PSICOLOGIA PARA TODOS

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PSICOLOGIA E POLÍTICA

Caros CãoPincha,

Antes de tudo, felicito-vos mais uma vez pela publicação, no vosso blog,  das transcrições dos CONTOS PROIBIDOS, de Rui Interacção-B30Mateus, que me incitou ainda mais a fazer este post.
Como vos prometi, lembrei-me de rever o meu novo livro sobre a Psicologia em si e a Psicoterapia que estou a fazer e encontrei um capítulo inteiro sobre a minha posição pessoal, como cidadão, há mais de meio século, no mundo da política, expressa em diálogo com o meu amigo Antunes, há mais de uma década. Por isso vou transcrevê-lo, a seguir, por inteiro.

PSICOLOGIA NA PROMOÇÃO, PUBLICIDADE E POLÍTICA

Depois da minha resposta interrogativa, o Antunes ficou calado e a meditar. Regressámos a casa. A mulher do Antunes já tinha Organizar-Bpedido que lhe déssemos, logo que possível, algumas indicações suplementares, do mesmo modo como em tempos tínhamos respondido a muitas perguntas no Jornal de Queluz. Comprometemo-nos a facultar essas indicações que ela desejava, desde que o casal Antunes seguisse os conselhos que a minha mulher lhes dera no bar da praia. Depois, que nos comunicassem o resultado de tudo, ao fim de dois meses de «trabalho».

Logo que regressaram ao Porto, a filha do Antunes foi submetida a exames psicológicos e houve a recomendação de lhe dar apoio psicopedagógico e psicoterapêutico. O Antunes quis saber o que devia fazer com esses resultados. Perante a minha quase admiração com a maneira como estava redigido o enorme relatório que ele leu ao telefone, o Antunes perguntou-me se não tinha algum psicólogo conhecido no Porto que desejasse recomendar. Com a minha neuropsicologia-Binformação de que não conhecia alguém da minha confiança, o Antunes parece que ficou suspenso das minhas palavras.
Aproveitei para lhe perguntar qual a razão de ele próprio não dar apoio à filha já que tinha livros que o podiam ajudar, patrões que o «libertavam» do seu trabalho para dar assistência à família e inteligência de sobra.
Passados dois meses, os telefonemas da mulher do Antunes para a minha mulher e a carta dele para mim, diziam que as coisas estavam a mudar em casa. A filha parecia estar mais atenta nas aulas e a mulher era mais capaz de «dialogar». Com esta última constatação na sua carta, imaginei que, de certeza, o Antunes ainda não se estava a ver ao espelho. No serviço, o Antunes parecia menos tenso e não estava pior nem se sentia tão «pressionado» como Joana-Bantigamente. Até lhe parecia que o chefe o via com outros olhos. Como ele já tinha mais de 25 anos «de casa», os donos da financeira estavam a ponderar a hipótese de poder trabalhar em tempo reduzido para conseguir acompanhar e ajudar melhor a filha.

Pouco antes do Natal, o Antunes telefonou-me para dizer que pensava vir logo de manhãzinha à «capital do Império», passar o dia connosco e regressar a casa à noitinha. Qual o dia em que poderíamos estar disponíveis? Combinámos o sábado seguinte porque lhe interessava não faltar ao serviço, visto que os patrões lhe davam agora bastantes folgas. Eles já tinham compreendido que o Antunes trabalhava mais e melhor quando estava despreocupado e satisfeito e, sendo um dos elementos principais na empresa, era o seu bem-estar que lhes interessava porque assim «rendia» Acredita-Bmais.
Quando chegou a minha casa, cerca das 10.30, mostrou-se interessado em saber de que modo se utiliza a psicologia na promoção e publicidade. Dizia ele que a empresa teria de investir nesse meio de comunicação social para poder aumentar a procura das suas ofertas. Os tempos que se avizinhavam deviam ser de crise. Por este motivo, as suas perguntas continuaram, enquanto a mulher dele explicava à minha as vantagens que estava a ter com a mudança do comportamento de ambos em casa. Até a filha estava mais satisfeita e dava-se melhor com as amigas. Nesse sábado, ela estava em casa de uma amiga que fazia anos e que a convidara para jantar. Se quisesse, até podia lá dormir. Depois destas informações, as perguntas não se fizeram esperar.Psicopata-B

– De que modo a psicologia pode influenciar a publicidade e a promoção?
– A publicidade procura estimular determinadas necessidades ou motivações que possam orientar o público visado, a querer satisfazer a vontade assim criada de possuir os produtos ou serviços correspondentes. A promoção pretende alterar a atitude das pessoas visadas, para a execução de comportamentos que interessam aos «promotores». Estimular alguém a gostar de um carro de determinada marca e feitio e fazer com que a pessoa visada o adquira, é o objectivo da publicidade e da promoção, que se socorrem dos conhecimentos da Psicologia Social e Experimental e das técnicas inerentes para alcançarem esse seu objectivo. Muitos dos que utilizam as Maluco2técnicas psicológicas podem até não saber o que fazem e porquê. Contudo, existem mentores que os orientam na execução dos comportamentos necessários para a consecução dos objectivos.
“Estas técnicas foram amplamente utilizadas na guerra de guerrilha em muitos sítios e nas que houve nas antigas colónias. Embora os militares portugueses e os guerrilheiros nacionalistas ou independentistas não soubessem a razão por que utilizavam determinadas técnicas, bem como o seu modo de funcionamento, a acção deles foi da maior importância de ambos os lados da belicosidade.
“Vemos os anúncios de carros, casas, empréstimos, electrodomésticos e outros artigos, muitas vezes, enganosos e supérfluos. Estimula-se uma pessoa a mudar de carro envergonhando-a, muitas vezes, por não possuir um, melhor do que o do vizinho ou conhecido. Motiva-se a pessoa a fumar e a beber álcool e, por fim, aumentam-se as clínicas de desintoxicação e asConsegui-B multas por infracções devidas aos excessos. Apela-se às pessoas que mudem para uma casa nova, confortável e mais atraente. Estimula-se o crédito para atingir esse fim e, por último, «culpa-se» essa pessoa por se endividar em demasia. Por este motivo, é importante que as pessoas conheçam os mecanismos do comportamento humano, compreendam o seu próprio comportamento e façam as opções com racionalidade e sem se deixarem envolver e ludibriar com os anúncios que apresentam um seixo vulgar como uma pedra preciosa do maior valor.
“Neste sentido, vês aparecerem na televisão a toda a hora os constantes anúncios de artigos que não interessam ao próprio.”Depressão-B

– Se a psicologia funciona assim na publicidade, como funciona na política?
Sem qualquer alienação partidária e fortemente descontente com o que se passa na governação, parecia que me tinham dado uma forte alfinetada e reagi quase instintivamente. Parecia que tinha deixado de ser psicólogo para me transformar num cidadão amargurado e descrente, dum «rectângulo» à beira-mar plantado, que nunca mais se endireita. Desabafei:
– Não me faças rir com uma pergunta tão ingénua. Ainda não compreendeste que a maioria dos políticos tem consigo uma legião de acólitos e seguidores que os bajulam e os fazem chegar ao lugar que irão «ocupar»? Desconheces que Saude-Bquase nenhum político fala «verdade»? Nas campanhas eleitorais, todos dizem aquilo que o eleitorado quer ouvir. E o que o eleitorado deseja ouvir são as vantagens que irá legitimamente ter no futuro, com a eleição e a governação desses indivíduos! Esta posição dos eleitores é humana e lícita porque, em democracia, é através dos políticos e, especialmente do seu político, que eles devem fazer ouvir a sua voz, manifestar os seus desejos e conseguir o projecto político almejado.

