PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Julho, 2014”

AUTOTERAPIA 11

BiblioPerante o comentário:

Acha que é tão simples fazer uma psicoterapia sem ter ajuda dum psicoterapêuta? E como vamos formular aquilo de que nos devemos lembrar ou procurar nas nossas recordações? Pode dar alguma ajuda?”

feito por um Anónimo, no post da BIBLIOTERAPIA  julgo que devo transcrever o capítulo “Que Alternativas? inserido Acredita-Bnas páginas 25 a 30 do livro «ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE!» (B).

“QUE ALTERNATIVAS?

A minha insistência na prática do relaxamento mental e da imaginação orientada baseada nas recordações e nos apontamentos do diário de anotações e, se possível, autoanálise fundamenta-se essencialmente na clarificação dos traumatismos ou das falsas percepções que se foram tendo ao longo da vida. Depois disso será possível analisar tudo com calma e compreender o contexto total para verificar se haveria outra forma de que as coisas acontecessem e de que forma será possível reagir no futuro melhorando todo o comportamento e a estabilidade Imagina-Bemocional. Nesta ordem de ideias, o saber é muito bom mas só a prática conduz a resultados eficientes e eficazes. Como exemplo, podemos pensar que se uma criança não aprendesse a andar quando muito nova por lhe ser difícil ficar de pé no início, tornar-se-ia «defi-ciente». Do mesmo modo, as pessoas que não aprendessem a soletrar e a fazer cópias em criança seriam incapazes de ler e escrever na idade adulta. Nas idades mais avançadas, quando a aprendizagem é extremamente difícil e morosa, embora sempre possível, o tempo e a prática têm de ser muito mais dilatados e persistentes. É o que acontece com muitos dos nossos idosos que desejam a alfabetização ou até a utilização da informática. Essa aprendizagem exige muito mais treino do que em criança, quando as estruturas funcionais são muito mais maleáveis e adaptativas (I). Porém, estas aptidões não se desenvolvem fisiologicamente sem o treino necessário. Alguém pode substituir o próprio na aprendizagem e Consegui-Bexercício destas aptidões e tarefas? Por isso, do mesmo modo, deve fixar-se a ideia básica de que, não xiste qualquer especialista ou medicamento que possa aliviar saudavelmente o sofrimento do neurótico sem a sua inteira colaboração. Esta colaboração também exige algum treino individual, mesmo que grande parte da psicoterapia se queira fazer no gabinete de um especialista. Além disto, ter a noção de como um comportamento se forma, mantém e é eliminado ou minimizado, é muito importante. Saber alguma coisa sobre as técnicas de modificação do comportamento pode ajudar ainda mais (F) (K) (P). Nestas condições, interessa determinar:

♦ Estará a pessoa disposta a ler e aprender aquilo que é necessário para posteriormente se treinar?Maluco2
♦ Será capaz de reagir aos vários insucessos como qualquer aprendiz, bom e persistente?
♦ Terá a força de vontade suficiente para prosseguir metodicamente todos os procedimentos indicados?
♦ Será também capaz de prescindir do melhor resultado para conseguir pelo menos o aceitável, logo no início?

Em termos mais simplistas, será capaz de se contentar com uma bifana enquanto não tiver a possibilidade de comer um bom bife com ovo a cavalo, picles e batatas fritas? Porém, em boa verdade, depois de obter a bifana pode «lutar» por perú, caviar ou qualquer outra iguaria. E esta «luta» até pode tornar-se mais fácil do que anteriormente, devido à prática adquirida. São estas as condicionantes e opções em que cada um tem de pensar antes de se deixar sucumbir Psicologia-Bperante a fatalidade de um «desequilíbrio mental ou comportamental» com a justificação de que não consegue o apoio pretendido. Com todo este raciocínio agora desenvolvido, não se pretende eliminar ou menosprezar o apoio psicoterapêutico dado por um especialista. Deseja-se apenas tentar ajudar muitas pessoas que não conseguem esse apoio tão necessário, na totalidade ou até parcialmente, por diversas razões, realçando as económicas, de falta de meios, de indisponibilidade de tempo, de impossibilidade de deslocação ou por causa doutras situações mais específicas.

Apesar de muitas pessoas não conseguirem seguir ou concretizar as instruções dadas pormenorizadamente em vários livros que até indicam quais os resultados obtidos pelos intervenientes (C) (E) (G) (H) (J) (L) (M), podem sempre tentar fazer apenas o melhor que puderem, se não tiverem outra alternativa mais Psicopata-Bvantajosa. Certamente, algumas pessoas (Cidália, úlio, Joel, Isilda, «nova paciente», Cristina, Germana, Januário, Tiago, Gelásio) foram capazes de conduzir a sua psicoterapia ou parte dela como fica relatado neste e em alguns livros que se indicam noutros capítulos. Contudo, podem não ter obtido os resultados mais rápidos que seriam possíveis se houvesse um técnico a ajudá-las permanentemente. Porém, o alívio que cada um sente, como já aconteceu em algumas situações, é de extrema importância para conseguir interagir com o seu meio ambiente de maneira menos dolorosa e depressiva. Além disso, essas pessoas ficam com a vantagem de poder reagir, no futuro, por si próprias, num momento em que o psicoterapeuta estiver indisponível.

Com os conhecimentos e a prática adquirida, podem também ajudar alguém, amigo ou conhecido, que se Interacção-B30encontre em circunstâncias idênticas. Algumas pessoas, que obtiveram benefício com esta prática, deram o seu testemunho para encorajar outros a prosseguir, «por seu pé», para uma alternativa muito mais vantajosa do que a de estar sempre à procura de um especialista indisponível, quando o elemento principal de toda esta situação é o próprio. Para os que são capazes de seguir o seu próprio caminho, do mesmo modo como outros já o fizeram e relataram, além da literatura citada ao longo do livro e a indicada no fim, com a vantagem de poder ser lida em qualquer momento ou local, indica-se aquilo que se pode fazer. Para se compreender a situação, dão-se a seguir algumas explicações e instruções suplementares. Resumindo aquilo que se deve fazer e o porquê dessa actuação temos de compreender, antes de tudo, o seguinte:

1. Os nossos actos são orientados pelos nossos sentimentos, pensamentos, emoções e desejos. Se Saude-Bformos capazes de os controlar selectivamente, o que não é feito pelos medicamentos, podemos orientar adequadamente as nossas acções e a nossa vida relacional. Para tal, necessitamos que o cérebro funcione mais racionalmente do que emocionalmente. Precisamos de ter calma e tempo para pensar e coordenar as ideias. As vantagens são muitas e óbvias, mesmo que tenhamos o apoio esporádico do psicoterapeuta.

2. Além disso, sabemos que investigações laboratoriais e científicas (A) de há bem pouco tempo, trouxeram a lume a influência e a vantagem dos pensamentos, sentimentos e emoções boas e agradáveis. As desagradáveis até influenciam negativamente toda a actividade hormonal (J). Podem provocar doenças como a acne, as colites, a arritmia cardíaca, etc. Joana-Be degradam todo o sistema imunológico. Curiosamente, a noção mais incipiente dessa influência já existia em tempos muito antigos em que foi iniciada a prática do verdadeiro IOGA e não apenas das meras posturas corporais.

3. Essas recordações desagradáveis podem funcionar, muitas vezes, como as ilusões ou como as figuras reversíveis ou ambíguas em que se vêem coisas diferentes de acordo com cada perspectiva. Numa delas, muito conhecida e apresentada a seguir, desenvolvida por Edward Boring, no segundo quartel do século XX, tanto se vê a cabeça de uma jovem, como a de uma velha. No mesmo ponto, vê-se o queixo da nova, enquanto se vê a ponta do nariz da velha. Qual destas duas hipóteses pertence à realidade das recordações que nos descontrolam e que até queremos descobrir e reviver?

Ponta do nariz da velhaDigitalizar0011ou

 

do queixo da jovem?                          

4. Nestas circunstâncias, o psicoterapeuta pode ser de grande utilidade para ajudar a ver a realidade de Depressão-Bcada um a fim de que essa pessoa não viva permanentemente em fantasia ou irrealidade. Contudo é só uma ajuda, porque o mais importante é a visão e a percepção do próprio.5.

5. Infelizmente, quando temos alguma dificuldade que nos persegue, tentamos afastar essa ideia do pensamento: é como fugir da sombra ou do toiro em vez de o tentar enfrentar.

6. Por este motivo, vale a pena aprender a fazer com que a mente trabalhe em pleno para nos ajudar a «pensar na vida» e a orientá-la de um modo adequado. Para isso, temos de começar a pesquisar no nosso «arquivo pessoal das recordações» quais foram os momentos mais agradáveis e felizes da nossa vida. Deve existir pelo menos um, do qual não nos lembramos há muito. Enquanto aprofundamos essa recordação Psi-Bem-Bnão podemos ter simultaneamente outras que sejam desagradáveis. Por isso, é extremamente vantajoso utilizar a técnica do reforço do comportamento incompatível (F).

7. Se tentarmos «agarrar-nos» a essa recordação agradável e enquanto isso durar, não iremos lembrar-nos das desagradáveis e podemos até ter a sorte de descobrir outras, talvez mais agradáveis do que a primeira, das quais não nos lembrávamos há muito (J).

Haverá qualquer outra pessoa que possa fazer, por nós, todo este «trabalho»?

As técnicas de acções psicológicas que se baseiam em «pensamentos positivos» alicerçam-se na problemáticaDificeis-B do reforço do comportamento incompatível. Isto é o mais importante e facilitador da psicoterapia e dá ao próprio um imenso alívio que será aumentado por um psicoterapeuta que possa dar o apoio necessário. Para que se possa efectuar eficazmente qualquer psicoterapia, é indispensável que a pessoa visada tenha uma disponibilidade mental suficientemente boa para discernir, recordar, raciocinar e talvez até sentir profundamente e imaginar aquilo que é necessário. Para tanto, é preciso que a pessoa esteja relativamente relaxada e emo-cionalmente estável. Caso contrário, pode raciocinar ao invés do que se deseja e enveredar por um caminho diferente do pretendido. Tudo isto é importante porque aquilo que nos preocupa ou desequilibra, são os factos desagradáveis e as imagens e recordações confusas e distorcidas. Não são, seguramente, os acontecimentos agradáveis que vivemos ao longo do tempo. Eles têm de ser cuidadosamente procurados entre os muitos que se lhes podem sobrepor ou fazer com que fiquem distorcidos em relação à realidade.Organizar-B

A vida prega-nos, geralmente, diversas partidas, sendo muito vulgar e admissível que nos preocupemos apenas com estes factos desagradáveis, relegando para segundo plano tudo o resto que não nos preocupa no momento, embora este «resto» nos tenha ocasionado muitas alegrias. São apenas esses acontecimentos desagradáveis que exibimos perante os outros como justificativos do nosso desequilíbrio ou desalento. Muitas vezes, para combater este estado de desagrado, utilizamos os medicamentos que nos deixam meio estonteados, além de termos pessoas «amigas» que também nos consolam para nos ajudar a «sair da fossa». Porém, este alento pode funcionar como reforço negativo em virtude de nos fazer sentir temporariamente aliviados da nossa desgraça.E se esse reforço secundário negativo for aleatório, transforma-se, geralmente, num vício como qualquer outro: basta queixarmo-nos para que alguém tenha pena de nós e nos tente consolar. (É tão bom sentir o apoio dos outros!)Nestas circunstâncias, basta «estar doente» para conseguir dos outros a atenção que não nos é prestada quando nos sentimos bem e não nos queixamos. Consequentemente, a interacção com os outros e a preocupação deles para connosco vai aumentando, enquanto estivermos no estado de «doença» em que nos encontramos. Sem dar por isso, ficamos satisfeitos, consolados e enleados com a demonstração de carinho dos que se mostram preocupados com a nossa «doença». O resultado final passa a ser uma aprendizagem das vantagens de estar «doente» para obter a atenção dos outros. Esta aprendizagem vai-se consolidando cada vez mais, com a obtenção do reforço secundário negativo aleatório que passa a fazer parte do padrão habitual dos nossos comportamentos.

 

Para facilitar ainda mais a compreensão do que está transcrito e atendendo também aos comentários, sugestões, críticas e pedidos de esclarecimento feitos ao longo do tempo, espero que vá existir em 2017 um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que elucide e oriente os interessados de uma maneira muito precisa, de acordo com os seus interesses e situação específica,  completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades.

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PUBLICIDADE OU INFORMAÇÃO / DIVULGAÇÃO ?

Houve em tempos alguém que, no Facebook, atribuísse à BIBLIOTERAPIA, a ideia de publicidade, mas a minha resposta sincera e pronta parece que esclareceu a situação.Biblio

Contudo, ao ver na televisão muitas entrevistas de políticos e alguns programas de diversos apresentadores congéneres, sou levado a imaginar que isso é que é uma publicidade, muitas vezes camuflada, enganosa e paga por nós e que nos distorce o juízo em relação a muitos assuntos que nos interessam na vida do dia-a-dia.

Especialmente algumas informações e comentários que são dedicados à saúde mental, como os de Fátima Lopes, Maya, etc., dizem-me respeito e parece que podem orientar muitos incautos a utilizarem-se dos serviços, camufladamente anunciados nesses programas como autênticas maravilhas.

Todo este raciocínio foi despertado pelo artigo ou entrevista de Santana Lopes, no Expresso, que parece estar a querer «impingir» qualquer coisa ao público, sem dizer abertamente o que é. Estará ele a preparar-se para se candidatar a algum «tacho» ou estará a iniciar a propaganda de alguém que lhe interessará mais tarde como apoiante?
Deixando-nos de politiquices, para passarmos ao que diz respeito à saúde mental, posso afirmar que as Saude-Bpessoas que se servirem dos préstimos anunciados nesses programas televisivos, devem ter o cuidado de se precaver com a idoneidade dos intervenientes, o seu passado, a sua competência e os resultados das suas actuações. Também posso acrescentar que em medicina e psicologia, isto é, saúde física ou mental, parecem-me espúrias e pouco éticas estas apresentações, do modo como são feitas.

Em relação à BIBLIOTERAPIA, posso afirmar peremptoriamente que não estou a fazer publicidade mas apenas informação e divulgação da sua utilidade, comodidade, eficácia e economia.
Comecei isso com a publicação de «casos» e, em contacto com os alunos e público em geral, fui continuando essa divulgação, Depressão-B
desde meados de 2007, primeiro com o blog Psyforall (entretanto desactivado) para continuar  no Psicologia para Todos (o blog antigo),  a partir de meados de 2008,  assentando agora de vez nesta versão do PSICOLOGIA PARA TODOS alojada no WordPress,  desde finais de 2009. Saber o que se passa ou passou com os outros pode orientar-nos num sentido que desejamos.

A partir de Setembro de 2011 que a reformulação de todos os livros publicados e a preparação de outros com «casos» a serem escrutinados, está a ser divulgada no blog Terapia Através de Livros, dedicado exclusivamente à apresentação desses livros. Acompanha os dois anteriores.

Interessa-me, de facto, que as pessoas tenham conhecimento desses livros porque, através de experiências pessoais, minha e de muitos «pacientes», consegui descobrir que o conhecimento dos mecanismos do funcionamento psicológico e o modo de Consegui-Borientar racionalmente a nossa vida, podem ajudar a reduzir ou evitar muitas das situações de tensão, desequilíbrio e desorientação que se nos deparam constantemente.

Isto é sobremaneira importante, porque na minha vida de 35 anos do exercício de psicologia clínica, dediquei-me essencialmente à psicoterapia, além de eventual consultoria e docência, tendo verificado até em mim próprio o resultado benéfico daquilo que estou a preconizar também para os outros. Não só reduz os eventuais desequilíbrios como os previne e melhora o desempenho de cada um. Contudo, sem leitura, apreensão de conhecimentos, treino e prática adequada, com persistência, nada se pode conseguir. E, não é isso que se pode fazer até nos bem montados consultórios com equipamentos electrónicos!Difíceis-B

Quero continuar a publicar a colecção dos livros que tenho apresentado na BIBLIOTERAPIA, a começar pelo “AUTO{psico}TERAPIA (P) e continuar com outros, ainda não publicados. Não o desejo fazer da forma tradicional entregando-os a uma editora devido à minha aversão de não poder intervir na sua publicação até ao último momento e a más experiências anteriores como está a acontecer agora com o título do «Autoterapia».

Contudo, interessa-me divulgar a ideia e os livros para ser eu a publicá-los em tiragem reduzida e a Acredita-Bdisponibilizá-los, sem intermediários, se isso for possível. Para isso, tenho de os divulgar e informar o público que, em vez de se fiar naquilo que eu digo ou escrevo, pode verificar pelo menos parte do resultado daquilo que proponho nesses livros, consultando os vários posts nos blogs mencionados.

Por exemplo, aquilo que estou a propor mais sistematicamente nesse livro preparado por sugestão de muitos alunos, «pacientes» e visitantes do blog, é experimentarem aquilo que começou a ser divulgado desde Fevereiro de 2008 no blog entretanto desactivado, e que continuou no antigo PSICOLOGIA PARA TODOS:

Diversos outros posts relacionados com a AUTOTERAPIA, Maluco2podem encontrá-los já neste blogue, nomeadamente:

AUTOTERAPIA 2
AUTOTERAPIA 3
AUTOTERAPIA 4
AUTOTERAPIA 5
AUTOTERAPIA 6
AUTOTERAPIA 7
AUTOTERAPIA 8
AUTOTERAPIA 9
AUTOTERAPIA 10

Alguns destes links  respondem a dúvidas de alguns comentadores que, provavelmente, se serviram dosPsi-Bem-C mesmos.

Existem outros dois links que também elucidam o leitor acerca de algumas dúvidas e apresentam os «perigos» ou inconveniências de utilizar «drogas» para resolver eficazmente os «problemas da mente», na opinião de Peter Breggin, um conceituado psiquiatra mundialmente conhecido.

Com todo este arrazoado de explicações, posso dizer que me interessa divulgar as vantagens da psicoterapia feita por cada um, ou com pouca ajuda do psicólogo. É mais cómodo e económico do que a tradicional visita ao psicólogo, o qualPsicopata-B pode ser utilizado como suplemento ou complemento, até em sessões conjuntas com mais de uma dezenas de intervenientes (B/109)

Seguramente, não é qualquer música, equipamento, hipnose, ou qualquer outra coisa, como a droga, que nos pode provocar relaxamento se a nossa «cabeça» não estiver envolvida no assunto e a sintonizar com os desejos. Os compostos químicos podem-nos «deitar abaixo» deixando-nos inoperantes e incapazes. Por isso, estes livros são importantes e o resultado daquilo que cada um consegue pode ser experimentado com a consulta destes e doutros posts relacionados, além duma experimentação individual para verificar os resultados obtidos.

Depois disso, quem assim o desejar, pode inscrever-se para a aquisição do novo livro a ser publicado Imagina-Bsobre AUTO{psico}TERAPIA (P) e que vai conter a sequência completa dos procedimentos a adoptar:
Tudo isto se baseia na Terapia do Equilíbrio Afectivo e na Imaginação Orientada (J)
que foi amplamente experimentada pelo Júlio (E), com autohipnose, durante 8 semanas à mesa dum recôndito café, bem como pelo Antunes (B) que se «desenrrascou» sozinho em sua casa com muita leituratreino e ajuda «escolar» à filha, que parecia a única a ficar descompensada quando, de facto, era ele que originava essa descompensação tanto na filha como até na mulher.

Explicando isto no Facebook em vez de ser no blog, para ter maior divulgação, pretendo que as pessoas se inscrevam para a Auterapia-B30aquisição do primeiro livro “AUTO(psico)TERAPIA” (P) a ser publicado quando houver inscrições suficientes, para depois se continuar com a publicação do “Eu Não Sou MALUCO!” (E) devendo-se-lhe seguir o “IMAGINAÇÃO ORIENTADA” (J).
A inscrição, indicando a quantidade de exemplares desejados, o nome, o e-mail ou o endereço, deve ser feita para [mariodenoronha@gmail.com]

Contudo, como por minha «incompetência» não consegui publicar esta notícia no Facebook, publico-a já aqui (para passar depois seguir para o Facebook).

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DEMOCRACIA / EDUCAÇÃO / PSICOLOGIA – 3

A partir do link de vídeo, partilhado no Facebook por David Martins, e que já comentei, comecei a pensar no assunto sob um Biblioponto de vista psicológico.

A conclusão a que cheguei é que é um vídeo bem montado para uma experiência de Psicologia Social ou Investigação Jornalística, como aconteceu com Badaró, no Brasil, nos meados do século passado, ou com “Os Apanhados”, nas últimas décadas, na nossa televisão.

Sob um ponto de vista humano, negar a comida a uma pessoa carenciada, de camisola alaranjada, não foi muito bom, mas o gesto de dois jovens darem o lanche ao mendigo ou o mendigo dar a comida ao carenciado foi mais humanitário.Psicologia-B
Contudo, se analisarmos esses comportamentos à luz da psicologia, podemos inferir que se o carenciado obtiver sempre comida quando a pedir, pode ganhar com isso reforço positivo e fazer uma aprendizagem de que para obter comida basta pedi-la. Não é necessário trabalhar!
O gesto do mendigo foi muito simpático mas, com a sua satisfação, também pode fazer com que o carenciado «aprenda» a pedir comida aos mais desfavorecidos ou mendigos, porque são mais acessíveis do que os outros.
Os jovens, também podem aprender a fazer caridade sem imaginar que podem criar comportamentos de dependência dos mendigos.Acredita-B
Se em vez de o carenciado pedir comida e o mendigo ficar à espera de que alguém lhe ofereça o lanche, os dois aprendessem a «trabalhar» e a ganhar o seu sustento através da retribuição do seu trabalho? O que faltará aos dois para conseguirem esta finalidade que me parece ser a mais razoável e lógica?
Todos nós podemos ter dificuldades de vez em quando e temos o direito de pedir ajuda assim como os outros também têm a obrigação de nos ajudar. Mas, ajudar permanentemente, ficando uns a aguentar o «peso» dos outros? Não será exagero? Para que uns não fiquem demasiadamente onerados e os outros não se estejam a lastimar com as dificuldades, a própria sociedade tem de criar mecanismos capazes de atingir essa finalidade. Os poderes Saude-Bpolíticos servem ou devem servir para isso. É por isso que eles têm as chaves nas suas mãos, mas necessitam também de quem os ajude a orientar a sua acção num sentido construtivo e adequado. Pelo menos, numa democracia verdadeira isso deve acontecer. Para isso, todas as pessoas devem ser educadas no bom sentido.
Orientando-nos agora para o Psicologia e para os apoios de que as pessoas necessitam, mas não conseguem obter, julgo que pelo menos na Saúde Mental muito há a fazer para tornar as pessoas mais independentes e equilibradas do que conseguem ser com o nosso sistema em que se verifica que existem falhas na comparticipação dos medicamentos, falta de psiquiatras para atender os doentes e receitar os medicamentos e quase ausência de psicólogos para ajudar numa psicoterapia.mario-70
Fazendo uma comparação entre a quimioterapia e a psicoterapia, já se verificou que temos muito mais vantagens na psicoterapia do que na medicação.
Além disso, quer numa psicoterapia, quer numa medicação, o paciente pode ficar dependente da droga ou do psicoterapeuta e não prescindir do seu apoio em quaisquer circunstâncias.
E se conseguíssemos fazer com que, sem qualquer ajuda ou com um apoio mínimo, cada um pudesse ser
capaz de se equilibrar ou reequilibrar psicologicamente? Será isso possível? Na minha opinião e experiência de mais de 35 anos, isto não só é possível como já houve provas suficientes de que isso é totalmente viável (B) (C) (E) (G) (H) Maluco2(J) (L) mesmo em casos de pouca colaboração do paciente (M). Para isso, uma educação num sentido apropriado, ou uma aprendizagem adequada, com a colaboração do próprio, bem como do ambiente circundante pode ser totalmente vantajosa.

É neste sentido que, além deste blog, destinado a dar respostas a várias pessoas interessadas nas nossas ideias, estamos a apresentar uma colecção no blog de divulgação, o TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS, destinada a preparar os livros necessários para que cada um se possa precaver dos «males da mente», fazendo  poucos exercícios, quase à hora de dormir, os quais no fim do primeiro mês não demoram mais do que 5 a 10 minutos e ajudam a manter um padrão de vida relativamente saudável.Difíceis-B
Para começar, além dos exercícios a praticar em casa, o livro AUTO{psico}TERAPIA pode ser o começo de uma vida nova e diferente desde que as pessoas estejam interessadas em manter uma boa saúde mental e se disponham a pedir os esclarecimentos que sempre são necessários em situações novas, desta natureza.
Tudo isso torna-se fácil se houver pessoas interessadas e disponíveis para receber os esclarecimentos necessários para o início de todo este processo. Seria como ajudar tanto o carenciado, como o mendigo a aprenderem a trabalhar e a conseguirem trabalho para ganharem o suficiente a fim de se tornarem autosuficientes e não dependentes dos outros ou de quem se disponha a fazer caridade.Consegui-B

É como ensinar a pescar em vez de dar um peixe para matar a fome do momento.
Num sentido democrático, temos de enveredar por este tipo de aprendizagem utilizando todos os meios que a psicologia nos proporciona. Além disso, numa boa governação, a redução das diferenças entre os quase nada têm e os que vão tendo cada vez mais, deve ser reduzida ao máximo para que todos os bens que TODOS possuem na terra sejam equitativamente distribuídos e usufruídos de acordo com a contribuição de cada um.

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BIBLIOTERAPIA

Quando ontem, uma pessoa que visita de vez em quando a nossa página no Facebook dedicada á biblioterapia, me perguntou Bibliopor que razão me tinha lembrado de a iniciar, comecei por recordar os primeiros tempos em que tudo isto começou.

Ainda estava, quase clandestino, no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), a querer sair da Força Aérea, enquanto digladiava com a minha neurose depressiva reactiva grave, acrescida da colite crónica,  ganha com o meu mal-estar na Força Aérea.
O único apoio que tinha, era da psiquiatria onde me receitavam antidepressivos, ansiolíticos e outras coisas que tais, dizendo que o mal estava na minha cabeça e que devia ter conflitos com o meu pai.

Tudo isto me deixava ainda mais «em baixo» a ponto de ter vontade de desaparecer deste mundo. Tinha Difíceis-Bdificuldades emocionais e na concentração da atenção a ponto de uma das vezes começar a ver tudo turvo e a duplicar à minha frente, quando conduzia à noite.
Resolvi deixar de tomar os comprimidos e aguentar firmemente sem os mesmos, até que, depois de ler alguma coisa sobre psicopatologia, psicanálise e psicoterapia e quase nada sobre modificação do comportamento, psicologia social e experimental, consegui concluir algumas cadeiras do ISPA enquanto não consegui sair da tropa em 22 de Abril de 1974, pouco depois de se iniciarem os «workshops» de Victor Meyer sobre terapia comportamental.Psicologia-B

Entusiasmei-me e continuei a ler muita coisa sobre este assunto, até que fiz o curso de “Behavior Modification – operant conditioning” sob a orientação de Joseph Morrow, da California State University, Sacramento.
Como a psicanálise, além de muito demorada, não era para os meus bolsos, nem garantia resultados palpáveis, resolvi aprofundar as ideias sobre a terapia comportamental que também não me seduziu porque estava a ver o resultado das acções do nosso grupo de trabalho em estágio profissional, que deixava muitas pontas soltas com a substituição de sintomas e a não garantia de reincidência – PSICOLOGIA PARA TODOS (F).

Contudo, tinha de tratar de mim em primeiro lugar e isso só poderia ser feito com a minha actuação exclusiva e sem medicamentos que já experimentara, com péssimos resultados. Comecei a ler muito e a consultar bibliografia com livros e artigos variados relacionados com as terapias utilizadas em casos de neuroses, etc. Isso deu-me a possibilidade de ter conhecimento de muitos «casos», dos quais tomei conhecimento.  Mas, continuando a ler,  Psi-Bem-Ceu tinha de ultrapassar os meus e devia ser de forma inventiva.

Viktor Frankl, na sua Logoterapia aconselha a pessoa a encontrar o seu sentido da vida. Também a reestruturação cognitiva, de Beck, baseia-se na modificação da nossa maneira de pensar e de compreender as coisas de forma diferente daquela que nos conduz a um desequilíbrio psicológico. As técnicas de modificação do comportamento, por si só, não resolvem os problemas sem recorrer às recordações, sentimentos, sensações, emoções e vivências de cada um.

Surgiu assim a ideia de experimentar em mim a técnica de reforço do comportamento incompatível que começou a dar Imagina-Bbom resultado e me levou ao início da preparação da tese de Terapia do Equilíbrio Afectivo, já que , naquela ocasião, também tinha entre mãos pessoas que necessitavam dos meus serviços profissionais e eu já tinha beneficiado com esta técnica adoptada comigo.
O bom êxito, de quase 86 por cento de melhorias incluindo resolução de 23 por cento desses casos, incitou-me a prosseguir, porque a percentagem dos bons resultados obtidos e divulgados por outros profissionais era sensivelmente inferior.
Satisfeito com os resultados obtidos, quis aprofundar a matéria, já que os poderia conseguir melhorar com a utilização da hipnose clínica em que me estava a especializar, enquanto trabalhava na tese de doutoramento apresentada, em Cambridge, para a California Christian University.

Surgiu assim a ideia de utilizar a hipnose e conseguir um condicionamento, ajudando o paciente a poderInteracção-B30 aprofundar a sua «entrada» no seu não-consciente, onde ficam geralmente armazenadas as recordações, vulgarmente designadas como «recalcamentos» e que nos incomodam quando menos esperamos e desejamos, transtornando-nos a vida completamente, também pelos condicionamentos anteriormente acontecidos.

Essa «viagem» ao nosso inconsciente, de acordo com as técnicas de Milton Erikson, só se pode fazer com a imagética orientada que pode encurtar em muito a terapia, tornando-a muito mais eficaz e duradoura, quase sem probabilidade de reincidência.
Contudo, interessava-me não só resolver os problemas mas programar o futuro. Isso só poderia ser alcançado, não apenas com a imagética mas com a imaginação. É o que me estava a acontecer, especialmente depois de ter tentado ensaiar de forma incipiente esse método com a Isilda COMBATA Depressão-BOU EVITE A DEPRESSÃO (H), o JoelPSICOPATA! Eu? (G), o Tiago (C) e muitos outros, cujos casos não foram descritos.

Tentando utilizar a hipnose para o paciente poder entrar em autohipnose e continuar com a orientação da imaginação, era necessário que um psicoterapeuta ajudasse o paciente, para a resolução dos seus problemas. E se ele fosse capaz de tomar conta de si próprio? Se eu tinha conseguido fazer isso comigo, qual a razão de outros não poderem fazer o mesmo? O importante tinha sido a «leitura de muita coisa» e a incorporação de muito do que lia, nos meus conhecimentos imediatos, para uma prática consequente.

A oportunidade «de oiro sobre azul» para esta experiência tinha surgido quando o Júlio − Eu Não Sou MALUCO! (E) me pediu ajuda e Maluco2eu não tive nem local nem outra possibilidade de lhe dar apoio a não ser num velho café, depois do almoço, durante o intervalo das aulas que tinha de dar naquela ocasião. Mais tarde, também já me tinham vindo parar às mãos as dificuldades da Cristina, Germana e JanuárioPSICOTERAPIAS BEM-SUCEDIDAS – 3 casos (L) − e o modo como tinham conseguido ultrapassar os «seus» problemas.
Com os bons resultados conseguidos comigo, com o Júlio e com a «nova paciente», a ideia de que a psicoterapia poderia, em certos casos, ser conduzida grandemente pelo próprio começou a tomar forma na minha cabeça que começou a «trabalhar» para pôr o projecto em acção.

Acredita-BSe, no meu caso, tinha tido necessidade de ler muito, o Júlio, em vez dos livros, quase indisponíveis naquela ocasião, tinha-se socorrido de vários apontamentos que eu lhe ia emprestando e que tinham servido para os diversos cursos de enfermeiros e assistentes sociais.
Esses apontamentos iniciais destinados inicialmente às aulas, passaram a servir para a publicação de literatura adequada que, além da teoria necessária para compreender os fenómenos e os encadeamentos psicológicos, apresenta exemplos de casos do dia-a-dia − JOANA, a traquina ou simplesmente criança? (D),
INTERACÇÃO SOCIAL
(H) e COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES (N).

Joana-BComo depois desses livros que já tinha publicado, havia necessidade de apresentar o modo como cada paciente resolveu os seus problemas com alguma ajuda do psicólogo, mas muita leitura, treino e empenhamento do próprio, havia que descrever os «casos».
E se cada um conseguisse resolver os seus problemas independentemente como tinha acontecido comigo? Ao insistir nessa ideia apresentada na Biblioteca da Câmara Municipal de Portimão, em 2004, a grande ajuda que o meu amigo Antunes me deu posteriormente, foi de extrema importância, sendo apresentada em − ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE! (B).  O seu bom êxito, só com algumas conversas e quase sem ajuda, foi decisivo para consolidar a minha convicção de que a psicoterapia pode ser realizada pelo próprio desde que tenha Organizar-Bconhecimentos suficientes, bom senso, humildade para reconhecer os seus erros, vontade de melhorar e tenacidade para persistir perante os muitos fracassos que são absolutamente «normais» numa psicoterapia, sem quaisquer medicamentos, ideia reforçada pelo psiquiatra americano Peter Breggin em Psicoterapia / Medicação.

Poateriormente, outros conseguiram ultrapassar os «seus» problemas, com pouca ajuda, tal como aconteceu na história da Cidália − Eu Também CONSEGUI! (C)− o que ajudou e preparar um trabalho sobre relacionado  com toda a formulação terapêutica iniciada mais ou menos em 1975 –  IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J).

Entretanto, o artigo de Kevin Helliker, do The Wall Street Journal, de Nova Iorque, Respostas-B30dizia que Behavior Research Therapy publicou dois estudos que demonstram a eficácia da biblioterapia em casos de depressão e de outras perturbações da personalidade. As investigações continuavam, a fim de se «separar o trigo do joio» no caso dos guias ou dos livros para «descobrir» os mais eficazes. A concluir, o artigo também dizia que a BIBLIOTERAPIA é uma prática que está a ser estudada para ser seguida nos EUA e no Reino Unido «onde um doente pode estar seis meses à espera dos cuidados de saúde».

Se assim é, qual a razão de não seguirmos este método que parece ser o mais indicado? Se nos faltava
literatura adequada, era importante tentar colmatar essa falha. Com os meus escassos conhecimentos técnicos, mas mais de 35 Consegui-Banos de experiência com mais de 5000 casos, obtendo bons resultados em bastante mais de 86% dos pacientes, alguns com pouca ajuda do psicólogo mas muito empenhamento, treino, leitura e persistência do próprio, eu tinha de tentar agir e pôr a funcionar a minha ideia.

Porque não preparar uma colecção adequada para o efeito com a reorganização de todos os livros já publicados e a apresentação de mais «casos» resolvidos e o modo de actuação de cada um?
Entretanto, as aulas no ISMAT, com as perguntas e esclarecimento de dúvidas dos alunos e a minha aprendizagem forçada de trabalhar com a internet, deram-me a oportunidade de tentar resolver a mario-70situação temporariamente com a organização dum blog, seguido de outro e estabilizado agora, definitivamente em “História do nosso Blog, sempre actualizada”.

Os livros, à medida que começaram a ser reorganizados, actualizados e aumentados para formar agora uma colecção de 17, destinados a cobrir partes importantes das áreas de psicoterapia, psicologia clínica e social, psicopatologia, psicopedagogia e comportamento organizacional, mereceram depois um outro blog
<livroseterapia.wordpress.com>

Se os problemas se situam na cabeça de cada um, tem de ser «essa cabeça» de cada um, a tentar resolvê-los, trabalhando sozinha ou com alguma ajuda de pessoa mais habilitada para uma orientação adequada.Psicopata-B

Depois de conhecer as várias experiências descritas por Margaret Mead, é muito elucidativo saber através de Rosa M. Tristán (Courrier Internacional, 129, 21-09-07), que em 2006, o médico e antropólogo Francisco Giner Abati, com uma equipa de seis investigadores espanhóis, percorreu 50 mil quilómetros por Egipto, Sudão, Etiópia, Quénia, Angola e Camarões e afim de estudar seis sociedades, descobrindo que qualquer desses povos “vive em pequenos grupos, como vivia há apenas cinco mil anos.” Diz ele que as pessoas “Talvez morram de malária, mas não contraem as doenças mentais que nos envenenam a vida” Na nossa sociedade e civilização, a malária está a ser combatida e a ganhar medidas de profilaxia mas a «doença mental» não!
E se nós começássemos a tentar combatê-la apesar da austeridade e da falta de ajuda do SNS? A Câmara neuropsicologia-BMunicipal de Sintra, desde Abril de 2014, sabe da minha disponibilidade de colaborar num projecto semelhante para ajudar as pessoas a manter uma profilaxia adequada, estando o assunto nas mãos do vereador da área da saúde mental Dr. Eduardo Quinta Nova.
É um método económico, cómodo, preventivo e profiláctico e que, além de manter a pessoa psicologicamente equilibrada , pode ajudar a melhorar o seu desempenho no dia-a-dia tão difícil para todos. O que necessita é de empenhamento, leitura, treino, bom senso e tenacidade de cada um.

As vantagens principais são essencialmente três:

  1. Não degradar o organismo humano com a ingestão de drogas psicotrópicas.
  2. Não onerar o Serviço Nacional da Saúde com a comparticipação nos medicamentos.Saude-B
  3. Diminuir as consultas de psiquiatria.

Vamos esperando a ver «em que param as modas», para termos a certeza daquilo que as entidades oficiais fazem, de facto, acerca deste assunto tão importante para a vida das pessoas.

Consultou os links mencionados neste post? Não se esqueça de consultar também os posts que se seguirão com este título e com um número. Serão mais do que uma dezena? Talvez!

Presentemente, durante o ano de 2017, devido a várias críticas, sugestões, perguntas e compreensões duvidosas, às quais tive de responder, resolvemos preparar mais um livro exclusivamente destinado à «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…»  que consideramos, de facto uma Biblioterapia, quer em Psicoterapia, como em Psicopedagogia ou tentativa de melhoria de Interacção Social ou Desenvolvimento Pessoal.  Nesse livro, que não exclui a utilização de vídeos, conferências, treino, práticas de ioga, reiki , dietas ou qualquer outra modalidade, explica-se o modo como uma leitura de determinados livros, devidamente orientada, pode ajudar a melhorar o equilíbrio psicológico e até a aumentá-lo ou a executar outras acções que possam evitar futuros desequilíbrios e proporcionar melhorias. Tudo se torna mais autónomo, económico, cómodo e fica à mão de semear, para ser utilizado mos momentos mais necessários, propícios e desejáveis. Esta leitura, devidamente orientada, é completamente diferente da Bibliofilia ou Animação Cultural que se faz com o nome de Biblioterapia.

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Em 16 e 17 de Setembro (2017) durante a Feira de Saúde – Bem-Estar, em Sintra, será explicado o modo de se utilizar este sistema que tem sido experimentado, em Portugal, desde 1980, com muito sucesso.

O VENDEDOR

Comentário do último post sobre TRABALHO EM GRUPO:Organizar-B
Obrigada por este artigo. No meio desta gente que tenho de formar, há pessoas que me falaram em ter de ser vendedores. Tenho de procurar qualquer ideia sobre este assunto.
Anónima

Para dar alguma achega ao seu comentário, posso transcrever o capítulo O BOM VENDEDOR, constante das páginas 149 a 152 do livro COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES (N) do conjunto dos 16 livros da BIBLIOTERAPIA.

O BOM VENDEDORmario-70

Estávamos a discutir e a analisar, em 1990, na antiga Livraria Clássica, junto do antigo Cinema EDEN, o conteúdo do livro «O VENDEDOR», de José Contreiras. Chegámos à conclusão de que, em grande parte, se dedica apenas à descrição da vida de um vendedor, sua infância, crescimento e educação, hábitos e experiências profissionais, quando subitamente ouvimos uma algazarra na rua e MÁRIO SOARES chegou para o lançamento do livro «RETRATO», de Manuel Alegre, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner, Vergílio Ferreira, Júlio Resende e José Rodrigues.
Como eu estava mesmo à porta, sem me conhecer, «apertou-me – politicamente  – o bacalhau» sapudo e entrou para os fundos da Livraria Clássica onde se faria o lançamento. Continuei calado, na companhia do meu amigo, ficando a olhar toda aquela Acredita-Bmovimentação e azáfama de escritores, jornalistas, correligionários e simpatizantes, quando uma pergunta sua me acicatou as ideias:
– E este não é um dos melhores vendedores?
Atordoado com a pergunta, resolvi pedir ao meu amigo que fôssemos a um café, sentar um pouco para discutir aquilo que ele me perguntara tão de chofre e que me fazia pensar profundamente na profissão de vendedor. Como é que o Presidente da República poderia ser um vendedor? Que conceito tinha ele de vendedor que o pudesse comparar ao exercício da Presidência da República? Se assim era, poderia imaginar que também me chamaria vendedor. Um Psicólogo vendedor! Como? Eu, que me dedicava à psicoterapia, fiquei inicialmente confuso, perplexo e arreliado. Tão má fama tinham os vendedores! Verificando pelo meu semblante que, com uma pontinha de animosidade Consegui-Bcontra ele, continuava absorto nos meus novos pensamentos e o meu amigo continuou:
– Não te aflijas com a pergunta que te fiz e que irás, de certeza, avaliar e responder mais tarde. Para isso, é necessário compreender bem o papel do vendedor, desmistificar preconceitos e retirar a conotação pejorativa que muitas vezes se associa a esta profissão. Para mim, vendedor é aquele que vai procurar saber quais são os produtos melhores e mais adequados para os seus clientes; tenta contactar cada um deles e demonstrar-lhes, no momento oportuno, quais os benefícios que se podem obter com esses produtos. Per-suade o seu cliente a fazer a aquisição no momento exacto e aguarda a sua decisão final. Dá-lhe toda a assistência possível posterior, mantendo com ele laços sólidos de amizade e convivência.
Estava a ficar convencido, quando subitamente me lembrei que se eu podia receber honorários proporcionais aos serviços Imagina-Bprestados, o Presidente não o poderia fazer. Também um empresário ou um industrial ganha geralmente mais com o exercício dessa sua acti­vidade do que com a de Presidente. Nestas condições, porquê a sua possível candidatura a Presidente?
– Falas-me tanto em reforço e agora não o utilizas? – tornou a intervir o meu amigo, continuando: – Quando tens os teus pacientes, interessa-te mais a melhoria do seu bem-estar ou o pagamento dos teus serviços? Quanto ganhaste financeiramente nos diversos Hospitais em que fizeste os estágios e colaboraste voluntariamente?
Respondi-lhe: – É claro que não aceitaria nem continuaria com um «caso» que me parecesse insolúvel ou que não pudesse ter Digitalizar0011de mim um apoio minimamente eficaz. Mas o que é que o dinheiro tem a ver com isso?
– Não percebes que há outros valores sem ser o dinheiro que as pessoas procuram como moeda de troca para uma transacção? Um bom vendedor é aquele que troca um bom produto ou serviço para o cliente por uma boa vantagem para si próprio. Estas vantagens podem ser dinheiro, influência, honra, prestígio, reconhecimento, etc. (K) Um bom vendedor dá aos outros aquilo que acha que é bom para eles e recebe aquilo que julga ser bom para si: troca vantajosa para ambos. Como no nosso estilo de vida actual e especialmente nos grandes aglomerados populacionais,
cada um de nós não tem tempo, capacidade e conhecimentos para procurar tudo aquilo que é bom para si, existe necessidade de alguém que funcione como nosso procurador ou mediador nos assuntos em que não somos especialistas. O mau vendedor Maluco2impinge aos outros tudo aquilo que puder, recebendo em troca dinheiro ou outras vantagens que, às vezes, podem ser exageradas em relação ao produto vendido. Não elogio nem aprecio de modo algum estes vendedores. Além do mais, tu também, com a sua contribuição, podes fazer algo para chamar à razão e obter a eficiácia pretendida numa profissão que é muito digna e benéfica quando exercida com honestidade e competência. Contudo, não sei se os políticos serão «bons vendedores» no sentido ético do termo, porque aquilo que eles vendem não é um produto que funcione sempre bem e em consonância com as suas afirmações e promessas. Vender, vendem. Mas, às vezes, é gato por lebre… que até chega a fugir das mãos.

Só então compreendi que esse meu amigo se referia ao refor­ço que tanto pode ser monetário como o de Interacção-B30satisfação de cumprir um ideal político que se julga bom, ou um tratamento que irá ajudar uma pessoa a sentir-se melhor. Nas minhas aulas, tinha falado tanto em autoreforço que não levei muito tempo para ficar totalmente convencido. Afinal, qualquer de nós, vendedor, psicólogo, Presidente da República, engenheiro, advogado, ou qualquer outro profissional, presta serviços mediante um pagamento. Tem de sobreviver. Não é amador e «não trabalha só por amor à camisola». Embora preste serviços com toda a competência e honestidade, estes terão de ser pagos do mesmo modo como o vendedor os recebe através do ordenado, dos lucros ou das percentagens nas vendas. Quando consegue fazer um serviço mais bem elaborado, recebe mais. Às vezes, além dos lucros financeiros, tem o reconhecimento e a amizade dos seus clientes pelas belas compras que lhes proporcionou.Biblio
Como psicólogo e psicoterapeuta compreendia que a minha função era prestar serviços aos meus utentes ou «pacientes» ajudando-os a conseguirem ultrapassar as suas dificuldades. Por tudo isso também tinha de receber os meus honorários.
Assim, embora os honorários não fossem o essencial, compreendia a sua alusão ao Presidente da República, que é pago por tudo isso, não só financeiramente mas ainda com o reconhecimento público. Por esta razão, a sua governação – o produto que nos vende – tem de ser satisfatória. De acordo com o grau maior ou menor dessa satisfação, consequentemente, o reconhecimento público aumenta ou diminui. Neste contexto, quem não se lembra dos «maus vendedores» que profileram neste país?
Para que a sua acção seja eficiente e eficaz o Presidente deve fazer a prospecção dos desejos dos cidadãos, motivá-los para eles Joana-Baderirem à sua ideia e tentar posteriormente executar honestamente as medidas propostas, gerindo o melhor possível a «coisa pública» e recebendo cada qual a sua satisfação: os cidadãos conseguem aquilo que mais ambicionam e o Presidente, a satisfação de obter o reconhecimento e a admiração dos seus eleitores.
Assim, tal como existem bons e maus vendedores, também estamos fartos de conhecer bons e maus Presidentes, Vereadores, Gestores, Directores, etc.
No caso do vendedor, interessa descobrir aquilo que o cliente mais aprecia no produto ou no serviço, através do feedback que recebe. É uma variável essencial a ter em conta na fabricação e comercialização de qualquer produto ou serviço.
Embora a prospecção seja essencialmente efectuada com sondagens de opinião, a mesma também pode e deve ser feita no contacto do dia-a-dia com o cliente. Este ponto é muito importante a fim de não obrigar o vendedor a perder tempo com demonstrações inúteis, quando pode propor negócios alternativos ou até ajudar o cliente a conseguir obter por si próprio uma solução mais vantajosa.

Já leu os comentários?arvore-2

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