PSICOLOGIA PARA TODOS

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PSICOLOGIA E POLÍTICA 2

Comentário de um Anónimo, no post Psicologia e Política:

Já que transcreveu umas páginas do seu livro com algumsInteracção-B30
considerações políticas, embora não partidárias, porque não nos diz alguma coisa sobre o momento que estamos a passar agora na primeira semana de Julho de 2013?

Seria bom fazer uma análise sociopsicológica sobre este assunto tão importante para nós.”

Perante este comentário, achei que devia escrever alguma coisa sobre o momento que estamos a viver de forma intensa e geradora de ansiedade e medo do futuro. Para nós, dois reformados, o momento é aflitivo da mesma maneira como deve ser para a classe média e menos do que média.Psicologia-B

Já disse anteriormente em vários posts que uma situação desagradável nunca é desejada e que todo e qualquer animal:
▫ faz os possíveis para fugir da mesma tentando obter reforço negativo quando for bem sucedido;
▫ fica frustrado quando não consegue o seu intento com a sua reacção, conforme for possível;
▫ ou ainda sujeita-se à situação do castigo do qual não pode fugir, deixando de reagir e entrando em depressão aprendida.
Além disso, quando uma situação desagradável que ocasiona uma determinada dose de ansiedade antes da possibilidade de Organizar-Bfuga, a qual provoca reforço negativo, é antecedida de um sinal que lhe fica associado, apenas o aparecimento desse sinal vai aumentando essa ansiedade antecipada em 20%, de cada vez que o mesmo aparece. Por isso, só esse sinal ocasiona
uma ansiedade cada vez mais incomportável deixando a pessoa completamente alienada a não ser que seja descondicionada ao relação ao mesmo. Caso não seja possível, a auto-punição, incluindo o suicídio, é possível.
Também, numa educação «normal» quando os pais ou os mais velhos dizem uma coisa e fazem outra, por exemplo, dizem que não se deve roubar mas eles roubam, dizem que determinados filmes são maus mas eles vêem, dizem que não se deve mentir e eles mentem, estão a provocar nos mais novos uma dissonância cognitiva que desorganiza o seu pensamento e o modo como introjectam os valores de toda uma cultura. Em suma, a estrutura da personalidade pode ficar defeituosa não só para a sociedade mas para eles próprios.

Ora, transpondo apenas estes conceitos para a política que estamos a viver ou a sofrer nos últimos três anos, descobrimos que:

● Os políticos mentem descaradamente, prometendo uma coisa nas campanhas e fazendo outra, logo de seguida. Os exemplos DIA-A-DIA-Cde Barroso, Sócrates e Coelho são muito elucidativos e recentes. Tudo isto se relaciona com:
▫ aumento de impostos,
▫ benefícios para os mais ricos e poderosos,
▫ favoritismos feitos aos «amigos», compadres, correligionários e partidários, com adjudicações sem concurso, etc.
▫ desonestidade na condução dos negócios do Estado: Freeport, submarinos, vários processos em curso, etc.,
▫ negócios com a banca, adquirindo empréstimos ruinosos,
▫ negócios com os privados, mantendo relações promíscuas,
▫ várias outras coisas por saber e investigar.

Apenas isto, ocasiona dissonância cognitiva, por não se saber em quem e no que se deve acreditar, origina ansiedade por Respostas-B30não se saber o «castigo» que surgirá a seguir, além de medo de reagir por causa das consequências, desorientação por causa da dissonância cognitiva, desalento porque não se consegue reagir construtivamente à frustração e possibilidade de entrar em depressão aprendida porque nada do que se faz dá bom resultado nem evita o castigo a que uma pessoa fica sujeita.

● O comportamento dos políticos depois de estarem no poder passa a ser totalmente aleatório contradizendo-se constantemente:
▫ Se nada do que o governo está a fazer estava na campanha eleitoral, qual a razão da implementação dessas medidas?
▫ Se o governo aconselha os cidadãos portugueses a emigrar, qual a razão de chamar os emigrantes para o governo como se mario-70não houvesse em Portugal alguém capaz de tomar conta da situação, conhecendo o país e vivendo
nele?
▫ Se existe necessidade de diminuir o pessoal, qual a razão de se aumentar constante e superfluamente o número se ministérios, secretários e todos os funcionários que lhes são adstritos?
▫ Se um político se demite de maneira irrevogável, o que significa para, ele irrevogável? Será: «enquanto não tiver uma posição melhor»?

● Os governantes falam em austeridade mas não se sujeitam a ela. As despesas com eles não só não baixam como aumentam. Os lugares cimeiros são cada vez mais bem pagos e com mordomias bem instituídas. A Assembleia da República, onde se encontram os representantes do povo, vive bem, movimenta-se em boas viaturas e alimenta-se Joana-Boptimamente.

● Os governantes querem reduzir o número de funcionários e até atacam os professores que deverão ser a espinha dorsal dos futuros dirigentes da nação. Enquanto fazem todos os possíveis para diminuir todos esses trabalhadores, locupletam novos lugares do governo com consultores, adjuntos, secretários, técnicos e especialistas, sem currículo ou experiência de vida, escolhendo indivíduos recém-formados e dando-lhes salários mais altos e benesses que negam a todos os outros funcionários públicos.
São todas estas pequenas-grandes coisas que minam a credibilidade dos nossos políticos e, especialmente, do nosso governo actual que parece ser constituído por pessoas que agem erraticamente, não sabem o que dizem ou dizem-no tudo levianamente para obterem mais benesses.
Passando a falar num outro plano, será que o governo actual nos pode levar a bom porto?Imagina-B

■ O governo actual saiu de eleições havidas há dois anos porque se decidiu que o governo anterior não tinha cumprido a sua missão de governar bem. Nessa ocasião, nenhum dos outros partidos se movimentou o suficiente para denunciar e estancar essa má governação. Movimentos palacianos e partidários fizeram com que não se continuasse com a governação anterior, que já vinha piorando há mais de 20 anos, com despesas exageradas, incomportáveis pela produção nacional e com a cumplicidade dos mesmos protagonistas.
Em vez de atacar o mal pela raiz, diminuindo as despesas onde elas são verdadeiramente exageradas, houve a preocupação de cortar tudo nos mais desfavorecidos, mas que alimentam e fazem girar e economia.
■ Reduzindo o número dos que podem investir na economia do país, assim como o poder do seu investimento, de que maneira a economia pode melhorar? Se não melhorar, de que serve cortar nas despesas que até poderiam ajudar a melhorar a Biblioeconomia?
■ Em vez de pedir a colaboração de pessoas que «vivem o país» e no país, com capacidade de dar uma ajuda para uma governação equilibrada, ou menos desequilibrada, foram-se importar emigrantes que, podendo saber muita coisa teoricamente para debitar nas aulas, não tinham a sensibilidade e a visão necessárias do país e dos seus habitantes, seus anseios e necessidades.
■ Em vez de dar o exemplo, com cortes nas despesas do governo e dos seus contratados, fez-se exactamente o contrário: faz o que eu digo mas não faças o que eu faço. Faltou a modelagem e aumentou a dissonância cognitiva fazendo entrar as pessoas em conflito interno, além de ocasionar um comportamento de frustração e depressão por não se conseguir dar uma resposta adequada. Quando somos atacados por uma mosca, fazemos os possíveis por lhe dar uma palmada para a afugentar ou matar. Aqui, isso não se torna possível, a não ser…Acredita-B

Procurando soluções novas, podemos dizer que as eleições seriam uma solução? Provavelmente, não, porque, relembrando o passado, verificamos que:
– Um partido começou a democracia e acabou em confusão porque os diversos protagonistas não se entenderam.
– Outro partido nacionalizou o que podia, deixando-nos mais pobres do que estávamos e piorando a situação de tudo aquilo que tinha sido nacionalizado. E até teve a contribuição de um dia de salário do trabalhador!
– Ainda outro partido, quando havia esperança de um mundo melhor, perdeu o seu único elemento válido que ainda não se sabe oficialmente, por vontade de muitos, se foi assassinado ou não.
– Numa outra vertente, temos um partido do qual os fundadores saíram por alguma razão. Qual será?Consegui-B
– Partidos que se preocupem essencialmente com coisas menos importantes para a vida dos portugueses, como casamento de homossexuais e adopções, liberalização de droga, etc., em vez de se preocuparem com aquilo de que a grande maioria dos portugueses necessita para a sua sobrevivência e prosperidade, parece que não devem segurar sozinhos as rédeas do poder. Podem estar na oposição para fazer lembrar os males de que sofremos.

