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A CRISE «MORDE» A VIDA DOS PORTUGUESES

A dor «morde» a vida dos portugueses Biblio
à medida que a crise vai aumentando

Este artigo de BARRY HATTON, de 8 de Abril de 2013, foi traduzido por mim, por sugestão de um amigo do Facebook.
Ainda não sei quem é o autor, por minha ignorância e desconhecimento da manipulação das informações. Vou tentar dar com o caso mas, por precaução, insiro-o já neste blog, sem as fotos, cuja galeria pode ser vistas aqui (logo abaixo do título). Pela simples razão de que muito tem a ver com a Psicologia Social e Política. Prometo divulgá-lo no Facebook.mario-70
As minhas desculpas por alguma coisa que tenha corrido mal.

LISBON, Portugal (AP) — A servir uma refeição frugal na sua cozinha, não muito maior do que uma casa de banho, Pedro e Helena Baptista deitam uma perna de frango com molho, em cima de batatas cosidas, deixando as asas mais saborosas para a sua filha Vânia, de 12 anos e seu filho João, de 7 anos.
A família Baptista encontra-se entre as «baixas» causadas pela infindável crise financeira que sufoca a vida de algumas das  economias da União Europeia, incluindo Portugal. Pedro Baptista, um homem bem constituído de 37 anos, conseguiu um emprego em tempo parcial para lavador de janelas, mas a sua mulher Helena, de 35 anos, viveu do Respostas-B30subsídio de desemprego cerca de um ano, depois de ter perdido o lugar numa cantina escolar. Agarrando-se a um orçamento mensal de 650€ ($840) e dirigindo-se constantemente de chapéu na mão às associações de caridade e aos familiares, a sua confiança está abalada.
Mas Pedro está determinado em encarar a vida de forma positiva. “Altos e baixos, fazem parte da vida. As coisas hão-de melhorar” diz ele. “Temos de nos aguentar.”

É difícil dizer durante quanto tempo, contudo, como o primeiro ministro de Portugal avisa a nação, ela tem de estar preparada para mais austeridade.
Parece que os líderes da Europa que limitaram a crise de 3 anos do continente ao excessivo endividamento do governo, volta a Organizar-Brepercutir-se — com testemunho dos recentes acontecimentos no Chipre. Parece que se está a desvanecer a crença anterior de toda a Europa, de que o estado iria proporcionar o bem-estar dos cidadãos.
Em vez dos empréstimos, os governos de todo o lado estão a diminuir as despesas e aumentar os impostos. Contudo, a austeridade tem o efeito de asfixiar o crescimento necessário para empurrar os países para fora da estagnação. Apesar do trabalho insano, o Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho disse no Domingo que o seu governo tem de cortar ainda mais. É por causa de o Tribunal Constitucional ter inviabilizado algumas medidas de austeridade destinadas aos trabalhadores e pensionistas do governo, reduzindo em 1.3 mil milhões de euros de poupanças antecipadas do governo.
Entretanto, a crise das dívidas arrisca-se a saltar de Chipre para Portugal. Os credores que emprestaram a Portugal 78 mil Difíceis-Bmilhões de euros numa tranche, há dois anos, exigem que o governo reduza as despesas em mais 4 mil milhões de euros em 2014 e 2015. Se Portugal não cumprir, pode-lhe ser negada outra tranche.
A desgraça de Portugal exigiu que se começasse a enviar emissários para a Europa, mesmo com a dor a tornar-se intensa em casa. Pensionistas, escolas e funcionários públicos encontram-se na mira dos últimos cortes das despesas. A austeridade está a destruir uma legião de pequenas empresas. E as associações de caridade estão a lutar para aguentar com o dilúvio de pedidos de ajuda.
Eis aqui um panorama da sociedade martirizada pela austeridade de Portugal.

PENSIONISTAS:Psi-Bem-C
Consultando o saldo bancário para verificar qual a sua pensão mensal, Maria Luísa Cabral começou a olhar silenciosamente a folha de papel. Quando finalmente falou, a voz desta velha bibliotecária de 66 anos, tremeu e as lágrimas começaram a correr.
“São cerca de 10 por cento a menos todos os meses” disse ela. “Sinto uma raiva tão grande!”
Os idosos de Portugal foram duramente castigados pela austeridade. As taxas e os córtes tinham já tirado 20 por cento do rendimento de Cabral nos anos anteriores. Este ano, o governo dará uma nova mordidela nas pensões superiores a 1350 euros.
Houve manifestações públicas em relação aos aumentos de impostos, que até o ministro das finanças considerou “enormes.” Interacção-B30Além de agredir os pensionistas, os impostos custam aos trabalhadores o equivalente a um mês de salário.
Ao longo de 40 anos, Cabral entregou parte dos seus vencimentos para uma pensão dos funcionários do estado, calculando aquilo que teria para viver depois da aposentação.
“Deduzimos dinheiro ao longo da nossa vida de trabalho na presunção de que será dada uma pensão ao fim da vida” disse Cabral.
Compreende que vai ter de abdicar os pequenos luxos da vida que tinha — comprar um livro, por exemplo, ou ir a um cinema ou concerto.
Por toda a Europa, os Governos acham difícil conseguir o pagamento de pensões. A quantidade de pessoas reformadas está a Imagina-Baumentar rapidamente enquanto os orçamentos diminuem. De acordo com o governo, em Portugal, o panorama das despesas das pensões do Estado aumentou de 9 para14.5 por cento do PIB desde 2000. A previsão é aumentar este montante até 2020.
Os pensionistas apontam para números que dizem ser assustadores: quase 80 por cento 1.7 milhões de reformados do país vão ter de receber menos de €500 por mês.
Enquanto as pensões baixam, o custo de vida continua a aumentar. Os impostos ns vendas aumentaram bastante tal como os 23 por cento do IVA e 6 por cento na electricidade; o Governo de centro-direita desmarcou-se do controlo das rendas; os pagamentos para a consulta médica no Serviço Nacional de Saúde aumentaram, assim como os bilhetes dos transportes públicos; o apoio do governo para a aquisição de medicamentos, foi reduzidaneuropsicologia-B
Cabral e milhares de outros pensionistas associaram-se no APRe!, criado em Outubro de 2012, quando foi apresentado o orçamento de 2013. Cabral diz que se sentiu na obrigação de agir quando viu os idosos contarem furtivamente contar na palma da mão os cêntimos, para ver se tinham dinheiro suficiente para comprar aquilo de que necessitavam. Nas farmácias, ela viu perguntar — embaraçados, à frente das pessoas em fila — se poderiam pagar os remédios em prestações.
“As pessoas estão a sentir (a crise) nos seus estômagos”, disse Cabral.

INSTRUÇÃO/EDUCAÇÃODepressão-B
O Liceu Camões, em Lisboa, é um dos mais antigos e prestigiados estabelecimentos de ensino em Portugal. Os seus balcões em ferro forjado e pátios elegantes com frondosas palmeiras recordavam o bem-estar e a majestade da capital portuguesa e, quando a mesma abriu no início do último século, Portugal ainda tinha um império.
A escola tem o nome do grande poeta renascentista de Portugal e as figuras mais importantes do país estudaram nas salas de aulas das grossas paredes e altas janelas.
Contudo, em 2013, esta escola é uma verdadeira demonstração daquilo que acontece quando a austeridade é secundada com austeridade.Psicopata-B
Vidros partidos, paredes fendidas, pinturas degradadas, infiltrações do tecto são a nova realidade. Os cortinados ficam pendurados fora dos seus suportes, a tapar janelas. Os jardins à volta dos edifícios da escola crescem desmesuradamente. O campo de jogos está fechado e o seu pavimento artificial está fendido e irregular. Os pais dos cerca de 1200 alunos, tem ido aos fins-de-semana e feriados para colocar remendos nas salas de aula e corredores.
Uma inspecção de engenharia recomendou reparações estruturais. O director da escola, Jaime João, contorce-se quando recorda o modo como o Ministério da Educação reagiu quando ele lhes telefonou acerca deste assunto: “Eles disseram que não tinham dinheiro.”Psicologia-B
Entre 2010 e 2012, Portugal reduziu em mais de 5 por cento o orçamento para a educação, segundo números do último mês, da Comissão Europeia: um dos maiores apertões de cinto do continente. Os reitores das Universidades portuguesas dizem que durante os últimos 2 anos foram concedidos cerca de menos 20.000 bolsas de estudo, baixando este ano para cerca de menos 55.000. É provável que haja mais reduções. O Fundo Monetário Internacional, um dos credores, propôs que fossem eliminados pelo menos 50.000 docentes nos próximos anos.
O estado moral dos professores é uma outra preocupação diz João. Como funcionários públicos, sujeitos aos cortes dos que Maluco2dependem do orçamento do estado, os professores viram o seu nível de vida decrescer fortemente desde 2008. Em 2008, um professor «médio» do ensino secundário podia ter um vencimento anual de 20.000€, de acordo com a Federação Nacional de Educação que representa o pessoal do secundário e universitário. A Federação diz que os mesmos professores recebem agora cerca de 16.500€.
Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, federação nacional de professores, diz que mais cortes irão agravar ainda mais os problemas da educação.
“Sinceramente, não sei onde é que eles podem cortar mais ainda,” diz Nogueira. “Já estamos quase no osso.”

PARA BAIXO, PARA BAIXO, PARA BAIXOJoana-B
Uma simpática livraria de bairro, próxima de Lisboa, promoveu numerosos lançamentos de livros, declamação de poemas, e exibições artísticas nos anos mais chegados. No mês passado, depois do seu fecho, os proprietários colocaram numa janela da loja já vazia, um cartaz com palavras amargas. Dizia o cartaz que a mesma teve de fechar por causa do “empobrecimento selvagem e queda brutal no poder de compra” verificado em Portugal, o qual ocasionou uma “uma queda brutal” nas receitas da livraria.
É o resultado dos efeitos do golpe da austeridade. O Instituto Nacional de Estatística diz que as despesas familiares diminuíram cerca de 7 por cento no último ano. Foi um pouco pior do que em 2011, e está a deprimir a economia que Consegui-Bcontraiu 3.2 por cento no ano passado. O desemprego atingiu um máximo histórico de 17.5 por cento e a previsão é o seu aumento.
Por todo o país existem sinais duma espiral de morte.
A Associação Portuguesa de Hotéis, Restaurantes e Estabelecimentos Similares diz que 11000 dos seus membros encerraram o seu negócio no último ano quando o IVA saltou de 13 para 23 por cento.
No último ano, as vendas de cimento foram as mais baixas desde 1973, desde que a construção quase parou. Os armazéns cheios ao longo das vias principais e em muitos postas de venda, são uma visão bastante comum.
Os meios de comunicação local denunciaram que depois de uma das maiores cadeias de cinema ter fechado quase metade das suas 106 salas ao longo do país, 212 das 308 áreas de diversão em Portugal não tem salas de cinema. Quase 6.700 empresas Acredita-Bdeclararam falência no último ano, com um aumento de 41 por cento em relação a 2011, de acordo com um estudo da companhia de seguros COSEC.

ASSOCIAÇÕES DE CARIDADE
A associação de caridade AMI — Assistência Médica Internacional — foi constituída há cerca de três décadas, como e uma organização de resposta rápida para catástrofes no estrangeiro. Agora, e emergência está em casa.
Antes de 2008, cerca de 8.000 pessoas pediam a ajuda da AMI em Portugal. Em 2012, passou quase a 16.000. Em alguns locais tais como Porto, a segunda maior cidade de Portugal, o aumento de pessoas a procurar a associação tem sido mais de 250 por cento desde 2008. E, alguns dos necessitados são licenciados.Saude-B
Ana Martins, directora nacional da AMI durante os últimos 18 anos, diz que as pessoas a pedir ajuda desejavam mais encontrar um emprego para resolver a situação social, ou problemas familiares.
Nestes dias, pedem comida.
“Nunca vi tantas pessoas numa situação precária, com falta de tantas coisas básicas,” dia ela. Isto inclui famílias a viver em casas sem electricidade ou gás natural para a cozinha porque o fornecimento foi cortado por causa do pagamento em dívida ou falta do mesmo.
O centro de assistência da AMI nas Olaias, um subúrbio de Lisboa de baixos rendimentos, e de abundância de blocos de DIA-A-DIA-Capartamentos, é uma versão do século 21 da sopa aos pobres existentes na Grande Depressão. O pessoal começa a servir o almoço às 11.30 a dezenas de pessoas entre 20 e mais de 60 anos. Vendo a maneira como eles devoram a comida, parecem que não tomaram o pequeno-almoço.
Margarida Mendes, que dirigiu o centro desde que teve início em 1994 para ajudar pessoas sem-abrigo, diz que o seu trabalho mudou nos últimos anos. Agora, são maioritariamente famílias a pedir ajuda.
Diz ela que o seu trabalho pode ser perturbador e os episódios mais custosos englobam crianças. Recentemente, uma criancinha desatou a pular e a gritar de alegria quando viu uma embalagem barata de bolachas a encimar o pacote de ajuda familiar mensal como apoio alimentar. Esta pequena cena significou para Mendes: “Pense para si mesmo. Que espécie de país é este em que este tipo de coisas acontece?”Stress-B
A família Baptista vem de Olaias para levar ingredientes para comida. Contém óleo de cozinha, latas de salsichas, farinha. Não é muito, mas ajuda. Conseguem também roupas usadas e livros escolares para o casal de filhos.
A crise financeira capturou as suas vidas. Apenas há 5 anos, eles recebiam, em conjunto, 1600€ por mês — próximo do salário médio dum casal em Portugal. Hoje, vivem com pouco mais do que um terço.
“Para nós, o ano passado tem sido o mais duro da nossa vida,” diz Pedro, o pai, na sua pequena cozinha que funciona também como sala de estar, embora não tenha nem sofá nem cadeiras de braços.
Vítor Gaspar, o Ministro das Finanças, disse recentemente que o endireitamento das finanças de Portugal deve levar anos e Psicoterapia-Bexigir os sacrifícios duma geração.
A família Batista pertence a essa geração.

Após ler este artigo, que se situa muito dentro da psicologia social e política, fiquei como Maria Luísa Cabral e decidi traduzi-lo rapidamente, no final do qual me apetece fazer algumas perguntas:

– Se eu, com um salário médio, descontei toda a vida para poder ter uma velhice descansada e não fiz dívidas exageradas, qual a razão de ter de pagar as dívidas que eu não contraí?«Educar»-B

– Se as dívidas não são minhas, qual a razão de as pagar?

– Se houve alguém que as contraíu, qual a razão de não as pagar?

– Se com essas dívidas, alguém engordou qual a razão da não pagar com as suas gorduras?

– Se houve quem se tivesse «abotoado» com todo este esquema, qual a razão de não se lhe deitar a mão e obrigá-lo a pagar o que deve?Depress-nao-B

– Se existe um Governo eleito, mesmo que com uma maioria da minoria que o elege, com um programa eleitoral, clamorosamente debitado à nossa custa durante mais de 30 dias, qual a razão de não ser cumprido e tergiversado?

Assim não há democracia que resista.

Chego a pensar que os partidos são umas Centrais de Negócios bem montadas, cada um à sua maneira, que continuam a funcionar melhor ainda depois do «25 de Abril».pqsp2

Acabemos com isso de vez. Haja gente honesta. Para isso, todos temos de trabalhar, educando os vindouros com os valores necessários para tal.

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEISarvore-2

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

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Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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3 thoughts on “A CRISE «MORDE» A VIDA DOS PORTUGUESES

  1. Há quase um mês que não lemos nada de novo no seu blogue. Não nos quer dizer o que acha da política que estamos a ter? Nós estamos a publicar as transcrições dos CONTOS PROIBIDOS, de Rui Mateus e estamos a descobrir os meandros partidários. É impressionante a falsa ideia com que ficamos de muitos dos mais conceituados políticos da nossa terra. Pelo menos eu, o Pincha, vou ter de regressar ao trabalho, no estrangeiro, em menos de um mês. Gostaríamos de ler uma intervenção sua antes de me ir embora.

    • Vou ver se amanhã vou conseguir ter paciência para trasnscrever um capítulo do livro IMAGINAÇÃO ORIENTADA em que conversei sobre este assunto com o meu amigo Antunes, nos finais do século passado. Continua tudo na mesma… como a lesma e nós a aguentar tudo alegremente, como sempre, acreditando nas virtualidades dos nossos políticos.

  2. Mário de Noronha on said:

    http://www.noticiasaominuto.com/pais/306360/a-crise-portuguesa-ganha-novo-olhar-no-new-york-times Contunua tudo pior do que dantes. Estas são as perspectivas de futuro dadas por este Governo(des)!

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