PSICOLOGIA PARA TODOS

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AUTOTERAPIA 4

 Comentário feito no AUTOTERAPIA 3, por uma Anónima:mario-70
 
“Tirei a carta de condução algo contrariada, mas numa altura em que entendi que ou era naquela, ou nunca iria ser, pois a idade ia avançando e a consciência dos perigos de andar na estrada também. A muito custo lá consegui, quis logo ter carro para não haver
hipótese de interregno e entretanto aos poucos e para ganhar confiança, fui fazendo voltinhas pequenas… primeiro só mesmo em Algés aos fins-de-semana cedo, para ir ganhando algum “à vontade”, depois até Linda-a-Velha, Carnaxide, Oeiras, enfim, lá fui estabelecendo metas e seguindo viagem, sempre para perto e sem Auto-estradas, pois nunca ia com pressa para lado algum! O máximo que ia era até  Loures e Odivelas.

Foi numa dessas idas que um tonto resolveu passar um sinal vermelho e atravessar-se à minha frente. Não aconteceu nada, consegui dominar o carro sem qualquer dano para mim, outros, viaturaJoana-B  ou mesmo via, mas a partir daí passei a estar num stress aflitivo de cada vez que pensava em pegar no carro. Conclusão, com a “psicologia barata” de que não podia deixar mesmo de conduzir, lá me fui obrigando a pegar no carro… dando início ao processo tal e qual como quando tinha tirado a carta, dois anos antes. Mas se resultou ali por um ou dois meses, depressa passou e facto é que deixei mesmo de conduzir! Nunca me chateei mais que um tanto, pois a vantagem de Algés é poder deslocar-me para todo o lado de transportes públicos, mesmo que isso acarrete tempo e chatices, mas uma comodidade (para mim, claro!) de eleição. Portanto passei à frente e quase tinha encerrado o capítulo, pouco convicta por ser vencida Bibliodesta maneira, mas não muito preocupada. Agora, e este o verdadeiro motivo, é que de há um tempo a esta parte, passei mesmo a ter pânico de andar de carro, ou seja, já não só de pegar no carro para conduzir, mas sim de andar de carro. 
O estranho é que nada aconteceu, qualquer indício de acidente comigo, ou que assistisse, nada mesmo… só se em sonhos e não me recordo. Não há uma “linha” uma “regra”, posso ir hoje com o condutor A no carro A e ir muito bem, mas no dia seguinte ir com o mesmo condutor A no carro B e já não ir bem… não consigo sequer olhar para a estrada, tenho de ir a olhar pela Consegui-Bjanela e tenho plena noção de que “perco anos de vida” de cada viagem. Ainda há um mês ou
coisa que o valha, fui a Leiria com o meu irmão. Ele levou o carro do pai e eu não fui nem vim bem, de fugir mesmo! E no entanto estou farta de andar de carro com ele e sem quaisquer problemas!

Conclusão, preciso de ajuda…. não sei o que possa fazer, se isto é normal, mas sei que me irrita e no fundo limita-me cada vez mais! Sempre fui tão independente, como posso estar “presa” desta maneira?
Pensei em inscrever-me num programa qualquer inovador do ACP para pessoas que são traumatizadas assim como eu, mas para além de provavelmente ser muito caro, só de pensar à partida que depois terei de conduzir em Lisboa (cidade), morando em Carnaxide, mudei logo de ideias!!! E assim, cá Psi-Bem-Cestou a pedir ajuda!!!
Peço desculpa pelo discurso tão longo, mas só podia ser assim!
Não sei se passível de “cura”, mas pelo menos a minha consciência manda-me tentar!!!
Anónima”

Antes de tudo, para responder a este comentário, posso dizer que não sei o que é normal, mas vulgarmente muita gente fica com determinados medos que, se não forem descondicionados logo de imediato, vão-se avolumando até se transformarem num grande problema que inquina a vida dessa pessoa.
Parece que é um mal que se alastra a tudo e a todos, em qualquer momento. Depende das circunstâncias e dos reforços Acredita-Baleatórios negativos que for recebendo. Com os sinais de antecipação associados, o medo torna-se incomportável.
Esse mal pode ter “cura” gastando muito dinheiro com psicoterapia conduzida por um profissional honesto e competente mas, se cada um se quiser empenhar nisso, é muito mais económico, vantajoso, duradouro e uma vacina para o futuro.
Quanto à «psicologia barata», posso dizer que deixar de conduzir pode levar a aumentar o medo se houver qualquer sinal antecedente associado ao referido medo. De cada vez que isso acontece, o medo aumenta em 20% sobre a resposta do medo antecedente, até se tornar quase incomportável. É assim que se cria o vício.

Aquilo que eu faço, é pôr as pessoas a «trabalhar». Elas têm de ler muito, Maluco2treinar o relaxamento e seguir alguns procedimentos. Foi o que aconteceu com o Júlio (E)

Se não for assim, podemos criar o vício de ter o tique, o medo ou qualquer outra coisa que vai aumentando com o tempo.

