PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA 32

Comentário de Anónima no post AUTOTERAPIA 7:

“Como gosta que façam comentários aos seus blogues e aosConsegui-B livros, posso dizer que li os da Cidália, Cristina, Antunes e Isilda, bem como alguns da Plátano, além de diversos postes. 
As críticas que posso fazer são as seguintes:
Nos seus livros a linguagem é de facto bastante acessível, mas há uma grande diferença em relação aos outros que são vocacionados para a parte escolar e para os jovens onde apenas expõem os problemas.
Parece-me que os seus livros pretendem, acima de tudo, resolver os problemas que expõe, parecendo mais de auto ajuda, mas com uma componente científica que não pode ser descurada, com Acredita-Blinguagem técnica que é inevitável.
Mesmo assim o seu conteúdo é vantajoso e útil para o público com muitas soluções, mais rápidas … mas menos eficazes?
Talvez o público pretenda algo que seja como os comprimidos de emagrecer rápido, no entanto o peso volta a dobrar. Mas a solução eficaz e duradoura é sempre mais morosa.
Na forma de expor nos seus livros que levam as pessoas a ajudarem-se a si próprias acho que deve focar menos a parte técnica. É melhor tentar falar mais dos seus casos e da forma como os indivíduos chegaram a bom porto.
A linguagem não é acessível para a maior parte do público.Saude-B
Lamentavelmente a maior parte do público não tem disponibilidade mental para ler. Habituados às novas tecnologias que enaltecem o conceito de “pouco tempo para…” a maior parte do público não quer ler. Por vezes, muitos até iniciam um livro, mas basta haver uma linguagem à qual não estão acostumados e que exige um certo nível de literacia, as pessoas desistem.
A solução pode passar por usar menos a parte científica e focar-se no dia-a-dia, nas soluções.
Oxalá que este comentário seja útil e tenha mais sorte nos seus livros.”Psicopata-B

Agradecendo este comentário bastante útil para a minha reflexão pessoal, gostaria de deixar algumas explicações.

Em relação às pessoas que não gostam de linguagem à qual não estão acostumadas, julgo que pouco ou nada poderei fazer, visto que a linguagem que está enraizada em mim é antiga e não consigo mudá-la sem alterar a exposição que ficaria ainda pior do que a actual, tal como a ortografia, que detesto.
A minha ideia fundamental é, de facto, levar as pessoas ajudarem-se a si próprias porque, apesar de haver muitíssimos mais Organizar-Bpsicólogos disponíveis do que no meu tempo, há 30 anos, não é fácil conseguir obter os seus serviços, mormente por causa da parte financeira.

A solução poderá ser cada um ajudar-se a si próprio.
Em relação a este ponto, se eu me preocupar em apresentar uma só solução pontual, posso proporcionar um mau serviço porque não devo poder prever todas as respostas possíveis.
Talvez alguns exemplos possam ajudar a compreender, mesmo que seja uma actuação pessoal e pontual como aconteceu no caso da Joana em que tive de discutir com o pai dela muitos procedimentos que eu estava a ter e que queria que ele seguisse.

Se ler o livro da JOANA (D), deve verificar isso quando eu dizia claramenteJoana-B ao pai que iria falar com a Joana em coisas que interessariam mais ao pai e numa linguagem que não era para ela, enquanto a gratificar com a atenção que lhe prestava para ela obter o reforço positivo de que necessitava a fim de eu poder moldar-lhe o comportamento para o objectivo que eu desejava atingir: ela não ir para a janela do comboio.
Apenas nesta curta interacção, vê-se que seria difícil dizer ao pai que não punisse quando ela fosse para a janela, que ligasse muita importância quando estivesse sentada no assento, que não contasse a sua teimosia quando era criança, que não falasse tanto na hereditariedade, que não elogiasse o comportamento dela enquanto na escola e muitas outras coisas que têm de ser intercaladas oportunamente para obter o resultado que se deseja face a um objectivo.Psicologia-B

Com a JOANA, eu tinha inicialmente o objectivo de fazer com que ela secomportasse melhor no comboio sem incomodar os outros passageiros.
Passei depois a ter o objectivo que o pai dela também conseguisse ter algum controlo nos seus comportamentos.
Depois disso, adicionei o objectivo de reunir uma família que se tinha desunido por causa dum mal-entendido no tocante a conceitos de educação diferentes adquiridos através de educações em famílias não muito semelhantes.
Por fim, a minha ambição foi experimentar se crianças, sem qualquer ideia da parte científica, seriam capazes de utilizar Interacção-B30«artesanalmente» as normas de modificação do comportamento.
E quem sabe se a JOANA, sem outras aprendizagens científicas não terá sido capaz de educar os seus filhos (e, possivelmente, marido) do modo mais adequado para a sua «maneira de ser»?

Digo isto porque todos nós, quer queiramos ou não, modificamos os comportamentos de todos os que lidam connosco, no bom ou no mau sentido, a favor ou contra as nossas expectativas.
Infelizmente, muitas vezes, queremos que as coisas aconteçam duma determinada forma quando estimulamos tudo em sentido contrário. Para isso, a parte científica, pelo menos pela rama, é extremamente importante para não nos frustrarmos com os resultados atingidos com toda a nossa boa vontade e estimulação que foi feita, erradamente, em sentido não Depressão-Bdesejado.

Quando se trata de problemas de psicoterapia, não e muito fácil «darconselhos» sem abordar a minimamente parte «científica» ou a razão porque se executam determinados procedimentos. Caso contrário, algumas das acções podem ser mal executadas ou de forma inoportuna e darem mau resultado. Também pode acontecer que a pessoa não pense porque executa determinado comportamento e ficar sempre na «dependência» dos conselhos dos outros como podem ficar com as músicas e os conselhos dados em CD ou outro suporte audio-visual ou escrito.

mario-70O que me interessa sobremaneira é deixar a pessoal tanto quanto possível autónoma, autosuficiente e independente do psicoterapeuta, como aconteceu com a Cidália, a Cristina, a Isilda, o Júlio, o Joel,  a Germana e outros que nunca mais necessitaram dos meus conselhos e apoios e até foram capazes de ajudar os outros, como o Januário, com pouco apoio posterior à sua intensa autopreparação.

Por isso, agradecendo o comentário e ficando muito satisfeito por saber que o conteúdo dos livros pode ser útil, pelo menos para algumas pessoas que se disponham a ler numa linguagem pouco acessível, vou tentar reduzir a parte técnica e aumentar os exemplos e resultados dos casos já resolvidos.

Muito obrigado pela imensa ajuda que me deu.

Bom NATAL e um feliz ANO NOVO para todos.arvore

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

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