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REEDUCAÇÃO DE DEFICENTES 7

Comentário, no post REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 6:Biblio

Eu sou reeducadora num lar para crianças com dificuldades. Também é uma escola onde são internadas durante o dia as crianças com problemas. Às vezes os psicólogos da instituição não conseguem resolver os problemas destas crianças porque os pais se opõem às sessões de psicoterapia porque acham que os seus filhos não são malucos. Se eu as pudesse ajudar… Tem alguma ideia que me possa dar? Estou num local com poucos habitantes e que não tem muitos meios de apoio. Desde já agradeço a ajuda que me puder proporcionar.”

Para responder ao comentário transcrito acima, feito no post REEDUCAÇÃO DE DEFICENTES 6, por não ter outras informações mais específicas e para apresentar um exemplo concreto, vou transcrever as paginas 321 a 328 do livro NEUROPSICOLOGIA NA REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO (I) 

REEDUCAÇÃO DOS COMPORTAMENTOS

A necessidade de os psicopedagogos possuírem valências tanto em psicologianeuropsicologia-B como em pedagogia, é necessária nos casos em que, por circunstâncias diversas e incontornáveis se torna indispensável dar apoio psicoterapêutico e até aconselhamento aos familiares e professores a coberto duma «acção psicopedagógica».

O insucesso escolar de algumas crianças com bom nível intelectual e sem quaisquer défices nas funções cognitivas, tem como causa fundamental problemas emocionais e interaccionais que os próprios ou os seus familiares não conseguem ou não desejam reconhecer. Muitas delas são relegadas para um colégio interno ou semi-interno onde continuam com problemas de insucesso escolar acompanhados, essencialmente, de cada vez mais problemas emocionais.

O que pode fazer um «reeducador» ou «psicopedagogo» que colabora com uma escola ou colégio interno onde se encontram Psicologia-Bcrianças deste tipo? Enviá-las ao psicólogo é difícil visto que os familiares, na maior parte das situações, rejeitam esta solução porque o seu filho não é «maluco». Se não houvesse este óbice, o problema teria uma solução menos difícil. Por isso, o único modo de «contornar», às vezes, a situação, é o reeducador obter a colaboração do psicólogo que não intervém directamente na acção e utilizar, em parte, os exercícios de reeducação para uma acção psicoterapêutica.

Como exemplo, vamos abordar o «caso» de uma menina de 11 anos que foi confiada pela Justiça a um colégio em regime semi-interno. A menina não conhece o pai e é filha de uma jovem com menos de 30 anos de idade que se dedica à prostituição. A mãe deixava a filha sozinha durante o seu trabalho nocturno e, enquanto estava em casa durante o dia, pouco Interacção-B30tempo lhe dedicava.

A menina foi crescendo assim até ir para a escola, ocasião em que a professora verificou o seu fraco aproveitamento escolar e tomou conhecimento do mau ambiente em que a criança vivia, facto que comunicou às autoridades que, através de meios legais, entregaram a criança a uma instituição de solidariedade social.

À guarda desse colégio semi-interno, a menina conseguia frequentar as aulas e voltar a casa à noite onde tinha uma irmã dois anos mais nova, que vivia com a mãe e cujo pai também era desconhecido. O insucesso escolar da menina era notório, mas os exames psicológicos encomendados pela instituição revelavam bom nível intelectual, sem défices cognitivos. Contudo, a personalidade estava a estruturar-se de maneira inadequada, com bastantes traços neuróticos que Psicopata-Bpodiam influenciar negativamente as funções cognitivas. O relatório de avaliação escolar e psicológico feito pelos educadores e pela psicóloga do colégio dizia o seguinte:

“A X apresenta grande instabilidade emocional e esse aspecto reflecte-se muito nas suas aprendizagens.

No contexto escolar, a aluna encontra-se desintegrada devido a distúrbios de comportamento com colegas, nomeadamente, furtos, mentiras e permanentes conflitos. Salienta-se que tais comportamentos ocorrem com maior frequência no espaço da sala de aula.

No espaço recreio a aluna cria constantemente situações de conflito com as colegas e procura integrar-se no grupo de Joana-Brapazes, participando nas suas brincadeiras.

Nota-se uma constante necessidade de chamar a atenção dos outros. Fá-lo através de atitudes comportamentais incorrectas, como é exemplo o partir o pulso a uma colega; os outros comportamentos evidenciam risco à sua integridade física, como é exemplo o subir ao telheiro da escola.

