois factores que melhoram o resultado pretendido. Por exemplo, os que se apresentam como médicos a falar de medicina ou os engenheiros a falar de projectos imobiliários podem atingir o objectivo, melhor do que se fossem apresentados como economistas, a não ser que o assunto tratado seja a vertente económica ou a venda dos produtos. A confiança que se cria numa pessoa é outro dos factores importantes e ser tido em conta. Quando alguns actores duma telenovela apresentam produtos que às vezes nem conhecem, tornam-se credíveis porque criaram confiança no público que os vê na televisão.sucess2
Em tempos, um apresentador de televisão, com prótese dentária amovível (facto desconhecido do público), falava nas «maravilhas» duma pasta dentífrica para clarear os dentes naturais. É deste modo que se utilizam as personagens duma telenovela em voga, num anúncio comercial destinado a mudar a atitude do consumidor em relação a um determinado produto (Noronha e Cangemi, 1992).

A semelhança é outro dos factores que afecta a mudança de atitude. Se aquele que necessita duma determinada informação ou produto, verificar que mais alguém parecido consigo obteve bom resultado com o mesmo, fica motivado a mudar a sua atitude para uma orientação favorável. Por isso, quando queremos vender um automóvel a uma dona de casa, é preferível que seja outra dona de casa a fazer a promoção do produto em vez de um perito em automóveis Falhas2ou um professor universitário. É neste princípio que funcionam os Alcoólicos Anónimos e outros grupos similares de auto-ajuda. 

Criação de imagem com apelo às emoções, é um método frequentemente utilizado e ao qual chamamos «criação de boa imagem» na promoção de diversas personalidades, especialmente na esfera política. Realça o bom aspecto e as qualidades daquilo, da coisa ou da pessoa que se deseja «apresentar». A boa impressão e o estado de satisfação provocado pela imagem são muito importantes para que a atitude se modifique através do condicionamento clássico, instrumental ou operante. Não são inocentes nem inoportunas as inúmeras «inaugurações» que se fazem, algumas vezes à pressa, na proximidade dos actos eleitorais.Humanismo2

Também, uma má impressão pode ter efeitos importantes. Por exemplo, mostrar algumas imagens de desastres ou roubos que podem ocorrer e cujos danos são cobertos pelo seguro, a par de outras em que os não segurados têm de sofrer todos os prejuízos, pode ajudar muitas seguradoras a obter mais clientes. Uma investigação de Singer e Jones (1965) demonstrou que numa condição de baixa intensidade de medo, na qual não existe indicação de possibilidade de resposta para evitar ou resolver a situação desagradável, a atitude tem tendência a modificar-se mais do que numa condição de alta intensidade de medo em que não existe vislumbre de escape. Neste caso, temos de recordar os parâmetros da depressão (ou desamparo) aprendida de que fala Seligman (ver os Marketing2capítulos CONFORMISMO e AFILIAÇÃO).

No momento em que a taxa de sinistralidade nas estradas é assustadora, a simples modificação da taxa de alcoolemia não resolve o problema porque só pode afectar os que são «alcoólicos». Existem muitos condutores que, apesar de não beberem, possuem uma atitude de condução agressiva mais perigosa ainda do que a dos outros. Para a mudança de atitude destes a favor duma condução «defensiva» e prudente, isto é, defendendo-se das agressões dos outros, seria necessário apresentar factos chocantes, provocadores de medo e em que indivíduos muito confiantes em si próprios tivessem tido desastres que os relegam depois para o lugar de deficientes por toda a vida.Sindicalismo2
Provocar medo e mostrar o modo como se evita uma situação perigosa e potencialmente destruidora, que pode acontecer até ao melhor condutor quando ele menos espera, deve ser a mensagem mais salutar para uma prevenção rodoviária eficaz. Neste caso, realçar «espectacularmente» os possíveis prejuízos a serem sofridos pelos condutores agressivos e as grandes vantagens obtidas pelos mais prudentes, é uma medida altamente benéfica para a prevenção da sinistralidade rodoviária.

Referência a normas de grupo. Por exemplo, mostrar jovens a utilizar o cartão jovem ou médicos a vestir um determinado tipo de bata própria para a sua profissão, ou ainda incentivar mecânicos a equiparem-se com um fato-macaco, confl2adequado a mecânicos de automóvel, pode ser uma das formas de mudar a atitude dos que observam.

A respeito de «a quem a informação é dirigida», a organização da comunicação é muito importante para que a mesma seja capaz de persuadir o público. Para tanto, é necessário que a mensagem seja facilmente compreensível pelo público-alvo. Além disso, os argumentos a favor e contra têm de ser bem explicados e compreendidos pelo público que será também informado do modo como se podem evitar os efeitos nefastos dos factores negativos que já se conhecem e são tomados em consideração. Assim, quem comunica não é apanhado de surpresa nem é contrariado com informações contraditórias que podem surgir por parte de quem deseja alterar a homem2atitude num sentido inverso.

Além da mensagem ser clara e compreensível, com argumentos a favor e contra, com conclusões claras pré-estabelecidas quanto à sua organização propriamente dita, o importante é falar primeiro claramente nos pontos a favor, colocar algumas perguntas quanto à resolução da situação, rebater seguidamente com parcimónia os argumentos contra e fazer uma síntese final com conclusões daquilo que se deseja que os ouvintes retenham na memória a fim de poderem ficar com a sensação de que valeu a pena terem participado na reunião.reed2

A utilização da contra-informação como informação é importante na medida em que o ouvinte fica «vacinado» contra algumas falhas ou fragilidades de determinado assunto ou produto, a favor do qual se pretende mudar a atitude do sujeito. Por exemplo, se um automóvel é mais barato do que os outros e tem uma chaparia mais fraca, apesar de ter um consumo baixo, os concorrentes podem aproveitar-se desse facto (chaparia fraca) para sobrevalorizar as suas viaturas. Contudo, se o comprador for prevenido da fragilidade da carroçaria que, em caso de acidente ou outros danos, tem a vantagem de ser mais económica e facilmente substituída do que a de outras viaturas que têm uma chapa mais rija e difícil de recuperar, não se deixará influenciar pelos Adolescencia-Bargumentos da concorrência.

Conclusões claras pré-estabelecidas. Por exemplo, as pessoas são convidadas a discutir um produto e a tirar conclusões que já estão subrepticiamente pré-fabricadas e vão sendo apresentadas a pouco e pouco, de acordo com as circunstâncias, pelo orientador da sessão ou discussão ou pelos seus «colaboradores». Os participantes ficam com a sensação de que as conclusões estão a ser alinhavadas no momento e que o orientador está a dar uma grande ajuda com o trabalho a que se está a sujeitar.

Será melhor escrever ou falar? Presume-se que a comunicação vídeo a cores é a mais eficaz, seguindo-se a radiofónica e depois a escrita em jornais e panfletos. Contudo, investigações conduzidas por Chaiken e Eagly (1976) em relação à mudança de teoria2opinião provocada, tanto pelas mensagens simples como pelas complexas através dos diversos meios de comunicação, indicam uma diferença substancial que se pode verificar no quadro seguinte em que a pontuação indica a magnitude da mudança de opinião provocada pelos diversos meios de comunicação.

Mensagem simples

Mensagem complexa

Escrita

2,94

4,73

Rádio

3,75

2,32

Vídeo

4,78

3,02

A relação estabelecida no quadro entre as diversas modalidades de difusão da informação, indica que a modalidade de vídeo é a pratica2melhor para as mensagens simples e que a escrita é a melhor para as mensagens complicadas ou complexas, isto é, com muitas explicações. Para as mensagens simples, a modalidade escrita é a menos eficaz do mesmo modo como a rádio é para as mensagens complexas.
Por este motivo, a tentativa de difusão da informação para a mudança de atitude dos que são visados pela mesma, tem de tomar em conta a simplicidade ou a complexidade da mensagem assim como a escolha dos meios de comunicação adequados tanto para a própria mensagem como para a audiência que é visada. Por exemplo, as informações sobre procedimentos psicoterapêuticos têm de ser difundidas em livros (G/83-104).

Existem também outros factores a tomar em conta na preparação da comunicação tais como a atitude da audiência em relação tecnicas1ao assunto em causa, a distância da mesma em relação a quem faz a comunicação, o posicionamento de quem comunica, a manutenção do seu contacto visual, a velocidade da apresentação da mensagem, etc., tudo de acordo com o tipo da mensagem e de audiência a quem a mesma é dirigida.

Tendo sido abordados os tópicos de Credibilidade, Confiança, Especialidade, Semelhança, Referência e Organização da comunicação com argumentos a favor e contra, existem outras condicionantes para a mudança de atitude, que podem ser:casos2

Pé na porta: sujeitar o indivíduo visado de tal maneira a um arrazoado de pedidos, explicações, imposições, etc., que o obriguem a mudar de atitude como acontece com os «bons vendedores» porta a porta, de electrodomésticos, enciclopédias, cosméticos, etc.
nbsp;

Inexistência de prevenção: uma aparência muito boa do artigo ou características muito apelativas tais como um preço baixo, um desenho bonito ou qualquer outra qualidade que atraia a atenção ou motive as pessoas, pode previsão2funcionar como uma forma de mudança de atitude, se não houver uma prevenção de que existem muitas características negativas ou desvantajosas. Em 2008, todos os produtos lácteos chineses, independentemente da sua origem ou composição, foram prejudicados por causa do escândalo da contaminação.

Técnica psicodramática: apresentando por imagens ou representação aquilo que se deseja transmitir, mais fácil se torna modificar a atitude de quem está a viver a situação ou já entrou no jogo. Por exemplo, verificar nos pequenos ecrãs de televisão dos supermercados, o modo como um produto pode ser utilizado e o proveito que se pode tirar do mesmo, pode ajudar a modificar a atitude do visado.

Apresentação de factos ou matérias irrelevantes ou a técnica da distracção: quando o interlocutor estiver bem-compr-Cdisposto e satisfeito com a situação artificialmente criada, ficará mais disponível para aceitar as nossas sugestões e ideias. É o momento de apresentar rapidamente a ideia para fazer mudar de atitude o interlocutor. Muitos almoços, jantares e festas, antes de (ou com a finalidade de) se efectuar uma transacção comercial são o exemplo disso. O processo «FACE OCULTA», em Portugal, nos primeiros anos do século XXI quererá demonstrar algo de significativo neste sentido?

Comprometimento público: muitos se deixam influenciar quando abordados em público. A demonstração pública da atitude dos ouvintes fica menos sujeita à mudança do que se a mesma tiver sido mantida na privacidade. Se o alvo for uma audiência que tenha mantido uma posição definida, será mais difícil contrariar essa atitude do Digitalizar0011que se a mesma tiver sido mantida na privacidade.
Se um indivíduo que assiste a um espectáculo for capaz de não concordar com a sua participação no palco quando abordado individualmente, pode não conseguir manter essa recusa quando solicitado em público, especialmente quando existem mais pessoas a concordar com a ideia da sua participação. É o que muitas vezes se faz nas campanhas eleitorais, nos spots publicitários, nos espectáculos de ilusionismo ou hipnotismo. O «caso» Dominique Strauss-Khan, do FMI, em 2001, em Nova Iorque, terá alguma motivação escondida e desconhecida do público?

Clareza da mensagem: é importante que as constatações sejam claras, precisas e conclusivas como se refere na vertente da comunicação.molhar2

Facilitação social: por exemplo, expor um produto ou uma ideia e fazer com que duas ou três pessoas discutam e falem favoravelmente disso ou demonstrem adquirir o produto, pode funcionar como um incentivo para que outros também façam o mesmo, mudando da anterior atitude negativa. Os anúncios publicitários servem-se muitíssimo deste «truque», especialmente no tempo das telenovelas muito vistas pelo público, quando os actores fazem a publicidade.

