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RISCO DE SUICÍDIO 5

Além de se tratar deste tema como Frustração e Depressão, muito se escreveu neste blog acerca se Suicídio e Risco deBiblio
suicídio
, entre Maio e Outubro de 2011.
Risco de Suicídio
Risco de Suicídio 2
Risco de Suicídio 3
Risco de Suicídio 4
Presentemente, este tema vem a talho de foice porque na televisão abordaram a problemática das depressões que estão aumentar como consequência da crise que estamos a atravessar, da falta de cuidados de saúde adequados e da impossibilidade de evitar uma situação que é totalmente frustrante para a maior parte da população. Contudo, é uma condição que pode ser Difíceis-Bprevenida ou evitada com uma psicoterapia adequada e sem medicamentos. Foi o que poderia ter acontecido com a «Perfeccionista» (M), se a mãe não tivesse tido uma intervenção deletéria como já se explicou nos posts anteriores, com este título.

A razão de elaborar este post, foi o termos encontrado, por acaso, enquanto arrumávamos os processos clínicos antigos, o relatório do primeiro exame psicológico feito a uma senhora que se suicidou (desnecessariamente?) e que ficou descrito como caso «A» no livro HUMANISMO NA GESTÃO (N).
A senhora suicidou-se, não porque lhe faltaram os medicamentos com os quais se «governava» depois de lhe terem retirado o apoio psicológico ou psicoterapêutico que tinha tido dois anos antes e com o qual melhorara substancialmente, com alívio da Organizar-Bcarga medicamentosa que estava a tomar.
Este caso é sumariamente descrito nas páginas 146 a 148, do novo livro COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES (N) como CASO A:

“Uma senhora de cerca de 40 anos de idade, casada, com dois filhos suicidou-se num momento de extrema depressão.
Nove anos antes, pouco depois de casar e ter dois filhos, iniciara um surto de depressão, atribuindo-o a divergências conjugais por causa do mau relacionamento do marido com os seus pais e por dificuldades no serviço de contabilidade de que estava encarregada. Uma medicação Saude-Bapropriada, 15 dias de baixa e algum esforço de adaptação, chegaram para que a crise fosse debelada. Passado um ano, teve nova crise que, resolvida de forma idêntica à primeira, se repetiu ao fim de 6 meses. No ano seguinte, houve necessidade de uma «cura de sono» por «esgotamento» que se repetiu mais 3 vezes nesse ano, nas mudanças de estação. As ausências ao serviço nunca foram inferiores a 2 semanas em cada ocasião, ao longo desses 3 anos.
Porém, ao fim do 3º ano, a Empresa que acabara de contratar uma consultoria para casos exclusivamente do foro psicológico, conseguiu que a empregada os utilizasse voluntariamente.Imagina-B
Durante o 4º ano, a senhora utilizou os serviços da consultoria numa média de 1 vez por semana, reduzindo essa média para 1 vez de 15 em 15 dias no ano seguinte e 1 vez por mês no ano subsequente. Todas as consultas foram efectuadas fora das horas do expediente e não houve baixas por doença, tendo o rendimento do trabalho aumentado substancialmente no decurso desses três anos.
Os problemas da senhora eram do tipo educacional, de interacção familiar e de índole conjugal e iam-se resolvendo a pouco e pouco com uma aprendizagem específica e reestruturação cognitiva
mario-70e da personalidade através de apoio psicológico adequado utilizando-se técnicas analíticas, cognitivas e de modificação do comportamento.

Quando tudo parecia correr bem, a empresa resolveu suspender os serviços da consultoria e a empregada teve de recorrer aos fármacos anteriormente utilizados. Durante o sétimo ano, a senhora sofreu dois surtos depressivos que aumentaram progressivamente no oitavo e no nono anos, tornando-se piores do que os dos primeiros três anos. As faltas ao serviço, mais prolongadas do que as precedentes, passaram a ser de cerca de 2 meses e, da última vez que teve baixa por «esgotamento», ao fim de 3 meses, pôs termo à vida duma forma trágica, com uma pistola, Consegui-Bno momento em que a vigilância da família afrouxou.
Nos seus últimos tempos, a senhora não só não dava rendimento no trabalho como não cuidava dos afazeres da casa, obri­gando os familiares a cuidarem de si e a vigiarem-na constantemente.
Terão, por acaso, sido contabilizados os prejuízos morais e psicológicos para a família enlutada e para o desenvolvimento da personalidade das duas crianças órfãs, as repercussões anteriores na harmonia e interacção familiar, os prejuízos causados pelo absentismo, a falta de rendimento causada pelo estado psicológico da funcionária, as indemnizações ou compensações a pagar à família? Qualquer que seja a entidade a suportar este ónus, são gastos inúteis, evitáveis, avultados e Acredita-Bprejudiciais para o bem comum.
Com todo este desenvolvimento de acção uma pergunta fica no ar:
“Não seria mais vantajoso que a empregada continuasse a ter o apoio psicológico que obteve do 4º ao 6º anos, impossível nos anos anteriores e eliminado nos posteriores?”

Descrevendo o «percurso» desta senhora entre o fim trágico a que se sujeitou com os medicamentos que foi ingerindo ao longo dos últimos anos e o estado em que iniciou esse calvário, vamos apresentar, a seguir, o relatório do primeiro exame psicológico a que ela se sujeitou antes de iniciar a psicoterapia.Joana-B

“Exame psicológico completo efectuado a pedido do próprio para despiste e avaliação terapêutica (7Dez84).
Senhora de 25 anos e 4 meses (31Jul49) de idade.
Provas utilizadas Somatognosias, Lateralidade, WAIS-R, Rorschach, Árvore, Família.
Colaboração e à-vontade regulares.
Somatognosias regulares.
Lateralidade aceitável, com ligeira tendência a espelho.neuropsicologia-B
Nível intelectual global regular (QI95) com ligeiras dificuldades na memória, provavelmente devido a efeito de medicamentos.
Capacidades cognitivas prejudicadas por factores emocionais.
Noção regular da auto-imagem e percepção aceitável da realidade, com tendência à fuga do real.
Pouca força do EGO e pequena resistência à frustração.
Personalidade ciclóide, com tendência à extratensividade.Interacção-B30
Traços de ansiedade, depressão e obsessões.
Impulsividade e agressividade com falta de autocontrolo.
Pouca auto-estima e motivação, com desânimo fácil e tendência à autopunição.
Noção regular da estrutura familiar com dificuldade na obtenção de modelo de identificação adequado.
Probabilidade de não se ter resolvido o conflito edipiano e de regressão como mecanismo de defesa.Psicopata-B
Sentimentos ambivalentes para com figuras masculinas.

Conclusão:
Nível intelectual e funções cognitivas regulares, prejudicadas por factores emocionais e de personalidade.
Personalidade com características ciclóides e falta de auto-estima.
Necessita de apoio psicoterapêutico para reduzir os traços de ansiedade, depressão e obsessão acerca das próprias incapacidades.”Difíceis-B

Com os dados deste relatório, a senhora não indicava risco de suicídio. Além disso, com a psicoterapia realizada durante os dois anos, se algum risco poderia existir, tornou-se mínimo e a sua saúde mental melhorou substancialmente até que, sem esse apoio que poderia ser esporádico, foi obrigada a voltar aos medicamentos que, ao fim de menos de 2 anos, não só reduziram o rendimento no serviço como a inutilizaram para uma boa convivência familiar, conduzindo-a ao suicídio.

O que terá provocado o suicídio?Depressão-B
A falta de um acompanhamento psicoterapêutico mínimo adequado ou o excesso de medicamentos que foi tomando para a depressão ou cicloidia, hoje apelidada como bi-polar?

No fim destas linhas, de repente, veio à ideia a imagem de médica especialista de quem se começou a falar no “RISCO DE SUICÍDO?” nos posts anteriores e que agora é apelidada de bi-polar. Oxalá que nada de pior lhe aconteça para além da forte medicação que está a tomar, deixando-a quase apática perante a vida.
A mãe pode estar a julgar que cumpre a sua missão tomando conta dela….
Será isso… ou ela será a causa do problema? No caso da Cidália (C), poderia ser.Maluco2

Tendo-a visto passados alguns anos, parecia não conseguir discernir bem as compras que estava a fazer na mercearia e até, na rua, caminhava aos zig-zagues. Seria isto que a mãe desejava para a filha? Ou não terá a noção do «mal» que lhe provocou? O que será desta pessoa dentro de alguns anos?

Psicoterapia / Medicação (6 abr 14) é um post em que um especialista bem conhecido indica bem num vídeo, os malefícios dos medicamentos e as vantagens duma psicoterapia adequada.

Renovando e actualizando este post em 13 de Abril de 2015, posso dizer que há dias, quando fui a Lisboa, vi de novo esta Depress-nao-B
médica especialista «Perfeccionista», com cerca de 45 anos, deambular por uma rua, quase aos zigzagues, desmazeladamente vestida, de «olhar quase vazio», sem me conseguir reconhecer a não ser depois de olhar para mim durante bastante tempo. Cumprimentei-a cortêz e «civilizadamente» e apenas perguntei pela família a fim de não despertar quaisquer outras recordações. Sabendo que estava a exercer as suas funções noma localidade muito distante, nada perguntei sobre isso. Devia estar «bem entregue» aos cuidados dum psiquiatra. Teria passado à reforma por incapacidade ou estaria de baixa médica para seguir a medicação em
melhores condições? Nestes casos, em vez de prevenir, estaremos à espera que os funcionários públicos reformados vão morrendo (quanto mais cedo melhor?) como ouvi aventar em tempos?

Estes factos fazem-me recordar muitos estudos que se fazem sem tomar em conta todos os factores e sem especificar bem os «Educar»-Bpressupostos e as consequências. Utilizam-se depois estes estudos para práticas pouco coincidentes. Em tempos, falou-se num estudo de Nora Wolkov em que ela verificava que as pessoas satisfeitas e alegres segregavam mais dopamina. O busílis situa-se em sentirem-se satisfeitas ou mostrarem-se satisfeitas. É o que eu preconizo na TEA que, com a utilização da IO, ajuda a «desenterrar» as boas recordações e sensações de cada um. As pessoas que se mostram-se satisfeitas podem não estar satisfeitas, de facto. Caso contrário, muitos dos que mostram satisfeitos não estariam deprimidos e muito menos se suicidariam, como o comediante Robin Williams.

Já leu todos os comentários?arvore-2

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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3 thoughts on “RISCO DE SUICÍDIO 5

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