PSICOLOGIA PARA TODOS

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Governar não é «MANDAR» nem «governar-se»

Comentário:Interacção-B30

“Depois de ver as intervenções no Facebook, li com atenção o seu artigo “Governar «BEM» não é fácil”, publicado em 22 de Fev de 2009 e repetido agora, em 2012, por achar necessário.
Isto parece querer dizer que a governação do momento envereda por um caminho errado, que já se verifica agora com muito mais acuidade.
Apesar dos inúmeros avisos de quase todos os partidos políticos, parece que a inflexibilidade, a insensatez, a incompetência e o bom senso não são uma arma deste governo que se diz democrático e que é apoiado pelo presidente da república contra todas as forças vivas do país que tentam protestar e demonstrar os erros que estão a ser cometidos. Psicologia-B
Não existe alguma coisa que se possa fazer em reverter a situação?
Agradecia que nos desse uma dica sobre o assunto.
Agradeço antecipadamente,
Anónimo”

Face ao comentário transcrito acima, que me pareceu bastante oportuno e realista, senti a necessidade de preparar este post para pensar na necessidade e possibilidade de alguma mudança no caminho que estamos a seguir há mais de dois anos.
Contudo, embora possa concordar com o comentador, como cidadão, vou tentar preparar este post apenas como psicólogo e Joana-Bdentro do âmbito da Psicologia Social.

«Governar» significa liderar, congregar esforços, orientar soluções e tomar decisões, sempre com o intuito de ajudar os governados a melhorarem a sua situação, maximizando os resultados com o mínimo de recursos e trabalho. É como orientar uma empresa a atingir o seu máximo a bem dos que lá trabalham e dos consumidores que dela se utilizam (K).
É uma espécie de uma grande cooperativa em que se procura o bem de todos, tentando não prejudicar tanto quanto possível, seja quem for.Imagina-B

Antes de tudo, esses líderes têm de ser escolhidos pela vontade de maioria o que, no nosso caso, não aconteceu por comodismo de muitos e interesses específicos de alguns. Por isso, uma minoria, aproveitando a complacência da verdadeira maioria, conseguiu eleger, tanto o actual presidente da república como o primeiro-ministro: culpa nossa.

Seguidamente, a escolha do primeiro-ministro depende, em grande parte, do sistema de eleições, baseadas apenas em partidos políticos que elaboram as suas listas privativas cujas prioridades os eleitores não conhecem. Não existe a Acredita-Bpossibilidade de candidaturas individuais de pessoas em que os eleitores possam confiar.

Também não existe a possibilidade de os eleitores dizerem NÃO, quando não concordarem com qualquer dos candidatos: é um conflito difícil de resolver porque o eleitor tem de escolher entre um dos que não gosta, abster-se ou votar nulo. Qual o significado e a força dessa votação?

As campanhas eleitorais são subsidiadas pelos cidadãos. Para quê? Para promover e eleger os que não lhes interessam? Os candidatos têm os seus interesses, mas dizem que vão defender os interesses dos cidadãos. Será verdade ou tentarão conciliar as seus interesses com alguns dos que podem ajudar eventualmente os cidadãos? Qual a razão de Consegui-Bnão haver candidaturas individuais, com despesas da campanha a serem reembolsadas só no final das eleições, conforme os votos que obtiverem?

Uma vez eleitos, esses candidatos ficam na Assembleia de República ou vão para o Governo. Em qualquer dos casos, todos têm os seus ordenados. Qual a razão das acumulações com cargos públicos ou privados, para mais, remunerados? Não fomos nós que lhes pedimos para concorrer mas foram eles que fizeram tudo para assegurar esses lugares. Em qualquer concurso ou desempenho dum lugar, o candidato submete-se às normas que já existem. Neste caso, as normas deveriam ser claras e exigir o desempenho do lugar a tempo inteiro, sem acumulações. Qual a razão das mordomias dos transportes privativos, subsídios e outras benesses que não são dados a qualquer Maluco2dos outros funcionários? Apenas a imunidade parlamentar seria um privilégio mais do que suficiente.

Uma vez colocados nas funções do Estado, esses indivíduos deveriam ser constantemente escrutinados para se verificar se cumprem aquilo que prometeram na sua campanha eleitoral. Se assim não for,é como apresentar falsos documentos ou promessas para o exercício do cargo, sem penalização para o seu incumprimento no desempenho dessas funções. O que deveria acontecer a um funcionário deste tipo? Não deveria ser demitido imediatamente?

No exercício do cargo da governação, tem de existir bom senso e um modelo de actuação a ser seguido e que foi previamente Psicopata-Banunciado nas campanhas eleitorais.

No nosso caso, que exemplo é dado pelo actual governo? É a modelagem que tem de entrar em funcionamento.
▫ Fala-se muito em austeridade mas parece que é só para os governados. Os governantes não necessitam disso? Qual a diminuição de ordenados e regalias que eles auferem? Ou foram aumentadas?
▫ Diz-se que é necessário diminuir o número de funcionários públicos, isto é técnicos e indiferenciados que existem nos meandros do Governo. É aumentando o número os consultores, assessores, adjuntos, secretários, especialistas, etc., que se faz isso, em detrimento dos funcionários que já existem? Isto provoca dissonância cognitiva, Depressão-Bmesmo entre os eleitores da minoria que os ajudou a estar na governação, a não ser que já tenham um lugar cativo.
▫ Fala-se muito em «desengorda» dos serviços do Estado. Como? Continuando com as gorduras que já existiam ou aumentando-as? Muitos analistas, verificam as contas e descobrem que o nosso presidente da república ou outros governantes ficam mais caros do que em países economicamente mais desenvolvidos. O que se faz para derreter essas gorduras? Ou são direitos adquiridos para alguns, enquanto para os funcionários, os vencimentos e as pensões são reduzidas ou cortadas?
▫ Fala-se muito em legalidade, mas o governo não acata, quando não dissimula e protela as decisões dos tribunais, com neuropsicologia-Bprejuízo para os funcionários que já anteriormente foram lesados nos seus direitos.
▫ Os candidatos a vários cargos agarram-se com toda a força à sua candidatura, dizendo que é para o bem da população. Será para o bem da população ou para o seu bem pessoal? É o triste espectáculo das autarquias que deixam muito a desejar na sua orientação.
▫ Os protestos e as manifestações brotam em vários locais e por variados motivos. Não seria bom ouvir a sua legitimidade e as suas razões? Quando um povo chega a um grau de insatisfação e desespero que já não pode suportar, entra em frustração e é muito provável que reaja dum modo pouco previsível, mas coincidente com os instrumentos que tiver ao seu alcance. Em 1974, foi o que se viu.Organizar-B

Em vez de se chegar a um ponto a que Quirino de Jesus não desejava que Salazar chegasse, não seria bom que os actuais governantes, soubessem ouvir os anseios do povo, ter bom senso, sentido de humildade para reconhecer os seus erros e capacidade de inflectir para caminhos muito diferentes do actual? Para que isso aconteça, é necessário que os governantes tenham um feedback imediato da situação, o que não é muito difícil:
▫ Começar por dar o exemplo, baixando os seus ordenados antes de baixar os dos outros.
▫ Diminuir as despesas do Estado começando por reduzir as despesas dos seus gabinetes.
▫ Fazer economias, a começar pelas despesas sumptuárias, viaturas, subsídios e guarda-costas.Psi-Bem-C
▫ Reduzir o pessoal, a começar pelos assessores, consultores, secretários, adjuntos, especialistas, etc. Esses, até poderiam ser requisitados nos excedentes que o Governo diz existirem na função pública e que deseja colocar em mobilidade ou eliminar.
▫ Já que existe muita mão-de-obra em Portugal com necessidade de emigrar, qual a vantagem de importar indivíduos que já se tinha exportado? E são tantos? Não há em Portugal, pessoas capazes de desempenhar as funções de ministros e outros cargos? O que fazem cá todos os que vieram do estrangeiro e que até tem ordenados chorudos, num tempo em que todos os outros passam miséria em Portugal?
▫ O que faz a justiça quando, por acaso, descobre que houve prevaricação? Todo o processo é devidamente «justificado» e Difíceis-B«dissimulado» para não dar nas vistas? Como é que a população, sem entrar em dissonância cognitiva, há-de acreditar numa justiça, quando vê, a todo o momento, inúmeros indivíduos, especialmente políticos, «safarem-se» de cumprir as suas obrigações ou beneficiarem da prescrição com as falhas que existem no sistema judicial e legislativo?
▫ Como pode um cidadão sem entrar em dissonância cognitiva, acreditar naquilo que os governantes dizem, para fazerem logo depois o contrário? Factos e exemplos não faltam.
▫ Fala-se em refundação ou reformulação do estado e das condições sociais. Como se pode fazer uma reformulação social com políticos a terem pensões de reforma douradas, em qualquer momento, com metade de tempo de serviço dos outros cidadãos? Onde fica a justiça e a equidade?Saude-B
▫ Como se pode acreditar na redução do défice com o corte das despesas nos vencimentos e pensões, se esse corte vai reduzir as receitas consequentes, incluindo as da economia? E sem a melhoria da economia coma se pode gerar dinheiro?

Já que está na moda imitar muito do que se faz lá fora, basta ir aos países nórdicos para se conseguir copiar um sistema de transição que pode ser melhorado a pouco e pouco com a EDUCAÇÃO que pode ser proporcionada em Portugal.
Mas, nesses países, os políticos são bastante diferentes.mario-70

Infelizmente, parece que enquanto toda a nossa educação, sistema de justiça, de valores e a consequente actuação não se modificarem, nunca mais conseguiremos ter uma governação em que os eleitos não desempenhem os cargos apenas para «se governarem».

Para que os governantes não fiquem apenas a GOVERNAREM-SE, em vez de governarem, torna-se necessário que:
● Exista um sistema de informação amplo e individualizado que vincule o candidato àquilo que promete.
● Exista uma capacidade de os responsabilizar pelo incumprimento do que fazem ou deixam de fazer, com justiça séria e sem Biblioprescrições ou impunidades.
● Saibam dar o exemplo através das suas acções.
● Sejam racionais e humanos, capazes de compreender a sociedade e de corrigir rapidamente os erros cometidos.
● Não sejam burocratas mesquinhos, insensíveis, irrealistas e teimosos.

O triste espectáculo que somos obrigados a assistir a todo o momento, só pode conduzir esta sociedade a um país em que a lei seja uma letra morta para os que não têm protecção e um instrumento de agressão para que os mais poderosos possam impor as suas vontades, camufladas com a legitimidade eleitoral.Respostas-B30

Tudo isto é previsível em Psicologia Social se, entre outros, formos descobrindo os conceitos de afiliação, aprendizagem, atribuição, conflito, cultura, democracia, deslocamento, facilitação social, feedback, frustração, liderança, modelagem, moldagem, previsão, poder, motivação, normas sociais, reforços e valores.

É bom ver este vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=boKpiZI0oX4

Já leu os comentários?arvore-2

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

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13 thoughts on “Governar não é «MANDAR» nem «governar-se»

  1. Anónimo on said:

    Estou a gostar deste artigo.

  2. Mário de Noronha on said:
  3. M. de Noronha - do facebook on said:
  4. Mário de Noronha on said:


    Ouvindo aquilo que dizem presentemente, gostaria mais de ter Paulo Morais como PM e Henrique Neto como PR.

  5. Mário de Noronha on said:
  6. Mário de Noronha on said:
  7. Mário de Noronha on said:

  8. Li com atenção este artigo e os comentários.
    Seria possível utilizar a psicologia para uma governação decente?

    • Vou pensar num próximo post para si, porque discuti isso com o meu amigo Antunes, há quase década e meia por nunca estar satisfeito com as governações que tivemos, sem eu nunca ter faltado às votações desde o «25 de Abril».

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