PSICOLOGIA PARA TODOS

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PERCEPÇÃO

Li o seu comentário seguinte, feito no post PSICOTERAPIA 6:Digitalizar0011

Gostei de ler este artigo.
Em minha casa não compreendo uma coisa.
Os pais andam sempre em guerra um com o outro.
O pai, às vezes, é violento.
A mãe também lhe responde mal.
Mas quando precisa de alguma coisa dele, fica tão mansinha que não dá para perceber.
Desde criança tenho estado baralhado.
Agora, com 18 anos, sem irmãos, não posso pedir a opinão de alguém a não ser de meus amigos que são Abade Fariapoucos.
Mas não conhecem os meus pais nem eles se portam assim em frente dos outros.
Como é que eu vou perceber isto que se passa em casa?
Se estão mal um com o outro porque não se separam?
Ambos são financeiramente independentes.
Tudo isso me custa acreditar e aceitar.
Pode dar-me alguma explicação? Joana-B
Agradeço a sua atenção.
Anónimo

O que posso responder, em primeiro lugar, é que não tenho qualquer noção acerca da vossa família.
Estive quase intimamente ligado à família da JOANA (D) e verifiquei o modo como uma vulgar simplificação e clarificação de ideias e mudança de comportamento dos pais, acompanhado da alteração do comportamento deles no «tratamento» da filha JOANA, alterou totalmente o relacionamento conjugal e familiar.mario-70
É a compreensão do funcionamento do comportamento humano e a prevenção que são necessárias.

Em segundo lugar, posso dizer que, se os pais não se separaram durante 18 anos e não mostram intenções de o fazer, deve haver alguma razão que os deixa ligados um ao outro. Será a «sua» existência ou alguma afectividade que os uniu no início?

Em terceiro lugar, não sei que tipo de relacionamento eles gostam de manter. Que tipo de famílias tiveram, tanto um como outro? É necessário ter isso em consideração.Interacção-B30

Em quarto lugar, a sua percepção da situação será coincidente com a de qualquer deles?

Em quinto lugar, julgo que é muito mais importante para si é tratar da sua vida e «seguir em frente», tornando-se independente o mais depressa possível para ter a «sua vida» autónoma e independente dos pais.

A sua futura maneira de estar na vida será o mais importante.

Por isso, depois de ler a seguir a transcrição das páginas 136 a 140 do capítulo sobre Percepção, constante do livro Organizar-B“INTERACÇÃO SOCIAL” (K), faça o que ficou recomendado no post do seu comentário.

Assim, «entrando» dentro da sua mente, pode lembrar-se de muita coisa e descobrir algo de novo para a sua vida futura.

PERCEPÇÃO (pags 136 a 140) de INTERCACÇÃO SOCIAL (K)  

As últimas impressões. Se tentarmos saber aquilo que as pessoas recordam mais facilmente depois de ouvirem uma exposição, podemos verificar que as últimas recomendações são relembradas melhor do que as anteriores, embora as primeiras impressões funcionem sempre como um factor importante.Acredita-B

As ilusões, algumas das quais já vimos, dependem também, em grande parte, do estado afectivo e emocional de cada um. Por exemplo, num clima de guerra, todos os ruídos desconhecidos são suspeitos de ser produzidos pelo inimigo. Numa terra de crendices, o mais pequeno ruído provocado pelo estalar da madeira dos móveis pode ser imaginado como produzido por fantasmas ou almas de outro mundo. Até uma pessoa que ouça esses ruídos como «normais» pode achá-los suspeitos no dia em que estiver deprimida ou amedrontada com qualquer acontecimento fora do vulgar. Além disso, todos os factos agradáveis e desagradáveis associados a estes momentos anteriores, vão determinar o modo como estímulos semelhantes serão discriminados e percebidos no futuro.neuropsicologia-B

As alucinações são provocadas por perturbações nas funções cognitivas. Enquanto nas ilusões existe um objecto ou um facto que é mal percebido, nas alucinações, esse objecto ou facto não existe. É uma experiência psicológica interior que leva um indivíduo a comportar-se como se tivesse uma sensação ou percepção específica sem a existência das causas que a possam ocasionar (A).

É deste modo que se produzem as alucinações fisiológicas visuais, auditivas e cinestésicas, durante as quais até pessoas com os membros amputados podem sentir que os mesmos estão no local próprio. As alucinações oníricas produzem-se Psicopata-Bdurante o sono e provocam visões. Além disso, sabemos que inúmeras pessoas viciadas na «droga» sofrem frequentemente alucinações que também podem ser provocadas por substâncias psicodislépticas, muito conhecidas dos que as utilizam e dos que se servem delas para fins de investigação e experimentação neuropsicofisiológica.

Depois de tudo o que se disse, um exemplo muito simples e vulgar pode ajudar a compreender a importância da percepção na nossa vida do dia-a-dia. Um universitário, obrigado a «empenhar-se» na «guerra» do Ultramar tinha acabado de regressar definitivamente da sua «odisseia» e passeava alegremente com a namorada num jardim muito conhecido de Lisboa, ao lusco-fusco duma tarde de verão, fazendo projectos para o futuro.Saude-B

De repente, quando o casal, muito romanticamente, passava por um grupo de arbustos, ouviu o restolhar da folhagem. O rapaz, receoso, agarrou-se à namorada obrigando-a a agachar-se enquanto ela se deixava enlear com este gesto brusco, sorrindo de satisfação.

Estes dois comportamentos perante o mesmo estímulo auditivo seria fruto de alguma discrepância na percepção dos intervenientes ou estariam osdois, numa situação comum, a pensar no mesmo? O local era o mesmo, a vista e os sons detectados eram idênticos para ambos. Contudo, o rapaz, habituado à guerra, com todas essas recordações a fazerem parte da «sua vida» e uma atitude de prudência perante o inimigo, atribuíu a esse barulho Difíceis-Bum perigo que não existia e percebeu a situação como perigosa, obrigando-o a defender-se da mesma (A/143-155). A rapariga por sua vez, filha única de pais que se davam bem um com o outro, vivendo num ambiente de calma, estando a passear num jardim público com o namorado, em segurança e numa atitude romântica, atribuíu o barulho à vivência de outros dois namorados e percebeu a situação como se eles estivessem a envolver-se «demasiadamente» em local público.

Passados os primeiros momentos de expectativa, agarradinhos um ao outro e com a extinçao do barulho, os dois foram tentar descobrir, discretamente, do que se tratava. Surpreenderam-se porém, quando viram sair dos arbustos uma ninhada de cãezinhos que brincavam uns com os outros.Psicologia-B

Nenhum dos dois tinha percebido a situação real e cada um, com as suas atitudes formadas de acordo com as suas vivências passadas, tinha atribuído à mesma situação significações muito diferentes, percebendo-as de uma maneira diversa.

Depois clarificar esta situação com uma compreensão do que se passava, pode perguntar-se se o rapaz teria tido a mesma percepção dessa situação se não tivesse estado envolvido na «Guerra do Ultramar» (G) e tivesse continuado apenas os estudos universitários e o namoro, nesta pacata terrinha à beira-mar plantada!Interacção-B30

Também ela, se vivesse uma vida diferente e atribulada, numa família instável, teria tido a mesma percepção da situação? (C)

Assim, em muitas das outras situações do nosso-dia-a-dia:

– Como poderão os pais compreender os filhos ao interpretar os seus silêncios, obstinações, falsas afirmações e desculpas?Depressão-B
– Como poderão os gestores lidar com os seus subordinados que não se sentem satisfeitos com a gestão?
– Que segurança podem ter os governantes em relação às medidas adoptadas e à população que governam se não conseguirem perceber se estão a ser apoiados pela mesma ou se as suas medidas estão a ser conformisticamente aceites em virtude de terem sido eleitos por «descuido, engano, desleixo, interesse ou conformismo» dos eleitores?
– Em que medida estarão os professores cientes da vontade e motivação dos seus alunos em aprender uma matéria nova e difícil?

Também em psicoterapia, os psicólogos têm de ter em conta as vivênciasConsegui-B dos seus apoiados ou consulentes. Verificou-se claramente no caso da Cidália (C), que uma percepção específica do comportamento de seus pais, em confronto com a educação recebida dos seus avós maternos, ajudou a que ela se «desorientasse» a ponto de se alcoolizar e prostituir e se «re-orientasse» depois.

No caso do Joel (G), os seus sentimentos de inferioridade e os ciúmes sentidos em relação à namorada, devido a uma falsa percepção da situação, obrigaram-no a sentir-se frustrado e enveredar por agressões violentas que deram origem a uma terceira tentativa de homicídio da namorada.

E o Júlio (E) teria tido as suas dificuldades se percebesse a razão da sua permanência em Lisboa na época dos estudos secundários?

Muitos são os casos em que uma falsa percepção conduz a comportamentosMaluco2 inesperados, inoportunos e violentos. São pontos em que temos de pensar para lidar com os que constituem o nosso mundo. Por este motivo, as considerações feitas são uma base de reflexão que é introduzida neste capítulo tão importante.

Depois da leitura desta transcrição destinada a responder ao seu comentário, se me permite faço-lhe uma recomendação.

Veja se consegue fazer o que ficou dito no post que comentou e que consta do novo livro à espera de publicação.

Imagina-BFaço-lhe esta recomendação porque o Joel muito insistiu comigo para que me preocupasse não só com a psicoterapia como com a prevenção ou profilaxia que deveria ter sido feita com ele e com a qual ninguém se preocupou nem ele conseguiu que se fizesse depois do seu «azar» descrito no livro.

Desejo-lhe um bom treino e exercício de relaxamento e Imaginação Orientada para conseguir «perceber» tudo muito bem acerca da vida dos pais e descobrir a «sua via». Não «gasta» mais do que 5 minutos à hora de dormir ao fim do primeiro mês, além do tempo necessário para escrever e ler tanto as suas memórias como os livros sobre comportamento e psicoterapia. Se, apesar de tudo ainda tiver dificuldades, pode continuar com os comentários ou procurar a ajuda de um especiaslista competente e de confiança. É bom não deixar para amanã o que deve fazer hoje. Pode  Bibliotarde demais!

Bons estudos também para singrar no futuro de forma mais adequada e para ter uma família mais adequada do que a dos seus pais.

Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver também o post LIVROS DISPONÍVEISarvore-2

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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