PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Outubro, 2013”

REEDUCAÇÃO DE DEFICENTES 7

Comentário, no post REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 6:Biblio

Eu sou reeducadora num lar para crianças com dificuldades. Também é uma escola onde são internadas durante o dia as crianças com problemas. Às vezes os psicólogos da instituição não conseguem resolver os problemas destas crianças porque os pais se opõem às sessões de psicoterapia porque acham que os seus filhos não são malucos. Se eu as pudesse ajudar… Tem alguma ideia que me possa dar? Estou num local com poucos habitantes e que não tem muitos meios de apoio. Desde já agradeço a ajuda que me puder proporcionar.”

Para responder ao comentário transcrito acima, feito no post REEDUCAÇÃO DE DEFICENTES 6, por não ter outras informações mais específicas e para apresentar um exemplo concreto, vou transcrever as paginas 321 a 328 do livro NEUROPSICOLOGIA NA REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO (I) 

REEDUCAÇÃO DOS COMPORTAMENTOS

A necessidade de os psicopedagogos possuírem valências tanto em psicologianeuropsicologia-B como em pedagogia, é necessária nos casos em que, por circunstâncias diversas e incontornáveis se torna indispensável dar apoio psicoterapêutico e até aconselhamento aos familiares e professores a coberto duma «acção psicopedagógica».

O insucesso escolar de algumas crianças com bom nível intelectual e sem quaisquer défices nas funções cognitivas, tem como causa fundamental problemas emocionais e interaccionais que os próprios ou os seus familiares não conseguem ou não desejam reconhecer. Muitas delas são relegadas para um colégio interno ou semi-interno onde continuam com problemas de insucesso escolar acompanhados, essencialmente, de cada vez mais problemas emocionais.

O que pode fazer um «reeducador» ou «psicopedagogo» que colabora com uma escola ou colégio interno onde se encontram Psicologia-Bcrianças deste tipo? Enviá-las ao psicólogo é difícil visto que os familiares, na maior parte das situações, rejeitam esta solução porque o seu filho não é «maluco». Se não houvesse este óbice, o problema teria uma solução menos difícil. Por isso, o único modo de «contornar», às vezes, a situação, é o reeducador obter a colaboração do psicólogo que não intervém directamente na acção e utilizar, em parte, os exercícios de reeducação para uma acção psicoterapêutica.

Como exemplo, vamos abordar o «caso» de uma menina de 11 anos que foi confiada pela Justiça a um colégio em regime semi-interno. A menina não conhece o pai e é filha de uma jovem com menos de 30 anos de idade que se dedica à prostituição. A mãe deixava a filha sozinha durante o seu trabalho nocturno e, enquanto estava em casa durante o dia, pouco Interacção-B30tempo lhe dedicava.

A menina foi crescendo assim até ir para a escola, ocasião em que a professora verificou o seu fraco aproveitamento escolar e tomou conhecimento do mau ambiente em que a criança vivia, facto que comunicou às autoridades que, através de meios legais, entregaram a criança a uma instituição de solidariedade social.

À guarda desse colégio semi-interno, a menina conseguia frequentar as aulas e voltar a casa à noite onde tinha uma irmã dois anos mais nova, que vivia com a mãe e cujo pai também era desconhecido. O insucesso escolar da menina era notório, mas os exames psicológicos encomendados pela instituição revelavam bom nível intelectual, sem défices cognitivos. Contudo, a personalidade estava a estruturar-se de maneira inadequada, com bastantes traços neuróticos que Psicopata-Bpodiam influenciar negativamente as funções cognitivas. O relatório de avaliação escolar e psicológico feito pelos educadores e pela psicóloga do colégio dizia o seguinte:

“A X apresenta grande instabilidade emocional e esse aspecto reflecte-se muito nas suas aprendizagens.

No contexto escolar, a aluna encontra-se desintegrada devido a distúrbios de comportamento com colegas, nomeadamente, furtos, mentiras e permanentes conflitos. Salienta-se que tais comportamentos ocorrem com maior frequência no espaço da sala de aula.

No espaço recreio a aluna cria constantemente situações de conflito com as colegas e procura integrar-se no grupo de Joana-Brapazes, participando nas suas brincadeiras.

Nota-se uma constante necessidade de chamar a atenção dos outros. Fá-lo através de atitudes comportamentais incorrectas, como é exemplo o partir o pulso a uma colega; os outros comportamentos evidenciam risco à sua integridade física, como é exemplo o subir ao telheiro da escola.

É uma aluna que se distrai com muita facilidade, não se concentra nas actividades, tem um ritmo de trabalho muito lento e raramente conclui as tarefas propostas.

Saude-BTem dificuldades na língua portuguesa.

Pega fogo ao quarto.

Nas férias desportivas despe-se, simula o órgão sexual masculino com uma escova de dentes, simula relações sexuais com as colegas vestindo-se com roupa de homem.

Na área afectivo-emocional, constituem como factor preponderante as vivências de forte ambivalência relativa à integração das imagens parentais, que reflectem um impasse na resolução das tarefas psicológicas da 2ª infância, nomeadamente no que respeita à identificação e ao processo de individuação.”Acredita-B

Sem ter quaisquer resultados das provas e recomendações no relatório psicológico, mas apenas com o «relato das ocorrências», os professores continuaram a verificar no decurso do ano lectivo, que a criança não conseguia estar atenta nas aulas, perturbava toda a classe e implicava com os colegas.

Em relação ao seu comportamento em casa, a mãe queixava-se que ela era má mas não «maluca» e, por consequência, não necessitava de apoio de psicólogo e muito menos de psicoterapia.

Contudo, era frequente esta menina cometer furtos. Além disso, fazia mal à irmã mais nova quando estava em casa. Uma vez, Difíceis-Bchegou a amarrá-la e a tentar pegar-lhe fogo com fósforos. Muitas vezes fazia barulho à noite acordando toda a vizinhança. Chegou até a bater num adulto responsável, sem razão aparente nem qualquer justificação. Costumava fugir do colégio de manhã e voltar só à noite com objectos furtados.

A justificação principal do internamento desta jovem, a partir dos 8 anos, num colégio que era considerado um lar, era a mãe deixar a menor entregue a si mesma, sem os indispensáveis cuidados familiares, o que lhe facilitava ficar na rua até tarde quando não tinha aulas. Também não lhe proporcionava o mínimo carinho e deixava-a sempre sujeita ao abandono e à agressividade de todos.

Da história familiar deduzia-se que, por sua vez, também a mãe provinha duma família desestruturada e frequentara Consegui-Binstituições como esta, tendo, provavelmente, muito más recordações das mesmas.

Sujeita a este tipo de ambiente familiar e social, a menina, que gostaria de ter sido rapaz, habituada a «viver na rua» e a ter contacto com pessoas cheias de problemas psicológicos, não tinha respeito pela autoridade, vestia-se de rapaz e tinha brincadeiras em conformidade com o outro sexo, incluindo as sexuais.

Pensando sob o ponto de vista analítico, a filha obteria reforço vicariante modelando-se e identificando-se com a mãe, que procurava reforço (dinheiro?) com o órgão sexual dos homens?

Os reeducadores e pedagogos do lar, desejando «enfrentar» este problema perguntavam o que deviam fazer já que a mãe, sem Imagina-Bmudar de vida, até se recusava a alterar o seu comportamento para com a filha. Além disso, não desejava que ela fosse submetida a psicoterapia porque não era maluca. O relatório psicológico deixava ver o contrário e queria prenunciar que as funções cognitivas, sem apresentarem défices específicos, podiam estar a ser prejudicadas pelos problemas emocionais. Os únicos técnicos que podiam intervir na recuperação desta criança eram os professores e os reeducadores, já que a colaboração do psicoterapeuta era impossível.

Nestas circunstâncias, aproveitando a justificação das péssimas notas que a criança tivera durante dois anos de frequência do 2º ano de escolaridade em que raramente atingiu a nota 3, os reeducadores resolveram «dar-lhe explicações» para que ela pudesse atingir uma nota mínima e passar de ano, especialmente em português, já que era uma disciplina referida Psi-Bem-Cno relatório psicológico. Deste modo, como os reeducadores dessa instituição tinham de se revezar, combinaram com a psicóloga ter a sua orientação para que pudessem actuar com um mínimo de eficácia.

Como o apoio era dado na disciplina de português em que ela tinha mais dificuldades, existia a oportunidade de abordar diversos assuntos. Por exemplo, quando chegaram ao estudo dos géneros masculino e feminino alongaram-se na conversa sobre este tema e quiseram saber se a menina achava que um dos dois géneros melhor do que o outro. Obviamente, a menina achava que os rapazes eram superiores às meninas. Por isso, ela queria ser rapaz. Este assunto, abordado várias vezes, fez com que ela conseguisse explicar que se sentia inferiorizada por ser menina. Os rapazes tinham uma coisa que ela não tinha (e de que a mãe gostava?).Depressão-B

Passaram-se assim muitos dias de conversas idênticas e amenas, intercalada com lições mais formais de português em que se insistia principalmente na leitura, escrita, resumo das histórias lidas, conto ou reconto de novas histórias. O tempo destas «explicações» era encurtado ao máximo para se poder efectuar um maior número de sessões, aumentando deste modo a frequência do contacto dos reeducadores com a menina. Se assim não fosse, ela podia ter tempo de isolamento suficiente que a incitasse a fugir da instituição para passear e roubar ou furtar. Chegou então o momento de se poder aproveitar uma oportunidade para saber que tipo de menina (ou rapaz) ela gostaria de ser.Organizar-B

Pelas histórias que inventou ou «criou», verificou-se que se sentia inferiorizada visto que todas as suas conversas redundavam em comportamentos compensatórios para tentar inferiorizar os outros (G). Com a ajuda da psicóloga, os reeducadores iam tentando rebater as suas ideias apenas através de perguntas e nunca com conselhos ou informações.

Por exemplo, quando a Amália ‑ nome que lhe vamos atribuir agora ‑ dizia que os rapazes eram fortes, os reeducadores perguntavam se ela não tinha visto no cinema meninas que lutavam e que entravam em investigações policiais. Agora, até as Forças Armadas e Policiais admitiam meninas nos seus quadros. A Amália não achava que elas eram fortes? E as Respostas-B30que eram pilotos de avião? E as que se viam nos filmes, nos serviços secretos, não eram também fortes? Até James Bond tinha uma moça como colaboradora!

Muito lentamente e a partir do sexto mês de reeducação, a ideia de que as meninas eram inferiores deixou de a perturbar e a melhoria da sua nota em Língua portuguesa ajudou os reeducadores a tentar convencê-la de que também poderia valer mais do que muitos rapazes. Logicamente, se ela tinha podido melhorar em português não poderia melhorar na sua força física do mesmo modo como tinha aumentado a sua força de vontade?

O contacto de proximidade dos dois reeducadores, um masculino e outro feminino e a afectividade dispensada pelos mesmos, ajudou a Amália a sentir reforço com a sua actuação e a melhorar não só na nota mas ainda na sua autoimagem e autoestima. DIA-A-DIA-CPorém, ao longo do tempo e com os relatos feitos pelos reeducadores em conjunto, a psicóloga concluiu que um deles (a reeducadora) tinha maior impacte na Amália. Ao fim de alguma troca de impressões entre os três, ficou resolvido que, devido à passagem de ano da Amália, só a reeducadora iria seguir este caso no ano seguinte. Podia reduzir o número e o tempo das sessões mas a actuação iria ser idêntica, sempre baseada numa perspectiva psicoterapêutica.

Já que havia melhorias em português, a abordagem de outras matérias para tirar dúvidas era usual e servia também para solicitar a execução de mais alguns trabalhos que consolidassem os conhecimentos adquiridos. Sempre com a ideia de preparar um futuro melhor, a reeducadora servia de modelo de identificação. Ela própria dizia o que apoio2poderia ter feito e o que tinha sonhado ser quando ainda era criança. Não precisava de ter mais força ou de ser «masculina» porque a «feminilidade» tinha muitas vantagens. O importante era aprender a treinar e a utilizar essas vantagens no momento oportuno. Para isso, cada um precisa de pensar naquilo que deseja ser, para idealizar o seu futuro. Em determinado momento, houve a possibilidade de abordar temas mais fortes e importantes.

A psicóloga aproveitou esta oportunidade e incentivou a reeducadora a abordar o tema da afectividade, esclarecendo que devia reforçar a Amália quando ela tivesse alguma conversa favorável à sua autoestima, ajudando-a assim a tornar-se mais autónoma. Deste modo, a Amália interiorizou a noção de que cada um tem de saber sucess2distinguir o seu valor próprio (D) (E) (J).

Continuando a aproveitar a oportunidade das conversas sobre afectividade e aprofundando a pouco e pouco a sua relação com a Amália, a reeducadora conseguiu treiná-la na capacidade de autoconfiança e autoafirmação. Lentamente, a relação entre as duas foi-se tornando mais profunda até a reeducadora servir de um forte modelo de identificação.

Os furtos foram diminuindo e, ao fim de três anos, a Amália deixou de roubar e de ser agressiva para com a irmã, passando até a ajudá-la nos trabalhos escolares. Contudo, não deixou de se ressentir com a vida que a mãe continuava a levar e do modo como prestava atenção à filha mais nova. Assim, a Amália já se sentia mais autónoma e autoconfiante. Pouco reed2antes de completar 11 anos, ela tinha começado a ser apoiada pela equipa de reeducação por causa da repetição do insucesso escolar no 2º ano de escolaridade. Contudo, aos 15 anos, já estava a frequentar o 5º ano com sucesso. Pensava dedicar-se ao ensino por identificação com a reeducadora. As suas fantasias sexuais tinham ficado no esquecimento e já não pensava nas brincadeiras de rapaz mas sim em ser uma pessoa com muita paciência para os alunos que necessitassem de apoio.

A mãe da Amália nunca compreendeu o que se passara com a filha e sempre continuou a dizer o que afirmara desde o início: “O que a Amália precisava era de umas explicações e de disciplina da parte dos professores. Logo que isso aconteceu, a filha melhorou”. De facto, a Amália melhorou, apesar de a mãe não ter mudado de vida. Mas, ainda bem que a Amália teve o apoio de que necessitava. Assim, apesar dos descuidos da mãe, até conseguiu ajudar a irmã, que quase mario-70se identificou com ela e ambas tiveram a possibilidade de viver uma vida mais digna do que a da mãe.

A reeducadora, que não tinha quaisquer noções de psicologia ou psicoterapia, continuou a ajudar outras crianças em acções semelhantes com a ajuda da psicóloga, enquanto se embrenhava também em leituras complementares para adquirir noções fundamentais de psicoterapia, modificação do comportamento e psicopatologia (A) (F).

Em vez de aprender a teoria e utilizá-la na prática, tinha acabado de praticar, sem saber coisa alguma sobre a teoria. Utilizando apenas o seu bom senso, muita leitura, ajuda da psicóloga e sua capacidade de se autocriticar para tentar descobrir o que tinha feito mal para corrigir logo que possível, ajudou a fazer um trabalho meritório com o qual conseguiu «Educar»-Bajudar uma pré-adolescente. De outro modo, essa menina ter-se-ia provavelmente desviado para uma vida idêntica à da mãe se não fosse complementada também com a delinquência. E o que aconteceria à irmã?

Durante as suas conversas com a psicóloga, a reeducadora descobriu que enquanto reforçava a Amália, ela própria ficava reforçada com os êxitos constantemente obtidos pela jovem. Isto incentivou-a a prosseguir na ajuda a mais crianças com dificuldades, que tinham de ser apoiadas discretamente em circunstâncias idênticas. A reeducadora compreendeu que o aprofundamento da reeducação numa situação deste tipo não lhe teria sido possível se não tivesse havido qualquer estímulo exterior, como a «ausência» de psicoterapeuta para a Amália. Com o bom resultado obtido, «embrenhou-se» ainda mais na leitura da modificação do comportamento (F).Depress-nao-B

Afinal, a Amália não era maluca mas ficaria votada ao insucesso escolar só porque era desatenta e indisciplinada. Quais seriam as consequências futuras desse insucesso? Como iria ela ganhar a vida para se sustentar e dar uma vida condigna a quem pudesse surgir «talvez por acaso?» para ficar na sua dependência?

Já leu os comentários?

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEISarvore-2

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

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Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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LIVROS DISPONÍVEIS 2

Este post tem a finalidade de responder ao comentário de um Anónimo, feito no post ENVOLVIMENTO DIA-A-DIA-CFAMILIAR – 8:

Ao ler este artigo, tanto quanto aos tempos dos diversos exercícios, o momento, a sequência e a temporalidade necessária, fiquei também confuso quanto à aquisição dos livros. Pode dar-me uma ideia de como e quando os poderei adquirir com facilidade?”

comprometi-me a fazer este novo post dedicado apenas aos livros que constituem agora a colecção de BIBLIOTERAPIA.

Quase todos os livros mencionados nos posts do blog PSICOLOGIA PARA TODOS, bem como nos dois anteriores, têm uma tiragem limitada e não devem estar à venda nas livrarias.
Para os adquirir em Portugal através dos serviços dos CTT, sem pagamento de portes, basta encomendá-los através dum comentário ou de e-mail para mariodenoronha@gmail.com.

A moderação de comentários também tem esta finalidade.

Para enviar livros para o estrangeiro é necessário acrescentar 20€ ao preço total dos livros, para portes do correio.

A forma de pagamento será através do NIB ou combinada por e-mail acima indicado ou contra reembolso.

Para outras informações contactar: TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS

Escolha os livros desejados entre os que se apresentam neste post.

Do conjunto desta colecção de 16 livros, alguns já publicados pelo CPC, são poucos. Os restantes, quase prontos, esperam inscrições dos interessados para poderem ser «viabilizados».

Saude-BA – Saúde Mental sem psicopatologia

 

 

 

 

Acredita-BBAcredita em Ti. Sê Perseverante!

 

 

 

 

Consegui-BCEu Também CONSEGUI!

 

 

 

 


Joana-BD
JOANA a traquina, ou simplesmente criança?
Se não encontrar este livro, pode socorrer-se dos anteriores que, em parte, lhe deram origem:
Como Compreender as Crianças (Plátano):
Adolescência – Idade Crítica? (Plátano)
Como Educar as Crianças (Plátano)
Preparação para a Maternidade (Plátano) 

 

Maluco2EEu Não Sou MALUCO!

 

 

 

 

Psicologia-BF – PSICOLOGIA PARA TODOS

Enquanto este livro não for publicado, pode socorrer-se dos anteriores que, em parte, lhe deram origem:
▫ Como Modificar o Comportamento (5) volumes – teoria / prática / técnicas / «casos» / previsão (Plátano)
A Psicologia no Dia-a-Dia (Clássica)
Psicopata-BG – PSICOPATA! Eu?

