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Archive for the month “Junho, 2014”

TRABALHO EM GRUPO

Comentário no último post:Biblio

Obrigada pela resposta dada com este artigo.
Eu vou tentar utilizar esta técnica nos grupos com que vou ter de estar a trabalhar.
Também já comecei há muito tempo a fazer o relaxamento indicado em outros artigos lendo muitos dos indicados.
Há alguma coisa mais que eu possa saber sobre os grupos?
Anónima.

Interacção-B30Para responder melhor e rapidamente à sua pergunta, muito generalizada, apenas disponho de um capítulo do livro “INTERACÇÃO SOCIAL (K) que acabei de rever e que nas suas páginas 161 a 168 diz o seguinte:

 
EFEITOS DO GRUPO NA TAREFA, MEMBROS E RENDIMENTO
 

O comportamento do grupo é em função do campo que existe no momento e do local onde funciona, sendo representado pela seguinte fórmula: C = f (P, A), que em inglês se torna: B = f (P, E).Difíceis-B
A fórmula significa que o comportamento de alguém está relacionado com as características pessoais de cada indivíduo e a situação social na qual se encontra inserido. Isto é, C=comportamento; f=função; P=personalidade; A=ambiente.

 Desenvolvimento do grupo.
Newcomb (1961) descobriu que a comunicação, a influência e as estruturas de afecto se modificam substancialmente numa residência universitária, no início do semestre académico, atingindo um patamar estável ao fim de quatro a cinco semanas. O desenvolvimento das normas de grupo e as pressões para o conformismo são fundamentais para a Psicologia-Bcompreensão do modo como os grupos actuam e influenciam os seus membros.

No processo da socialização, tal como acontece com a criança, o indivíduo aprende a ver as coisas mais importantes sob o mesmo ângulo de visão das pessoas mais significativas do seu mundo. Este prcedimento torna-se necessário para que a pessoa possa comunicar com os outros sobre assuntos importantes e obtenha aquilo que deseja. Para isso, as percepções individuais são «corrigidas» quando diferem das percepções «oficialmente» aceites, ficando o indivíduo exposto somente ao quadro de referência partilhado pelo grupo.
Assim, o indivíduo aprende a perceber o mundo de uma maneira que é partilhada pelos «outros» mais significativos à sua volta. O mesmo acontece nos grupos face-a-face. A este quadro de referência, chamamos normas que são desenvolvidas pelos grupos, nos quais se verifica:Organizar-B
1) o quadro de referência com que se vê cada coisa importante;
2) as atitudes e comportamentos «correctos» para com essa coisa;
3) os sentimentos afectivos no que respeita à «correcção» (sacralização) destas atitudes em relação à violação das normas;
4) as acções positivas e negativas através das quais o comportamento positivo é recompensado e o negativo punido.
Os grupos desenvolvem normas (partilham crenças e sentimentos) acerca de muitas coisas: adequabilidade das profissões, alimentação, bens materiais, valores básicos, relacionamento do homem para com Deus e o Universo.mario-70
Os grupos desenvolvem, às vezes, normas acerca da virtude ou inaceitabilidade das normas de outros grupos e dos seus membros, o que pode dar origem à formação de estereótipos e preconceitos que ficam subjacentes à hostilidade entre grupos e a conflitos entre os diversos grupos étnicos, religiosos, sociais, profissionais e políticos.
Sob o «ponto de vista do detentor», as normas existem para influenciar o comportamento do indivíduo na medida em que este acredita que «os mais importantes» possuem estas normas, independentente de elas existirem ou não, de facto.

Estudando os factores que afectam o desempenho da tarefa, verifica-se que quanto maior for o nível das capacidades gerais e pqsp2específicas para a mesma, maior é o nível de eficácia no seu desempenho.
Steiner e Rajaratnam (1961) dizem que as capacidades dos membros representam o limite superior do potencial de desempenho do grupo e que vários factores de funcionamento do grupo (coordenação, etc.) e outros factores isolados (força de motivação, etc.), podem reduzir o seu nível. Porém, as capacidades dos membros e a experiência na tarefa determinam o grau de sucesso, independentemente de outros factores.

O desempenho da tarefa depende também do tamanho do grupo e da natureza da tarefa. O desempenho de tarefas intelectuais ou de resolução de problemas que exija poucos erros, é melhor nos grupos em interacção do que no trabalho individual (Taylor e Faust, 1952). Como reverso da medalha, há indivíduos que desempenham melhor as tarefas manuais sozinhos do que na presença de outros.
Aproveitou-se esta característica para a implementação do brainstorming em que um grupo de seis a dez Imagina-Bpessoas se reune e utiliza as diferenças dos seus pensamentos e ideias para chegar a um denominador comum eficaz e de qualidade, gerando assim ideias inovadoras que levem o projeto adiante. Contudo, também se verificou que este método pode, às vezes, reduzir a eficácia da produtividade quando a tarefa não é criativa.
Taylor e colegas (1957) demonstraram que, nas tarefas de criatividade em que se exigem ideias originais, os grupos são inferiores a alguns indivíduos tanto na qualidade como na quantidade.

Deutsch, (1949) e Mintz, (1951), verificaram que os grupos, quando recompensados em conjunto, têm um desempenho melhor do que quando os seus membros são recompensados individualmente. Por isso, as condições de operacionalidade que favorecem a cooperação em detrimento da competição, proporcionam maior eficácia na tarefa.

Fouriezos, Hutt e Guestzkow (1950) verificaram que o desempenho da tarefa fica perturbado se os Consegui-Bmembros focarem as suas energias no preenchimento das necessidades pessoais (agressão, catarse, dependência, estatuto) mais do que na obtenção de seus objectivos.

O desempenho da tarefa é melhor quando os membros do grupo têm um conjunto de capacidades, atitudes, padrões de personalidade e ambiente compatíveis entre si e não divergentes.

Contudo, existem algumas razões para que o grupo não seja considerado superior ao indivíduo, nomeadamente:
▫ a presença de outros indivíduos pode inibir o indivíduo de apresentar novas ideias;
▫ «demasiados cozinheiros podem estragar o caldo», por interferirem no caminho uns dos outros;
▫ necessidade de coordenação devido ao «ruído» do grande número de pessoas envolvidas.neuropsicologia-B

Também o tamanho do grupo pode ser outra razão para que a produtividade do grupo seja negativamente afectada. Gibb (1951) estudou grupos dimensionados entre 1 e 96 na tarefa de resolução de problemas. Embora a grande dimensão dum grupo de 10 componentes tivesse proporcionado a resolução de 10 problemas, num grupo de 20 resolveram-se somente 15, tendo a média de produtividade por pessoa ficado diminuída com o aumento do número total dos elementos do grupo. Gibb também descobriu que o aumento do tamanho de grupo deixa os seus componentes menos livres para exprimirem as suas ideias por haver menor oportunidade do que num grupo pequeno.
Nas experimentações efectuadas por Worchel e outros (1975), a avaliação da produtividade em grupo é sobrevalorizada tanto pelos vencedores como pelos perdedores que esperam ter de continuar a competir. Contudo, essa avaliação de produtividade não é sobrevalorizada nem pelos perdedores, nem pelos Psicopata-Bvencedores que não esperam ter de voltar a competir.
Os grupos que são eficazes nas suas tarefas, têm menor interacção negativa do que os ineficazes, não se podendo dizer que a sua interacção seja maior ou menor do que a dos outros ou que tenham entre si afectos mais positivos.
Os grupos eficazes mostram, geralmente, menos afecto negativo porque exibem neutralidade de afectos. Os seus membros são menos hostis e essencialmente orientados para a tarefa tipo «nego-ciantes» e a «amizade» entre eles tem pouca importância.

Para se obterem bons resultados, a comunicação altamente centralizada proporciona melhor desempenho apenas nas tarefas de manipulação de informação simples, enquanto se torna prejudicial nas tarefas mais complexas que exigem muita troca de informação, cuja veiculação é retardada pelo próprio tipo de estrutura de comunicação (Shaw, 1954).

Leavitt (1951) verificou que nos grupos de comunicação centralizada (em cruz ou informal) cometem-seJoana-B menos erros e resolvem-  -se os problemas mais rapidamente do que em grupos de comunicação menos centralizada (círculo ou linha) os quais conseguem ter, contudo, pessoas mais satisfeitas do que nos grupos anteriores.

A fim de que exista uma mudança nas atitudes dum grupo, sabe-se que quanto maior for a discordância acerca de um assunto importante, mais comunicação existe com os membros que se afastam do consenso. Se as pressões não derem resultado, o indivíduo abandona o grupo ou é forçado a fazê-lo. Deste modo, quanto maior for a atracção do indivíduo pelo grupo, maior é a sua tendência para ceder às pressões do mesmo, assim como para se conformar com as suas normas.
A coesão, que é a atracção que o indivíduo sente pelo grupo (Collins e Raven, 1969) e que Festinger (1950) definiu como “o resultado de todas as forças que actuam sobre os seus membros para que continuem no grupo”, também afecta a sua produtividade. Os grupos de maior coesão tentam seguir mais normas e regulamentos.

Schachter e colegas (1951) definiram a força da coesão como a atracção pelo grupo e verificaram que Depressão-Bquanto maior for a atracção pelo grupo, maior é a influência deste sobre os seus membros a ponto de conseguir alterar a produtividade, porque o sucesso da tarefa depende do poder do grupo para influenciar os seus membros.