É uma aluna que se distrai com muita facilidade, não se concentra nas actividades, tem um ritmo de trabalho muito lento e raramente conclui as tarefas propostas.

Saude-BTem dificuldades na língua portuguesa.

Pega fogo ao quarto.

Nas férias desportivas despe-se, simula o órgão sexual masculino com uma escova de dentes, simula relações sexuais com as colegas vestindo-se com roupa de homem.

Na área afectivo-emocional, constituem como factor preponderante as vivências de forte ambivalência relativa à integração das imagens parentais, que reflectem um impasse na resolução das tarefas psicológicas da 2ª infância, nomeadamente no que respeita à identificação e ao processo de individuação.”Acredita-B

Sem ter quaisquer resultados das provas e recomendações no relatório psicológico, mas apenas com o «relato das ocorrências», os professores continuaram a verificar no decurso do ano lectivo, que a criança não conseguia estar atenta nas aulas, perturbava toda a classe e implicava com os colegas.

Em relação ao seu comportamento em casa, a mãe queixava-se que ela era má mas não «maluca» e, por consequência, não necessitava de apoio de psicólogo e muito menos de psicoterapia.

Contudo, era frequente esta menina cometer furtos. Além disso, fazia mal à irmã mais nova quando estava em casa. Uma vez, Difíceis-Bchegou a amarrá-la e a tentar pegar-lhe fogo com fósforos. Muitas vezes fazia barulho à noite acordando toda a vizinhança. Chegou até a bater num adulto responsável, sem razão aparente nem qualquer justificação. Costumava fugir do colégio de manhã e voltar só à noite com objectos furtados.

A justificação principal do internamento desta jovem, a partir dos 8 anos, num colégio que era considerado um lar, era a mãe deixar a menor entregue a si mesma, sem os indispensáveis cuidados familiares, o que lhe facilitava ficar na rua até tarde quando não tinha aulas. Também não lhe proporcionava o mínimo carinho e deixava-a sempre sujeita ao abandono e à agressividade de todos.

Da história familiar deduzia-se que, por sua vez, também a mãe provinha duma família desestruturada e frequentara Consegui-Binstituições como esta, tendo, provavelmente, muito más recordações das mesmas.

Sujeita a este tipo de ambiente familiar e social, a menina, que gostaria de ter sido rapaz, habituada a «viver na rua» e a ter contacto com pessoas cheias de problemas psicológicos, não tinha respeito pela autoridade, vestia-se de rapaz e tinha brincadeiras em conformidade com o outro sexo, incluindo as sexuais.

Pensando sob o ponto de vista analítico, a filha obteria reforço vicariante modelando-se e identificando-se com a mãe, que procurava reforço (dinheiro?) com o órgão sexual dos homens?

Os reeducadores e pedagogos do lar, desejando «enfrentar» este problema perguntavam o que deviam fazer já que a mãe, sem Imagina-Bmudar de vida, até se recusava a alterar o seu comportamento para com a filha. Além disso, não desejava que ela fosse submetida a psicoterapia porque não era maluca. O relatório psicológico deixava ver o contrário e queria prenunciar que as funções cognitivas, sem apresentarem défices específicos, podiam estar a ser prejudicadas pelos problemas emocionais. Os únicos técnicos que podiam intervir na recuperação desta criança eram os professores e os reeducadores, já que a colaboração do psicoterapeuta era impossível.

Nestas circunstâncias, aproveitando a justificação das péssimas notas que a criança tivera durante dois anos de frequência do 2º ano de escolaridade em que raramente atingiu a nota 3, os reeducadores resolveram «dar-lhe explicações» para que ela pudesse atingir uma nota mínima e passar de ano, especialmente em português, já que era uma disciplina referida Psi-Bem-Cno relatório psicológico. Deste modo, como os reeducadores dessa instituição tinham de se revezar, combinaram com a psicóloga ter a sua orientação para que pudessem actuar com um mínimo de eficácia.