Confidencialidade: geralmente as instruções ou notícias difundidas com a indicação de confidencialidade são lidas mais rapidamente e divulgadas com mais facilidade do que quando apresentadas como vulgares. O conhecimento do argumento de DIA-A-DIA-Cque a mensagem é censurada ou deve ser proibida aumenta, geralmente, a curiosidade e o desejo de a conhecer rapidamente. O fruto proibido é o mais apetecido. É o que acontecia com os livros proibidos em Portugal, no período anterior a 1974.

E aquilo que hoje acontece com a «droga», terá alguma coisa a ver com a proibição que exige a confidencialidade? O pior é que uma vez experimentada, se conseguir provocar reforço negativo e aleatório, pode alienar a pessoa. Será proibindo que se evitará o seu consumo ou se estará a aumentar o seu preço? E quanto à prevenção e reabilitação haverá programas honestos e competentes a funcionar, a par com a forte penalização dos fornecedores?

A força da «confidencialidade», pode ser ilustrada através duma situação quase anedótica. Um mecânico estava à espera de ser Bibliopromovido se tivesse boas informações do engenheiro, seu chefe directo. Um dia, quando esse mecânico e um outro colega estavam de serviço permanente na sua secção, verificaram durante a ronda, que a secretária do referido engenheiro se encontrava aberta.
A primeira reacção do mecânico foi «atirar-se à gaveta que nem gato a bofe» para descobrir as informações «confidenciais» a seu respeito. Esquadrinhou cuidadosamente todas as gavetas à procura da informação ou da cópia, mas nada descobriu. Não achou melhor solução, senão soltar um palavrão muito refinado e ficar de espertina a noite inteira. Na manhã seguinte, mal raiou o dia, viu o engenheiro dirigir-se esbaforido ao seu gabinete perguntando se tudo correra bem. Esquecera-se de papéis confidenciais na sua secretária. Ao ouvir tamanha heresia, o mecânico apressou-se a sossegá-lo e a segui-lo, só por curiosidade. Qual não foi o seu espanto quando o engenheiro foi direito à secretária, apanhou os papeis que estavam sobre a mesma, examinou-os e disse soltando um suspiro de alívio:
– Ainda bem. Está tudo em ordem!
Quem não se deu por consolado foi o mecânico que nunca na sua vida vira papéis confidenciais deixados tão «à mão de semear».

É por isso que os boatos também funcionam duma forma parecida e modificam as nossas atitudes através da suspeição que Abade Fariaprovocam. Um produto interdito, proibido ou confidencial é, geralmente, mais cobiçado do que outro que se consegue obter com facilidade. Enquanto o primeiro se tenta adquirir antes que desapareça da circulação, o segundo é relegado para segundo plano visto que se consegue adquirir a qualquer momento com facilidade.

A discrepância de opinião em relação à audiência faz com que a mensagem não seja aceite, a não ser que tenha sido apresentada por um especialista ou perito altamente credível.

O poder de persuasão possuído por certas personalidades, parece ser mais um traço de personalidade do que as capacidades adquiridas pelos conhecimentos e pelo treino. Contudo, essa personalidade formou-se em constante contacto com o meio ambiente donde recebeu as gratificações e punições que deram reforços suficientes para que houvesse uma aprendizagem e uma estruturação da sua personalidade nesse sentido. O mesmo acontece com as pessoas que são facilmente persuadidas, quaisquer que sejam os argumentos.

Embora se tenha a ideia de que os mais inteligentes são mais capazes do que os menos inteligentes de se defenderem dos mario-70argumentos de persuasão, os factos demonstram que os mais inteligentes são mais facilmente persuadidos quando a mensagem lhes parece bem argumentada, ao passo que os menos inteligentes não se deixam influenciar porque não entenderam a mensagem. Neste caso, o conteúdo da mensagem é importante.

Em relação à auto-estima, as pessoas com alta auto-estima não se deixam influenciar facilmente com informações que lhes são hostis, ao passo que as pessoas com baixa auto-estima são mais sensíveis às mesmas. As características ou os factores que influenciam a mudança ou a persistência das atitudes, não são, isoladamente, os factores de personalidade, as condições sociais ou os condicionalismos da mensagem.
Quaisquer alterações são determinadas por uma conjugação de muitos destes factores que dão origem a uma mudança de atitude. São fenómenos que têm muita importância e podem ser vitais para a eficácia da tarefa a desempenhar ou para a Bibliomanutenção de uma boa imagem que se torna, quase sempre, indispensável.

É por todas estas considerações que se foram tecendo ao longo das páginas anteriores, que a atitude se torna um factor importante na psicologia individual e social.

A atitude é adquirida ou formada através da educação ou da estruturação da personalidade ao longo dos anos e em constante confronto com a cultura e o meio ambiente, e é esse meio ambiente que a pode ir modificando ao longo dos anos. É a base de actuação ou a «maneira de ser» de uma pessoa que é ajudada a comportar-se duma forma específica em determinadas condições. É uma espécie de rastilho que faz disparar uma acção, sem ser a acção em si, como vulgarmente se imagina e se diz na linguagem popular.”

Terminando aqui o texto transcrito do livro mencionado, parece-nos que a EDUCAÇÃO, através do exemplo e da moldagem, com os reforços proporcionados é o meio mais seguro de termos, pelo menos, um futuro melhor do que o nosso.

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RISCO DE SUICÍDIO 5

Além de se tratar deste tema como Frustração e Depressão, muito se escreveu neste blog acerca se Suicídio e Risco deBiblio
suicídio
, entre Maio e Outubro de 2011.
Risco de Suicídio
Risco de Suicídio 2
Risco de Suicídio 3
Risco de Suicídio 4
Presentemente, este tema vem a talho de foice porque na televisão abordaram a problemática das depressões que estão aumentar como consequência da crise que estamos a atravessar, da falta de cuidados de saúde adequados e da impossibilidade de evitar uma situação que é totalmente frustrante para a maior parte da população. Contudo, é uma condição que pode ser Difíceis-Bprevenida ou evitada com uma psicoterapia adequada e sem medicamentos. Foi o que poderia ter acontecido com a «Perfeccionista» (M), se a mãe não tivesse tido uma intervenção deletéria como já se explicou nos posts anteriores, com este título.

A razão de elaborar este post, foi o termos encontrado, por acaso, enquanto arrumávamos os processos clínicos antigos, o relatório do primeiro exame psicológico feito a uma senhora que se suicidou (desnecessariamente?) e que ficou descrito como caso «A» no livro HUMANISMO NA GESTÃO (N).
A senhora suicidou-se, não porque lhe faltaram os medicamentos com os quais se «governava» depois de lhe terem retirado o apoio psicológico ou psicoterapêutico que tinha tido dois anos antes e com o qual melhorara substancialmente, com alívio da Organizar-Bcarga medicamentosa que estava a tomar.
Este caso é sumariamente descrito nas páginas 146 a 148, do novo livro COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES (N) como CASO A:

“Uma senhora de cerca de 40 anos de idade, casada, com dois filhos suicidou-se num momento de extrema depressão.
Nove anos antes, pouco depois de casar e ter dois filhos, iniciara um surto de depressão, atribuindo-o a divergências conjugais por causa do mau relacionamento do marido com os seus pais e por dificuldades no serviço de contabilidade de que estava encarregada. Uma medicação Saude-Bapropriada, 15 dias de baixa e algum esforço de adaptação, chegaram para que a crise fosse debelada. Passado um ano, teve nova crise que, resolvida de forma idêntica à primeira, se repetiu ao fim de 6 meses. No ano seguinte, houve necessidade de uma «cura de sono» por «esgotamento» que se repetiu mais 3 vezes nesse ano, nas mudanças de estação. As ausências ao serviço nunca foram inferiores a 2 semanas em cada ocasião, ao longo desses 3 anos.
Porém, ao fim do 3º ano, a Empresa que acabara de contratar uma consultoria para casos exclusivamente do foro psicológico, conseguiu que a empregada os utilizasse voluntariamente.Imagina-B
Durante o 4º ano, a senhora utilizou os serviços da consultoria numa média de 1 vez por semana, reduzindo essa média para 1 vez de 15 em 15 dias no ano seguinte e 1 vez por mês no ano subsequente. Todas as consultas foram efectuadas fora das horas do expediente e não houve baixas por doença, tendo o rendimento do trabalho aumentado substancialmente no decurso desses três anos.
Os problemas da senhora eram do tipo educacional, de interacção familiar e de índole conjugal e iam-se resolvendo a pouco e pouco com uma aprendizagem específica e reestruturação cognitiva
mario-70e da personalidade através de apoio psicológico adequado utilizando-se técnicas analíticas, cognitivas e de modificação do comportamento.

