PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Março, 2013”

REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 6

Perante este comentário:

Li este prefácio mas não consegui saber como poderei dar apoio aoneuropsicologia-B meu filho que necessita de alguma ajuda. A minha mulher tem muito trabalho mas eu disponho de algum tempo e pouco dinheiro. O filho de 9 anos está com dificuldades na escola e eu não posso pagar a uma especialista. Sabe como estão os tempos actuais. Posso ter alguma ajuda?

feito por um Anónimo no último post sobre Reeducação e não tendo mais informações sobre a criança, posso transcrever as páginas. 245 a 248 do novo livro NEUROPSICOLOGIA NA REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO (I). Nelas, vê-se o caso de uma criança que foi ajudada pelo irmão um pouco mais velho e até por dois colegas, mesmo no decurso das férias de Verão. O importante é ter os livros à mão e consultá-los sempre que necessário para obter indicadores de como se deve proceder. É o caso do Jorge.

“Embora as férias tivessem começado em fins de Junho, os pais do Jorge sucess2quiseram que ele continuasse a reeducação. Durante esse tempo, ele foi com o irmão à praia que ficava muito perto da sua casa. O irmão continuou a dar a sua preciosa ajuda agora, melhor do que nunca, já que o tempo de praia é uma ocasião em que muitos dos exercícios de reeducação podem ser vantajosamente desenvolvidos através de jogos e brincadeiras. Para reeducar os itens em que o Jorge estava avaliado com 4 ou menos, apenas faltavam os exercícios sobre o cálculo mental.

 48 Cálculo mental

Os exercícios indicados nas «dicas» ajudaram o irmão do Jorge e os seus amigos a utilizar jogos em que a parte predominante Apoio-Beram os números e a noção de quantidade. As pontuações dos torneios ou jogos que eles realizavam tinham de ser registadas e mantidas pelo Jorge numa contabilidade especial. Como era um grupo de quatro, o irmão mais velho, uma menina e um rapaz, todos mais novos do que o Jorge, este tinha de manter os registos que, às vezes, se transferiam de um dia para o outro.

De vez em quando, os amigos acompanhavam o Jorge à reeducação e além de assistirem a parte de uma sessão, combinavam com o reeducador o que tinham de fazer. Descobriram assim que, quase ao fim de dois anos de reeducação, muito podiam contribuir para aumentar a capacidade de cálculo mental do Jorge através dos jogos que eram controlados pelo irmão.Psicologia-B

Assim, na praia, o comprimento do salto que davam na areia depois de uma corrida, a quantidade de saltos que davam de cada vez, etc. eram contabilizados pelo Jorge. Além disso, o orçamento «fraternal» para o lanche tinha de ser controlado pelo Jorge que anotava as despesas e verificava tudo aquilo que era necessário pedir aos pais para o dia seguinte. O tempo das corridas na areia e na água era também anotado e registado pelo Jorge que tinha de apresentar diariamente a classificação relativa de cada um dos amigos e dizer quanto tinham de melhorar para atingirem uma determinada meta. Quando jogava à cabra-cega, o Jorge tinha de se orientar para a direita e esquerda, sem a ajuda dos irmãos. Muitas vezes pediam-lhe para competir em jogos de destreza manual tais como: Interacção-B30enfiar a linha na agulha, lançar pedras a uma determinada distância, indicar, de olhos fechados, qual o seu dedo que estava a ser estimulado, de que lado vinha um determinado som, para que lado seguia o irmão que marchava, batendo com força os pés no chão.

O reeducador, ao verificar o empenho e a solidariedade do irmão e dos amigos do Jorge propôs-lhes que fizessem jogos tais como dizer durante dez minutos o maior número de palavras começadas por uma determinada letra. Essas palavras podiam, por exemplo, dizer respeito a capitais de países, flores, nomes próprios ou ferramentas. Podiam também associar uma flor com o nome de uma pessoa começado pela mesma letra e, se a primeira palavra era no masculino, a outra também tinha de ser do mesmo género ou, numa outra opção, de género diferente.Acredita-B

Podiam planear ir a um país gozar férias e tentar fazer um orçamento para verificar se os pais teriam possibilidade de custear as despesas desse desejo. Logicamente, o trabalho tinha de ser do Jorge e do irmão, mas os amigos podiam ajudá-lo. Os cálculos estendiam-se também a viagens de automóvel, utilizando as distâncias de um mapa de estradas e as velocidades aceitáveis para o percurso pretendido. E o alojamento? A alimentação? Que outras despesas seriam prováveis numa viagem? Quais as demoras indispensáveis para descansar? Podia-se programar o tempo necessário para ver os locais mais interessantes do país visitado? Como economizar o mais possível para prolongar a visita por mais dias? Se houvesse uma quantidade limitada de dinheiro que opções tinham de fazer e que prioridades iriam estabelecer? Porquê?Difíceis-B

No final das inúmeras discussões que tiveram, competiu sempre ao Jorge fazer uma espécie de relatório do que se tinha passado. Além disso, o protagonista principal era ele. Estas simples «brincadeiras», em que muito se fantasiou e nem sempre se chegou a soluções correctas, ajudaram o Jorge, pelo menos, na sua reeducação de Imaginação criadora, Aprendizagem associativa, Resolução de problemas, Abstracção, Raciocínio, Cálculo mental, Leitura de dois ou mais dígitos, Articulação de palavras, Contagem e noção de quantidade, Orientação espacial, Coordenação motora fina, Destreza digital, Coordenação bi-manual, Mímica, Coordenação psicomotora, Lateralização, Conhecimento da direita/esquerda, Esquema corporal e Composição.Joana-B

Alterar apenas as capacidades como se indica a seguir não é pouco. De brincadeira em brincadeira, devidamente orientada e com objectivo específico, conseguiram-se melhorar substancialmente as capacidades do Jorge. A ajuda dada pelo irmão e pelos amigos durou mais do que dois anos e intensificou-se no fim do segundo ano.

No início, todos manifestaram, pouco interesse, mas depois colaboraram muito bem e até se divertiram imenso chegando ao ponto de dizer que nunca tinham tido uma interacção tão grande e proveitosa. Agora, conheciam-se melhor e sabiam desculpar-se mutuamente.Psicopata-B

A sensação de pertença ao grupo não teria aumentado em todos eles? Não terão todos ficado motivados a colaborar em caso de necessidade? Não teriam sido ajudados a ficar muito mais aptos a enfrentar os pequenos revezes que surgem na vida? No caso duma súbita «falta dos pais» não estariam mais do que aptos a se entreajudarem? Não será também uma óptima profilaxia contra a exclusão familiar e a tão falada «droga»? É um assunto em que vale a pena pensar não limitando a reeducação a uma simples ajuda para o aumento das capacidades de uma criança com dificuldades escolares (B).

BiblioEste tipo de ajuda, que poucas vezes é utilizado pode, no entanto, trazer outros dividendos que não se avaliam à primeira vista: são os «danos colaterais» ou «efeitos secundários» que muito se podem utilizar em psicologia, especialmente na técnica de moldagem (F).

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.arvore-2

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 5

Face ao seguinte comentário dos CãoPincha:Biblio

“A propósito deste artigo, da reeducação deficientes e das actuais crise e austeridade que não deixam dinheiro nem para o essencial, gostaria de saber se existe alguma solução para as crianças mais carenciadas.
A mãe duma criança que é conhecida do nosso grupo necessita de reeducação para a sua filha de 8 anos. Está desempregada, não consegue arranjar emprego e o dinheiro que o marido ainda ganha não chega para as despesas usuais.
A escola não dá qualquer apoio a não ser a crianças em grupos que não apresentam qualquer melhora.
O que se poderá fazer? Se puder dar alguma ideia, agradecemos sinceramente.”

acima seguido, vou transcrever um dos prefácios do livro em melhoramento eNeuropsicologia-B2 que já foi editado anteriormente em três volumes indicados na letra (I) do blog TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS.

Atendendo às circunstâncias difíceis da actual situação económica e financeira, bem como da dificuldade em obter apoio psicopedagógico adequado, a nossa intenção é que cada um utilize os recursos existentes para minimizar os prejuízos e aumentar a eficácia.

Nós já tentamos fazer isso no passado e descrevemos as experiências, além de outros, o Antunes (B) que demonstrou, eficazmente, isso ser possível.

Não sei quais as dificuldades reais da criança mas, suponho que pelo menos essas indicações poderão ser obtidas na escola.Psicologia-B

Os livros indicados servirão para o efeito, desde que a mãe utilize o tempo que for possível com a criança, melhorando também o clima afectivo e emocional de toda a família.

Aproveitem os conhecimentos ao máximo para ultrapassar a crise tirando o melhor proveito possível do tempo que a mãe tem de passar em cada sem trabalhar.

Boa sorte.

PREFÁCIO

O insucesso inunda as escolas e transforma em autêntico sacrifício a boa sucess2vontade de professores honestos, talvez porque se pense mais em combater o insucesso do que em promover o sucesso. A reabilitação também não tem tido um sucesso muito melhor.

Não é fácil lidar numa sala de aula com uma criança que é incapaz de dar o rendimento indispensável, por ter défices nas suas capacidades cognitivas, por se sentir perturbada com diversos problemas pessoais ou ainda porque a aquisição dos vários conhecimentos não lhe diz algo de significativo. Também os deficientes e os acidentados gostariam de ter uma vida melhor do que a actual.

Referimo-nos em primeiro lugar ao sucesso ou ao bom rendimento que a pessoa deve ter na vida escolar, em função da sua natural motivação para a curiosidade e para o sucesso académico na idade propícia da pré-adolescência e adolescência.

As causas do insucesso podem ser muitas, desde os problemas genéticos eAcredita2 peri-natais até às doenças infecciosas, má nutrição, mau ambiente familiar, défices no desenvolvimento psicofisiológico, pressões sociais, acidentes, etc. Não podemos, de modo algum, tentar debelar todas as causas, mas havendo condições profissionais e técnicas adequadas, boa vontade da parte dos terapeutas, professores e especialmente dos pais ou outros familiares, muitas das causas do insucesso escolar ou incapacidades podem ser reduzidas ou, melhor ainda, inactivadas, como profilaxia imprescindível para o desenvolvimento saudável das funções cognitivas da criança ou do bom desempenho do adolescente ou do adulto.

Como primeiro passo, os pais podem tentar proporcionar à criança o melhor ambiente socio-familiar que lhes for possível. UmaInteracção-B30 conversa diária amigável pode ajudar a criança a «depositar» nos pais a sua «carga de problemas». Ouvir é mais importante do que dar conselhos. Ajudar a obter soluções é mais vantajoso do que arranjar soluções pré-fabricadas.

Os chineses já nos fizeram entender que ensinar um faminto a pescar é mais vantajoso do que dar-lhe o peixe. Deste modo, ninguém fica na nossa dependência, nem nos incomoda com futuros pedidos de auxílio. Por este motivo, os chineses continuam a ajudar os filhos a exercitarem-se nos estudos desde a mais tenra idade e ficamos admirados com o enorme progresso que começaram a ter no século XXI, depois de muitos anos de estagnação e isolamento do Ocidente. O que o Ocidente inovou, está a ser rápida e eficazmente «absorvido» por eles com o treino de Difíceis-Baprendizagem que sempre mantiveram durante séculos.

Uma alimentação saudável e racional, com dieta proteica adequada sempre que possível, é extremamente importante. Neste caso, a distribuição de um suplemento alimentar ou dietético na escola pode servir de «remédio».

É também salutar que a criança se consiga identificar com os pais modelando-se nos seus comportamentos. Desenvolver as capacidades e aptidões desde a mais tenra idade é lançar os alicerces para uma boa aquisição de conhecimentos e para um desenvolvimento equilibrado da personalidade. Para tanto, a criança necessita de treino. Se esse reed2treino não se efectuar por iniciativa própria, compete aos progenitores e educadores favorecer a estimulação psicomotora, verbal, conceptual e ideativa desde o nascimento. Assim, a pouco e pouco, a criança vai ganhando prática e confiança nas suas aptidões. O treino é indispensável não só para a minoria das crianças consideradas «deficientes» mas, com maior razão, para a maioria das «normais» nas quais é desejável desenvolver ao máximo todas as suas potencialidades.

Essas capacidades estão latentes desde a nascença e vão-se desenvolvendo ao longo de toda a vida em permanente interacção com o meio ambiente. Não é por acaso que as crianças abandonadas ou «selvagens» não conseguem desenvolver a sua aptidão para a linguagem falada quando a mesma lhes seria normalmente incentivada se apoio2estivessem em contacto com a sociedade humana. Contudo, em interacção com o «meio animal e selvagem», elas conseguem desenvolver outras capacidades (visuais, auditivas, sensitivas, motoras, etc.), em muito melhores condições do que as crianças «civilizadas». Tudo isto é consequência da influência do meio ambiente no desenvolvimento cerebral.

O conteúdo deste livro é um repositório de experiências, conceitos e termos indispensáveis, não só para despistes e intervenções profilácticas e preventivas com o intuito de se obter um óptimo sucesso escolar, mas também para uma recuperação eficaz ou para um desenvolvimento superior àquele que se poderia obter sem uma intervenção suplementar ou extra-curricular.

Os seus autores são dois especialistas bem conhecidos em Psicopedagogia. ALN-b adaptação da Bateria Neuropsicológica LURIA-NEBRASKA para português, preparada por eles no Centro de Psicologia Clínica, oferece a possibilidade de escrutinar mais eficazmente, com critérios objectivos e científicos, as dificuldades das crianças na sua tentativa de sucesso escolar. Parece-nos importante que os conhecimentos de psicologia e pedagogia sejam utilizados com o máximo empenho, explorando na totalidade as potencialidades dos indivíduos em formação.

Como «EDUCADORES POR EXCELÊNCIA», colocamos em primeiro plano os pais e professores de todas as crianças, tecnicas1quer «normais» quer «deficientes», visto que, para a sua espinhosa e difícil missão não recebem qualquer treino específico, pautando muitas vezes a sua acção ao sabor do acaso e com resultados totalmente imprevisíveis. São-lhes especialmente destinadas as páginas que se seguem, porque julgamos que, com a ajuda dos pais, professores, familiares e técnicos, as noções especializadas de psicologia e pedagogia servirão para reduzir muitos dos males que afligem as nossas escolas e sociedade, tendo como causa e consequência fundamentais o actual insucesso escolar.

Além de outras obras, a vasta gama de folhetos sobre reeducação, comportamento humano e psicoterapia, publicados Imagina-Bpelo CENTRO DE PSICOLOGIA CLÍNICA, de Mem Martins, são do maior interesse para professores, terapeutas, psicólogos e educadores. Porém, a paixão dos dois autores pela preparação e divulgação de livros de carácter técnico e científico de índole prática, ainda não acabou e recentemente soubemos do seu interesse em preparar uma nova colecção com a aglutinação e reformulação de quase todas as suas antigas publicações, conjugadas com outras, originais, sobre educação e psicoterapia, tal como a Imaginação Orientada.

Natal de 1990 e ANO NOVO de 2012.

Charles J. Golden, PhD
Past-Professor of Medical PsychologyLN-a
University of Nebraska Medical Center
Director of Neuropsychology Clinic
Head Injury Recovery Associates
Drexel University – Philadelphia
U.S.A.

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