 

 

 

 

Depressão-BH – Combata ou Evite a Depressão

Enquanto este livro não for publicado, pode socorrer-se do anterior que, em parte, lhe deu origem:
DEPRESSÃO? Não Obrigado! (Hugin)

 

 

neuropsicologia-BI – NEUROPSICOLOGIA na Reeducação e Reabilitação

Enquanto este livro não for publicado, pode socorrer-se dos anteriores que, em parte, lhe deram origem:
Sucesso Escolar (Plátano)
Apoio Psicopedagógico (Plátano)
Reeducar Como? (Plátano)

 


Imagina-BJ
Imaginação Orientada

Enquanto este livro não for publicado, pode socorrer-se do anterior que, em parte, lhe deu origem:
▫ Para que serve a Psicologia? (Plátano)

 

 


Interacção-B30K –
Interacção Social

Enquanto este livro não for publicado, pode socorrer-se dos anteriores que, em parte, lhe deram origem (Plátano)
O Homem em Sociedade – aspectos psicossociológicos (Plátano)
Do Conflito à Gestão e à Decisão Negociada (Plátano)

 

Psi-Bem-CLPsicoterapias Bem Sucedidas – 3 casos

Enquanto este livro não for publicado, pode socorrer-se dos anteriores que, em parte, lhe deram origem:
Como «EDUCAR » Hoje (Hugin)
Sucesso na Vida! Por Que Não? (Plátano)
▫ Stress? Reduza-o Já! (Plátano)
▫ Psicoterapia para Quê? (Plátano)

 

Difíceis-BMPsicoterapias Difíceis

Enquanto este livro não for publicado, pode socorrer-se do anterior que, em parte, lhe deu origem:
▫ «Molhar» a Cama não interessa (Plátano)

 

 

 

Organizar-BNComportamento nas Organizações

Enquanto este livro não for publicado, pode socorrer-se dos anteriores que, em parte, lhe deram origem:
Falhas Organizacionais (Clássica)
Marketing e Venda (Clássica)
Humanismo na Gestão – eficiência e produtividade (Clássica)
Sindicalismo – Que Futuro? (Clássica)

 

Respostas-B30ORespostas sobre Psicologia

 

 

 

 


mario-70P –
AUTO {psico}TERAPIA

 

 

 

 

Biblio

QBIBLIOTERAPIA

 

 

 

 

Já leu os comentários?arvore-2

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ENVOLVIMENTO FAMILIAR – 8

Comentário no post “AUTOTERAPIA 6”:Joana-B

“Ao consultar este blogue vi este poste que me chamou logo a atenção porque é um caso que se passa mais ou menos comigo.
Hoje fui à escola e pela primeira vez a professora teve queixas do meu filho lhe respondeu que não queria fazer um determinado trabalho.
Sei que há muita coisa errada e isso fez-me ponderar muito na educação que estou a dar ao meu filho, mas não sei bem como mudar.
Ele é geralmente bem-educado e meigo, mas está a mudar o seu comportamento aos poucos, muito porque eu Psicologia-Bnão tenho tido o pulso de ferro que deveria.
Há muita coisa que terei que mudar em mim primeiro, só assim conseguirei mudar nele depois. A minha relação com o meu filho não é diferente da maior parte das mães.
Somos unidos e ele tem muito à-vontade para me contar as suas coisas. Mas o limite do à-vontade tem que ser traçado antes que chegue ao lado do “à-vontadinha”, que roçará a falta de respeito….
Fiquei decepcionada e fez-me pensar onde estou a errar…Já li o livro da Joana, mas vou ter que o reler porque foquei-me demasiado em mim e, se calhar, negligenciei o meu bem mais precioso: o meu filho.
De qualquer forma, terei que analisar o meu comportamento com o meu filho e o mais rápido possível….
Pergunto-me se é possível mudarmos o nosso comportamento, concentrarmo-nos em nós e neles (filhos) ao meu tempo?
Queria que me enviasse os seguintes livros, juntamente com o nib para fazer a transferência:
1. Psicopata! Eu?    Psicopata-B
2. Combata ou Evite a depressão
3. Imaginação orientada
4. Neuropsicologia na reeducação e na reabilitação
Além disso, quando olhei para os tempos de escrita, relaxamento, etc. parece que existe uma discrepância entre o que diz num livro e noutros. O que é que vou fazer?
Agradeço imenso uma resposta, tanto quanto possível, rápida.
Anónima, sinónima mas diferente da comentarista anterior.

neuropsicologia-BPara responder ao seu comentário, vou tentar ser breve mas focar o assunto por partes, realçando-as antes da resposta, como se estivéssemos numa consulta, muito prolongada. Não julgo que terá a sorte de fazer isto ao vivo, numa consulta privada. É por isso que advogo, há muito tempo, a realização de sessões de esclarecimento a várias pessoas ao mesmo tempo. Compreende-se melhor, mais à vontade e mais economicamente. Se estas explicações fossem dadas em conjunto, muitas pessoas teriam colocado várias questões para ser melhor esclarecidas. Posto isto, vamos ao que interessa.

Ao consultar este blogue vi este poste que me chamou logo a atenção porque é um caso que se passa mais ou menos comigo. Acredita-B
Hoje fui à escola e pela primeira vez a professora teve queixas do meu filho lhe respondeu que não queria fazer um determinado trabalho.
O seu filho não se terá habituado (aprendido) ao responder tacitamente, com um “não“, quando a mãe tem de repetir constantemente as ordens, logo pela manhã? Logo que acorda, ele pode começar a aprender a desobedecer porque, com isso, pode ter o reforço da atenção da mãe que não teria de obedecesse. A mãe ficaria satisfeita mas não lhe diria coisa alguma (falta de gratificação, ao fazer bem alguma coisa → reforço positivo). É por este motivo que acho muito importante cada um se esforçar por compreender bem a significação do Interacção-B30«reforço», especialmente a sua qualidade, quantidade, tipo, oportunidade e rendimento obtido, além do modo de o ganhar e perder. (F). Diversos outros livros além deste, (D), dão exemplos da sua aplicação em inúmeras situações práticas do dia-a-dia. É por este motivo que as letras entre parêntesis são constantemente citadas. A BIBLIOTERAPIA é muito importante e pode ser realizada em qualquer momento e nos lugares mais impensáveis. O importante é o empenho de cada um. Antes evitar do que corrigir. Mas é apenas isto que fazemos a maior parte das vezes. Ver o post Relaxamento 5 sobre o CALIMERO.

■ Sei que há muita coisa errada e isso fez-me ponderar muito na educação que estou a dar ao meu filho, mas não sei bem como mudar. Depressão-B
Ele é geralmente bem-educado e meigo, mas está a mudar o seu comportamento aos poucos, muito porque eu não tenho tido o pulso de ferro que deveria.
Se sabe que há muita coisa errada, tem de reduzi-la, modificá-la ou eliminá-la. Para mudar, tem de compreender como funciona o comportamento humano. O PSICOLOGIA PARA TODOS (F) servirá para isso. Mas enquanto não é publicado, completamente reformulado e melhorado, tem os 5 volumes de “Como Modificar o Comportamento” da Plátano, ou o “A Psicologia no Dia-a-Dia”, da Clássica.
O seu filho pode ser meigo e bem-educado, mas também deve ser bem-aprendido. O que tem de ser alterado é a actuação do Saude-B«ensinador». Alterando essa actuação, sem ser com pulso de ferro, mas com a manipulação dos «reforços», pode-se modificar muita coisa como se modificou na Joana. O pai dela, ou a mãe, podiam ter pulso de ferro quando não deviam, mas o finalista de psicologia apenas não deixava que ela conseguisse portar-se mal: evitava isso com as suas «malandrices». Os braços por cima dos ombros, as conversas para desviar a atenção serviam para isso.

■ Há muita coisa que terei que mudar em mim primeiro, só assim conseguirei mudar nele depois. A minha relação com o meu filho não éConsegui-B diferente da maior parte das mães.
Somos unidos e ele tem muito à-vontade para me contar as suas coisas. Mas o limite do à-vontade tem que ser traçado antes que chegue ao lado do “à-vontadinha”, que roçará a falta de respeito….
É muito bom que ele tenha à-vontade para contar todas as coisas, mas é necessário também verificar, sub-repticiamente e sem dar nas vistas, se são verdades ou fantasias.
O facto de a relação ser, aparentemente, igual à de todas as mães, não significa muito, porque é necessário tomar em conta o modo como cada
um (filho) apreende, compreende e interioriza mesma.
O à-vontade ou o à-vontadinha, depende muito da cultura em que estamos inseridos. O que mais interessa é saber o que nós a queremos, de facto, conscientemente e porque assim o desejamos e não porque os outros também fazem. Cada um tem de ter o seu próprio modelo.

Fiquei decepcionada e fez-me pensar onde estou a errar… Já li o livro daPsi-Bem-C Joana, mas vou ter que o reler porque foquei-me demasiado em mim e, se calhar, negligenciei o meu bem mais precioso: o meu filho.
De qualquer forma, terei que analisar o meu comportamento com o meu filho e o mais rápido possível….
Pergunto-me se é possível mudarmos o nosso comportamento, concentrarmo-nos em nós e neles (filhos) ao meu tempo?
O livro da JOANA (D), cuja edição do CPC, já está esgotada, foi remodelado com base nos 4 livros da Plátano:
Como Compreender as Crianças
Adolescência – Idade Crítica?
Preparação para a MaternidadeImagina-B
Como Educar as Crianças
Baseia-se essencialmente no desenvolvimento humano da nascença aos 16 anos e na modificação do comportamento que se pode fazer para uma boa educação ou estruturação da personalidade, que é o alicerce fundamental de qualquer ser humano que se deseja desenvolver adequadamente. Sem entrar muito em pormenores técnicos que são dados em (F), explica o modo como a modificação do comportamento foi aplicada na prática. O livro tem de ser lido com cuidado e devagar, apreendendo todos os exemplos e casos que foram explicados em mais de 10 anos de consultas com inúmeras famílias. É por isso que eu tinha a ambição de fazer uma espécie de seminários com os pais para eles poderem agir com «cabeça» e não com o «coração» e, muito menos de acordo com Difíceis-Ba moda, para não se arrependerem alguns anos mais tarde. Mas, a minha prática clínica não deu para isso e a publicação dos livros remodelados ao meu gosto também não ajudou ainda.
Todo o nosso comportamento vai influenciar directamente os filhos e o restante meio ambiente, alterando directamente muita coisa com os modelos oferecidos, os reforços disponibilizados de forma adequada e em tempo oportuno e as moldagens que são efectuadas, juntamente com a identificação proporcionada pelos pais.

Queria que me enviasse os seguintes livros, juntamente com o nib para fazer a transferência:
1. Psicopata! Eu?
2. Combata ou Evite a depressãoOrganizar-B
3. Imaginação orientada
4. Neuropsicologia na reeducação e na reabilitação
Quanto a esta parte do comentário posso deduzir que não leu ou não consultou o blog da biblioterapia, onde está apresentado o e-mail por via do qual poderá ser fornecido o nib, e ficou facultada a informação de que os livros depois do (D) só serão publicados quando possível. Isto quer dizer que enquanto não tiver um público de 80 pedidos, não os poderei publicar. A maior parte deles, pode ficar pronta dentro de um mês, a partir desses pedidos. Caso contrário, os interessados poderão recorrer às versões antigas, tais como:

Depressão? Não Obrigado!, da Hugin (H)Respostas-B30
▫ Para que serve a Psicologia? (primeira parte) (J)
Sucesso Escolar / Apoio Psicopedagógico / Reeducar Como? (I)
Por isso, tem de prestar muita atenção às letras (entre parêntesis) para saber quais são as versões anteriores que foram modificadas em grande parte.
Posso também dizer, quando tive a oportunidade de conversar, no livro Como «EDUCAR» Hoje, da Hugin, com o meu amigo Das Neves, que me sinto muito frustrado porque não consigo levar o meu projecto avante por falta de dinheiro e de promoção adequada. E ele compreendeu.

Além disso, quando olhei para os tempos de escrita, relaxamento, etc., parece que existe uma discrepância entre o que diz num livro e noutros. O que é que vou fazer?
Como me dizia o Júlio (E),quem não tem cão caça com gato”.Maluco2
Dou-lhe toda a razão porque temos de deitar mão àquilo que temos. O importante é começar, nem que seja com 5 minutos de escrita e treino de relaxamento à hora de dormir. Desde que uma pessoa comece com o treino, aprende a ter mais calma e ver melhor as coisas sob o ponto de vista dos outros. Lembrarmo-nos das coisas boas que nos aconteceram ajuda a «levantar o ânimo» e a ter mais calma e confiança em nós. Depois, vem a leitura dos livros, com cuidado, o que ajuda imenso a compreender o que se passa com os outros.
Por isso, estou a continuar a modificar e a rever os livros, pelo menos em manuscrito, ou «computador escrito», para os ter prontos se qualquer dia houver oportunidade de os publicar. E, para isso, basta arranjar 80 pessoas que os mario-70queiram adquirir. É só paginar, elaborar melhor o desenho da capa para os publicar e um mês depois.

Entretanto, o Maluco (E) e o Autoterapia (P) estão prontos da minha parte.

Espero que me deseje boa-sorte na publicação dos livros como eu desejo, essencialmente, na educação do seu filho.

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É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

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AUTOTERAPIA 6

Comentário no post “AUTOTERAPIA 5”:mario-70

Bom dia doutor:

O meu tempo está ocupado a trezentos por cento. Penso que o tempo de toda a gente está, mas queria saber a sua opinião sobre o facto de tentar fazer um horário diário, onde insira a escrita e o relaxamento. Passo a Acredita-Bexplicar. Os meus dias são normalmente:
6.30 – levanto-me e, com a ajuda do meu marido, arranjo a minha marmita com o almoço, o lanche e o saco de desporto do meu filho de 8 anos, tomo banho, acordo-o, deixo a roupa em cima da cama e passo os restantes 30 minutos a repetir-lhe
as ordens de vestir e ir lavar os dentes…enfim
8.10 – saímos de casa para deixar o pequeno na escola às 8.40 e vou ao ginásio até às 9.30 para entrar no trabalho às 10.00.
Em metade dos dias que saio às 18:00 horas levo o filho para jogar à bola, porque nos restantes só saio às 20:00.
No domingo, deixo a comida toda preparada para a semana, com a vida sempre a correr, numa lufa-lufa Bibliodiária.
Muitas vezes estou tão cansada que não consigo sequer escrever. Por isso acho que devo espetar na parede do meu quarto um horário com os 20 m de escrita e os 20m de relaxamento…. Fazer disso uma obrigação até o fazer automaticamente. Acha que dará resultado? Ou impor essa técnica é forçar demais???”

Para responder a este comentário (pergunta), sem a conhecer muito bem nem à sua família, vou-me «agarrar» ao que diz no seu comentário.

Antes de tudo, lembre-se que quem não pode comer um bom bife com ovo a cavalo e pickles, pode contentar-Joana-Bse com uma bifana no pão ou um cachorro. Vamos contentar-nos com pouco no início. Por isso:

  1. 1.       Quanto ao que me disse em relação a ter de repetir constantemente para o filho lavar os dentes, etc., não achei a situação muito confortável. Será que ele só obtém reforço quando não cumpre imediatamente uma «ordem» da mãe?  Já leu o que aconteceu com a JOANA (D)? Também nunca cooperava com o pai mas passou a fazer o contrário quando o pai mudou o seu comportamento depois de ter lido, visto e compreendido como é que o comportamento humano funciona.
  2. 2.       Quanto ao fazer um horário para o seguir, pelo menos no primeiro mês, não acho mal, pelo menos para cada um se compenetrar daquilo que tem de fazer. Dá-lhe mais apoio para se sujeitar ao mesmo, sem desculpas e sem justificações desnecessárias.Consegui-B
  3. 3.       Nesse horário pode, desde já garantir 5 minutos de escrita, à noite, antes de dormir, apenas para um diário de anotações das dificuldades que sentir e das recordações dos factos desagradáveis que for recordando durante o dia ou nos sonhos. Deixe a auto-análise para um segundo tempo.
  4. 4.       Se possível, faça uma auto-avaliação dos seus sintomas mais desagradáveis. Não deve demorar muito tempo e, pelos vistos, pode-a fazer aos domingos.
  5. 5.       Só para isso, tem de ler bastante. Por enquanto, ler o caso da Cidália (C) e ver o que se passou com o Tiago, pode ajudar. Futuramente, a explicação será muito melhor quando eu conseguir publicar o caso do Júlio “Eu Não Maluco2Sou MALUCO!” (E). 
  6. 6.       Para isso, é necessário que existam pelo menos 80 pessoas a pedirem o livro. 
  7. 7.       No seu caso, além do mais, também é importante ler diversos livros que já estão publicados, mesmo que seja na edição antiga:

Saúde Mental Sem Psicopatologia (A)
Acredita em Ti! Sê Perseverante (B)
Eu Também CONSEGUI! (C)Saude-B
JOANA a traquina, ou simplesmente criança? (D)
«Stress»? Reduza-o já! (L)
Como Modificar o Comportamento – 5 volumes (F)
Todos estes destes livros podem ser lidos, sem horário, em qualquer momento, especialmente enquanto o pequenito joga futebol. O importante é estar sempre com um deles.

  1. 8.       Depois dos 5 minutos de escrita do diário, ou menos, se passaram mais de 3 horas sobre o jantar e se ou ainda não consegue fazer o relaxamento mental, quando se for deitar, inicie o relaxamento muscular que deve ocupar no máximo, 30 minutos, se ainda não estiver a dormir. Se estiver a dormir, continue e, se não estiver, tente recordar os melhores comentos da vida passada ou actual.
  2. 9.       No fim do primeiro mês ou antes disso, quando conseguir fazer o Stress-Brelaxamento mental, pode começar com a recordação sistemática dos momentos e recordações agradáveis até à exaustão. As recordações ou factos os desagradáveis existirão ainda, mas serão menores, porque algum desse tempo será ocupado pela recordação de factos agradáveis.

▫ É o reforço do comportamento incompatível que irá progredir com o tempo, à medida que se for arranjando dinheiro para se adquirir um pouco mais do que o cachorro ou a bifana!!! É a Terapia do Equilíbrio Afectivo.

  1. 10.   Depois do primeiro mês e com os resultados obtidos com o horário e o seu cumprimento rigoroso (apenas 5 Psi-Bem-Cminutos e, eventual e temporariamente, mais 30 minutos ou menos de relaxamento), à hora de dormir, pode-se seguir em frente. Mas é necessário ler todos os posts publicados neste blog, relacionados com a “AUTOTERAPIA” e “REFORÇOS” e não são poucos.
  2. 11.   O horário, para os meses seguintes, deve ser feito antecipadamente com os resultados obtidos tanto na autoavaliação como no relaxamento, nas primeiras duas ou três semanas.
    Verificou que gasta pouco mais de 5 minutos por dia?

Infelizmente, sei que dar opiniões e conselhos é fácil, mas cumpri-los é difícil e conduz a muitos desencorajamentos. É por isso que o «paciente» tem de ter a paciência de seguir os conselhos, com persistência e sem Difíceis-Besmorecer.

Senão, só as caminhadas para o consultório serão muito mais onerosas, em todos os sentidos. A psicoterapia depende mais de cada um do que dos outros. Diz quem sabe e tem experiência nisso (J).
Boa sorte e melhor TRABALHO, com persistência.
Tenho pena de não poder publicar os livros, por não ter disponibilidade financeira antecipada para isso e o público ser pouco. Contudo, vou fazendo o relaxamento, a imaginação orientada e persistindo na finalização dos livros, como eu quero, para algum dia os publicar. depois de os utilizadres deste blog o acharem muito útil.

Para facilitar ainda mais, vai existir em 2017 um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que orientará os interessados de uma maneira muito precisa de acordo com os seus interesses e situação,  completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades.

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ENVOLVIMENTO FAMILIAR – 7

Comentário no post “AUTOTERAPIA 5”:mario-70

“Obrigado pela resposta e já li este artigo. Contudo, quando chego a casa, não me consigo entender com os meus pais. Parece que só se importam comigo quando eu estou desorientado. Quando estou a progredir, nem que seja um pouco, não consigo sentir apoio, como acontece há vários anos.

Para responder a este comentário, não sabendo bem o que se passa consigo e com a sua família, apenas me limito e transcrever o caso da “FAMÍLIA SENA” apresentado nas paginas 250 e seguintes, no livro “PSICOLOGIA PARA TODOS(F).Psicologia-B

Deixo também no final desta resposta dois links para maior elucidação, que será possível abrindo esses posts e lendo-os juntamente com os comentários associados.
Algumas das vezes, é muito importante fazer uma terapia familiar ou, pelo menos, sessões de esclarecimentos para os pais, a fim de não deixar perder todos os ganhos que os filhos tiverem com uma psicoterapia que, eventualmente, podem continuar a fazer.

Como não sei qual é o seu caso, previno que é preferível tomar medidas enquanto é tempo de evitar, em vez de fazer, posteriormente, psicoterapias para conseguir reduzir (ou não) o mal que se tiver instalado com o reforço secundário negativo aleatório que se vai obtendo com muita força, através da interacção ou dos comportamentos em vigor em todos os componentes da família.
A terapia ou aconselhamento familiar pode tornar-se extremamenteInteracção-B30 dispendioso por causa do número de sessões necessárias, da quantidade das mesmas e do espaçamento entre elas. O seu efeito, também pode não ser muito grande se os intervenientes não se «instruírem» quanto às malhas do funcionamento do comportamento humano, o que é mais fácil fazer (publicamente) nas sessões de esclarecimento, tal como acontece com este blog.
É por isso que mantenho este blog e estou a preparar os livros com os quais, além das sessões de esclarecimento, alguém poderá beneficiar, algum dia, se os conseguir publicar.

A FAMILIA Sena

Teresa começou a apresentar dificuldades escolares aos 6 anos de idade. Logo na primeira classe, a sua capacidade de atenção era muito reduzida, a memória era fraca e os comportamentos muito agressivos tanto emConsegui-B relação aos colegas como em relação à professora. Numa conversa esporádica com a mãe, a professora mencionou estas anomalias mas fez saber que muitas crianças apresentavam sintomas semelhantes, reduzindo-os um ou dois anos mais tarde.
Sendo, antigamente, obrigatória a passagem de classe, Teresa transitou de ano, continuando a não conseguir melhoras na 2ª classe.
Como os pais pouco ou nenhum contacto mantinham com a escola, a professora avisou-os por escrito, solicitando que tomassem providências em relação às dificuldades observadas na filha. A criança não passou a 2ª classe e, no ano seguinte, foi incluída na turma de uma outra professora. Esta, nada conseguiu fazer de concreto até ao meio do ano lectivo, ocasião em que a mãe, comparecendo na escola, insistiu que a criança era inteligente podendo, no entanto, estar a sentir-se Saude-Bligeiramente desmotivada por achar o ensino pouco atraente.
Esse ano foi de mais um insucesso, o que levou à inclusão da criança, no ano seguinte, na turma de uma outra professora. Esta obrigou praticamente a mãe, logo no início do ano lectivo, a obter consultas médicas e de psicologia. O diagnóstico foi: nível intelectual «dentro da normalidade» mas prejudicado por factores emocionais e de personalidade sem qualquer causa fisiológica ou orgânica. Foi também aconselhado apoio psicopedagógico e psicoterapêutico individualizado, além de terapia familiar. Era um caso parecido com o do Antunes (B).

Embora a Teresa estivesse a ser acompanhada por uma professora especializada e por uma psicóloga, muito contra a vontade Maluco2dos pais, havia necessidade de se investigarem as causas das dificuldades escolares numa criança que tinha um nível intelectual normal. Teresa tinha um irmão sete anos mais velho, que também se desinteressara da escola e, aos 13 anos, perdera o 7º ano de escolaridade.
Quando o psicólogo, estranho à escola, se propôs fazer uma avaliação psicológica do rapaz, os pais opuseram-se durante algum tempo até que, após as entrevistas iniciais, resolveram aceitar a sugestão. Os dois irmãos apresentavam problemas graves na interacção com os pais. Estes eram pouco coincidentes nas suas concepções de vida, nas suas actuações e no relacionamento com os filhos. Como resultado das atitudes discordantes dos pais e das suas actuações divergentes (dissonância cognitiva) (K), os filhos sentiam-se angustiados para decidir qual a atitude mais adequada e qual o comportamento a ser executado em função disso.Organizar-B

Enquanto o pai gostava que os filhos estudassem bastante, sendo muito brando em relação ao controlo dos seus divertimentos e horários de estar em casa ou com os amigos, a mãe era muito rígida em relação aos costumes e ao contacto e escolha das amizades, não se preocupando no tocante a estudos. As divergências eram flagrantes e muito notórias, deixando os filhos completamente desorientados acerca do melhor comportamento a ser adoptado. As discussões dos pais eram frequentes e provocavam nos filhos uma desorientação (dissonância cognitiva) cada vez maior (K).
A mãe achava que a sua pouca instrução chegava para exercer uma função de escriturária como ela o fazia. O pai, que Psicopata-Bcompletara o 7º ano do Liceu (actual 12º ano), preferia que os filhos concluíssem um curso superior. A mãe, que tinha sido educada pelos pais num ambiente rígido, exigia disciplina e mostrava-se rigorosa para com os filhos que eram muito controlados por ela. O pai, que tinha sido educado pelos avós, andando sempre à vontade, achava que o contacto familiar não era importante e que cada um utilizaria as suas próprias normas para orientar a vida e a interacção social que iria manter.
Os filhos viviam num conflito permanente, tentando dar a melhor resposta possível em cada ocasião. Tinham de estar sempre sob grande tensão nervosa para conseguirem «acertar» na resposta correcta que era diferente para o pai e para a mãe. Aprenderam assim a mostrar que estudavam quando estavam na presença do pai e que cumpriam com rigor os horários estabelecidos quando lidavam com a mãe. Contudo, a resposta mais aceitável para qualquer circunstância, quer lidassem com o pai quer com a mãe, era a de cumprirem os horários sempre que possível, muito a contragosto e mostrarem que se preocupavam com os estudos embora não se esforçassem o suficiente.

Com o andar dos tempos, o rapaz foi-se identificando com o pai e conseguiu passar sempre até ao 6º ano, ao passo que a rapariga nãoneuropsicologia-B obteve rendimento mínimo para a passagem de ano, secundando a pouca motivação da mãe pelos estudos. Era-lhe mais vantajoso não se preocupar com a escola. A aprendizagem académica era efectuada sem muito entusiasmo e como uma obrigação fastidiosa. Qualquer dos filhos ligava pouca importância ao estudo, sentindo maior necessidade em resolver os conflitos respeitantes à maneira ideal de se comportar para agradar os pais.
Como as orientações dos pais eram divergentes, aquilo que agradava a um desagradava a outro. A manutenção do equilíbrio para agradar os dois sem desagradar nenhum, exigia muita tensão nervosa que, por sua vez, reduzia as aptidões para o sucesso escolar (conflito de dupla aproximação-afastamento) (K).
Quando o psicólogo tentou saber algo mais sobre o passado ou acerca da formação da personalidade dos dois progenitores, Imagina-Bveri-ficou que o pai, concluído o Liceu, começara a trabalhar numa Empresa Multinacional como escriturário e em pouco tempo fora promovido, continuando a sua carreira ascendente até atingir o lugar de um dos três Gerentes Comerciais. Para ele, o estudo e a dedicação ao trabalho situavam-se no topo das prioridades, relegando as amizades para segundo plano. O ambiente familiar não significava muito, visto que o dele nunca fora bom: o seu pai abandonara o lar e fora viver longe, logo após o seu nascimento. A mãe deixara-o entregue aos cuidados dos avós para se juntar a um outro homem e ir viver fora do país.

Porém, a mãe da Teresa, em consequência das aprendizagens efectuadas, preocupava-se com a família tal como acontecera consigo própria. Os seus pais tinham uma vida familiar com alguns conflitos que se resolviam com as habituais cedências da Acredita-Bparte da mãe. O dinheiro era considerado importante nesta família que procurava obtê-lo sem desejos de exercer funções elevadas. A mãe, terminado o 2º ano do Ciclo Preparatório (actual 6º ano), com repetição do último ano assim como da 4ª classe, começara a trabalhar ao balcão dum estabelecimento comercial. Aos 18 anos, concorrera para escriturária e a partir daí fora obtendo as suas promoções por antiguidade, sem se esforçar para se valorizar no serviço.
No decurso das consultas com os pais da Teresa, o psicólogo descobriu que a aprendizagem do pai fora no sentido de valorizar os bens materiais e a obtenção de maiores conhecimentos académico-profissionais e que esta aprendizagem se processara em consequência dum comportamento resultante de reforço negativo. Obtendo dos avós uma dose mínima de atenção e carinho, habituara-se (aprendera) a conseguir reforço (satisfação) através das diabruras que fazia Joana-Bcom os amigos «da rua». Quando entrou para a Primária, essas brincadeiras terminaram e os estudos ajudaram-no a mitigar o abandono e a solidão que sentia em casa. Para fugir à solidão «enterrou-se» nos livros e o resultado foi obter, de imediato, boas notas e a atenção do professor, que passaram a constituir o seu reforço secundário principal, conduzindo-o a uma futura motivação para o sucesso. A companhia permanente dos livros proporcionou-lhe alívio à solidão familiar e o emprego conseguido em tenra idade ajudou-o a generalizar e transferir as aprendizagens escolares para a esfera profissional. O total desapego dos avós em relação ao neto e o abandono dele pelos pais começou a minimizar-se com a concentração total nos estudos e no emprego, sem preocupações com planeamentos ou horários das actividades relacionadas com o contacto familiar.
A mãe, por sua vez, muito vigiada pelos pais, tendo contacto íntimo com a sua mãe, incorporara todos os seus valores e normas. Adolescencia-BEles preocupavam-se muito mais com a «boa educação», respeito pelos mais velhos, acatamento das normas sociais, etc., relegando para segundo plano as aquisições académicas e o brio profissional. O resultado fora a formação duma personalidade preocupada com ordem e valores sociais e desinteresse pelo estatuto académico e profissional, em contraposição com o marido cuja educação fora no sentido inverso.

Os dois cônjuges embora gostassem um do outro tinham atitudes divergentes perante a vida. Se não se conseguissem consciencializar dos factos e chegar a um compromisso, as suas actuações poderiam ser fonte de discordância e de desorientação dos filhos em consequência dos modelos de identificação divergentes e incoerentes (dissonância cognitiva) (K) observados nos progenitores.
Como os pais são para os filhos «os melhores do mundo» e como ambos merecem o seu total crédito, em quem deveriam Educar-Bacreditar quando existisse uma divergência? A ansiedade provocada com a tentativa de resolução deste conflito pode conduzir a um estado de permanente tensão geradora de desgaste psíquico exagerado. Esse desgaste consegue ocasionar incapacidade na aprendizagem escolar, além duma permanente excitação emocional capaz de prejudicar o equilíbrio psicológico e o bom relacionamento interpessoal.
Em função destas aprendizagens inadequadas, havia necessidade de ajudar os pais a observar, registar, analisar, compreender e tentar modificar o seu comportamento a fim de proporcionar aos filhos modelos de identificação válidos e desejáveis. Eram eles que necessitavam, em primeiro lugar, de sessões de aconselhamento. Contudo, essas sessões teriam rendimento óptimo se os pais utilizassem a mesma linguagem técnica do psicólogo e se apreendessem os conceitos básicos da modificação do comportamento. Com conhecimentos teóricos e práticos «Educar»-Bapropriados, os pais, além de proporcionarem modelos válidos, poderiam manipular o reforço na sua interacção com os filhos, ajudando-os a modificar rápida e eficazmente o seu comportamento no sentido desejável (modelagem e moldagem).

Pondo de parte os problemas dos filhos, os pais iniciaram em primeiro lugar as sessões de aconselhamento, enquanto a Teresa foi ajudada com apoio psicopedagógico, a superar as deficiências académicas. Analisou-se também, em conjunto com os próprios, a educação ou a formação da personalidade, da cada um dos progenitores, através da constatação das suas acções e recordações que foram aprofundadas e «passadas a pente fino». Ambos sabiam que, quaisquer que fossem as causas ou as motivações dos comportamentos já executados, ninguém faria em relação aos mesmos qualquer juízo de valor. Eram analisadas as causas, tentando verificar se o comportamento Depress-nao-Bconsequente tinha sido o mais adequado para o objectivo pretendido. Se não fosse o melhor, qual seria o mais apropriado? Seria exequível? Como se poderia evitá-lo em caso de necessidade? Que atitudes e que procedimentos seriam necessários para se desencadear o comportamento mais correcto?
Com uma análise fria, objectiva e desprovida de preconceitos, os pais foram-se habituando a compreender o seu próprio comportamento para o tentar modificar com a ajuda parcial do psicoterapeuta. Este exercício deu-lhes capacidade para ajudar os filhos a compreenderem o seu comportamento e a colaborarem na sua modificação, transformando consequentemente todo o ambiente familiar.

O marido compreendeu que fora fortemente punido com o desinteresse demonstrado pelos avós e com o abandono a que os pais o tinham votado. Os êxitos obtidos com os estudos tinham sido inicialmente uma fuga bem sucedida a essa punição Respostas-B30(reforço negativo), transformando-se posteriormente em forte compensação pelo sucesso escolar e profissional (reforço positivo). A sua despreocupação em relação aos horários, amizades, etc., também fora uma aprendizagem com punição (os avós não lhe prestavam a devida atenção) da qual era necessário fugir, obtendo a atenção de qualquer dos colegas ou amigos que se dispunha a estar com ele esporadicamente e por período de tempo não previsível (reforço social negativo aleatório). Com a falta de manutenção de horários, aproveitava-se a companhia de qualquer criança a qualquer hora do dia, sem qualquer ligação afectiva.
A mulher, identificando-se com a sua progenitora, aprendera a ser uma pessoa muito ordeira, cheia de preocupações com as opiniões dos outros a seu respeito. Interessava-lhe manter as aparências. Quanto aos estudos, ninguém se importara com o êxito escolar e, como os seus pais também tinham pouca instrução, sendo filha única, não se tinham Saude-Bpreocupado em lhe proporcionar um nível académico elevado. Como os estudos exigiam bastante trabalho e sacrifício das horas de lazer e distracções, fugir a esta punição dava reforço negativo. Se associado a este evitamento dos estudos, o mesmo fosse justificado com a execução dos trabalhos caseiros, a aprendizagem era perfeita devido ao reforço positivo obtido com a satisfação apresentada pela mãe. Os novos comportamentos seriam posteriormente generalizados para a manutenção da ordem, arrumação e limpeza da casa e acatamento das normas sociais.

Tendo formado a personalidade com estes condicionalismos, que modelos poderiam ser apresentados aos filhos? Como e em que sentido alterar a «maneira de ser» para apresentar modelos coerentes e adequados? Além de dar o exemplo (modelo) aos Depressão-Bfilhos, como ajudá-los a efectuar as aprendizagens com uma certa rapidez? Embora houvesse muitas mais coisas a discutir e analisar, a valorização correcta destas características era importante para o modelo de identificação a oferecer aos filhos. Havia que reestruturar e reorganizar conscientemente e com perseverança todos os «modelos».
Como o pai não tinha um horário certo de poder regressar do serviço, a mãe, logo que o filho chegasse a casa, perguntava pelos estudos, contrariando a antiga tendência de os menosprezar. Conversando com o filho, aconselhava-o a pedir ajuda pontual ao pai logo que houvesse disponibilidade. Dava ao filho liberdade suficiente para brincar enquanto o pai não chegava a casa. Continuando a utilizar as técnicas de facilitação e moldagem, avisava o marido que o filho tinha dúvidas nas matérias escolares, incitando o filho a procurar esclarecê-las com o pai logo que possível. Psi-Bem-CObservava com atenção o comportamento do filho e, assim que tivesse acabado o contacto com o pai, elogiava-o por este facto, mostrando as vantagens de ter brincado no momento oportuno, aproveitando o restante tempo para os estudos.

Com estas acções de facilitação, moldagem e reforço, obrigava o filho a transferir as aprendizagens para situações futuras. Por sua vez, o pai, antes de dar as explicações solicitadas, perguntava se tudo estava em ordem e se a mãe não dera quaisquer instruções contrárias àquilo que estavam a fazer. Se houvesse indicações contrárias, a mãe teria de resolver aquilo que se deveria fazer em primeiro lugar. A coordenação e a não divergência nas acções dos dois progenitores faziam com que o filho não se sentisse confuso, tenso e frustrado com Difíceis-Bcomportamentos discrepantes dos progenitores.
O mesmo acontecia com a filha. Teresa era ajudada pela professora de apoio e pela psicóloga, mas a mãe tentava suplementar essa ajuda, embora sem muita vontade. Mantinha com os professores um contacto maior do que antigamente. Solicitava ao marido que a apoiasse e incitava a filha a fazer progressos, elogiando-a imediatamente por mais pequeno que fosse o êxito obtido. O pai, que nunca anteriormente se importara com a companhia dos filhos, das suas horas de entrada em casa, etc., desejava ser devidamente informado e discutir cada decisão que eles tomassem. Teresa aprendeu assim a dizer aquilo que desejava e a discernir se fazia bem ou mal ao tomar uma decisão. É um processo de amadurecimento psicológico cujo desenvolvimento se torna bastante importante a partir dos 9 anos de idade. Com o desenvolvimento da área terciária da 3ª unidade cerebral, identificada com os Psicoterapia-Blobos pré-frontais que englobam as funções mais elevadas do cérebro, as capacidades para planeamento, decisão, avaliação, continuidade temporal, controlo pulsional e emocional, concentração da atenção, flexibilidade e criatividade começam a ser exercitadas e melhoradas. A incapacidade de controlo ético, moral e comportamental pode ter origem na falta de desenvolvimento desta área associativa cerebral que superintende na inibição das pulsões e das emoções, no controlo das distracções, na organização e no planeamento do futuro (D) (I).

Compreendendo estes fenómenos nas sessões de aconselhamento, os pais continuaram a discernir cada vez melhor, quais os comportamentos mais adequados para a modelagem dos filhos. A motivação para o sucesso, do pai, era boa e deveria ser reforçada. A ordem mantida pela mãe era óptima quando devidamente compreendida e aceite pelos educandos. Stress-BHavia que reforçar estas duas facetas, tentando eliminar a desorganização do pai e a falta de motivação para os estudos, da mãe. Como o casal se dava estruturalmente bem, foi possível chegar à conclusão de que, como já estava a acontecer, o pai deveria preocupar-se com os estudos dos filhos não devendo a mãe interferir nestes assuntos. A mãe iria habituar os filhos a manterem a ordem e os planeamentos, a cumprirem as promessas, a serem corteses para com os mais velhos, etc., sem qualquer interferência do pai, mesmo que discordasse das decisões da esposa.

Após quatro sessões de aconselhamento aos pais nas primeiras duas semanas de terapia, os filhos viram-se subitamente perante uma situação completamente nova. O pai remetia sistematicamente para a mãe qualquer resolução e ser tomada em relação ao convívio social, exigindo por sua vez bastante estudo e dedicação na escola e reforçando o mais pequeno apoio2sucesso escolar. A mãe incitava os filhos a estudar e controlava o seu comportamento social, elogiando-os imediatamente quando as coisas corriam ao seu gosto. Os filhos deixaram de sofrer o efeito do conflito (a quem devo agradar? como devo agradar? quando devo agradar? o que me irá acontecer se não agradar?) para poderem dar uma resposta coerente, sem angústia e com a certeza de ser bem aceite e recompensada material e/ou espiritualmente por qualquer dos progenitores, sem distinção.

Nas sessões de aconselhamento seguintes, os pais informaram que o primeiro dia tinha sido de grande tensão nervosa para os dois conseguirem não se comportar como anteriormente mas que o bom êxito obtido (reforço) desde o início, fora incentivo suficiente para se motivarem a melhorar cada vez mais a nova maneira de proceder. O reforço sucess2obtido com esta actuação fez com que uma compreensão mais profunda dos hábitos inadequados de cada um, os incitasse a mudar continuamente o comportamento no sentido de eliminar as aprendizagens alienantes anteriores. Discutiram-se os preconceitos, exercitou-se o relaxamento e fizeram-se sessões de dessensibilização para a redução de respostas automatizadas inadequadas e pouco conscientes ocasionadas por diversos estímulos do meio ambiente. Enfim, tentou racionalizar-se o comportamento, reduzindo a componente emocional através da compreensão das «causas» e não das «culpas».
Como exemplo das modificações conscientemente efectuadas pelos pais nos seus comportamentos, vejamos o que acontecia.

Antes, a Teresa costumava voltar da escola e ir brincar sem se importar com os trabalhos de casa ou com os livros. Quando a molhar2mãe lhe perguntava se completara os trabalhos da escola, a resposta imediata era de que já estavam terminados ou não havia trabalhos para fazer em casa. A mãe não se preocupava mais com o assunto e exigia a arrumação do quarto, livros, etc., além do cumprimento de horários quando Teresa saía de casa para brincar com alguma colega. Quando o pai chegava a casa e perguntava que tal tinham decorrido os estudos da Teresa, a mãe, invariavelmente, transmitia ao pai como sua, a resposta que a filha lhe dera pouco antes: não havia trabalhos por fazer ou já estavam concluídos. Os dois progenitores não se preocupavam seguidamente com os estudos da Teresa a não ser no final do trimestre ou do ano lectivo, ocasião em que discutiam abertamente acerca das vantagens e desvantagens do sucesso escolar e da preparação técnico-profissional, extremando as suas posições com opiniões discordantes.
Após algumas sessões de aconselhamento, prática educativa e leitura de literatura adequada, compreendendo a gravidade do Humanismo2efeito da dissonância cognitiva para a formação adequada e equilibrada da personalidade, os pais planearam novos esquemas de comportamento para moldar convenientemente a personalidade da filha.

Como a resposta invariável da Teresa era a de não haver trabalhos a fazer ou de já estarem concluídos, a mãe pedia-lhe que mostrasse os cadernos. A atrapalhação da Teresa era grande, mas a mãe, fingindo que não a notava, aprontava alguns exercícios para ela fazer: copiar uma linha dum texto, escrever alguns números, ler palavras, etc., após a conclusão das quais era imediatamente elogiada pelo trabalho realizado e, às vezes, informada que seria mimoseada com alguma guloseima, previamente anunciada e preparada para o final do jantar (reforços primário, secundário e diferido; antecipação do reforço). Tudo isto se concretizava antes de Teresa sair de Falhas2casa para estar durante algum tempo com as amigas (consequência do bom trabalho escolar). O cumprimento dos horários para o regresso a casa também era valorizado e reforçado.
Quando o pai chegava a casa, Teresa estava pronta para, espontaneamente (facilitação, com a ajuda da mãe), lhe mostrar os trabalhos escolares. Contudo, o pai queria saber em primeiro lugar como decorrera o dia e se os planos estabelecidos tinham sido cumpridos. Reforçando a Teresa pelo cumprimento dos horários e das obrigações, com intervenção favorável da mãe, o pai elogiava a filha pelo bom trabalho escolar que fora realizado. Teresa começou a perceber que a mãe se interessava pelos estudos ainda mais afincadamente do que o pai e que ele também se preocupava com os horários, cumprimento das normas sociais, etc. As ideias e as acções dos dois eram concordantes. Não existia divergência nas reacções que agradando a um desagradassem a outro. Ambos reagiam em consonância. A formação da personalidade era assim mais harmoniosa, adequada e equilibrada do que anteriormente, Marketing2eliminando a ansiedade ocasionada pela necessidade de resolução de conflitos, como costumava acontecer.

Todo o planeamento das acções ou respostas a dar em relação à actuação dos filhos na interacção diária com eles, era pré-planeada com o psicólogo mas esta poderia ser subitamente alterada em função da situação do momento. Para isso, os pais tinham de ler e apreender com exactidão e segurança os conceitos relacionados com a modificação do comportamento: saber o que fazer, quando e porquê.
Era muito importante:
– observar e registar os factos com objectividade e precisão;
– avaliar a situação em função de causa/efeito;
– definir os objectivos a atingir na modificação do comportamento;tecnicas1
– ter consciência dos meios ao dispor;
– planear as estratégias e as acções a desencadear;
– executar o planeamento com precisão;
– ter feedback imediato da situação global;
– analisar e replanear tudo de novo em função do feedback;
– alterar as acções em função do novo planeamento;teoria2
– reaprender com os sucessos e insucessos anteriores: (automotivação e ultrapassagem da frustração).
Foi o que os pais começaram a fazer, com gosto, logo após os primeiros quatro aconselhamentos psicológicas, continuando a lembrar-se dos benefícios obtidos, apesar da tarefa ter sido considerada fastidiosa no início.

Embora grande parte das aprendizagens pudesse ser feita por modelagem e condicionamentos clássico e operante, a aprendizagem por representação teve a sua influência decisiva no início. Quando os pais de Teresa começaram por compreender que a sua ajuda seria importante, quiseram ler bastante sobre o assunto. Também no final, a transferência das aprendizagens antigas para novas situações foi efectuada por representação e abstracção, pratica2idealizando o futuro e comparando-o com as acções do passado. Houve possibilidade de motivar os filhos a melhorar nos estudos e a ter comportamentos adequados e responsáveis. A boa interacção e coordenação de esforços mantida essencialmente para ajudar os filhos, generalizou-se a diversas outras situações, fazendo com que o comportamento dos dois cônjuges se modificasse para melhor. A aprendizagem por representação foi secundada pela aprendizagem por condicionamento clássico e operante: uma vez idealizado um comportamento, ele foi associado a um sinal e a uma situação reforçante.
Por exemplo, ficou decidido que o pai não interferiria na obediência às normas sociais, etc., tarefa que competiria à mãe. Quando o pai, sem querer, ia interferir, contestando o comportamento da mãe, um olhar dela, previamente combinado (sinal condicional), fazia lembrar ao pai o dever de não interferir (comportamento condicionado – operante). Um casos2sorriso posterior da mãe (reforçador) dava ao pai a satisfação de saber que se tinha comportado convenientemente (reforço social positivo) naquela ocasião.

Com a prática obtida na educação dos filhos, os pais conseguiram manipular de tal maneira o reforço que em menos de um ano estavam a reforçar-se mutuamente, a facilitar os comportamentos mais adequados, a moldar o comportamento um do outro e a apresentar modelos ideais a serem imitados. Os filhos começaram a melhorar nos estudos e a passar o ano sem dificuldades. A filha passou a 2ª classe e iniciou a 3ª sem apoio psicopedagógico. Teve apoio psicoterapêutico esporádico nos primeiros 6 meses de aulas. Todos se submeteram à terapia familiar durante 3 anos com sessões trimestrais de duas horas cada, em que se discutiam lógica e previsão2racionalmente os acontecimentos ocorridos nos meses anteriores.

Se os pais tivessem negado a sua participação nas sessões iniciais, quase nada se poderia ter feito em favor desta família que, apresentando somente um sintoma de mal-estar (filha com dificuldades escolares) se veria confinada a uma vida extremamente desagradável (B). O mais importante foi a acção da professora que praticamente obrigou a mãe a consultar um psicólogo e a seguir as suas indicações. Porém, se as anteriores professoras tivessem tido um comportamento semelhante, a recuperação não se teria iniciado mais cedo?
Que prejuízos houve para esta família durante esse ano? E se os pais tivessem lido anteriormente algo sobre a formação do comportamento humano e frequentado «workshops», a recuperação não se poderia ter processado mais cedo DIA-A-DIA-Cainda? Haveria necessidade de depender de conselhos ou opiniões fortuitas dos vizinhos, amigos ou quaisquer outras pessoas com possíveis ideias preconceituosas? Não poderiam ter desencadeado a primeira acção de consulta de serviços de psicologia logo que a professora fizera notar à mãe as dificuldades da Teresa no início da 2ª ou no fim da 1ª classe?

Em suma, a família que se poderia ter desunido por causa dum problema muito simples – o insucesso escolar da filha – conseguiu libertar-se das suas dificuldades com a compreensão dos meca-nismos da formação do comportamento humano e uma ligeira ajuda dos professores e dos psicólogos – em cerca de 40 horas de terapia familiar e 70 horas de apoio psicopedagógico e psicoterapêutico individual – já que o problema estava instalado (D).Biblio

O mesmo não aconteceu, 5 anos antes, com a Família REGO, com problemas, composição familiar e idades idênticas dos seus membros e com um passado e profissões dos pais muito semelhantes. Os pais não aceitaram a sua quota-parte de «culpa» e quiseram submeter unicamente a filha a «tratamento». Eles não eram malucos nem o filho tivera insucesso escolar. Durante os cinco anos seguintes à «descoberta» do problema, a filha continuou com dificuldades sem passar da 4ª classe. O rapaz voltou a perder o 7º ano, não passou do 8º e juntou-se a colegas que se drogavam. Os pais separaram-se ao fim de 3 anos de mau entendimento e constantes crises familiares. A mãe teve de se submeter a tratamento psiquiátrico. O pai não foi promovido. O filho foi internado em Centros de desintoxicação e a filha começou a frequentar um curso para auxiliar de limpeza.

AUTOTERAPIA 5
REFORÇOS POSITIVO E NEGATIVO arvore-2

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Comentário no post  “AUTOTERAPIA 3”:

“Estou a ler os vários artigos sobre autoterapia e ainda não consegui perceber bem como é que devo fazer.”mario-70

Para poder responder mais concretamente ao comentário apresentado anteriormente, apresentando um exemplo do que se passou, vou transcrever as páginas 69 a 74 (capítulo 11) do livro “Eu Não Sou MALUCO!” (E)

11

Passado algum tempo de «meditação», o Júlio disse:
– Já sei!
Depois, como que a querer recapitular tudo, antes de eu me ir embora para as aulas e deixar de ter contacto com ele durante o Maluco2fim- -de-semana, continuou:
Vou tentar lembrar-me de muita coisa que sonhei ou recordei anteriormente. Vou tentar descobrir novas formas de actuar, ou procurar os motivos porque as coisas aconteceram. Depois, faço a autoanálise, vou para a cama, tento fazer o relaxamento e começo a pensar naquilo que estive a lembrar anteriormente. Deixo que as coisas sigam o seu rumo, mas tento vê- -las como se estivesse a assistir a um filme da minha vida. Assim, parece que as coisas ficam melhor. Parece que começo a estar no bom caminho.
Como achei esta sequência muitíssimo aceitável e como já eram horas da aula, deixei-o entusiasmado a pensar no assunto e a magicar o modo de se pôr em acção no fim-de-semana.Psi-Bem-C
Afinal, estavam a passar apenas duas semanas e qualquer de nós tinha mais seis à sua frente para verificar o resultado do trabalho em conjunto. Além disso, também já estava cansado e necessitava de descansar pelo menos dez minutos antes da aula. Despedi-me desejando-lhe boa sorte em tudo e fui dar um passeio.

**************

Na segunda-feira, o Júlio estava à minha espera com um semblante radioso e muito boa disposição. Disse-me que tudo tinha corrido pelo melhor e descobrira que os pais tinham optado pela melhor hipótese possível para assegurar o Difíceis-Bfuturo do filho. Em conversa telefónica com a mãe, soubera que eles tinham ficado muito pesarosos com o seu afastamento forçado, mas necessário, em Lisboa, e que tinham tido muitas saudades dele. Agora, estava muito sensibilizado com esta ideia dos pais, transmitida pela mãe.
– Como é que descobriu isto e porque é que falou nisso ao telefone? – perguntei.

O Júlio explicou-me então que tinha pensado nesse assunto depois de fazer a auto-análise na qual as frases sobre a educação e o afastamento dele em relação aos pais e à terra persistiam em aparecer. Entretanto, lembrou-se que podia telefonar à mãe, já que tinha saudades da família. Tinham passado cerca de dois meses que estava em Psicologia-BLisboa. Se estivesse em Coimbra era diferente. Dormiu com isto na cabeça e, de repente, começaram a surgir as imagens da sua vida passada e da mágoa de estar longe, quase abandonado. Pensou que poderia telefonar à mãe, tentar saber da família e, se a mãe proporcionasse alguma oportunidade, poderia fazer uma comparação entre as saudades actuais e as antigas, quando tinha sido quase abandonado em Lisboa.
No sábado, quando acordou, telefonou à mãe antes do almoço e perguntou como estavam todos. A mãe deu as notícias e perguntou se havia algum problema já que não era seu hábito telefonar. Então, aproveitou a oportunidade para dizer que estava com saudades e que não queria ficar abandonado como já ficara muitos anos antes, a partir dos 10. A mãe respondeu-lhe, sem hesitar, que tinha sido um grande sacrifício separarem-se dele, mas fora necessário para que ele estudasse, já que, antes de tudo, era o mais velho e seria sempre o principal suporte da família se os Interacção-B30pais não pudessem aguentar com as dificuldades financeiras que surgiam à medida que a família aumentava. Antigamente, as dificuldades eram mais do que agora e os estudos sempre ajudavam. A mãe reiterou a ideia de que ele não podia imaginar as saudades que tinham, mesmo agora que estava mais perto, mas não em casa. Até os irmãos se ressentiam e julgavam que ele se estava a afastar.

E o Júlio acrescentou ainda:
– Com esta conversa, como é que posso estar ressentido? Eu é que não tinha a cabeça no lugar e estava a fazer maus juízos.
Acha que chegava lá com os conselhos, as justificações ou os «paninhos quentes» dos psicólogos ou Imagina-Bpsicoterapeutas? – Perguntei.
– Agora compreendo a razão da sua insistência em utilizar a imaginação orientada, a auto-análise, o registo das lembranças avulsas e a tentativa de análise da situação depois do início do relaxamento. Os factos estão connosco, as mágoas e as justificações também e só cada um pode ter acesso a tudo isso e compreender as razões fundamentais dos acontecimentos.
– Ainda bem que me dá razão e compreende isto duma ma-neira tão clara. Contudo, não se esqueça que podem surgir factos que o deixem desorientado e desanimado por não os poder compreender ou resolver de imediato. É absolutamente admissível que assim aconteça porque muita coisa está mal percebida e escondida nas regiões mais recônditas da nossa memória e a razão dos factos não é, às vezes, muito visível nem compreensível ou admissível (A) (B) (C) Biblio(G) (J) (L) (M). Quando ficar tudo a descoberto e se isso acontecer, magoa muito e pode desorientar-nos por completo num determinado momento.
– Já estou mais satisfeito e nem sabe a carga que me saíu das costas só com este telefonema. Não estava à espera disto.
– Não se entusiasme muito; esteja antes preparado para bastantes reveses que vão surgir durante muito tempo – respondi.
– Como assim?
– Quando conseguimos vencer algum obstáculo ou obtemos uma vitória, ficamos logo entusiasmados e julgamos que a vida mudou por completo e que tudo vai continuar assim. Depois, surgem as situações normais que não são tão boas como as Saude-Banteriores e começa a decepção e o desencorajamento. Julgamo-nos os piores e os mais desfavorecidos do mundo porque tínhamos acabado de viver dias melhores. Então, começamos a entrar em depressão (H). Não é desejável, mas é previsível. Temos de aguentar isso sem medicamentos, para transpor o caminho para as etapas seguintes, que serão melhores se não claudicarmos. O relaxamento é para isso.
– É sempre assim?
– Quase sempre. As estações do ano vão mudando, há calor e frio, as ondas sobem e descem, sentimo-nos felizes e cansados, etc. Já imaginou a monotonia se tudo fosse nivelado? Sem altos nem baixos. Provavelmente, estaríamos entediados e fartos da monotonia! Vejamos as auto-estradas. Lembro-me que há muitos anos os japoneses Psicopata-Bconstruíam auto-estradas, tanto quanto possível, sempre em linha recta. Verificaram, com muita admiração, que isso ajudava o condutor a entrar em velocidade excessiva, monotonia e sonolência, propícias para um bom acidente ou despiste. Por isso, passaram a construir auto-estradas com curvas ligeiras que ajudam o condutor a manter-se atento, a não exceder na velocidade e também a evitar a sonolência. Enquanto a monotonia e a sonolência são boas para a hipnose, não são aconselháveis para a actividade orientada do dia-a–dia nem para o progresso do futuro (B) (C) (G) (L) (M).
– Tem razão.
– O que interessa é não ficarmos satisfeitos com aquilo que temos, mas tentarmos sempre melhorar a partir do nível ao qual Consegui-Bchegarmos. Com uma mentalidade assim, podemos alcançar mais do que com a ideia de estabilidade exagerada. Se calhar, mesmo depois de velhos, não vamos gostar dela! Deixe-me agora comer qualquer coisa para podermos fazer, logo de seguida, uma sessão de imaginação orientada quando o café estiver mais calmo. Já faltou mais.
– Sim, vale a pena, porque esta semana já tenho as primeiras provas de aferição e preciso de estudar bastante. Sabe que estou muito mais entusiasmado desde que fiz o telefonema para casa?
– Não fui eu que o aconselhei a fazer. Será que a anotação das suas preocupações e a prática da imaginação orientada o ajuda-ram nisso?Joana-B
– Talvez – disse o Júlio, enquanto o dono do café me trazia a tosta especial, o sumo e o café.
Acabei a minha refeição e começámos a trabalhar na nossa posição preferida, durante o «descanso» do dono do café, a vigilância da cozinheira e a quase ausência de clientes…
Para começar, logo depois do início do relaxamento, fui «insinuando» muito espaçadamente e com muita calma, como da vez anterior, deixando um intervalo de quase um minuto entre cada incentivo à recordação, imagem ou imaginação:

“Valeu a pena ter feito o relaxamento e a prática da imaginação orientada.”Depressão-B
“Para isso, tive de tomar nota de muita coisa, incluindo os so-nhos.”
“Mais uma razão para não esmorecer, mesmo que os resultados sejam maus, de vez em quando.”
“Não poderei fazer o mesmo com as provas de aferição?”
“Eu posso estudar a matéria e revê-la durante a imaginação orientada fazendo de conta que estou nas provas.”
“Se eu consegui ter a ideia de telefonar à minha mãe depois duma sessão dessas, qual a razão de não poder fazer o mesmo com a matéria das aulas?”neuropsicologia-B
“Se não ganhar muito, não perco quase nada e nem o sono!”
“Boa ideia para eu ir progredindo nos estudos.”
“Vou ficar por este curso?”
“Quem sabe se isto não me vai ajudar a construir um futuro melhor!”
“Vou pensar nisto muito a sério.”
“Até à sexta-feira posso não ter tempo para cá vir.”
“Tenho de aproveitar agora.”

Deixei passar assim mais alguns minutos antes de lhe dizer que os olhos estariam a abrir suavemente e sem esforço.
Quando quase «despertou» do «sono» ou sonho em que esteve mergulhado, disse-me:
– Desta vez foi bastante real. Parece que estava a participar nas cenas. Quase que estava lá. Sentia-as.
– Já viu a vantagem em fazer as coisas por si? Não necessita de depender de CD, de outras pessoas, nem de conselhos que podem ser bons em determinado momento e maus noutro, bons para alguns mas ineficazes para outros. Cada um tem a sua vida e, de acordo com a mesma, tem de orientar o seu futuro. E aqui, o futuro é seu.
– Raras vezes consegui pensar tão profundamente, se é que alguma vez consegui pensar assim!
– Ainda bem que reconhece as vantagens de fazer por si um relaxamento e uma imaginação orientada centrada nos seus problemas reais e na possibilidade de os solucionar a seu favor, utilizando apenas os meios de que dispõe (B).

Estivemos a conversar durante mais alguns momentos até ele dizer que queria aproveitar o tempo para estudar, antes de ir para as aulas e tirar o maior proveito possível das mesmas. Felicitei-o pela sua resolução, despedi-me dele e fiquei mais algum tempo no café para saborear um batido de manga e tomar mais um café antes de ir para as aulas.

É por este motivo que estou a preparar o livro “AUTO {psico}TERAPIA (P), que é um pequeno manual de 76 páginas e que resume todos os procedimentos necessários e em que a pessoa tem de se treinar bastante.
Caso contrário, nunca se verá livre dos seus problemas ou terá de pagar bastante mais do que 25 consultas de psicoterapia séria.

Quem quiser compreender melhor toda a problemática duma psicoterapia que se deseja eficaz, económica, duradoura e honesta, tem de ler, com bastante atenção, pelo menos, os livros indicados com as letras (B) (C) (E) (J). Alguns só serão publicados quando houver inscrições para tal através do blog TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS.

Para facilitar ainda mais, vai existir em 2017 um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que orientará os interessados de uma maneira muito precisa de acordo com os seus interesses e situação,  completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades.

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