Quando tudo parecia correr bem, a empresa resolveu suspender os serviços da consultoria e a empregada teve de recorrer aos fármacos anteriormente utilizados. Durante o sétimo ano, a senhora sofreu dois surtos depressivos que aumentaram progressivamente no oitavo e no nono anos, tornando-se piores do que os dos primeiros três anos. As faltas ao serviço, mais prolongadas do que as precedentes, passaram a ser de cerca de 2 meses e, da última vez que teve baixa por «esgotamento», ao fim de 3 meses, pôs termo à vida duma forma trágica, com uma pistola, Consegui-Bno momento em que a vigilância da família afrouxou.
Nos seus últimos tempos, a senhora não só não dava rendimento no trabalho como não cuidava dos afazeres da casa, obri­gando os familiares a cuidarem de si e a vigiarem-na constantemente.
Terão, por acaso, sido contabilizados os prejuízos morais e psicológicos para a família enlutada e para o desenvolvimento da personalidade das duas crianças órfãs, as repercussões anteriores na harmonia e interacção familiar, os prejuízos causados pelo absentismo, a falta de rendimento causada pelo estado psicológico da funcionária, as indemnizações ou compensações a pagar à família? Qualquer que seja a entidade a suportar este ónus, são gastos inúteis, evitáveis, avultados e Acredita-Bprejudiciais para o bem comum.
Com todo este desenvolvimento de acção uma pergunta fica no ar:
“Não seria mais vantajoso que a empregada continuasse a ter o apoio psicológico que obteve do 4º ao 6º anos, impossível nos anos anteriores e eliminado nos posteriores?”

Descrevendo o «percurso» desta senhora entre o fim trágico a que se sujeitou com os medicamentos que foi ingerindo ao longo dos últimos anos e o estado em que iniciou esse calvário, vamos apresentar, a seguir, o relatório do primeiro exame psicológico a que ela se sujeitou antes de iniciar a psicoterapia.Joana-B

“Exame psicológico completo efectuado a pedido do próprio para despiste e avaliação terapêutica (7Dez84).
Senhora de 25 anos e 4 meses (31Jul49) de idade.
Provas utilizadas Somatognosias, Lateralidade, WAIS-R, Rorschach, Árvore, Família.
Colaboração e à-vontade regulares.
Somatognosias regulares.
Lateralidade aceitável, com ligeira tendência a espelho.neuropsicologia-B
Nível intelectual global regular (QI95) com ligeiras dificuldades na memória, provavelmente devido a efeito de medicamentos.
Capacidades cognitivas prejudicadas por factores emocionais.
Noção regular da auto-imagem e percepção aceitável da realidade, com tendência à fuga do real.
Pouca força do EGO e pequena resistência à frustração.
Personalidade ciclóide, com tendência à extratensividade.Interacção-B30
Traços de ansiedade, depressão e obsessões.
Impulsividade e agressividade com falta de autocontrolo.
Pouca auto-estima e motivação, com desânimo fácil e tendência à autopunição.
Noção regular da estrutura familiar com dificuldade na obtenção de modelo de identificação adequado.
Probabilidade de não se ter resolvido o conflito edipiano e de regressão como mecanismo de defesa.Psicopata-B
Sentimentos ambivalentes para com figuras masculinas.

Conclusão:
Nível intelectual e funções cognitivas regulares, prejudicadas por factores emocionais e de personalidade.
Personalidade com características ciclóides e falta de auto-estima.
Necessita de apoio psicoterapêutico para reduzir os traços de ansiedade, depressão e obsessão acerca das próprias incapacidades.”Difíceis-B

Com os dados deste relatório, a senhora não indicava risco de suicídio. Além disso, com a psicoterapia realizada durante os dois anos, se algum risco poderia existir, tornou-se mínimo e a sua saúde mental melhorou substancialmente até que, sem esse apoio que poderia ser esporádico, foi obrigada a voltar aos medicamentos que, ao fim de menos de 2 anos, não só reduziram o rendimento no serviço como a inutilizaram para uma boa convivência familiar, conduzindo-a ao suicídio.

O que terá provocado o suicídio?Depressão-B
A falta de um acompanhamento psicoterapêutico mínimo adequado ou o excesso de medicamentos que foi tomando para a depressão ou cicloidia, hoje apelidada como bi-polar?

No fim destas linhas, de repente, veio à ideia a imagem de médica especialista de quem se começou a falar no “RISCO DE SUICÍDO?” nos posts anteriores e que agora é apelidada de bi-polar. Oxalá que nada de pior lhe aconteça para além da forte medicação que está a tomar, deixando-a quase apática perante a vida.
A mãe pode estar a julgar que cumpre a sua missão tomando conta dela….
Será isso… ou ela será a causa do problema? No caso da Cidália (C), poderia ser.Maluco2

Tendo-a visto passados alguns anos, parecia não conseguir discernir bem as compras que estava a fazer na mercearia e até, na rua, caminhava aos zig-zagues. Seria isto que a mãe desejava para a filha? Ou não terá a noção do «mal» que lhe provocou? O que será desta pessoa dentro de alguns anos?

Psicoterapia / Medicação (6 abr 14) é um post em que um especialista bem conhecido indica bem num vídeo, os malefícios dos medicamentos e as vantagens duma psicoterapia adequada.

Renovando e actualizando este post em 13 de Abril de 2015, posso dizer que há dias, quando fui a Lisboa, vi de novo esta Depress-nao-B
médica especialista «Perfeccionista», com cerca de 45 anos, deambular por uma rua, quase aos zigzagues, desmazeladamente vestida, de «olhar quase vazio», sem me conseguir reconhecer a não ser depois de olhar para mim durante bastante tempo. Cumprimentei-a cortêz e «civilizadamente» e apenas perguntei pela família a fim de não despertar quaisquer outras recordações. Sabendo que estava a exercer as suas funções noma localidade muito distante, nada perguntei sobre isso. Devia estar «bem entregue» aos cuidados dum psiquiatra. Teria passado à reforma por incapacidade ou estaria de baixa médica para seguir a medicação em
melhores condições? Nestes casos, em vez de prevenir, estaremos à espera que os funcionários públicos reformados vão morrendo (quanto mais cedo melhor?) como ouvi aventar em tempos?

Estes factos fazem-me recordar muitos estudos que se fazem sem tomar em conta todos os factores e sem especificar bem os «Educar»-Bpressupostos e as consequências. Utilizam-se depois estes estudos para práticas pouco coincidentes. Em tempos, falou-se num estudo de Nora Wolkov em que ela verificava que as pessoas satisfeitas e alegres segregavam mais dopamina. O busílis situa-se em sentirem-se satisfeitas ou mostrarem-se satisfeitas. É o que eu preconizo na TEA que, com a utilização da IO, ajuda a «desenterrar» as boas recordações e sensações de cada um. As pessoas que se mostram-se satisfeitas podem não estar satisfeitas, de facto. Caso contrário, muitos dos que mostram satisfeitos não estariam deprimidos e muito menos se suicidariam, como o comediante Robin Williams.

Já leu todos os comentários?arvore-2

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