PSICOLOGIA PARA TODOS

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AUTOTERAPIA 7

Comentário no post RESPOSTA 31:

Tenho 22 anos e alguns medos. Por isso, li os seus postes sobre autoterapia e psicoterapia e comecei a fazerPsicologia-B relaxamento.
As coisas de que me tenho lembrado como num flash, quando faço o relaxamento e estou a dormir ou mesmo quando estou nos transportes ou carro e vou pensativo são estas:
1. Estava a passar pelo poli desportivo perto da minha casa e lembrei-me que quando era mais novo ia lá nas férias de verão durante um mês e ficávamos a fazer desporto, jogos, mas em certa altura tive medo de ir porque me queixava da barriga e pensava que era apêndice. Mas, era só medo sem saber a razão…
2. Quando vou no comboio tenho “receio”…e a única coisa que me vem à cabeça são dois acidentes de comboio em Caxias e Algés quando estava em Lisboa. Com medo, não fui de comboio e aproveitei uma boleia porque ia fazer exame.
3. Às vezes lembro-me das “imagens” das guerras com o meu pai que me castigava deixando-me num quarto pequeno e escuro.
4. Também me lembro do colégio, dos passeios na quinta, de me ensinarem a comer cana de açúcar, das pinturas de quadros, das mini feiras dos alunos com coisas em 2ª mão, os primeiros computadores com jogos em quadrados, coisas assim…
5. Quando vejo notícias de jovens, mais ou menos da minha idade, que morrem por alguma coisa no Bibliocoração, as vezes fico pensativo e com medo do que me pode acontecer…
Será medo de quê? Pode dar-me alguma ajuda em relação a isto?

Senhor Anónimo.
Para lhe dar uma resposta mais ou menos aceitável, tenho de o felicitar por começar a ensaiar o relaxamento depois de ler alguns posts que foram interessantes para si.
De acordo com o que me relata, as recordações 1, 2, 3, e 5 parecem ser traumatismos negativos, isto é, os que lhe causaram medo, ansiedade, preocupação, desejando que isso não volte a acontecer.
Em relação à recordação 4, parece ser um mini-traumatismo positivo. É o que nós necessitamos para nos ajudar a viver bem.
Podem ser os tais pensamentos positivos de que muitos falam.
Neste contexto, é importante tentar relembrar esses momentos agradáveis no fim dum relaxamento, sempre que for possível.
Além disso, interessa alerta-lo para a possibilidade de aumentar o medo quando se tenta fugir duma situação desagradável que não é perigosa.

Leu com cuidado o post Autoterapia 4?
Se começarmos a obter ou conseguir apenas as justificações para os nossos medos, teremos tendência a aumentá-los ao longo do tempo até ficarem cada vez mais incontroláveis. O importante, nestas visões ou recordações, é analisá-las e verificar que não tinham razão de existir e que foram mal compreendidos pelas nossas falsas percepções. Só assim os conseguiremos vencer.

Por isso, leia com atenção o post Percepção, de 24Nov13, o que também está discutido no livro da Cidália (C).
Para verificar aquilo que os outros fizeram, gosto que as pessoas leiam os livros e vejam pelo menos os casos de Cristina, Isilda, Cidália, Antunes, Germana, Januário e Júlio.
O que fizeram para resolver o seu problema? Não foi com muita ajuda do psicólogo.
Mas, mesmo com essa ajuda, só com muita leitura e treino é que cada um resolveu o seu problema.

Por exemplo, quando alguém tem medo de exames e algum deles correu mal, é importante relembrar e descobrir qual a razão. Provavelmente, se não houvesse nervosismo, o exame teria corrido melhor. Foi o que
aconteceu com o Júlio (E).
O relaxamento serve para isso. A imaginação orientada ajuda ainda mais, condicionando a pessoa para conseguir relaxar-se num exame futuro. O relaxamento instantâneo serve para isso. Quem o pode fazer a não ser o próprio?

É bom visualizar essas imagens. Só cada um as pode ter e desencadear e treinar todas as noites, mesmo sem qualquer ajuda do psicoterapeuta.
No final do relaxamento, quando a pessoa não estiver a dormir e quando for possível, é bom visualizar todas as «vitórias» que cada um conseguiu ter ao longo do tempo.

Se cada um não quiser ler bastante e praticar ainda mais o relaxamento para analisar as dificuldades (não disse justificar), descobrir onde houve falhas, como se poderiam ter evitado e contrapor novos comportamentos de ultrapassagem das mesmas, haverá sempre a necessidade de alguém que possa ajudar em sessões que se irão prolongar por muito tempo com resultados menos vantajosos do que os possíveis de obter com o treino em casa.

Há alguns anos, um jovem, também na casa dos 20 anos, afligia-se com os transportes, mesmo que particularese estava a «marcar passo» nos estudos do 11º ano. Depois de começar, pelo menos a praticar algum relaxamento, mesmo sem qualquer leitura conveniente e bom treino, como aconteceu com os vários «casos» mencionados antes, teve a possibilidade de andar em transportes e chegar ao 2º ano de licenciatura sem perder o ano.

Ao Anónimo que fez o comentário, se não tem os livros para ler, apenas posso recomendar que releia com cuidado os posts que mencionou e vá praticando em casa a recordação dos momentos agradáveis (4) e contraponha esses momentos aos das recordações (1, 2, 3, 5) desagradáveis.
Depois, vá descobrindo formas de se relaxar quando imagina que vai ter o «medo». Faça o possível para o ultrapassar e «deite foguetes» depois disso. Faça também isso na imaginação, todas as noites ao ir para a cama depois da autoanálise e da anotação das recordações do dia. Ninguém mais pode fazer isso por si.
Lembre-se também que os «medos» são seus e as outras pessoas não os têm. Qual a razão de ter medo duma coisa que não acontece normalmente? E, se acontecer, é admissível, como com os alunos da Lusófona que foram engolidos pelo mar. Foi por terem medo? Por não o terem? Ou foi um acaso, se não foi descuido deles?
Todos nós iremos morrer mas, para isso, temos de estar vivos da melhor maneira possível e em boas condições.

Bom relaxamento e óptimas recordações das coisas boas que se viveram. O Tiago lembrava-se dos seus bons tempos passados num pomar dos vizinhos (C).

Para facilitar ainda mais, vai existir em 2017 um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que orientará os interessados de uma maneira muito precisa de acordo com os seus interesses e situação,  completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades.

Já leu os comentários?

Clique em BEM-VINDOS

Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

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4 thoughts on “AUTOTERAPIA 7

  1. Como gosta que façam comentários aos seus blogues e aos livros, posso dizer que li os da Cidália, Cristina, Antunes e Isilda, bem como alguns da Plátano, além de diversos postes.
    As críticas que posso fazer são as seguintes:
    Nos seus livros a linguagem é de facto bastante acessível, mas há uma grande diferença em relação aos outros que são vocacionados para a parte escolar e para os jovens onde apenas expõem os problemas.
    Parece-me que os seus livros pretendem, acima de tudo, resolver os problemas que expõe, parecendo mais de auto ajuda, mas com uma componente científica que não pode ser descurada, com linguagem técnica que é inevitável.
    Mesmo assim o seu conteúdo é vantajoso e útil para o público com muitas soluções, mais rápidas … mas menos eficazes?
    Talvez o público pretenda algo que seja como os comprimidos de emagrecer rápido, no entanto o peso volta a dobrar. Mas a solução eficaz e duradoura é sempre mais morosa.
    Na forma de expor nos seus livros que levam as pessoas a ajudarem-se a si próprias acho que deve focar menos a parte técnica. É melhor tentar falar mais dos seus casos e da forma como os indivíduos chegaram a bom porto.
    A linguagem não é acessível para a maior parte do público.
    Lamentavelmente a maior parte do público não tem disponibilidade mental para ler. Habituados às novas tecnologias que enaltecem o conceito de “pouco tempo para…” a maior parte do público não quer ler. Por vezes, muitos até iniciam um livro, mas basta haver uma linguagem à qual não estão acostumados e que exige um certo nível de literacia, as pessoas desistem.
    A solução pode passar por usar menos a parte científica e focar-se no dia-a-dia, nas soluções.
    Oxalá que este comentário seja útil e tenha mais sorte nos seus livros.

  2. Anónima on said:

    Acabei de ler todos os postes sobre Autoterapia e Psicoterapia neste blogue e no anterior. Parece que existe uma insinuação de que a autoterapia é benéfica mesmo para as pessoas que não estejam a ter dificuldades psicológicas.
    Pode explicar-nos porque?
    Agradeço uma resposta se possível.

    • Srª Anónima,
      Acabo de ler o seu comentário no momento em que abro o meu e-mail e como o acho bastante pertinente apesar de eu ter tentado explicar o melhor possível as vantagens da autoterapia para os que ainda não sofrem de dificuldades psicológicas, julgo que é melhor eu descansar um pouco sobre esta matéria, reler todos os anteriores posts aqui referidos além dos relacionados com a Imaginação Orientada e tentar dar uma resposta depois de eu ter tentado entrar também em Imaginação Orientada, como faço frequentemente.
      Provavelmente, a resposta será dada num post intitulado AUTOTERAPIA 8 amanhã, ou mais tarde.

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