PSICOLOGIA PARA TODOS

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RELAXAMENTO 6

Caro Senhor Anónimo,Biblio

Conforme prometi, vou responder com este post ao seu comentário feito no post anterior, “PSICOLOGIA PARA QUÊ? 3“.

“Gostei deste artigo.
É pena que não tenhamos a possibilidade de ouvir algumas coisas sérias sobre psicologia.
Tinham de ser simplificadas ao máximo para compreendermos uma coisa que se torna muito útil no nosso dia-a-dia.”mario-70

Quando li este comentário, lembrei-me do encontro fortuito que tinha tido no último domingo e de coisas que se tinham passado há muitos anos, quando ainda fazia parte dum grupo de finalistas que se estava a estrear num hospital, em terapia do comportamento e do meu trabalho posterior como voluntário noutro hospital.

Nesse domingo, tinha ido a Lisboa assistir a uma festa de ginástica do Sporting em que os meus netos tomavam parte. Sem querer, fiz para a minha mulher alguns comentários logo que os grupos de qualquer dos dois netos acabaram de actuar. Enquanto o público batia palmas, uma voz atrás de mim, quase que sussurrou, ao meu ouvido.
− Desculpe a pergunta, mas o senhor não é o doutor Noronha?
Virei-me na cadeira e tive a grande surpresa de ver sentado atrás de mim o Senhor Vicente, de óculos Maluco2escuros e com uma bengalinha dobrável na mão a inclinar-se para o meu assento.
Cumprimentamo-nos e combinamos conversar um pouco logo no fim do espectáculo. Ele tinha de esperar pelo filho mais novo que também fazia parte desse espectáculo. Tal como eu, também ele tinha feito muitos comentários, perfeitamente audíveis, mas eu não tinha sido capaz de reconhecer a sua voz, que só se me tornou reconhecível depois de falar com ele. Afinal, parece que a sensibilidade e dos «deficientes» é muito maior do que a nossa…

No final do espectáculo, mesmo estando sentados enquanto deixávamos sair toda a gente, lamentámos a pouca evolução da «arquitectura» e dos apoios prestados aos «deficientes» só em alguma coisa, por serem diferentes de nós.

Falando nos tempos antigos, dizia-me que estava satisfeito com as duas sessões e meia de prática de neuropsicologia-Brelaxamento que tinha feito comigo no hospital e que lhe serviam para praticar isso nos momentos de maior arrelia e visualizar todas as noites as cenas do dia, fazendo a sua análise crítica e programação do futuro.
Ele tinha acabado de ficar cego aos 20 anos de idade, tendo-se desenvencilhado como amblíope antes disso.
A situação do momento deixava-o completamente desorientado e em constante desassossego, ficando com o corpo completamente contraído, especialmente quando tinha de se descolar por vários locais que devia frequentar em Lisboa.

Estando nessa ocasião a colaborar num hospital, como voluntário, também com problemas de depressão, psicossomática e digestivos, ainda estava a utilizar o método de relaxamento que se empregava prioritariamente na unidade comportamentista.

Nesse grupo de estágio de que tinha feito parte, discutíamos teoricamente os métodos de Schultz, Jarreau, Psi-Bem-CKlotz, Aiginger e Jacobson, com ligeira propensão para a técnica de Jacobsen, que também não me agradava muito, tanto mais que tinha acabado de ler o livro de Herbert Benson, MD, sobre a «resposta» ou reacção do relaxamento (L).
A técnica de Jacobson, exigia 1 a 3 sessões de meia a uma hora, durante algumas semanas, meses ou um ano, o que, tanto se podia traduzir, no mínimo, em 2 sessões (1 x 2 semanas = 2), até 156 sessões, no máximo (3 x 52 semanas = 156), dependendo muito do treino e do empenhamento do paciente. Geralmente, não se conseguia um bom relaxamento com menos de 15 a 100 sessões.
De acordo com «o meu feitio», queria coisas simples e de efeitos rápidos, duradouros e eficazes. Relaxamentos físicos podem-se fazer muitos através de ginástica, massagens, meditações, música, etc., mas em psicoterapia, o mais importante é a mente de cada um. Tinha de cansar o corpo para, através desse cansaço chegar à mente, se não o conseguisse fazer directamente.

Surgiu-me a ideia de ensaiar um tipo de relaxamento diferente, porque para a Terapia do Equilíbrio AfectivoSaude-B necessitaria desse «instrumento» a fim de ocasionar uma mente descontraída e relaxada que tentasse desencadear as emoções e os afectos positivos de cada um dos pacientes.
Por isso, comecei a ensaiar o relaxamento que futuramente utilizei sistematicamente na terapia do equilíbrio afectivo enquanto não enveredei pela imaginação orientada que, em certos casos pode prescindir desse relaxamento ou pode encurtar o tempo da sua prática.
Pouco antes, eu tinha começado a praticar o relaxamento muscular deitado na cama, quando me lembrei de o tentar praticar mesmo sentado numa cadeira ou em pé, enquanto viajava de autocarro.
Os exercícios que eu estava a fazer, com êxito, na ocasião em que o Sr. Vicente se tinha dirigido ao hospital e que lhe Psi-Bem-Crecomendara na primeira consulta, eram apenas os seguintes:
♦ Deitar-se na cama, depois da digestão feita.
♦ Inspirar profundamente, enchendo o peito de ar e retendo-o o mais tempo possível.
♦ Contrair muito bem todas as partes do corpo «doridas» ou «desconfortáveis».
♦ Reter o ar no peito cheio, com os músculos contraídos, o maior tempo possível.
♦ Ao ser impossível aguentar mais, deixar sair o ar subitamente pela boca, continuando com algumas inspirações profundas pelo nariz e expirações pela boca.
♦ Praticar isso muitas vezes até sentir cansaço e quase moleza.
♦ No meio de gente, todo este processo deveria ser muito discreto. (P)Difíceis-B

