PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Outubro, 2014”

VELHAS RECORDAÇÕES

Depois de uma velha amiga me ter telefonado, falando em muitas coisas profissionais do passado, outras Imagina-Brecordações ocasionadas na IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) encaminharam-me no sentido de fazer este novo post que é dedicado a todos os amigos.

Apesar de esta directota me parecer muito cordata e sincera, ela era considerada por alguns bastante rígida e distante, o que poderia ser um dos seus instrumentos ou artifícios para se manter equidistante e imparcial num serviço que estava a dirigir.

Lembrei-me das minhas aulas de Psicologia Geral, dadas em linguagem simples e de forma prática − PSICOLOGIA PARA TODOS (F) −, aos antigos auxiliares de enfermagem no Hospital de Vila Franca de Xira, com alguns dos resultados apresentadas em Resposta 17 (23 Out 11)Psicologia-B

Também me lembrei do meu querido Professor Schneeberger de Athaíde e das suas aulas de Psicoptatologia que eu também tive de dar no ISMAT, nos últimos anos, com a SAÚDE MENTAL sem psicopatologia (A), em que frisei a necessidade da prevenção, profilaxia e cuidado a ter com os efeitos secundários ocasionados pelos medicamentos psiquiátricos, em excesso, tal como preconiza o Professor de Psiquiatria Peter Breggin nas suas palestras − Psicoterapia / Medicação (6 abr 14).

Isto fez-me recordar os meus mais de 10 velhos amigos e comensais médicos, já falecidos, que se desdobravam em consultas para resolver os problemas, sem se preocuparem muito com a sua prevenção e com a sua repercussão na saúde e estabilidade psicológica que, agora, passa a ser uma obrigação ou um encargo para os psicólogos.Saude-B

Tudo isto tinha levado a enfronhar-me ainda mais na prevenção e no muito que cada um pode fazer por si próprio, em psicologia e psicoterapia, se houver leitura de literatura adequada e sua compreensão, com a manutenção de alguns procedimentos, simples de executar − Biblioterapia – 6 (13 out 14) −, que não demoram mais do que 15 minutos, todas as noites, antes de dormir, ao fim do 1º mês de prática, podendo ser complementados com a autohipnose.

É pena que muitas pessoas ainda não tenham a noção de que, em psicologia, a melhor forma de se manterInteracção-B30 o equilíbrio, apesar de todas as dificuldades vulgarmente sentidas, é a prevenção, porque a «cura» depois do mal-estar instalado, pode ser muito difícil, devido a vários factores relacionados com a própria pessoa e com o meio ambiente que nos rodeia − INTERACÇÃO SOCIAL (K) −, descobrindo «culpas» em muitos dos males que nos acontecem e arranjando desculpas ou justificações para sensibilizar o visado.

Para manter os procedimentos mencionados, uns julgam-se incapazes de seguir determinadas normas preconizadas pelos vários livros de autoajuda, enquanto outros têm ideias preconcebidas e erróneas acerca de determinados instrumentos terapêuticos, tais como a hipnose − Acredita-BPsicoterapia Votada ao Fracasso (20 Jan 11) − que, geralmente, é conhecida com o aspecto de entretenimento público e espectacular − O Abade Faria (30 Mai 13). Quase ninguém sabe com segurança e de forma esclarecida, o bem que isso pode acarretar na psicoterapia, especialmente com a metodologia seguida por Milton Erickson − PSICOTERAPIAS BEM-SUCEDIDAS – 3 «casos» (L).

Lembrei-me também de mim, em 1973, e do AntunesACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE! (B) −, que tínhamos resolvido a situação de depressão grave, quase autonomamente, mas com muita leitura e práticas consequentes, que agora estão resumida e sequencialmente apresentadas em AUTO{psico}TERAPIAMaluco2 (P)

Até o Júlio, do Eu Não Sou MALUCO! (E), experimentou isso à mesa dum velho café, em vários dias, durante oito semanas, para «resolver» definitivamente, os «seus desgostos» de ter sido abandonado pelos pais, dos 10 aos 16 anos, em Lisboa, bem alojado em casa de primos muito amigos, para poder estudar aquilo que não conseguiria na sua terra, uma aldeia longe da cidade de Coimbra. Recordada, compreendida e eliminada essa «causa» provocadora dum trauma negativo, o seu «efeito» psicossomático desapareceu por completo. E, tudo isso, foi depois de ter sido submetido a EEG e a dois tratamentos medicamentosos infrutíferos, para debelar as suas crises de ansiedade e depressão de que tinha sofrido no decurso de dois anos.Joana-B