Como o apoio era dado na disciplina de português em que ela tinha mais dificuldades, existia a oportunidade de abordar diversos assuntos. Por exemplo, quando chegaram ao estudo dos géneros masculino e feminino alongaram-se na conversa sobre este tema e quiseram saber se a menina achava que um dos dois géneros melhor do que o outro. Obviamente, a menina achava que os rapazes eram superiores às meninas. Por isso, ela queria ser rapaz. Este assunto, abordado várias vezes, fez com que ela conseguisse explicar que se sentia inferiorizada por ser menina. Os rapazes tinham uma coisa que ela não tinha (e de que a mãe gostava?).Depressão-B

Passaram-se assim muitos dias de conversas idênticas e amenas, intercalada com lições mais formais de português em que se insistia principalmente na leitura, escrita, resumo das histórias lidas, conto ou reconto de novas histórias. O tempo destas «explicações» era encurtado ao máximo para se poder efectuar um maior número de sessões, aumentando deste modo a frequência do contacto dos reeducadores com a menina. Se assim não fosse, ela podia ter tempo de isolamento suficiente que a incitasse a fugir da instituição para passear e roubar ou furtar. Chegou então o momento de se poder aproveitar uma oportunidade para saber que tipo de menina (ou rapaz) ela gostaria de ser.Organizar-B

Pelas histórias que inventou ou «criou», verificou-se que se sentia inferiorizada visto que todas as suas conversas redundavam em comportamentos compensatórios para tentar inferiorizar os outros (G). Com a ajuda da psicóloga, os reeducadores iam tentando rebater as suas ideias apenas através de perguntas e nunca com conselhos ou informações.

Por exemplo, quando a Amália ‑ nome que lhe vamos atribuir agora ‑ dizia que os rapazes eram fortes, os reeducadores perguntavam se ela não tinha visto no cinema meninas que lutavam e que entravam em investigações policiais. Agora, até as Forças Armadas e Policiais admitiam meninas nos seus quadros. A Amália não achava que elas eram fortes? E as Respostas-B30que eram pilotos de avião? E as que se viam nos filmes, nos serviços secretos, não eram também fortes? Até James Bond tinha uma moça como colaboradora!

Muito lentamente e a partir do sexto mês de reeducação, a ideia de que as meninas eram inferiores deixou de a perturbar e a melhoria da sua nota em Língua portuguesa ajudou os reeducadores a tentar convencê-la de que também poderia valer mais do que muitos rapazes. Logicamente, se ela tinha podido melhorar em português não poderia melhorar na sua força física do mesmo modo como tinha aumentado a sua força de vontade?

O contacto de proximidade dos dois reeducadores, um masculino e outro feminino e a afectividade dispensada pelos mesmos, ajudou a Amália a sentir reforço com a sua actuação e a melhorar não só na nota mas ainda na sua autoimagem e autoestima. DIA-A-DIA-CPorém, ao longo do tempo e com os relatos feitos pelos reeducadores em conjunto, a psicóloga concluiu que um deles (a reeducadora) tinha maior impacte na Amália. Ao fim de alguma troca de impressões entre os três, ficou resolvido que, devido à passagem de ano da Amália, só a reeducadora iria seguir este caso no ano seguinte. Podia reduzir o número e o tempo das sessões mas a actuação iria ser idêntica, sempre baseada numa perspectiva psicoterapêutica.

Já que havia melhorias em português, a abordagem de outras matérias para tirar dúvidas era usual e servia também para solicitar a execução de mais alguns trabalhos que consolidassem os conhecimentos adquiridos. Sempre com a ideia de preparar um futuro melhor, a reeducadora servia de modelo de identificação. Ela própria dizia o que apoio2poderia ter feito e o que tinha sonhado ser quando ainda era criança. Não precisava de ter mais força ou de ser «masculina» porque a «feminilidade» tinha muitas vantagens. O importante era aprender a treinar e a utilizar essas vantagens no momento oportuno. Para isso, cada um precisa de pensar naquilo que deseja ser, para idealizar o seu futuro. Em determinado momento, houve a possibilidade de abordar temas mais fortes e importantes.

A psicóloga aproveitou esta oportunidade e incentivou a reeducadora a abordar o tema da afectividade, esclarecendo que devia reforçar a Amália quando ela tivesse alguma conversa favorável à sua autoestima, ajudando-a assim a tornar-se mais autónoma. Deste modo, a Amália interiorizou a noção de que cada um tem de saber sucess2distinguir o seu valor próprio (D) (E) (J).

Continuando a aproveitar a oportunidade das conversas sobre afectividade e aprofundando a pouco e pouco a sua relação com a Amália, a reeducadora conseguiu treiná-la na capacidade de autoconfiança e autoafirmação. Lentamente, a relação entre as duas foi-se tornando mais profunda até a reeducadora servir de um forte modelo de identificação.

