PSICOLOGIA PARA TODOS

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PSICOTERAPIA 4

Há dias, recebi um e-mail de uma pessoa amiga que me dizia o seguinte:Biblio

Tenho duas boas notícias e uma má…
As boas é que estando a trabalhar, só deixei uma cadeira para trás e namoro com uma rapariga que tem sido espectacular para mim e muito meiga! Identifico-me muito com ela 🙂
A má é que parece voltei a “recuperar” alguns medos como de inicio… Tenho sempre feito o relaxamento, mas acordo tenso e ando tenso e não consigo estar bem…!
………………………………………………
Faço todos os dias o relaxamento mais que uma vez e mesmo assim fico relaxado nos primeiros minutos e o resto tenso…!
Ate à consulta, o que devo fazer para sentir me bem?mario-70
……………………………………………….
Falo com a minha namorada sobre isto que ela sabe, só que faz me relaxar de tal maneira que consigo… fechar os olhos, massaja a minha cabeça e consigo relaxar…
 
Este «pedido de socorro» faz-me lembrar um caso que tive há uma década.

O rapaz tinha medos que foram diminuindo com bastantes exercícios dePsi-Bem-C relaxamento, que ele julgava serem apenas corporais. Em psicoterapia, já não eram só corporais ou físicos: eram mentais.
O importante é que o relaxamento corporal pode ajudar a conseguir entrar no relaxamento mental, que é o mais importante. Ou, melhor dizendo, é um relaxamento em que a mente fica relativamente livre de pensamentos que não sejam orientados pelo próprio. Isso nunca pode ser feito pelo psicoterapeuta.

Este, só pode ajudar o paciente a atingir o estado necessário. Se tudo for feito no consultório, são horas e horas de psicoterapia desnecessárias. O que aconteceu, em grande parte, com a Cristina, pode exemplificar isso. O que aconteceu com o Januário pode indicar o contrário.
Durante estes pensamentos – no relaxamento mental –, que devem serConsegui-B orientados para os problemas existentes ou sentidos, a pessoa pode «ver», como num ecrã, os seus medos e até os pode sentir e descobrir o modo como eles vão desaparecendo, foram desaparecendo ou deixam de existir quando os enfrentamos (C).
Os medos, as dificuldades, a ansiedade ou quaisquer destes sintomas surgem na «nossa cabeça», à qual ninguém mais tem acesso a não ser o próprio. Eles não são reais, mas são factuais e amedrontadores para essa pessoa.

Em sua função e para fugir dos mesmos, a pessoa adopta comportamentos que, em caso de sucesso, ocasionam Psicologia-Breforço secundário negativo. E, como a aprendizagem já obtida, nem sempre produz os mesmos efeitos, ela é aumentada com o treino para se poder atingir algum alívio – é o que interessa àquela pessoa naquele momento, que vai transformando esse reforço secundário negativo em aleatório, e que provoca a maior quantidade de aprendizagem. O mesmo acontece com os medicamentos que são tomados para reduzir a ansiedade, a depressão, etc..
Com o reforço secundário negativo aleatório, a pessoa fica viciada, quer nos medicamentos, quer nos comportamentos inadequados e alienantes que vai adquirindo e consolidando.

Para isso, a pessoa em causa tem de compreender os mecanismos do comportamento humano (F), ler muitos livros Acredita-B(C) que falam daquilo que aconteceu com os outros, praticar o relaxamento mental (B) – mesmo que fisicamente possa não estar relaxado – e descobrir os medos, os modos de os ultrapassar, as maneiras como já os ultrapassou, as formas de os evitar e ir ganhando coragem e confiança para os olhar com sobranceria.
Contudo, existe uma outra coisa com que se deve ter cuidado. Quando uma situação desagradável que provoca medo, é antecedida por um sinal, mesmo que inócuo, a fuga à situação de medo provoca, à mesma, reforço negativo. Este sinal (aparentemente) inócuo, ficando associado à situação de medo, irá provocar, só por si, uma resposta comportamental de fuga semelhante àquela que era provocada pela situação real de medo.
Isto faz com que essa resposta de medo, que existia só no caso da situação real, vá acontecendo com esse sinal condicional que antecipou o medo. Assim, sempre que aparece esse sinal condicional (inócuo) a força da resposta inicial à situação de medo vai aumentando sempre em 20% em relação ao medo anterior

A ansiedade provocada apenas por esse sinal condicional, vai-se tornando insuportável até quase alienar a pessoa ajudando a viciar-se na resposta dada, quer seja comportamental quer seja medicamentosa. É assim que se alimentam os vícios, incluindo os medicamentosos.

No caso do rapaz de quem estamos a falar: Psicopata-B
● quase não lia qualquer livro, a não ser esporadicamente;
● não conseguia praticar o relaxamento mental nas devidas condições;
● não anotava sistematicamente as suas dificuldades;
● não fazia a auto-análise;
● ficava à espera que tudo melhorasse com as sessões de psicoterapia;
● desejava que tudo se resolvesse como por encanto, ficando entusiasmado facilmente com os mais pequenos «avanços»; e, além disso, esquecia-se que:
● a «cabeça» era dele;
● todos os problemas de medos a fantasias eram lá formados;
ninguém mais poderia fazer esse trabalho por ele.

Além do mais, conseguindo ter algumas melhoras, sem querer admitir que a Saude-B felicidade é aquilo que cada um consegue conquistar no dia-a-dia, tinha deixado de namorar uma moça, começando, de repente, a namorar outra que lhe parecia o ideal: uma maravilha. Todos queremos atingir a felicidade e não sabemos como. Porém, quando atingimos algo que pareça ser felicidade, agarramo-nos a ela como se de uma tábua de salvação se tratasse. E depois, vem a desilusão. Exemplos não faltam muito perto de nós e com pessoas que bem conhecemos. Podemos afirmar que isso não acontecerá connosco. Mas, não aconteceu já? Não seria melhor andamos devagar, com passo firme e sem utopias? Seria muito mais exequível e sem os desencorajamentos futuros  que são os piores, porque ficam aliados a um segundo sinal condicional que se antecipa a uma situação desagradável.

Com o caso a que me refiro, esse ideal, que não era real mas fictício, esboroou-se em pouco tempo. Também se esboroa anos Difíceis-Bdepois do casamento. E os filhos? Como ficam? Que herança têm? Como se comportam?
De que maneira é possível saber em meia dúzia de horas ou dias que uma determinada moça é o nosso ideal? Às vezes não o sabemos depois de anos de convivência…! São necessários exemplos?

Ficamos enleados com a aparência e as palavras de ocasião, não nos preocupando com a essência que se  vai descobrindo a pouco e pouco.  Quem gosta de nós não necessita de artifícios e fica sempre connosco desde que também estejamos com ela.                                                                                                       

No caso concreto, do rapaz em questão, passado algum tempo, tudo se desmanchou com fortes críticas mútuas.                                                                                                         

Se esse rapaz — que também se queria licenciar, sem conseguir frequentar as aulas –, que tinha tido uma namorada, tivesse utilizado o relaxamento mental para descobrir as razões dos seus medos e os modos de os ter ultrapassado temporariamente e conseguisse descobrir aquilo que tinhaDepressão-B corrido mal no primeiro namoro e o «desastre» acontecido no segundo, talvez não se entusiasmasse muito com mais um namoro em tom definitivo, sem ter algum tempo de convivência e reflexão. As aprendizagens anteriores não serviram para coisa alguma? Dizer:
namoro com uma rapariga que tem sido espectacular para mim e muito meiga! Identifico-me muito com ela 🙂
pode ser o segundo sinal condicional que desperta todas as vivências anteriores (de insucesso e de ansiedade) que foram reduzidas com muitas horas de psicoterapia, mas com pouquíssima ajuda do próprio.
O relaxamento mental é o mais importante, assim como toda a colaboração do paciente em ter de aturar o psicoterapeuta, seguindo todas as suas indicações que podem ser iniciadas e mantidas todos os dias apenas no momento de ir para a cama e dormir ou não, mas a pensar em tudo o que cada um conseguiu ultrapassar. É o reforço do comportamento incompatível.

Só cada um pode fazer isso! Mais ninguém.
Senão, como é que a pessoa se vai autonomizar em relação aoMaluco2 psicoterapeuta, pais, família, sociedade, medicamentos e outras alienações, para conseguir ter uma vida saudável, sem depender de ninguém mas em boa convivência com todos?
Ficará sempre na dependência da sorte, dos outros ou de qualquer outra coisa imponderável e a culpar sempre os outros pelo mal de que está a sofrer. O Júlio (E) demonstrou isso. Não basta dizer que quer. É necessário trabalhar para isso. E, o relaxamento mental, com uma revisão mental dos acontecimentos passados é muito importante.
Este blog, para quem o deseje utilizar, também pode ajudar muito.
Não vale a pena deixar perder uma conquista que deu muito trabalho a ser conseguida.arvore-2

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

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5 thoughts on “PSICOTERAPIA 4

  1. CãoPincha on said:

    No nosso grupo de reflexão, embora estejamos agora muito preocupados com a política de des-governação, lemos este artigo e discutimos sobre isso.
    Em relação ao rapaz, a imagem que nos surgiu foi a de quem está com «fome de amor» e não sabe resistir. Os famintos (da comida) fazem isso, especialmente nos dias da presente austeridade. Outros, mais ricos, com muito dinheiro, podem passar por uma loja, entusiasmarem-se com um artigo supérfluo e adquiri-lo de imediato. Estes, passado pouco tempo, quando saciados ou enjoados, podem-no deitar fora, mas os restantes podem ficar sem dinheiro para outras coisas mais essenciais.
    Porém, um namoro «entusiasmado» de início pode não continuar assim e, depois, pode não haver caixote de lixo para o deitar fora… É um grande perigo para um, e desgosto para outro.
    Esta reflexão serviu para termos mais cuidado com os nossos filhos que bem precisam de apoio enquanto não começam a «pensar» devidamente por eles próprios, não necessitando de conselhos nem apoios, seja de quem for.
    Ficamos satisfeitos por lermos este artigo.

  2. Anónimo on said:

    A respeito deste e de outros artigos aqui publicados, gostaria que me eluciadsse acerca de uma conversa que ouvi num transporte público:


    “O estado do Espírito, como o estado do Buda, é do silêncio. Enquanto a mente fala, o Espírito não tem lugar. O Espírito implica a morte do Eu, o silêncio do Ego e a exaltação da transcendência….
    Os psicólogos deveriam temer a meditação como o Diabo teme a cruz”

    Falando neste comentário com pessoas conhecidas, disseram-me que numa rede social leram comentários sobre os psicólogos a dizer que deveriam temer a meditação.

  3. Anónimo on said:

    Concordo..esse rapaz demsontra ser um deslumbrado com alguma ou pouca formação devera dedicar-se mais a si”curar” e dedicar-se ao estudo e melhor a sua atitude perante o mundo a sua vida e pessoas em redor. sempre lembrando o respeito mutuo.

  4. O rapaz demostra estar deslumbrado e a criar algo com a primeira impressao deveria olhar para si analisar o que percisa o que e o que tem que melhorar e claro concordo dedicar-se mais ao estudo e ao futuro.
    Descobrir-se.

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