Depois de todas estas lembranças, o que mais me custou, foi recordar que, muitas pessoas, devido à sua inércia ou educação mal orientada e preconceituosa − JOANA a traquina ou simplesmente criança? (D) −, encontram dificuldades para superar os seus desequilíbrios, deixando-se sucumbir perante o infortúnio. Foi o que não aconteceu, por acaso, com a CidáliaEu Também CONSEGUI! (C) – que, com o «empurrão» que recebeu do seu «tio» Antunes, reagiu a tempo.

Essa falha na educação, que aconteceu também no caso da Cristina (L), pode ocasionar as primeiras dificuldades e não ajudar na recuperação, além de dar pouco «rendimento» na psicoterapia, Consegui-Bdevido a uma estruturação da personalidade pouco adequada, como aconteceu com o CalimeroRelaxamento 5 (15 Ago 13) −, cuja recuperação nunca foi tão boa como poderia ter sido se a sua personalidade fosse ligeiramente mais amadurecida e autónoma, em grande parte, devido a apoios mal dados na infância e adolescência.

Todas estas recordações incentivaram-me a não desistir da ideia de prevenção e profilaxia, que cada um pode fazer comodamente em casa ou durante as viagens, lendo vários livros aqui indicados e praticando alguns procedimentos simples como fica apresentado em Autoterapia (P) e explicado agora, na generalidade, em BIBLIOTERAPIA (Q), que foi especificamente planeado par esclarecer muitos dos que ainda ignoram este método de profilaxia, prevenção, resolução ouPsi-Bem-C melhoria de desempenho. Foi este blog, com os comentários consequentes e a minha imaginação orientada, que despoletaram esta necessidade demonstrada por muitos.

Enquanto em linguagem vulgar, se a elaboração deste post fosse um comportamento bom, diríamos que o telefonema foi o seu estímulo. Contudo, diríamos que a sua elaboração tinha sido por «culpa» do telefonema se fosse considerado um comportamento mau. Porém, em Psicologia, sem qualquer conotação moral, só podemos dizer que o telefonema foi a causa deste post. Deste modo, podemos viver tranquilamente, examinando as causas, com racionalidade, objectividade e humildade, compreendendo-as e aprendendo a controla-las com os instrumentos disponíveis, para provocar os efeitos que nos interessam. A psicoterapia, para a modificação do comportamento , com plena consciência do que se está a passar connosco e à nossa volta, pode consistir apenas nisto. Se nãomario-70 fôr o próprio a compreender isto, sem o auxílio dos medicamentos que reduzem as suas capacidades cognitivas e alteram
as neurofisiológicas, aprendendo a ter comportamentos diferentes, quem mais pode entrar na «cabeça» dessa pessoa para recordar e descobrir as causas?

Neste sentido, só tenho de agradecer o telefonema que me proporcionou a elaboração deste post, trazendo ao nível do consciente muitas memórias boas. É o reforço secundário positivo que é necessário em muitas situações da vida.

Consultou os links mencionados neste post?Maluco2

Em divulgação…

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post  individual.arvore-2

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

 

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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BIBLIOTERAPIA – 6

1º comentário (dum anónimo)  no BIBLIOTERAPIA – 5
Li por alto este artigo que tem tantas citações que uma pessoa se perde.Humanismo-B
Vou ter de ler mais duas vezes, uma, indo logo às citações e, a seguir, lendo-o de uma só vez.
Necessito de tempo a paciência.
Até à próxima.

2º comentário (do mesmo anónimo)
Este artigo é muito denso. Estou a lê-lo com cuidado, mas ainda não consegui ir a todos os links.
Vi-o mencionado no facebook e, como fala em relação à Câmara Municipal de Sintra, despertou-me a atenção porque nos devemos ter conhecido quando da apresentação do seu trabalho de Apoio Psicoterapêutico nas I BiblioJornadas sobre a Problemática da Saúde no Concelho de Sintra, em Março de 1985.
Julgo que a sua mulher também apresentou um trabalho sobre Apoio Psicopedagógico.
Como devo acabar de ler este artigo até ao fim desta semana e tenho de ir a Sintra no domingo, gostaria de falar com o responsável pelo Centro.
Vou estar na manhã, às 10 horas, para um encontro que deve durar mais ou menos 15 minutos, no átrio do antigo Cinema Chaby, em Mem Martins.
Se puder lá estar, mais ou menos a essa hora, agradeço imenso.
Podemos voltar a conversar um pouco sobre tudo isso.
Julgo que o conheço e não deve ser difícil reconhecer facilmente.
Até domingo?mario-70

Depois de receber estes dois comentários, do mesmo Anónimo, relacionados com a BIBLIOTERAPIA – 5, respondi aos mesmos, dizendo que iria tentar estar lá à hora indicada.
Na manhã do domingo, cerca das 10 horas, desci as escadas do átrium e vi dois senhores a conversar enquanto tomavam o pequeno-almoço.
Parecia-me que já tinha visto uma das fisionomias há bastante tempo mas, para não interromper a conversa, fui buscar um café para mim e sentei-me a uma das duas mesas que estavam sem ninguém.

Passados cerca de 12 minutos, os dois conversantes despediram-se e, um deles foi-se embora enquanto o outro, que eu julgava já ter visto antes, aproximou-se de mim e perguntou se não me lembrava dele.
De facto, tinha uma vaga ideia e ele esclareceu que me tinha perguntado, onde se situava a cooperativa do Centro de Psicologia Clínica, logo depois da minha «comunicação» nas «I Jornadas sobre a Problemática da Saúde no Concelho de Sintra». Nessa ocasião, estava situada num rés-do-chão, nas traseiras do Centro de Saúde de Mem Martins.

− Não se lembra que desde essa ocasião, muitos dos nossos doentes, vos foram enviados para fazerem o Acredita-B«exame psicológico completo»? Até o nosso chefe, que não acreditava nos psicólogos, começou a enviar para lá todos os seus doentes, com confiança.
Comecei por me lembrar desse facto e de que um Médico jovem, de clínica geral, me tinha perguntado onde se situava o Centro, porque nunca tinha ouvido os psicólogos falarem como eu, nem imaginava que se podiam fazer exames com apresentação de resultados palpáveis e mensuráveis para uma psicoterapia posterior, ou intervenção psicopedagógica, se necessária.
A falta de credibilidade de que «sofriam» os psicólogos, naquela época, era grande. Tentei explicar-lhe que nós fazíamos os exames com todas as provas, que nos custavam duas vezes mais do que o montante que os Serviços Medico-Sociais estavam a Falhas2pagar (L/101-102) e, por isso, tínhamos tido necessidade de acabar com esse contrato de prestação de serviços em 1993, dissolvendo a cooperativa, com um prejuízo financeiro considerável, suportado exclusivamente por mim.

− Eu estive em Mem Martins dois anos e, depois do falecimento do seu conterrâneo, que era meu colega, consegui mudar para Oeiras, onde moro. E vocês?
− Dissolvida a cooperativa, constituí uma sociedade limitada com a minha mulher e filha, sem esse contrato ruinoso, e continuámos com a clínica privada, no Algueirão.

Mas agora, com a leitura do seu blogue, parece que está a fazer muito mais do que naquela época,
Imagina-Bporque vejo a citação de muitos «casos» apresentados em livros já publicados e por publicar. Embora naquela época, tenha compreendido que a sua ideia de psicoterapia era a de apoiar mais ou menos directa e pessoalmente o paciente, parece-me que agora está a querer enveredar por um caminho mais dedicado aos livros. Parece que imagina que as pessoas podem ler, para ser ajudadas nas suas dificuldades sem muita apoio do psicólogo. Além disso, parece que está a querer dizer que uma «educação» bem dada, pode ajudar a evitar inúmeras descompensações psicológicas com as quais lidei durante muitos anos quando ainda estava no activo e que, neste momento, só apoio em consulta privada, que é muito rara. Mas parece que as pessoas necessitam de cada vez mais ajuda.