Os furtos foram diminuindo e, ao fim de três anos, a Amália deixou de roubar e de ser agressiva para com a irmã, passando até a ajudá-la nos trabalhos escolares. Contudo, não deixou de se ressentir com a vida que a mãe continuava a levar e do modo como prestava atenção à filha mais nova. Assim, a Amália já se sentia mais autónoma e autoconfiante. Pouco reed2antes de completar 11 anos, ela tinha começado a ser apoiada pela equipa de reeducação por causa da repetição do insucesso escolar no 2º ano de escolaridade. Contudo, aos 15 anos, já estava a frequentar o 5º ano com sucesso. Pensava dedicar-se ao ensino por identificação com a reeducadora. As suas fantasias sexuais tinham ficado no esquecimento e já não pensava nas brincadeiras de rapaz mas sim em ser uma pessoa com muita paciência para os alunos que necessitassem de apoio.

A mãe da Amália nunca compreendeu o que se passara com a filha e sempre continuou a dizer o que afirmara desde o início: “O que a Amália precisava era de umas explicações e de disciplina da parte dos professores. Logo que isso aconteceu, a filha melhorou”. De facto, a Amália melhorou, apesar de a mãe não ter mudado de vida. Mas, ainda bem que a Amália teve o apoio de que necessitava. Assim, apesar dos descuidos da mãe, até conseguiu ajudar a irmã, que quase mario-70se identificou com ela e ambas tiveram a possibilidade de viver uma vida mais digna do que a da mãe.

A reeducadora, que não tinha quaisquer noções de psicologia ou psicoterapia, continuou a ajudar outras crianças em acções semelhantes com a ajuda da psicóloga, enquanto se embrenhava também em leituras complementares para adquirir noções fundamentais de psicoterapia, modificação do comportamento e psicopatologia (A) (F).

Em vez de aprender a teoria e utilizá-la na prática, tinha acabado de praticar, sem saber coisa alguma sobre a teoria. Utilizando apenas o seu bom senso, muita leitura, ajuda da psicóloga e sua capacidade de se autocriticar para tentar descobrir o que tinha feito mal para corrigir logo que possível, ajudou a fazer um trabalho meritório com o qual conseguiu «Educar»-Bajudar uma pré-adolescente. De outro modo, essa menina ter-se-ia provavelmente desviado para uma vida idêntica à da mãe se não fosse complementada também com a delinquência. E o que aconteceria à irmã?

Durante as suas conversas com a psicóloga, a reeducadora descobriu que enquanto reforçava a Amália, ela própria ficava reforçada com os êxitos constantemente obtidos pela jovem. Isto incentivou-a a prosseguir na ajuda a mais crianças com dificuldades, que tinham de ser apoiadas discretamente em circunstâncias idênticas. A reeducadora compreendeu que o aprofundamento da reeducação numa situação deste tipo não lhe teria sido possível se não tivesse havido qualquer estímulo exterior, como a «ausência» de psicoterapeuta para a Amália. Com o bom resultado obtido, «embrenhou-se» ainda mais na leitura da modificação do comportamento (F).Depress-nao-B

Afinal, a Amália não era maluca mas ficaria votada ao insucesso escolar só porque era desatenta e indisciplinada. Quais seriam as consequências futuras desse insucesso? Como iria ela ganhar a vida para se sustentar e dar uma vida condigna a quem pudesse surgir «talvez por acaso?» para ficar na sua dependência?

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEISarvore-2

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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2 thoughts on “REEDUCAÇÃO DE DEFICENTES 7

  1. Anónimo on said:

    Acabei de ler os artigos sobre REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES e mais alguns. Não sei o que fazer com o meu filho de 8 anos que está comigo durante os fins-de-semana e foi considerado na escola com problemas de pouco aproveitamento, desatenção, irritação nas aulas e de quase desmaio de vez em quando.
    Durante anos foi medicado com depakin e depois foi medicado com ritalin.
    Este anos em uma espécie de reabilitação que interrompeu há um ano quando deixou de tomar a ritalin.
    Não está pior mas também parece que não melhorou muito numa sala de acompanhamento extra aulas.
    Eu estou desempregado a viver há algum tempo com uma outra senhora que não é a mãe do rapaz que passa a semana com ela.
    O rapaz dá-se bem com a madrasta embora o seu irmão mais velho não goste dela.
    Existe alguma coisa que eu possa fazer?
    Estou completamente exausto em dinheiro.
    Há alguma ajuda que me possa dar?

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