Fazer eleições, para tudo ficar na mesma como ficou há pouco mais de dois anos, deixando os portugueses ainda mais pobres com as despesas das campanhas, parece-me uma solução pouco proveitosa.
Se havia uma alternativa, a mesma deveria ter sido adoptada desde o início, antes de ficarmos mais pobres com as contas feitas através das tabelas de Excel e predições baseadas numa meteorologia de pouca confiança.Maluco2

Quem deve ser responsabilizado por todo este descalabro, já que a maioria da minoria do povo elegeu os dois partidos como capazes de governar, é o chefe do Governo, que o formou, mal arquitectado desde o início, e nem aprendeu a lição depois do primeiro desastre, bem visível a olho nu, e exageradamente sensível na carteira de toda a população. Bem parecia que o verdadeiro chefe do Governo era o ministro das Finanças perante quem todos se vergavam até surgirem e persistirem as condições meteorológicas adversas.

Entre eleições antecipadas e alteração deste Governo, é um conflito entre duas propostas negativas. Escolher a menos Psi-Bem-Cpior, talvez seja, nas condições actuais, a única alternativa viável, embora pouco sensata.
Mas, temos de nos governar com o que temos, sem utopias.
Haja tento nas próximas eleições para que o povo, sem as cómodas abstenções, seja capaz de dizer NÃO àquilo que não interessa e que não vai engordar as contas dos partidos políticos.

Em divulgação…

Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOSarvore-2

Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

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12 thoughts on “PSICOLOGIA E POLÍTICA 2

  1. Anónimo on said:

    Bom dia:
    há algum mail para o qual eu possa escrever? Não consigo fazer os exercícios de relaxamento 😦

    • Em relação ao seu comentário, se quiser experimentar o relaxamento sozinho, tem de ler, com cuidado, tempo e paciência, todos os posts relacionados com relaxamento e autoterapia, que são bastantes, não deixando de parte os que se relacionam com a psicoterapia.
      Embora muitas das noções estejam repetidas, ajudam a compreender melhor a situação de cada um.

      Pode fazer isso, começando por HISTORIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada para escolher o post que mais lhe interessar.

      A seguir, vale a pena consultar https://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/02/11/autoterapia-2/que é uma indicação para quem deseje começar rapidamente uma psicoterapia por si próprio (B) ou que esteja interessado em diminuir o número de sessões com o psicoterapeuta atingindo resultados muito melhores do que obteria sem essa colaboração e treino necessários, que ninguém mais pode fazer por nós.

      — comece a praticar relaxamento muscular (está a meio do post)

      Os posts indicados a seguir, podem ajudar imenso:
      https://psicologiaparaque.wordpress.com/2011/02/23/relaxamento-3/

      https://psicologiaparaque.wordpress.com/2011/01/13/relaxamento/

      http://www.psicologiaparaque.blogspot.pt/2009/02/auto-terapia.html

      Tenha em atenção que o relaxamento muscular (E/44-47) é o mais importante para que uma pessoa, que não consegue fazer o relaxamento mental, possa ficar suficientemente cansada para quase desfalecer e poder entrar depois em relaxamento mental.
      Se, mesmo assim não conseguir obter qualquer resultado, por mínimo que seja, com os procedimentos adoptados, é conveniente consultar um psicoterapeuta de confiança.
      Se conseguir obter algum resultado, interessa muito treinar pelo menos o relaxamento muscular mais do que uma vez por dia, sem o estômago cheio. O resto virá a seguir na autoterapia.
      Para qualquer outra informação mais pormenorizada ou pessoal, pode utilizar o meu e-mail indicado em BEM-VINDOS
      Boa sorte.

  2. Anónimo on said:

    Continuo a não conseguir fazer o relaxamento, apesar de seguir as instruções. Será tão necessário?

  3. Mário deNoronha on said:
  4. Mário de Noronha on said:

  5. Mário de Noronha on said:

  6. M. de Noronha on said:

  7. M. de Noronha on said:

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