PSICOLOGIA PARA TODOS

BLOG QUE AJUDA A COMPREENDER A MENTE E OS COMPORTAMENTOS HUMANOS. CONSULTA-O E ESCREVE-NOS, FAZ AS PERGUNTAS E OS COMENTÁRIOS QUE QUISERES E COLABORA PARA MELHORAR ESTE BLOG. «ILUMINA» O TEU PRÓPRIO CAMINHO OU O MODO COMO FAZES AS COISAS…

BIBLIOTERAPIA

Quando ontem, uma pessoa que visita de vez em quando a nossa página no Facebook dedicada á biblioterapia, me perguntou Bibliopor que razão me tinha lembrado de a iniciar, comecei por recordar os primeiros tempos em que tudo isto começou.

Ainda estava, quase clandestino, no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), a querer sair da Força Aérea, enquanto digladiava com a minha neurose depressiva reactiva grave, acrescida da colite crónica,  ganha com o meu mal-estar na Força Aérea.
O único apoio que tinha, era da psiquiatria onde me receitavam antidepressivos, ansiolíticos e outras coisas que tais, dizendo que o mal estava na minha cabeça e que devia ter conflitos com o meu pai.

Tudo isto me deixava ainda mais «em baixo» a ponto de ter vontade de desaparecer deste mundo. Tinha Difíceis-Bdificuldades emocionais e na concentração da atenção a ponto de uma das vezes começar a ver tudo turvo e a duplicar à minha frente, quando conduzia à noite.
Resolvi deixar de tomar os comprimidos e aguentar firmemente sem os mesmos, até que, depois de ler alguma coisa sobre psicopatologia, psicanálise e psicoterapia e quase nada sobre modificação do comportamento, psicologia social e experimental, consegui concluir algumas cadeiras do ISPA enquanto não consegui sair da tropa em 22 de Abril de 1974, pouco depois de se iniciarem os «workshops» de Victor Meyer sobre terapia comportamental.Psicologia-B

Entusiasmei-me e continuei a ler muita coisa sobre este assunto, até que fiz o curso de “Behavior Modification – operant conditioning” sob a orientação de Joseph Morrow, da California State University, Sacramento.
Como a psicanálise, além de muito demorada, não era para os meus bolsos, nem garantia resultados palpáveis, resolvi aprofundar as ideias sobre a terapia comportamental que também não me seduziu porque estava a ver o resultado das acções do nosso grupo de trabalho em estágio profissional, que deixava muitas pontas soltas com a substituição de sintomas e a não garantia de reincidência – PSICOLOGIA PARA TODOS (F).

Contudo, tinha de tratar de mim em primeiro lugar e isso só poderia ser feito com a minha actuação exclusiva e sem medicamentos que já experimentara, com péssimos resultados. Comecei a ler muito e a consultar bibliografia com livros e artigos variados relacionados com as terapias utilizadas em casos de neuroses, etc. Isso deu-me a possibilidade de ter conhecimento de muitos «casos», dos quais tomei conhecimento.  Mas, continuando a ler,  Psi-Bem-Ceu tinha de ultrapassar os meus e devia ser de forma inventiva.

Viktor Frankl, na sua Logoterapia aconselha a pessoa a encontrar o seu sentido da vida. Também a reestruturação cognitiva, de Beck, baseia-se na modificação da nossa maneira de pensar e de compreender as coisas de forma diferente daquela que nos conduz a um desequilíbrio psicológico. As técnicas de modificação do comportamento, por si só, não resolvem os problemas sem recorrer às recordações, sentimentos, sensações, emoções e vivências de cada um.

Surgiu assim a ideia de experimentar em mim a técnica de reforço do comportamento incompatível que começou a dar Imagina-Bbom resultado e me levou ao início da preparação da tese de Terapia do Equilíbrio Afectivo, já que , naquela ocasião, também tinha entre mãos pessoas que necessitavam dos meus serviços profissionais e eu já tinha beneficiado com esta técnica adoptada comigo.
O bom êxito, de quase 86 por cento de melhorias incluindo resolução de 23 por cento desses casos, incitou-me a prosseguir, porque a percentagem dos bons resultados obtidos e divulgados por outros profissionais era sensivelmente inferior.
Satisfeito com os resultados obtidos, quis aprofundar a matéria, já que os poderia conseguir melhorar com a utilização da hipnose clínica em que me estava a especializar, enquanto trabalhava na tese de doutoramento apresentada, em Cambridge, para a California Christian University.

Surgiu assim a ideia de utilizar a hipnose e conseguir um condicionamento, ajudando o paciente a poderInteracção-B30 aprofundar a sua «entrada» no seu não-consciente, onde ficam geralmente armazenadas as recordações, vulgarmente designadas como «recalcamentos» e que nos incomodam quando menos esperamos e desejamos, transtornando-nos a vida completamente, também pelos condicionamentos anteriormente acontecidos.

Essa «viagem» ao nosso inconsciente, de acordo com as técnicas de Milton Erikson, só se pode fazer com a imagética orientada que pode encurtar em muito a terapia, tornando-a muito mais eficaz e duradoura, quase sem probabilidade de reincidência.
Contudo, interessava-me não só resolver os problemas mas programar o futuro. Isso só poderia ser alcançado, não apenas com a imagética mas com a imaginação. É o que me estava a acontecer, especialmente depois de ter tentado ensaiar de forma incipiente esse método com a Isilda COMBATA Depressão-BOU EVITE A DEPRESSÃO (H), o JoelPSICOPATA! Eu? (G), o Tiago (C) e muitos outros, cujos casos não foram descritos.

Tentando utilizar a hipnose para o paciente poder entrar em autohipnose e continuar com a orientação da imaginação, era necessário que um psicoterapeuta ajudasse o paciente, para a resolução dos seus problemas. E se ele fosse capaz de tomar conta de si próprio? Se eu tinha conseguido fazer isso comigo, qual a razão de outros não poderem fazer o mesmo? O importante tinha sido a «leitura de muita coisa» e a incorporação de muito do que lia, nos meus conhecimentos imediatos, para uma prática consequente.

A oportunidade «de oiro sobre azul» para esta experiência tinha surgido quando o Júlio − Eu Não Sou MALUCO! (E) me pediu ajuda e Maluco2eu não tive nem local nem outra possibilidade de lhe dar apoio a não ser num velho café, depois do almoço, durante o intervalo das aulas que tinha de dar naquela ocasião. Mais tarde, também já me tinham vindo parar às mãos as dificuldades da Cristina, Germana e JanuárioPSICOTERAPIAS BEM-SUCEDIDAS – 3 casos (L) − e o modo como tinham conseguido ultrapassar os «seus» problemas.
Com os bons resultados conseguidos comigo, com o Júlio e com a «nova paciente», a ideia de que a psicoterapia poderia, em certos casos, ser conduzida grandemente pelo próprio começou a tomar forma na minha cabeça que começou a «trabalhar» para pôr o projecto em acção.

Acredita-BSe, no meu caso, tinha tido necessidade de ler muito, o Júlio, em vez dos livros, quase indisponíveis naquela ocasião, tinha-se socorrido de vários apontamentos que eu lhe ia emprestando e que tinham servido para os diversos cursos de enfermeiros e assistentes sociais.
Esses apontamentos iniciais destinados inicialmente às aulas, passaram a servir para a publicação de literatura adequada que, além da teoria necessária para compreender os fenómenos e os encadeamentos psicológicos, apresenta exemplos de casos do dia-a-dia − JOANA, a traquina ou simplesmente criança? (D),
INTERACÇÃO SOCIAL
(H) e COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES (N).

Joana-BComo depois desses livros que já tinha publicado, havia necessidade de apresentar o modo como cada paciente resolveu os seus problemas com alguma ajuda do psicólogo, mas muita leitura, treino e empenhamento do próprio, havia que descrever os «casos».
E se cada um conseguisse resolver os seus problemas independentemente como tinha acontecido comigo? Ao insistir nessa ideia apresentada na Biblioteca da Câmara Municipal de Portimão, em 2004, a grande ajuda que o meu amigo Antunes me deu posteriormente, foi de extrema importância, sendo apresentada em − ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE! (B).  O seu bom êxito, só com algumas conversas e quase sem ajuda, foi decisivo para consolidar a minha convicção de que a psicoterapia pode ser realizada pelo próprio desde que tenha Organizar-Bconhecimentos suficientes, bom senso, humildade para reconhecer os seus erros, vontade de melhorar e tenacidade para persistir perante os muitos fracassos que são absolutamente «normais» numa psicoterapia, sem quaisquer medicamentos, ideia reforçada pelo psiquiatra americano Peter Breggin em Psicoterapia / Medicação.