Os procedimentos são muito simples.  (clicar atrás, nos vários links de Relaxamento, Psicoterapia e AutoTerapia)

São aqueles que utilizei comigo antes de entrar, de facto, na Imaginação Orientada, mas não consegui utilizar isso com dois Imagina-Bcasmurros:
▫ um, até muito parente;
▫ outro, muito amigo que, a conselho dum padre muito «badalado», até se socorreu de uma freira especialista que dizia estar apta a aplicar o método do “behavior therapy” porque era RN (registered nurse). O resultado foi continuar cada vez pior até ter um acidente de viação muito grave que o vitimou instantâneamente porque não deixou de beber, consinuou a tomar a medicação «para tudo» e ficou com reacções muito lentas, com a percepção quase embotada.

 Além dos links deixados, que é imperativo consultar, há muitos mais posts que podem ser escolhidos e consultados para Saude-Bconsolidar os conhecimentos sobre aprendizagem, condicionamento, reforço, relaxamento, autoterapia, psicoterapia, vício, etc.. O importante, é cada um dedicar-se a adquirir esses conhecimentos e não deixar as coisas nas mãos dos outros. Os links apresentados são para isso, além daquilo que cada um quiser escolher à sua vontade.
Nestas circunstâncias, parece-me que devo dizer categoricamente que os psicólogos só ajudam e que o trabalho principal, persistente e fastidioso tem de ser feito pelo próprio.
Também devo alertar que os medicamentos, tal como aconteceu com as duas pessoas de quem falei, só ajudam a aumentar os problemas, a camuflá-lo e a deixar a pessoa na sua dependência. É o que me aconteceria desde 1975, se eu nãoPsicopata-B tivesse tido juízo e me desviasse para outros caminhos, por acaso, até profissionais.
É por isso que estou a preparar os livros que podem servir para muito se cada um quiser tratar de si próprio, com uma ajuda mínima de um psicoterapeuta honesto. Quase todos os protagonistas dos meus livros fizeram isso, mas tiveram muitas dúvidas iniciais e vontade de mandar à fava o psicólogo.
Quanto aos caminhos percorridos por Algés e Leiria, posso dizer que os conheço
de há muito tempo mas que não me «inspiram confiança», em Portugal, especialmente por causa dos condutores.
Posso afirmar que, em 1975, quando estive com o meu velho carro em Inglaterra, conduzi mais de 10.000 quilómetros por auto-estradas e caminhos vicinais, «na mão contrária», com muito mais segurança do que em Portugal, tendo tido necessidade Difíceis-Bde buzinar apenas duas vezes, 1000 vezes menos do que seria necessário, naquele tempo, neste jardim à beira-mar plantado.
Aqui, a condução tem de ser defensiva, antecipando-nos à asneiras e aos abusos que os outros cometem e que nos podem prejudicar.
Posto isto, desejo receber, qualquer dia, um comentário anunciando as melhoras.
Boa sorte e melhor «trabalho».
Pelo menos, cada um trabalha para si próprio.

Em divulgação…

Já leu os comentários?arvore-2

Clique em BEM-VINDOS

Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

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4 thoughts on “AUTOTERAPIA 4

  1. Comecei a viver de repente, este ano, uma situação estranha no meu jardim-de-infância que iniciou a sua actividade no princípio deste mês.
    Há um menino que tem 5 anos, que não se interessa absoluta-mente nada pelas brincadeiras típicas dos rapazes. Nos períodos de brincadeira livre, passa todo o tempo na casinha das bonecas ou na arca das trapalhadas onde gosta de se vestir e enfeitar. Muitas vezes, na casinha, assume papéis femininos, coloca bonecos na barriga a fingir gravidez, etc. É uma criança muito agitada. Amua com extrema facilidade. As suas emoções vão de um extremo ao outro em curtos períodos de tempo. Não tem uma amizade com nenhum menino da turma, pelo contrário, a sua maior amiga é uma menina da sua idade. Em casa tem uma irmã mais velha (11 anos) que também já foi minha aluna. Em casa brinca com a irmã e com as amigas da irmã. Tem uma família normal, vive com a mãe, o pai, a irmã; a avó vive muito próximo da sua casa.
    Já falei com ambos os pais (um de cada vez). A mãe desvaloriza a situação mas o pai mostra-se realmente preocupado. Será mui-to cedo para procurarem ajuda especializada? E eu, na sala de actividades, além de chamar a sua atenção para outros cantinhos diferentes dos que ele quer sempre frequentar, que mais posso fazer para o ajudar?
    Vivendo numa cidade algarvia do interior com menos de 6.000 habitantes e sem apoios suficientes, a situação deixa-me apreensiva.
    Anónima

  2. Eu tive um acidente de viação logo que acabei de tirar a carta.
    Depois, fiquei sem carro durante muito tempo porque não tinha dinheiro para reparações e a culpa tinha sido minha.
    O seguro não dava cobertura para reparações no meu carro.
    Agora que o consegui mandar reparar, fico com medo de conduzir e parece que me desorientado por completo.
    Tenho imenso medo.
    Há alguma coisa que possa fazer além de me meter no carro e tentar outra vez?

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