PSICOLOGIA PARA TODOS

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AUTOTERAPIA 5

Comentário no post  “AUTOTERAPIA 3”:

“Estou a ler os vários artigos sobre autoterapia e ainda não consegui perceber bem como é que devo fazer.”mario-70

Para poder responder mais concretamente ao comentário apresentado anteriormente, apresentando um exemplo do que se passou, vou transcrever as páginas 69 a 74 (capítulo 11) do livro “Eu Não Sou MALUCO!” (E)

11

Passado algum tempo de «meditação», o Júlio disse:
– Já sei!
Depois, como que a querer recapitular tudo, antes de eu me ir embora para as aulas e deixar de ter contacto com ele durante o Maluco2fim- -de-semana, continuou:
Vou tentar lembrar-me de muita coisa que sonhei ou recordei anteriormente. Vou tentar descobrir novas formas de actuar, ou procurar os motivos porque as coisas aconteceram. Depois, faço a auto-análise, vou para a cama, tento fazer o relaxamento e começo a pensar naquilo que estive a lembrar anteriormente. Deixo que as coisas sigam o seu rumo, mas tento vê- -las como se estivesse a assistir a um filme da minha vida. Assim, parece que as coisas ficam melhor. Parece que começo a estar no bom caminho.
Como achei esta sequência muitíssimo aceitável e como já eram horas da aula, deixei-o entusiasmado a pensar no assunto e a magicar o modo de se pôr em acção no fim-de-semana.Psi-Bem-C
Afinal, estavam a passar apenas duas semanas e qualquer de nós tinha mais seis à sua frente para verificar o resultado do trabalho em conjunto. Além disso, também já estava cansado e necessitava de descansar pelo menos dez minutos antes da aula. Despedi-me desejando-lhe boa sorte em tudo e fui dar um passeio.

**************

Na segunda-feira, o Júlio estava à minha espera com um semblante radioso e muito boa disposição. Disse-me que tudo tinha corrido pelo melhor e descobrira que os pais tinham optado pela melhor hipótese possível para assegurar o Difíceis-Bfuturo do filho. Em conversa telefónica com a mãe, soubera que eles tinham ficado muito pesarosos com o seu afastamento forçado, mas necessário, em Lisboa, e que tinham tido muitas saudades dele. Agora, estava muito sensibilizado com esta ideia dos pais, transmitida pela mãe.
– Como é que descobriu isto e porque é que falou nisso ao telefone? – perguntei.

O Júlio explicou-me então que tinha pensado nesse assunto depois de fazer a auto-análise na qual as frases sobre a educação e o afastamento dele em relação aos pais e à terra persistiam em aparecer. Entretanto, lembrou-se que podia telefonar à mãe, já que tinha saudades da família. Tinham passado cerca de dois meses que estava em Psicologia-BLisboa. Se estivesse em Coimbra era diferente. Dormiu com isto na cabeça e, de repente, começaram a surgir as imagens da sua vida passada e da mágoa de estar longe, quase abandonado. Pensou que poderia telefonar à mãe, tentar saber da família e, se a mãe proporcionasse alguma oportunidade, poderia fazer uma comparação entre as saudades actuais e as antigas, quando tinha sido quase abandonado em Lisboa.
No sábado, quando acordou, telefonou à mãe antes do almoço e perguntou como estavam todos. A mãe deu as notícias e perguntou se havia algum problema já que não era seu hábito telefonar. Então, aproveitou a oportunidade para dizer que estava com saudades e que não queria ficar abandonado como já ficara muitos anos antes, a partir dos 10. A mãe respondeu-lhe, sem hesitar, que tinha sido um grande sacrifício separarem-se dele, mas fora necessário para que ele estudasse, já que, antes de tudo, era o mais velho e seria sempre o principal suporte da família se os Interacção-B30pais não pudessem aguentar com as dificuldades financeiras que surgiam à medida que a família aumentava. Antigamente, as dificuldades eram mais do que agora e os estudos sempre ajudavam. A mãe reiterou a ideia de que ele não podia imaginar as saudades que tinham, mesmo agora que estava mais perto, mas não em casa. Até os irmãos se ressentiam e julgavam que ele se estava a afastar.