Poateriormente, outros conseguiram ultrapassar os «seus» problemas, com pouca ajuda, tal como aconteceu na história da Cidália − Eu Também CONSEGUI! (C)− o que ajudou e preparar um trabalho sobre relacionado  com toda a formulação terapêutica iniciada mais ou menos em 1975 –  IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J).

Entretanto, o artigo de Kevin Helliker, do The Wall Street Journal, de Nova Iorque, Respostas-B30dizia que Behavior Research Therapy publicou dois estudos que demonstram a eficácia da biblioterapia em casos de depressão e de outras perturbações da personalidade. As investigações continuavam, a fim de se «separar o trigo do joio» no caso dos guias ou dos livros para «descobrir» os mais eficazes. A concluir, o artigo também dizia que a BIBLIOTERAPIA é uma prática que está a ser estudada para ser seguida nos EUA e no Reino Unido «onde um doente pode estar seis meses à espera dos cuidados de saúde».

Se assim é, qual a razão de não seguirmos este método que parece ser o mais indicado? Se nos faltava
literatura adequada, era importante tentar colmatar essa falha. Com os meus escassos conhecimentos técnicos, mas mais de 35 Consegui-Banos de experiência com mais de 5000 casos, obtendo bons resultados em bastante mais de 86% dos pacientes, alguns com pouca ajuda do psicólogo mas muito empenhamento, treino, leitura e persistência do próprio, eu tinha de tentar agir e pôr a funcionar a minha ideia.

Porque não preparar uma colecção adequada para o efeito com a reorganização de todos os livros já publicados e a apresentação de mais «casos» resolvidos e o modo de actuação de cada um?
Entretanto, as aulas no ISMAT, com as perguntas e esclarecimento de dúvidas dos alunos e a minha aprendizagem forçada de trabalhar com a internet, deram-me a oportunidade de tentar resolver a mario-70situação temporariamente com a organização dum blog, seguido de outro e estabilizado agora, definitivamente em “História do nosso Blog, sempre actualizada”.

Os livros, à medida que começaram a ser reorganizados, actualizados e aumentados para formar agora uma colecção de 17, destinados a cobrir partes importantes das áreas de psicoterapia, psicologia clínica e social, psicopatologia, psicopedagogia e comportamento organizacional, mereceram depois um outro blog
<livroseterapia.wordpress.com>

Se os problemas se situam na cabeça de cada um, tem de ser «essa cabeça» de cada um, a tentar resolvê-los, trabalhando sozinha ou com alguma ajuda de pessoa mais habilitada para uma orientação adequada.Psicopata-B

Depois de conhecer as várias experiências descritas por Margaret Mead, é muito elucidativo saber através de Rosa M. Tristán (Courrier Internacional, 129, 21-09-07), que em 2006, o médico e antropólogo Francisco Giner Abati, com uma equipa de seis investigadores espanhóis, percorreu 50 mil quilómetros por Egipto, Sudão, Etiópia, Quénia, Angola e Camarões e afim de estudar seis sociedades, descobrindo que qualquer desses povos “vive em pequenos grupos, como vivia há apenas cinco mil anos.” Diz ele que as pessoas “Talvez morram de malária, mas não contraem as doenças mentais que nos envenenam a vida” Na nossa sociedade e civilização, a malária está a ser combatida e a ganhar medidas de profilaxia mas a «doença mental» não!
E se nós começássemos a tentar combatê-la apesar da austeridade e da falta de ajuda do SNS? A Câmara neuropsicologia-BMunicipal de Sintra, desde Abril de 2014, sabe da minha disponibilidade de colaborar num projecto semelhante para ajudar as pessoas a manter uma profilaxia adequada, estando o assunto nas mãos do vereador da área da saúde mental Dr. Eduardo Quinta Nova.
É um método económico, cómodo, preventivo e profiláctico e que, além de manter a pessoa psicologicamente equilibrada , pode ajudar a melhorar o seu desempenho no dia-a-dia tão difícil para todos. O que necessita é de empenhamento, leitura, treino, bom senso e tenacidade de cada um.

As vantagens principais são essencialmente três:

  1. Não degradar o organismo humano com a ingestão de drogas psicotrópicas.
  2. Não onerar o Serviço Nacional da Saúde com a comparticipação nos medicamentos.Saude-B
  3. Diminuir as consultas de psiquiatria.

Vamos esperando a ver «em que param as modas», para termos a certeza daquilo que as entidades oficiais fazem, de facto, acerca deste assunto tão importante para a vida das pessoas.

Consultou os links mencionados neste post? Não se esqueça de consultar também os posts que se seguirão com este título e com um número. Serão mais do que uma dezena? Talvez!

Presentemente, durante o ano de 2017, devido a várias críticas, sugestões, perguntas e compreensões duvidosas, às quais tive de responder, resolvemos preparar mais um livro exclusivamente destinado à «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…»  que consideramos, de facto uma Biblioterapia, quer em Psicoterapia, como em Psicopedagogia ou tentativa de melhoria de Interacção Social ou Desenvolvimento Pessoal.  Nesse livro, que não exclui a utilização de vídeos, conferências, treino, práticas de ioga, reiki , dietas ou qualquer outra modalidade, explica-se o modo como uma leitura de determinados livros, devidamente orientada, pode ajudar a melhorar o equilíbrio psicológico e até a aumentá-lo ou a executar outras acções que possam evitar futuros desequilíbrios e proporcionar melhorias. Tudo se torna mais autónomo, económico, cómodo e fica à mão de semear, para ser utilizado mos momentos mais necessários, propícios e desejáveis. Esta leitura, devidamente orientada, é completamente diferente da Bibliofilia ou Animação Cultural que se faz com o nome de Biblioterapia.

Já leu TODOS os comentários?

Visite-nos no Facebook.

Clique em BEM-VINDOS

Ver também o post LIVROS DISPONÍVEIS

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

Em 16 e 17 de Setembro (2017) durante a Feira de Saúde – Bem-Estar, em Sintra, será explicado o modo de se utilizar este sistema que tem sido experimentado, em Portugal, desde 1980, com muito sucesso.

Anúncios

Single Post Navigation

6 thoughts on “BIBLIOTERAPIA

  1. Franklin dos Anjos on said:

    Quando consultamos a “HISTORIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada” e vamos tentar consultar os primeiros artigos, do blog , tais como “E se os miúdos se magoarem“, não temos qualquer possibilidade de o fazer. Será possível dar alguma informação sobre este assunto?

    • Senhor Franklin dos Anjos
      Já o conheço de há muito tempo e gostaria de lhe poder ser útil mas julgo que nada posso fazer porque o blog foi desactivado e não o devo conseguir recuperar.
      Se alguém estiver interessado em abordar de novo os poucos temas que o mesmo continha, é favor fazer comentários para eu os poder responder.
      Contudo, julgo que a maior parte da matéria está contida nos inúmeros posts nos outros dois blogs que estão activos.

  2. Anónimo on said:

    Ontem tive muito tempo para ler este artigo com cuidado, além de vários outros.
    São interessantes, mas acha que a leitura dos livros pode ajudar muito?

    • Posso garantir que a minha neurose depressiva reactiva grave foi essencialmente «dominada» por completo com a ajuda de muita leitura adequada, prática psicoterapêutica conjugada de várias técnicas, bastante treino e muita persistência, apesar da falta de ajuda de qualquer especialista.
      É por esse motivo, baseada na minha experiência pessoal, secundada pelo Antunes (B), complementada e, em parte pelo Júlio (E), começou a ter forma a ideia de implementar a técnica da imaginação orientada (J), já que a terapia do equilíbrio afectivo já tinha dado bons resultados com o Joel (G) e a Isilda (H).
      Depois, com os resultados obtidos com a Cidália (C), a Germana, a Cristina, o Januário (L) e a «nova paciente» (H) a ideia da BIBLIOTERAPIA começou a tomar cada vez mais forma e consistência com o começo dos blogs, até se traduzir na descrição de novos «casos» e reorganização de todos os livros anteriormente publicados.
      É uma forma de economizar, prevenir e cada um sentir-se cada vez melhor, mais produtivo e satisfeito consigo próprio.

  3. Anónimo on said:

    Acha que é tão simples fazer uma psicoterapia sem ter ajuda dum psicoterapêuta?
    E como vamos formular aquilo de que nos devemos lembrar ou procurar nas nossas recordações?
    Pode dar alguma ajuda?

    • Antes de tudo, volto a insistir que leia com atenção todos pelo menos os posts relacionados PSICOTERAPIA e AUTOTERAPIA.
      Mesmo antes de ter o livro, vá praticando aquilo que ler nesses posts.
      O seu empenho e colaboração são muito importantes. O treino vem a seguir.
      Vou já responder com mais um post sobre Autoterapia.
      k

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: