PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA 36

“Caro Dr. Noronha,
Como hoje as notícias foram quase todas sobre partidos políticos e futebol, desliguei a TV e dediquei-me a este artigo eRespostas-B30 ao seu blogue.
Gostei desta resposta e ao consultar outros artigos, pareceu-me que senti da sua parte uma certa acrimónia e desconfiança em relação aos diagnósticos que quase todos os profissionais gostam de fazer.
Já sabe quem sou e digo-lhe que vou ler mais alguns artigos para confirmar as minhas ideias.
Estarei errado em relação ao que disse?”

Anónimo

Caro amigo,
Li o seu comentário feito ontem na RESPOSTA 35, mas quis passar a noite a meditar no assunto a fim de poder dar uma Saude-Bresposta coerente.
Não tenho qualquer desconfiança em relação aos diagnósticos, nem sinto qualquer acrimónia em relação aos mesmos. Eles são necessários para se reconhecer e limitar, tanto quanto possível, as dificuldades sentidas pelas pessoas e propor as melhores terapias e soluções possíveis.

Contudo, a minha preocupação principal é que seja feito um diagnóstico correcto e corrigido em tempo oportuno e não um diagnóstico apressado, utilizando-o para tentar uma solução errada, especialmente quando não se altera o mesmo logo que se verifica que houve alguma incorrecção.

O caso do Joel (G) é um exemplo típico do que estou a dizer. Depois doPsicopata-B triste episódio com a noiva, o seu diagnóstico como psicopata só serviu para lhe receitarem medicamentos e afastarem dele a única pessoa que lhe queria bem. Só teve apoio psicoterapêutico porque eu me ofereci para isso. Caso contrário, talvez continuasse e perpetuar o seu comportamento, relacionado com os sentimentos de inferioridade, de que sofria com abundância. Sem esse apoio psicoterapêutico, provavelmente, as suas futuras reacções a esses sentimentos poderiam ser violentas e contra muitas outras pessoas ou coisas. Ela estava filiado num partido político muito aguerrido e era quem mais se evidenciava. «Finou-se» a querer que pelo menos os outros tivessem o apoio que ele gostaria de ter tido, sem diagnósticos errados e tratamentos espúrios.Acredita-B

Também, quando um diagnóstico serve para rotular uma pessoa e, através dos sintomas que lhe estão associados, dar uma medicação sem proporcionar qualquer outro apoio, parece-me uma solução inadequada. Quem ajudou o Antunes (B) quando ele ficou com a depressão grave? Alguém se preocupou em saber qual poderia ser a sua origem e recomendar-lhe uma psicoterapia adequada? Se não tivesse apoio, o que seria dele e da família? De que serviu o diagnóstico?

No caso da Cidália (C), não foi o psiquiatra que fez o diagnóstico e a medicou, sendo quase contra a psicoterapia? Se não fosse Consegui-Bela própria e reagir contra isso, o esquema vulgarmente adoptado do diagnóstico e da medicação consequente a que a sua mãe se sujeitava, não teria funcionado em pleno? E ela não seria empurrada para uma vida de descalabro pessoal e conjugal, com repercussão na sua futura família, para mais, com o exemplo que os pais lhe estavam a dar?
E de que «enfermidades» sofreriam os seus filhos criados em ambiente inadequado?

Em relação a depressões, sei por experiência própria quanto me custou livrar-me dos medicamentos que eram receitados, sem ninguém querer saber quais as origens da mesma (J). Afinal, o meio ambiente, é um aliado Imagina-Bprecioso para estes casos. O caso do suicídio de A, descrito em “Comportamento nas Organizações” (N) é o exemplo do desfecho dum diagnóstico que pode estar correcto mas que não proporciona ou até cerceia os meios adequados para resolver a situação eficaz e economicamente, prejudicando também a produtividade.

Isso também acontece frequentemente nas dificuldades escolares em que
se fazem exames espúrios, diagnósticos quase tirados a papel químico e terapias sem qualquer fundamento porque se tentam reduzir todos os sintomas que estão associados a esse diagnóstico, às vezes, com medicamentos que podem prejudicar toda uma situação e deixar a criança ainda pior do que está. Não poderia isto acontecer com a filha do Antunes (B) se ela fosse «tratada» tradicionalmente em psicoterapia, psicopedagogia ou reeducação?neuropsicologia-B

Lembro-me de muitas mais casos, alguns deles descritos em Neuropsicologia na Reeducação e Reabilitação” (I), especialmente quando nos tratamentos e terapias utilizadas não são medidos os ganhos ou as perdas que a criança vai tendo.

Parece que ninguém se preocupa com as causas ou sintomas e dificuldades que dão origem a uma determinada situação de descompensação psicológica. Quem diria que um afastamento da família, dos 10 aos 16 anos, para estudar, apesar de bem alojado em casa do primo e padrinho, iria provocar as dificuldades de que o Júlio (E) sofria?Maluco2
Um tempinho longe da família para poder estudar provoca problemas tão graves – perguntarão alguns.
O problema não é o facto em si, mas o contexto em que o mesmo acontece afectando uma determinada pessoa num certo momento da sua vida: é a sua percepção que funciona. É geralmente isso que quase nunca é tomado em conta quando se faz o tal diagnóstico.

Estou mais preocupado com isso e, especialmente, com aqueles que quase idolatram o diagnóstico.
Foi por isso e para elucidar os alunos de psicopatologia do ISMAT que fiz os posts relacionados com «arregaçar as Depressão-Bmangas» e outros, com a designação de Diagnóstico.

Espero que esta resposta satisfaça a sua curiosidade evidenciada no comentário.

É por este motivo que estou interessado em difundir estes conhecimentos, especialmente em sessões em que muitos possam discutir livremente e apreender as noções que são necessárias para manter uma boa saúde
mental e convivência social.

Nos tempos em que parece estarmos a sofrer apenas de futebolite e de partidatite política aguda, uma lufada de ar fresco em Psicologia-Brelação à nossa vida futura e a dos nossos é muito importante para conseguirmos ter um clima democrático e saudável. É com o doce embalo destas duas «doenças» que ficamos com o reforço do comportamento incompatível  para não pensarmos em mais nada do que nos deveria ser essencial: o nosso futuro político.

Nos tempos em que ninguém nos está a ajudar nisso e até, pelo contrário,
deteriora o ensino, a saúde e a economia, porque não seremos nós a reagir enquanto ainda é tempo? Essa reacção só pode ser adequada, económica e eficaz se tivermos a «cabeça» e a «saúde» no lugar.

Já leu os comentários?arvore

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