E o Júlio acrescentou ainda:
– Com esta conversa, como é que posso estar ressentido? Eu é que não tinha a cabeça no lugar e estava a fazer maus juízos.
Acha que chegava lá com os conselhos, as justificações ou os «paninhos quentes» dos psicólogos ou Imagina-Bpsicoterapeutas? – Perguntei.
– Agora compreendo a razão da sua insistência em utilizar a imaginação orientada, a auto-análise, o registo das lembranças avulsas e a tentativa de análise da situação depois do início do relaxamento. Os factos estão connosco, as mágoas e as justificações também e só cada um pode ter acesso a tudo isso e compreender as razões fundamentais dos acontecimentos.
– Ainda bem que me dá razão e compreende isto duma ma-neira tão clara. Contudo, não se esqueça que podem surgir factos que o deixem desorientado e desanimado por não os poder compreender ou resolver de imediato. É absolutamente admissível que assim aconteça porque muita coisa está mal percebida e escondida nas regiões mais recônditas da nossa memória e a razão dos factos não é, às vezes, muito visível nem compreensível ou admissível (A) (B) (C) Biblio(G) (J) (L) (M). Quando ficar tudo a descoberto e se isso acontecer, magoa muito e pode desorientar-nos por completo num determinado momento.
– Já estou mais satisfeito e nem sabe a carga que me saíu das costas só com este telefonema. Não estava à espera disto.
– Não se entusiasme muito; esteja antes preparado para bastantes reveses que vão surgir durante muito tempo – respondi.
– Como assim?
– Quando conseguimos vencer algum obstáculo ou obtemos uma vitória, ficamos logo entusiasmados e julgamos que a vida mudou por completo e que tudo vai continuar assim. Depois, surgem as situações normais que não são tão boas como as Saude-Banteriores e começa a decepção e o desencorajamento. Julgamo-nos os piores e os mais desfavorecidos do mundo porque tínhamos acabado de viver dias melhores. Então, começamos a entrar em depressão (H). Não é desejável, mas é previsível. Temos de aguentar isso sem medicamentos, para transpor o caminho para as etapas seguintes, que serão melhores se não claudicarmos. O relaxamento é para isso.
– É sempre assim?
– Quase sempre. As estações do ano vão mudando, há calor e frio, as ondas sobem e descem, sentimo-nos felizes e cansados, etc. Já imaginou a monotonia se tudo fosse nivelado? Sem altos nem baixos. Provavelmente, estaríamos entediados e fartos da monotonia! Vejamos as auto-estradas. Lembro-me que há muitos anos os japoneses Psicopata-Bconstruíam auto-estradas, tanto quanto possível, sempre em linha recta. Verificaram, com muita admiração, que isso ajudava o condutor a entrar em velocidade excessiva, monotonia e sonolência, propícias para um bom acidente ou despiste. Por isso, passaram a construir auto-estradas com curvas ligeiras que ajudam o condutor a manter-se atento, a não exceder na velocidade e também a evitar a sonolência. Enquanto a monotonia e a sonolência são boas para a hipnose, não são aconselháveis para a actividade orientada do dia-a–dia nem para o progresso do futuro (B) (C) (G) (L) (M).
– Tem razão.
– O que interessa é não ficarmos satisfeitos com aquilo que temos, mas tentarmos sempre melhorar a partir do nível ao qual Consegui-Bchegarmos. Com uma mentalidade assim, podemos alcançar mais do que com a ideia de estabilidade exagerada. Se calhar, mesmo depois de velhos, não vamos gostar dela! Deixe-me agora comer qualquer coisa para podermos fazer, logo de seguida, uma sessão de imaginação orientada quando o café estiver mais calmo. Já faltou mais.
– Sim, vale a pena, porque esta semana já tenho as primeiras provas de aferição e preciso de estudar bastante. Sabe que estou muito mais entusiasmado desde que fiz o telefonema para casa?
– Não fui eu que o aconselhei a fazer. Será que a anotação das suas preocupações e a prática da imaginação orientada o ajuda-ram nisso?Joana-B
– Talvez – disse o Júlio, enquanto o dono do café me trazia a tosta especial, o sumo e o café.
Acabei a minha refeição e começámos a trabalhar na nossa posição preferida, durante o «descanso» do dono do café, a vigilância da cozinheira e a quase ausência de clientes…
Para começar, logo depois do início do relaxamento, fui «insinuando» muito espaçadamente e com muita calma, como da vez anterior, deixando um intervalo de quase um minuto entre cada incentivo à recordação, imagem ou imaginação:

“Valeu a pena ter feito o relaxamento e a prática da imaginação orientada.”Depressão-B
“Para isso, tive de tomar nota de muita coisa, incluindo os so-nhos.”
“Mais uma razão para não esmorecer, mesmo que os resultados sejam maus, de vez em quando.”
“Não poderei fazer o mesmo com as provas de aferição?”
“Eu posso estudar a matéria e revê-la durante a imaginação orientada fazendo de conta que estou nas provas.”
“Se eu consegui ter a ideia de telefonar à minha mãe depois duma sessão dessas, qual a razão de não poder fazer o mesmo com a matéria das aulas?”neuropsicologia-B
“Se não ganhar muito, não perco quase nada e nem o sono!”
“Boa ideia para eu ir progredindo nos estudos.”
“Vou ficar por este curso?”
“Quem sabe se isto não me vai ajudar a construir um futuro melhor!”
“Vou pensar nisto muito a sério.”
“Até à sexta-feira posso não ter tempo para cá vir.”
“Tenho de aproveitar agora.”

Deixei passar assim mais alguns minutos antes de lhe dizer que os olhos estariam a abrir suavemente e sem esforço.Acredita-B
Quando quase «despertou» do «sono» ou sonho em que esteve mergulhado, disse-me:
– Desta vez foi bastante real. Parece que estava a participar nas cenas. Quase que estava lá. Sentia-as.
– Já viu a vantagem em fazer as coisas por si? Não necessita de depender de CD, de outras pessoas, nem de conselhos que podem ser bons em determinado momento e maus noutro, bons para alguns mas ineficazes para outros. Cada um tem a sua vida e, de acordo com a mesma, tem de orientar o seu futuro. E aqui, o futuro é seu.
– Raras vezes consegui pensar tão profundamente, se é que alguma vez consegui pensar assim!
– Ainda bem que reconhece as vantagens de fazer por si um relaxamento e uma imaginação orientada centrada nos seus problemas reais e na possibilidade de os solucionar a seu favor, utilizando apenas os meios de que dispõe (B).Organizar-B

Estivemos a conversar durante mais alguns momentos até ele dizer que queria aproveitar o tempo para estudar, antes de ir para as aulas e tirar o maior proveito possível das mesmas. Felicitei-o pela sua resolução, despedi-me dele e fiquei mais algum tempo no café para saborear um batido de manga e tomar mais um café antes de ir para as aulas.

É por este motivo que estou a preparar o livro “AUTO {psico}TERAPIA (P), que é um pequeno manual de 76 páginas e que resume todos os procedimentos necessários e em que a pessoa tem de se treinar bastante.
Caso contrário, nunca se verá livre dos seus problemas ou terá de pagar bastante mais do que 25 consultas de psicoterapia séria.

Quem quiser compreender melhor toda a problemática duma psicoterapia que se deseja eficaz, económica, duradoura e honesta, tem de ler, com bastante atenção, pelo menos, os livros indicados com as letras (B) (C) (E) (J). Alguns só serão publicados quando houver inscrições para tal através do blog TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS.arvore-2

Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

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3 thoughts on “AUTOTERAPIA 5

  1. Anónimo on said:

    Obrigado pela resposta e já li este artigo. Contudo, quando chego a casa, não me consigo entender com os meus pais. Parece que só se importam comigo quando eu estou desorientado. Quando estou a progredir, nem que seja um pouco, não consigo sentir apoio, como acontece há vários anos.

  2. Anónima on said:

    Bom dia doutor:
    O meu tempo está ocupado a trezentos por cento. Penso que o tempo de toda a gente está, mas queria saber a sua opinião sobre o facto de tentar fazer um horário diário, onde insira a escrita e o relaxamento.
    Passo a explicar…os meus dias são normalmente:
    6.30 levanto-me e, com a ajuda do meu marido, arranjo a marmita com o almoço, o lanche e o saco de desporto do meu filho 8 anos, tomo banho, acordo-o, deixo-lhe a roupa em cima da cama e passo os restantes 30 minutos a repetir-lhe as ordens de vestir e ir lavar os dentes…enfim…
    8.10 saímos de casa para deixar o pequeno na escola às 8.40 e vou ao ginásio até às 9.30 para entrar no trabalho às 10.00.
    Em metade dos dias que saio às 18:00 horas levo o filho para jugar à bola, porque nos restantes dias só saio às 20:00.
    No domingo, deixo a comida toda preparada para a semana, com a vida sempre a correr, numa lufa-lufa diária.
    Muitas vezes estou tão cansada que não consigo sequer escrever. Por isso acho que devo espetar na parede do meu quarto um horário com os 20m de escrita e os 20m de relaxamento…. Fazer disso uma obrigação até o fazer automaticamente. Acha que dará resultado? Ou impor essa técnica é forçar demais???

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