PSICOLOGIA PARA TODOS

BLOG QUE AJUDA A COMPREENDER A MENTE E OS COMPORTAMENTOS HUMANOS. CONSULTA-O E ESCREVE-NOS, FAZ AS PERGUNTAS E OS COMENTÁRIOS QUE QUISERES E COLABORA PARA MELHORAR ESTE BLOG. «ILUMINA» O TEU PRÓPRIO CAMINHO OU O MODO COMO FAZES AS COISAS…

PSICOTERAPIA 6

Ao comentário seguinte feito no post AUTOTERAPIA 6:Abade Faria

Acabei de ler no facebook, uma postagem sobre o seu novo livro de autoterapia.
Já tinha lido os artigos anteriores inseridos neste blogue.
Mesmo depois de ler o seu novo artigo em resposta ao comentário de “
Anónima, sinónima mas diferente da comentarista anterior”, continuo a não conseguir fazer o que diz nesse poste.
Parece-me um desperdício de tempo e uma confusão que não cabe na minha cabeça.
Quer-me explicar melhor tudo isto relacionado com a autoterapia?

dei inicialmente e seguinte resposta:
 
“Vou tentar rever de novo o “Autoterapia” e, quando puder, vou dar, com calma, uma resposta em novo post
mario-70intitulado PSICOTERAPIA, porque a autoterapia, como disse, não é muito fácil, embora possível.”

Agora, para responder ao mesmo comentário com calma, concordando, em parte, que a autoterapia é muito difícil, vou tentar dar uma ideia das razões para que o interessado mantenha os procedimentos indicados, mesmo no caso de ter um ligeiro apoio psicoterapêutico.

Já tive a ocasião de explicar tudo isso, detalhadamente, nos vários livros, incluindo os momentos de desencorajamento e Acredita-Btentativas de desistência. Contudo, como é difícil e moroso ler todos esses livros para se tirarem as conclusões e os ensinamentos necessários para uma boa psicoterapia ou até autoterapia, vou tentar explicar melhor, quase ponto por ponto.

A autoterapia não é fácil e até eu (J) como o meu amigo Antunes (B) tivemos necessidade de informações iniciais adicionais para além de imenso treino.
O Antunes conversou comigo muitas horas e leu muito (B) (J).
Eu só tive a possibilidade de ler e experimentar em mim e ir treinando até atingir o objectivo. Entre 1973 e 1974, não tive quem me pudesse ajudar a sair da depressão ansiosa reactiva grave, com colite crónica de que estava a sofrer, a não ser com Imagina-Bos comprimidos que o psiquiatra me receitava, dizendo apenas que eu deveria ter conflitos com o meu pai.

Deixei de tomar esses comprimidos depois duma péssima experiência em que me senti extremamente mal. A partir daí, quando estava a tirar o curso de Psicologia, no ISPA, comecei a «tratar de mim» autonomamente depois de ler muito e de ter assistido aos seminários com Victor Meyer, do Hospital de Middlesex, de Londres.

Mas, falando na autoterapia, possível mas difícil, posso dizer que os procedimentos são os mesmos que se utilizam numa psicoterapia com pouca ajuda do psicoterapeuta (C) (E). Além de ser muito mais rápida eConsegui-B económica, serve como profilaxia para futuras eventualidades em que estaremos sempre envolvidos. Por isso, continuo a gastar 3 minutos todos os dias quando vou para a cama para iniciar o processo que se vai desenvolvendo automaticamente durante o sono. Se não conciliar sono, vou utilizando ostensivamente a imaginação orientada para pensar no que melhor poderei fazer no futuro.

É também deste modo que penso nas respostas a dar e arquitecto os livros que vou escrevendo e, às vezes, remodelando.

Antes de tudo, este tipo de psicoterapia (J) começou com a Terapia doPsicopata-B Equilíbrio Afectivo  (TEA) em que era necessário contrapor às dificuldades sentidas, uma lufada de ar fresco com as boas memórias e coisas agradáveis que vinham acontecendo e continuavam a existir na nossa vida. Depois, foi sendo desenvolvida com a Imaginação Orientada (IO) que, se não for monitorizada pelo psicoterapeuta, pode tentar ser «engendrada» pelo próprio. Os condicionamentos, com qualquer música do agrado, ajudam ainda mais, juntamente com a autohipnose.

Necessita de muita prática, bom senso, treino, leituras, autoavaliações e um pouco de relaxamento mental, se possível, com autohipnose.

Registo de Autoavaliações
Começando pela anotação das autoavaliações, se temos problemas, interessa saber quais são e qual a sua gravidade e evolução. Se dissermos que nos sentimos mal, na globalidade, quais os sintomas dessa globalidade? AtéDifíceis-B os médicos desejam saber os sintomas das nossas dificuldades, bem como a sua gravidade: sentimos dor aonde e com que intensidade? Temos muita ou pouca febre? A dor é permanente ou temporária? Qual a razão da manutenção eventual do mapa de tensão arterial?
Por isso, torna-se necessário fazer uma lista das dificuldades que nos preocupam e que nos deixam no estado de desconforto em que nos encontramos. Que melhor método, senão fazer a anotação de cada uma dessas dificuldades e a sua avaliação num determinado momento, através duma escala pré-estabelecida e repetir essa avaliação todas as semanas, para saber se melhoramos ou pioramos? Fazer essa lista inicial com uma autoavaliação e manter a mesma todas as semanas, pode dar-nos a indicação da melhoria ou agravamento da situação. É por isso que também medimos Joana-Ba febre várias vezes ao dia. Além disso, não olhar para as avaliações anteriores quando fazemos a avaliação semanal, ajuda a
não enviesar a avaliação do momento, a qual nos pode ajudar a orientar a terapia no futuro.

Relaxamento Muscular
Grande parte das vezes, é necessário, porque as dificuldades deixam-nos incapazes de relaxarmos, não fisicamente mas mentalmente, além de que o relaxamento físico ajuda-nos a conseguir mais facilmente o relaxamento mental, indispensável para a psicoterapia. É só praticá-lo enquanto não se conseguir entrar em relaxamento mental, logo de início. A prática inicial, se necessária, pode demorar 3 a 4 semanas, para ir diminuindo, aos poucos, o tempo Psicologia-Binicial. Pode ser efectuado em qualquer local, sendo preferível a cama.

Relaxamento Instantâneo
Muitas vezes, sentimo-nos desconfortáveis por causa dos nossos problemas, mesmo que sejam esporádicos e pontuais. Por isso, para quem está a começar a praticar o relaxamento muscular, deitado, vale a pena fazer o mesmo em qualquer outra posição para o utilizar em momentos de aflição e desconforto que possam acontecer em vários momentos da nossa vida. É uma espécie de comprimido de efeito rápido mas pouco duradouro. Esse «tapa furos» tenta minimizar os problemas do momento, especialmente enquanto se está a progredir na psicoterapia.

Diário de AnotaçõesSaude-B
Os acontecimentos do dia-a-dia ou as recordações do passado provocam geralmente em nós o desconforto psicológico que sentimos e que, muitas vezes, transformamos em males fisiológicos. Eu lembro-me das minhas diarreias e da colite de que sofri durante muito tempo por causa das arrelias que passava no meu local de trabalho. Os meus problemas psicológicos estavam a ser transformados em disfunções fisiológicas: a tal psicossomática. Naquela época, ninguém me ajudou a fazer o relaxamento e a única coisa de que «beneficiei(?)» foram os comprimidos receitados pelos médicos de clínica geral e de psiquiatra e que me iriam deixar alienado para sempre (A). Presentemente, apesar de todos esses males se terem transformado em úlceras, não tomo comprimidos para as diarreias que já não tenho, apesar das dificuldades na vida que acontecem com neuropsicologia-Btodos.
O diário de anotações, registando muitas recordações do passado e do presente, ajuda a dirigir a Imaginação Orientada para pontos essenciais que nos preocupam e que nos deixam desconfortáveis, os quais, tanto podem ser medos ou obsessões como factos associados a acontecimentos desagradáveis anteriores que, por condicionamento, despertam outros medos, cada vez maiores. É um auxiliar precioso para a terapia.

