PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Dezembro, 2013”

RESPOSTA 33

Tenho uma filha de 8 anos que é fruto de um casamento que acabou mal, devido aos maus tratos físicos e Bibliopsicológicos, de que fui vítima. Tenho graves problemas económicos o que me faz entrar em desespero com muita frequência, pois às vezes não tenho dinheiro para comer, nem para dar à minha filha, quando me pertence ficar com ela. O pai nunca pagou o que lhe pertencia (nunca deu nada) e a situação no tribunal continua parada ao longo dos anos. Sabendo que me descontrolo com facilidade, que tenho uma autoestima  muito fraca, ele continua a precionar-me, colocando-me em causa como pessoa e como mãe. A minha filha, frequentemente, agride-me física e psicologicamente,  reproduzindo os comentários do pai. Tanto é uma criança afetiva, que me dá mimos, como agressiva e me agride. Como devo reagir, sebando que para ela também é difícil ter vivido e viver ainda desta forma? Que livros seus me recomenda, pois tenho mario-70uma colega que os tem todos?
Anónima

Antes de tudo, peço desculpas por ter demorado tanto tempo para dar a resposta, porque nestes dias fiquei completamente absorto na finalização do livro sobre AUTOTERAPIA (P), que deve ser muito vantajoso para todos os casos e que me era exigido há muito pelos amigos e comentadores.

Contudo, não o posso publicar antes que existam bastantes inscrições para a sua aquisição.

Em relação à sua situação, tentando pensar bem e ficando bastante desagradado com a essência que deu origem ao comentário no post ENVOLVIMENTO FAMILIAR – 9 acima transcrito, vou tentar responder às suas dificuldades tanto quanto me é Joana-Bpossível sem mais informações.

Verifico, infelizmente, que não é situação única e que, como diziam os pais da Joana (D), num fim-de-ano do século passado no Hotel Golfinho, de Lagos, que a felicidade e harmonia que muitos casais aparentam, é mais superficial, artificial, enganadora e de chantagem do que verdadeira.
No caso que me está a apresentar, ler livros, tentar compreender os mecanismos do comportamento humano (F) e compreender bem aquilo que se pode depreender do reforço, em todas as suas facetas e modalidades, pode ser o mínimo indispensável.Acredita-B

Contudo, acho que o mais importante é conseguir equilibrar-se psicologicamente. Isto não se consegue só com a leitura de livros, mas só se pode atingir praticando porfiadamente alguns exercícios e mantendo alguns procedimentos de acordo com o que está estipulado no novo livro sobre AUTOTERAPIA (P).
Porém, posso dizer que não é fácil, embora o Antunes (B) tenha conseguido fazer tudo depois de me ter demonstrado que conseguia entrar em relaxamento, de ter lido muito e de ter tido comigo muitas horas de «conversa» sem serem consultas.

Consegui-BPor este motivo digo que grande parte da autoterapia pode ser realizada com a boa compreensão dos mecanismos subjacentes ao comportamento humano (F) (K), dada em sessões em conjunto, a muitas pessoas, acompanhadas duma prática que se pode manter também em conjunto (B/117…), conforme foi apresentado no post CORRIGENDA.
O que se pode aprender nessas reuniões foi francamente verbalizado pelos alunos do Hospital de Vila Franca de Xira há muitos anos.

Também posso confessar que nos últimos 35 anos tenho praticado o relaxamento todas as noites, gastando para isso a módica quantia de 3 minutos logo que me deito e me preparo para dormir. A longa prática já me ofereceu este luxo. Se, por acaso ficar acordado, trento entrar em inaginação orientada e reviver os melhores momentos da minha vida ou tentar Saude-Bresolver algum problema como qualquer pessoa pode ter.

Quanto à sua afilha, que pode estar a modelar-se no comportamento do pai, com quem também se pode identificar, é necessário utilizar as técnicas de modificação do comportamento que, no estado actual, não acredito que a senhora possa utilizar, sem «tratar» de si em primeiro lugar.
Quanto ao marido, não sei o que se passa, a não ser que seja um problema semelhante ao que aconteceu à menina mencionada no post SÍNDROME DE PERSEGUIÇÃO FILIAL.

Não sabendo nada mais sobre o seu caso, apenas posso dizer que a leitura pode ajudar, mas se não houver da sua parte uma acção directa sobre si própria, pouco ou nada deve mudar.

Por isso, mais uma vez, além de manter este blog que já conhecePsicologia-B, insisto nos encontros face a face, nem que sejam em conjunto, onde cada um pode expor as dificuldades que entender (hipoteticamente dos outros) e tentar obter soluções com a ajuda dos livros apresentados no blog TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS e com alguns procedimentos a realizar numa prática ou treino que  sempre se torna necessária.

