PSICOLOGIA PARA TODOS

BLOG QUE AJUDA A COMPREENDER A MENTE E OS COMPORTAMENTOS HUMANOS. CONSULTA-O E ESCREVE-NOS, FAZ AS PERGUNTAS E OS COMENTÁRIOS QUE QUISERES E COLABORA PARA MELHORAR ESTE BLOG. «ILUMINA» O TEU PRÓPRIO CAMINHO OU O MODO COMO FAZES AS COISAS…

RELAXAMENTO 5

Em relação ao comentário seguinte:

Continuo a não conseguir fazer o relaxamento, apesar de seguir as instruções. Será tão necessário?

feito no post PSICOLOGIA E POLÍTICA 2, o qual parece ser do mesmo Anónimo do comentário antecedente, achamos por bem apresentar parte do caso do CaliPsicopata-B que é descrito no livro Psicoterapias Difíceis (M). Transcrevem-se mais ou menos as páginas 109 a 116, com considerações extra, cuja leitura é essencial para compreender que sem alguns componentes, tais como a imensa e intensa leitura que o próprio deve fazer, a compreensão dos mecanismos do comportamento humano e o treino que cada um deve manter, a psicoterapia torna-se muito morosa, pouco eficaz e com tendência a constantes reincidências, tal como ainda pode acontecer com o Cali, depois de tudo o que alcançou em cerca de 2 anos e meio.
Entretanto, também quero alertar que alguma interacção familiar pode contribuir para uma melhor resultado na psicoterapia, do mesmo modo como pode ajudar a que nunca mais se resolva o problema fulcral: interacção familiar, com a continuação dos problemas individuais, embora com outra aparência ou sob outra faceta.

Por isso:Imagina-B
1-       O relaxamento é fundamental e pode ser iniciado pelo muscular, com ou sem a ajuda inicial do psicólogo.
2-       O diário torna-se muito importante para conseguir relembrar diversos factos que são a origem dos «problemas»:
3-       A auto-análise ajuda ainda mais e funciona como profilaxia.
4-       A visão da panorâmica geral do comportamento individual e da interacção familiar e social e a sua alteração é crucial (B).
5-       A colaboração do próprio é fundamental.

$$$$$$$$$$$Difíceis-B

Caso do «CALIMERO»

