PSICOLOGIA PARA TODOS

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TRAUMATISMOS 2

Comentário da um anónimo no post TRAUMATISMOS, de 14 de Maio de 2012:Interacção-B30

“Sempre julguei que traumatismos eram coisas desagradáveis que nos aconteciam.
Porém, lendo alguns dos seus artigos e especialmente este, julgo que fala em traumatismos positivos e negativos.
Qual a diferença e porquê?
Quais as implicações?
Pode dar uma explicação sobre este assunto?”Joana-B

Estava a pensar responder só amanhã à sua pergunta mas, desde que vi no Facebook uma gravura, sobre castigos em criança, apeteceu-me acelerar a resposta.

Antes de tudo, ainda tenho de dizer que uma educação bem dada ou um apoio bem equilibrado para ajudar a estruturar uma personalidade através dos exemplos dados pelos mais velhos, com facilitação e uma boa modelagem e moldagens feitas com reforço positivo, tal como aconteceu com a JOANA (D), é um factor indispensável para evitar ou diminuir o impacto dos traumatismos negativos. Psicologia-B

Para mim, traumatismo, em psicologia, quer dizer um facto, uma ideia, um acontecimento que nos marca profundamente e que não é muito vulgar. Em PSICOLOGIA PARA TODOS (F) e na INTERACÇÃO SOCIAL (K) estes factos estão suficientemente explicados, com bastantes exemplos.

Se nos lembrarmos daquilo que nos acontece, como por exemplo, o euromilhões ganho há dias por um mecânico inglês, também foi um acontecimento traumático porque o marcou profundamente.
Do mesmo modo, se esse dinheiro lhe for, por acaso, subitamente roubado, sem possibilidades de recuperação, será igualmente Maluco2um acontecimento traumático.
A única diferença que existe entre estes dois traumatismos, é o primeiro ser num sentido postivo e o segundo num sentido negativo.

Falando pessoalmente, quando o Júlio (E) me procurou pela primeira vez, num gabinete pequeno e sem janela, aparecendo com uma barba cerrada e o dedo indicador direito no ar, a dizer, muito peremtoriamente: “Eu Não Sou MALUCO!”, fiquei muito traumatizado no sentido negativo porque no dia anterior tinha assistido a um episódio de destímia em que um epiléptico tinha quebrado duas cadeira antes de ser dominado por dois enfermeiros e um psiquiatra.Psicopata-B
Quando, passados mais de 20 anos, sem a barba cerrada, com um ar muito próspero, o Júlio, sem eu o reconhecer, me abordou de novo num centro comercial colocando-se bem à minha frente para exclamar também, com o dedo indicador no ar:   “Eu Não Sou MALUCO!”, fiquei traumatizado no sentido positivo porque não o tinha reconhecido anteriormente.

Em qualquer das quatro circunstâncias mencionadas, são acontecimentos que não se esquecem facilmente e que nos marcam bastante, quase para sempre.
Foi o que aconteceu também com o Joel (G) no decurso da sua psicoterapia quando se lembrou do cão, único ser vivo com Acredita-Bquem se privava. Porém, em psicologia, enquanto o traumatismo no sentido positivo é relembrado com satisfação e quase com um desejo secreto de que se repita, a lembrança do negativo provoca ansiedade, medo e vontade de fugir.

Também, enquanto os positivos não nos surgem frequentemente, os negativos estão sempre à mão de semear, especialmente em momentos de desencanto. Por este motivo e para que os traumatismos negativos não nos incomodem, tentamos esquecê-los como se isso fosse, de facto possível, com certeza e segurança.

Quando as nossas forças anímicas se encontram fragilizadas, essa vontade e capacidade de reagir contra a lembrança dum Depressão-BIsilda (H). Por isso, tentamos colocar essa recordação numa espécie de fosso bem fundo onde não nos possa incomodar. São os tais recalcamentos que voltam a emergir quando a nossa força anímica fica fragilizada ou diminuída.

Nestas condições, vamos ao médico para que nos receite alguma coisa que possa reduzir essa ansiedade, o que Saude-Bfaz com que as nossas sensações fiquem suficientemente embotadas para não podermos pensar o suficiente e relembrar o facto traumático.
Não é o facto traumático que perde a sua virulência, mas é a nossa cabeça que não o consegue sentir com a força cada vez maior com que se apresenta. Contudo, essa força do aparecimento vai aumentando à medida que o medicamento também tem de aumentar de dosagem para produzir o efeito desejado e conseguido inicialmente. Isso pode fazer com que a pessoa fique para sempre dependente do medicamento ou alienada ao mesmo, que tem sempre efeitos secundários ou colaterais.

Ora, o que se propõe em psicoterapia do equilíbrio afectivo ou até em autoterapia, tal Consegui-Bcomo aconteceu com a Cidália (C)  e outras pessoas, é utilizar os traumatismos, ou até lembranças positivas para contrariar as negativas até estas, através da imaginação orientada, serem compreendidas, vulgarizadas e poderem ser relembradas e sentidas como factos que aconteceram num determinado momento pela força das circunstâncias e que podem continuar a ocorrer, sem prejuízo.

A prática adquirida, sem ser através de quaisquer equipamentos mas com treino e perseverança do próprio – isto é, utilizando a cabeça de cada um −, quase à hora de dormir e muito durante o somo, não só mario-70serve para reduzir o desconforto, como ajuda a melhorar o desempenho com as ideias que vão surgindo aos poucos e à medida que a pessoa se vai sentindo apta a dominar a situação.

Julgo que tentei dar uma resposta satisfatória e é por isso que estou empenhado em publicar o novo livro AUTO{psico}TERAPIA  (P)

PARA TODOS (P) logo que tenha inscrições suficientes.

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