Estava a ter êxito com esta prática, quando o senhor Vicente, já completamente invisual, nos procurou nesse hospital, dizendo que os seus principais problemas residiam na incapacidade de aguentar com as arrelias do dia-a-dia, porque o seu «problema» da cegueira, embora desagradável, já estava mais ou menos resolvido ou arquivado no local certo e sem problemas de maior. Para resolver os seus problemas psicossomáticos, não queria depender de medicamentos que lhe tiravam algum poder de orientação e reactividade.

Depois da primeira consulta e sessão de relaxamento, com menos de uma semana de prática em casa, já na segunda consulta, o Psicopata-BSr. Vicente tinha ficado apto a visualizar os factos desagradáveis que o incomodavam e praticar o relaxamento instantâneo, deitado na marquesa do hospital.

Assim, foi capaz de iniciar o relaxamento instantâneo, sentado na sala ou em pé, quando viajava de autocarro agarrado a uma das pegas, porfiando visualmente neste exercício todas as noites.

No início da terceira consulta, já dizia que não necessitava de mais apoio e que era capaz de praticar a visualização das situações desagradáveis passadas, além de imaginar as futuras, porque nunca deixaria de as «sofrer» com a nossa arquitectura e a nossa mentalidade.Imagina-B

Porém, com a experiência feita com o senhor Vicente, eu estava mais do que satisfeito e entusiasmado para utilizar o «meu» método no futuro. Afinal, a minha técnica tinha dado bons resultados.

Além disso, o original do meu primeiro livro, “O Uso Social da Psicologia”, também o tinha ajudado imenso porque estava transposto para Braille.

O Sr. Vicente agradeceu-me ter-lhe dado as dicas que ele seguiu e passou a empregar quase sempre, porque as arrelias sucediam-se constantemente e em todos os locais. Ficava com o corpo quase todo contraído.Acredita-B
− Sabe como são as nossas arquitecturas e até as pessoas que tratam os deficientes, não sabe? – perguntou.
Concordei com ele e, lembrei-me do meu esforço actual em transformar o livro “O Uso Social da Psicologia” no “PSICOLOGIA PARA TODOS(F), além de preparar e remodelar a nova colecção com 16 livros, apresentando também além da teoria, diversos «casos» de psicoterapia e reeducação e o modo como foram conduzidos, mencionando sempre os meios utilizados e os resultados obtidos (J).

Fiquai satisfeito com ajuda que conseguira dar ao Sr. Vicente logo no início da minha carreira profissional, saindo dos parâmetros estabelecidos e inovando um método de relaxamento, mais simples, económico em tempo e muito mais eficaz.

Tinha-me surgido a ideia desse relaxamento, porque para a “Terapia do Equilíbrio Afectivo” necessitaria desse «instrumento» a fim de ocasionar uma mente descontraída e relaxada que tentasse Consegui-Bdesencadear as emoções e os afectos positivos de cada um dos pacientes, caminhando depois para a “Imaginação Orientada“.

Com a experiência feita com o senhor Vicente, estava mais do que satisfeito e entusiasmado a utilizar o «meu» método no futuro, além de o melhorar e tornar mais eficaz para uma psicoterapia de profundidade com a utilização do relaxamento mental, da reestruturação cognitiva, logoterapia e da autohipnose.

− Se o Sr. Vicente, apenas com 2 sessões e meia de relaxamento muscular e instantâneo, além de prática de visualização de cenas antigas foi capaz de «resolver» as suas dificuldades, qual a razão de outros não poderem fazer o mesmo?
− O Sr. Antunes, não conseguiu fazer uma autoterapia? (B)Depressão-B
− A «nova paciente» não conseguiu superar os seus sentimentos de depressão com 3 sessões em consultório e o resto de leitura e do «trabalho em casa»? (H)

O importante é o trabalho e a persistência do próprio paciente que, na época do Sr. Vicente não tinha mais do que o original do futuro “O USO SOCIAL DA PSICOLOGIA”, mas agora tem “PSICOLOGIA PARA TODOS” (F), além da descrição de muitos «casos» que foram ajudados através da terapia do equilíbrio afectivo e da imaginação orientada (J).(psico)

A agora, até vai poder dispor de um «manual» de actuação com o nome de AUTO{psico}TERAPIA (P).

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