PSICOLOGIA PARA TODOS

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REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 8

Comentário de um anónimo no post REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 7:Consegui-B

Acabei de ler os artigos sobre REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES e mais alguns. Não sei o que fazer com o meu filho de 8 anos que está comigo durante os fins-de-semana e foi considerado na escola com problemas de pouco aproveitamento, desatenção, irritação nas aulas e de quase desmaio de vez em quando.
Durante anos foi medicado com depakin e depois foi medicado com ritalin.
Esteve anos em uma espécie de reabilitação que interrompeu há um ano quando deixou de tomar a ritalin.Depressão-B
Não está pior mas também parece que não melhorou muito numa sala de acompanhamento extra aulas.
Eu estou desempregado a viver há algum tempo com uma outra senhora que não é a mãe do rapaz que passa a semana com ele.
O rapaz dá-se bem com a madrasta embora o seu irmão mais velho não goste dela.
Existe alguma coisa que eu possa fazer?
Estou completamente exausto em dinheiro.Psicologia-B
Há alguma ajuda que me possa dizer?”

Para responder ao seu comentário, posso começar por felicitá-lo por já ter lido os posts sobre REEDUCAÇÃO. Seria bom que, consultando a História do nosso blog, escolhesse e lesse também todos os posts sobre:

ENVOLVIMENTO FAMILIAR
REFORÇO… (vários tipos)
REEDUCAÇÃOInteracção-B30
MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO
Comportamento Irregular nas Aulas 

Estou a dar estas indicações por três razões:
1ª – estar completamente impossibilitado, por uma questão financeira, de pedir apoio especializado ou até adquirir livros;
2ª – estar desempregado e, logicamente, não ter obrigações laborais que lhe ocupem demasiado tempo;mario-70
3º − querer ajudar o seu filho a conseguir melhorar no aspecto académico e comportamental.

O seu filho deveria submeter-se a uma observação psicológica aprofundada para verificar o seu desenvolvimento geral, um exame de nível intelectual com a escala de Wechsler para verificar as capacidades cognitivas e um outro com a prova de Rorschach para saber quais os problemas emocionais e de personalidade.

Quando dei apoio ao Júlio (E), à mesa de um velho e comprido café, ele disse-me que “quem Maluco2não tem cão caça com gato” e aderiu à minha ideia de terapia conduzida à distância.
Também me disse que “a lebre vai reencontrar o caminho, à medida que a fome apertar” e foi melhorando a sua actuação realizada em casa e orientada a partir das nossas sete semanas de conversas no café.

Postas as questões de outra maneira , no seu caso, pelas razões expostas, especialmente as financeiras, mas como algum tempo disponível, vontade de ajudar o filho e falta de dinheiro, pergunto por que razão não lhe começa a dar apoio pessoalmente, tal como o Antunes (B), já que, presumo ter instrução suficiente para o fazer?Psi-Bem-C

Se esse apoio não fôr óptimo, será, pelo menos melhor que não o ter, além de que vai aumentar a sua interacção com o filho, já que ele tem os pais distantes um do outro e talvez sem muita comunicação.
Não será esta uma das razões da falta de rendimento do seu filho?
O que custa fazer uma experiência de lhe dar apoio?
Se conseguisse ter acesso pelo menos ao antigo livro (I) REEDUCAR COMO? (da Plátano) aconselhá-lo-ia a consultar as páginas 35 a 61  para ver o caso «JORGE» e verificar como é que os reeducadores «funcionaram» com ele, até com a ajuda de familiares. Vários períodos de reeducação entre 10 a 30 minutos de cada vez, para não o saturar, são mais do que suficientes para preencher quase duas horas num dia.Difíceis-B
Também o caso do «BOSCO» (I) apresentado no livro  anterior “SUCESSO ESCOLAR“, também da Plátano, mostra o modo como um pai «re-solteiro» conseguiu ajudar o filho que teria tido muitos problemas sem essa preciosa ajuda.
Igualmente, o caso do «FILIPE» descrito nas páginas 43 a 71 do mesmo livro, indica como a relutância dos pais em continuar a acção de reeducação com terapia familiar – porque a família era um dos factores fundamentais no desequilíbrio do rapaz – depois de 3 anos de sucesso, aumentando de 74 para 103 o QI do rapaz na escala de Wechsler, fez com que todo o trabalho feito ficasse inutilizado nos dois anos seguintes.

Respostas-B30O seu filho, se não receber o apoio no momento em que mais necessita dele, também pode mais tarde sentir-se inferiorizado como aconteceu com o Joel (G) e que teria também evitado que o Calimero perdesse inutilmente dois anos de sucesso académico (M).

Contudo, lembre-se sempre que as medidas de avaliação de progresso são muito importantes para orientar toda a nossa acção e que vários períodos de curta duração são mais vantajosos do que um longo período fastidioso que pode funcionar como punição (F) (I).
O essencial é ter em atenção determinadas características que são importantes e que constam das páginas 129 a 131 do novo livro que estou a reorganizar com o título NEUROPSICOLOGIA NA REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO” neuropsicologia-B(I):

“É provável que um não-técnico tenha de executar uma função reeducativa, quanto mais não seja para ajudar, suplementar ou complementar a acção do técnico. Contudo, para que se obtenha um bom desempenho ou performance é muito importante e de toda a conveniência que tanto um técnico como um não técnico possuam certas características indispensáveis, que se descrevem a seguir.
* Competência: além de estar bem familiarizado com as técnicas de aprendizagem e de saber observar e reconhecer o momento propício para a aplicação do reforço, um reeducador deve «dominar» a matéria que a pessoa vai aprender com a sua ajuda.Saude-B
* Criatividade: é indispensável que as tarefas atribuídas na reeducação sejam diversificadas. O reeducador deve explorar ao máximo o material de reeducação ao seu dispor, improvisando sempre que possível, para transformar a aprendizagem numa espécie de brincadeira ou tarefa muito agradável.
* Persistência: é necessário que o reeducador não se desencoraje com os insucessos, quer no início quer depois de ter obtido alguns sucessos fáceis.
* Estabilidade emocional: um factor que influencia em grande parte o bom rendimento na reeducação é a estabilidade Psicopata-Bemocional que deve fazer com que o reforço não se relacione com a boa ou má disposição do reeducador mas que se associe ao bom ou mau rendimento na aprendizagem.
* Honestidade e autoconhecimento (P): a capacidade de reconhecer uma situação com objectividade, não misturando sentimentos e emoções subjectivas ou pessoais, torna-se essencial para uma boa reeducação que necessita de ver reconhecidas e alteradas todas as estratégias inadequadas, com aumento da frequência das que forem mais apropriadas à situação.
* Bom senso: torna-se importante e imprescindível que o «reeducador» utilize sempre o seu bom senso, especialmente nas situações em que as recomendações feitas pelos especialistas ou a aplicação das técnicas não produzam os resultados esperados, sendo indispensável que se faça um «exame de consciência» ou uma análise retrospectiva rigorosa e Imagina-Bobjectiva para descobrir as falhas existentes. É uma das coisas que se pode fazer facilmente com a técnica da imaginação orientada (J) (P).

Com estas características, até os pais podem ser os principais auxiliares do reeducador, trabalhando com os filhos vários períodos diários de 10 a 15 minutos (B). Com esta aprendizagem distribuída, (que tem mais vantagens do que a aprendizagem maciça), é possível que os pais ajudem ainda mais os seus filhos com dificuldades, especialmente quando o apoio dos técnicos especializados é reduzido, difícil de obter ou impossível por razões financeiras, disponibilidade de tempo ou quaisquer outras (B). A viabilidade deste tipo de aprendizagem ou reeducação é muito maior com a actuação dos pais, visto que podem manter com os filhos Joana-Buma relação mais profunda do que os técnicos que utilizam períodos de uma ou duas horas, para o desempenho das suas funções, apenas nos dias úteis, enquanto os pais podem utilizar vários períodos de 10 minutos, durante todos os dias do ano, às horas mais variadas.

Além do mais, se a reeducação não tiver de ser exclusivamente confiada aos cuidados de técnicos e especialistas, os pais, com a ajuda que conseguirem dar, estarão muito mais atentos ao progresso ou retrocesso dos seus filhos.

Supondo que dei uma resposta minimamente aceitável e não me importo de responder a quaisquer outras dúvidas que possam Bibliosurgir ao longo da experiência.
Desejo-lhe boa sorte e felicidades.

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEISarvore-2

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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