PSICOLOGIA PARA TODOS

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DEMOCRACIA

Em resposta a um comentário que foi feito há dias, comprometi-me a dizer neste post o que Imagina-Bpenso da ligação da democracia com a psicologia e a educação ou formação da personalidade.
Isso exigiu-me um grande esforço de imaginação orientada para poder dar esta resposta que foi incentivada e facilitada pelo aniversário do Papa Francisco.
O que ele diz tem todo o sentido democrático e o que ele pretende, depende essencialmente da educação que uma pessoa tiver. Do mesmo modo como ele aparenta preocupar-se com os outros, estaremos a ter respeito pelos outros? Ou estaremos a pensar só em nós e nos nossos?
O que quero realçar com isto é o ambiente social, a começar pela família e a terminar pelo mundo físico e animal. Isto não Consegui-Bsignifica que o ambiente é o factor único mas é um dos que influenciam a pessoa na maneira como percebe o seu ambiente e o aceita ou rejeita.
Desde que nascemos, para nossa sobrevivência e desenvolvimento, somos confrontados com a conivência de toda a família e sociedade.
Essa sociedade proporciona-nos gratificações e punições que, por sua vez nos ajudam ou incitam a continuar o comportamento que originou a gratificação ou tentar evitar ou fugir daquele que nos proporcionou punição.
A obtenção da gratificação proporciona reforço positivo, assim como a fuga bem sucedida a
uma punição proporciona reforço negativo
. Tudo isto está explicado nos posts PSICOLOGIA PARA TODOS (F).Psicologia-B
De acordo com esta lógica, a nossa maneira de ser vai-se formando desde a nascença num determinado sentido em que nós percebemos o mundo em que vivemos e o aceitamos ou rejeitamos.
Geralmente, é a família que proporciona estas gratificações e punições, deliberada ou inadvertidamente, sem assim o desejar, ou para evitar o incómodo de intervir em determinadas circunstâncias (K).
Assim se forma a personalidade, de acordo com as crenças, normas, superstições, valores, etc. que existem numa determinada cultura em que a pessoa estiver inserida.
Se numa cultura o dinheiro for o expoente máximo a atingir, de que maneira se formará a personalidade dessa pessoa em desenvolvimento? Que tipo de actividade e comportamentos terá na sua idade adulta?Interacção-B30
Se nessa cultura, o poder for considerado a arma principal a ser utilizada, de que modo se irão comportar os seus componentes?
Se a corrupção, o favoritismo, o nepotismo, o compadrio, o parasitismo, o egoismo, o narcisismo forem considerados factores essenciais para o bom desenvolvimento pessoal e interacção social satisfatória, de que modo se irão comportar os que pertencem a esse agregado populacional?
Falando em democracia, parece que o seu significado mais antigo é o de “poder do povo”. Isto quer dizer que Joana-Bo povo, através dos seus representantes, deve exercer o poder para todos e não para alguns.
Para isso, existem as votações, depois de se saber quem são os candidatos elegíveis para representar esse povo.
Contudo, como a maioria deve vencer através das eleições, a minoria não pode ser menosprezada. Por isso, a abstenção é um prejuízo para a democracia política.
Esses candidatos aos cargos públicos têm de apresentar o seu programa de acção de forma clara, para que o votante possa escolher os seus representantes.
Que espécie de representantes? Aqueles que formaram a sua personalidade e moldaram a sua «maneira de ser» com ideias de autoritarismo, nepotismo, corrupção, compadrio, dissimulação, egoísmo e muitos outros valores enxertados na sua cultura?neuropsicologia-B
Que tipo de educação tiveram esses futuros representantes do povo?
Antes de tudo, a democracia exige que se tenha respeito pelos outros. Será o que nós vemos em Portugal? Há quantos séculos não se consegue vislumbrar isso? E, nas últimas décadas, as coisas não terão piorado? Basta ir para uma fila de espera para se sentir isso. Só quem não pode não passa à frente!
De que maneira se pode confiar em candidatos que dizem uma coisa antes das votações e fazem tudo ao contrário logo depois, com as maiores justificações como se não soubessem disso antes?
Como é que, numa sociedade democrática, contra a vontade da verdadeira maioria do povo, se Psicopata-Bconsegue manter uma desigualdade tão flagrante como se nota cada vez mais em Portugal, com cada vez mais ricos e um aumento exponencial de pobres?
Para que isso não acontecesse, seria necessário que os governantes fossem devidamente educados, não a serem gestual e verbalmente civilizados, mas a terem consideração pelo seu semelhante que, para eles, neste momento, não representa senão um indivíduo que eles podem explorar a seu favor.

Os posts
GOVERNAR «BEM» NÃO É FÁCILOrganizar-B
DEPRESSÃO APRENDIDA
A POLÍTICA DO ÚLTIMO MEIO SÉCULO
FRUSTRAÇÃO 2
A CRISE «MORDE» A VIDA DOS PORTUGUESES
PSICOLOGIA E POLÍTICA
Governar não é «MANDAR» nem «governar-se»
PSICOLOGIA E POLÍTICA 2
falam de todos estes assuntos e seria bom que todos compreendêssemos que uma educação adequada até pode reduzir as Psi-Bem-Cdoenças mentais e os vícios.

Muitos dos consumos de tabaco, droga, álcool, medicamentos, poderiam ser diminuídos se as pessoas não tivessem necessidade disso .
Tudo isso provoca reforço secundário negativo e aleatório, minimizando o desconforto que uma pessoa sente por não se sentir equilibrada. E se se sentisse equilibrada…!
Sem consumidores das substâncias adictivas, como poderiam progredir estas autênticas «indústrias»?
Uma educação equilibrada não ajudaria a pessoa a ser mais saudável? E não proporcionaria uma vida melhor?

Muitas das doenças psicológicas ou neuróticas são fruto disso e a nossa sociedade alimenta-as Maluco2com medicamentos para deixar as pessoas ainda mais alienadas do que já estão.
Foi por isso que me apressei a dar a resposta a um senhor conhecido com o último post.

Aproveito agora este post para transcrever as páginas 38 e 39 do novo livro sobre AUTOTERAPIA que está pronto, à espera de inscrições para a sua impressão:

“Como corolário de tudo o que foi dito, até em face dos acontecimentos actuais, tais como os tiroteios e fogos que são desencadeados por pirómanos ou delinquentes, toxicodependências enquistadas em indivíduos cujas famílias mario-70são desestruturadas, incoerentes e desarmoniosas, fraudes e nepotismos perpetrados por indivíduos ou grupos de pessoas gananciosas, más gestões ocasionadas por desejos de enriquecimento ilícito, etc., podemos chegar à conclusão de que a «educação», na mais profunda essência, é a causa principal.
Se não houvesse pirómanos, viciados, prepotentes ou gananciosos, todos os factos que se mencionam nos noticiários, não teriam ocorrido ou existiriam em menor número e intensidade.
Para tanto, todos os causadores desses problemas ou «desgraças» deveriam ter tido uma «educação» que se baseasse nos princípios duma psicologia e ética bem aplicadas.
Tal como aconteceu com a «Joana» (D), as crianças deveriam ser educadas com reforços adequados, Difíceis-Bespecialmente o vicariante, com modelos de identificação coerentes, sem sofrer de dissonância cognitiva, aprendendo a resolver conflitos do modo mais adequado, sem se deixar sucumbir pela frustração, mas aprendendo a ultrapassá-la com criatividade e êxito, integradas numa família coerente, dentro duma cultura com valores de verdadeira democracia.
 
Se não houvesse as «causas» mencionadas – devidas à estrutura da personalidade, meio envolvente e oportunidades – os «efeitos» seriam completamente diversos, pelo menos, com poucos incêndios, menos drogados e alcoólicos, raras famílias desestruturadas e «doentes», menos fraudes, Respostas-B30poucos crimes e, essencialmente, menos indivíduos, talvez causadores de tudo, a beneficiarem de toda a situação que vivemos.
Resumindo as causas e os efeitos:
▫ Com menos tiroteios e incêndios, haveria menos danos, mortes, crimes e incêndios.
▫ Com menos toxicodependência e alcoolismo haveria menos viciados e centros de reabilitação.
▫ Com menos prepotência, haveria menos insatisfação e a consequente frustração por não se conseguir derrubar um poder autoritarista coercivo e socialmente insensível.Biblio
▫ Com menos fraudes, não haveria necessidade de tantos tribunais.
▫ Com menos famílias desestruturadas, não haveria necessidade de tanto apoio social, psicológico e medicamentoso.
▫ Com menos despesas, os impostos que todos pagamos seriam em muito menor quantidade e as receitas serviriam para melhorar o bem-estar de toda a população e não para aumentar a riqueza e a ostentação de alguns, que vão proliferando com o aproveitamento da situação global, a fim de poderem avolumar incomensuravelmente o seu património, em desfavor da democracia e neuropsicologia-Bda equidade social que têm de existir para que tudo funcione de forma harmoniosa e equilibrada.
Sublata causa, tollitur effectus, diziam os latinos.
Por isso, eliminando a causa, desaparece o efeito que não nos interessa e pode ser substituído por um outro que se deseja.

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6 thoughts on “DEMOCRACIA

  1. Anónimo on said:

    Descobri este artigo no facebook que relaciona a educação com a democracia.
    Gostei do artigo mas fiquei admirado com a complicação que parece ter estabelecido, com a junção desses dois parâmetros com a auto-terapia.
    Pode explicar-nos como é que isso pode ser?
    Agradeço se me puder dar uma explicação.

    • Quando abri este blog, deparei com o seu interessante comentário e espero respondê-lo logo depois do almoço.
      Entretanto, como estive a ver os noticiários da TVI e do CM, achei interessantes os comentários de um professor que disse ser muito importante compreender mais do que decorar a matéria, um outro em que se falou num estudo em que se comparam as democracias em vários países e um terceiro sobre fobias em que se utilizam equipamentos electrónicos para criar cenários virtuais quando tudo isto pode ser feito na imaginação devidamente orientada sem gastar dinheiro com o equipamento. Foi o que eu fiz ao mesmo tempo que esse psiquiatra comentador se limitou a fazer ingerir comprimidos para reduzir fobias, dizendo-se comportamentista.
      Por isso, como não posso ir almoçar à Assembleia da República, vou ingerir o meu parco almoço, fazer uma sesta e entrar em imaginação orientada para dar a resposta logo de seguida.
      Até logo.

  2. Quando hoje fui falar com uma pessoa conhecida, vi outra que entrou no estabelecimento. Cumprimentei-a ela disse-me que já me tinha cumprimentado quando eu passara pouco antes por ela. E perguntou-me:
    – Não viu que eu estava a querer tirar o meu carro do estacionamento e tinha outro a bloquear-me? Tive de tocar a buzina durante muito tempo, telefonar à polícia e só passados 15 minutos é que o dono do carro apareceu e disse-me que tinha ido pedir uma informação. Tive de telefonar outra vez à polícia para dizer que o dono do carro já tinha aparecido. Como é que podemos ter uma democracia entre pessoas que não se respeitam umas as outras? Vim-me embora muito aborrecida com tudo isso.
    Quando lhe perguntei:
    – E o outro? – respondeu-me:
    – Pediu desculpas e foi-se embora.
    De facto, assim, a democracia é muito difícil. O que diz em relação à psicologia?

  3. Anónimo on said:

    Pelo que diz aqui, parece-me que a JOANA teve uma educação democrática, segundo o livro que já li mas que tenho pena de que esteja esgotado.

    • Estou a terminar a sua actualização (D) para o poder publicar numa nova edição melhorada, com uma prova de autoconhecimento, logo que estejam publicados (P), (J),(E)e (G).
      Para isso, necessito de ter reuniões onde possa dar informações pormenorizadas sobre esses livros e o modo de poder tirar deles o máximo proveito.

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