PSICOLOGIA PARA TODOS

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DEMOCRACIA / EDUCAÇÃO / PSICOLOGIA

Comentário de Anónima no post (???)

“Já li estes postes sobre Democracia, Educação e Psicologia. Acha que a democracia tem
Psicologia-B muito e ver com a educação? Como? Lembrei-me disso ontem, porque fui ao Largo do Carmo e vi a cordialidade das pessoas.”

Para responder ao seu comentário e para dizer que esta ideia não é só minha, mas é partilhada por muita gente, vou transcrever apenas as páginas 289 a 292 do livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F)

NA CIDADE DE MOURA
Factos
A personagem principal desta história é uma adolescente «fina» ou «bem», que se dirige a uma caixa MULTIBANCO situada na avenida principal da cidade, junto dos serviços judiciais.Imagina-B
Um carro utilitário azul-escuro, ao descer a avenida em direcção ao centro comercial, estacionou no meio da
mesma e saiu dele uma adolescente que se dirigiu para o passeio oposto onde se encontrava o MULTIBANCO. No carro, ficou outra jovem que seguia no veículo. A adolescente parou em frente da caixa para conversar com outras meninas que já a tinham utilizado. Depois, chegou um velho que, com o cartão na mão, ficou à espera atrás dela.
Entretanto, na avenida, quatro carros que seguiam em sentido oposto ao do carro utilitário ficaram impedidos de continuar a marcha para dar passagem a alguns carros que se iam acumulando atrás do veículo mal estacionado. Terminada a conversa, a adolescente, serena e indiferente a tudo, utilizou a caixa do MULTIBANCO com muita calma e sorriu para o Acredita-Bvelho, atrás de si, que a fulminou com um olhar carrancudo. Depois, o velho olhou para os automobilistas «pacientes» e para o carro azul-escuro, impassível e indevidamente estacionado no meio da avenida, à  espera da adolescente que nunca mais saía de junto do MULTIBANCO.
O mais interessante é que nenhum automobilista buzinou ou se insurgiu contra esta situação que durou mais de três minutos. Quando a menina «bem» deixou o MULTIBANCO e foi para o carro, a situação rapidamente se normalizou porque o carro utilitário seguiu em frente.
Eu estava atrás do velho que, ao olhar para mim, compreendeu que era forasteiro e desabafou:
– Que falta de delicadeza e de respeito pelos outros! Mesmo no Alentejo onde existe tempo para tudo é demais impedir o trânsito durante 3 minutos para uma menina «bem» não ter de andar muito!
Sorri para ele e tentei «meter conversa» convidando-o para tomar um cafezinho comigo.neuropsicologia-B
Análise
O comportamento da adolescente saíu positivamente reforçado porque conseguiu tratar dos seus assuntos sem ter de se deslocar a pé cerca de 15 metros caso tivesse estacionado o carro em local apropriado. O seu EGO também saiu reforçado porque depois de todas as indelicadezas cometidas nada de mal lhe aconteceu, nem houve qualquer reacção adversa dos automobilistas. O olhar carrancudo do velho pode não ter funcionado como punição ou desaprovação porque ela o dev ter desvalorizado ou ignorado, se é que não serviu de reforço positivo por ela se ter «sentido» numa posição de dominância. A passageira do veículo pode ter obtido reforço vicariante através da participação no acontecimento bem como do reforço positivo secundário consequente.
Discussão
Quando fomos para o café, o velho quis certificar-se de que eu não era da cidade e que eu era psicóloho. Continuando a conversa perguntei-lhe o que estava a pensar quando olhou para a adolescente de uma maneira tão carrancuda:Consegui-B
– Vossemecê reparou? – perguntou ele e continuou – Estive a dizer para os meus botões “Se te levantassem esse amostra de saia e te dessem umas fortes palmadas no rabo não seria má ideia!”.
– Acha assim tão mau o comportamento dela? – perguntei.
– Vossemecê já reparou que toda a gente quer vantagens para si, mas que só alguns dos mais «espertos» ou mais bem colocados na vida conseguem esses privilégios enquanto os restantes não saem da «cepa torta»?
– Porque é que os outros não fazem o mesmo? – perguntei.
– Vossemecê já viu o que seria se todos começassem a barafustar naquela avenida? Que falta de civismo!
– Julgo que não existe solução mais adequada do que cada um lutar pelos seus direitos – disse-lhe.
Profilaxia
– Saiba vossemecê que há. É a educação num sentido democrático. Tanto quanto sei, o «25 de Abril» foi feito nesse Bibliosentido. Eu não permitia que os meus filhos fizessem o que a moçoila e a passageira do veículo fizeram. Tenho cinco filhos, todos bem colocados na vida, infelizmente em Lisboa e no Porto. Agora, esta «patifa» bem merecia um par de açoites, mas quem lhos desse tinha de se haver com os seus paizinhos.
– Porquê? – perguntei.
– Acha que as coisas mudaram muito nos últimos 25 anos? As moscas sim.
– Porque é que diz isso com uma certa mágoa?
– Não é mágoa, mas sim raiva – respondeu-me. – A gente fez tudo para conseguir um mundo melhor para os nossos filhos e quase tudo ficou por fazer porque a cada passo surgem novos personagens que querem tomar conta do mundo só para si e em desfavor dos outros. Sabe que vi um agente da autoridade no fundo da avenida? Acha que ele não fez os possíveis para não «ver» os acontecimentos?
– Acha que sim? Porquê?
– Que pressões não sofreria da parte dos paizinhos dela e dos amigos? Seria capaz de resistir? Eu sei disso
Joana-B porque fui funcionário público mais de 30 anos e senti na pele muita coisa que não gostava que os meus filhos sentissem. Por isso aderi a um ideal que também me traiu, mas não estou arrependido. Se todos os pais educassem os filhos numa perspectiva mais democrática, nem os professores das escolas, nem a PSP, a GNR ou os automobilistas mais sensatos teriam tantos «amargos de boca» como agora.
Quando ouvi isto, convenci-me que ainda existe muita gente de bom senso e que eu não estou muito longe do ideal de muitos.
Despedi-me para ir tratar dos meus assuntos no Tribunal.
Previsão
Com este tipo de comportamentos tanto da adolescente como da passageira do veículo ou dos automobilistas que não têm o mais pequeno respeito pelos outros automobilistas e peões, prejudicados comDepressão-B a má condução, o que é muito frequente, é provável que os engarrafamentos de trânsito e os atropelamentos sejam muitos.
A generalização destes comportamentos, com a supervalorização do EGO conseguida pela adolescente e observada por outros intervenientes, que podem ter obtido reforço vicariante, pode dar origem a situações muito difíceis de controlar.
A transferência da aprendizagem pode fazer com que o desrespeito pelas filas de espera, a exigência de privilégios, o estacionamento indevido, as ultrapassagens perigosas, o excesso de velocidade, etc., sejam exigidos por uma certa gama de pessoas, apoiadas na aceitação tácita de umas, na passividade de outras e na falicitação social das congéneres ou comparsas. Porém, quando estes comportamentos de privilégio forem exagerados pode estalar uma Psicopata-B«revolução» que, na generalidade, tem consequências funestas.
Chegar ao ponto de se necessitar de TOLERÂNCIA ZERO – SEGURANÇA MÁXIMA, só depois dos inúmeros acidentes mortais ocorridos na IP-5 é triste mas necessário.
Contudo, se se continuarem a permitir comportamentos como os descritos neste caso em que parece que «só o crime compensa», provavelmente, a TOLERÂNCIA ZERO – SEGURANÇA MÁXIMA, ou slogans congéneres, não serão suficientes!”

Infelizmente, parece verificar-se, já em 2015, que até na governação e na alta finança tudo tende para uma sociedade cada vez mais «corrupta», «desigualitária» e «egoísta».

Que «educação» vamos dar aos futuros cidadãos deste país?

Depois desta transcrição, imagino que muita gente pode compreender a razão porqueSaude-B condeno a abstenção.
Não necessitamos de votar em qualquer partido para lhe dar dinheiro. Necessitamos, pelo menos de dizer «democraticamente» que não concordamos com nenhum. Neste momento, não temos outras armas.  Caso contrário, estamos a entregar a decisão total e tacitamente aceite nas mãos dos poucos votantes que fazem a maioria da minoria do POVO.
Não estamos em TIMOR, onde a votação favorável à independência foi de 87,5%, mas a participação foi de 89% da população apesar das ameaças e ataques dos integracionistas. 

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7 thoughts on “DEMOCRACIA / EDUCAÇÃO / PSICOLOGIA

  1. Anónimo on said:

    Li este artigo com atenção, que foi feito para me dar uma resposta, mas ainda não atinei com o ponto a que quer chegar. Importa-se de me dar uma explicação melhor?

  2. Mário de Noronha (do facebook) on said:

    iframe width=”420″ height=”315″ src=”//www.youtube.com/embed/HFntZ2iSqaI” frameborder=”0″ allowfullscreen>

  3. Anónimo on said:

    Hoje vi um velho de mais de 60 anos, estacionar o carro frente à porta de uma garagem, ir a um pronto-a-comer para comprar comida.
    Quando uma automobilista buzinou bastante tempo para tirarem o carro mal estacionado, o velho saiu com calma do restaurante,. quase a gozar com a automibilista, dizendo que tivessem todos calma.
    Depois, saíu, parou, voltou-se para trás e disse para terem calma e não se arraliassem, quando já tinha três carros à espera, há mais de 5 minutos.
    Com exemplos destes, de pessoas com mais de 50 anos, como é que podemos ter democracia em Portugal?

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