PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Julho, 2013”

PSICOTERAPIA 5

Comentário do “Anónimo, por enquanto”, no post AUTOTERAPIA 2:mario-70

“Já li os livros do Januário e do Antunes. Este, tem alguns bonecos que não compreendi, porque me parece que põe em pé de igualdade os homens e os restantes animais. Não compreendo como é que isso pode ser.
Também já consultei o seu blogue e verifiquei que contém muitas coisas interessantes, com respostas dadas aos seus comentadores. Estou a dizer tudo isto porque está relacionado com um problema que me persegue há muito. Tenho 75 anos, sou formado e especializado, vivo desafogadamente e estou bem casado com uma pessoa com curso superior, tenho dois filhos também Biblioformados e que têm a sua vida independente.
Contudo, embora não dê muito nas vistas, tenho necessidade de encontrar mulheres com quem possa ter uma actividade sexual que, muitas vezes, não funciona bem porque nem eu nem a parceira conseguimos ter a realização sexual necessária.
Estou preocupado e desassossegado com o meu comportamento que me parece estar errado. Isto será algum complexo de culpa? Já tentei ler muita coisa sobre isso e parece-me que sim. Contudo, sujeitar-me a uma psicoterapia não me dá muito jeito.
Será que me pode ajudar da maneira como ajudou o Januário e, especialmente, o Antunes?
Fico à espera do que possa fazer e agradeço desde já a sua ajuda.Acredita-B
Anónimo, por enquanto.”

Para responder a este comentário, tenho de dizer, antes de tudo, em relação à 1ª edição do livro ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE! (B), que todos os seres animais têm uma vida como a nossa, com desejos, apetites e motivações primárias equivalentes, mas nem sempre mediadas por conceitos de ética, de moral e, especialmente, de preconceitos sociais. É praticamente isto que nos separa deles. No resto e nos condicionamentos, somos todos parecidos. Por isso, como já tive reparos semelhantes ao seu, especialmente dos colegas do ISMAT, a 2ª edição desse livro foi totalmente modificada, assim como a capa.Maluco2

Debruçando-nos agora sobre o seu caso, pouco posso adiantar sem ter mais informações a seu respeito, a não ser que, lendo bem os livros sobre a modificação do comportamento e psicoterapia, deve tentar compreender o modo como os comportamentos são formados, mantidos, ampliados, reduzidos e eliminados.

Depois disso, necessitamos, geralmente, da ajuda de um psicoterapeuta. Mas, mesmo que ele esteja sempre à mão se semear, o «trabalho» de ler, compreender e praticar o relaxamento só pode ser feito por cada um. Pode haver orientação e incitamento do psicoterapeuta, mas o «trabalho» é unipessoal e intransmissível. Quanto menos for feito, Psicologia-Bmais tempo durará a psicoterapia e menor e menos duradouro e eficaz será o seu efeito.

Nestes termos, posso aconselhá-lo a ler com cuidado todos os posts relacionados com «psicoterapia» «depressão», «profilaxia», «prevenção», «auto-ajuda», «reforço», «aprendizagem», «condicionamento», «relaxamento», «modelagem», «identificação», «autoterapia», «reforço do comportamento incompatível», «cultura», «valores», ou quaisquer outros que julgue interessantes.

Posto isto, a ajuda que posso dar é a de o «empurrar» para ler bastantes livros meus, especialmente na versão actual ou, na versão antiga, os que ainda não foram publicados depois da reformulação e, cuja equivalência deve encontrar no Interacção-B30post BEM-VINDOS do blog da Biblioterapia.

Não menciono mais qualquer link para posts meus, porque o quero obrigar a ir às fontes, sem apoio desnecessário, para se inteirar de tudo, comodamente, em casa, não tendo de se deslocar a consultórios para pedir a ajuda que, muitas vezes, não é rápida nem eficiente e, muito menos, eficaz. O que estou a fazer, diminuirá, seguramente, o número de consultas, de deslocações, de gasto de tempo e de dinheiro. Em quaisquer circunstâncias, o maior trabalho tem de ser feito sempre por si, para não ficar permanentemente na dependência de outra pessoa.

Depois das consultas e leituras recomendadas, aconselho-o a praticar o relaxamento muscular e, posteriormente, o mental. Manter um diário deConsegui-B lembranças, sonhos ou recordações é muito importante. Fazer a auto-análise é-o mais ainda. No decurso do relaxamento muscular pode começar por evocar recordações dos momentos bons que teve na vida. Durante o relaxamento mental tente aprofundar ainda mais essa vertente. Veja se consegue obter auto-reforço com isso. Continue assim, porque vai facilitar, encurtar e tornar a psicoterapia mais duradoura do que sem esse treino. Tudo isto, está indicado nas páginas 37 a 48 do livro do Antunes (B) e nos posts que acabei de mencionar acima. A Cidália (C), teve ajuda, mas pouca.

Por isso, deve começar a compreender que o psicoterapeuta nada pode fazer por si até ao momento, a não ser incitá-lo ou «obrigá-lo» a praticar tudo isso no seu gabinete, durante a consulta.Psicopata-B

Depois disso, se não puder fazer o que fez o Antunes, tente entrar no seu passado (abaixo do consciente, como num sonho) e obter respostas pessoais relacionadas com:

▫ Em que ambiente familiar estive inserido?
▫ Quais os valores culturais dos meus pais em relação ao casamento?
▫ Qual a importância que eles davam à crítica social?
▫ Qual o valor que eu dou à crítica social?
▫ Estarei preocupado com a minha imagem?Joana-B
▫ Qual a ideia que tenho do casamento e da fidelidade conjugal?
▫ Qual a ideia que a minha mulher tem do casamento?
▫ Sinto-me realizado sexualmente com a minha mulher?
▫ Senti-me sempre realizado?
▫ Qual foi a razão do meu casamento?
▫ Qual será a razão de alguma insatisfação?
▫ Qual a necessidade de procurar parceiras sexuais fora do casamento?
▫ Durante o acto sexual, lembro-me de alguma coisa especial?Imagina-B
▫ Estarei a idealizar a actividade sexual de forma irrealista?
▫ Terei tido, alguma vez, algum episódio traumatizante durante a actividade sexual?
▫ Em relação ao meu problema actual, qual será a razão do conflito?
▫ Se tenho actividade sexual fora do casamento, é voluntária ou impulsionada por qualquer motivação de que não tenho conhecimento?
▫ Se necessito de manter essa actividade sexual extraconjugal, qual a razão do «arrependimento» ou do «conflito»?
▫ Esse arrependimento ou conflito será por razões pessoais, da minha mulher ou da imagem que pretendo apresentar?Saude-B
▫ Se faço alguma coisa, é porque quero ou porque alguém ou alguma coisa me «empurra» para isso?
▫ Será que, na prática de algum acto, fico à espera da opinião dos outros e a mesma faz-me diferença?

Talvez haja muitas mais perguntas a fazer, a meditar nelas e a obter alguma resposta válida para si. Mas, não bastam apenas respostas mecânicas e imediatas. Elas têm de ser sinceras e bem meditadas para não ajudarem a «camuflar» a «sua verdade».

Por isso, mais uma vez insisto que não podem ser «respostas de consultório» em que o paciente deseja apresentar uma determinada imagem ao psicoterapeuta, melhor ou pior, conforme as suas «necessidades». É este o motivo porque utilizo a hipnose ou, melhor dizendo, a auto-hipnose na psicoterapia, para que cada um possa dar, a si próprio, uma neuropsicologia-Bresposta que não justifique apenas a sua imagem para fazer face aos outros, isto é, uma resposta «não elaborada».

Acerca deste assunto, lembro-me dum episódio passado há algum tempo no meu consultório, que ficou descrito nas páginas 58 a 61 do livro “IMAGINAÇÃO ORIENTADA” (J) e que apresentei ao meu amigo Antunes numa longa conversa que tive com ele depois da sua autoterapia:

Então, o que dizes daquele programa duma estação de televisão em que aparece um «hipnoterapeuta» a fazer um, dois, três na testa das pessoas e a mandá-las reviver o passado?
– Posso dizer-te que, há bem pouco tempo, uma senhora diagnosticada como maníaco-depressiva se mostrou interessada em submeter-se a psicoterapia por recomendação de uma paciente minha, de há muitos anos. Psi-Bem-C Veio com o marido e disse que estava a ser medicada há mais de 20 anos, tendo ficado várias vezes internada num hospital psiquiátrico, com tratamentos sempre à base de medicamentos. Como a sua vizinha e amiga se tinha sujeitado a psicoterapia comigo durante cerca de dois anos e nunca mais sofrera de depressão, achava que ela também podia beneficiar com isso. Durante a consulta, a dicção desta senhora era tão lenta e descoordenada que até parecia não ter bem a noção daquilo que dizia. Tinha lapsos de memória e falhas no contacto com o interlocutor. Por isso, o marido completava a informação que faltava. Assim, fiquei a saber que os exames psicológicos a consideravam maníaco-depressiva, além de oligofrénica, isto é, com um nível intelectual pouco desenvolvido.
“Sem alongar a consulta, que não me daria a informação mais rigorosa deDifíceis-B que necessitaria no futuro, propus que experimentasse fazer o relaxamento, com o marido junto dela, a fim de que ele a ajudasse e incentivasse para não se descuidar do exercício que teria de praticar em casa, se possível, mais do que uma vez por dia.
“Dei aos dois a noção de que, para se conseguir atingir um resultado positivo muitíssimo reduzido, a terapia demoraria pelo menos dois anos, com duas ou mais sessões semanais. Além disso, ela tinha de ser sincera ao longo da terapia para que eu não fosse induzido em erro na minha formulação terapêutica. Era o prognóstico que eu fazia após uma curta observação inicial, depois da qual informei-os que ambos teriam de falar com o seu médico assistente para que a dose de medicamentos fosse diminuída aos poucos. Na primeira experiência de relaxamento, esta senhora, pouco ou nada conseguiu.Depressão-B
“Quando à saída me disse que já vira que com hipnose se consegue muito mais do que de qualquer outra maneira, perguntei- lhe se, por acaso, estava a referir-se a um determinado programa de televisão. Respondeu-me que sim, o que me deu azo a perguntar–lhe porque não se socorria desse programa, para resolver o problema, já que com «um, dois, três», como ela dizia, tudo se resolvia com muita a facilidade.
“Quando veio à segunda consulta, a primeira coisa que fez foi tentar falar comigo longe do marido e perguntar se, sendo sincera, eu guardaria segredo, especialmente em relação a ele. Disse-lhe que não existem quaisquer dúvidas sobre isso, porque a informação só pode circular entre o paciente e o psicólogo. Suspirou de alívio.
“Disse-me depois que já tinha telefonado para o tal programa. Informou-me  que nada faziam em relação ao caso dela porque Organizar-Bhavia necessidade de ensaios. Só depois de algumas provas podia ser admitida…ou não! Além desta informação, também me quis dizer que há mais de 10 anos, por «vias de facto», tinha «traído» o marido com uma pessoa conhecida dos dois e que, agora, estava envolvida com outro jovem, mais novo do que ela, só com beijinhos e abraços.
“Depois de a ouvir, sem comentários, chamei o marido para assistir, de novo, à tentativa de relaxamento mental, já que ela até tinha dificuldade em fazer o relaxamento muscular. Expliquei-lhes que ele teria de a ajudar no futuro com as motivações e incentivos necessários, se quisessem um resultado minimamente eficaz da terapia a iniciar. No final, tentei que os dois compreendessem que, sem o relaxamento, a terapia não seria tão fácil e rápida como todos desejávamos.Respostas-B30
“Também fiz compreender que não valia a pena fazer algumas sessões e interromper a psicoterapia por dificuldades financeiras ou quaisquer outras. Além da consulta do momento, não valia a pena fazer mais, a não ser as essenciais para se chegar a uma decisão definitiva de levar a psicoterapia a bom termo. Exigi que não marcassem outra consulta ou sessão psicoterapêutica para daí a dois dias, enquanto eles não conversassem e decidissem se a paciente iria continuar a psicoterapia até ao fim. Se não, poderia haver uma grande dose de frustração por se ter perdido tempo e dinheiro sem qualquer vantagem. No dia seguinte, a paciente telefonou para o consultório para agradecer a minha sinceridade e dizer que não teria posses para continuar a terapia. Achei muito sensatas estas sinceridades, tanto a minha como a dela.”

Em divulgação…arvore-2

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PSICOLOGIA E POLÍTICA 2

Comentário de um Anónimo, no post Psicologia e Política:

Já que transcreveu umas páginas do seu livro com algumsInteracção-B30
considerações políticas, embora não partidárias, porque não nos diz alguma coisa sobre o momento que estamos a passar agora na primeira semana de Julho de 2013?

Seria bom fazer uma análise sociopsicológica sobre este assunto tão importante para nós.”

Perante este comentário, achei que devia escrever alguma coisa sobre o momento que estamos a viver de forma intensa e geradora de ansiedade e medo do futuro. Para nós, dois reformados, o momento é aflitivo da mesma maneira como deve ser para a classe média e menos do que média.Psicologia-B

Já disse anteriormente em vários posts que uma situação desagradável nunca é desejada e que todo e qualquer animal:
▫ faz os possíveis para fugir da mesma tentando obter reforço negativo quando for bem sucedido;
▫ fica frustrado quando não consegue o seu intento com a sua reacção, conforme for possível;
▫ ou ainda sujeita-se à situação do castigo do qual não pode fugir, deixando de reagir e entrando em depressão aprendida.
Além disso, quando uma situação desagradável que ocasiona uma determinada dose de ansiedade antes da possibilidade de Organizar-Bfuga, a qual provoca reforço negativo, é antecedida de um sinal que lhe fica associado, apenas o aparecimento desse sinal vai aumentando essa ansiedade antecipada em 20%, de cada vez que o mesmo aparece. Por isso, só esse sinal ocasiona
uma ansiedade cada vez mais incomportável deixando a pessoa completamente alienada a não ser que seja descondicionada ao relação ao mesmo. Caso não seja possível, a auto-punição, incluindo o suicídio, é possível.
Também, numa educação «normal» quando os pais ou os mais velhos dizem uma coisa e fazem outra, por exemplo, dizem que não se deve roubar mas eles roubam, dizem que determinados filmes são maus mas eles vêem, dizem que não se deve mentir e eles mentem, estão a provocar nos mais novos uma dissonância cognitiva que desorganiza o seu pensamento e o modo como introjectam os valores de toda uma cultura. Em suma, a estrutura da personalidade pode ficar defeituosa não só para a sociedade mas para eles próprios.

Ora, transpondo apenas estes conceitos para a política que estamos a viver ou a sofrer nos últimos três anos, descobrimos que:

● Os políticos mentem descaradamente, prometendo uma coisa nas campanhas e fazendo outra, logo de seguida. Os exemplos DIA-A-DIA-Cde Barroso, Sócrates e Coelho são muito elucidativos e recentes. Tudo isto se relaciona com:
▫ aumento de impostos,
▫ benefícios para os mais ricos e poderosos,
▫ favoritismos feitos aos «amigos», compadres, correligionários e partidários, com adjudicações sem concurso, etc.
▫ desonestidade na condução dos negócios do Estado: Freeport, submarinos, vários processos em curso, etc.,
▫ negócios com a banca, adquirindo empréstimos ruinosos,
▫ negócios com os privados, mantendo relações promíscuas,
▫ várias outras coisas por saber e investigar.

Apenas isto, ocasiona dissonância cognitiva, por não se saber em quem e no que se deve acreditar, origina ansiedade por Respostas-B30não se saber o «castigo» que surgirá a seguir, além de medo de reagir por causa das consequências, desorientação por causa da dissonância cognitiva, desalento porque não se consegue reagir construtivamente à frustração e possibilidade de entrar em depressão aprendida porque nada do que se faz dá bom resultado nem evita o castigo a que uma pessoa fica sujeita.

● O comportamento dos políticos depois de estarem no poder passa a ser totalmente aleatório contradizendo-se constantemente:
▫ Se nada do que o governo está a fazer estava na campanha eleitoral, qual a razão da implementação dessas medidas?
▫ Se o governo aconselha os cidadãos portugueses a emigrar, qual a razão de chamar os emigrantes para o governo como se mario-70não houvesse em Portugal alguém capaz de tomar conta da situação, conhecendo o país e vivendo
nele?
▫ Se existe necessidade de diminuir o pessoal, qual a razão de se aumentar constante e superfluamente o número se ministérios, secretários e todos os funcionários que lhes são adstritos?
▫ Se um político se demite de maneira irrevogável, o que significa para, ele irrevogável? Será: «enquanto não tiver uma posição melhor»?

● Os governantes falam em austeridade mas não se sujeitam a ela. As despesas com eles não só não baixam como aumentam. Os lugares cimeiros são cada vez mais bem pagos e com mordomias bem instituídas. A Assembleia da República, onde se encontram os representantes do povo, vive bem, movimenta-se em boas viaturas e alimenta-se Joana-Boptimamente.

● Os governantes querem reduzir o número de funcionários e até atacam os professores que deverão ser a espinha dorsal dos futuros dirigentes da nação. Enquanto fazem todos os possíveis para diminuir todos esses trabalhadores, locupletam novos lugares do governo com consultores, adjuntos, secretários, técnicos e especialistas, sem currículo ou experiência de vida, escolhendo indivíduos recém-formados e dando-lhes salários mais altos e benesses que negam a todos os outros funcionários públicos.
São todas estas pequenas-grandes coisas que minam a credibilidade dos nossos políticos e, especialmente, do nosso governo actual que parece ser constituído por pessoas que agem erraticamente, não sabem o que dizem ou dizem-no tudo levianamente para obterem mais benesses.
Passando a falar num outro plano, será que o governo actual nos pode levar a bom porto?Imagina-B

■ O governo actual saiu de eleições havidas há dois anos porque se decidiu que o governo anterior não tinha cumprido a sua missão de governar bem. Nessa ocasião, nenhum dos outros partidos se movimentou o suficiente para denunciar e estancar essa má governação. Movimentos palacianos e partidários fizeram com que não se continuasse com a governação anterior, que já vinha piorando há mais de 20 anos, com despesas exageradas, incomportáveis pela produção nacional e com a cumplicidade dos mesmos protagonistas.
Em vez de atacar o mal pela raiz, diminuindo as despesas onde elas são verdadeiramente exageradas, houve a preocupação de cortar tudo nos mais desfavorecidos, mas que alimentam e fazem girar e economia.
■ Reduzindo o número dos que podem investir na economia do país, assim como o poder do seu investimento, de que maneira a economia pode melhorar? Se não melhorar, de que serve cortar nas despesas que até poderiam ajudar a melhorar a Biblioeconomia?
■ Em vez de pedir a colaboração de pessoas que «vivem o país» e no país, com capacidade de dar uma ajuda para uma governação equilibrada, ou menos desequilibrada, foram-se importar emigrantes que, podendo saber muita coisa teoricamente para debitar nas aulas, não tinham a sensibilidade e a visão necessárias do país e dos seus habitantes, seus anseios e necessidades.
■ Em vez de dar o exemplo, com cortes nas despesas do governo e dos seus contratados, fez-se exactamente o contrário: faz o que eu digo mas não faças o que eu faço. Faltou a modelagem e aumentou a dissonância cognitiva fazendo entrar as pessoas em conflito interno, além de ocasionar um comportamento de frustração e depressão por não se conseguir dar uma resposta adequada. Quando somos atacados por uma mosca, fazemos os possíveis por lhe dar uma palmada para a afugentar ou matar. Aqui, isso não se torna possível, a não ser…Acredita-B

Procurando soluções novas, podemos dizer que as eleições seriam uma solução? Provavelmente, não, porque, relembrando o passado, verificamos que:
– Um partido começou a democracia e acabou em confusão porque os diversos protagonistas não se entenderam.
– Outro partido nacionalizou o que podia, deixando-nos mais pobres do que estávamos e piorando a situação de tudo aquilo que tinha sido nacionalizado. E até teve a contribuição de um dia de salário do trabalhador!
– Ainda outro partido, quando havia esperança de um mundo melhor, perdeu o seu único elemento válido que ainda não se sabe oficialmente, por vontade de muitos, se foi assassinado ou não.
– Numa outra vertente, temos um partido do qual os fundadores saíram por alguma razão. Qual será?Consegui-B
– Partidos que se preocupem essencialmente com coisas menos importantes para a vida dos portugueses, como casamento de homossexuais e adopções, liberalização de droga, etc., em vez de se preocuparem com aquilo de que a grande maioria dos portugueses necessita para a sua sobrevivência e prosperidade, parece que não devem segurar sozinhos as rédeas do poder. Podem estar na oposição para fazer lembrar os males de que sofremos.

Fazer eleições, para tudo ficar na mesma como ficou há pouco mais de dois anos, deixando os portugueses ainda mais pobres com as despesas das campanhas, parece-me uma solução pouco proveitosa.
Se havia uma alternativa, a mesma deveria ter sido adoptada desde o início, antes de ficarmos mais pobres com as contas feitas através das tabelas de Excel e predições baseadas numa meteorologia de pouca confiança.Maluco2

Quem deve ser responsabilizado por todo este descalabro, já que a maioria da minoria do povo elegeu os dois partidos como capazes de governar, é o chefe do Governo, que o formou, mal arquitectado desde o início, e nem aprendeu a lição depois do primeiro desastre, bem visível a olho nu, e exageradamente sensível na carteira de toda a população. Bem parecia que o verdadeiro chefe do Governo era o ministro das Finanças perante quem todos se vergavam até surgirem e persistirem as condições meteorológicas adversas.

Entre eleições antecipadas e alteração deste Governo, é um conflito entre duas propostas negativas. Escolher a menos Psi-Bem-Cpior, talvez seja, nas condições actuais, a única alternativa viável, embora pouco sensata.
Mas, temos de nos governar com o que temos, sem utopias.
Haja tento nas próximas eleições para que o povo, sem as cómodas abstenções, seja capaz de dizer NÃO àquilo que não interessa e que não vai engordar as contas dos partidos políticos.

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REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL 4

Esta é a técnica de modificação do comportamento mais fácil de aplicar, muito aplicada sem querer por muitos e Psicologia-Bfrequentemente aplicada pelos políticos quando querem «fugir» daquilo que não lhes interessa.

Contudo é uma das técnicas que, uma vez utilizada, pode dar vantagens substanciais na EDUCAÇÃO.

Depois de ter agradecido ontem, a todos os que me deixam entreter com as músicas e ditos humorísticos que abundam no facebook, fui acompanhar a minha na compra de fruta. Como a loja estava cheia de clientes, fiquei fora, do mesmo modo como fez uma senhora de idade que ficou fora com o carrinho de bebé, enquanto o marido ia comprar alface e pêras.

Interacção-B30O neto, de cerca de ano e meio estava preguiçosamente a beber água dum biberão com o qual também brincava. Já farto de chupar na tetina, o biberão caiu ao chão e foi rolando pelo passeio até que o apanhei e entreguei à senhora. Ela agradeceu-me, olhou para o neto, sacudiu o biberão, disse humoristicamente “ninguém viu” e voltou a entregar o biberão ao miúdo.

Entretanto, voltou-se para mim e disse que o rapaz tinha vindo da aldeia e que lá diziam que não fazia mal ele meter as coisas na boca porque havia uma espécie de micróbios que ajudavam a contrariar as infecções. Não respondi.
O gaiato olhou para mim, riu-se, meteu o biberão na boca e deixou-o cair de novo. A senhora foi apanhá-lo outra vez a mario-70entregou-o ao rapaz, a sorrir, dizendo-lhe que era um malandreco e que não devia ter deitado o biberão ao chão.
Quando a senhora ficou com o biberão na mão, o rapaz começou a contorcer-se no carrinho e a pedir o biberão. A senhora ia entregá-lo e eu estava com vontade de lhe dizer que não valia a pena e que seria melhor distraí-lo com qualquer outra coisa.

Com a aproximação de outra senhora que conhecia essa família e brincadeira com o rapazinho, a atenção foi canalizada para isso e o pedido do biberão ficou suspenso.Biblio

Quando a outra senhora se foi embora, quase que tive vontade de explicar o que era o reforço do comportamento incompatível que tinha acontecido com o rapazinho, sem o conhecimento da senhora e sem um objectivo deliberado, mas ajuizei que ela não teria facilidade de compreender os seus mecanismos.

Por acaso, ela deixou o biberão de lado e começou a conversar com o rapazinho. Eu apenas olhando para os dois e para o biberão, disse-lhe:
– Assim vale a pena – e fui-me embora com a minha mulher que já tinha feito as compras.

Joana-BLogo que a senhora de idade viu o neto deixar cair o biberão (pela segunda vez) e reclamá-lo logo de seguida, deveria ficar tentar distrair a criança e esconder o biberão, não muito ostensivamente.

Podia depois distraí-lo com conversas, apresentação de pessoas ou de coisas à vista, etc., sem nunca se referir ao biberão.

Quando ele tentou contorcer-se no carrinho, devia tê-lo distraído para adoptar uma nova posição. É necessário fazê-lo isso com convicção como os palhaços nos captam a atenção.

Não deveria ter dito, com um sorriso, que o rapaz era um malandreco. Isso pode proporcionar-lhe reforço vicariante e Psicopata-Bdissonância cognitiva.

O sorriso associado ao «malandreco» pode querer dizer que vale a pena ser malandreco.

Fazer uma coisa que não deve (deitar o biberão a chão) e obter um elogio (sorriso) pode querer dizer que vale a pena deitar o biberão ao chão para ser malandreco e obter um sorriso. Afinal, deitar o biberão ao chão é bom ou não é bom?

Os alicerces da educação começam a ser lançados muito cedo, quer queiramos, quer não, porque ajudam a estruturar uma personalidade que, futuramente, apelidaremos de equilibrada ou desequilibrada.Imagina-B

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