Em relação aos problemas económicos, ao feitio do (ex-)marido, ao comportamento da filha que se pode ir degradando de dia para dia, e sem saber bem tudo o que se passa e a significação que dá à autoestima que, hoje em dia se utiliza em abundância, apenas posso recomendar como aconselhamento pessoal que:

▫ Consulte os muitos posts do blog que utilizou. Vá desvendando em cada um deles muito do que se passou com os outros e Maluco2que pode estar a passar consigo sem me ter explicado isso no seu comentário. Como me parece que pode utilizar a internet, não é dispendioso e dá uma visão actualizada de muitos problemas dos outros.
▫ Leia o livro da JOANA (D), já que tem uma amiga que lhe pode amprestar os livros. Compreenda bem a situação em que ela estaria se não se lhe tivesse «deitado a mão» em tempo oportuno, com a ajuda dos pais, para compreender bem a dinâmina familiar necessária para a «boa educação» da criança.
▫ O livro do Antunes (B) pode também dar noções incipientes da modificação do comportamento necessária e indicar o modo como ele conseguiu sair da depressão em que estava mergulhado e cuja origem não foi detectada, mas «aconteceu» vir a lume com o insucesso escolar da filha. Talvez deva ser o primeiro a ler e «praticar».
▫ A Cidália (C) também se desorientou num determinado momento, mas conseguiu reequilibrar-se quase por si própria.Psi-Bem-C
▫ Se ter os livros com as versões anteriores (L) da Germana e do Januário pode ter mais algum conforto porque demonstra o modo como a astúcia da Germana e a persistência do Januário conduziram a uma psicoterapia rápida e eficaz.

Oxalá que a sua filha não comece a ter problemas escolares, académicos ou comportamentais, por causa da situação que está a viver. Foi o que aconteceu com a filha do Antunes e poderia ter acontecido com a Joana se não se lhe tivesse modificado o comportamento em tempo oportuno.

No meio disto tudo, existem dificuldades e problemas que passam despercebidos e não são detectados no momento certo,para neuropsicologia-Bserem eliminadas ou reduzidos (I) quando, com boas noções de psicologia isso não seria muito difícil. Se a Joana, com 8 anos, aprendeu a utilizar as técnicas de modificação do comportamento (F), os mais velhos e «sabidos» não conseguirão utilizá-las? É experimentar e verificar. Também por isso, tentei apresentar um curso que pode ser feito à distância, desde que existam pessoas suficientes que o queiram seguir.

Depois destas linhas, não sei em que possa ser de maior utilidade a não ser ficando completamente do dispor para receber mais comentários, com dados mais concretos, depois de ler alguns livros que indiquei e que podem ser avaliados no blog respectivo.

Alguns deles, enquanto não forem publicados na versão actual, podem serConsegui-B consultados e adquiridos na versão antiga.

O importante é ler, compreender e actuar, não deixando para amanhã o que deve fazer hoje. Pode ser muito tarde e ocasionar muitos arrependimentos. Pode ser que consultando este post, talvez possa compreender melhor  aquilo que aqui expus.

E, a propósito, também necessito que me faça um favor.
Quando acabar de ler os livros, agradeço que responda a três perguntas que me são muito importantes para o futuro:Psicopata-B
a)       A linguagem é fácil ou complicada?
b)       A forma de expôr é aceitável ou confusa?
c)       A matéria dos livros é importante para as pessoas ou não interessa?

Resta-me agradecer-lhe a imensa ajuda que deu com aquilo que me obrigou a pensar e meditar acerca do seu caso.

Para si e para todos os amigos, um BOM ANO NOVO de 2014, muito melhor do que aquele que temos sido obrigados e passar, com as constantes «desgraças» que foram acontecendo.Depressão-B

Haja melhor educação com uma boa estruturação da personalidade que é uma componente de que não nos podemos esquecer para tornar o nosso ambiente melhor do que o dos nossos pais e avós.

Em divulgação…

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RESPOSTA 32

Comentário de Anónima no post AUTOTERAPIA 7:

“Como gosta que façam comentários aos seus blogues e aosConsegui-B livros, posso dizer que li os da Cidália, Cristina, Antunes e Isilda, bem como alguns da Plátano, além de diversos postes. 
As críticas que posso fazer são as seguintes:
Nos seus livros a linguagem é de facto bastante acessível, mas há uma grande diferença em relação aos outros que são vocacionados para a parte escolar e para os jovens onde apenas expõem os problemas.
Parece-me que os seus livros pretendem, acima de tudo, resolver os problemas que expõe, parecendo mais de auto ajuda, mas com uma componente científica que não pode ser descurada, com Acredita-Blinguagem técnica que é inevitável.
Mesmo assim o seu conteúdo é vantajoso e útil para o público com muitas soluções, mais rápidas … mas menos eficazes?
Talvez o público pretenda algo que seja como os comprimidos de emagrecer rápido, no entanto o peso volta a dobrar. Mas a solução eficaz e duradoura é sempre mais morosa.
Na forma de expor nos seus livros que levam as pessoas a ajudarem-se a si próprias acho que deve focar menos a parte técnica. É melhor tentar falar mais dos seus casos e da forma como os indivíduos chegaram a bom porto.
A linguagem não é acessível para a maior parte do público.Saude-B
Lamentavelmente a maior parte do público não tem disponibilidade mental para ler. Habituados às novas tecnologias que enaltecem o conceito de “pouco tempo para…” a maior parte do público não quer ler. Por vezes, muitos até iniciam um livro, mas basta haver uma linguagem à qual não estão acostumados e que exige um certo nível de literacia, as pessoas desistem.
A solução pode passar por usar menos a parte científica e focar-se no dia-a-dia, nas soluções.
Oxalá que este comentário seja útil e tenha mais sorte nos seus livros.”Psicopata-B

Agradecendo este comentário bastante útil para a minha reflexão pessoal, gostaria de deixar algumas explicações.

Em relação às pessoas que não gostam de linguagem à qual não estão acostumadas, julgo que pouco ou nada poderei fazer, visto que a linguagem que está enraizada em mim é antiga e não consigo mudá-la sem alterar a exposição que ficaria ainda pior do que a actual, tal como a ortografia, que detesto.
A minha ideia fundamental é, de facto, levar as pessoas ajudarem-se a si próprias porque, apesar de haver muitíssimos mais Organizar-Bpsicólogos disponíveis do que no meu tempo, há 30 anos, não é fácil conseguir obter os seus serviços, mormente por causa da parte financeira.

A solução poderá ser cada um ajudar-se a si próprio.
Em relação a este ponto, se eu me preocupar em apresentar uma só solução pontual, posso proporcionar um mau serviço porque não devo poder prever todas as respostas possíveis.
Talvez alguns exemplos possam ajudar a compreender, mesmo que seja uma actuação pessoal e pontual como aconteceu no caso da Joana em que tive de discutir com o pai dela muitos procedimentos que eu estava a ter e que queria que ele seguisse.

Se ler o livro da JOANA (D), deve verificar isso quando eu dizia claramenteJoana-B ao pai que iria falar com a Joana em coisas que interessariam mais ao pai e numa linguagem que não era para ela, enquanto a gratificar com a atenção que lhe prestava para ela obter o reforço positivo de que necessitava a fim de eu poder moldar-lhe o comportamento para o objectivo que eu desejava atingir: ela não ir para a janela do comboio.
Apenas nesta curta interacção, vê-se que seria difícil dizer ao pai que não punisse quando ela fosse para a janela, que ligasse muita importância quando estivesse sentada no assento, que não contasse a sua teimosia quando era criança, que não falasse tanto na hereditariedade, que não elogiasse o comportamento dela enquanto na escola e muitas outras coisas que têm de ser intercaladas oportunamente para obter o resultado que se deseja face a um objectivo.Psicologia-B

Com a JOANA, eu tinha inicialmente o objectivo de fazer com que ela secomportasse melhor no comboio sem incomodar os outros passageiros.
Passei depois a ter o objectivo que o pai dela também conseguisse ter algum controlo nos seus comportamentos.
Depois disso, adicionei o objectivo de reunir uma família que se tinha desunido por causa dum mal-entendido no tocante a conceitos de educação diferentes adquiridos através de educações em famílias não muito semelhantes.
Por fim, a minha ambição foi experimentar se crianças, sem qualquer ideia da parte científica, seriam capazes de utilizar Interacção-B30«artesanalmente» as normas de modificação do comportamento.
E quem sabe se a JOANA, sem outras aprendizagens científicas não terá sido capaz de educar os seus filhos (e, possivelmente, marido) do modo mais adequado para a sua «maneira de ser»?

Digo isto porque todos nós, quer queiramos ou não, modificamos os comportamentos de todos os que lidam connosco, no bom ou no mau sentido, a favor ou contra as nossas expectativas.
Infelizmente, muitas vezes, queremos que as coisas aconteçam duma determinada forma quando estimulamos tudo em sentido contrário. Para isso, a parte científica, pelo menos pela rama, é extremamente importante para não nos frustrarmos com os resultados atingidos com toda a nossa boa vontade e estimulação que foi feita, erradamente, em sentido não Depressão-Bdesejado.

Quando se trata de problemas de psicoterapia, não e muito fácil «darconselhos» sem abordar a minimamente parte «científica» ou a razão porque se executam determinados procedimentos. Caso contrário, algumas das acções podem ser mal executadas ou de forma inoportuna e darem mau resultado. Também pode acontecer que a pessoa não pense porque executa determinado comportamento e ficar sempre na «dependência» dos conselhos dos outros como podem ficar com as músicas e os conselhos dados em CD ou outro suporte audio-visual ou escrito.

mario-70O que me interessa sobremaneira é deixar a pessoal tanto quanto possível autónoma, autosuficiente e independente do psicoterapeuta, como aconteceu com a Cidália, a Cristina, a Isilda, o Júlio, o Joel,  a Germana e outros que nunca mais necessitaram dos meus conselhos e apoios e até foram capazes de ajudar os outros, como o Januário, com pouco apoio posterior à sua intensa autopreparação.

Por isso, agradecendo o comentário e ficando muito satisfeito por saber que o conteúdo dos livros pode ser útil, pelo menos para algumas pessoas que se disponham a ler numa linguagem pouco acessível, vou tentar reduzir a parte técnica e aumentar os exemplos e resultados dos casos já resolvidos.

Muito obrigado pela imensa ajuda que me deu.

Bom NATAL e um feliz ANO NOVO para todos.arvore

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AUTOTERAPIA 7

Comentário no post RESPOSTA 31:

Tenho 22 anos e alguns medos. Por isso, li os seus postes sobre autoterapia e psicoterapia e comecei a fazerPsicologia-B relaxamento.
As coisas de que me tenho lembrado como num flash, quando faço o relaxamento e estou a dormir ou mesmo quando estou nos transportes ou carro e vou pensativo são estas:
1. Estava a passar pelo poli desportivo perto da minha casa e lembrei-me que quando era mais novo ia lá nas férias de verão durante um mês e ficávamos a fazer desporto, jogos, mas em certa altura tive medo de ir porque me queixava da barriga e pensava que era apêndice. Mas, era só medo sem saber a razão…
2. Quando vou no comboio tenho “receio”…e a única coisa que me vem à cabeça são dois acidentes de comboio em Caxias e Algés quando estava em Lisboa. Com medo, não fui de comboio e aproveitei uma boleia porque ia fazer exame.
3. Às vezes lembro-me das “imagens” das guerras com o meu pai que me castigava deixando-me num quarto pequeno e escuro.
4. Também me lembro do colégio, dos passeios na quinta, de me ensinarem a comer cana de açúcar, das pinturas de quadros, das mini feiras dos alunos com coisas em 2ª mão, os primeiros computadores com jogos em quadrados, coisas assim…
5. Quando vejo notícias de jovens, mais ou menos da minha idade, que morrem por alguma coisa no Bibliocoração, as vezes fico pensativo e com medo do que me pode acontecer…
Será medo de quê? Pode dar-me alguma ajuda em relação a isto?

Senhor Anónimo.
Para lhe dar uma resposta mais ou menos aceitável, tenho de o felicitar por começar a ensaiar o relaxamento depois de ler alguns posts que foram interessantes para si.
De acordo com o que me relata, as recordações 1, 2, 3, e 5 parecem ser traumatismos negativos, isto é, os que lhe causaram medo, ansiedade, preocupação, desejando que isso não volte a acontecer.
Em relação à recordação 4, parece ser um mini-traumatismo positivo. É o que nós necessitamos para nos ajudar a viver bem.
Podem ser os tais pensamentos positivos de que muitos falam.
Neste contexto, é importante tentar relembrar esses momentos agradáveis no fim dum relaxamento, sempre que for possível.
Além disso, interessa alerta-lo para a possibilidade de aumentar o medo quando se tenta fugir duma situação desagradável que não é perigosa.

Leu com cuidado o post Autoterapia 4?
Se começarmos a obter ou conseguir apenas as justificações para os nossos medos, teremos tendência a aumentá-los ao longo do tempo até ficarem cada vez mais incontroláveis. O importante, nestas visões ou recordações, é analisá-las e verificar que não tinham razão de existir e que foram mal compreendidos pelas nossas falsas percepções. Só assim os conseguiremos vencer.

Por isso, leia com atenção o post Percepção, de 24Nov13, o que também está discutido no livro da Cidália (C).
Para verificar aquilo que os outros fizeram, gosto que as pessoas leiam os livros e vejam pelo menos os casos de Cristina, Isilda, Cidália, Antunes, Germana, Januário e Júlio.
O que fizeram para resolver o seu problema? Não foi com muita ajuda do psicólogo.
Mas, mesmo com essa ajuda, só com muita leitura e treino é que cada um resolveu o seu problema.

Por exemplo, quando alguém tem medo de exames e algum deles correu mal, é importante relembrar e descobrir qual a razão. Provavelmente, se não houvesse nervosismo, o exame teria corrido melhor. Foi o que
aconteceu com o Júlio (E).
O relaxamento serve para isso. A imaginação orientada ajuda ainda mais, condicionando a pessoa para conseguir relaxar-se num exame futuro. O relaxamento instantâneo serve para isso. Quem o pode fazer a não ser o próprio?

É bom visualizar essas imagens. Só cada um as pode ter e desencadear e treinar todas as noites, mesmo sem qualquer ajuda do psicoterapeuta.
No final do relaxamento, quando a pessoa não estiver a dormir e quando for possível, é bom visualizar todas as «vitórias» que cada um conseguiu ter ao longo do tempo.

Se cada um não quiser ler bastante e praticar ainda mais o relaxamento para analisar as dificuldades (não disse justificar), descobrir onde houve falhas, como se poderiam ter evitado e contrapor novos comportamentos de ultrapassagem das mesmas, haverá sempre a necessidade de alguém que possa ajudar em sessões que se irão prolongar por muito tempo com resultados menos vantajosos do que os possíveis de obter com o treino em casa.

Há alguns anos, um jovem, também na casa dos 20 anos, afligia-se com os transportes, mesmo que particularese estava a «marcar passo» nos estudos do 11º ano. Depois de começar, pelo menos a praticar algum relaxamento, mesmo sem qualquer leitura conveniente e bom treino, como aconteceu com os vários «casos» mencionados antes, teve a possibilidade de andar em transportes e chegar ao 2º ano de licenciatura sem perder o ano.

Ao Anónimo que fez o comentário, se não tem os livros para ler, apenas posso recomendar que releia com cuidado os posts que mencionou e vá praticando em casa a recordação dos momentos agradáveis (4) e contraponha esses momentos aos das recordações (1, 2, 3, 5) desagradáveis.
Depois, vá descobrindo formas de se relaxar quando imagina que vai ter o «medo». Faça o possível para o ultrapassar e «deite foguetes» depois disso. Faça também isso na imaginação, todas as noites ao ir para a cama depois da autoanálise e da anotação das recordações do dia. Ninguém mais pode fazer isso por si.
Lembre-se também que os «medos» são seus e as outras pessoas não os têm. Qual a razão de ter medo duma coisa que não acontece normalmente? E, se acontecer, é admissível, como com os alunos da Lusófona que foram engolidos pelo mar. Foi por terem medo? Por não o terem? Ou foi um acaso, se não foi descuido deles?
Todos nós iremos morrer mas, para isso, temos de estar vivos da melhor maneira possível e em boas condições.

Bom relaxamento e óptimas recordações das coisas boas que se viveram. O Tiago lembrava-se dos seus bons tempos passados num pomar dos vizinhos (C).

Para facilitar ainda mais, vai existir em 2017 um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que orientará os interessados de uma maneira muito precisa de acordo com os seus interesses e situação,  completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades.

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ENVOLVIMENTO FAMILIAR – 9

Lendo o seu comentário, transcrito a seguir, feito no post ENVOLVIMENTO FAMILIAR – 8 e, não sabendo mais nada sobre o seu caso, apenas lhe posso responder através de outro post com o mesmo título, transcrevendo um capítulo do livro JOANA, a traquina ou simplesmente criança? (D), da página 275 até à 282.

Já li este artigo e o anterior.
Também tenho pouco tempo disponível.
Mas acha que a convivência com os filhos é tão importante?
Posso ter mais alguns esclarecimentos?

O DESCANSO DO FIM-DE-SEMANA

Chegados ao apartamento, enquanto tomávamos banho eJoana nos arranjávamos para um jantar muito tardio, já passava das dez da noite. A Joana parecia não estar ainda com muito sono mas, quando acabámos de jantar o prato do dia, que era uma bela cataplana de peixe com marisco, os seus olhinhos não enganavam qualquer pessoa e muito menos a mãe. A Fernanda perguntou-lhe se queria ir dormir e a filha, para não obrigar a mãe a subir para o apartamento, disse que não. Entretanto, compreendendo a situação, a Fernanda disse ao João Manuel que tinha de ir ao apartamento. A Joana aproveitou logo para dizer que ela também ia.

Mal chegou ao quarto, contou-nos depois a Fernanda, a Joana quase que nem teve tempo de lavar os dentes e dar as boas-noites. Deitou-se no divã e ficou a dormir profundamente. A Fernanda veio ter connosco e disse ao João Manuel:

– Estamos a ter dias de intensa actividade. Amanhã depois de acordar, vamos a um supermercado aqui perto e compramos alguma coisa que se possa cozinhar no apartamento. Eu não saio a não ser para dar um passeio contigo. Se a Joana e o Maurício quiserem sair, que resolvam no momento. Tu fazes o favor de me ajudar na lavagem da louça e na preparação da comida. No tempo disponível, quero reler os vários textos de Biblioapoio que o Maurício nos emprestou. Que tal a minha ideia?

– Aceito-a de bom grado tanto mais que eu também não li coisa alguma do que te foi emprestado – disse João Manuel e acrescentou: – Agora, gostava de ouvir os fados no Bar Mistral.

Depois da sessão de fados cantados por artistas do Algarve, fomos para a cama de madrugada e a Fernanda viu que a Joana nem se tinha mexido da posição em que se deitara e disse:

– Viram como tenho razão? Amanhã é acordar à hora que cada um quiser. Depois, temos o programa já combinado.

Psicologia-BDito isto, cada um se arranjou e entrou no «vale dos lençóis».

No dia seguinte, pelas 11.00 horas, a Joana acordou bem-disposta e perguntou-me o que iríamos fazer. Respondi-lhe que a mãe gostaria de ficar no apartamento mas que nós podíamos fazer aquilo que quiséssemos. Quando lhe disse qual o programa dos pais, pediu-me para dar uma voltinha com ela só depois de regressar do supermercado. Saímos todos, tomámos um sumo de laranja e comemos bolos. Depois de ir ao supermercado para comprar umas pizzas, salsichas, ovos, manteiga, fruta, água, sumos, alguns vegetais e gelados, os pais voltaram para o apartamento enquanto fui dar uma voltinha «pela cidade» com a Joana, que ficou admirada com a quantidade de línguas diferentes que ia ouvindo.

Eu tinha conhecido a Joana, no comboio, pouco antes de completar os 7Acredita-B anos de idade e, passado um ano e pouco, a sua capacidade de observação e de compreensão tinham evoluído de maneira tão significativa que não podia ser atribuída unicamente ao avançar da idade. O ambiente em que estava inserida e, especialmente, a mudança do ambiente familiar, a confiança que tinha nos pais e a que também sentia da parte deles, juntamente com o apoio que recebia, deviam ter exercido uma influência muito grande nesta evolução positiva e benéfica para o desenvolvimento saudável da sua personalidade.

Lembrei-me, subitamente, das investigações de Scarr-Salapateck eneuropsicologia-BWeinberger (1976) e de Zajonck (1975) no domínio das funções cognitivas e motoras. Essas investigações mostram que tanto os primeiros filhos como os últimos ficam favorecidos nessas funções em relação aos outros, em virtude de terem uma interacção muito maior com os pais. Além disso, um ambiente educacional estimulante tanto pode aumentar o QI em 15 pontos na Escala de Wechsler como reduzir os défices verificados em várias áreas das funções cognitivas ou motoras. A convivência que a Joana estava a ter agora com os pais e comigo, assim como a estimulação conseguida nos últimos tempos, tinham-na tornado uma criança diferente e mais madura. Agora, podia-se ir com a Joana a Consegui-Bqualquer lado, dar-lhe indicações que seriam rigorosamente seguidas, podendo, eventualmente, haver necessidade de lhe explicar a razão das recomendações feitas. Era uma situação que, tempos atrás, era impensável.

Quando ao fim de uma hora de passeio voltámos ao apartamento, o almoço estava pronto e, enquanto almoçávamos, a Joana foi contando o que tinha visto, dizendo que eu lhe dera muitas explicações e tirara muitas dúvidas. Terminado o almoço e lavados os pratos, no que o João Manuel foi exímio, sentámo-nos na varanda donde se desfrutava a vista sobre as ruas circundantes e o mar.

Já que os pais não iam sair, a Joana também queria ficar em casa e «ler»Imagina-B um pouco os seus livros. Assim, ficou a observar mais do que a ler, nas devidas condições, fosse o que fosse. Em parte, o pai dava-lhe algum apoio para compreender algumas coisas escritas que ela queria compreender. Eu estava perto e respondia, de vez em quando, às perguntas da Fernanda que, ao ler os textos de apoio, se lembrou, de repente, de me pedir que explicasse melhor o fenómeno da depressão anaclítica e as suas consequências.

Repeti por outras palavras o que já lhe tinha dito na Praia da Luz e realcei que essa depressão se deve essencialmente à falta de afectividade e contacto com a mãe, isto é, à ausência permanente duma «mãe» que possa Interacção-B30proporcionar à criança o carinho de que ela necessita. Na identificação anaclítica, também a pessoa tenta imitar ou repetir os comportamentos que essa pessoa teria se estivesse presente. Tentei fazer uma comparação entre o sentimento de relativo «abandono», durante um ano lectivo, que um universitário tem em relação à sua família da qual nunca se separou (C) e o «abandono» (E) muito maior que uma criança de 2 anos sente, em apenas duas semanas de afastamento. O que não sentirá uma criança ainda mais pequena quando não vê a sua mãe durante dois dias?

Realcei em seguida o momento em que a criança se afeiçoa muito à mãe, isto é, mais ou menos, entre os 7 e os 9 meses, ocasião em que começa a distinguir bem as pessoas que a rodeiam (Ferguson, 1970). A ligação comSaude-B a mãe parece aumentar fortemente nesta idade, a ponto de Schaffer e Emerson terem descoberto que existe um medo exagerado de pessoas estranhas, mesmo que sejam familiares muito próximos, tais como avós e tios, com quem a criança não está habituada a conviver muito. Esta situação, continua durante mais algum tempo até cerca dos 12 ou 13 meses de idade. Depois, motivada pela curiosidade, consegue separar-se da mãe, até ao limite da visão, enquanto tenta «descobrir» novidades.

– Já compreendeu o porquê da minha opinião sobre o não afastamento entre a criança e a mãe até cerca dos dois anos de mario-70idade? – perguntei e continuei: – É a época mais crucial para o desenvolvimento da personalidade, especialmente sob o ponto de vista emocional. O afastamento da mãe durante muitas horas por dia, faz com que a criança se sinta «abandonada», aprendendo, provavelmente, no futuro, a desligar-se também dos outros e a ter um comportamento pouco afectivo. Infelizmente as nossas estruturas oficiais e laborais não ajudam na resolução ou minimização destas dificuldades, obrigando as mães a trabalhar a tempo inteiro nos seus empregos, mal passados três ou quatro meses depois do parto. S elas tivessem, por direito, a opção de trabalhar em tempo parcial e tomassem a seu cargo a boa ligação com os filhos durante mais tempo do que agora, talvez a nossa sociedade fosse mais «humanizada».Difíceis-B

A Fernanda, muito preocupada, ficou quase a cismar e exclamou de repente:

– Ainda bem que não nos afastámos quando a Joana era mais pequena, graças a Deus. Se não, não sei o que seria dela!

Foi uma tarde bem passada, que deu direito a um curto passeio pelas ruas circundantes e a um jantar preparado no apartamento com salsichas, ovos, pão, manteiga e fruta.

O dia seguinte seria passado do mesmo modo. Era domingo e talvez as praias estivessem ainda mais pejadas de gente que se via Psi-Bem-Cda varanda a regressar em fila quase ininterrupta a partir das quatro da tarde. E, a segunda-feira como seria?

A Fernanda tinha gostado imenso da Meia Praia por causa da enorme extensão de areia, pouca gente e bons toldos onde podíamos passar as horas de calor. Era isso de que ela necessitava já que não lhe convinha muito molhar-se na água do mar nem apanhar raios solares directos.

A Joana também tinha gostado do local e a areia era para ela mais agradável do que o alcatrão das ruas. Resolvemos passar o dia a tomar banhos rápidos e voltar para o toldo e descansar. O almoço, seriam umas sandes e sumo de laranja ao natural. Nada de barriga cheia. À noite, o jantar iria compensar a possível fome passada durante o dia.Organizar-B

Como os toldos não eram muito grandes, o João Manuel resolveu alugardois por dois dias. Um ficava para eles e o outro para nós, para estarmos à vontade e podermos descansar. Provavelmente, até a intenção era outra. A Fernanda estava ansiosa por ler em boas condições, os textos de apoio pelos quais apenas tinha passado um rápido golpe de vista. O João Manuel, quase nada tinha lido. Por isso, como não ia deixar a Fernanda sozinha e a Joana estava bem acompanhada, resolveu embrenhar-se na leitura que também lhe fazia falta. Eu, que me fosse divertindo com a Joana a entrar e a sair da água, ajudando-a a aprender a nadar. Eles descansariam.

neuropsicologia-BContinuei com a Joana e pouco falei com os «leitores». Mais tarde, teria de responder a muitas perguntas e explicar bastantes pontos de vista pessoais apresentados nesses textos. Os dois dias foram passados pelos pais da Joana em relativo recolhimento para a leitura dos textos, enquanto eu me divertia com a Joana que, para mim, era um meio precioso de observação do desenvolvimento da criança e das suas capacidades. No dia seguinte, quarta-feira, dia de mudança do grupo dos finlandeses, estaríamos na piscina à espera de mudar de apartamento.

Quando regressámos ao Domínio do Sol ao fim do segundo dia de descanso na Meia Praia, jantámos bem e fomos para a cama depois deDIA-A-DIA-C passar algum tempo no Bar Mistral. A Joana habituou-se a ir para a cama mais cedo, uma hora depois do jantar. Na quarta-feira, pouco antes da hora do almoço chamaram à recepção o Sr. Eng.º João Veiga. O pessoal dos quartos tinha deixado um recado de que o nosso novo apartamento já estava limpo e à nossa espera. Só queriam que mudássemos as nossas coisas ou que déssemos autorização para que o pessoal de limpeza fizesse isso. Os novos hóspedes do nosso antigo apartamento deviam estar a chegar às 17.00 e eles necessitavam de o deixar pronto.

O João Manuel e a Fernanda deixaram-nos na piscina e foram mudar as coisas para o novo apartamento. Almoçámos e a Fernanda, encantada com a vista que se desfrutava da varanda, voltou para o apartamento. Como eu também «Educar»-Bquis ir descansar um pouco, a Joana pediu para ficar na companhia duma finlandesa com quem tinha começado a brincar à beira da piscina. A mãe concordou desde que ela olhasse, de vez em quando, para a varanda do apartamento a fim de verificar se os pais lhe diziam alguma coisa. A Joana concordou.

Quando chegámos à varanda vimos que a Joana estava à espera que a mãe lhe acenasse a fim de saber para onde devia olhar. Quando viu a mãe, sorriu para ela.

A Fernanda mostrou-se imensamente satisfeita com este comportamento da filha e acenou para ela enquanto exclamava:

– Esta jovem está tão mudada!Depress-nao-B

Dei uma sonora gargalhada que deixou os pais da Joana, algum tanto surpreendidos e à espera que eu dissesse alguma coisa. Por fim, vendo que eu não dizia coisa alguma, fizeram um gesto como que a perguntar: “Então, que é que se passa?”

Perante este gesto, a minha intervenção foi:

– Com que então, ela é que mudou! Vocês já se «viram ao espelho»? Já não devem precisar do «mendigo»!

Olharam para mim espantados como que a perguntar: “Estará maluco?” e, em face disto, continuei:Psicopata-B

– Da consciência! Quando ela se portava de outra maneira vocês estavam juntos? Ela tinha a companhia dos pais? Tinha a certeza ou, pelo menos, sentia que os pais gostavam dela? Sabia o que era autoridade? Havia alguém com quem ela se pudesse «abrir»? Tinha a certeza de que não seria criticada por coisas sem importância enquanto comportamentos inadequados eram reforçados, sem querer? Alguém elogiava os bons comportamentos que ela tinha de vez em quando? Reconheceram como ela vos disse tudo isto muito claramente apenas com aquela frase que vos obrigou a dar-lhe um beijinho, muito comovido, quase em simultâneo? Ela mudou porque vocês mudaram muito e, consequentemente, obrigaram-na a reagir adequadamente à vossa mudança. Será essa a mudança dela? E agora, sabem para que serve a Psicologia?Depressão-B

Os dois estavam atónitos e silenciosos. Nada mais disseram e ficaram a olhar para a piscina e para a Joana que brincava muito satisfeita com a finlandesa, não sem olhar e acenar de vez em quando para o apartamento. Sentei-me perto deles e fiquei também a olhar para baixo como se estivesse num primeiro balcão. Muitos dos dias seguintes foram passados assim, com a Joana a brincar muito satisfeita na piscina, com as suas amigas. Já não necessitava da minha companhia porque se entendia bem com as outras crianças. A língua não era um óbice mas antes uma fonte de aprendizagem e de incentivo para a descoberta de novas formas de viver.

De repente, a Fernanda, saindo do seu imenso silêncio e «meditação», talvez provocada pela observação do desembaraço com Stress-Bque a filha se movimentava perante gente desconhecida, fez uma pergunta ainda relacionada com a depressão anaclítica:

– E no caso da morte da mãe?

– No caso da morte da mãe, especialmente antes de a criança ter cinco meses, pode existir uma mãe substituta que, nos tempos modernos, julgo que também pode ser o pai. Porque não? Nos tempos em que se fala muito na igualdade entre os dois sexos, julgo que isto é bastante admissível e até nos casos em que a mãe não tem vocação para a «maternidade», mas teve gosto ou necessidade na concepção do filho. O importante é modificar as mentalidades e a legislação necessária. E já imaginou que as deficiências aumentam quando as crianças são prematuras?psicoterapia2

Parece que esta resposta deixou a Fernanda mais sossegada porque reconheceu que a Joana, nos seus 8 anos, estava bem desenvolvida sob o ponto de vista social, emocional e de personalidade, com bastante equilíbrio nos comportamentos e no raciocínio. As normas morais e sociais estavam a ser introjectadas conjuntamente com um modelo de família que ela provavelmente poderia ter no futuro.

Os dias foram passando com os pais do Joana a ler e tentar apreender as noções expostas e eu a tentar dividir o meu tempo entre mergulhos na piscina, brincadeiras com a Joana e preparação dos trabalhos que me interessava apresentar em Cambridge.pqsp2

Mais dias passaram, durante os quais o casal aproveitou todo o tempo disponível para estar «em meditação», ficar a conversar ou passear pela sombra ou à fresquinha, enquanto eu me entretinha com a Joana ou ela comigo, divertindo-nos imenso.

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEISarvore-2

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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RESPOSTA 31

Li o seguinte comentário, feito ontem por um Anónimo no post AUTOTERAPIA 4:Biblio

“Eu tive um acidente de viação logo que acabei de tirar a carta. Depois, fiquei sem carro durante muito tempo porque não tinha dinheiro para reparações e a culpa tinha sido minha.
O seguro não dava cobertura para reparações no meu carro.
Agora que o consegui mandar reparar, fico com medo de condu-zir e parece que me desorientado por completo.
Tenho imenso medo.
Há alguma coisa que possa fazer além de me meter no carro e tentar outra vez?”

O que posso responder, ao correr da pena é o seguinte.Psicopata-B
No seu caso, sem saber mais nada a seu respeito, se não houver outros problemas antigos associados, deve ser importante fazer-lhe uma dessensibilização.
E se houver outros problemas? A dessensibilização não é suficiente e pode haver substituição de sintomas, que aparentam ser mais aceitá-veis do que o seu medo actual mas que também são alienantes.

Não estando a fazer uma consulta directa, o que posso recomendar, é que não tente meter-se no carro para conseguir desistir logo de seguida. Pode aumentar o medo anterior, especialmente se ficar associado a qualquer outro sinal que possa funcionar como uma associação antecipada daquilo que lhe ocasiona o medo.Acredita-B

Por isso, quando se meter no carro, o importante é não poder «fugir» dele, conseguindo livrar-se do mesmo ou da condução como o diabo da cruz, ou dando um suspiro de alívio quando terminar a viagem.

Se, por acaso isso acontecer, pode haver reforço secundári0 negativo que irá aumentado, cada vez mais, de forma exponencial até o deixar desorientado ou a sentir outros sintomas que, aparentemente, podem nada ter a ver com a dificuldade ou medo de condução.
Consegui-BJulgo que não é isso que pretende.

Se não tem a possibilidade de fazer uma psicoterapia acompanhado, sugiro que leia com atenção neste blog os muitos posts sobre:

Autoterapia
Psicoterapia
Reforço
RespostaPsicologia-B
Tente compreender bem como funciona o reforço, especialmente o reforço secundário negativo aleatório, bem como os sinais antecedentes (F).

Se ler alguns livros, com «casos» concretos, que já foram publicados e que estão mencionados nesses posts que já indiquei, pode desco-brir o que fizeram os outros em situações semelhantes, embora pos-sam não se relacionar com o medo de conduzir.

Antes de tudo, juntamente com as leituras recomendadas, julgo que vale a pena praticar o relaxamento muscular.
Quando conseguir fazer isso com à vontade, tente o relaxamentoMaluco2 mental e a evocação de recordações agradáveis.
Depois, tente relembrar o acidente, o modo como aconteceu, as suas causas e, se possível, o modo como o poderia ter evitado.
Para maior economia de tempo e melhoria de resultados, é sempre bom fazer estes exercícios à hora de dormir. Acabe sempre a sessão com recordações agradáveis se ainda não estiver a dormir. Se ficar a dormir, não faz mal porque o início do relaxamento com uma palavra- chave ou com uma música sempre a mesma, funcionando como sinal condicional, deve dar resultado após algumas semanas de prática.
Utilize a imaginação orientada (J) para ver claramente a situaçãoImagina-B numa espécie de ecrã à sua frente. Se fosse outra pessoa a ter o acidente, quais as recomendações que lhe faria? Continue com o exercício imaginando que era o próprio condutor.
Seria capaz de seguir essas recomendações?
Sendo capaz, se a situação fosse pior, o que faria?
Utilize várias noites para pensar maduramente no assunto, em rela-xamento, e verifique se consegue estar relaxado depois de todas essas lembranças ou «reconstituições». Estar relaxado depois dessas recordações é muito importante.

Apenas no caso de conseguir estar completamente calmo,  como provavelmente, está a viajar, sem receio, com outros condutores, eDepressão-B como já tem licença para conduzir, veja se consegue que alguém o acompanhe nas suas novas conduções em locais pouco movimentados. Veja se consegue sentir-se calmo.
Só quando se sentir seguro, «relaxado» e à vontade, acompanhado, pode começar a conduzir sozinho.
Só depois, com a sua nova forma de conduzir, pode continuar por novos caminhos mais complicados.

Não é recomendável que se tente meter no carro sem ter a certeza de estar apto a conduzir à vontade e relaxado e sem possibilidade de «fuga». Caso contrário o «medo» pode aumentar.

Esta ideia de se meter no carro sozinho devia ter acontecido, imedia-tamente após o acidente, sem possibilidades de fuga e com Saude-Ba satisfação final de ter conseguido conduzir melhor.
É o que se fazia, na Inglaterra, com os pilotos recém-formados aci-dentados, nos tempos de II Guerra Mundial.

Bom seria que estas noções sobre os mecanismos do comportamen-to fossem amplamente difundidas em grupos de pessoas que neces-sitam das mesmas para terem uma vida melhor.
É exactamente para dar essas noções que estou a manter os blogs e vou procurar publicar os livros, quando houver interessados nisso.

Embora esteja a pensar numa colecção de 16 livros, reorganizandotodos os que foram publicados e outros novos, por enquanto, mario-70estou a pensar só no AUTOTERAPIA (P), quando houver inscrições suficientes para a sua publicação. Quem quiser inscrever-se tem as indicações no link abaixo.
Já leu os comentários?

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