PSICOLOGIA PARA TODOS

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POC

Quando fui dar o meu passeio de quilómetro e meio todos os dias, uma pessoa conhecida perguntou-me o que devia fazer em relação à mulher que estava a ter cada vez mais “taras / comportamentos / obsessões”. Ela achava isso tudo muito normal e que todos podiam ter os seus segredos e a sua maneira de ser.Maluco2

Como eu não tinha disponibilidade de poder responder rapidamente a esta pergunta tão complicada, lembrando-me imediatamente de casos como o do Dantas – “Eu Não Sou MALUCO!(E) − e de outros com substituição de sintomas, em que tínhamos estado envolvidos, disse que iria tentar responder com um post sobre POC, isto é, Perturbação Obsessivo Compulsiva.

Antes de tudo, vou transcrever as páginas 121 a 124 desse livro (E)
“De repente, como se tivesse lembrado de alguma coisa importante, perguntou:
O que é feito do Dantas que queria à viva força «encontrar» o psiquiatra que dizia que fazia terapia comportamental e que se tinha ausentado para o estrangeiro sem indicações de regresso?
– Não sei. Ele começou a psicoterapia comigo mas, quando soube que esse psiquiatra tinha regressado, disse que iria procurá-lo.

Mas o Rui disse-me que ele estava a melhorar consigo. Até julgo que este caso era um distúrbio obsessivo-compulsivo. Comprava muitas coisas desnecessárias e logo depois vendia-Psicopata-Bas até por um preço inferior. Não conseguia deixar de ter esse comportamento. Uma vez até andou à volta do Rui para que lhe comprasse um relógio muito bom. Tinha acabado de comprar por 2000$00 e dispunha-se a vendê-lo no dia seguinte por 1750$00. Tinha uma necessidade incontrolável de «comprar» muitas coisas e depois, vendia-as por qualquer preço como se necessitasse de dinheiro naquele momento, ou tivesse feito uma compra desnecessária.
– Sim. Era isso. Com a terapia comportamental e com um esquema de registar todos os dias, o comportamento durante 60 minutos, sempre à mesma hora, juntamente com exercícios de relaxamento e de visualização de novos comportamentos, ele conseguiu reduzir de 58 para cerca de 15 minutos, em cada hora, o tempo das obsessões e comportamentos consequentes.

Então, porquê a desistência dele?
– Eu estive a estagiar e colaborei com esse psiquiatra há muito tempo, quando fiquei com o caso do Dantas. Quando o psiquiatra se ausentou, eu continuei com o Dantas mesmo mudando Acredita-Cde hospital, e fui desenvolvendo novas técnicas que pouco utilizei porque ele não tinha capacidade para as praticar. Era muito preconceituoso e a sua medicação não ajudava. Foi melhorando apenas ligeiramente e aos poucos, porque não queria prescindir dos comprimidos que já lhe eram receitados em menor quantidade. Quando o psiquiatra antigo regressou, o Dantas quis voltar para ele, e continuar a fazer comigo uma psicoterapia que pouco adiantaria com os medicamentos que tomava no momento e que, seguidamente, seriam aumentados.

E então?
– Expliquei-lhe que havia necessidade do «desmame» dos medicamentos, que não podia ser feita com esse psiquiatra, mas que poderia ser feita com aquele que o apoiou a si. Recusou. Informei-o que não voltaria a dar-lhe apoio desde que o acabasse Depressão-Bnaquele momento e ele voltasse para o antigo psiquiatra. Se voltasse para ele, poderia continuar sempre assim.

E o que é que aconteceu?
– Passado cerca de um ano, veio ter ao meu novo consultório a pedir ajuda para psicoterapia em regime privado, dispondo-se a prescindir dos medicamentos cuja dose já tinha sido substancialmente aumentada. Expliquei-lhe que não podia continuar com o seu caso e que pedisse apoio a mais alguém que fosse do conhecimento desse psiquiatra. Havia muitos psicólogos e o psiquiatra também teria especialistas da sua confiança, já que trabalhava com um grupo muito grande.

Estou a compreender – disse o Júlio e eu continuei:
– Sabe que o Dantas já tinha «ganho» mais ideias obsessivas? Julgava-se homossexual porque tinha tido um episódio Difíceis-Besporádico durante a guerra, na Guiné. Nessas condições, não me interessava continuar com ele porque as melhoras seriam irrisórias. Além disso, ao mais pequeno deslize, eu seria o culpado da situação porque o médico se «safaria» sempre com um vago: “O nabo do psicólogo deve ter conduzido mal a psicoterapia!”. Já aconteceu!

É por isso que não gosta de «trabalhar» quando os pacientes estão a ser medicados?
– É uma das razões fundamentais, a não ser que o psiquiatra seja da minha confiança e que combine comigo a medicação a ser administrada. Para isso, basta um simples telefonema, uma cartinha, uma consulta de 3 em 3 meses com o psiquiatra ou um limite para a medicação, a partir do início da psicoterapia. A continuação da medicação para além do tempo aceitável, pode provocar reforço negativo secundário aleatório, muito mau para o «progresso» da psicoterapia, como aconteceu inicialmente com o Dantas. Além disso, ele vinha com um extenso relatório psicológico de 6 folhas que, na parte aproiveitável dizia, no essencial, resumidamente, mais ou menos o seguinte:

1 – Nível intelectual regular com dificuldades no cálculo mental. Sinais de psicose e deRespostas-B30 organicidade.
2 – Depressão, fobia, hipocondria e fundo de esquiozotimia.
3 – Eficiência mental, especialmente a atenção e a memória, prejudicadas por interferências neuróticas. Necessidade de assistência psicoterapêutica com bom prognóstico desde que exista apoio familiar e bom enquadramento sócio-profissional.

Quando ele começou com a «desaprendizagem» dos comportamentos alienantes e deveria começar com o «desmame» dos medicamentos, o «outro milagreiro» apareceu e eu saí da situação que poderia ser embaraçosa para mim e mais prejudicial ainda, para o Dantas.mario-70

Porque é que diz isso?
– Ele podia ter melhorado ao fim de mais um ano ou dois, sejeitando-se à psicoterapia que eu lhe estava a proporcionar. Contudo, passados 5 anos, soube que ainda estava com a medicação desse psiquiatra, acompanhado por uma psicóloga sua colaborante, com a justificação de que a sua «doença» era muito grave e resistente…!

– Já estou a compreender melhor toda a situação e fico mais satisfeito ainda, porque segui os conselhos do Rui. Sabe que, pouco depois de sair do hospital, ele casou-se com a filha do sócio principal e gerente da fábrica de curtumes na qual trabalhava, tem uma boa família e é quase sócio da empresa? Como os outros sócios não são da família, não sei como é que isso Psi-Bem-Cestá agora.

– O Rui tem muita razão quando diz que a acção e o empenhamento de cada um são os factores mais importantes numa psicoterapia e eu acrescento que o mesmo acontece no sucesso de cada um. A sorte não é suficiente e as «cunhas» também podem ser úteis, mas não são imprescindíveis. O factor mais importante é a motivação e o empenhamento de cada um, incluindo também a persistência e o treino.

É um processo educativo para a excelência.”

Depois de transcrever essas páginas, interessa dizer que é importante analisar o comportamento e verificar se, de facto, são Organizar-Btaras e obsessões.
▫ Qual a percepção do próprio sujeito?
▫ Quais os motivos, causas ou factos que desencadeiam esses comportamentos?

Uma análise do comportamento torna-se bastante necessária e imprescindível o que é facilitado se houver colaboração do próprio.
Depois disso, se houver razão para achar que são comportamentos obsessivos, verificando quais as causas que os desencadeiam, torna-se necessário utilizar a modificação do comportamento para controlar as causas e reduzir os efeitos até os conseguir eliminar, o que é muito difícil quando não existe colaboração do próprio e o meio ambiente, isto é, pessoas Imagina-Brelacionadas, não sabem o funcionamento do reforço e suas variantes.

As técnicas de reforço do comportamento incompatível, da facilitação e até da punição e da saciação podem ser úteis, mas torna-se necessário que não se caia na «asneira» do condicionamento aversivo como aconteceu com o protagonista do “Laranja Mecânica” de Stanley Kubrik (F).
Se cada um não puder aprender muito sobre modificação do comportamento para ajudar qualquer psicoterapeuta que quiser tomar por sua conta essa difícil tarefa, mais vale não mexer em coisa alguma porque a repreensão em relação à taras ou obsessões pode ocasionar no indivíduo reforço que de outro modo não teria.
Se não fôr com um acompanhamento sério, que deve demorar muito tempo, com inúmeras sessões, sem medicamentos e com aneuropsicologia-B colaboração do próprio e dos familiares, mais vale não mexer em coisa alguma.

Contudo, pode-se tentar com o reforço do comportamento incompatível que tem bastantes posts neste blog. Tem de ter a paciência de ler tudo.

Reeducação de deficientes, em que,  através das sessões «psicopedagógicas», se utilizou o reforço do comportamento incompatível.

Como se utilizou este reforço com a Cidália (C)Consegui-B

Neste caso, foi alterada a interacção familiar para se obterem os efeitos que se desejavam.

Muitas vezes o meu grande receio é um mau hábito ficar ainda mais arreigado por causa dos reforços que o indivíduo vai subrepticiamente recebendo transformando-se em vício, sem ninguém dar por isso.

É por este motivo que, além de tentar publicar livros novos, com «casos», assim como os
antigos completamente reformulados, gostaria de fazer um curso de psicologia que poderia ser conduzido à distância se houvesse gente suficiente para isso.

Contudo, os livros são para cada um ler e não mandar os outros ler para, automaticamente, se resolverem os problemas que Interacção-B30afectam mais quem não leu, como acontecia com este avô.

É por isso que digo que muita coisa pode ser comunicada ou transmitida economicamente em sessões para muita gente, em que surgem várias perguntas que ajudam a compreender os problemas dos outros e confrontá-los com os nossos, ou ter pessoas que não se importam de apresentar problemas nossos como se fossem deles.

O resultado do que se pode dizer nessas sessões e conseguir a partir daí, pode-se ler neste post.

É bom também ler todos os posts, pelo menos os relacionados com:Saude-B
▫  Psicologia para todos
▫  Autoterapia
▫  Psicoterapia
▫  Reforço…
▫  Condicionamento
▫  Modificação do comportamento

Julgo que não é pedir muito se quiser modificar alguma coisa. Nunca podemos modificar os outros sem modificarmos coisa alguma em nós próprios.

Pode demorar algum tempo, mas também fica a saber que para fazer este post demorei cerca de 3 horas.arvore

Desejo felicidades e espero que tenha boa sorte no que vai fazer.

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

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2 thoughts on “POC

  1. Anónima on said:


    Li os artigos sobre AUTOTERAPIA e não desgostei.
    Quando vi este artigo, lembrei-me que no fb estava o teste indicado acima e como tenho algumas ideias que não me largam, poderei fazer alguma coisa por mim?
    Posso ter alguma ajuda?

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