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REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 3

Comentário feito hoje no post REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 2:neuropsicologia-B

“Visitei este blogue e gostei de algumas coisas que disse sobre reeducação. Estou ligeiramente desorientada e gostaria de saber para que serve a psicopedagogia ou a reeducação e quando é que se devem utilizar esses serviços porque tenho um problema em relação ao meu filho de 10 anos.
Para responder a esta pergunta ou comentário, posso transcrever as páginas 64 a 68 do novo livro IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J), em que tive uma conversa sobre a psicopedagogia com o meu amigo Antunes.Acredita-B

– Explica-me lá como é que a psicologia pode ser utilizada na educação e no ensino.
– Com toda a certeza. Quando ouvimos falar em psicopedagogia, estamos a referir-nos à aplicação dos conhecimentos e das técnicas de psicologia na docência, educação e reeducação. É uma área da psicologia muito interessante e ainda pouco utilizada em Portugal.

– Quando é que se torna necessário recorrer à psicopedagogia?
– Os conhecimentos da psicopedagogia são muito úteis e necessários na docência, especialmente quando existem dificuldades Psicologia-Bde aprendizagem. Torna-se imprescindível quando o nível intelectual global do indivíduo se situa dentro dos valores normais ou aceitáveis e se nota uma dificuldade acentuada numa determinada área das diversas capacidades. Temos também casos em que factores emocionais prejudicam o nível intelectual, fazendo crer que as capacidades do indivíduo estão diminuídas. Com uma acção correctiva e incentivadora em psicopedagogia ou reeducação, é possível ajudar o indivíduo em questão a ganhar a autoconfiança suficiente e o equilíbrio emocional indispensável para um bom rendimento intelectual.
“Os indivíduos que têm necessidade de reeducação pedagógica, bem como do equilíbrio e estabilidade emocional, situam-se numa área de anormalidade limítrofe da normalidade. Deixam, por vezes, muitas dúvidas naqueles que os observam, quando não se conseguem aperceber da subtileza dos seus problemas.”Interacção-B30

– De que maneira funciona a psicopedagogia?
– A reeducação ou o apoio psicopedagógico é sempre necessário quando as crianças têm um nível intelectual pouco desenvolvido. Também pode trazer muitas vantagens para as crianças que possuem um nível intelectual global dentro da «normalidade», mas que apresentam falhas parciais no desenvolvimento da lateralidade, esquema corporal, psicomotricidade, atenção, memória, orientação espacial, estereognosia, gnosia digital, soletração, escrita, fluência verbal, etc.. Estas falhas, quando não são reeducadas ou minimizadas, fazem baixar o nível Joana-Bintelectual global e não poucas vezes fazem aparentar um nível intelectual inferior à «normalidade» (G).
“Mesmo que a criança em idade escolar ou nos ciclos básicos não tenha dificuldades emocionais e possua o nível intelectual, a psicomotricidade, as funções proprioceptivas e somestésicas dentro duma «normalidade» global, os ligeiros défices localizados que prejudicam o bom rendimento escolar, podem ser reduzidos através duma reeducação adequada, mesmo que não tenham sido detectados e/ou eliminados numa fase pré-escolar bem orientada.
O período pré-escolar é o momento mais oportuno para se fazerem funcionar, nas melhores condições, as estruturas mentais apropriadas ou incentivar o funcionamento de estruturas alternativas para substituir as primeiras quando Saude-Bestas se encontram danificadas ou inutilizadas (I).
Quer os educadores, quer o pai ou a mãe, no decurso de brincadeiras «orientadas» e «estruturadas» com a criança, podem executar essa tarefa reeducativa, de maneira muito simples, eficaz e proveitosa (F/220-222). O sucesso escolar e a estrutura equilibrada da personalidade dependem em grande parte do desenvolvimento harmonioso de todas as funções psíquicas e, para tanto, é indispensável que os défices sejam detectados em tempo oportuno e corrigidos da melhor maneira possível (I).
Enquanto a avaliação e a discriminação de défices se pode efectuar com exames psicológicos ou avaliações psicopedagógicas, a reeducação pode ser feita por especialistas e complementada ou suplementada pelos pais ou familiares que,Psicopata-Bpara isso, se podem socorrer de publicações (I) e sessões de sensibilização adequadas.
“Quanto ao reeducador, a personalidade deste é muito importante para a qualidade e quantidade dos resultados obtidos. A motivação que o reeducador consegue infundir na criança, a modelagem que provoca e a moldagem a que a sujeita, são factores a ter em consideração.”

– Com o apoio psicopedagógico ou sessões de reeducação em acções suplementares às aulas, as crianças não ficam desorientadas ou envergonhadas?
– Não se imagina por que razão e de que modo o apoio psicopedagógico pode desorientar ou envergonhar uma criança. Toda a reeducação é efectuada no sentido de ajudar a pessoa a atingir o máximo das suas capacidades ainda não Maluco2demonstradas nos resultados obtidos. Mostra-se ao indivíduo o modo como pode e deve superar as suas dificuldades, ajuda-se a executar o comportamento desejável e reforça-se positivamente a acção efectuada de maneira a provocar novo incentivo para acções futuras, cada vez mais precisas a eficazes. Em face desta orientação, a criança não só se satisfaz consigo própria, como ainda se sente motivada para prosseguir com outras formas de superar as dificuldades que porventura possam surgir. Supõe-se que os pais são, em alguns casos, os maiores óbices para um bom rendimento da reeducação, não só porque esperam, por vezes, «milagres», mas também porque menosprezam os poucos progressos realizados pela criança, desmoralizando-a e desmotivando-a com frequência. Muitas vezes, mesmo na presença das crianças, são os terapeutas que ouvem as «queixas» Depressão-Bdos pais acerca das incapacidades dos filhos, o que é, de facto, possivelmente traumatizante e desencorajante para elas. É um comportamento que os pais devem evitar, tanto quanto possível, para o bem das crianças.

– É fácil prever o tempo ou a duração das reeducações e do apoio psicopedagógico?
– No apoio psicopedagógico, é difícil fazer uma previsão exclusivamente baseada em exames, os quais indicam determinados défices. A aprendizagem e o desenvolvimento das capacidades e aptidões são pouco previsíveis, a não ser através da observação directa e da interacção com o indivíduo. Após algum tempo de interacção e de aprendizagem, conseguimos fazer uma estimativa aceitável do tempo de duração da reeducação. Em grande parte, as reeducações são lentas e com pouco rendimento quando não se iniciam com a detecção precoce das dificuldades da Consegui-Bcriança. Convém também esclarecer que, tal como nas intervenções em neurocirurgia, antes e depois da intervenção cirúrgica, os exames de funções específicas são úteis na avaliação dos défices e na programação da reabilitação ou recuperação, sendo extremamante importantes para a avaliação do progresso realizado pelo indivíduo em questão (I). Os exames e as avaliações psicológicas têm uma finalidade bem definida que não vale a pena desvirtuar, quer exagerando a sua aplicação, quer negando sistematicamente a sua utilidade. Por este motivo, tanto os exames iniciais como os intercalares e até as observações directas servem para se estabelecer, pelo menos de modo grosseiro, o tempo previsível da reeducação necessária.

– Tanto quanto é do meu conhecimento através de um colega, as reeducações demoram muito tempo! Por que razão não se Psi-Bem-Cfaz um maior número de sessões ou sessões de maior duração num período de tempo mais curto?
– É uma pergunta excelente e que pode ajudar a compreender muitas situações que, às vezes, os pais julgam ser incongruentes. A aprendizagem tem os seus limites e depende em grande parte não só da matéria a aprender mas também da pessoa que a apreende. Temos de avaliar a capacidade de aprendizagem de conhecimentos novos, o grau de saturação, o tempo de atenção possível a ser dispensado numa determinada tarefa, a capacidade de memorização, etc. Só jogando com todos estes factores numa observação directa da criança, pode-se, em grande parte dos casos, tentar determinar o tempo aproximado de duração, frequência e tipo de matéria de que deve constar a reeducação. Além disso, quanto mais distribuída e repetitiva for a reeducação, maior será a aprendizagem (F) (I). Por enquanto, COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO, SUCESSO ESCOLAR, APOIO Difíceis-BPSICOPEDAGÓGICO, REEDUCAR COMO? e outras publicações relacionadas com a reeducação, podem desmistificar certos preconceitos relacionados com este assunto.

– As dificuldades escolares podem, de algum modo, influenciar a aquisição do vício de droga ou quaisquer outros?
– O insucesso escolar não é agradável para um estudante. Todos procuramos uma compensação ou um alívio em casos de descompensação ou desagrado, como por exemplo, no caso das dificuldades escolares, tentando obter uma solução satisfatória. Ao resolver as dificuldades temos o sucesso, do mesmo modo como qualquer outra solução também pode reduzir a angústia do insucesso. Se a mesma compensação se repetir várias vezes, pode fixar-se como uma Biblioresposta permanente e, às vezes, desejável e imprescindível para que o próprio consiga a resolução da situação do momento. Qualquer alienação tem um fundo comum: necessidade de apoio e reforço negativo obtido através da solução utilizada. Ao preencher esta necessidade duma determinada maneira, a satisfação obtida e a sua repetição podem fixar-se com o reforço negativo que é, geralmente, de razão variável. Não é somente o insucesso escolar que pode provocar esta aprendizagem. Quaisquer outros comportamentos provocam o mesmo efeito e a resposta de satisfação com a redução do desconforto ou da insatisfação, pode consistir em ingestão de droga ou álcool, utilização de tabaco, execução de comportamentos inadequados, exibição de aparência peculiar, etc., que se transformam facilmente em vício (F/112).

Já leu os comentários?arvore-2

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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One thought on “REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 3

  1. Anónima, amiga duma sua conhecida. on said:

    Agradeço a resposta que deu com REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 3, mas necessito de mais esclarecimentos, se me puder dar.
    O meu filho de 10 anos, está sempre inquieto nas aulas, dá-se pouco com os outros, tem pouco rendimento e a directora de turma aconselhou-me a fazer exames psicológicos.
    Fomos a uma consulta de psicologia donde o encaminharam para um centro especializado. Fez exames em vários dias. No final, o relatório disse que ele devia ser levado para uma consulta de especialidade para saber se tinha o sindroma de Asperger.
    O neurologista disse que não era esse sindroma nem o da hiperactividade mas que podia ser qualquer coisa relacionada com dislexia.
    A psicóloga inicial disse que o assunto não era da sua competência e que devia ser tratado numa clínica para disléxicos.
    O rapaz foi também sujeito ao luto do pai. Ao meu actual marido ele chama pai na presença das pessoas, mas não em casa.
    Não sei o que fazer porque o assunto arrasta-se desde o início do ano lectivo e estou muito longe de si.

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