 Há uma boa dezena de anos, em 3 de Fevereiro, uma senhora bem constituída, com ar de boa disposição, mas a fumar muito, deitou o cigarro fora à hora da consulta e entrou no meu gabinete muito «nervosa?», para me dizer:
– Doutor. A consulta que pretendo não é para mim mas para o meu filho. Já tem 21 anos, mas ainda não completou o 12º ano. Esteve numa escola onde frequentou um curso equivalente ao 11º, no ramo da informática. Porém, agora já está a dizer que tem medo de ir a Lisboa de transportes públicos e até sente pânico em estar nas aulas. Diz que fica transtornado e, quando sai das aulas, sente-se desorientado, não consegue voltar para casa em transportes públicos e tenho de Acredita-Bo ir buscar, de carro, fazendo uma viagem rápida do sítio onde trabalho agora até Lisboa. Depois, tenho de regressar a minha casa, para ir de lá para o local de trabalho.
– Isso deve ser cansativo!
– Cansativo e insuportável. Já me sinto totalmente desorientada.
– Não tem mais alguém que a possa ajudar? Por exemplo, o seu marido?
– Bom. Esta é outra conversa. O meu marido está no Porto e eu estou cá, em comissão de serviço, para preparar a instalação duma sucursal. Aceitei este desafio porque vim em comissão de serviço, com ajudas de custo e facilidades de alojamento. Esta minha opção deve-se a dar-me mal com o meu marido quase desde o início do casamento. Casámos por vontade mútua porque nos conhecemos em Lisboa quando ele estava em Belas-Artes e eu em Ciências Sociais. Ele abandonou o curso, eu concluí o meu, casámo-nos logo depois e fomos viver para o Porto onde os familiares dele têm um negócio de imobiliária com a qual ele colabora. Os meus familiares ficaram no Algarve.
“Também o informo que vim cá, porque os seus alunos do ISMAT e gente deConsegui-B Portimão falou bem de si. Quase que lhe venho entregar o «Calimero» que tenho em casa. Em relação a tudo o que lhe acontece de mal, ele é o desgraçadinho e os outros são sempre os culpados. Não posso continuar a manter esta situação porque, qualquer dia dá tudo para o torto e eu passo a ter problemas no serviço. Tenho um bom lugar, não quero depender financeiramente do meu marido e, quando surgiu esta oportunidade, aproveitei logo porque julguei que as coisas iriam correr pelo melhor.”
Quando vi a senhora mais descongestionada após o seu relato, perguntei:
– O que acha que eu posso fazer?
– Olhe, fazer com que ele faça qualquer coisa. Assim como estamos, não vamos a lado nenhum. Agora, até tem uma namorada, Joana-Bem casa de quem passa muito tempo. É relativamente perto da casa onde moramos desde que viemos para cá. A minha comissão deve terminar dentro de pouco mais de ano e meio mas posso prolongá-la, seguramente, por mais dois anos, em meu benefício. Quanto à qualidade da colaboração prestada, a empresa está muito satisfeita com os meus serviços. Dedico-me totalmente ao trabalho e tenho pouca disponibilidade para estar em casa porque passo muitas horas no serviço. Por isso, fui convidada a vir cá, tomar conta disto.
– O rapaz sempre teve medos e dificuldades de que me fala?
– De vez em quando, temos o hábito de ir passar alguns dias na aldeia perto do Porto, onde o meu marido nasceu. A outra parte do tempo passamos no monte do Algarve. Há cerca de 2 anos, em Canavezes, o meu Calimero começou subitamente a ter DIA-A-DIA B
tensão alta e houve necessidade de ser levado de urgência para o hospital. Foi «acalmado» e, passado algum tempo, voltou a casa com medicação a ser mantida durante alguns dias. Depois disso, começou a ter medo de andar de carro quando vamos ao Algarve. Temos de parar várias vezes para ele sair e «arejar». Diz que se sente muito mal. Fica aflito. Nas pontes, acontece a mesma coisa. Depois disso, começou a ter medo de estar nas aulas e de utilizar os transportes públicos, incluindo o comboio. Não se aguenta nas aulas e aproveita os intervalos para sair e pede que o vá buscar. Deve compreender que, de Paço de Arcos a Lisboa, uma ida e volta e o regresso ao serviço, consome muito tempo de que não posso dispor com facilidade.
– O rapaz nunca teve apoio psicológico?
– Desde criança que teve algumas dificuldades que foram passando ao longo doMaluco2 ciclo, só entre o 5º e o 9º ano. Teve dificuldades na linguagem e apoio de terapia da fala. Na leitura e escrita, foi sempre acompanhado por terapeuta e psicóloga. Fez muitos testes de visão, psicologia, orientação escolar e não sei que mais. Nunca lhe faltou apoio. Mas agora, parece que as coisas estão a ficar piores. Quando começaram os medos, ficou com uma psicóloga que o acompanhou mais de ano e meio com sessões semanais que passaram a quinzenais no segundo ano e a mensais, por vontade dele. Parece que foi acumulando mais medos e manias e está cada vez pior.
“Não quer sair da área de residência. Moramos em Paço de Arcos. Falar-lhe de Lisboa é como falar do diabo. Parece que começa a ficar com medo, logo de imediato. Agradeço que faça o que puder para mudar a situação.
– Ele dá-se bem com o pai e com o resto da família?Depressão-B
– Acho que sim, embora estejam sempre a barafustar um com o outro, mas o pai sempre o acompanhou e o levou de um lado para o outro quando necessário.
– E a senhora como é que se dá, de facto, com o marido?
– Menos mal. Já várias vezes estivemos para nos separar, mas as coisas foram-se compondo e quase vivemos em mundos afectivamente separados.
– O rapaz sabe de tudo isso?
– Julgo que reconhece a situação mas não interfere. Leva a sua vida e, agora, refugia-se nos seus medos. Não continua a frequentar devidamente o equivalente ao 12º ano e, actualmente, desistiu do curso de inglês no qual gastou muito dinheiro. neuropsicologia-BParece que não sabe o que quer. Agora, até fica na casa da namorada que arranjou.
– O que é que pretende que eu faça?
– Pelo menos, ajude-o a ultrapassar os medos o mais rápido possível.
– Quer que faça sessões prolongadas com todas as ajudas necessárias?
– Prefiro que faça tudo como achar melhor, da maneira mais economicamente possível. Eu dependo exclusivamente do meu ordenado e não quero nada do marido.
– Neste caso, quando ele vier à consulta, o que tem de acontecer voluntariamente, posso tentar ajudá-lo desde que ele colabore. Não vou pedir que faça exames de funções cognitivas, de personalidade e de orientação profissional que normalmente seriam necessários num caso destes porque, de momento, não necessito desses elementos para a minha actuação. Psi-Bem-CVou tentar ajudá-lo apenas em relação aos medos. Depois, veremos o resto. Ele necessita de um comportamento coerente em casa. Senão, dá dois passos em frente e um para trás. A senhora pode dispor de livros para ver como oriento a psicoterapia que estou a praticar.
A mãe quis ficar logo com alguns dos livros (A) (B) (C) (D) que eu indicara, para poder ler e dar a ajuda possível a fim de acelerar todo o processo. Fiz-lhe ver que o facto de o rapaz ter estado mais de ano e meio em psicoterapia sem conseguir melhorar, não era bom prenúncio para uma psicoterapia rápida. Deviam existir muitos problemas na sua cabeça para ele ficar com mais medos depois de começar uma psicoterapia. Não podia esperar quaisquer melhoras em menos de dois anos. Depois, logo se veria.

Quando o Cali veio à primeira consulta, por vontade própria, só em 11 de Outubro, passados 8 meses, tentei saber quais eram Organizar-B
os seus medos – que a mãe já me tinha exposto – e expliquei-lhe que, para eu poder actuar de maneira a ajudá-lo, era necessário que ele praticasse todas as noites o relaxamento que iria experimentar de imediato. Devia também manter uma espécie de diário com tudo aquilo de que se lembrasse. Também era necessário que ele lesse os livros que a mãe já comprara.
Ele disse-me que escrevia muito, de vez em quando, porque sentia necessidade disso. Incitei-o a continuar a escrever e, antes de tudo, começou a experimentar o relaxamento que conseguiu fazer bastante mal. Avisei-o de que tinha de o praticar todas as noites, em casa. Aproveitei o resto do tempo da sessão para iniciar a dessensibilização em relação aos medos do comboio e transportes públicos.Respostas-B30

Numa sessão semelhante, em 15 de Outubro (2ª semana), lembrou-se que ficava com palpitações e boca seca quando sentia medo. O pai também, quando mais novo, tinha tido medos muito perecidos e não conseguia viajar sossegado, de comboio, de Cascais para Lisboa. Contudo, foi aguentando porque não teve quem o levasse e trouxesse de Lisboa para Cascais.
Foi feita uma auto-avaliação cuja média final deu 9,2, relacionada com 17 sintomas a seguir mencionados:
A – Medo de passar a ponte sobre o Tejo;
B – Medo de viajar de carro sem parar para o Algarve;mario-70
C – Medo de subir de elevador sem companhia;
D – Medo de viajar de comboio para Cascais;
E – Medo de viajar de comboio para Lisboa;
F – Medo de viajar de autocarro;
G – Medo de andar em Lisboa;
H – Medo de sentir-me aflito como em Canavezes;
I – Medo de sítios altos;Biblio
J – Medo de estar no estádio de futebol cheio;
K – Medo de ambulâncias;
L – Medo de perder ou tirarem alguma coisa;
M – Medo de sítios apertados e escuros;
N – Medo de estar no cinema;
O – Vontade de lançar-me de locais altos;
P – Necessidade de proteger o pai;
Q – Desmotivação total.Depress-nao-B

Para se tentar fazer uma psicoterapia possivelmente rápida, naquelas condições, o que interessava mais era aproveitar todo o tempo da sessão psicoterapêutica para praticar o relaxamento o melhor possível e fazer com que ele o treinasse em casa.
Entretanto, Cali perguntou-me se havia algum inconveniente em que pudesse ter um filho, que «nascesse por acaso», da sua namorada. Como a psicóloga que o acompanhara durante os últimos 2 anos tinha dito que não fazia mal e que a sua mãe até acharia muita graça quando ele aparecesse em casa com o bebé, respondi-lhe que era assunto em «Educar»-Bque cada um devia pensar profundamente para ponderar as consequências dos actos e nós poderíamos discutir isso mais tarde. Não tinha resposta rápida e fácil.

Na sessão de 20 de Outubro, quando ainda não conseguia entrar devidamente em relaxamento, provavelmente porque não o praticava à noite, na sessão de dessensibilização aos seus medos, lembrou-se de que se sentia desmaiar e quase perder os sentidos, quando estava nas aulas. Por isso, tinha de sair, telefonar à mãe e pedir-lhe que o fosse buscar porque nem se conseguia afastar do local onde se encontrava.

Na sessão de 27 de Outubro, foi tentada a dessensibilização para poder continuar nas aulas. Foi difícil, porque não se relaxava devidamente. Entretanto, lembrou-se do colégio onde, durante o 2º e começo do 3º ciclo, tinha aulas de música, num sótão, Marketing2com uma escada em caracol, que subia quase de gatas. Deste facto, os pais não tinham conhecimento.
O Cali ainda não tinha começado a escrever o tal diário que, desde o início, ficara combinado manter.

Na sessão de 3 de Novembro, foi fortemente incentivado a praticar o relaxamento em casa, todas as noites, a recordar factos antigos e a escrever aquilo que lhe viesse à memória. Também foi instigado a ter mais atenção nas aulas. No fim da sessão, afirmou ter-se lembrado do episódio de tensão muito alta que tinha tido algum tempo antes, em Canavezes, e do qual se recordava de vez em quando.

Em 4 de Novembro, aproveitando a vinda do pai a Lisboa para gozar o feriado do dia 1, juntamente com a resolução de Humanismo2negócios da imobiliária, os pais do Cali vieram à consulta para serem esclarecidos acerca dos comportamentos que deviam manter na interacção com o filho. Foi-lhes explicado que se notava uma grande imaturidade na personalidade do Cali e que eles deviam favorecer o seu amadurecimento exigindo que ele tomasse decisões por si próprio, embora conversando antes com os progenitores. Devia começar a assumir responsabilidades. A mãe informou que o Cali dizia não lhe ser possível andar na rua, mesmo acompanhado da namorada, até um local próximo das aulas. Por isso, quando o Cali pedisse para o ir buscar, a mãe deveria protelar a ida ou combinar um local diferente do sítio onde ele se encontrava. Isto obrigá-lo-ia a andar pelas ruas, apesar dos seus medos.
Os pais comprometeram-se a alterar as suas atitudes e a mãe passou a ter com ele um comportamento mais exigente.Falhas2

Em 10 de Novembro continuou-se com o relaxamento e a tentativa de dessensibilização ao medo de conseguir estar na aula. Era difícil conseguir que o Cali se relaxasse e visualizasse a sala de aula para aí se poder sentir à vontade. Foi motivado a escrever as coisas de que se recordasse em relação às suas dificuldades para ver se assim as conseguia ultrapassar tomando mais consciência delas.
Antes de terminar a sessão, mostrou-me então duas folhas de papel de caderno pautado do tamanho A-5 em que, com uma letra horrível, uma péssima caligrafia, um português «macarrónico» e ideias confusas, tinha escrito o que lhe vinha à cabeça. Pelo menos, a partir da 5ª semana, parecia estar a sintonizar comigo neste ponto, além de tentar relaxar-se um pouco melhor do que no início.apoio2
Dessas folhas, que pedi para datar devidamente, vou transcrever, quase na íntegra, com raríssimas correcções no português, sempre em itálico, aquilo que me parece relevante para se avaliar a sua perturbação.

$$$$$$$$$$$

Considerações:

Em Julho de 2003, passados menos de 3 anos sobre a incapacidade de aguentar a permanência nas aulas do 12º ano, com perda de um ano lectivo, além da redução de quase todos os medos inicialmente mencionados, já se tinha matriculado no IADEPsicologia-B e passado algumas cadeiras do curso com 14 valores, outras com 18 e deixava atrasada, para o ano seguinte, a teórica sobre arte. Já tinha proposto ao professor fazer um trabalho de pesquisa em vez de um exame formal.

Entre Outubro de 2010 e Julho de 2003, na 58ª consulta (em 90 períodos de psicoterapia) ao fim de 147 semanas, as autoavaliações das 17 dificuldades antes mencionadas,  numa escala de 0 a 10, tinham baixado de 9,20 para 2,38, isto é, cerca de 60%, tendo este ritmo começado com 3,41 na 93ª semana.

Semana    2  – auto-avaliação –  9,20
Semana  93  – auto-avaliação –  3,41Interacção-B30
Semana 147 – auto-avaliação –  2,38

As duas dificuldades maiores continuavam a ser (I) medo de sítios altos e (Q) necessidade de proteger o pai. Pareciam dois sintomas em relação aos quais não colaborava durante as sessões de relaxamento: desligava-se da voz do terapeuta, entrava em sono ou pensava noutra coisa, acordando com dor de cabeça.

Todo o pouco sucesso que houve no caso do Cali foi fruto da sua dificuldade em não colaborar com o Saude-Bpsicoterapeuta:

  1. O seu nível intelectual não era muito alto.
    Tinha dificuldade em ler e compreender e, por isso, não leu quase nada, tendo apenas passado um golpe de vista pelo (C).
  2. Quase nada escreveu a não ser, esporadicamente, durante o período de Novembro de 2000 e Março de 2002 ocasião em que começou a melhorar bastante em relação aos seus medos. Depois disso, já nem esporadicamente escreveu.Stress-B
  3. Quase nunca tentava praticar o relaxamento, apresentando mil e uma justificações para esse facto.
  4. Nunca tentou fazer a auto-análise.

Se houvesse um pouco de colaboração por parte dele, apenas na leitura de livros, na manutenção do diário da escrita e na tentativa de iniciar o relaxamento, como tinha ficado combinado,
– o tempo de psicoterapia teria diminuído substancialmente;
– o número de sessões teria sido, provavelmente, menos de metade;
– os ganhos teriam sido maiores, em muito menos tempo;
– o receio de reincidência seria quase nulo porque haveria prevenção com o relaxamento diário, bem feito.Psicoterapia-B

Como corolário, a auto-análise teria melhorado substancialmente todos os resultados (B) (E).
Foi o que se pôde fazer nas circunstâncias em que tudo aconteceu.
Em relação às namoradas do Cali, tanto quanto sei, teve pelo menos quatro e se cada uma tivesse um filho, seguindo as ideias da anterior psicóloga, a mãe do Cali teria de montar uma creche para tratar das criancinhas.
Oxalá que o medo das alturas possa diminuir com o tempo e que as relações com o pai comecem a melhorar.

Quem me garante que o pai não necessitaria também de psicoterapia? E a mãe? Qual a sua interacção familiar? Nestes casos, Educar-Bnão basta reduzir os medos e dificuldades superficiais, deixando de atacar o mal a fundo. A infecção continua e pode evidenciar-se em qualquer momento tornando a situação insuportável. A terapia familiar torna-se muito importante para que o mesmo ambiente familiar que o ajudou a tornar-se um Calimero, o ajude a modificar-se substancialmente. Pode pelo menos ajuda-lo a tornar-se responsável, autónomo e independente. Necessita de deixar de ser um auto-desculpabilizador dos seus fracassos atribuindo-os aos outros. Porém, a aquisição, com entendimento das noções de modificação do comportamento e da interacção social, com a utilização de todas as suas práticas, pode ser muito útil para evitar um mal maior ou o prolongamento do actual, sempre em estado latente.Suces-esc-B

A aquisição profunda das noções de estímulo, reforço (nos seus diversos tipos e oportunidades, especialmente o vicariante), atribuição, dissonância cognitiva, facilitação social, motivação, modelagem, moldagem, identificação podem ser o começo de um mundo melhor, menos desequilibrado e menos dependente dos terapeutas. Para isso, também é necessário ler muito, com atenção.
Todas estas noções podem ser dadas em conjunto, a várias pessoas, tal como se pode fazer com as ajudas para a psicoterapia.

No caso do Cali, o tempo o dirá.arvore-2

Em divulgação…

Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

Anúncios

Single Post Navigation

5 thoughts on “RELAXAMENTO 5

  1. Anónimo on said:

    Não sou o mesmo Anónimo do post anterior, mas agradeço de qualquer maneira porque fiquei com uma ideia diferente do Relaxamento. Assim, é melhor. Obrigado.

  2. Bom dia:
    Tive um fim de semana horrível, cheio de emoções demasiado fortes para conseguir controlá-las. Tentei fazer o relaxamento, mas parece que quanto mais fazia mais emoções saltavam, como pipocas, na minha mente. Que confusão! Está difícil….Costuma-se dizer que antes de melhorar piora…. 😦

    • Não sei que tipo de relaxamento está a fazer. Se consultar, com muito cuidado e atenção, pelo menos os últimos dois posts e a Bem-Vindos do blog talvez possa comunicar comigo melhor.

      • Anónimo on said:

        Boa tarde:
        O relaxamento que estou a fazer é o ensinado por si e tem dado resultado, mas este fim de semana foi muito confuso :(… Falamos por telefone se puder enviar-me um mail para o all752805@gmail.com agradecia. Assim poderia expor o meu problema. Obrigada doutor, tem sido muito prestável…. Num mundo onde poucos se importam ainda há pessoas que o fazem 🙂 Obrigada

      • Por causa das muitas críticas que recebi dizendo que todas as instruções dadas nos livros são incompletas, confusas e pouco ordenadas, estou a preparar um livro que se vai intitular “AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS“, com cerca de 70 a 80 páginas, como um guia para a psicoterapia feita pelo próprio.
        Tem imensa bibliografia, com inúmeros livros e artigos para quem quiser ler e consultar o meterial que fui utilizando para a minha preparação em psicoterapia.
        Este livro só será publicado se houver gente interessada na sua compra.
        Obrigado pela informação que acabou de dar quanto a si. As melhoras. Eu continuo a praticar o relaxa mento mental e a imaginação orientada e o livro foi planeado nos ultimos 2 meses.
        Cumprimentos,
        Mário de Noronha

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: