PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Agosto, 2014”

PSICOLOGIA POSITIVA

Um convite feito há algum tempo para eu assistir a uma palestra, sessão ou exposição sobre “Psicologia Positiva”, nos SMAS da Câmara Minucipal de Sintra, que fez rir muita gente, assim como a recente morte, por suicídio, do comediante americano Robin Williams,  fizeram desencadear em mim durante a Imagina-Bminha sessão de Imaginação Orientada (IO), a necessidade de falar um pouco sobre aquilo que se diz e se faz em relação à psicologia positiva.

Quem me convidou, disse-me que era muito semelhante ao que eu praticava com a Terapia do Equilíbrio Afectivo e a Imaginação Orientada  porque tratava de pensamentos e acções positivas.
Porém, tendo assistido, de facto, durante três horas a uma demonstração quase teatral da exposição e acções de abraçar, mostrar afecto, etc., além duma longa exposição teórica da qual não entendi quase nada, fiquei convencido de que os três autores da exposição, entre os quais pelo menos dois psicólogos, aconselhavam a mostrar afecto ou boa disposição, sem se preocuparem, que o próprio estivesse a «sentir» isso.

Nesta ordem das ideias por eles expostas, o actor Robin Williams deveria estar mais do que imune a pensamentos negativos, já Psicologia-Bque passava a vida a fazer rir os outros com todas as suas representações no palco. E todos nos rimos imenso com as suas representações! Nestas condições, qual a razão de estar constantemente internado em clínicas de reabilitação? Ele estava a praticar tudo aquilo que os autores da palestra mais valorizavam como muito bom para a psicologia positiva!

Por acaso, não tive paciência nem pachorra para ir pesquisar aquilo que Martin Seligman defendeu em 1991 na sua “Psicologia Positiva”, porque, em 1980, eu já tinha enviado, uma cópia da minha tese sobre a Terapia do Equilíbrio Afectivo, para a American Psychological Association, de que ele foi Presidente.

Por isso, ficam aqui algumas perguntas:
− Por acaso, na minha metodologia e prática clínica, proponho que a pessoa apenas mostre ou demonstre ou mimetize Interacção-B30afectos positivos?
− De que maneira?
Sentindo isso ou apenas representando?
− Ou será que eu proponho que cada um vá praticando até conseguir «desencadear em si» os «seus» afectos, emoções e recordações agradáveis para si, embora possam não parecer ou não ser agradáveis para os outros?

Provavelmente, tudo aquilo que Robin Williams fazia era «representar», a muito custo, todos esses afectos, alegrias e sentimentos sem os sentir, tal como podem fazer muitos palhaços e comediantes que, logo depois da representação – e mesmo no seu decurso – se sentem «completamente em baixo» a pontoMaluco2 de se socorrerem de comprimidos, do álcool e das injecções para combater o estado em que se encontram e representaram para o público.

Fazendo uma comparação muito pessoal e subjectiva, eles podem sentir-se, no fim da representação, muito mais cansados e «em baixo» do que um alpinista no fim da sua caminhada voluntária pelo monte acima.
Se essa metodologia, largamente exposta na sessão à qual assisti, se assemelhar a uma metodologia da representação teatral de Robin Williams, pode nada disso ter acontecido, de facto, «na cabeça» e no «sentir» de qualquer dos intervenientes, além de um esforço grande para «apresentar a imagem» de boa disposição, afectividade ou felicidade.
Pode até ser contraproducente porque irá exigir muito esforço para representar aquilo que não sente, obtendo «reforço Psicopata-Bsecundário negativo» com o fim dessa tentativa de se apresentar alegre, simpático ou afectivo. Por acaso, «não entrei no jogo deles» fazendo o que eles queriam, mas senti reforço negativo secundário quando a exposição terminou, porque estava farta daquela «palhaçada»..

Por sua vez, se a mesma pessoa agir de acordo com os sentimentos, emoções e recordações que foi desencadeando em si, especialmente os que tiver «descoberto» dentro de si próprio e dos quais já não se lembrava há muito − e que não devem ser poucos, segundo a minha experiência de 35 anos −, o efeito conseguido pode ser bastante encorajante, desencadeando o «autorreforço positivo», talvez até «aleatório», porque pode não ocorrer sempre com a mesma força e intensidade.

Muito diferente da TEA ou da Imaginação Orientada (IO), a consequência pode ser cada um ser explorado nesse campo, ficando na dependência dos conselhos dos outros ou duma representação teatral forçada e cansativa.
− Como é que tudo o que dizem na Psicologia Positiva será eficaz sem cada um explorar isso por si próprio, cada vez mais, aprofundando as Consegui-Brecordações e verificando os diversos sucessos que teve na vida?
− Alguém mais poderá fazer isso por nós? O Joel (G) que o diga!
− Será difícil praticar isso durante 1 hora ou menos todas as noites no decurso do primeiro mês, ou menos tempo, até ganhar a mestria?
− Será impossível continuar isso pela vida fora reservando os primeiros 5 minutos ou menos, logo depois de ir para a cama, para iniciar o exercício do relaxamento mental?
− Para quem desejar melhorar ainda mais, será muito exigir que reserve alguns momentos para escrever num diário aquilo que foi relevante para si?
− E, para os mais exigentes, será difícil reservar só 5 minutos «controlados», por dia, para escrever, sem parar, aquilo que «surgir» na ponta da caneta a fim de fazer a autoanálise?

Só com estes procedimentos e mais alguma leitura e compreensão do funcionamento do Acredita-Bcomportamento humano, muitos dos que podem actuar ou «representar» «alegremente» como Robin Williams, mas que logo depois se sentem «em baixo», podem melhorar a sua vida sem a ajuda de comprimidos que, seguramente, ocasionam efeitos secundários muito prejudiciais e perniciosos como se verificou com a sua actuação.
O eminente Professor de Psiquiatria Peter Breggin, também americano, bem avisa quanto aos malefícios dos psicotrópicos.

Por mim, estou mais do que satisfeito com a “Imaginação Orientada” e, provavelmente, vacinado contra aquilo que passei nos primeiros cinco anos da década de 1970.mario-70

Embora o caso do Joel (G) seja muito elucidativo, o importante para mim, a fim de ajudar muita gente, é publicar agora o novo manual  AUTO {psico}TERAPIA  (P), que «comprime» todos os procedimentos essenciais em cerca de 15 páginas apenas, reservando as restantes 20 para os mais curiosos a quem se explica como tudo se pode resolver, melhorar, prever, prevenir e «progredir» no sentido desejado.

Todas as restantes páginas deste manual de 76, servem para consolidar os conhecimentos e poder difundi-los por mais pessoas, provocando uma profilaxia que é de todo o interesse nos tempos actuais.

Estaremos condenados a nos entusiasmarmos e aceitar como muito bom tudo o que vem de fora quando, desde 1975 e, especialmente desde 1980, já tínhamos procedimentos muito melhores, bem
fundamentados e experimentados, com resultados eficazes e mais do que encorajadores?

Para isso, uma BIBLIOTERAPIA bem orientada também tem um interesse mais do que fundamental.

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PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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PARE, ESCUTE e OLHE

Quando fui ontem ao supermercado LIDL, em Lagos, encontrei na fila de pagamentos, muito mais bem disposto neuropsicologia-Bdo que o habitual, um velho conhecido que, admirado de me ver lá, perguntou:

Já está por cá agora de novo?
– Não estou por cá, mas tive de vir uns dias à pressa para tratar duns assuntos e devo ir-me embora, talvez amanhã.

Sabe que agora estou a consultar o seu blogue com mais atenção e parece-me mais interessante ainda do que quando o meu amigo dava aulas no ISMAT? E agora, já tem outro sobre livros, que muito interessante!
– E o que é que acha disso?

Conhecendo os seus livros, de há muitos anos, começando pela JOANA (D) e lendo com cuidado os seus Joanaartigos só sobre “autoterapia” e “psicoterapia” comecei a tentar compreender a psicologia e a fazer o tal relaxamento. Sabe que estou a sentir-me muito melhor? Com as minhas «escritas» eventuais, com a autoanálise e relaxamento consegui descobrir que me importava exageradamente com as opinões dos outros. Sentia-me mal e desconfortável e quando vi a história da Cristina (L) no livro antigo, senti-me como ela dizia que se sentia. Talvez a minha educação tenha sido muito semelhante.
Depois disso, comecei a clicar em todos os resumos dos seus livros novos apresentados no Terapia através de Livros e a ver tudo com mais atenção.
– E gostou?mario-70

Achei tudo óptimo. Mas, consultando agora a sua BIBLIOTERAPIA e o resumo do livro AUTO(«{psico} TERAPIA (P), parece que tudo se pode tornar ainda mais simples do que quando eu praticava o relaxamento com base nos artigos e livros já publicados. O seu método parece estar tão simplificado, resumido e «arrumado» que até se assemelha a muito daquilo que nós antigamente, e mesmo agora, temos de fazer em alguns locais como Portimão, junto das linhas de passagem de caminho-de-ferro:

PARE, ESCUTE, OLHE … e só depois faça aquilo que deve.

Agradavelmente surpreendido com esta sua constatação original e inesperada, mas bastante oportuna e curiosa, e querendo Consegui-Bconhecer melhor aquilo que ele tinha conseguido ver nos livros e nos posts dos dois blogs que estou a manter agora, disse-lhe:

– Vamos sentar-nos aí num café para podermos estar mais à vontade e explique-me lá melhor essa sua ideia porque ainda não consegui apanhar o cerne da questão. Vou ouvi-lo com muita atenção e, quando chegar a casa, pode ser que as suas informações me sirvam para fazer um novo post – respondi.
Depois de termos pedido as bicas, ele começou a sua explicação:
É tudo muito simples. Se tiver tempo, vou analisar capítulo por capítulo, embora os últimos três não sejam de maior importância para aquilo que eu fui fazendo.Acredita-B

Com esta constatação, comecei a tomar algumas notas para este post, redigido à minha maneira, com quadradinhos pequenos a indicar o início de cada capítulo e pontas de seta maiores para mencionar a citação inicial do meu interlocutor.

► “PARE
▪ O PRÓLOGO do livro parece-me bastante claro.
Antes de tudo, quando nos empreendemos numa acção, temos de pensar no que está a acontecer e o que vamos fazer; senão, Maluco2pode sair asneira. Nada de precipitações!

►“ESCUTE
▪ O REGISTO DE AUTOAVALIAÇÕES torna-se importante na medida em que se faz o inventário da situação global, com calma e serenidade, avaliando a qualidade e a magnitude dos problemas.
Nesse momento, o livro “SAÚDE MENTAL sem psicopatologia” (A) pode ajudar imenso porque dá uma panorâmica das dificuldades num sentido «normal» ou «anormal», saudável ou doentio. Também ajuda a compreender o grande malefício que é ocasionado pelas drogas psiquiátricas quando tomadas durante muito tempo, deixando-nos alienados e inúteis.Saude-B

▪ Depois disso, o capítulo com o título RELAXAMENTO MUSCULAR é para uma prática que, no final, nos vai ajudar a fazer uma escuta cuidadosa de toda a situação em que estamos «mergulhados» e nas quais vamos ficando a qualquer momento, sem darmos por isso.
O livro “PSICOLOGIA PARA TODOS” (F) ajuda a compreender os mecanismos do comportamento humano e a descobrir o modo de o manter, reduzir, aumentar ou deixar latente. Afinal, é isso que pretendemos.
“INTERACÇÃO SOCIAL” (K) é outro livro que ajuda a compreender o modo como as acções dos outros interferem no nosso Psicologia-Bcomportamento , do mesmo modo como as nossas têm consequências no comportamento dos outros.
O livro “JOANA, a traquina ou simplesmente criança?” (D) simplifica tudo e mostra como podemos utilizar na prática do dia-a-dia, todos os conhecimentos apresentados nos dois livros precedentes dos (F) e (K) (anteriores).

▪ Por isso, para termos a possibilidade duma reacção adequada, atempada e imediata, a prática do RELAXAMENTO INSTANTÂNEO torna-se bastante importante, dando-nos a capacidade de não claudicar no meio dum exercício qualquer, inclusive o de «escutar devidamente dentro de nós», tudo aquilo que queremos e devemos.Interacção-B30

▪ O DIÁRIO DE ANOTAÇÕES ajuda a fazer uma lista, que é uma espécie de inventário e relatório de tudo o que nos perturba ou que se passou ou passa connosco, além daquilo que desejamos melhorar, olhando bem para nós e para o ambiente em que estamos inseridos. Isto quer dizer que, quando temos algum problema por resolver, necessitamos de o equacionar devidamente, mesmo antes de decidir iniciar qualquer acção.

► “OLHE
▪ Depois, o RELAXAMENTO MENTAL ajuda a olhar, íntima e serenamente para dentro de nós e à nossa volta, a fim de equacionarmos aquilo que vamos fazer.Imagina-B
A história do Antunes “ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE!” (B) ajuda imenso a compreender o modo como ele conseguiu, quase sem ajuda nenhuma, descobrir as suas dificuldades, apenas com um ligeiro apoio do psicólogo, obtido nas conversas relatadas em “IMAGINAÇÃO ORIENTADA” (J).

▪ O exercício da IMAGINAÇÃO ORIENTADA tem um papel preponderante porque nos deixa colocar mil e uma hipóteses ou opções que se nos afiguram viáveis, para resolver as dificuldades ou melhorar a situação, às vezes correctamente, embora, outras vezes, seja enganosa.
Até este ponto, podemos ter o futuro caminho mais ou menos traçado, mas para o implementar ou continuar, temos de nos Biblioesforçar por manter todos os procedimentos anteriores, não surja algum contratempo, deixando-nos incapacitados de ultrapassar as dificuldades da maneira como idealizamos.
Vejamos aquilo que aconteceu à Cidália de “Eu Também CONSEGUI!” (C), com as dúvidas e esmorecimentos que teve de ultrapassar muitas vezes, com ajuda do Antunes, apesar do seu meio ambiente (a mãe) ser adverso.

► … “e só depois faça aquilo que deve
O exemplo do Júlio de “Eu Não Sou MALUCO!” (E) parece que é bastante elucidativo, porque mostra as dificuldades iniciais dele, as suas dúvidas, o caminho percorrido e a persistência conseguida quase no fim, o que o foi ajudando a manter um caminho muito bom e de franco progresso, querendo dizer que:
Não devemos ser utópicos nem irrealistas”.
Temos de ter os pés bem assentes na terra”.
Se não tivermos cão, vamos tentar caçar com gato
Não devemos dar passos mais avantajados do que as pernas”.Depressão-B

CONTINUAÇÃO DA AUTOTERAPIA
Lendo a história da Isilda “COMBATA OU EVITE A DEPRESSÃO” (H), podemos imaginar claramente o perigo da não continuação da sua psicoterapia que, bem finalizada, a poderia ter deixado um pouco melhor do que ficou no final da sua interrupção.
Mas, a «nova paciente» ganhou imenso com a leitura da sua experiência e resolveu as suas dificuldades quase por si própria.

E NO FUTURO?
Ao lermos as histórias Cristina, Germana e Januário “PSICOTERAPIAS BEM-SUCEDIDAS – 3 casos” (L) verificamos que a adesão de qualquer deles à essência da psicoterapia, bem como a sua persistência, além dos treinos que Psi-Bem-Cmantiveram, cada um à sua maneira, ajudaram-nos imenso, fazendo uma espécie de «seguro» para evitar qualquer desequilíbrio futuro.
Também quando lemos “PSICOTERAPIAS DEFÍCEIS” (M) verificamos que o Mijão poderia ter sido ajudado muito mais cedo do que depois de casado, com filhos e no final de ter passado muitos dissabores. São as desorientações e os prejuízos que se têm quando a intervenção não é feita em tempo oportuno.
Podemos escrutinar a vida do Calimero que, depois de ter sido negligenciado durante os primeiros vinte anos de vida, apesar dos apoios inadequados, conseguiu posteriormente, por sorte, ter algum sucesso, embora o seu meio ambiente, por desconhecimento do modo de procedimento adequado, não o favorecesse muito.Difíceis-B
As histórias da Perfeccionista e do Pasteleiro, elucidam bem como uma falta de apoio do meio ambiente, pode prejudicar toda uma situação passível de ser resolvida com pouca dificuldade e tornar o «caso» ainda mais problemático.
Compreende-se assim, a sua insistência em fazer sessões de esclarecimento apresentadas no capítulo da “Conversa com Das Neves” (B/115), para que o público possa saber como proceder, o que é absolutamente pertinente e vantajoso para o bom equilíbrio duma sociedade que se deseja sã. Nisso, consistem a prevenção e a profilaxia.

PREVENÇÃO E PROFILAXIA
Neste capítulo, verificamos tudo aquilo que se pode e deve fazer antecipadamente para evitar que as pessoas se descompensem, a fim de poderem levar uma vida aceitável. Assim, podemos compreender a insistência do Joel “PSICOPATA?! Eu?” (G/83…) que, depois de passar por imensas dificuldades, especialmente na infância, e de ter sido muito mal orientado em psiquiatria, apesar de não conseguir um apoio total e adequado Psicopata-Bpor causa do seu regime laboral, logo que teve melhoras substanciais devido ao seu esforço, decidiu pedir que o seu caso fosse descrito com um capítulo dedicado à psicoterapia e autoterapia, mesmo sem a ajuda deste manual.

PROVAS DE AUTOCONHECIMENTO
Ajudam as pessoas a conhecerem-se melhor e a orientarem as suas acções num sentido económico, rápido e bem direcionado.

RESUMO DO CONTEÚDO DAS OBRAS INDICADAS
Ler apenas todas as obras incluídas na colecção de BIBLIOTERAPIA e no blogue pode ajudar muita gente que não tem tempo de fazer coisa alguma daquilo que se enumera neste livro (P). Pode ajudar a «tomar consciência» da vida e dos problemas de cada um e a fazer paralelismos com os problemas dos outros. Até pode criar algum incentivo para que a pessoa não Respostas-B30desista ou inicie a autoterapia com o reforço vicariante recebido a partir dos diversos protagonistas.

BIBLIOGRAFIA
Ajuda o leitor a conseguir inteirar-se de todas as obras consultadas, indo às fontes com que se produziu o manual. Deste modo, pode até haver uma difusão maior destes conhecimentos, ajudando muita gente que poderia ter dúvidas acerca da eficácia das medidas propostas.

ANOTAÇÕES
Servem para “relembrar” àqueles que são “mais esquecidos” ou “mais desorganizados” todos os passos sequenciais e necessários para se tirar o máximo proveito da situação.Organizar-B

Vendo que o meu interlocutor tinha terminado a sua «dissertação», com a longa «intervenção» que durou mais do que uma hora para descrever e realçar aquilo que se diz muito mais sucinta, resumida e ordenadamente no livro, apenas lhe consegui dizer:
– Estou admirado com a análise que fez do livro – e a resposta dele foi:
Caro doutor. Segundo me parece, o tempo que estamos aqui na conversa é muito maior do que aquele que uma pessoa deve demorar a iniciar a sua autoterapia depois de ler apenas as 50 páginas úteis e essenciais do seu novo livro (P), de acordo com o seu índice. Mas, é bom que cada siga o novo manual, leia muita coisa do que está mencionado e pratique o que é necessário. Muito do que disse, fiz nas minhas horas vagas e enquanto estava na internet, ao «Educar»-Bviajar nos transportes públicos e durante algum tempo antes de dormir nos primeiros três meses e, depois disso, nos 5 minutos seguintes, ao deitar-me todas as noites. Nem queira saber o alívio que sinto ao acordar. Acha que se desistisse de passar essa «passagem de nível» por causa da demora do comboio ou com qualquer outra justificação, teria a vida e a disposição que tenho agora? E «desenrasquei-me» com o que tinha à mão, mesmo sem o livro. E tenho uma vida muito melhor e mais produtiva. Agora, os outros vão ter a vida mais facilitada. Oxalá que aproveitem!

Imensamente satisfeito e agradado com estas informações que são preciosas para quem deseja sempre um feedback honesto do seu trabalho, prontifiquei-me a preparar este post, à minha maneira, com a maior quantidade de citações Depress-nao-Bpossíveis, tentando «agarrar» tudo o que um leigo acabara de dizer acerca de muitos posts só deste blog que, segundo ele, ajudou algumas pessoas mais carenciadas.

Por isso, consulte também a BIBLIOTERAPIA.

E não se esqueça que, se desejar o novo livro, tem de se inscrever no AUTO{psico}TERAPIA (P).

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AUTOTERAPIA 12

Comentário no post DEPRESSÃO 2:
“Li este artigo e gostei.
Estou com uma depressão muito forte e parece que tenho ideias malucas de vez em quando.Depressão-B
Há alguma coisa que eu possa fazer para reduzir isto?
Gostaria de ter uma ajuda mas não sei como.
Eu moro em Queluz e estou em risco de perder o emprego por causa disto.”
 

Caro comentador Anónimo,
Respondendo ao seu comentário, sem ter qualquer ideia acerca da sua idade, estado, constituição familiar, instrução, ambiente familiar e social e outras informações pertinentes, só lhe posso dar algumas «dicas» aceitáveis, generalizáveis a muita gente nas suas condições.

Posso-lhe dizer que tente seguir o exemplo do que fizeram o Antunes (B) e a Cidália (C) lendo os livros já publicados, além de compreender toda a situação com os casos de Isilda (H) e Cristina (L), consultando para isso os livros antigos “DEPRESSÃO? Não Obrigado” e “Como «EDUCAR» Hoje!”.

Embora o seu caso devesse ser seguido, como sempre proponho, na própria empresa, provavelmente, terá de Acredita-Brecorrer a um especialista em consulta privada. Interessa que seja competente e de confiança.
Se está a tomar qualquer medicamento psicotrópico, para ansiedade ou depressão, previno-o contra as drogas que alienam embora sejam legalmente prescritas.
Por isso, aconselho a ler com cuidado e muita atenção todo o post Psicoterapia / Medicação em que um conceituado psiquiatra fala nos prejuízos que se podem ter com uma medicação exagerada (A).

Além disso, também o aconselho a ler, neste blog, pelo menos todos os posts relacionados com:

◊ DEPRESSÃO,Consegui-B
◊ REFORÇO,
◊ PSICOTERAPIA,
◊ AUTOTERAPIA,
◊ RISCO DE SUICÍDIO,
◊ PREVENÇÃO / PROFILAXIA.

Se não tentar fazer um esforço por si próprio logo no início, pode ter de se arrepender mais tarde quando a situação se complicar exigindo uma intervenção mais enérgica, com muitos mais meios do que agora, além de despesas e incómodos provocados pelas incapacidades que irá sofrer.

Prevenir é sempre melhor do que remediar e a profilaxia é muito importante.

Como suplemento e exemplo do que se passou há muitos anos, vou transcrever as páginas 135 a 144 do livro
“COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES” (N) para lhe dar os fundamentos daquilo que estou a Organizar-Bdefender e para o elucidar em relação a dois «casos», um dos quais teve um desfecho trágico por falta de apoio a que tinha direito e do qual usufruiu temporariamente, mas que foi retirado por razões economicistas em 1981.
O outro, apesar de não conseguir apoio que não fosse medicamentoso, teve um final muito bom quando deixou os medicamentos e resolveu o assunto «por conta própria» praticando o aquilo que acabo de lhe recomendar.
Portanto, se não tiver qualquer outra ajuda, tente «desenrascar-se» através da Biblioterapia.
É por essa razão que mantenho os dois blogs e faço os possíveis e os impossíveis para conseguir publicar todos os livros desta colecção, mas necessito de colaboração dos interessados. É por este motivo que proponho a inscrição dos interessados ne AUTO{psico}TERAPIA(P). É para o publicar o mais depressa possível.
Veja a seguir as páginas 135 a 144. do livro COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES, relacionadas com:

“«RELAÇÕES HUMANAS» na EmpresaPsi-Bem-C

O EAP (Employee Assistance Program), traduzido para português significa Programa de Apoio ao Empregado (PAE). Porém, parece ser mais adequado que seja designado como Gabinete de «RH» ou, simplesmente, Relações Humanas.
Porém, qual o objectivo, composição, interesse e modo de seu funcionamento?
O programa de assistência ao empregado, na sua verdadeira essência, como já se disse anteriormente, é um meio de resolver as dificuldades psicológicas e de relacionamento humano numa organização empresarial, influenciando directamente o bem-estar dos empregados e o aumento do rendimento global.

Tal como acontece em qualquer grupo, a começar pelo grupo familiar, é geralmente a mãe ou o chefe do grupo quem avalia uma situação e resolve ou ajuda a resolver as dificuldades, quando não é imprescindível a intervenção de um especialista na matéria (B) (C) (E) (G) (K). A não resolução ou gestão Maluco2de conflitos ou a não redução da tensão nervosa, pode ocasionar falsas percepções e desentendimentos, além de comportamentos e soluções inadequadas.
Porém, existindo desconhecimento e incompreensão considerável da especialidade da psicologia e da função do psicólogo – tantas vezes mistificada (J) –, adultera-se a partir daí o objectivo da sua acção. Da mesma maneira como uma pessoa psiquicamente descompensada é tratada por um psicólogo clínico (B) (C) (E) (G) (H) (L) (M), os operários de uma fábrica podem ter idêntico tratamento, aconselhamento, apoio ou orientação dum especialista em psicologia.
Vejamos, por exemplo, qual a diferença entre o insucesso escolar e o mau rendimento no trabalho!
Enquanto o insucesso pode ser causado pelo fraco desenvolvimento das capacidades cognitivas e psicomotoras (I), o mau Psicologia-Brendimento no trabalho pode ser ocasionado pela falta de ajustamento das capacidades do trabalhador no seu posto ou função ou mau relacionamento na sua interacção. Em qualquer dos casos, torna-se necessária uma reeducação ou uma readaptação do indivíduo em questão, se não for também essencial ajustar a empresa aos seus colaboradores. Porém, se o insucesso escolar ou o mau rendimento for devido a factores emocionais, a acção reeducativa exercida pela mãe ou pelo supervisor não estará a ser adequada podendo, em alguns casos, serem eles próprios a fonte das perturbações. Por isso, torna-se necessário que exista uma entidade neutra e especializada na resolução destes problemas (F) (I).
Portanto, o objectivo do psicólogo será tentar ajudar as pes-soas a manter o seu equilíbrio mental e a melhorar as suas capacidades básicas devendo, em muitos casos, tentar-se a profilaxia, a fim de que deixem de ocorrer fenómenos de Interacção-B30inadaptação. Temos assim a prevenção do insucesso ou do mau rendimento.
Enquanto para a resolução dos casos de inadaptação, a ida ao psicólogo pode ser adequada, no caso da
prevenção, é imprescindível que o psicólogo se desloque ao grupo familiar ou empresarial para o estudar, analisar, diagnosticar os pontos fracos e preconizar medidas correctivas e profilácticas.
A composição de um desses serviços de apoio, tanto pode constar da contratação dos serviços de um psicólogo em tempo parcial, como a sua utilização em tempo integral, assim como se pode recorrer ao serviço de um grupo onde, além do psicólogo, também se incluam sociólogos, assistentes sociais, técnicos de psicologia, etc. Tudo depende da dimensão ambiental e situacional e dos objectivos a atingir: resolução pontual ou prevenção imediata ou a longo prazo, etc. Em cada caso, a composição irá variar de acordo com as necessidades do momento.
As vantagens da utilização do PAE (RH) são óbvias. Se uma empresa pode ter como lucro 1 milhão de euros, não desejará apenas meio milhão só porque alguns empregados trabalham a 50 por cento das suas capacidades, quer por se encontrarem perturbados devido a problemas de personalidade, quer por terem Psicopata-Bdificuldades no relacionamento familiar, social ou profissional.
Se dessa perda de 50 por cento no rendimento, 30 forem despendidos na resolução da situação, os 20 por cento remanescentes serão uma vantagem considerável para uma empresa que quiser prosperar. Temos ainda a agravante de que em casos de descompensação, o comportamento dessas pessoas perturbadas vai afectar não só o rendimento no trabalho mas ainda o comportamento dos colegas e familiares que, por sua vez, irão influenciar e baixar o rendimento de diversas outras instituições.
O American Psychologist, o Psychology Today e o Monitor descrevem diversos «casos» de descompensação resolvidos de forma económica através do EAP (PAE ou, simplesmente, RH).

Em 1985, os pacientes das empresas obrigavam a despesas de cerca de 28.000 dólares num ano, para uma Imagina-Btentativa infrutífera de descobrir a causa orgânica de um problema emocional (ver CONHECER A PESSOA, nº 3/4, de 1987), apesar de nos estudos realizados nos 30 anos anteriores, os investigadores terem descoberto que as despesas médicas se poderiam reduzir até 80 por cento, eliminando consultas dispendiosas, frequentemente, com diversos médicos ao mesmo tempo (L) (M).

Num estudo efectuado por Caroline Hellman e colegas com 80 pacientes da Harvard Community Health Plan (HCHP), verificou-se que os mesmos apresentavam dois tipos de problemas:
▫ sintomas físicos sem causa orgânica detectável;mario-70
▫ em 50 a 75 por cento dos doentes atendidos pelos médicos de clínica geral ou medicina interna, doenças físicas com causa orgânica desencadeada por factores psicológicos.

As pessoas queixavam-se geralmente de hipertensão, respiração difícil, má digestão, diarreia, cefaleia, tonturas, insónias, problemas alimentares, obesidade, ansiedade, tensão e nervosismo. Verificou-se, no decurso de 6 meses, que pacientes deste tipo tinham solicitado duas vezes mais consultas do que a média dos restantes do HCHP. No âmbito terapêutico, descobriu-se que ao fim de 6 semanas, com uma sessão terapêutica por semana, as visitas ao médico tinham diminuido, em média, 47 por cento enquanto nos pacientes não submetidos ao tratamento psicoterapêutico, as visitas tinham aumentado 26 por cento.

Incidindo o estudo na vertente financeira, verificou-se que ao fim de 6 meses de terapia, cada paciente fizera Saude-Beconomizar entre 171 a 252 dólares, em comparação com as despesas efectuadas pelos restantes doentes do HCHP que não tinham tido apoio psicoterapêutico, mas seguimento médico «normal». Isto dá-nos uma indicação clara dos custos da saúde mental e da sua maior eficácia em relação aos restantes tratamentos, mesmo que não se tome em conta a melhoria na produtividade resultante do bem-estar físico e psicológico do indivíduo em questão.

Sabemos também que os acidentes de trabalho são ocasionados, em 25 a 30 por cento dos casos, por excesso de ingestão de bebidas alcoólicas. Nos últimos anos, começámos a enfrentar também o flagelo da droga, com um número assustadoramente semelhante se não ainda mais elevado, englobando trabalhadores mais jovens. Quem contabiliza os prejuízos com o Joana-Babsentismo ocasionado por estas descompensações a que as pessoas ficam sujeitas devido à sua maneira de ser ou por causa das condições do meio ambiente – familiar, social e profissional − que as envolve?

Um estudo correcto destas situações, iniciado nos E.U.A. há mais de 50 anos, deu como valores objectivos, perdas mínimas de rendimento global de 20 a 30 por cento que se podem reduzir para menos de metade com programas adequados. Na Europa, os índices não são menores. Se com a unificação do mercado europeu não se tomarem medidas adequadas, a concorrência sem precedentes que se irá instalando cada vez mais, será difícil de vencer. Teremos o «salve-se quem puder» e o sossobrar dos «incautos» na luta pela sobrevivência. Os trabalhadores têm de estar preparados para a competição que se vai tornando cada vez mais feroz.

Em 2012, não é, seguramente, com o aumento «gratuito» do número de horas de trabalho, a supressão de neuropsicologia-Bferiados e de «divertimentos» que se irá melhorando o rendimento e a produtividade de que tanto necessitamos em Portugal. O que querem os trabalhadores para «render» mais? Já vimos isso anteriormente.

A solução é bastante simples. Se a empresa utilizar a consultoria de um especialista independente, que não fique dependente da empresa ou sujeito à sua jurisdição, é possível fazer encaminhar para ele um fluxo livre, imediato, voluntário, espontâneo e interessado de «todos» os funcionários da organização.

Esse «todos» engloba desde o funcionário mais humilde ao mais qualificado, incluindo os próprios administradores. O especialista, por sua vez, tendo o privilégio de manter total confidencialidade, pode fazer uma avaliação objectiva e actualizada da situação, ajudando cada um a resolver o seu problema. Deve propor também à Administração certas alterações que possam resolver conflitos ou melhorar o rendimento dentro dos condicionalismos do momento.

É importante que não exista apenas confidencialidade, mas também que não se tome qualquer medida Difíceis-Badministrativa de maneira repressiva, devendo a Administração coibir-se de pressionar o consultor para que revele quaisquer dados que, pela ética profissional, devem ser mantidos em total segredo. A Administração da empresa também não deve forçar ou sequer sugestionar o especialista da RH a compelir os empregados a ter determinados comportamentos ou actuações utilizando os dados ou «conhecimentos» obtidos nas suas «consultas» ou entrevistas. Existindo essa liberdade, isenção e con-fiança, quer os empregadores quer os empregados poderão resolver favoravelmente os seus problemas pessoais, assim como os de relacionamento com os subordinados, colegas, superiores ou familiares. Os dados recolhidos pelo consultor (a tempo inteiro ou parcial), ou gabinete de consultoria, podem também ser utilizados como forma de evitar situações de futuras descompensações.

A resolução de situações pontuais pode não se restringir ao próprio consultor ou gabinete de consultoria mas DIA-A-DIA Bpode por ele ser canalizada para os técnicos existentes nos diversos departamentos da empresa, tais como consultório médico, gabinete de recursos humanos, departamento de pessoal, programas de reciclagem, etc. O essencial é que a consultoria exista e funcione, quer com um especialista, quer com um gabinete, a tempo inteiro ou parcial.

É imprescindível que funcione, de facto, como consultoria «para todos», com inteira liberdade de acção, total confiança de «todo o pessoal» e a mais sigilosa confidencialidade. Também se torna imprescindível que não sirva como um meio de coacção ou distorção ideológica, religiosa, política ou sindical.«Educar»-B

Não podemos esquecer também que é condição indispensável que esse gabinete não tenha nem capacidade para punir nem obrigação de se subordinar a qualquer gestor, sendo apenas consultoria, isto é, livre de ser seguida ou rejeitada por quem assim o entender.

Segundo o nosso ponto de vista, o P.A.E. pode constituir, uma consultoria em Relações Humanas (RH) a funcionar em constante ligação com a gestão da empresa e com total abertura para todos e quaisquer funcionários dessa Organização ou Empresa.

Uma boa resolução dos problemas humanos da empresa pode favorecer a rendibilidade, servindo ainda de incentivo para a criatividade e colaboração dos funcionários em relação à «sua» empresa ou organização (J) (P).

A descrição de dois «casos» pode ajudar a compreender os benefícios da utilização correcta e sistemática da ciência do comportamento na gestão dos recursos humanos (F) (K).

CASO A:
Uma senhora de cerca de 40 anos de idade, casada, com dois filhos suicidou-se num momento de extremadepr2 depressão.
Nove anos antes, pouco depois de casar e de ter dois filhos, iniciara um surto de depressão, atribuindo-o a divergências conjugais por causa do mau relacionamento do marido com os seus pais e por dificuldades no serviço de contabilidade de que estava encarregada. Uma medicação apropriada, 15 dias de baixa e algum esforço de adaptação, chegaram para que a crise fosse debelada. Passado um ano, teve nova crise que, resolvida de forma idêntica à primeira, se repetiu ao fim de 6 meses. No ano seguinte, houve necessidade de uma «cura de sono» por «esgotamento» que se repetiu mais 3 vezes no ano e meio posterior, nas mudanças de estação. As ausências ao serviço nunca foram inferiores a 2 semanas em cada ocasião, ao longo desses 3 anos.
Porém, ao fim do 3º ano, a Empresa que acabara de contratar uma consultoria para casos exclusivos do foro psicológico, conseguiu que esta empregada os utilizasse voluntariamente.
Durante o 4º ano, a senhora utilizou os serviços da consultoria numa média de 1 vez por semana, reduzindo pqsp2essa média para 1 vez de 15 em 15 dias no ano seguinte e 1 vez por mês no ano subsequente. Todas as consultas foram efectuadas fora das horas do expediente e não houve baixas por doença, tendo o rendimento do trabalho aumentado substancialmente no decurso desses três anos.
Os problemas da senhora eram do tipo educacional, de interacção familiar e de índole conjugal e iam-se resolvendo paulatinamente com uma reestruturação cognitiva e da personalidade e uma aprendizagem específica, através de apoio psicológico adequado que utilizava as técnicas analíticas, cognitivas, de modificação do comportamento e da terapia do equilíbrio afectivo (J) (P).
Quando tudo parecia correr bem, devido a restrições financeiras e economicistas impostas pelo ministro das finanças de um novo governo (1981), a empresa resolveu suspender os serviços da consultoria e a
empregada teve de recorrer aos fármacos anteriormente utilizados. Durante o sétimo ano, a senhora sofreu Abade Fariadois surtos depressivos que aumentaram progressivamente no oitavo e no nono anos, tornando-se piores do que os dos primeiros três anos. As faltas ao serviço, mais prolongadas do que as precedentes, passaram a ser de cerca de 2 meses e, da última vez que teve baixa por «esgotamento» mais grave do que os anteriores, ao fim de 3 meses, pôs termo à vida duma forma trágica, com uma pistola, no momento em que a vigilância da família afrouxou.
Nos seus últimos tempos, a senhora não só não dava rendimento no trabalho como não cuidava dos afazeres da casa, obri­gando os familiares a cuidarem de si e a vigiarem-na sempre.
Terão, por acaso, sido contabilizados os prejuízos morais e psicológicos para a família enlutada e para o desenvolvimento da personalidade das duas crianças órfãs, as repercussões havidas na harmonia e interacção familiar, os prejuízos ocasionados
Digitalizar0011pelo absentismo, a falta de rendimento causada pelo estado psicológico da funcionária, as indemnizações ou compensações a pagar à família? Qualquer que seja a entidade a suportar este ônus, são gastos inúteis, evitáveis, avultados e prejudiciais para o bem comum.
Com todo este desenvolvimento de acção uma pergunta fica no ar: “Não seria mais vantajoso que a empregada continuasse a ter o apoio psicológico que obteve do 4º ao 6º anos, impossível nos anos anteriores e eliminado nos posteriores por razões pseudo-economicistas?

CASO B:
Um técnico de um departamento do Estado, após 10 anos num serviço que não lhe oferecia quaisquer perspectivas de futuro começou por se desinteressar do trabalho e quis «mudar de vida». Como era técnico de boa qualidade e competência, o departamento tinha relutância em dispensá-lo e fez tudo para o reter no serviço.
Embora a vocação desse funcionário fosse diferente, a especialidade que exercia no momento era mais bem paga por outras organizações para as quais não podia transitar por imperativo legal e obstrucção departamental.
Esse funcionário começou por entrar num conflito intrapessoal bastante acentuado para conseguir sobreviver nesse serviço com a quantidade de restrições que lhe eram impostas. Na sua especialidade, ganharia muito mais se abandonasse o lugar do Estado e trabalhasse nas empresas particulares para as quais fora convidado. Tal não lhe era permitido. Estando a exercer uma função do Estado, também não lhe era facilitado o acesso à obtenção de outro grau de ensino e especialização de que gostava.
O resultado da tensão permanente em que vivia foi tomando proporções cada vez mais desagradáveis: incompatibilização quase permanente com os colegas e superiores, faltas ao serviço, falhas no rendimento, Respostas-B30perturbações gástricas e intestinais e apatia quase total em relação às funções que exercia.
Durante dois anos tentou, muito em segredo, abrir caminho para a aprendizagem infrutífera de uma nova especialidade enquanto «frequentava» os serviços médicos fazendo análises, electrocardiogramas, electroencefalgramas, etc., numa tentativa para debelar as crises de tensão nervosa e disfunção fisiológica a que estava sujeito. Alguns chefes e colegas diziam que «era tudo fita» e que o funcionário estava de perfeita saúde física. Contudo, os médicos comprovavam a disfunção fisiológica, especialmente e gástrica.

Nos dois anos subsequentes, enquanto aligeirado dos serviços de responsabilidade, foi acompanhado em psiquiatria para tratamento de doença psicossomática e conseguiu, a muito custo, ter êxito em algumas disciplinas de um curso superior que, por causa das proibições da empresa estatal, começara a frequentar quatro anos antes numa Universidade privada.

Ao fim desses 4 anos de «tratamento» inútil, sem qualquer outro tipo de apoio psicológico, esse funcionário foi considerado como não recuperável e despedido apenas com as indemnizações equivalentes aos anos de serviço prestados.

Nos dois anos seguintes, sem qualquer medicação específica e com um ligeiro apoio psicoterapêutico (J) (P), stress2concluíu a nova especialização que desejara, porque não conseguira outra por impedimento legal. Está a exercer actualmente essa especialidade, de boa saúde e com óptima disposição, aguentando uma carga horária muito superior à do serviço no departamento estatal.

Entretanto, a instituição onde anteriormente prestava serviço teve necessidade de contratar especialistas com essa nova especialização por não possuir nenhum.

Se a empresa estatal fosse bem gerida, o encaminhamento desse funcionário, afastado por «doença» com as indemnizações correspondentes, poderia ter sido efectuado logo de início para a nova especialidade, evitando a contratação de um novo técnico. Além disso, quem contabiliza as despesas com as indemnizações? E tudo aquilo que o Estado perdeu com a falta de rendimento nos quatro anos anteriores à saída do empregado? E os problemas familiares que poderiam ter ocorrido se a família desse funcionário não estivesse preparada para enfrentar uma crise desse tipo?

Se quisermos equacionar os benefícios obtidos com a utilização de um consultor de Relações Humanas, em Psicoterapia-Bcontraposição com os prejuízos sofridos pelas falhas, ausências, desgastes psicológicos, familiares e sociais, etc., o saldo a favor da consultoria é sobejamente superior à economia com a sua inexistência.

Além do mais, pode também a família beneficiar com uma acção de profilaxia que tornará o comportamento do empregado cada vez mais adequado e benéfico, não só para a empresa mas ainda para o meio em que se insere (B).

Por todos estes factos, verifica-se que as Relações Humanas são extremamente importantes para o bem-estar e bom desenvolvimento de uma Organização.

* Este capítulo foi da responsabilidade exclusiva de Graça de Noronha Martins, Mário de Noronha e Zélia de Noronha.

Para facilitar ainda mais a compreensão de todo este arrazoado de ideias e atendendo também aos comentários, sugestões, críticas e pedidos de esclarecimento feitos ao longo do tempo, espero que vá existir em 2017 um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que elucide e oriente os interessados de uma maneira muito precisa, de acordo com os seus interesses e situação específica,  completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades.

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