Autoanálise
Esta autoanálise, é opcional e, da maneira como se deve fazer, pode ajudar a complementar, a longo prazo, o diário de anotações. Muita coisaMaluco2 que estava «mal enterrada» vem ao de cima e pode ser vista à luz da razão, sem emoção e dissociada duma consequente percepção enganosa que se lhe associou. Quanto a mim, experimentei a autoanálise que Freud e outros psicanalistas também fizeram e cheguei à conclusão de que a falta de ajuda do meu pai para eu tirar o curso de Direito no momento adequado, tinha sido um dos meus grandes traumas. Posteriormente, três recusas e, quase impedimento da Força Aérea para eu continuar o curso de Direito, que tinha iniciado em 1958, tinham sido outro traumatismo ainda maior do que o primeiro. Depois de me consciencializar disso, o meu empenhamento para ultrapassar a frustração foi «enterrar-me» completamente na psicologia, desenvolvendo a psicoterapia, com uma forma de a concretizar rápida e eficazmente, até pelo próprio. Presentemente, não utilizo a autoanálise, embora durante o primeiro ano me tenha consumido, cerca de 5 minutos todos os dias, com muitas vantagens.

Relaxamento mentalDIA-A-DIA-C
Este relaxamento é essencial para se conseguir uma capacidade bastante grande de pensar na nossa vida e de a tentar analisar e compreender de forma racional, sem emoções nem percepções muito falsas ou irrealistas.
Tentamos ver objectivamente os factos e descobrir as suas causas e consequências ou efeitos. Podemos depois analisar cada situação e descobrir se a mesma seria possível se o nosso comportamento anterior (causa) fosse diferente. Se a causa fosse outra, que consequências teríamos? Seriam do nosso agrado ou não? Poderíamos ter modificado toda a situação? Em que sentido? Com que custos? Tudo isto só pode passar pela nossa cabeça a que ninguém mais tem acesso sem o nosso consentimento explícito ou tácito. Até os psicoterapeutas tem de se basear naquilo que os pacientes dizem, se não conseguirem também inferir qualquer outra coisa, com um grande risco de que essa inferência não esteja correcta. Mas tuso isso exige muita humildade, objectividade e realismo para reconhecer os erros que, muitas vezes, são confundidos com culpas quando, de facto, são causas.  Interacção-B30

Imaginação Orientada
A Imaginação Orientada baseia-se em muito do que se disse anteriormente, porque se tenta «vasculhar» o passado, muitas vezes, com a ajuda do diário de anotações e da autoanálise. Além de utilizar a imagética do passado, às vezes com a ajuda da autohipnose, vai também colocar muitas imagens do futuro para «elaborar» comportamentos que se baseiem nas análises das experiências do passado, devidamente escrutinadas, avaliadas e compreendidas racionalmente. É um trabalho a ser apoiado, em muito pelo psicoterapeuta (E), embora cada um também possa fazer esse trabalho sozinho, como já aconteceu. E, se for impossível iniciá-lo autonomamenteDepressão-B logo de início, depois de algum tempo de psicoterapia, pode tornar-se uma rotina para um desempenho pessoal cada vez melhor e mais profícuo.
Temos, pelo menos, os exemplos da Cidália (C), do Júlio (E), da «nova paciente» (H), da Cristina, do Januário (L) e do Mijão (M). Para isso, foi necessário que todos eles lessem bastante, compreendessem bem todos os mecanismos envolvidos e treinassem com tenacidade e persistência aquilo que foi necessário e que não consome mais do que dezenas de minutos antes de dormir nos primeiros tempos e cerca de 3 minutos nos tempos seguintes.
Também, para que tudo isso aconteça com celeridade, certeza e eficácia, assim como para saber qual o modo de «programar» a Psi-Bem-BImaginação Orientada, é fundamental que as pessoas tenham conhecimentos sólidos de como o comportamento funciona. Por isso, é essencial saber quais os fundamentos da sua origem, manutenção, aumento, diminuição ou eliminação (F) (K). É para isso que se mencionam os livros recomendados. Também é importante ter uma boa noção de como funciona esta psicoterapia, porque grande parte do «trabalho» pode e deve ser feito pelo próprio, com pouca ajuda do psicoterapeuta (J).

De modo algum podemos chegar ao pé dum psicoterapeuta e quase «passar-lhe» uma procuração para nos deixar a funcionar bem. Tudo se passa na nossa cabeça e com o nosso corpo. Por isso, a nossa cabeça tem de pensar e o corpo tem de reagir, treinando devidamente, para que a terapia funcione a nossa boa disposição passe a fazer parte da vida.  É um trabalho tão unipessoal e intransmissível  como comer ou fazer as nossas necessidades. Ninguém as pode fazer Respostas-B30por nós.  É precisamente o que o medicamento não faz, deixando-nos, algum tanto despreocupados enquanto actua. É um mau sol, de pouco dura e, se durar muito tempo, torna-se alienante. Psicoterapias só com conselhos, sem cada um alterar as suas cognições, emoções e comportamentos, não existem.

Estas noções, para facilitar a vida de muita gente, também podem ser dadas em grupos em que ninguém tem de falar sobre os seus problemas, mas pode apresentar todas as dúvidas que tiver. Em vez de ser uma consulta para cada interveniente, é uma consulta para todos, com a possibilidade de se esclarecerem dúvidas de que muitos dos intervenientes nunca se lembrariam.
A continuação da AutoTerapia, tal como aconteceu com muitos dos que foram descritos nos vários «casos» mencionados em livros separados, pode ser conduzida por cada um, que assim, pode ter no futuro, um plano de BiblioPrevenção e Profilaxia útil no momento, e que também pode proporcionar maior desempenho a longo prazo (B) (C) (E) (L).

A extensa bibliografia, destina-se unicamente a quem deseje aprofundar os seus conhecimentos sobre este assunto.

Não seguir um método tão simples e não consumidor de tempo, especialmente para quem tenha problemas psicológicos ou dificuldades de desempenho, pode exigir inúmeras idas às consultas em momentos de maior preocupação para obter apenas um alívio temporário, pouco eficaz e muito demorado.

Já pode ler agora o post seguinte:arvore-2
https://psicologiaparaque.wordpress.com/2014/04/06/psicoterapia-medicacao/

Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO.

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

Anúncios

Single Post Navigation

5 thoughts on “PSICOTERAPIA 6

  1. Gostei de ler este artigo.
    Em minha casa não compreendo uma coisa.
    Os pais andam sempre em guerra um com o outro.
    O pai, às vezes, é violento.
    A mãe também lhe responde mal.
    Mas quando precisa de alguma coisa dele, fica tão mansinha que não dá para perceber.
    Desde criança tenho estado baralhado.
    Agora, com 18 anos, sem irmãos, não posso pedir a opinão de alguém a não ser meus amigos que são poucos.
    Mas não conhecem os meus pais nem eles se portam assim em frente dos outros.
    Como é que eu vou perceber isto que se passa em casa?
    Se estão mal um com o outro porque não se separam?
    Ambos são financeiramente independentes.
    Tudo isso me custa acreditar e aceitar.
    Pode dar-me alguma explicação?
    Agradeço a sua atenção.

  2. Li este artigo com bastante interesse.
    Depois de meditar nele durante algum tempo, pereceu-me que o meu maior problema é a minha convivência no serviço.
    Sou um quadro intermédio a trabalhar nesse serviço há mais de 15 anos.
    Só durante 3 anos é que me consegui sentir-me bem.
    Não sei porquê, mas parece que o chefe era diferente dos outros.
    Além de mim, há muitos que se sentem como num quartel ou numa roça.
    Além disso, parece que rendem menos no trabalho. Vão fazendo…
    Haverá alguma coisa que eu possa fazer, pelo menos em meu benefício?
    Agradeço que me dê uma resposta se for possível.

  3. Mário de Noronha on said:

    https://www.facebook.com/centrode.psicologiaclinica.3?fref=nf

    Veja PARA QUEM QUISER TER UM BOM NATAL e um melhor ANO NOVO – felicidades
    de 23dez 2014

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: