PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Setembro, 2013”

REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL 5

Comecei a viver de repente, este ano, uma situação estranha no meu jardim-de-infância que iniciou a sua Biblioactividade no princípio deste mês.
Há um menino que tem 5 anos, que não se interessa absolutamente nada pelas brincadeiras típicas dos rapazes. Nos períodos de brincadeira livre, passa todo o tempo na casinha das bonecas ou na arca das trapalhadas onde gosta de se vestir e enfeitar. Muitas vezes, na casinha, assume papéis femininos, coloca bonecos na barriga a fingir gravidez, etc. É uma criança muito agitada. Amua com extrema facilidade. As suas emoções vão de um extremo ao outro em curtos períodos de tempo. Não tem uma amizade com nenhum menino da turma, pelo contrário, a sua maior amiga é uma menina da sua idade. Em casa tem uma irmã mais velha (11 anos) que também já foi minha aluna. Em casa brinca com a irmã e com as amigas da irmã. Tem uma família normal, vive com a mãe, o pai, a irmã; a avó vive muito próximo da sua casa.
Já falei com ambos os pais (um de cada vez). A mãe desvaloriza a situação mas o pai mostra-se realmente mario-70preocupado. Será muito cedo para procurarem ajuda especializada? E eu, na sala de actividades, além de chamar a sua atenção para outros cantinhos diferentes dos que ele quer sempre frequentar, que mais posso fazer para o ajudar?
Vivendo numa cidade algarvia do interior com menos de 6.000 habitantes e sem apoios suficientes, a situação deixa-me apreensiva.
Anónima

Face a este comentário, feito no post Autoterapia 4, vou tentar dar uma resposta que me parece adequada.

Para isso, tentei entrar em imaginação orientada (J) para apreender melhor a situação. É o que faço frequentemente e Imagina-Brecomendo que os outros façam o mesmo. Ajuda imenso.

Parece-me que a preocupação principal, neste caso, é o facto de o rapaz de 5 anos não brincar com os rapazes mas com meninas e com brincadeiras consideradas femininas. Quem considera que essas brincadeiras são tipicamente de rapazes ou meninas? São os mais velhos? Acontecerá o mesmo com as crianças? Porém, o que me preocupa mais é a sua agitação e a mudança de humor. O que diz o pediatra?

Nos períodos de brincadeira livre, passa todo o tempo na casinha das bonecas ou na arca das trapalhadas onde gosta de se vestir e enfeitar.Psicologia-B
As meninas não fazem o mesmo? E os outros rapazes o que dizem? De que maneira reagem? Se o admirarem, pode receber reforço positivo e perpetuar o seu comportamento. Se ninguém lhe ligar importância, pode sentir-se «desamparado» e desistir do comportamento anterior. É bom não confundir «desamparo» ou «desinteresse» – que não é intencional – com «desprezo» – que é intencional e pode ocasionar reforço.

Muitas vezes, na casinha, assume papéis femininos, coloca bonecos na barriga a fingir gravidez, etc. Em casa tem uma irmã mais velha (11 anos) que também já foi minha aluna. Em casa brinca com a irmã e com as amigas da irmã.
Nestas brincadeiras, o que dizem a irmã e as amigas dela? Reagem bemPsicopata-B ou mal? Riem-se ou não se riem? Criticam ou não? Se a irmã é mais velha, de que maneira ela é tratada pela mãe? Pode o rapaz sentir que a irmã é mais considerada pela mãe? Se sentir isso, pode ter reforço vicariante com esse relacionamento mãe-irmã? Nestas condições, poderá estar a imitar (modelagem) o comportamento da irmã? De que maneira, toda a sua interacção é aceite pelos outros nesse meio ambiente?

É uma criança muito agitada. Amua com extrema facilidade. As suas emoções vão de um extremo ao outro em curtos períodos de tempo.
Esta mudança súbita de comportamento pode criar algumas dúvidas. Quando amua, ligam-lhe importância ou «desligam-se» dele? Se alguémConsegui-B lhe ligar importância nesse momento, pode receber reforço pelo seu comportamento de amuar e continuar com o mesmo. O melhor é não lhe ligar importância ou utilizar o reforço do comportamento incompatível para desviar a atenção, sem nunca falar nos seus amuos (não é fácil, mas possível). O importante, é manter um ambiente calmo e não valorizar qualquer situação de agitação.

Não tem uma amizade com nenhum menino da turma, pelo contrário, a sua maior amiga é uma menina da sua idade.
Os outros meninos gostarão de estar com ele ou ele estará a auto-excluir-se? As meninas estarão a «recebê-lo» muito melhor do que os rapazes?

Tem uma família normal, vive com a mãe, o pai, a irmã; a avó vive muito próximo da sua casa.
Não sei o que é uma família «normal» mas se ele dá-se bem com a família,neuropsicologia-B qual a aproximação dele para com o pai? E com a mãe? E com a avó? Estará a ser «apaparicado» por algum destes elementos? Se receber reforço positivo ou negativo quando tiver comportamentos inadequados, esses comportamentos podem consolidar-se para irem aumentando através da moldagem que se irá processando.

A situação deixa-me apreensiva.
Pela minha parte estou mais preocupado com a instabilidade emocional da criança.

Já falei com ambos os pais (um de cada vez). A mãe desvaloriza a situação mas o pai mostra-se realmente preocupado.Maluco2
Se a mãe desvaloriza a situação, gostará da mesma? Se o pai se mostra preocupado, talvez possa conseguir uma aproximação maior com o filho, sem ser uma pessoa preocupada com a antiga ideia de que os rapazes têm de ser diferentes das raparigas. Elas já vão para a tropa e pode ser que tenham apresentado comportamentos masculinizados em criança… E quem se preocupou com isso? As uniões (e até casamentos) homossexuais já estão instituídos e, se não os havia antigamente, era porque os comportamentos eram reprimidos, mas faziam mossa na clandestinidade ou na saúde mental.

Será muito cedo para procurarem ajuda especializada?
Acredita-BO que diz o pediatra? Que ajuda especializada se pode pedir, a não se a de exigir que o rapaz se comporte como os mais velhos acham que ele se deve comportar? Dar-lhe comprimidos? Fazer condicionamentos como na “Laranja Mecânica»? O que vamos conseguir? «Domesticar» a criança de acordo com o nosso gosto? Qual será o produto final? Muito habituado e lidar com a modificação comportamental, eu não faria isso, porque me dá a impressão de que o meio ambiente é fundamental. Ele terá de reagir a esse meio, com as suas forças e fraquezas, mesmo que seja contra os desejos e as expectativas de muitos.

E eu, na sala de actividades, além de chamar a sua atenção para outros cantinhos diferentes dos que ele quer sempre Consegui-Bfrequentar, que mais posso fazer para o ajudar?

Tentando fazer desaparecer esses cantinhos ou despertando a sua atenção para outra coisa nesse momento (reforço do comportamento incompatível), julgo que pode ajudar imenso, mesmo na sala de aula ou na conversa com os pais:
● Pedir que os pais leiam alguma coisa sobre o comportamento humano (F) (I).
● Pedir que façam uma análise do seu comportamento e da interacção com o filho, acompanhado dum registo adequado (E).
● Verificar se, com uma maior aproximação do pai (modelagem com reforço) e o não-reforço da mãe quando ele tem Interacção-B30comportamentos «femininos», os mesmos vão diminuindo.
● Tentar proporcionar, incentivar e reforçar todo o eventual comportamento «masculino» que o rapaz possa ter no infantário. Não pode haver exageros e muita ostensividade.
● Pedir à irmã que, nas brincadeiras, atribua ao rapaz um papel «masculino» e, ao desempenhá-lo, que o valorize imenso, sem exageros.
● Nos momentos de instabilidade emocional, não ligar importância ao mesmo, desviando a atenção do rapaz com a utilização do reforço do comportamento incompatível.

Saude-BJulgo que com a pretensa ajuda especializada, não pode ser dada em consultório mas sim pelo meio ambiente que tem de «aprender» a reagir em conformidade. É para isso que servem os cursos sérios que ajudam as pessoas a reagir de maneira adequada. É também por isso que estou extremamente empenhado em preparar os livros que, algum dia, se houver oportunidade (depois da crise e da austeridade?), serão publicados.

É também por isso que mantenho este blog.

Mais que tudo, aconselho à minha comentadora Anónima que tente fazer o relaxamento e entrar em imaginação orientada para descobrir uma solução adequada para este caso, para além das «dicas» que acabei de dar. Além Joana-Bdisso, convém consultar neste blog pelo menos os posts que dizem respeito a algumas palavras escritas a negrito.  São respostas dadas a outras pessoas em circunstâncias muito parecidas.

Em divulgação…

Já leu os comentários?

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEISarvore-2

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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AUTOTERAPIA 4

 Comentário feito no AUTOTERAPIA 3, por uma Anónima:mario-70
 
“Tirei a carta de condução algo contrariada, mas numa altura em que entendi que ou era naquela, ou nunca iria ser, pois a idade ia avançando e a consciência dos perigos de andar na estrada também. A muito custo lá consegui, quis logo ter carro para não haver
hipótese de interregno e entretanto aos poucos e para ganhar confiança, fui fazendo voltinhas pequenas… primeiro só mesmo em Algés aos fins-de-semana cedo, para ir ganhando algum “à vontade”, depois até Linda-a-Velha, Carnaxide, Oeiras, enfim, lá fui estabelecendo metas e seguindo viagem, sempre para perto e sem Autoestradas, pois nunca ia com pressa para lado algum! O máximo que ia era até  Loures e Odivelas.

Foi numa dessas idas que um tonto resolveu passar um sinal vermelho e atravessar-se à minha frente. Não aconteceu nada, consegui dominar o carro sem qualquer dano para mim, outros, viaturaJoana-B  ou mesmo via, mas a partir daí passei a estar num stress aflitivo de cada vez que pensava em pegar no carro. Conclusão, com a “psicologia barata” de que não podia deixar mesmo de conduzir, lá me fui obrigando a pegar no carro… dando início ao processo tal e qual como quando tinha tirado a carta, dois anos antes. Mas se resultou ali por um ou dois meses, depressa passou e facto é que deixei mesmo de conduzir! Nunca me chateei mais que um tanto, pois a vantagem de Algés é poder deslocar-me para todo o lado de transportes públicos, mesmo que isso acarrete tempo e chatices, mas uma comodidade (para mim, claro!) de eleição. Portanto passei à frente e quase tinha encerrado o capítulo, pouco convicta por ser vencida Bibliodesta maneira, mas não muito preocupada. Agora, e este o verdadeiro motivo, é que de há um tempo a esta parte, passei mesmo a ter pânico de andar de carro, ou seja, já não só de pegar no carro para conduzir, mas sim de andar de carro. 
O estranho é que nada aconteceu, qualquer indício de acidente comigo, ou que assistisse, nada mesmo… só se em sonhos e não me recordo. Não há uma “linha” uma “regra”, posso ir hoje com o condutor A no carro A e ir muito bem, mas no dia seguinte ir com o mesmo condutor A no carro B e já não ir bem… não consigo sequer olhar para a estrada, tenho de ir a olhar pela Consegui-Bjanela e tenho plena noção de que “perco anos de vida” de cada viagem. Ainda há um mês ou
coisa que o valha, fui a Leiria com o meu irmão. Ele levou o carro do pai e eu não fui nem vim bem, de fugir mesmo! E no entanto estou farta de andar de carro com ele e sem quaisquer problemas!

Conclusão, preciso de ajuda…. não sei o que possa fazer, se isto é normal, mas sei que me irrita e no fundo limita-me cada vez mais! Sempre fui tão independente, como posso estar “presa” desta maneira?
Pensei em inscrever-me num programa qualquer inovador do ACP para pessoas que são traumatizadas assim como eu, mas para além de provavelmente ser muito caro, só de pensar à partida que depois terei de conduzir em Lisboa (cidade), morando em Carnaxide, mudei logo de ideias!!! E assim, cá Psi-Bem-Cestou a pedir ajuda!!!
Peço desculpa pelo discurso tão longo, mas só podia ser assim!
Não sei se passível de “cura”, mas pelo menos a minha consciência manda-me tentar!!!
Anónima”

Antes de tudo, para responder a este comentário, posso dizer que não sei o que é normal, mas vulgarmente muita gente fica com determinados medos que, se não forem descondicionados logo de imediato, vão-se avolumando até se transformarem num grande problema que inquina a vida dessa pessoa.
Parece que é um mal que se alastra a tudo e a todos, em qualquer momento. Depende das circunstâncias e dos reforços Acredita-Baleatórios negativos que for recebendo. Com os sinais de antecipação associados, o medo torna-se incomportável.
Esse mal pode ter “cura” gastando muito dinheiro com psicoterapia conduzida por um profissional honesto e competente mas, se cada um se quiser empenhar nisso, é muito mais económico, vantajoso, duradouro e uma vacina para o futuro.
Quanto à «psicologia barata», posso dizer que deixar de conduzir pode levar a aumentar o medo se houver qualquer sinal antecedente associado ao referido medo. De cada vez que isso acontece, o medo aumenta em 20% sobre a resposta do medo antecedente, até se tornar quase incomportável. É assim que se cria o vício.

Aquilo que eu faço, é pôr as pessoas a «trabalhar». Elas têm de ler muito, Maluco2treinar o relaxamento e seguir alguns procedimentos. Foi o que aconteceu com o Júlio (E)

Se não for assim, podemos criar o vício de ter o tique, o medo ou qualquer outra coisa que vai aumentando com o tempo.

Os procedimentos são muito simples.  (clicar atrás, nos vários links de Relaxamento, Psicoterapia e AutoTerapia)

São aqueles que utilizei comigo antes de entrar, de facto, na Imaginação Orientada, mas não consegui utilizar isso com dois Imagina-Bcasmurros:
▫ um, até muito parente;
▫ outro, muito amigo que, a conselho dum padre muito «badalado», até se socorreu de uma freira especialista que dizia estar apta a aplicar o método do “behavior therapy” porque era RN (registered nurse). O resultado foi continuar cada vez pior até ter um acidente de viação muito grave que o vitimou instantâneamente porque não deixou de beber, consinuou a tomar a medicação «para tudo» e ficou com reacções muito lentas, com a percepção quase embotada.

 Além dos links deixados, que é imperativo consultar, há muitos mais posts que podem ser escolhidos e consultados para Saude-Bconsolidar os conhecimentos sobre aprendizagem, condicionamento, reforço, relaxamento, autoterapia, psicoterapia, vício, etc.. O importante, é cada um dedicar-se a adquirir esses conhecimentos e não deixar as coisas nas mãos dos outros. Os links apresentados são para isso, além daquilo que cada um quiser escolher à sua vontade.
Nestas circunstâncias, parece-me que devo dizer categoricamente que os psicólogos só ajudam e que o trabalho principal, persistente e fastidioso tem de ser feito pelo próprio.
Também devo alertar que os medicamentos, tal como aconteceu com as duas pessoas de quem falei, só ajudam a aumentar os problemas, a camuflá-lo e a deixar a pessoa na sua dependência. É o que me aconteceria desde 1975, se eu nãoPsicopata-B tivesse tido juízo e me desviasse para outros caminhos, por acaso, até profissionais.
É por isso que estou a preparar os livros que podem servir para muito, se cada um quiser tratar de si próprio, com uma ajuda mínima de um psicoterapeuta honesto. Quase todos os protagonistas dos meus livros fizeram isso, mas tiveram muitas dúvidas iniciais e vontade de mandar à fava o psicólogo.
Quanto aos caminhos percorridos por Algés e Leiria, posso dizer que os conheço
de há muito tempo mas que não me «inspiram confiança», em Portugal, especialmente por causa dos condutores.
Posso afirmar que, em 1975, quando estive com o meu velho carro em Inglaterra, conduzi mais de 10.000 quilómetros por auto-estradas e caminhos vicinais, «na mão contrária», com muito mais segurança do que em Portugal, tendo tido necessidade Difíceis-Bde buzinar apenas duas vezes, 1000 vezes menos do que seria necessário, naquele tempo, neste jardim à beira-mar plantado.
Aqui, a condução tem de ser defensiva, antecipando-nos à asneiras e aos abusos que os outros cometem e que nos podem prejudicar.
Posto isto, desejo receber, qualquer dia, um comentário anunciando as melhoras.
Boa sorte e melhor «trabalho».
Pelo menos, cada um trabalha para si próprio.

Para facilitar ainda mais, vai existir em 2017 um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que orientará os interessados de uma maneira muito precisa de acordo com os seus interesses e situação,  completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades.
Felicidades e Boa sorte.

Em divulgação…

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AUTOTERAPIA 3

Em relação ao comentário abaixo transcrito, feito no post AUTOTERAPIA 2, posso já dizer que, foi por causa de comentários mario-70deste tipo e de vários reparos feitos verbalmente e por escrito, que comecei a pensar num novo livro “AUTO{psico}TERAPIA”, com cerca de 76 páginas, extensa bibliografia e um «manual» de procedimentos passo a passo, ordenado e preciso, para ajudar as pessoas a não se desorientarem com tudo o que ficou escrito nos livros sobre os diversos «casos» já publicados e por publicar.
Este livro contém uma primeira parte, para quem quiser fazer uma psicoterapia breve e rápida sem se importar com o futuro, uma segunda parte para quem se quiser precaver para o futuro e aprofundar a terapia, e uma terceira parte com referência a muitíssimos livros e artigos que podem ser consultados e que servirão para a aquisição de muitos conhecimentos novos e difusão da ideia de auto(psico)terapia pelos conhecidos, além de ajuda aos familiares.

Quando acabei de ler este poste, fiquei baralhada porque não soube por onde começar. É capaz de me Saude-Bexplicar?
O meu problema psicológico é muito simples, falta de auto-estima, ou será excesso? Não em sei bem.
Considero-me inteligente, mas há sempre uma insatisfação dentro
de mim que me levou desde nova a desenvolver bulimia (uma luta que ainda não consegui vencer) e ciúmes extremos de toda a gente que amo. Até mesmo daqueles de quem apenas gosto.

A minha relação com a família do meu marido é conturbada e cansativa. Estou sempre a exigir uma Psicologia-Batenção que nunca alcançarei, pois não caí nas graças da irmã dele que é unha com carne da mãe.
As minhas relações de amizade são inexistentes porque eu tentomostrar uma vida que nem por isso é a minha, porque tem sempre uns “enfeites glamorosos” que não correspondem bem à verdade (por isso tenho receio que se aproximem demais e descubram. O engraçado é que todos tentam essa aproximação. Sinto que sofro de mania da perseguição, embora controlada. Penso sempre que as pessoas pensam o pior de mim….
Acho que estou a enlouquecer e preciso controlar a minha vida novamente: (…ajude-me)

Em função deste comentário, excluindo qualquer causa fisiológica ocasionadora da bulimia, parece-me ser óbvio que nem é necessário sentar para reflectir ou para tomar nota das dificuldades.
BiblioEu faria a seguinte lista de auto-avaliação das dificuldades:Psi-Bem-C
▫ falta de auto-estima,
▫ insatisfação,
▫ necessidade de comer muito (bulimia)
▫ ciúmes,
▫ relacionamento conturbado com a família do marido,
▫ necessidade da atenção dos outros,
▫ vida de apresentação com efeitos glamorosos,Acredita-B
▫ medo de ser descoberta,
▫ mania da perseguição,
▫ medo do que os outros pensam de mim.

Apenas com a auto-avaliação desta lista de dificuldades, pode-se começar a fazer a psicoterapia (auto), sem esquecer a repetição desta auto-avaliação todas as semanas no mesmo dia.
A seguir, pode começar com a experiência e o treino do relaxamento muscular e,Consegui-B no final, se possível, recordação de factos agradáveis acontecidos durante a vida.
Depois, interessa manter um diário de anotações para registar tudo aquilo que pensar ou recordar fora do vulgar, ou o que vai acontecendo ao longo do dia e até durante a noite, nos sonhos.
A auto-análise é opcional mas ajuda muito, desde que se sigam as normas estipuladas.
Quando começar a sentir-se bem depois do relaxamento muscular, experimente pensar em coisas desagradáveis e passar rapidamente a pensar em coisas agradáveis.
Quando conseguir isso, vale a pena iniciar o relaxamento mental, o que pode acontecer quase de imediato ou ao fim de uma Imagina-Bsemana de treino do relaxamento muscular.
Antes de iniciar o relaxamento mental, pode ler o diário e tirar daí algumas ideias para pensar nelas durante esse treino.
Não esquecer que o relaxamento mental não é para atingir um ponto de chegada mas sim para deixar andar as coisas ao seu ritmo. Tudo irá acontecendo à medida que o «cérebro» for funcionando de forma consciente, objectiva e racional.
Vai assim praticar a Terapia do Equilíbrio Afectivo para passar para a Imaginação Orientada.
Muita coisa do inconsciente deverá vir ao de cima, aos poucos, para ser analisada, discutida, comparada, revista e actualizada.Maluco2
O diário de anotações deve ajudar muito e o registo das auto-avaliações também pode dar uma ajuda preciosa mostrando quais são as dificuldades em que deve «trabalhar» mais.
Se o relaxamento muscular e o mental estiverem a produzir efeito, julgo que ao fim da segunda semana, os sintomas ou dificuldades deverão começar a diminuir pelo menos um ponto.
Depois, é continuar, sem esmorecer e com perseverança, até atingir 5 ou menos (3 é o ideal) na auto-avaliação, para o que pode fazer a média de todas as dificuldades.

Foi o que todos fizeram … e ganharam com isso, não só em economia de tempo e finanças, mas ainda em estabilidade emocional, autonomia, independência e boa interacção familiar, social e profissional. Alguns deles (Júlio) (E) alcançarem Depressão-Bêxitos que nunca tinham esperado social e profissionalmente.
Posto isto, quero realçar que a leitura de muito do que fica recomendado nos posts e nos livros é extremamente importante para um bom resultado final.
Desejo que tenha boa sorte, com muito trabalho inicial, aliviado aos poucos, até atingir 5 minutos à hora de dormir. Três meses chegam.

Para facilitar ainda mais, vai existir em 2017 um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que orientará os interessados de uma maneira muito precisa, de acordo com os seus interesses e situação,  completando a colecção da Biblioterapia com 18 anidades.
Felicidades e Boa sorte.

Em divulgação…

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