PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA 35

“Prezado Dr. Noronha,Acredita-B
Depois da nossa conversa telefónica no seguimento da confusão do livro de capa amarela em vez da capa azul clara da 1ª edição do Acredita em ti. Sê Perseverante!”, ganhei o livro de capa verde de que gostei imenso.
É impressionante saber o modo como cada um, tal como a Cidália, pode fazer muito por si próprio, evitando cair nos mesmos erros no futuro!
Continue com a sua atividade de dar aos outros o conhecimento dos seus métodos.
Gostaria de saber quais as reais vantagens de se fazer isso, especialmente como no caso do Antunes. Desculpe não ter feito este comentário ontem,Consegui-B porque fiquei a ver a reportagem sobre as clínicas privadas, a SANFIL, de Coimbra.
Senti-me tão desgosto com as «vigarices» que se fazem até na saúde e fui-me deitar amargurado com o país em que estamos viver. Bem hajam os que sofrem.
Como me disse que gostaria mais de dar uma resposta que servisse mais pessoas, fico à espera de ver o seu blogue dentro de dias.
Obrigado pela simpatia e pela compreensão.”

Face ao comentário acima transcrito e da sua apetência para ver aSaude-B reportagem de ontem à noite, que também «mexeu» comigo, posso esclarecer que o Amaral Dias, psiquiatra, convidou-me, num congresso, realizado em Coimbra, a trabalhar e a colaborar com ele. Declinei o convite porque não o conhecia e porque estava a colaborar com Sampaio Ferreira que é um psiquiatra de toda a confiança. Não haverá, por acaso, uma clínica de desintoxicação a funcionar sob a direcção de Amaral Dias ou com a sua colaboração?

Falando no resto, embora não concorde com as políticas financeiras do ex-Ministro Gaspar e da sua «digníssima» sucessora, bem como da orientação que a governação está a ter, posso abordar o caso do Antunes (B) em duas vertentes, especialmente a económica e da saúde mental.mario-70

▫ Se o Antunes continuasse com a depressão, qual a falta de produtividade
que proporcionaria na empresa em que estava a trabalhar? Isso não seria uma perda para a produtividade nacional?

▫ Se houvesse necessidade de «tratar» da sua depressão de forma usual, quais seriam os gastos com as consultas e os medicamentos em que existe a comparticipação do Estado? Não somos todos nós que pagamos os impostos?Depressão-B

▫ Se a filha do Antunes fosse apoiada tradicionalmente nas dificuldades escolares, quais seriam os gastos com a reeducação e com os exames necessários de vez em quando? Tudo isso teria de ser comparticipado pelo Estado, com diagnósticos pomposos e reeducações prolongadas. Tenho aqui posts dedicados aos «Diagnósticos» e «arregaçar as mangas» elaborados especialmente para dar respostas aos meus alunos da Psicopatologia no ISMAT. Com a orientação de ensino que estavam a ter, sem possibilidade de nós o alterarmos, o que lhes interessava era aprender a fazer diagnósticos. E os tratamentos quem o faz, quando, como e com que resultados?Psi-Bem-C

▫ Se a filha do Antunes fosse ajudada de forma tradicional, quais seriam os seus «ganhos» e a influência dos mesmos na sua vida académica futura, bem como na saúde mental dela e dos pais? E, muitas vezes, os resultados apresentados são mais do que duvidosos!
Contudo, se o Antunes não tivesse as noções mínimas de reeducação que foi adquirindo com as suas leituras, tudo poderia ter outros resultados. Por isso, enquanto não consigo publicar os livros, vou fazendos estes posts que interessam aos reeducadores.

Reeducação de deficientes
Psicologia para Todos (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10)

▫ Se, por causa de todas essas dificuldades – da filha e do marido – a mãe também tivesse necessidade de intervenção psiquiátrica, quais seriam os gastos com as consultas e com os medicamentos? E como estaria ela na vida conjugal e social?

▫ No meio deste panorama, depois de todos estes gastos, suportados emImagina-B parte pelo erário público, qual seria a vida familiar destes três «desgraçados» que não teriam um apoio suplementar ou profiláctico muito fácil de se fazer, pelo menos em parte, desde que cada um conheça algumas normas que pode seguir e exercícios que consegue facilmente praticar para manter uma saúde mental minimamente aceitável?

▫ Quando é que as instâncias governamentais enveredarão por essa faceta que é bastante simples, económica e proveitosa? Também, não é pagando misérias que vão ter serviços de qualidade. Vão ter, certamente, serviços aldrabados como acontecia com os «exames psicológicos completos» que se faziam … ou se fazem ainda?

Julgo que tanto as estruturas autárquicas como as governamentais podemMaluco2 promover sessões que possam ajudar a resolver ou minimizar muitos problemas que se vão avolumando e tornando a nossa vida cada vez mais desagradável e miserável. A droga legal ou a medicamentação, com todas as suas implicações financeiras funciona como uma muleta que vai alienando as pessoas para as deixar na sua dependência.

Às vezes, também não é só o governo mas os cidadãos que, apesar de terem provas do que se pode fazer em sentido contrário, remam num sentido errado. Até nas chamadas universidades sénior se poderiam fazerPsi-Bem-C sessões de esclarecimento, convidando os juniores e participar nelas.

Por mim, estou ligeiramente cansado de apresentar provas do que se pode fazer, com bastante êxito. Contudo, não perdi completamente as esperanças e vou lutando tanto quanto me é possível.

Surgiu primeiro a oportunidade de se falar no autismo, que tem neste blog, mais dois posts além deste.

Demonstrou-se também o que se pode fazer economicamente com crianças «chamadas deficientes» e educadas durante anos em belíssimas escolas especiais, sem quaisquer resultados satisfatórios.

Este caso foi apresentado nas “Primeres Jornades D´Estudi”, emneuropsicologia-B Barcelona, com o título Integración y Condicionamiento Operante e, posteriormente, no World Congress on Future Special Education, na Escócia, sob o título Training of the family for Operant Contitioning, os dois eventos, no segundo e terceiro trimestres de 1978.

Também, uma experiência de integração de cinco crianças deficientes no ensino normal, com o título Integration or Special Schools? já tinha sido apresentada, em Março de 1976, no “International Cerebral Palsy Society”, em Oxford.

Seguidamente, em meados de 1978, foi apresentada no World Congress on Future Special Education, na Escócia, sob o título Organizar-BFamily Involvement Makes Education More Economic.

Com todas estas experiências acumuladas, logo depois, foi proposta uma experiência de um ano em que os pais dessas 10 crianças também ficassem envolvidos na educação e reabilitação de crianças com dificuldades.

Depois de se termos tido o trabalho de obter um pequeno subsídio da Fundação Calouste Gulbenkian, foram os pais que não ajudaram a concretizar este «sonho» porque acharam que qualquer intervenção deveria ser restrita aos especialistas.

Nunca quiseram compreender que filhos são deles e que a melhoria deles se irá reflectir nas suas próprias Interacção-B30vidas e nos futuros de todos.

Caro amigo. Não sei se consegui dar uma resposta no mínimo coerente e elucidativa relacionada com o seu comentário. Mas, tentei.

O mais importante é que tudo o que se passa na saúde mental, na reeducação e no ensino, deixa-me cada vez mais desorientado. E, só a imaginação orientada, quase todas as noites, me ajuda a manter a calma e vigor necessários para tratar dos dois blogs que vou mantendo e da reorganização de todos os livros que vou fazendo aos poucos, mas com persistência.Psicologia-B

Gostava de os poder difundir pela população que os queira aceitar como bons. As normas comportamentais são simples e fáceis de aplicar para termos uma sociedade mais justa, equitativa e «democrática». Já experimentei dar noções de psicologia e de modificação do comportamento, com exemplos práticos e actuações, nos cursos para enfermeiros no Hospital de Vila Franca de Xira, em 1976, «enfrentando» enfermeiros da minha idade ou talvez mais velhos. Acerca de tudo isso, além dos 10 links  mencionados acima, temos a Resposta 17. 

E, a propósito, quando hoje fui ao banco para fazer uma transferência para a Plátano, uma senhora bem vestida, Difíceis-Bpresumivelmente «bem colocada na vida», que estava a utilizar a caixa multibanco ao lado, quis passar à minha frente dizendo que se esquecera de efectuar uma operação. Quando lhe disse que não iria demorar muito, também respondeu que ela iria ser rápida tanto mais que o filho estava à espera no carro. Deixei-a passar à minha frente respondendo que era por causa dos estacionamentos que não andava de carro. Era para não passar à frente dos outros. Mas disse isso com cara muito séria.
Haverá pessoas que podem imaginar que fui indelicado.

Mas, a indelicadeza não terá começado com ela que quis passar à frente dos outros numa fila?
Não seria uma pessoa habituada a isso, com todo o aspecto que apresentava?

Sem me interessar qualquer faceta moral, o meu objectivo, com a maneira de ser adoptada foi o de evitar ou minimizar no futuro a indelicadeza de passar à frente dos outros. O meu comportamento pode ter-lhePsicopata-B provocado punição que, acontecendo mais vezes, terá a tendência de reduzir o comportamento de passar à frente, obtendo, com isso, reforço negativo.

Se ela conseguisse concretizar o seu comportamento de passar à frente sem receio de punição, poderia obter reforço positivo ajudando a que esse comportamento se consolidasse no futuro.

Enfim, se quisermos uma sociedade mais equitativa, democrática e justa, temos de compreender que os outros também têm os seus direitos que não podem ser «atropelados» ao nosso gosto e quando nos convém como muitas vezes estamos habituados a ver e a sentir na nossa sociedade actual, a começar pelos governantes. A minha proposta sincera é: “Ajudem-me a ajudararvore

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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2 thoughts on “RESPOSTA 35

  1. Caro Dr. Noronha,
    Como hoje as notícias foram quase todas sobre partidos políticos e futebol, desliguei a TV e dediquei-me a este artigo e ao seu blogue.
    Gostei desta resposta e ao consultar outros artigos, pareceu-me que senti da sua parte uma certa acrimónia e desconfiança em relação aos diagnósticos que quase todos os profissionais gostam de fazer.
    Já sabe quem sou e digo-lhe que vou ler mais alguns artigos para confirmar as minhas ideias.
    Estarei errado em relação ao que disse?

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