Fizeram-se várias experiências para verificar as vantagens e as desvantagens do conformismo e da alienação do indivíduo ao grupo. Os grupos tentam estabelecer normas comuns para desenvolver uma comunidade que partilhe crenças e valores acerca de coisas relevantes e essenciais para a sua continuação que é posta em risco com desvios e conflitos a serem resolvidos para a sua sobrevivência.
Nas experiências de Schachter (1951) já descritas neste livro, verificou-se a quantidade de interacção e de reacções pós-sessão dos «desviados». A comunicação para o desviado aumentou na razão directa do «tamanho» do desvio. Se o grupo não o pudesse modificar, rejeitava-o. Numa outra experiência, Back Saude-B(1951) verificou que grupos mais coesos procuram ter mais influência do que grupos menos coesos e conseguem-na.

Os conflitos que surgem no desempenho dum grupo estudado por Killian (1952), indicam que numa situação de desastre ou acidente público, os homens que não têm família no local são mais eficazes no desempenho das suas tarefas de segurança no trabalho, do que aqueles que ficam divididos entre a responsabilidade para com a empresa e a preocupação de segurança das suas famílias, factos que ocorrem muitas vezes no nosso dia-a-dia. Por que será que nos serviços arriscados se preferem pessoas sem ligações familiares?

O tamanho do grupo tem vantages e desvantagens. Steiner (1972) verificou que a coordenação e a motivação são os factores mais importantes a considerar, à medida que o tamanho do grupo aumenta. À Respostas-B30medida que o grupo aumenta, o sentimento de inibição acompanha este acréscimo e faz com que o medo de fazer má figura perante muitas pessoas reduza a participação e o comprometimento.
Para que exista uma produtividade com boa qualidade, um grupo de cinco pessoas parece ser o ideal (Hare, 1976) porque pode exsitir desempate em caso de dúvidas e não concordância, além de que a interacção a manter é muito facilitada.

Steiner (1972), estudando o rendimento que se obtém num grupo, sintetizou-o da seguinte maneira:
Tarefas disjuntivas. São de escolha dupla ou de resposta sim ou não. O resultado depende do membro mais capaz do grupo.«Educar»-B
Tarefas conjuntivas. São de combinação de sub-tarefas tais como escalar uma montanha. O resultado depende do membro menos capaz do grupo, embora a média geral de desempenho seja melhor, mas inferior ao resultado obtido pelo indivíduo mais capaz.
Tarefas aditivas. São aquelas em que as diversas tarefas individuais vão sendo somadas para se obter o resultado final. Temos como exemplo o levantar dum peso. Em conjunto, muitos indivíduos, levantam bastante mais do que um só. Contudo, a quantidade desse peso é menor do que a soma de pesos que poderia ser levantada individualmente por cada um dos componentes do grupo.
Tarefas discricionárias. São aquelas que exigem que o grupo chegue a uma decisão. Apresentam-se meios alternativos que afectam a decisão à qual é necessário chegar.

Husband (1931) verificou que a aprendizagem inicial duma tarefa consegue ser melhor individualmente do que em presença do grupo que pode funcionar como uma inibição social. Contudo, uma vez aprendida, o Maluco2desempenho dessa tarefa em presença dum grupo consegue ser melhor do que individualmente através do efeito da facilitação social (Travis, 1925). Esta constatação parece ser confirmada pela experiência de Zajonc, Heingartner e Herman (1969) efectuada com baratas inseridas num labirinto escuro subitamente iluminado.

O groupthink e o groupshift podem funcionar de maneira semelhante quando um grupo for uniforme, a coesão for grande e a sua maneira de pensar se relacionar com o conformismo.
Os sintomas mais evidentes são:
1. Por mais fortes que sejam as evidências em contrário, os membros do grupo racionalizam qualquer resistência contrária aos ideais do grupo e o seu comportamento reforça esta ideia inicial.Psi-Bem-B
2. Os membros do grupo exercem pressões nos que expressam quaisquer dúvidas momentâneas sobre os ideais do grupo e apoiam sempre as alternativas apresentadas pela maioria.
3. Os membros que têm dúvidas procuram evitar exprimir posições contrárias mantendo silêncio ou tentando minimizar a importância das suas dúvidas.
4. A unanimidade entre os membros é simbolizada pelo silêncio dos que não se expressam, chegando-se à conclusão de que quem não vota contra é porque se mostra favorável à posição da maioria.

Não será esta a ideia que se propaga com a abstenção na votação das eleições em Portugal? Qual a razão de os abstencionistas, Depress-nao-Bque depois reclamem contra tudo ou se subjugam aos outros, não irem votarem activamente com o voto riscado, como protesto contra todos, já que não existe um quadrado com um “NÃO” para significar isso?
Seria uma contribuição honesta e activa para a DEMOCRACIA real!

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REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL 6

Comentário:Biblio

Gostei de ler este artigo e diversos outros. Nesta época, eu estou sem tempo e com ligeiras preocupações quanto ao futuro.
São preocupações de emprego e de dinheiro.
Tudo isto  me deixa perturbada.
Haverá alguma coisa que possa fazer por mim própria?

Anónima

Para responder imediatamente à sua pergunta, tenho de lhe dizer que faça o possível para praticar muito daquilo que se diz mario-70nos diversos posts sobre PSICOTERAPIA e AUTOTERAPIA  e que será resumido e publicado, quando possível no novo livro AUTO{psico}TERAPIA (P), estando bem explicado , com os resultados obtidos no livro IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J).
Além disso, o Júlio (E), com conversas de café e algum treino, quase à vista de todos, «aprendeu» a utilizar a autohipnose e a servir-se do reforço do comportamento incompatível para diminuir e resolver as suas dificuldades, descritas no livro “Eu Não Sou MALUCO!“.

Entretanto, eu tenho de me entreter (reforço do comportamento incompatível, para mim) tenho de me entreter a reorganizar calmamente o livro INTERACÇÃO SOCIAL (K) que espero publicar logo que Psi-Bem-Bpossível. Contudo, para dar resposta mais concreta a este comentário feito no último post PSICOLOGIA PARA QUÊ? 3, além dos diversos exemplos dados nos 5 posts anteriores sobre REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL,
Reforço do Comportamento Incompatível (20 Ago 2008)
Reforço do Comportamento Incompatível 2 (17 Fev 2011)
Reforço do Comportamento Incompatível 3 (23 Mai 2011)
Reforço do Comportamento Incompatível 4 (6 Jul 2013)
Reforço do Comportamento Incompatível 5 (18 Set 2013)
que podem e devem ser consultados, vamos transcrever as páginas 95 a 102 do livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F) que Psicologia-Btrata da técnica da REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL, simples, económica, eficaz e sem efeitos colatarais ou secundários

“Uma outra técnica eficaz, económica e uma das melhores é a de aprendizagem com desaprendizagem, isto é, a de reforçar todos os comportamentos que sejam incompatíveis com aquele que se deseja eliminar. É essencialmente uma técnica para a eliminação fácil e pouco complicada de um comportamento que se deseja reduzir. Enquanto se deseja a desaprendizagem de um comportamento inadequado, fomenta-se a aprendizagem de quaisquer outros, adequados e incompatíveis com o primeiro.Stress-B

A própria incompatibilidade ou dificuldade de existência simultânea do comportamento que se deseja eliminar com qualquer outro que se fomenta, faz com que o primeiro desapareça porque os dois não podem coexistir ou acontecer em simultâneo.

Esta técnica é muito vantajosa nas aulas, na educação, na reeducação e até na psicoterapia, o que podemos verificar através dos exemplos que se seguem (P).
O Paulo sofria de paralisia cerebral e era uma criança de 8 anos com imensas dificuldades motoras. Havia necessidade de lhe proporcionar mais firmeza de movimentos, o que só se conseguiria com bastante treino. Paulo gostava imenso da sua educadora e ficava satisfeito quando ela o elogiava. Isto significava que o Interacção-B30elogio dela lhe proporcionava reforço. Utilizando isto como arma principal, o psicólogo combinou com a educadora efectuar os treinos necessários utilizando a atenção da educadora como como reforço do Paulo.
Quando tinha de empilhar cubos, uns sobre os outros, o Paulo não conseguia evitar que a sua mão «vagueasse» pelos mesmos porque não tinha controlo nos movimentos. Era este descontrolo que, apesar de fisiológico e difícil de reduzir com medicação, se desejava reduzir ou eliminar através do controlo comportamental. Durante todo tempo que a mão estava descontrolada, os cubos «passeavam» por cima do tampo da mesa. Por mais que se lhe dissesse que não deixasse «vaguear» a mão pelo tampo da mesa, não havia possibilidade de a parar. Contudo, o Paulo conseguia pegar num cubo e colocá-lo num determinado lugar. Como isto era incompatível com o descontrolo da mão, o Digitalizar0011psicólogo combinou com a educadora que ela o deveria reforçar sempre que ele deixasse a mão quieta, a pousasse na mesa ou fizesse o mais pequeno gesto de tentar agarrar um cubo. Nestes momentos, o descontrolo da mão diminuía.
A técnica do reforço do comportamento incompatível fez com que, aos poucos, o Paulo conseguisse não deixar a mão descontrolada. Embora esta técnica acabe aqui, ela pode ser conjugada vantajosamente com outras, como por exemplo, a da moldagem. Com muita dificuldade inicial mas também com muita persistência, o reforço dado só quando havia o controlo da mão, foi fazendo com que a motricidade manual do Paulo ficasse controlada. Levou muito tempo, mas o Paulo conseguiu reduzir e sua dificuldade inicial. Embora a reeducação, que até podia ser fisioterapia, tivesse demorado muito tempo, foi o único processo que se mostrou eficaz fazendo com que a criança conseguisse empilhar 4 cubos ao fim de 6 meses de treino com sessões de 40 minutos, duas vezes por semana.
O Joãozinho, filho de pais pobres e de fracos recursos financeiros estava habituado à linguagem maisAbade Faria grosseira. Todos os palavrões eram mais do que usuais. No 6º ano, a professora começou por o repreender quando ele dizia “Oiça lá”, “Ó minha”, “Ó senhora”. Conversando com ele em particular e verificando que as repreensões não davam resultado e que, às vezes, pareciam proporcionar ao rapaz um certo «gozo» por ela lhe ligar especial importância, a professora resolveu utilizar o reforço do comportamento incompatível prestando-lhe atenção imediata logo que ele não a tratasse como antigamente. Eram «ignoradas» todas as verbalizações que ele estava habituado a utilizar anteriormente, com frequência.
Esta técnica foi utilizada apenas durante 5 semanas, ao fim das quais a professora teve a possibilidade de começar a utilizar a técnica da moldagem para o habituar ao tratamento de “Srª professora”. Depois desta fase, houve a possibilidade de generalizar a sua aprendizagem para outros comportamentos essenciais neuropsicologia-Bnuma aula, os quais nunca tinham sido alterados. O reforço da atenção da professora surtiu efeito depois da utilização do reforço do comportamento incompatível para eliminar os comportamentos indesejáveis do aluno.
Glória era uma criança de 8 anos que não estudava nem se alimentava devidamente. Quando os pais a obrigavam a estudar ou a comer, recusava, ficava tensa e tinha crises de choro, vómitos e subida de temperatura.
Em primeiro lugar, os pais tinham de começar a reconhecer quando é que ela iria ficar tensa. Em seguida, deviam desviar a conversa para um assunto que a deixasse bem-disposta. Por exemplo, à hora do almoço, a Glória não queria comer a sopa. A mãe não lhe dava a comida e ia perguntar ao pai, de maneira que a Glória ouvisse a conversa, a que horas iam sair, na parte da tarde, para lanchar ou comer um gelado de que ela gostava.
Se a Glória soubesse que o gelado lhe fazia mal em jejum ou quando estava à fome e não era aconselhável Joana-Blogo depois do almoço, teria de tomar uma decisão rápida acerca da refeição do momento. A Glória deveria saber antecipadamente, através dos pais, que o passeio programado poderia ser cancelado por causa dela, por não poder comer o gelado sem se alimentar minimamente ao almoço. Terminada a conversa com o pai, a mãe deixaria de lhe dar a sopa ou qualquer outro alimento enquanto a Glória não tivesse a iniciativa de o pedir. A ingestão do gelado seria assim apresentada como boa, mas incompatível com a não-ingestão de alimentos a tempo e horas.

Quando existem conflitos deste tipo, as crianças resolvem-nos pensando nas vantagens que vão ter como contrapartida dos sacrifícios que lhes são exigidos (K). Às vezes, é necessário «realçar» a necessidade da boa escolha como aconteceu com a Glória. Sem forçar a criança, a alimentação foi assim mais facilmente ingerida do que obrigando-a a tomar a sopa e o resto da comida, com ralhos, reprimendas e vómitos à mistura.
Um outro «caso» pode ser ainda mais elucidativo porque envolve uma «doença incurável». Filomena era Depressão-Buma senhora de 50 anos, muitíssimo divertida e a principal animadora de todas as festas em que participava. Os seus amigos disputavam-lhe a companhia, deliciando-  -se com as histórias e anedotas que ela contava, com gosto e entusiasmo. Pouco antes do seu 51º aniversário começou a ter dores horríveis no estômago. Foi ao médico que a mandou fazer, de imediato, exames complementares de diagnóstico que indicaram neoplasia maligna no estômago, sem possibilidades de intervenção cirúrgica ou quimioterapia satisfatória. O prognóstico foi de mais 3 a 6 meses de vida. A única solução era obter algum alívio medicamentoso para as dores e apoio psicológico, se possível.
Perante esta situação extrema, o psicólogo verificou que a única solução possível era o reforço do comportamento incompatível. Aconselhá-la a conformar-se com a doença ou a pedir a Deus que a ajudasse no seu sofrimento seria de pouca utilidade. Fazer com que ela racionalizasse que todos iremos morrer um dia e que tinha chegado o seu momento de deixar este mundo, também era pouco estimulante e a aceitaçãoSaude-B
desta ideia demoraria muito tempo.
Contudo, fazendo um historial do seu passado, a senhora tinha tido uma vida cheia de amigos, além de três filhos já casados com quem se dava muito bem e que viviam a sua vida confortavelmente. Ela tinha sido positivamente reforçada por tudo isto.
O psicólogo formulou a hipótese de que a Filomena não podia estar a pensar na sua doença enquanto estivesse a recordar esses momentos agradáveis do passado. Tinha de utilizar o reforço do comportamento incompatível, tanto mais que ele próprio estava habilitado a utilizar a técnica da hipnose e a paciente tinha tempo mais do que suficiente para praticar o relaxamento e a autohipnose em casa.
Marcou duas sessões por semana e tentou treiná-la, imediatamente a relaxar-se para conseguir minimizar as dores. Treinou-a a Acredita-Binduzir o estado de autohipnose (E) (J) e deu-lhe uma sugestão pós-hipnótica neste sentido. Começou por a ajudar a entrar em regressão, recordando os momentos agradáveis da sua vida.
Eram as festas, o convívio com os amigos, o nascimento dos filhos, os estudos deles e os seus namoros e casamentos, os netos, a convivência com o marido, etc. Tudo servia para ser realçado nas sessões que fazia e nas quais o psicoterapeuta dava a sugestão pós-hipnótica de que estas cenas seriam recordadas logo que iniciasse o relaxamento em casa.
Ao fim de um mês, a Filomena entrava no consultório a sorrir, saía bem-disposta, acordava entusiasmada mas ficava um pouco triste durante o dia quando as pessoas amigas a tentavam «consolar» falando-lhe na doença que o psicólogo «ignorava» completamente como se não tivesse qualquer importância ou a desconhecesse de todo.Imagina-B
Por recomendação expressa do psicólogo, a família utilizava este procedimento e tentava afastar a Filomena dos amigos que lhe recordavam a doença a cada passo. Filomena ainda viveu quatro meses com menos angústia do que teria se fosse «consolada» como quase toda a gente costuma fazer. É pena que nem todos conheçam como utilizar esta técnica tão simples quanto eficaz, inócua e segura.
Neste caso, não era necessária qualquer sugestão pós-hipnótica, mas sim, apenas o não afloramento dos «consolos» e «conversas racionais» das pessoas e, às vezes, «caritativas», acerca da doença. Falar em tudo menos na «doença», seria uma boa ajuda que os amigos e conhecidos lhe poderiam dar.
Vamos transcrever também o relato da Cidália, a «paciente» do livro Eu também CONSEGUI!, que tentou fazer uma psicoterapia com muito empenhamento seu e pouca ajuda do psicólogo (C/123).
“Na noite seguinte, lembrei-me da minha própria vida que mais parecia uma empresa por falir mas que Consegui-Bjá tinha retomado o rumo devido. Durante o dia tinha lido alguns exemplos do reforço do comportamento incompatível (F). Lembrei-me do Sr. Antunes e do psicólogo que me indicavam o caminho a seguir e insistiam na minha colaboração e prática do relaxamento sem nunca me desculpabilizar ou deixar arranjar justificações para os meus insucessos. Em todas as situações de fracasso, eu tinha de descobrir aquilo que tinha corrido mal para enveredar por um caminho novo e mais certo do que aquele que percorrera. Eles falavam-me só naquilo que eu, de facto, deveria fazer para enveredar por um caminho correcto e mais «sorridente». Enquanto falavam nisso, eu não podia pensar nos meus insucessos. Quando lhes ia contar um insucesso, mudavam a conversa para aquilo que eu deveria fazer. Como não podia pensar nas duas coisas ao mesmo tempo, só Psicoterapia-Bconseguia pensar naquilo que eles diziam que devia fazer. Lembrei-me de conversas que tinha tido com o Sr. Antunes e quis verificar a veracidade do que estava a pensar.
 *****

“Quando falei no sábado com o Sr. Antunes, logo de manhã, para lhe dizer que me sentia «um pouco em baixo» por causa do trabalho que estava a fazer sobre os gestores e que me apetecia tomar uns comprimidos, pareceu-me que ele tinha ficado muito preocupado porque vociferou:
– Estás maluca?
A seguir deu-me uma curta «seca» acerca dos malefícios da «droga». Foi como se tivesse levado um Maluco2«murro na boca do estômago e um forte pontapé no rabo» contra o que nada pude fazer, mas que me estancou e projectou para caminho diverso daquele que eu estava a enfrentar. Mas depois, «vendo-me prostrada no chão e no sentido que ele desejava» deixou-me falar, ficando completamente em silêncio durante todo o tempo, sem interromper uma única vez. Quando lhe perguntei se me estava a ouvir, respondeu com algumas perguntas que me foi fazendo sobre o mestrado e não sobre as minhas «desgraças». As perguntas exigiam de mim respostas concretas e circunscritas às mesmas, sem divagações:
– Já te aproveitaste de todas as fontes possíveis?
– Consultaste a INTERNET?
– Fizeste todas as entrevistas necessárias?
– Quando é que tens de entregar o trabalho?
– Estás a descansar o suficiente?
Quando eu me «desviava» um pouco da resposta concreta ou «entrava» em qualquer justificação, ele Psicopata-Binterrompia com uma pergunta que me exigia resposta imediata e diferente da «conversa» que eu gostaria de ter e acerca da qual não tinha obtido uma resposta concreta mas sim um alheamento total. Por fim, recomendou que não me esquecesse de continuar a fazer o relaxamento e praticar a imaginação orientada sem qualquer outra «variante».
Agradeci-lhe a boa vontade de me «aturar» e disse que seguiria os seus conselhos. Pediu-me, insistentemente, que lhe telefonasse no dia seguinte”.
Neste caso, as perguntas do Sr. Antunes foram os reforçadores do comportamento incompatível.
***

Nesta técnica, podemos enquadrar também com perfeição aquilo que se passou connosco e que foi Respostas-B30mencionado nas páginas 18 e 54 deste livro.
Ao ouvirmos as anedotas dos alentejanos, contadas com prazer pelo inconfundível Armandinho que também nos deliciou sempre com as suas músicas para dançar, não conseguíamos pensar nas agruras de vida que sempre nos acompanham. Era um bálsamo para os dissabores.

Com este reforço secundário negativo, não nos restava outra hipótese senão, além de ficarmos viciados no «Armandinho», o mesmo funcionar como reforço do comportamento incompatível fazendo esquecer as agruras de outras lembranças do dia-a-dia e das dificuldades no planeamento e edição dos livros, agora todos reformulados  na BIBLIOTERAPIA.Organizar-B

Esta técnica é uma das melhores, sem efeitos coletarais ou secundários e fácil de aplicar como se vê nos posts sobre REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL nos blogs PSICOLOGIA PARA TODOS: o antigo e o actual (que é este).

Este tipo de psicoterapia é baseada também na técnica de INIBIÇÃO RECÍPROCA (Wolpe, 1952 e 1958) em que o favorecimento duma resposta comportamental antagónica daquela que se deseja eliminar, acaba por eliminar esta, se a primeira for consistentemente favorecida e aumentada.
A técnica de IMPEDIMENTO DE RESPOSTA (Response Prevention) é quase semelhante porque tenta evitar uma resposta que Difíceis-B
não interessa ou é indesejável, sem se utilizar a punição.
Será necessário ir a consultas de psicologia, em casos pontuais, com despesas inerentes e de transporte, além de desperdício de tempo, só para saber o que se deve fazer, quando a leitura de todos estes casos,  com exemplos comuns do dia-a-dia, em um ou mais livros nos pode ajudar e resolver a situação ou precaver-nos dela?”

Quando é que as pessoas ou as entidades comunitárias ou oficiais se preocuparão em difundir estes conhecimentos para que a nossa saúde física, mental e de interacção social possa ser substancialmente melhorada?
Se não forem as entidades oficiais a pensarem nisso, teremos de ser nós a exigir que isso aconteça, quanto mais não seja para a salvaguarda das gerações futuras e duma verdadeira democracia.

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RELAXAMENTO 6

Caro Senhor Anónimo,Biblio

Conforme prometi, vou responder com este post ao seu comentário feito no post anterior, “PSICOLOGIA PARA QUÊ? 3“.

“Gostei deste artigo.
É pena que não tenhamos a possibilidade de ouvir algumas coisas sérias sobre psicologia.
Tinham de ser simplificadas ao máximo para compreendermos uma coisa que se torna muito útil no nosso dia-a-dia.”mario-70

Quando li este comentário, lembrei-me do encontro fortuito que tinha tido no último domingo e de coisas que se tinham passado há muitos anos, quando ainda fazia parte dum grupo de finalistas que se estava a estrear num hospital, em terapia do comportamento e do meu trabalho posterior como voluntário noutro hospital.

Nesse domingo, tinha ido a Lisboa assistir a uma festa de ginástica do Sporting em que os meus netos tomavam parte. Sem querer, fiz para a minha mulher alguns comentários logo que os grupos de qualquer dos dois netos acabaram de actuar. Enquanto o público batia palmas, uma voz atrás de mim, quase que sussurrou, ao meu ouvido.
− Desculpe a pergunta, mas o senhor não é o doutor Noronha?
Virei-me na cadeira e tive a grande surpresa de ver sentado atrás de mim o Senhor Vicente, de óculos Maluco2escuros e com uma bengalinha dobrável na mão a inclinar-se para o meu assento.
Cumprimentamo-nos e combinamos conversar um pouco logo no fim do espectáculo. Ele tinha de esperar pelo filho mais novo que também fazia parte desse espectáculo. Tal como eu, também ele tinha feito muitos comentários, perfeitamente audíveis, mas eu não tinha sido capaz de reconhecer a sua voz, que só se me tornou reconhecível depois de falar com ele. Afinal, parece que a sensibilidade e dos «deficientes» é muito maior do que a nossa…

No final do espectáculo, mesmo estando sentados enquanto deixávamos sair toda a gente, lamentámos a pouca evolução da «arquitectura» e dos apoios prestados aos «deficientes» só em alguma coisa, por serem diferentes de nós.

Falando nos tempos antigos, dizia-me que estava satisfeito com as duas sessões e meia de prática de neuropsicologia-Brelaxamento que tinha feito comigo no hospital e que lhe serviam para praticar isso nos momentos de maior arrelia e visualizar todas as noites as cenas do dia, fazendo a sua análise crítica e programação do futuro.
Ele tinha acabado de ficar cego aos 20 anos de idade, tendo-se desenvencilhado como amblíope antes disso.
A situação do momento deixava-o completamente desorientado e em constante desassossego, ficando com o corpo completamente contraído, especialmente quando tinha de se descolar por vários locais que devia frequentar em Lisboa.

Estando nessa ocasião a colaborar num hospital, como voluntário, também com problemas de depressão, psicossomática e digestivos, ainda estava a utilizar o método de relaxamento que se empregava prioritariamente na unidade comportamentista.

Nesse grupo de estágio de que tinha feito parte, discutíamos teoricamente os métodos de Schultz, Jarreau, Psi-Bem-CKlotz, Aiginger e Jacobson, com ligeira propensão para a técnica de Jacobsen, que também não me agradava muito, tanto mais que tinha acabado de ler o livro de Herbert Benson, MD, sobre a «resposta» ou reacção do relaxamento (L).
A técnica de Jacobson, exigia 1 a 3 sessões de meia a uma hora, durante algumas semanas, meses ou um ano, o que, tanto se podia traduzir, no mínimo, em 2 sessões (1 x 2 semanas = 2), até 156 sessões, no máximo (3 x 52 semanas = 156), dependendo muito do treino e do empenhamento do paciente. Geralmente, não se conseguia um bom relaxamento com menos de 15 a 100 sessões.
De acordo com «o meu feitio», queria coisas simples e de efeitos rápidos, duradouros e eficazes. Relaxamentos físicos podem-se fazer muitos através de ginástica, massagens, meditações, música, etc., mas em psicoterapia, o mais importante é a mente de cada um. Tinha de cansar o corpo para, através desse cansaço chegar à mente, se não o conseguisse fazer directamente.

Surgiu-me a ideia de ensaiar um tipo de relaxamento diferente, porque para a Terapia do Equilíbrio AfectivoSaude-B necessitaria desse «instrumento» a fim de ocasionar uma mente descontraída e relaxada que tentasse desencadear as emoções e os afectos positivos de cada um dos pacientes.
Por isso, comecei a ensaiar o relaxamento que futuramente utilizei sistematicamente na terapia do equilíbrio afectivo enquanto não enveredei pela imaginação orientada que, em certos casos pode prescindir desse relaxamento ou pode encurtar o tempo da sua prática.
Pouco antes, eu tinha começado a praticar o relaxamento muscular deitado na cama, quando me lembrei de o tentar praticar mesmo sentado numa cadeira ou em pé, enquanto viajava de autocarro.
Os exercícios que eu estava a fazer, com êxito, na ocasião em que o Sr. Vicente se tinha dirigido ao hospital e que lhe Psi-Bem-Crecomendara na primeira consulta, eram apenas os seguintes:
♦ Deitar-se na cama, depois da digestão feita.
♦ Inspirar profundamente, enchendo o peito de ar e retendo-o o mais tempo possível.
♦ Contrair muito bem todas as partes do corpo «doridas» ou «desconfortáveis».
♦ Reter o ar no peito cheio, com os músculos contraídos, o maior tempo possível.
♦ Ao ser impossível aguentar mais, deixar sair o ar subitamente pela boca, continuando com algumas inspirações profundas pelo nariz e expirações pela boca.
♦ Praticar isso muitas vezes até sentir cansaço e quase moleza.
♦ No meio de gente, todo este processo deveria ser muito discreto. (P)Difíceis-B

Estava a ter êxito com esta prática, quando o senhor Vicente, já completamente invisual, nos procurou nesse hospital, dizendo que os seus principais problemas residiam na incapacidade de aguentar com as arrelias do dia-a-dia, porque o seu «problema» da cegueira, embora desagradável, já estava mais ou menos resolvido ou arquivado no local certo e sem problemas de maior. Para resolver os seus problemas psicossomáticos, não queria depender de medicamentos que lhe tiravam algum poder de orientação e reactividade.

Depois da primeira consulta e sessão de relaxamento, com menos de uma semana de prática em casa, já na segunda consulta, o Psicopata-BSr. Vicente tinha ficado apto a visualizar os factos desagradáveis que o incomodavam e praticar o relaxamento instantâneo, deitado na marquesa do hospital.

Assim, foi capaz de iniciar o relaxamento instantâneo, sentado na sala ou em pé, quando viajava de autocarro agarrado a uma das pegas, porfiando visualmente neste exercício todas as noites.

No início da terceira consulta, já dizia que não necessitava de mais apoio e que era capaz de praticar a visualização das situações desagradáveis passadas, além de imaginar as futuras, porque nunca deixaria de as «sofrer» com a nossa arquitectura e a nossa mentalidade.Imagina-B

Porém, com a experiência feita com o senhor Vicente, eu estava mais do que satisfeito e entusiasmado para utilizar o «meu» método no futuro. Afinal, a minha técnica tinha dado bons resultados.

Além disso, o original do meu primeiro livro, “O Uso Social da Psicologia”, também o tinha ajudado imenso porque estava transposto para Braille.

O Sr. Vicente agradeceu-me ter-lhe dado as dicas que ele seguiu e passou a empregar quase sempre, porque as arrelias sucediam-se constantemente e em todos os locais. Ficava com o corpo quase todo contraído.Acredita-B
− Sabe como são as nossas arquitecturas e até as pessoas que tratam os deficientes, não sabe? – perguntou.
Concordei com ele e, lembrei-me do meu esforço actual em transformar o livro “O Uso Social da Psicologia” no “PSICOLOGIA PARA TODOS(F), além de preparar e remodelar a nova colecção com 16 livros, apresentando também além da teoria, diversos «casos» de psicoterapia e reeducação e o modo como foram conduzidos, mencionando sempre os meios utilizados e os resultados obtidos (J).

Fiquai satisfeito com ajuda que conseguira dar ao Sr. Vicente logo no início da minha carreira profissional, saindo dos parâmetros estabelecidos e inovando um método de relaxamento, mais simples, económico em tempo e muito mais eficaz.

Tinha-me surgido a ideia desse relaxamento, porque para a “Terapia do Equilíbrio Afectivo” necessitaria desse «instrumento» a fim de ocasionar uma mente descontraída e relaxada que tentasse Consegui-Bdesencadear as emoções e os afectos positivos de cada um dos pacientes, caminhando depois para a “Imaginação Orientada“.

Com a experiência feita com o senhor Vicente, estava mais do que satisfeito e entusiasmado a utilizar o «meu» método no futuro, além de o melhorar e tornar mais eficaz para uma psicoterapia de profundidade com a utilização do relaxamento mental, da reestruturação cognitiva, logoterapia e da autohipnose.

− Se o Sr. Vicente, apenas com 2 sessões e meia de relaxamento muscular e instantâneo, além de prática de visualização de cenas antigas foi capaz de «resolver» as suas dificuldades, qual a razão de outros não poderem fazer o mesmo?
− O Sr. Antunes, não conseguiu fazer uma autoterapia? (B)Depressão-B
− A «nova paciente» não conseguiu superar os seus sentimentos de depressão com 3 sessões em consultório e o resto de leitura e do «trabalho em casa»? (H)

O importante é o trabalho e a persistência do próprio paciente que, na época do Sr. Vicente não tinha mais do que o original do futuro “O USO SOCIAL DA PSICOLOGIA”, mas agora tem “PSICOLOGIA PARA TODOS” (F), além da descrição de muitos «casos» que foram ajudados através da terapia do equilíbrio afectivo e da imaginação orientada (J).(psico)

A agora, até vai poder dispor de um «manual» de actuação com o nome de AUTO{psico}TERAPIA (P).

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PSICOLOGIA PARA QUÊ? 3

Caro Senhor Anónimo,mario-70

Para responder ao seu comentário no último post AUTOTERAPIA 10,

*Não se pode fazer alguma coisa para dar a conhecer estas coisas da psicologia?
Parece que está a apresentar tudo duma maneira simples.
Não é essa a ideia que tenho dos psicólogos que tenho ouvido na televisão.
Como é que nós vamos saber isso para não nos arrependermos depois?*

posso dizer, em primeiro lugar, que eu também pouco compreendo aquilo que diversos psicólogos dizem nas várias estações de televisão, que eu vejo esporadicamente na parte da manhã.

Contudo, há inspectores ou ex-inspectores da Judiciária e advogados que falam mais em psicologia, de modo que eu perceba.

Em segundo lugar, posso dizer que a psicologia não é um «bicho de sete cabeças» mas sim tudo aquilo que nosMaluco2 acontece no nosso dia-a-dia. Como exemplo, posso dizer que eu não estaria de fazer este post  se o senhor não tivesse feito o comentário. O seu comentário foi a causa do meu comportamento de fazer este post, que é o seu efeito.

Se começarmos a compreender a psicologia nestes termos, parece que temos muito a ganhar, compreender, progredir e controlar o nosso comportamento individualmente e em interacção com os outros.

Por último, posso dizer que este blog é mantido para dar satisfação aos diversos pedidos e esclarecimentos, como o seu, para que a psicologia seja compreendida duma maneira simples, para a sua utilização no nosso dia-a-dia. Psicologia Para Quê?

Em consequência de um outro comentário relacionado com esta matéria, já apresentei uma resposta em 10 posts quase todos seguidos, exemplificando as várias interacções que costumamos ter no nosso dia-a-dia e que nos condicionam a vida, Psicologia-Bfacilitando-a ou infernizando-a. A nossa falha nessas interacções obriga-nos a ir pelo menos a uma consulta de psicologia (ou muitas?) depois do mal já estar feito, quando o poderíamos ter evitado logo no início.

Psicologia para todos – 1 (03Nov11)
Psicologia para todos – 2  (03Nov11)
Psicologia para todos – 3 (04Nov11)
Psicologia para todos – 4 (05Nov11)
Psicologia para todos – 5 (06Nov11)
Psicologia para todos – 6 (07Nov11)Interacção-B30
Psicologia para todos – 7 (08Nov11)
Psicologia para todos – 8 (09Nov11)
Psicologia para todos – 9 (10Nov11)
Psicologia para todos – 10 (11Nov11)

Além deste blog e dos livros, com uma colecção de 16 unidades que estou a preparar, elaborando novos originais e refundindo as publicações antigas, é tudo, desde Abril deste ano, do conhecimento do Presidente da Câmara Municipal de Sintra, bem como do Vereador do pelouro da Acção Social e Habitação (Saúde Mental) Dr. Eduardo Quinta Nova,Digitalizar0011 que bem podem accionar algum programa de divulgação duma informação mais específica e
presencial.

O programa de que falo, está apresentado em outro blog.

A sua activação, com toda a minha colaboração e sem a execução do meu plano total, não provoca quase nenhumas despesas , mas depende daqueles que nos governam e dizem estar sempre atentos aos problemas dos munícipes. Será assim ou estarei eu enganado?

Desta vez, além de apresentar a seguir o link do post sobre o índice do livro especificamente relacionado com o comportamento Organizar-Bhumano  Psicologia para todos – índice , até lhe posso transcrever depois o prefácio do mesmo livro que começou a ser escrito com o título “A Psicologia no Dia-a-Dia” e mudou agora para “PSICOLOGIA PARA TODOS(F).

PREFÁCIO

Existem momentos da vida em que nada nos corre bem, tomando-se tudo adverso quer no seio familiar, quer no contexto escolar, profissional ou social. Então, a nossa explosão de raiva, o desabafo com um amigo ou um encolher de ombros, passam a ser insuficientes.

Necessitamos de um conselho, de uma orientação ou de um apoio técnico especializado.Imagina-B

Onde procurar esse auxílio indispensável para evitar o agravamento da situação ou, de preferência, para a sua boa resolução? A maior parte das vezes, consultar imediatamente um psicólogo afigura-se impossível e tê-lo junto de nós no momento em que surgem as dúvidas e indecisões torna-se ainda mais impensável. Porém, se soubermos algo sobre o comportamento humano, a solução pode ser diferente! E se conseguíssemos também saber o modo como pode funcionar a nossa interacção com os outros?

Quanto mais cedo se começar a compreender o mecanismo da aprendizagem e da formação, manutenção e redução ou Psicopata-Beliminação do comportamento, mais facilmente se pode constituir uma relação interpessoal saudável e revigorante. Saber evitar a utilização dos mecanismos de defesa ou compensação desnecessários, é uma virtude que só se pode cultivar começando com um profundo conhecimento de nós mesmos, isto é, com a observação e compreensão profunda do nosso comportamento.

– Quais as vantagens e as desvantagens do comportamento adoptado ou a adoptar?
– Qual o momento mais adequado para o alterar?
– Qual a direcção e força a imprimir ao novo comportamento?
– Porquê?

São estas as perguntas a responder logo que determinamos o objectivo a atingir e os meios disponíveis para a acção.Consegui-B

Utilizar os conhecimentos para melhorar a nossa conduta e bem-estar, é o primeiro passo para modificarmos todo um conjunto de situações que gravitam à nossa volta.

Para quem já não está na idade de se educar, como é costume dizer-se, o conhecimento das leis que regem o comportamento humano, das causas que provocam as diversas aprendizagens e das consequências com que elas influenciam a nossa vida, oferece a vantagem de cada um se comportar da maneira que achar mais conveniente e com conhecimento de causa.

 A distorção ou descaracterização introduzida nos inúmeros «casos» aqui descritos para exemplificar com a prática a teoria Respostas-B30subjacente, destina-se a tornar não identificáveis os seus intervenientes, preservando assim a veracidade dos factos aliada à confidencialidade, indispensável em situações desta natureza.

Para o leitor, um dos pontos mais importantes é a compreensão dos conceitos teórico-científicos que se pretendem explanar em linguagem simples a fim de serem utilizados em situações concretas que cada um irá vivendo, comparando-as com aquelas que neste livro se descrevem de forma romanceada, relatando factos do dia-a-dia.

 O livro não pretende substituir o conselho, o apoio ou a intervenção do psicólogo, mas tão-somente Joana-Bcomplementar qualquer destas acções, quer antes, quer depois da consulta de psicologia.

Esta obra destina-se especialmente a todos aqueles que, carecendo de uma consulta com o psicólogo nos momentos em que mais necessitam da sua ajuda, não têm possibilidade de a obter por variadíssimas razões: falta de tempo ou de dinheiro, execução duma tarefa laboral, envolvimento em missão educacional ou de manutenção da ordem, etc.

Também o desconhecimento das técnicas ou o seu conhecimento distorcido e falacioso podem induzir muitos interessados a evitar as consultas de psicologia ou a escolher outro especialista, que nada pode fazer para melhorar essa situação de desequilíbrio.Depressão-B

 Este livro também se destina aos que, depois de uma consulta de psicologia, aconselhamento ou psicoterapia, ou ainda numa reeducação se defrontam com dificuldades na execução de técnicas e práticas planeadas anteriormente e que nesse momento aparentavam ser facílimas e simples de aplicar.

Cabendo num saquinho, numa pasta, na mão e até num bolso grande, esta publicação pode servir como um glossário de palavras, conceitos e técnicas simples relacionadas com o comportamento humano. Os exemplos descritos servem de orientadores da acção do interessado, sem a presença física do especialista na matéria.

 É um manual de actuação ao qual, como um dicionário ou um prontuário, se pode lançar mão nas situações mais variadas,neuropsicologia-B fortuitas, difíceis e impensáveis, servindo também para recordar aquilo que se combinou com o especialista no decurso do planeamento da modificação do comportamento.

A todos os que necessitarem deste livro e o utilizarem em seu benefício, quer antes com uma finalidade preventiva, quer depois de uma sessão de aconselhamento, psicoterapia, reeducação, etc., como meio psicoterapêutico, reeducativo ou de reequilíbrio, as nossas felicitações pela preferência demonstrada e pelo incentivo para o aparecimento de mais obras desta natureza que tão necessárias se tornam num mundo em permanente transformação e aperfeiçoamento da pessoa humana.

 As minhas felicitações a Zélia e Mário com quem, durante a minha licença sabática em Portugal, entrei em contacto por recomendação do meu colega Joe Morrow.

Outono de 1990 – Verão de 2010. Saude-B
 
JOSEPH R. HELLER, PhD.
Professor and Past Chairman
Department of Psychology
California State University
Sacramento, CA – USA

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AUTOTERAPIA 10

Hoje, depois do almoço, quando fui sentar-me à mesa dum café para saborear uma bica cheia que não consigo ter em casa, uma pessoa que já conhecia há muito, aproximou-se e pediu para me fazer companhia porque tinha umas perguntas interessantes a Bibliover respondidas.
Tinha consultado bastantes vezes o meu blog  e estava admirada com a minha insistência na autoterapia. Até estava admirada que eu quisesse publicar o novo livro, que era entao o último da lista da BIBLIOTERAPIA, antes de publicar os anteriores. Também lhe fazia muita confusão como é que, só com livros se poderia fazer uma psicoterapia.
Como tinha acabado de me sentar e não tinha pressa em regressar a casa nem consultas a atender, disse-lhe para se sentar e fazer as perguntas que gostaria de ver esclarecidas.
Depois de se instalar e de pedir também uma bica para ele, começou a fazer as suas perguntas.

Respostas-B30Como é que se pode fazer uma psicoterapia com uma autoterapia?
− Embora, numa psicoterapia seja o psicólogo ou psicoterapeuta a dar os conselhos e orientar tudo, é o próprio paciente que tem de seguir os conselhos dados ou fazer os exercícios necessários. É ele que tem de mudar o seu comportamento. É no seu corpo e na sua cabeça (mente) que tudo pode e deve funcionar.

E, como se pode fazer uma psicoterapia com livros?
− Todos os conselhos que o psicólogo ou psicoterapeuta der ao paciente, podem ser lidos nos livros que são especificamente elaborados para isso ou aqueles que o psicólogo também consulta para dar esses conselhos.

Qual a vantagem?
− A vantagem fundamental é uma pessoa conseguir ter sempre à mão o livro que deseja e poder consultá-lo quando lhe aprouver ou quando mais necessitar dele. O mesmo pode não acontecer com o psicólogo ou psicoterapeuta que não deve estar disponível a qualquer hora do dia ou nos momentos mais cruciais em que o paciente necessita de ajuda. Todo dependerá muito das disponibilidades do psicólogo e do paciente e dos Consegui-Bcondicionalismos que ele tiver em relação à parte financeira. A outra vantagem é o paciente não ter de se deslocar ao consultório, com as perdas de tempo, às vezes, em momentos inconvenientes, com as viagens e esperas para ser atendido. Também pode existir a vantagem de não gastar dinheiro com consultas.

Mas, lendo o que está no livro, pode-se fazer uma psicoterapia?
− Não posso garantir que lendo o livro principal, compreendendo o significado do que está exposto, fazendo os exercícios nele mencionados, se possa fazer sempre uma psicoterapia com sucesso. Contudo, o processo psicoterapêutico pode ser iniciado ocasionando maior vantagem e rapidez do que sem esse adjuvante.

Não será melhor falar primeiro com o psicólogo?
− Não o quero contradizer, mas suponho que falando com o psicólogo, ele vai estudar o caso, verificar as «Educar»-B
dificuldades e dar alguns conselhos ou recomendar certos exercícios de relaxamento, leitura, etc. Quem terá de fazer todo este trabalho é o próprio. Ninguém mais o pode fazer por ele. Se tentar ou ensaiar fazer esse trabalho antes, pode mencionar isso na consulta e ser devidamente aconselhado a mudar de estratégia, se necessário. Além disso, pode discutir com o psicólogo algumas dificuldades encontradas nos procedimentos adoptados. O psicólogo dirá aquilo que o paciente pode fazer para minimizar essas dificuldades. Com este procedimento, irá poupar pelo menos uma consulta que deve custar mais do que o quíntuplo do livro. Além disso, deve sair da consulta mais elucidado do que se a tivesse feito sem a leitura do livro e dos ensaios dos procedimentos nele mencionados (P).

Então, lendo e fazendo alguns exercícios mencionados no livro, é possível fazer a psicoterapia!Depressão-B
− Não quero afirmar que seja sempre possível. Eu experimentei isso e deu resultado em relação à neurose depressiva reactiva muito grave. Não tive quem me ajudasse a não ser «enfrascando-me» em medicamentos receitados pelos psiquiatras. Quando, um dia, até me vi atrapalhado a conduzir o automóvel, resolvi deixar de lado os medicamentos, ler muito sobre psicanálise, relaxamento, modificação do comportamento, reestruturação cognitiva e diversos outros assuntos abordados em livros e artigos e consegui «engendrar» este tipo de psicoterapia que deu o resultado que está a verificar, apesar de eu ser uma pessoa facilmente irritável e já com uma colite crónica por causa das dificuldades psicológicas sofridas anteriormente. (J)

Parece que constata isso com uma certa mágoa!Psicologia-B
− Por causa do que disse e do que eu tive de sofrer durante vários anos, custa-me ver pessoas conhecidas a andar por aí, balofas, apáticas e inexpressivas com uma dose cada vez maior dos medicamentos que ficam obrigadas a tomar. Fiquei uma vez chocado com isso, e Psicoterapia / Medicação (6 Abr 14) foi o post que fiz depois de ter encontrado numa farmácia uma pessoa conhecida que não via há algum tempo e que não consegui reconhecer, tal era a alteração nas suas feições. Só o seu sorriso me alertou para o seu reconhecimento depois de ela me ter cumprimentado.
Peter Breggin é um dos psiquiatras americanos que mais se insurge contra os exageros na medicação. Contudo, os grandes laboratórios têm de rendibilizar a sua «mercadoria» e fazem tudo para o conseguir, com anúncios muito apelativos e «glamorosos» em todos os meios de comunicação social, anunciando curas milagrosas, até com a participação e conivência de muitos médicos.

E com a utilização de equipamentos novos que são anunciados por alguns psiquiatras não se pode fazer a psicoterapia mais rapidamente e melhor?neuropsicologia-B
− A utilização de equipamentos electrónicos nunca pode substituir a mente do indivíduo e não ser que a mesma seja afectada pelos medicamentos ou pelos próprios equipamentos electrónicos, até com choques eléctricos, como no caso de Stanley Kubrik da “Laranja Mecânica”, de Richard Siodmak. Caso contrário, se são as ideias que têm de ser alteradas, só a mente de cada um é que pode intervir no assunto, muitas vezes, sugestionada pela existência e «miraculosidade» desses equipamentos ou medicamentos. Isso até se consegue fazer com a utilização dos placebos que são uns fármacos inertes que nenhum efeito produzem.

É por isso que parece não gostar de psiquiatras!
− Não sou contra os psiquiatras, mas sim contra todos aqueles que alienem as pessoas com medicamentos Difíceis-Bquando eles não são precisos e até quando podem ser prejudiciais. Já citei Peter Breggin e dei-me muitíssimo bem com Sampaio Ferreira. Contudo, tive casos em que fui forçado a deixar de realizar uma psicoterapia porque o paciente era acompanhado pelo psiquiatra que queria «à força» que ele aumentasse a dose do medicamento em vez de a diminuir (C) (M). Também soube de casos que pioraram com isso a ponto de estarem propensos ao suicídio e ao homicídio, além de outros que se suicidaram sem ninguém atribuir esse facto às drogas que estavam a tomar (N). E não sou só eu que tem essa ideia. Vários dos meus pacientes preocupam-se com isso.

Conforme está a dizer e a experiência que demonstra ter, parece que o relaxamento é importante!Psi-Bem-C
− Acho que o relaxamento é importante. Mas, atenção! Eu falo essencialmente no relaxamento mental para poder fazer funcionar a «cabeça» ou a «mente» da pessoa nas devidas condições. É aí que residem todos os problemas. O corpo funciona sob o comando da mente (A) e todas as investigações feitas em neuropsicologia e neurofisiologia indicam isso. Também demonstram que a alteração das ideias, emoções, afectos e sentimentos dependem em muito do funcionamento da mente. Se nós a pudermos controlar, o desequilíbrio será mínimo ou facilmente reconquistado. Se cada um não a puder controlar, os outros só o conseguirão com a força do medicamento ou da electrónica. O ideal é cada um aprender a controlar a sua mente no sentido desejado.

Isso não se consegue com o relaxamento vulgar ou com o ioga?Organizar-B
− Esse relaxamento, o corporal, pode-se conseguir temporariamente com bons banhos, massagens, ginástica, ou outros meios físicos. Contudo, o relaxamento mental de que eu falo, só se consegue atingir com exercícios de relaxamento muscular e posterior concentração ou através das práticas de ioga, meditação etc. Porém, a Imaginação Orientada (J) é o essencial para que a pessoa consiga entrar dentro da sua mente onde estão guardadas todas recordações que incomodam, para as reviver, compreender, verificar se havia outra solução e aprender com os erros cometidos, para engendrar, a partir daí, um novo comportamento melhor do que a anterior. Isso só se consegue com um bom relaxamento mental e uma disponibilidade total para imaginar o que se poderia ter feito ou o que se pode vir a fazer utilizando a técnica da Terapia do Equilíbrio Afectivo defendida por mim na minha tese de 1980, tendo obtido sucesso com mais de 86% de melhoria e resolução.

E a hipnoterapia não é um método mais rápido e seguro?Saude-C
− De facto, não existe uma hipnoterapia mas sim a hipnose clínica utilizada na terapia tal como se utiliza um medicamento ou um instrumento cirúrgico. Se chamado «hipnoterapeuta» manipular a situação, é imprescindível que o paciente «aceite a sugestão». Caso contrário, nada se consegue fazer. Se o tal «hipnoterapeuta» nada souber quanto aos problemas da psicodinâmica e da psicopatologia pode ocasionar danos irreparáveis. Falo isso nos meus livros, com exemplos concretos e relatos de alguns médicos. A mente do paciente é o «material» mais importante com que se deve trabalhar. Por isso, se ele seguir os conselhos do psicólogo, pode melhorar, mas ficará dependente dele para qualquer eventualidade. Se o psicólogo ajudar o paciente a encontrar a «sua» solução a partir das suas vivências e dos meios de que ele dispõe, ele será no futuro o dono do seu destino e o principal promotor do seu bem-estar.

E como é que isso é possível?Joana-B
−  Antes de tudo, tenho falado muito na «educação» que é uma ajuda à formação e estruturação da personalidade conseguida num ambiente familiar estável e coerente, com exemplos dados pelos progenitores, que farão a moldagem dos comportamentos dentro do possível. Se seguir a história da Joana (D) vê que, além da descrição ficcionada do caso dela, aproveita-se a oportunidade para dar respostas a muitas das preocupações que devem existir na «educação» de todas as crianças para que não se desequilibrem e que possam ter uma vida saudável. Não acredito que a Joana não tenha dificuldades como todos nós e que não as possa superar por si própria com extrema rapidez e sem «dores de cabeça».

Como é que isso se pode processar?
− Antes de tudo, os pais têm de conhecer o funcionamento do comportamento humano (F) individualmenteInteracção-B30 e em interacção familiar e social (K). Sabendo isso, eles têm de apresentar os modelos e fazer funcionar o reforço vicariante e essencialmente, o reforço do comportamento incompatível em casos de maior dificuldade. Surge depois a necessidade de seguir normas e valores que se deseja que os filhos tenham na vida, sem dissonância cognitiva. A identificação dos filhos com os pais é um dado a ter em consideração. De vez em quando, os pais também têm de ajudar os filhos a ultrapassar dificuldades, nem que sejam artificialmente criadas como um balão de ensaio, apoiando-os nas boas decisões a tomar (D).

Então, qual a sugestão que pode fazer para uma psicoterapia boa e económica?
− O que posso dizer, não só em caso de psicoterapia mas ainda em caso de melhoria de desempenho, é ser muito importante a
mario-70pessoa experimentar fazer aquilo que está apresentado no livro “AUTO{psico}TERAPIA (P). A partir daí e da experiência vivida, pode socorrer-se de outros livros ou dirigir-se imediatamente ao psicólogo se tiver alguns dificuldades, dúvidas ou desejar clarificar alguma coisa que não tenha percebido ou com a qual não concorde. Os exemplos de muitos dos que passaram por este tipo de psicoterapia pode ajudar a compreendê-la melhor e a obter o encorajamento necessário. Se cada um não se tentar precaver o mais cedo possível, pode ter de passar a vida numa constante desilusão e desespero, com todos os danos secundários que os medicamentos produzem  numa tentativa de «cura» rápida mas temporária. Repare que hoje em dia, nas sociedades chamadas «civilizadas», em vez de caminharmos para a senda de equidade , de democracia e de progresso para TODOS, estamos a ouvir constantemente notícias sobre o aumento de insucessos escolares, bullyings, desentendimentos Imagina-Bfamiliares, violência conjugal, crimes, violações, assassínios, manifestações, nepotismos, corrupções, delinquência, droga, depressões, VIH e muita coisa mais. Que «educação» tiveram os intervenientes e os actores de tudo isto? Viveram ou terão com alguma vez uma calma e «paz» interior? Aparecem, de vez em quando, psicólogos e psiquiatras a explicar, em linguagem mais ou menos sofisticada, todos estes fenómenos. Há alguém que se tenha preocupado em fazer a profilaxia e prevenção? A começar pelos governantes? Prevenir é sempre melhor do que remediar!
Se não necessitar disso e desejar saber os fundamentos da psicoterapia, pode consultar o livro
IMAGINAÇÃO ORIENTADA(J) para verificar os vários casos em que se utilizou esta metodologia e os resultados obtidos com a “Terapia do Equilíbrio Afectivo“.
Contudo, se desejar conduzir uma autoterapia, mesmo que seja só no sentido de melhorar o desempenho pessoal, é bom que conheça os mecanismos do comportamento humano através do livro “PSICOLOGIA PARA TODOS(F).
Como também qualquer de nós lida com o meio ambiente circundante, pode consultar o livro “INTERACÇÃO SOCIAL(K) para saber aquilo com que pode contar para se controlar ou interagir na sociedade em que vive, verificando como é que ela Acredita-Bfunciona.
Desejando fazer uma autoterapia, que não é fácil mas foi conseguida pelo Antunes (B), pode ler esse caso em “ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE!” Contudo, ele teve alguma horas de conversa com um psicólogo e a necessidade dessa autoterapia foi desencadeada pelo insucesso escolar da filha porque não obtinha do pai a atenção necessária devido às suas dificuldades «armazenadas» há muito na sua cabeça.
Se achar que depois dos ensaios iniciais não conseguirá realizar uma psicoterapia sem consultas, o exemplo de Cidália (C) descrito em “Eu Também CONSEGUI!” pode ser elucidativo porque ela, depois de se habituar aos medicamentos, também ficou desencorajada algumas vezes e foi «tentada» pela mãe com os seus «comprimidos milagrosos». E ainda bem que não cedeu, porque a sua vida e a dos seus é maravilhosa.
Também para descobrir que a força de vontade de cada um é importante, basta ler “Eu Não Sou MALUCO!”, que é o caso do Maluco2Júlio (E). Com duas curtas sessões de relaxamento num hospital e cerca de 60 sessões de duas horas de conversa e ensaio de autohipnose em mesa de café, conseguiu «pôr em ordem», no decurso de 8 semanas, as suas ideias de que tinha sido «abandonado» pelos pais, entre os 10 e os 16 anos quando, de facto, tinha-se alojado em Lisboa em casa de tio-padrinho para poder estudar aquilo que não poderia fazer na sua terra natal. Hoje é empresário de sucesso.
Como as dificuldades psicológicas da maior parte da população se situam na esfera da depressão, lendo os casos da Isilda e da «nova paciente» no livro “COMBATA OU EVITE A DEPRESSÃO(H), pode-se verificar o modo como uma psicoterapia rápida, com os exercícios de relaxamento necessários, deu resultados bastante consideráveis evitando o recurso a drogas ou à sua continuação desnecessária.
Contudo, muitas vezes, depois do mal instalado, procura-se reduzi-lo só com drogas e com rótulos que Psicopata-Bdeixam a pessoa com «má fama» e com a vida destroçada. É o caso do «psicopata!» Joel que, depois de ter feito o disparate de tentar estrangular a noiva, de ter melhorado completamente e de ter sido separado da sua «eleita», começou a compreender a sua vida na infância. Só tinha como amigo um cão quase abandonado, que funcionava mais como o seu único familiar na «boa» escola «interna» em que foi educado por decisão judicial, depois de ter sido afastado dos pais. Por isso, antes de morrer, Joel quis que eu incluísse no «seu» livro (G) “Psicopata! Eu?“uma lista de procedimentos que não existia no tempo em que dela precisou. Queria ajudar os outros a prevenirem-se em vez de apenas procurarem uma ajuda depois do desequilíbrio, que «pode dar para o torto».
Quando o Joel leu os originais da história da “JOANA, a traquina ou simplesmente criança?(D), também se lamentouDepress-nao-B por não ter tido uma família que o educasse devidamente e lhe proporcionasse o afecto , o amparo e a orientação de que necessitava.
Quem quiser ler um pouco mais sobre a psicopatologia e as dificuldades originadas pelas doenças mentais, pode utilizar o livro “SAÚDE MENTAL, sem psicopatologia(A).

Vou sair daqui bastante elucidado. Mas, não seria bom publicar tudo isso numa boa editora?
− Estive envolvido com editoras, distribuidoras e livreiros e a única coisa que aprendi é que a «mercadoria» tem de ser vendida bem e com lucro. Para isso, qualquer que seja a sua qualidade, tem de dar lucro. Muitas vezes, o trabalho do autor é menosprezado ou deturpado e não tem qualquer retorno. O que interessa é impingir os livros ao público. Por isso, torna-se necessário fazer publicidade e obter lucros. O meu propósito baseia-se agora, essencialmente, em pqsp2preparar livros que me parecem importantes e vantajosos para o público. Por isso, só o público poderá dizer aquilo que lhe interessa. Não estou interessado em «impingir» mas sim «informar» para que cada um possa consciencializar-se e adquirir o livro que lhe interessa. Para isso, estou a informar e mantenho os dois blogs, o Terapia através de Livros, com a colecção de 18 livros que estou a preparar e a rever constantemente, incluindo Psicologia para Todos, que serve para dar respostas a muitas pessoas que me fazem perguntas, como o senhor acabou de fazer hoje.

Depois deste tempo todo que estivemos a conversar, isto é, a esclarecer as minhas dúvidas, parece que saio daqui mais elucidado e com vontade de que tenha sucesso como me pareceu ter tido, há muitos anos, no Centro de Psicologia stress2Clínica, aqui bem perto, na Praceta Projectada à Rua dos Lírios.
− Isso foi na década de 80 do século passsado, mas comecei a minha actividade meia dúzia de anos antes na Avª Infante Santo, no Centro Médico de Diagnóstico, em Lisboa. Depois, fui diversificando para docência e consultoria. Agora, além de consultas muito esporádicas de casos difíceis, estou a dedicar-me mais à colecção destes 18 livros, que estou a preparar, com toda a experiência que tive em mais de 35 anos de clínica em mais de 5000 casos. Oxalá que tenha sorte, porque estou à espera que as pessoas se inscrevam para a aquisição do livro “AUTO{psico}TERAPIA(P) a fim de o poder mandar finalizar e imprimir em tiragem muito reduzida. Só o mandarei imprimir se houver interesse do público. Para isso, também estou a dar esta informação ao público, embora esteja a trabalhar num consultório, com mais especialidades, junto do Centro de Saúde de Mem Martins, com o telefone 219 211 182.
Para facilitar ainda mais, atendendo aos comentários, sugestões, críticas e pedidos de esclarecimento como o seu, espero que vá existir em 2017 um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que oriente os interessados de uma maneira muito precisa, de acordo com os seus interesses e situação específica,  completando a colecção da Biblioterapia com 18 anidades.
Felicidades e Boa sorte.

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AS PRAXES

BiblioAcabei de ver na televisão uma reportagem bastante alongada de Ana Leal sobre as PRAXES relatando a tragédia do mario-70Meco.

Pensando em tudo o que vi e ouvi sobre o assunto, muitas perguntas surgiram na minha mente:

− Seria da Imaginação Orientada? (J)

− Os alunos dessas instituições escolares ou académicas estão lá para apreender ou melhorar as suas capacidades cientificas, artísticas, humanas, burocráticas, gerenciais, ou as de subordinação, dominância, conformismo, autoritarismo?Imagina-B

− As capacidades de resistência física e psicológica, de comando, de trabalho em equipa e de resistência à fadiga não são desenvolvidas e essenciais nos serviços militares e de investigação, guerrilha e espionagem?

− Qual a necessidade de todos os indivíduos implicados nesta tragédia se submeterem às praxes em que parece existir a componente da pergunta anterior?

− Se os acontecimentos foram um «desastre» imprevisto, inoportuno, não ponderado, qual a razão de se fazerem desaparecer Psicopata-Bcertos vestígios que poderiam dar indicações precisas sobre o que aconteceu?

− Se houve mais participantes, como alguns dizem que houve, qual a razão de se negar esta evidência?

− Qual a razão de se fazer uma limpeza de tudo e de alguém ir «entregar» a cada família os pertences de cada um dos participantes nesta tragédia?

− Pessoas estranhas à família estariam mais habilitadas do que os próprios familiares a reconhecer essesDepressão-B
pertences?

− Como é que duas camisas não pertencentes a qualquer dos intervenientes conhecidos foram parar à casa de uma das intervenientes?

− Qual a razão de os próprios «praxantes» não dizerem como decorreram as praxes?

− Haverá segredos a guardar?

− O que estará a ser tão subtil e acerrimamente escondido para que ninguém saiba o que se passou?

− Como é que nas instalações duma instituição de educação e ensino se podem passar acontecimentos como Interacção-B30este sem conhecimento das autoridades académicas?

− Haverá conluio entre a direcção do estabelecimento de ensino e os alunos?

− O estabelecimento de ensino estará a tentar captar as boas graças dos alunos e possíveis futuros alunos com todo este à-vontade que se nota no comportamento aparentemente «extra-curricular»?

− Se dizem que todos os intervenientes se submeteram voluntariamente às praxes, qual a necessidade dessa submissão?

− Estarão a ser voluntariamente treinados e obedecer cegamente e a mandar de forma autoritarista, Psicologia-Bmantendo todo o secretismo possível?

− Haverá alguma parecença com aquilo que às vezes parece acontecer nos partidos políticos, com todo o secretismo envolvente?

− Relativamente aos pais, se os filhos estavam metidos neste «imbróglio», eles não sabiam coisa alguma disso ou também colaboraram para que os filhos subissem na carreira?

− Teriam involuntariamente colaborado, nem que seja, sem dizer coisa alguma ou sem aprofundar o Psi-Bem-Brelacionamento dos filhos com os seus colegas?

− Se o Joel (G) fosse apanhado nesta «teia» não teria facilmente aderido ao esquema?

− Que tipo de educação, «pais» e «escola» conseguiu ter?

− Seria possível que a Cristina (L) fosse apanhada nesta teia sem, pelo menos, os pais saberem e terem dado o seu consentimento?

− A Joana (D), se os pais não concordassem, seria algum dia capaz de integrar um grupo destes?Joana-B

− E os pais não saberiam imediatamente o que se passava com ela?

A Isilda (H), provavelmente, num momento de desorientação e de frustração, talvez enveredasse por uma inclusão num grupo semelhante.

O Júlio (E) pensaria duas vezes antes de se incluir num grupo semelhante.

A Cidália (C) poderia ter momentos de fraqueza mas não enveredaria, certamente, por um caminho semelhante, apesar dos «pais» que tinha, porque os avós tinham colmatado a situação de envolvimento familiar.Maluco2

Enquanto a filha do Antunes (B), nunca se deixaria envolver numa situação dessas sem o conhecimento dos pais, o Cali (M), antes do início da sua psicoterapia, era bem capaz de se deixar enlear por uma situação temporária, só para «castigar» o pai, mas seria facilmente detectado  passado algum tempo.  

Todas estas reflexões passaram pela minha cabeça logo de seguida à apresentação da aludida reportagem fazendo-me pensar firmemente na necessidade de uma «educação» adequada e um envolvimento muito grande e sincero dos pais com os filhos, num clima democrático, ajudando-os a programar o futuro, controlando o presente e aprendendo com o passado.Difíceis-B

Infelizmente, os que «desapareceram» não conseguirão aprender com o passado nem controlar o presente e muito menos programar o futuro que ficará a cargo dos pais para carpir as mágoas de não terem tido uma aproximação e um envolvimento maior com os filhos.

Ser-nos-a possível algum dia conseguir alertar pelo menos os mais novos para essa necessidade de aproximação e envolvimento que se deve processar desde a mais tenra idade?

Acredita-BConsegui-Bneuropsicologia-B
Esperemos para ver e é por isso que nos interessa manter este blog.

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