PSICOLOGIA PARA TODOS

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DEMOCRACIA / EDUCAÇÃO / PSICOLOGIA – 2

Há dias comprometi-me a dar uma resposta ao comentário seguinte feito em Democracia / Educação / Psicologia (26 abrBiblio14)

“Li este artigo com atenção, que foi feito para me dar uma resposta, mas ainda não atinei com o ponto a que quer chegar.
Importa-se de me dar uma explicação melhor?”

Pensando bem no assunto durante muito tempo, depois de ouvir várias notícias na televisão e de ter assistido a uma sessão de divulgação da “psicologia positiva”, posso adiantar a minha ideia sobre a ligação
dos três itens acima citados, bem como da sua interligação com a política e a ética.Imagina-B
Antes de tudo, essa divulgação sobre a psicologia positiva fez-me lembrar a minha tese de doutoramento em psicologia clínica com a designação de «Affective Balance Therapy», há cerca de 34 anos, em que, a partir de 1976, comecei a investigar 71 casos de depressão, dificuldades escolares, enurese,  fobia, tiquesproblemas de comportamento, inferioridade e obsessão, terminando em 1980, com 86% de melhorias e 14 desistências por falta de recursos financeiros para continuar o tratamento.
Além do apoio específico necessário em cada situação, tal como nas dificuldades escolares e enurese, etc., aquilo mais se utilizou nesses casos foi a compreensão que cada um «ganhou» para ultrapassar as suas dificuldades, sem «receitas» dadas pelo psicoterapeuta.
Cada um, «entrando dentro de si» teve de descobrir as suas forças para «dar a volta por cima», como se Maluco2costuma dizer, com um apoio e uma orientação muito pequena do psicoterapeuta. Foi o que também aconteceu mais tarde com o Júlio (E). Essa tese foi enviada em 1980 para a APA, da qual Martin Seligman se tornaria mais tarde Presidente, dando início às suas experiências difundidas em 1991, sob a designação de psicologia positiva.

Referindo-nos agora ao tema principal, podemos dizer que quando nascemos, ficamos logo inseridos numa família específica, legítima ou não, mas fazendo parte duma determinada comunidade com os seus valores e cultura peculiares.
É nessa comunidade e com os seus valores que somos condicionados, através dos reforços recebidos no sentido positivo ou Psicologia-Bnegativo, para estruturarmos a nossa personalidade, quer num sentido por nós desejado,  quer forçados a isso por não termos outra alternativa viável.

Isto quer dizer que, com os modelos de actuação que obtemos e os reforços que recebemos, vamos formando a nossa «maneira de ser». Se esses modelos forem coerentes e consonantes, porque existem modelos de muitas pessoas que observamos e com quem vamos convivendo, a muitas das quais temos de obedecer, a estruturação da personalidade pode não ser má. Porém, torna-se difícil estruturar uma personalidade coerente e harmoniosa se houver dissonância cognitiva, especialmente, se os modelos a imitar forem dos progenitores ou das pessoas mais gradas dessa sociedade.

E o que acontece com os meios de comunicação social que, muitas vezes, são considerados guias ou orientadores, com comentadores pagos pelas estações de rádio e televisão para «impingir» uma determinada ideia ou produto? Qual a razão de haver figuras conhecidas e predominantes no momento, para fazer anúncios de produtos que até podem não nos interessar minimamente. Que modelagens provocam e que reforços vicariantes proporcionam? Teremos consciência disso, ou estaremos Difíceis-Ba «entrar na onda» para fazer o que nos indicam? A apresentação de drogas quase milagrosas em anúncios «glamorosos» e aliciantes será pura coincidência ? Ou haverá ganhos fabulosos associados aos mesmos?Além disso, os filmes, os programas, os concertos, etc. que são difundidos pela comunicação social, serão os mais adequados ou estarão a distorcer a realidade e a «impingir» fantasia? O reforço vicariante obtido através da sua visão não estará a incitar as pessoas a executar comportamentos que não são os mais adequados ou que interessam apenas a alguns que beneficiam com isso? E a dissonância cognitiva que isso provoca não será mais uma fonte de desorientação e frustração que tem de ser resolvida e será de qualquer modo, nem que seja com um comportamento delinquente ou inadequado ou uma depressão aprendida. Esses problemas serão posteriormente tentados resolver com coerção ou com medicação que deixa uma pessoa insensível à vida?Psicopata-B

Qual a razão de haver campanhas tão aguerridas e agressivas nas eleições? E a manutenção da imagem  dos intervenientes e da oportunidade da comunicação? É para mudar a atitude de quem  assiste a esses programas, bem como dos que são «contaminados» pelos «convertidos por eles? E a dissonância cognitiva que se cria nas pessoas, será saudável? Os governantes dizem que deve haver transparência, que até eles mantém. Como? Sonegando a informação dos vencimentos, subsídios e benesses dos políticos? Se existe uma austeridade. não deve ser também para a Assembleia da República e outros órgãos de soberania? Deixando aumentar as fortunas dos mais favorecidos enquanto a miséria do povo aumenta?

Apresentar a um faminto uma comida boa e mostrar que a pode atingir com facilidade sem lhe fazer tomar consciência da ratoeira em que pode cair, não parece ser muito ético. Contudo, é o que muitas vezes acontece com cartões de crédito, carros de luxo, férias maravilhosas programas e promessas eleitorais, conceitos pré-fabricados e outras coisas apresentadas a pessoas que não têm posses para adquirir isso ou desejo de eleger alguém, fazendo-as sentir que ficarão em inferioridade com os outros se não entrarem no jogo.

neuropsicologia-B Além do mais, também os que desejam a adesão dos menos esclarecidos ou precavidos podem desviar-lhes a atenção com eventos de pouco interesse efectivo, mas que pode ser agradável para o próprio. Antigamente, tínhamos a FNAT, as Casas do Povo e o Futebol. Presentemente, não estamos muito longe disso. Funciona como reforço do comportamento incompatível, desviando as atenções dos mais atentos para outros assuntos que aos mandantes não interessam. Enquanto os reivindicadores  duma democracia a sério se distraem com estes entretenimentos, os outros conseguem um terreno livre para actuar à sua vontade «inquinando» a mentalidade dos mais incautos. Não era por acaso que existia antigamente um ministério exclusivamente dedicado à informação e turismo…

Por causa disso, a pessoa que não tem uma personalidade forte e equilibrada, pode ficar facilmente influenciada ou sentir-se Joana-Binferiorizada face aos outros ou desanimada por se julgar a pior do mundo. Quando isso acontece e quando a pessoa se desequilibra psicologicamente, sofre de alguma instabilidade emocional ou problema de comportamento, o mais vulgar é levar o indivíduo «transviado» ao médico, ao psiquiatra ou até ao psicólogo, quando isso é possível.
Parte-se também do princípio que a sociedade – e quem diz sociedade, também diz família − funciona bem e que só o indivíduo se comporta mal. Será sempre assim? Sucedem-se depois, os medicamentos e talvez os aconselhamentos ou talvez coerções.
Porém, quem garante que o indivíduo «funciona» mal e que não é a sociedade ou a família que se comporta inadequadamente? Alguém se preocupa com isso ou tenta investigar? A preocupação principal é adaptar o indivíduo à família ou à sociedade quando até a própria sociedade ou família pode não saber ou não ter dado conta de que está a proceder mal, muitas vezes, sem ter consciência disso. Contudo, de facto, a sociedade ou a família formam uma maioria em relação ao indivíduo.

Quererá isto dizer que a maioria está certa? O que acontece nos partidos políticos? Além de força da Interacção-B30afiliação (K), como se formam estas maiorias? Não será, muitas vezes com uma má modelagem ou moldagem, com uma facilitação ou pressão (social) ocasionada por alguns que se encontram em posições chave tais como os pais e os chefes? Todos estes indivíduos, acompanhados de mais alguns que beneficiam de benesses «por passarem a jogar no mesmo clube» não serão os principais responsáveis por esta adulteração que se vai perpetuando na sociedade? Será por acaso que um investigador inglês descobriu que os políticos e governantes são psicopatas? Que personalidades têm todos esses que se candidatam a governantes e a nossos representantes?

Haverá alguma solução para isso? Da nossa parte, julgamos que o ponto fundamental de toda esta questão é a «educação». Consegui-BIsso quer dizer que, para a maioria das pessoas,  tem de existir uma formação de personalidade adequada, com valores que sejam verdadeiramente éticos, humanitários e de solidariedade, genuinamente aceites e não impostos por muitos que estão alienados a uns quantos que têm os seus interesses a defender (N).
Na nossa prática clínica, quando existem casos como este, já que não podemos «mudar» a sociedade que tem os seus hábitos e «poderes» adquiridos, a nossa preocupação tem sido a de ajudar o indivíduo em causa a examinar todo o seu passado, os valores do momento e aqueles que ele deseja para tentar fazer as suas opções (J). De modo algum se deve «aconselhar» o indivíduo a aderir a outros valores, que podem ser bons para quem aconselha, mas inadequados para o sujeito em causa. Cada um tem os seus e a obrigação dum psicoterapeuta sério é
ajudar a pessoa a adquirir o «seu caminho» esclarecidamente conhecendo todos os prós e contras, além das vantagens e Organizar-Bdesvantagens que daí podem advir (E).
Este é um procedimento que a «droga» ou o medicamento não pode fazer porque inibe a capacidade de pensar, de raciocinar e de optar conscientemente por uma determinada via que até pode ser aquela que está a seguir, mas com constrangimento, ansiedade ou culpa que devem desaparecer para deixar ao indivíduo a capacidade de raciocinar e reagir livremente, com consciência dos seus actos (C).

Falando também em muitos problemas sociais como a delinquência, a droga, o alcoolismo, etc., sabemos que não são maleitas hereditárias mas adquiridas ao longo do tempo e numa determinada sociedade.
E se a personalidade dos que se drogam não tivesse necessidade disso quem iria consumir a droga? Para Depressão-Beles não necessitarem desse consumo, teriam de estar numa família ou sociedade diferente! Embora seja muito louvável combater os que traficam a droga, seria muito mais útil reduzir o número dos que necessitam dela, mesmo antes de se viciarem, em vez de haver preocupações de os recuperar posteriormente, alimentando muitas clínicas de desintoxicação. Evitando o consumidor, pode-se facilmente dar cabo dessa indústria. É como secar a fonte em vez de tentar conter as águas dum rio. Para isso a prevenção e a profilaxia são muito mais importantes do que a cura, que até pode ser má e sujeita a recidiva.

Mas, quem irá difundir essas ideias e os meios de alcançar este fim se há alguns anos até se dizia oficialmente que beber um Acredita-Blitro de vinho por dia dava de comer a muitos portugueses? E todas as atoardas que se difundem na comunicação social? Compete a cada um esclarecer-se o suficiente e conhecer os mecanismos psicológicos necessários para reivindicar os seus direitos e exigir democraticamente aquilo que lhe é mais vantajoso. É melhor conhecer e não ter de utilizar, do que desconhecer aquilo que interessa quando mais falta fizer.
O problema reside em cada um de nós. Numa democracia que se deseja real e funcional, o importante é cada cidadão fazer valer a sua vontade para, em maioria, conseguir defender o seu ponto de vista em primeiro lugar. Em psicologia, depois de muitos anos de prática clínica, o meu ponto de vista é este: prevenir enquanto é tempo para não ter de se remediar depois de o mal ter ficado instalado, com resultados menores, duvidosos ou, às vezes, perniciosos.mario-70

A preparação das colecção de 16 e do livro “AUTO {psico}TERAPIA» (P), com base em maisde 35 anos de prática clínica em psicoterapia, fundamenta-se nestes princípios, porque a compreensão de PSICOLOGIA é essencial para a EDUCAÇÃO. Por sua vez, uma boa EDUCAÇÃO é essencial para uma personalidade bem estruturada e equilibrada a funcionar harmoniosamente numa sociedade. Só personalidades com uma boa EDUCAÇÃO podem conduzir ao estabelecimento de uma DEMOCRACIA baseada numa POLÍTICA consolidada numa ÉTICA, com equidade e humanismo.
Se tivermos muitas personalidades equilibradas e bem estruturadas, solidamente imbuídas dos valores da equidade, da solidariedade, do humanismo e respeitadoras dos outros, essa maioria pode tomar os destinos duma nação, conduzindo-a ao Saude-Bprogresso, sem alienar as minorias que também têm os seus direitos, os quais não se devem contrapor totalmente aos da maioria nem ser em seu desfavor.
Deste modo, teríamos uma DEMOCRACIA saudável e não apenas de alguns que se dizem os «pais» ou os «tutores» da nação. Isto entra já no domínio da POLÍTICA que experimentámos por mais de 50 anos e em que se formaram personalidades que se preocuparam apenas com os mandantes. Em que moldes se processou a instrução? Qual foi a sua qualidade? Qual foi a razão de não se ter admitido o ensino da psicologia?

Com personalidades assim, como poderíamos esperar modelagens melhores de que as actuais? Indivíduos formados deste modo apenas se preocupam com o seu bem-estar e a satisfação e dos seus! Que modelos estarão a proporcionar estes indivíduos, que formam agora a maioria? Já se pensou na verdadeira «maioria» da abstenção? Porquê? Teremos de continuar a perpetuar os últimos 40 anos de pretensa liberdade em que parece que as únicas coisas que mudaram foram a “polícia política” e a “censura” declarada e legal? Iremos continuar assim ou poderemos «educar» os nossos vindouros a tornarem-se autónomos e independentes e verdadeiramente democratas?
Não é com conselhos, palestras, manifestações ou coerções que isso será conseguido. É com o exemplo e com a humildade de reconhecer os «erros» cometidos para os eliminar ou, pelo menos, reduzir!Psi-Bem-C

Por este motivo, uma profunda reflexão de vida de cada um, com a visão de todo o passado e exame do ambiente circundante, com muita calma e relaxamento «mental», pode ajudar a conquistar um mundo totalmente diferente do actual e que proporcione mais tempo de lazer e divertimento do que de manifestações e lamentações. Se isto é indispensável para os mais novos, os mais velhos também podem beneficiar com o reconhecimento dos erros cometidos e da dissonância cognitiva que espalham com discursos a dizer uma coisa que contradiz as suas acções. Seria a terapia destes para a preparação de modelos mais adequados que os mais novos poderão seguir com segurança.pqsp2

Os dois vídeos seguintes talvez tragam alguma luz ao que estamos a dizer:

http://cmtv.sapo.pt/atualidade/detalhe/salarios-de-politicos-sobem-na-crise230316263.html

http://cmtv.sapo.pt/atualidade/detalhe/remuneracao-base-do-governo-aumentou-155650293.html

Por isso, a EDUCAÇÃO, a PSICOLOGIA, a DEMOCRACIA e a POLÍTICA e até a ÉTICA têm de andar juntas, coerentes e consonantes.

Espero que tenha conseguido explicar as minhas ideias sobre este assunto, muito crucial nos tempos que vivemos.

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One thought on “DEMOCRACIA / EDUCAÇÃO / PSICOLOGIA – 2

  1. Mário de Noronha (do facebook) on said:

    iframe width=”420″ height=”315″ src=”//www.youtube.com/embed/HFntZ2iSqaI” frameborder=”0″ allowfullscreen>

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