PSICOLOGIA PARA TODOS

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AUTOTERAPIA 11

BiblioPerante o comentário:

Acha que é tão simples fazer uma psicoterapia sem ter ajuda dum psicoterapêuta? E como vamos formular aquilo de que nos devemos lembrar ou procurar nas nossas recordações? Pode dar alguma ajuda?”

feito por um Anónimo, no post da BIBLIOTERAPIA  julgo que devo transcrever o capítulo “Que Alternativas? inserido Acredita-Bnas páginas 25 a 30 do livro ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE!” (B).

QUE ALTERNATIVAS?

A minha insistência na prática do relaxamento mental e da imaginação orientada baseada nas recordações e nos apontamentos do diário de anotações e, se possível, autoanálise fundamenta-se essencialmente na clarificação dos traumatismos ou das falsas percepções que se foram tendo ao longo da vida. Depois disso será possível analisar tudo com calma e compreender o contexto total para verificar se haveria outra forma de que as coisas acontecessem e de que forma será possível reagir no futuro melhorando todo o comportamento e a estabilidade Imagina-Bemocional. Nesta ordem de ideias, o saber é muito bom mas só a prática conduz a resultados eficientes e eficazes. Como exemplo, podemos pensar que se uma criança não aprendesse a andar quando muito nova por lhe ser difícil ficar de pé no início, tornar-se-ia «defi-ciente». Do mesmo modo, as pessoas que não aprendessem a soletrar e a fazer cópias em criança seriam incapazes de ler e escrever na idade adulta. Nas idades mais avançadas, quando a aprendizagem é extremamente difícil e morosa, embora sempre possível, o tempo e a prática têm de ser muito mais dilatados e persistentes. É o que acontece com muitos dos nossos idosos que desejam a alfabetização ou até a utilização da informática. Essa aprendizagem exige muito mais treino do que em criança, quando as estruturas funcionais são muito mais maleáveis e adaptativas (I). Porém, estas aptidões não se desenvolvem fisiologicamente sem o treino necessário. Alguém pode substituir o próprio na aprendizagem e Consegui-Bexercício destas aptidões e tarefas? Por isso, do mesmo modo, deve fixar-se a ideia básica de que, não xiste qualquer especialista ou medicamento que possa aliviar saudavelmente o sofrimento do neurótico sem a sua inteira colaboração. Esta colaboração também exige algum treino individual, mesmo que grande parte da psicoterapia se queira fazer no gabinete de um especialista. Além disto, ter a noção de como um comportamento se forma, mantém e é eliminado ou minimizado, é muito importante. Saber alguma coisa sobre as técnicas de modificação do comportamento pode ajudar ainda mais (F) (K) (P). Nestas condições, interessa determinar:

♦ Estará a pessoa disposta a ler e aprender aquilo que é necessário para posteriormente se treinar?Maluco2
♦ Será capaz de reagir aos vários insucessos como qualquer aprendiz, bom e persistente?
♦ Terá a força de vontade suficiente para prosseguir metodicamente todos os procedimentos indicados?
♦ Será também capaz de prescindir do melhor resultado para conseguir pelo menos o aceitável, logo no início?

Em termos mais simplistas, será capaz de se contentar com uma bifana enquanto não tiver a possibilidade de comer um bom bife com ovo a cavalo, picles e batatas fritas? Porém, em boa verdade, depois de obter a bifana pode «lutar» por perú, caviar ou qualquer outra iguaria. E esta «luta» até pode tornar-se mais fácil do que anteriormente, devido à prática adquirida. São estas as condicionantes e opções em que cada um tem de pensar antes de se deixar sucumbir Psicologia-Bperante a fatalidade de um «desequilíbrio mental ou comportamental» com a justificação de que não consegue o apoio pretendido. Com todo este raciocínio agora desenvolvido, não se pretende eliminar ou menosprezar o apoio psicoterapêutico dado por um especialista. Deseja-se apenas tentar ajudar muitas pessoas que não conseguem esse apoio tão necessário, na totalidade ou até parcialmente, por diversas razões, realçando as económicas, de falta de meios, de indisponibilidade de tempo, de impossibilidade de deslocação ou por causa doutras situações mais específicas.

Apesar de muitas pessoas não conseguirem seguir ou concretizar as instruções dadas pormenorizadamente em vários livros que até indicam quais os resultados obtidos pelos intervenientes (C) (E) (G) (H) (J) (L) (M), podem sempre tentar fazer apenas o melhor que puderem, se não tiverem outra alternativa mais Psicopata-Bvantajosa. Certamente, algumas pessoas (Cidália, úlio, Joel, Isilda, «nova paciente», Cristina, Germana, Januário, Tiago, Gelásio) foram capazes de conduzir a sua psicoterapia ou parte dela como fica relatado neste e em alguns livros que se indicam noutros capítulos. Contudo, podem não ter obtido os resultados mais rápidos que seriam possíveis se houvesse um técnico a ajudá-las permanentemente. Porém, o alívio que cada um sente, como já aconteceu em algumas situações, é de extrema importância para conseguir interagir com o seu meio ambiente de maneira menos dolorosa e depressiva. Além disso, essas pessoas ficam com a vantagem de poder reagir, no futuro, por si próprias, num momento em que o psicoterapeuta estiver indisponível.

Com os conhecimentos e a prática adquirida, podem também ajudar alguém, amigo ou conhecido, que se Interacção-B30encontre em circunstâncias idênticas. Algumas pessoas, que obtiveram benefício com esta prática, deram o seu testemunho para encorajar outros a prosseguir, «por seu pé», para uma alternativa muito mais vantajosa do que a de estar sempre à procura de um especialista indisponível, quando o elemento principal de toda esta situação é o próprio. Para os que são capazes de seguir o seu próprio caminho, do mesmo modo como outros já o fizeram e relataram, além da literatura citada ao longo do livro e a indicada no fim, com a vantagem de poder ser lida em qualquer momento ou local, indica-se aquilo que se pode fazer. Para se compreender a situação, dão-se a seguir algumas explicações e instruções suplementares. Resumindo aquilo que se deve fazer e o porquê dessa actuação temos de compreender, antes de tudo, o seguinte:

1. Os nossos actos são orientados pelos nossos sentimentos, pensamentos, emoções e desejos. Se Saude-Bformos capazes de os controlar selectivamente, o que não é feito pelos medicamentos, podemos orientar adequadamente as nossas acções e a nossa vida relacional. Para tal, necessitamos que o cérebro funcione mais racionalmente do que emocionalmente. Precisamos de ter calma e tempo para pensar e coordenar as ideias. As vantagens são muitas e óbvias, mesmo que tenhamos o apoio esporádico do psicoterapeuta.

2. Além disso, sabemos que investigações laboratoriais e científicas (A) de há bem pouco tempo, trouxeram a lume a influência e a vantagem dos pensamentos, sentimentos e emoções boas e agradáveis. As desagradáveis até influenciam negativamente toda a actividade hormonal (J). Podem provocar doenças como a acne, as colites, a arritmia cardíaca, etc. Joana-Be degradam todo o sistema imunológico. Curiosamente, a noção mais incipiente dessa influência já existia em tempos muito antigos em que foi iniciada a prática do verdadeiro IOGA e não apenas das meras posturas corporais.

3. Essas recordações desagradáveis podem funcionar, muitas vezes, como as ilusões ou como as figuras reversíveis ou ambíguas em que se vêem coisas diferentes de acordo com cada perspectiva. Numa delas, muito conhecida e apresentada a seguir, desenvolvida por Edward Boring, no segundo quartel do século XX, tanto se vê a cabeça de uma jovem, como a de uma velha. No mesmo ponto, vê-se o queixo da nova, enquanto se vê a ponta do nariz da velha. Qual destas duas hipóteses pertence à realidade das recordações que nos descontrolam e que até queremos descobrir e reviver?

Ponta do nariz da velhaDigitalizar0011ou

 

do queixo da jovem?                          

4. Nestas circunstâncias, o psicoterapeuta pode ser de grande utilidade para ajudar a ver a realidade de Depressão-Bcada um a fim de que essa pessoa não viva permanentemente em fantasia ou irrealidade. Contudo é só uma ajuda, porque o mais importante é a visão e a percepção do próprio.5.

5. Infelizmente, quando temos alguma dificuldade que nos persegue, tentamos afastar essa ideia do pensamento: é como fugir da sombra ou do toiro em vez de o tentar enfrentar.

6. Por este motivo, vale a pena aprender a fazer com que a mente trabalhe em pleno para nos ajudar a «pensar na vida» e a orientá-la de um modo adequado. Para isso, temos de começar a pesquisar no nosso «arquivo pessoal das recordações» quais foram os momentos mais agradáveis e felizes da nossa vida. Deve existir pelo menos um, do qual não nos lembramos há muito. Enquanto aprofundamos essa recordação Psi-Bem-Bnão podemos ter simultaneamente outras que sejam desagradáveis. Por isso, é extremamente vantajoso utilizar a técnica do reforço do comportamento incompatível (F).

7. Se tentarmos «agarrar-nos» a essa recordação agradável e enquanto isso durar, não iremos lembrar-nos das desagradáveis e podemos até ter a sorte de descobrir outras, talvez mais agradáveis do que a primeira, das quais não nos lembrávamos há muito (J).

Haverá qualquer outra pessoa que possa fazer, por nós, todo este «trabalho»?

As técnicas de acções psicológicas que se baseiam em «pensamentos positivos» alicerçam-se na problemáticaDificeis-B do reforço do comportamento incompatível. Isto é o mais importante e facilitador da psicoterapia e dá ao próprio um imenso alívio que será aumentado por um psicoterapeuta que possa dar o apoio necessário. Para que se possa efectuar eficazmente qualquer psicoterapia, é indispensável que a pessoa visada tenha uma disponibilidade mental suficientemente boa para discernir, recordar, raciocinar e talvez até sentir profundamente e imaginar aquilo que é necessário. Para tanto, é preciso que a pessoa esteja relativamente relaxada e emo-cionalmente estável. Caso contrário, pode raciocinar ao invés do que se deseja e enveredar por um caminho diferente do pretendido. Tudo isto é importante porque aquilo que nos preocupa ou desequilibra, são os factos desagradáveis e as imagens e recordações confusas e distorcidas. Não são, seguramente, os acontecimentos agradáveis que vivemos ao longo do tempo. Eles têm de ser cuidadosamente procurados entre os muitos que se lhes podem sobrepor ou fazer com que fiquem distorcidos em relação à realidade.Organizar-B

A vida prega-nos, geralmente, diversas partidas, sendo muito vulgar e admissível que nos preocupemos apenas com estes factos desagradáveis, relegando para segundo plano tudo o resto que não nos preocupa no momento, embora este «resto» nos tenha ocasionado muitas alegrias. São apenas esses acontecimentos desagradáveis que exibimos perante os outros como justificativos do nosso desequilíbrio ou desalento. Muitas vezes, para combater este estado de desagrado, utilizamos os medicamentos que nos deixam meio estonteados, além de termos pessoas «amigas» que também nos consolam para nos ajudar a «sair da fossa». Porém, este alento pode funcionar como reforço negativo em virtude de nos fazer sentir temporariamente aliviados da nossa desgraça.E se esse reforço secundário negativo for aleatório, transforma-se, geralmente, num vício como qualquer outro: basta queixarmo-nos para que alguém tenha pena de nós e nos tente consolar. (É tão bom sentir o apoio dos outros!)Nestas circunstâncias, basta «estar doente» para conseguir dos outros a atenção que não nos é prestada quando nos sentimos bem e não nos queixamos. Consequentemente, a interacção com os outros e a preocupação deles para connosco vai aumentando, enquanto estivermos no estado de «doença» em que nos encontramos. Sem dar por isso, ficamos satisfeitos, consolados e enleados com a demonstração de carinho dos que se mostram preocupados com a nossa «doença». O resultado final passa a ser uma aprendizagem das vantagens de estar «doente» para obter a atenção dos outros. Esta aprendizagem vai-se consolidando cada vez mais, com a obtenção do reforço secundário negativo aleatório que passa a fazer parte do padrão habitual dos nossos comportamentos.

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