– E qual é o mal que vês nisso?
– É muito simples. Esses políticos vão sempre tentar saber antecipadamente aquilo que os eleitores preferem e gostariam que os políticos fizessem, no caso de eles serem eleitos. É exactamente isso que eles vão dizer, fazendo crer a um número cada vez Psicologia-Bmaior de possíveis eleitores o que irá acontecer, hipoteticamente, logo após a sua eleição. Mesmo os que estão no poder dizem que tudo vai ser melhor no futuro sem explicar a razão por que ainda não o foi durante a sua governação. Porém, depois de chegar ao «poleiro» acompanhados do séquito de seguidores, apoiantes e arrivistas, esses políticos preocupam-se em consolidar a sua posição e «manter o tacho» durante a maior quantidade de tempo possível, «esquecendo-se?» do que prometeram aos eleitores no decurso da sua campanha eleitoral e tentando arranjar justificações para o incumprimento das promessas. Todos, invariavelmente, afirmam que a culpa é sempre dos antecessores e dos opositores. Além disso, é triste ver o espectáculo degradante em que todos eles se insultam da maneira mais mesquinha e ordinária, em vez de se preocuparem em apresentar os seus planos, pontos de vista, conceitos e propostas de melhoria da vida da população. Com este espectáculo, quais Imagina-Bos modelos que oferecem aos seus eleitores?

– De que modo pensas que devem de agir?
– Se não for com honestidade, pelo menos do modo como se faz numa publicidade não muito enganosa. Viste alguma marca de carro falar mal da outra? Se assim fosse, despertariam a atenção dos compradores para essa marca. Por isso, apresentam sempre as vantagens, muitas vezes exageradas, dos seus próprios veículos. Se não, poucos produtos novos e melhores se introduziriam no mercado, embora mais dispendiosos. Mas, os compradores também têm de achar que valeu a pena adquirir um certo produto, do mesmo modo como os eleitores deverão sentir que valeu a pena votar no «seu» político.Psi-Bem-C
É assim que se modifica a atitude do eleitor favoravelmente em relação a um partido. Porém, não é isso que acontece, porque os políticos – futuros governantes que até poderão funcionar por «quotas» – agarrados ao tacho, vão-no esvaziando até ao fundo enquanto mais alguém não o «surripia» ou não arranjam outro melhor, sempre «para o bem do povo» e nunca por seu interesse pessoal. São uns eternos sacrificados pelo bem comum! Logo que se encontram no poder, aproveitam-se da oportunidade para distribuírem benesses por muitos «boys» e «girls» que servirão, provavelmente, para lhes garantir um futuro «emprego» quando alguém lhes roubar o «tacho».
“Todos eles se apresentam como «incorruptos». Contudo, o tráfico de influências, o nepotismo e o compadrio não faltam. Difíceis-BMuitos se enganam ao fazer as declarações do IRS, outros esquecem-se de mencionar todos os proventos pecuniários (que até nem são deles, mas dos familiares que vivem em outros países). Ainda outros, de vez em quando, vão fazer trabalho suplementar onde existem «off-shores». Alguns «não se lembram daquilo que esqueceram». Dizem peremptoriamente que existe uma distância bem definida entre o futebol e a política, mas não existe político que se preze que não fale em futebol e em termos futebolísticos, até nas campanhas eleitorais. Cartões amarelos e dourados, apitos dourados e «Força Portugal» são a demonstração disso. Como pode um cidadão acreditar que será governado por pessoas sérias e dedicadas à causa comum? Como pode um cidadão não entrar em dissonância cognitiva com tanta informação contraditória apresentada com intensidade cada vez maior? Gostarias de comprar um carro novo «bem anunciado» e ter de o entregar ao mecânico para reparações urgentes na Respostas-B30semana seguinte?”

– Achas o «panorama» tão mau?
– Há bem pouco tempo ouvia-se dizer que Portugal nunca aprovaria um transporte de alta velocidade enquanto houvesse serviços de saúde deficitários e doentes em lista de espera. Presentemente (2000), com listas de espera talvez menos extensas porque devidamente camufladas, anunciam-se os comboios de alta velocidade à vontade dos Espanhóis. Futuramente, em outras eleições os portugueses terão de votar em alguém. Em quem? (K) Naquele em quem confiam ou em algum de quem desconfiam menos? É geralmente um conflito a resolver entre duas opções negativas: a bolsa ou a vida! Os vendedores de quimeras e os dos apartamentos de «time-sharing» não se portam tão mal!mario-70
“Também, enquanto os políticos e futuros governantes falarem estupidamente em vitórias e derrotas dos seus partidos políticos, em vez de valorizarem a vontade do povo ou dos eleitores, não é de admirar que, por enquanto, a abstenção seja o maior partido político. Tentar enganar-nos com a argumentação de que as campanhas foram curtas ou interrompidas por factores estranhos e inesperados é outro estratagema bastante em voga. O que falta, como alguns aventam, é existir um quadradinho em que se possa votar que nenhum dos candidatos interessa. O que não presta são os políticos.”

– Estás tão desiludido?
– A que beco escuro nos conduziram as políticas seguidas desde 1974, falando mal de Salazar? A instrução, a educação e a Biblioinvestigação foram preteridas em detrimento de uma certa economia com que «alguns» empresários se banqueteiam. A construção civil desordenada e as obras públicas dão vantagens a certos grupos de empresários em detrimento de uma política de desenvolvimento necessária no turismo, agricultura, pescas e produtos regionais. A saúde e a segurança social foram menosprezadas face à ganância de certo tipo de empresários e falsários. Estamos a ficar cada vez mais no fim da «cauda da Europa», mas com uma percentagem cada vez maior, tanto de milionários como de indigentes. O que é que isso quer dizer em termos de psicologia e sociologia política?
“Os portugueses têm memória fraca e curta, além de muita vontade de confiar nos seus «santinhos» para que lhes valham nas horas de aflição. Porém, isto não chega para «encher a barriga» dos familiares. Os portugueses «amocham», mas não são DIA-A-DIA-C«burros». Estamos a ser constantemente iludidos no início e defraudados no fim de qualquer eleição. Aguentando este tipo de governação, ou entraremos em depressão aprendida ou reagiremos à frustração com uma resposta que não posso prever. Com estes políticos «de…» que se preocupam mais consigo próprios do que com a causa pública, ninguém se pode admirar que a população «vá aguentando» até um determinado momento em que «a tampa pode saltar». Já aconteceu há quase trinta anos mas parece que não serviu de coisa alguma!

– Como também não os podemos «descarregar pela sanita» e estamos num contexto europeu e mundial, o que fazemos agora?
– É difícil emendar os erros cometidos, mas isto não quer dizer que se deva governar com mentiras e fantasias. A segurança «Educar»-Bpessoal e nacional têm de ser garantidas, a educação ou a instrução exige remodelações profundas, a produtividade e a industrialização têm de aumentar, o apoio social é imprescindível e só depois de termos estas melhorias para TODOS podemos dar-nos ao luxo de obter outras benesses.
Onde é que se gastam os fortíssimos impostos que pagamos? Não haverá despesas exageradas das quais os governantes não nos dão conta? Não existirão «subsídios» ou «abonos» para muita gente que tem dinheiro a abarrotar? O que são esses cartões de crédito e outras benesses de que certos dirigentes beneficiam? Para que se dão os prémios de desempenho só aos gestores, se são tão funcionários como os outros que põem a máquina a trabalhar? Porque se nomeiam gestores sem concurso público? Qual a razão de se adjudicarem obras vultosas por ajuste directo? Para onde vão os fundos que vêm da CEE? E as parcerias publico-privadas?pqsp2
Tudo isto é muito suspeito porque os impostos que pagamos, bem orientados, chegam para muito. «Nos tempos antigos», com muito menos impostos, a vida não era muito pior do que agora para a maioria da população. Quando uma população carenciada exige vestuário, é melhor dar-lhe roupa interior e agasalhos em vez de gravatas e cachecóis. O essencial é gastar menos com coisas supérfluas do que com aquilo que faz mais falta. Preocupemo-nos primeiro com o essencial e depois com o acessório. Os outros países já fizeram isso há mais tempo porque tiveram governantes mais eficazes ou, pelo menos, menos ineficazes.

– Mas isso não acontece também muitas vezes noutros países?stress2
– Eu sei disso mas, às vezes, esses países podem dar-se ao luxo de desperdiçar muita coisa porque são economicamente mais fortes e, às vezes, os «donos do mundo». Isto não quer dizer que tenhamos de os imitar ou de nos submeter servilmente aos desejos dos todos-poderosos. Como sabemos, G. W. Bush atacou o Iraque apenas por causa das armas de destruição maciça que nunca encontrou, embora os seus serviços secretos garantissem que sabiam da sua existência. Também Saddam Hussein passou a ser considerado ditador de um dia para o outro, apesar de anos antes ter sido aliado dos EUA, do mesmo modo que Bin Laden. Apesar de tudo isto, a imagem de G. W. Bush está a ser «devidamente tratada» por especialistas muito conceituados e dispendiosos a fim de que o público dos EUA o reeleja como Presidente. São factos destes, públicos e notórios, que deixam a psicologia nas mãos de Psicoterapia-Bquem manipula as suas técnicas, não para o proveito da humanidade mas sim para satisfazer a ganância de uns poucos em desfavor de muitos. Os nossos governantes não sabem disso? Que interesses os movem? Infelizmente, é assim. Por isso, se as pessoas vulgares não conhecerem também os mecanismos que impulsionam as suas condutas, não poderão esperar dias melhores. É importante que sejamos «políticos esclarecidos» embora não pertencendo a qualquer partido. A nossa «intervenção» é imprescindível. O desconhecimento de tudo isto pode ajudar a que o mundo nunca mais melhore, pelo menos neste cantinho à beira-mar plantado, ficando cada vez mais nas mãos dos burlões e vigaristas que vão abundando.

No fim, com esta minha acaloradíssima intervenção de não-psicólogo que me deixou quase exausto, o Antunes, com os olhos esbugalhados, deu um suspiro de alívio e ficou pensativo. Olhando para o céu, apenas exclamou:Humanismo-B
Nunca te tinha visto assim! Parece que achas que a Psicologia está a ser aplicada mais em fins perversos do que na óptima utilização que se pode fazer da mesma! Não falaste como psicólogo mas como um cidadão revoltado e descrente. Afinal, em cada resposta, desabafaste mais do que me fizeste ver que eu tinha falado na minha primeira intervenção antes de te perguntar: “Afinal, vou ou não vou? ”

Concordei plenamente com ele e apenas lhe disse que eu, além de psicólogo, também sou cidadão português à espera, desde 1974, que o País se desenvolva de maneira equilibrada e democrática, sem continuar nas mãos de alguns prepotentes, como tinha acontecido nas décadas anteriores. Disse-lhe que também tenho o «direito à indignação», bem como ao «alívio da minha ansiedade».Falhas2
Sabendo que a Psicologia tinha sido antigamente inviabilizada nas Universidades por causa das suas prováveis implicações na vida social democrática, custava-me aceitar a sua não utilização em benefício da população, porque é para isso que ela deve servir.
O meu intuito de divulgar os conceitos psicológicos em linguagem simples, tem em mente a possibilidade de que mais pessoas com pouca instrução possam usufruir destes conhecimentos, essenciais a qualquer ser humano que se considera «civilizado».
A minha intenção é ajudar as pessoas a não se deixarem manipular nem pelos «fazedores de opinião» nem pelas contrariedades que assolam qualquer pessoa nos tempos actuais (ver agora PSICOLOGIA PARA TODOS, TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS  – e, também no Facebook, o Centro De Psicologia Clinica).Marketing2
Bastam as catástrofes naturais.

O Antunes gostou da explicação que acabara de lhe dar e disse-me que também estava desiludido com a política. Disse que a sua explicação política era outra e ficava indignado com o modo como alguns dirigentes se aproveitam do lugar para o qual foram eleitos pelo povo, para logo de seguida o prejudicarem, assumindo ares de arrogância como se estivessem a fazer um grande favor em o desempenhar. E depois, desabafou também:

– Sabes que há bem pouco tempo um autarca do Norte «mandou à merda» agentes da polícia que lhe detectaram uma infracção! Quando o caso chegar a Tribunal, garanto-te que a Justiça é capaz de não «encontrar provas» contra esse Adolescencia-Bdirigente porque ele, de facto, não conseguiu enfiar os agentes pela sanita abaixo. Se os factos ocorressem ao contrário, só a intenção de os agentes mandarem o autarca pela sanita abaixo seria mais do que o necessário para a Justiça e a Disciplina os incriminarem e castigarem, com provas mais do que suficientes.
Bonitas moldagens, modelagens, estímulos e reforços que são dados por esses «políticos» para que as «autoridades» de escalão inferior fiquem «domesticadas», desiludidas e corruptas. A população honesta vai ficando cada vez mais desejosa de poder correr com esses políticos dos cargos que ocupam. A mudança de atitude e de comportamento dos subalternos pode trazer-lhes reforço negativo enquanto a ganância e o enriquecimento ilícito provocam, seguramente, reforço positivo aleatório.Educar-B

“Estes politiqueiros de pacotilha, fabricados no caldeirão dos oportunismos, não são aquilo de que necessitamos. Precisamos de gente de bem. E, para a «fabricar», temos de nos «sacrificar» educando os filhos como deve ser. A melhor prevenção que podemos fazer, é a da «educação», «instrução» e «exemplo familiar».”

Ficando admirado com a análise sócio-político-psicológica que o Antunes tinha efectuado, exclamei:
– Afinal, já sabes muita coisa, que utilizas com precisão e rigor científico! – respondi muito admirado, mas ele continuou:apoio2

– O que julgas que andei a fazer a partir das férias? Já tenho conseguido redução no tempo do serviço na financeira e momentos livres para poder ler sofregamente todos os livros recomendados, enquanto não tenho necessidade de ajudar a filha. Com o alívio que a minha mulher tem quanto às dificuldades escolares da filha, que são reduzidas por mim na reeducação, ela sente-se mais tranquila e satisfeita e, quando vê que o rendimento escolar aumenta, fica entusiasmada e mais bem disposta. Entretanto, tanto a filha como eu começamos a tirar reforço da situação de eu ser um factor de melhoria no rendimento escolar e convivência familiar. Assim, de reforço em reforço que, por sua vez, funciona como incentivo ou estímulo para mais comportamentos semelhantes, os quais funcionam como reforço aleatório, as coisas vão melhorando substancialmente tanto em casa como na escola. A professora também se mostra satisfeita com a nossa filha e admirada com a sua inesperada sucess2colaboração e entusiasmo nas tarefas escolares. É o efeito dominó.

Entretanto, reparámos que as nossas duas mulheres conversavam animadamente sobre alguns problemas entre pais e filhos e as dificuldades que inúmeras crianças revelam.
Enquanto eu tomava atenção à conversa das duas senhoras, o Antunes ficou a vasculhar os meus papéis e o esboço do “DESEQUILÍBRIO PSICOLÓGICO? A autoterapia possível” (B), bem como da nova versão de “DEPRESSÃO? Não Obrigado!”, a ser publicada com o título “COMBATA OU EVITE A DEPRESSÃO” (H). Descobriu também que eu estava a consultar alguns livros de Goleman, Caplan, Breggin e Glenmullen, sobre inteligência emocional e os malefícios das drogas psiquiátricas.
Pegou também num exemplar da minha tese sobre a Terapia do Equilíbrio Afectivo, com o pretexto de que eu não poderia molhar2refundir o original sobre a depressão e preparar coisa alguma sobre autoterapia enquanto me concentrava na leitura de outros livros, levou também as cópias dos originais com a promessa de que as devolveria logo que eu actualizasse devidamente e lhe mandasse as «consultas ou perguntas» solicitadas pela mulher.

Antes de lanchar para se irem embora para o Porto, o Antunes quis experimentar fazer os relaxamentos muscular e mental, para que eu visse e lhe pudesse dizer se alguma coisa corria mal ou estava irregular.
Gostei da maneira como o Antunes estava a ensaiar as duas vertentes do relaxamento e pareceu-me que já praticara isso antes. Disse-lhe que podia continuar assim, sempre que quisesse. Isto até o poderia ajudar a melhorar o seu desempenho profissional.

Já leu os comentários?

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

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10 thoughts on “PSICOLOGIA E POLÍTICA

  1. Aqui, no nosso grupo, estamos a gostar deste artigo baseado num capítulo do novo livro que esparamos que saia em breve.
    Gostaríamos que tomassem bom conhecimento das nossas transcrições do MATEUS. E, agora, já conhecem esta entrevista?

  2. Anónimo on said:

    Já que transcreveu umas páginas do seu livro com algums considerações políticas, embora não partidárias, porque não nos diz alguma coisa sobre o momento que estamos a passar agora na primeira semana de Julho de 2013?
    Seria bom fazer uma análise sociopsicológica sobre este assunto tão impportante para nós.

  3. Anónimo on said:

    Tem muita razão no que diz nas transcrições das páginas dos seus livros. Os nossos políticos deviam ser todos reciclados. Os partidos são agências de interesses e o governo serve para coordenação disso. Se não conseguirmos ter políticos novos, em breve estaremos entregues aos bichos selvagens.

  4. Anónimo on said:

    Já tem conhecimento deste triste espectáculo entre partidos que estão no «arco da governação»? Todos estiveram no poder. Qual deles mente, não diz a verdade, esconde-a ou limita-se a distorcê-la? Os comentadores fartam-se de dizer coisas e fazer prognósticos, o presidente da república diz qua já avisou, mas nós ficamos sem saber o que se passa, de facto, nos meandros ou antros da política e da governação. O primeiro-ministro diz que não abandona o país como se fosse o salvador da pátria. O irrevogável sobe para Vice, mas não interfere nas finanças. O governo continua a fazer os disparates que já iniciou e viu que não dão resultados positivos. Nós continuamos a amochar e a ficar cada vez mais pobres e desesperados. Perante isto, o que pode o povo fazer? Existe alguma receita que possa dar em psicologia?

    • O que posso dizer acerca do seu comentário, que acabei de ler mal entrei no computador, é que eu também me sinto frustrado, desiludido, deprimido e empobrecido com toda esta situação que poderia ter sido evitada há mais de 25 anos e cirurgicamente minimizada há mais de 1 ano, para não entrarmos no precipício em que estamos.
      Agora, julgo que não temos outra solução a não ser aguentar e tentar EDUCAR a nova geração com os ensinamentos que estamos a colher, ao vivo, na situação em que vivemos. Qual a razão de ter sido eleito o elenco governativo? Absentismo na votação? Alguém tentou dizer que os políticos não prestam? Não deram, antes, provas suficientes da sua desonostidade, oportunismo ou incompetência? Não se verificou isso nas inúmeras câmaras minucipais dispersas pelo país? MUito do que nos está a acontecer agora era mais ou menos previsível, a não ser o jogo financeiro dos restantes países. O que fizemos? Cavaco Silva nunca nos enganou desde que foi fazer a rodagem do carro nava há mais de 25 anos! No seu segundo mandato como primeiro ministro confirmou essa ideia. Apesar disso, é o presidente! Boa escolha. E o Durão Barroso que dá uma no cravo e outra na ferradura! Alguém pergunta ao Sócrates o que se passa com o vídeo que me foi enviado no comentário? JUlgo que não há volta a dar a toda esta situação e não ser ESPERAR, sem entrar em «depressão aprendida». É o que vou tentar fazer para não ser engolido pela onda de pessimismo. Entretanto, vou lendo tudo o que disse neste blog sobre, conformismo, depressão, depressão aprendida, frustração, punição, conflito, facilitação, reforço e tudo o mais que me possa servir de reforço do comportamento incompatível para minmimizar a depressão em também estou a entrar, mas sem drogas. https://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/01/15/frustracao-2/

  5. Anónimo on said:

    Acabo de ler vários postes e terminar a leitura com este.
    Gosto do mesmo mas não consigo fazer a ligação que está a manter entre educação e democracia.
    Parece que a psicologia tem muito a ver com as duas coisas.
    Gostava de compreender isso melhor.

  6. M. de Noronha on said:

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