− A situação financeira actual não deixa dúvidas de que muita gente se deve sentir «em baixo» repercutindo esse estado em todos os familiares. Alguma coisa tem de ser feita e o medicamento pode ajudar, um pouco, no momento, mas deixa a pessoa na sua dependência, quase pela vida fora. Para mim, a educação é fundamental porque depende tanto de quem a recebe como de quem a dá. Porém, quem a dá, como geralmente é mais velho, tem de estar ciente de muitas coisas relacionadas com o funcionamento de comportamento humano. Caso essa educação funcione mal, pode haver uma descompensação psicológica,
Joana-Bnecessitando de ajuda ou psicoterapia. E onde vai o cidadão comum descobrir a psicoterapia?

Estou a ver por alto, nesse blogue, muitos artigos seus acerca deste assunto, mas ainda não tive oportunidade de os ler com cuidado. Além disso, parece que não se conforma com os diagnósticos.
− Nos posts citados, deve descobrir que, nos casos apresentados, com os diagnósticos, pouco ou nada se teria feito. Para  mim, o importante são os sintomas que tenho de «atacar», porque não existe uma terapia específica para cada diagnóstico. O diagnóstico pode servir para o médico enviar o paciente para o psicólogo e para os técnicos comunicarem economicamente entre si, mas não serve para se aplicar a todos os pacientes uma formulação única para o «tratamento» necessário.
“Muitas vezes, torna-se necessário alterar a formulação inicial, à medida que o caso vai progredindo e apresentando novas tonalidades. Muitas das coisas que se passam no meio ambiente, são uma fonte de alteração dos nossos comportamentos que estão a ser modificados a cada instante (M). Por isso, se o próprio souber alguma coisa do que se passa no funcionamento do comportamento humano, pode ajudar a Psicologia-Breduzir o tempo duma psicoterapia, melhorando os resultados obtidos a ponto de se poder fazer uma prevenção ou profilaxia.
“Sem esse conhecimento, qualquer ideia de ajudar a pessoa, terá de se basear exclusivamente na ajuda pontual dada por um especialista. Existem especialistas suficientes disponíveis para isso? A pessoa terá disponibilidade financeira e de tempo para as deslocações necessárias? Qual o seu impacto na produtividade? Qual o «rendimento» que essa pessoa pode dar no estado em que se encontra? Qual o impacto do comportamento dessa pessoa no meio ambiente que o rodeia? Qual a «resposta» desse meio ambiente que irá influenciar essa pessoa? Qual o efeito dos medicamentos no rendimento, produtividade e segurança?
“Temos de pensar em tudo isto e agir de acordo com as circunstâncias e os meios de que dispomos. Quais os meios que temos agora para uma boa psicoterapia, se até para outras «doenças» do foro fisiológico, a «resposta» é deficiente? E qual o impacto da doença psicológica no foro fisiológico?

− Sabe que pensei muito neste aspecto e lembrei-me de si várias vezes? Da nossa parte, pouco ou nada podemos fazer a não ser medicar a pessoa para aguentar o sistema.
− Pensando em tudo isto e com os 35 anos de experiência que acumulo, sempre que possível, fui Interacção-B30experimentando fazer uma psicoterapia dando ao paciente conhecimento de outros casos para o motivar a colaborar. Assim, poupam-se consultas.
“Já em 1978, depois de 2 casos, o do Joel (G) e o da Isilda (H), apoiados num hospital, com diagnósticos já descritos que não me serviram de muito, tinha tido êxito no apoio que dei ao Júlio (E), em 1980. Com este, ensaiei quase a biblioterapia, já fora do hospital, só com apontamentos policopiados de teorias e funcionamento da psicologia humana (F) (K) e um caso de uma criança com dificuldades de comportamento (D). Tive muito êxito só com isso, conseguindo publicar mais tarde alguns desses apontamentos. Qual a razão de não tentar investir nesse método com os Marketing2pacientes que desejam seguir as suas pisadas?
“Sei que é muito difícil às pessoas, mudarem de hábitos e de conceitos que a sociedade ajudou a formar, enquistando-os numa cultura. Contudo, fiquei surpreendido quando verifiquei que, nos princípios deste século, no país de Gales e no Serviço Nacional de Saúde britânico, a metodologia da biblioterapia estava a tomar forma e consistência, cerca de 20 anos depois de eu ter pensado e ensaiado um método quase semelhante.

− Acha que a leitura de livros pode ajudar nisso, como eles dizem?
− Para mim, só a leitura de livros, em prosa ou poesia, como eles dizem, não pode ajudar muito se a
Saude-B«cabeça» da pessoa não sentir reforço positivo com a sua utilização. O livro em si, a música, a dança, a ginástica, a dieta, ou qualquer outra coisa, não serve de muito se não der satisfação ao próprio. As dietas, os exercícios físicos, as boas companhias, as leituras e os divertimentos, podem ajudar a melhorar o funcionamento fisiológico do indivíduo, actuando por sua vez na componente psicológica. Mas é importante que a «cabeça» da pessoa esteja envolvida nisso e que sinta satisfação, isto é, reforço positivo. Se houver alguém que faça com que a cabeça da pessoa sinta satisfação com uma leitura, esse tempo de leitura pode funcionar como reforço do comportamento incompatível, isto é, a pessoa pode não se sentir descompensada enquanto durar essa leitura ou o seu efeito. Fora desse tempo, a descompensação continuará. É por isso que não confio apenas na leitura desses livros de autoajuda, que são uma espécie de formulários onde muitos devem «caber» mas, se não couberem, o problema passa a ser deles. A leitura tem de ser direccionada para poder proporcionar orientação e incentivo ou estímulo, além de reforço positivo e vicariante.

Então, o que é que acha melhor?
− Para mim, quando enveredei pela biblioterapia, no apoio ao Júlio, quis dar ao paciente a capacidade de Consegui-Bcompreender o modo como funciona o comportamento humano isoladamente e em interacção com o meio ambiente e a maneira como o meio ambiente o influencia, havendo influências recíprocas. Não lhe quis «impingir» quaisquer livros de autoajuda, mas sim uma selecção de apontamentos policooiados preparados para livros destinados a compreender os mecanismos do comportamento humano, a sua modificação possível e as técnicas que se podem utilizar para reduzir o desequilíbrio psicológico ou até, evitá-lo. Contudo, tem de existir envolvimento, colaboração e treino do prório, tudo isso compreendido através de leituras adequadas e devidamente orientadas. A acção e a adesão do próprio é muito mais importante do que apenas as leituras.
“Em todo o método que estou a utilizar, englobo essencialmente a logoterapia, com a modificação do comportamento, a gestalt, a terapia centrada no cliente, a inferência analítica, a reestruturação cognitiva e qualquer outra formulação psicoterapêutica que me possa ajudar e incentivar o paciente a enveredar por um novo caminho. Contudo, repare que tem de ser o próprio a compreender toda essa problemática e não ficar «dependente» de algum psicoterapeuta que lhe possa dispensar a sua atenção, com conselhos e consolações durante as «horas de 50 minutos», que vulgarmente se utilizam em grande parte das Maluco2psicoterapias. Se a «cabeça» do próprio não funcionar e sintonizar com isso, todas as terapias redundam em insucesso ou sucesso aparente e temporário.
“Para isso, também quis dar ao próprio a possibilidade de «descobrir» por si o modo como os outros resolveram ou reduziram o seu problema, descrevendo alguns «casos» mais característicos passados comigo e com muitas mais pessoas, autonomamente ou com pouquíssimo apoio do psicólogo, mas muita colaboração e persistência da própria pessoa (B) (C) (E) (G) (H) (L).
“O caso ficcionado da Joana (D), utilizando o modelo de vários anos de consultas, mostra como se podem evitar muitas descompensações desnecessárias, mas inevitáveis numa sociedade que não se compreende a si mesma e vive apenas para a sua «imagem» e através dela. Senão, a «fuga» de pessoas da nossa «civilização» e «cultura» não iria enveredar por uma causa e ideais que, para a maioria, não dizem coisa alguma. Alguns até podem achar que todos esses acontecimentos são espúrios, localizados e sem sentido. Contudo, eles foram «incubados» ou «educados» em determinados ambientes aparentemente Psicopata-Bsaudáveis. Como já disse, a educação é a base da formação da personalidade e dos conceitos que incorporamos na nossa «maneira de ser» e vamos utilizando pela vida fora. Dependem do educador, do educando e da sociedade envolvente, englobada numa determinada «cultura». Por exemplo, para o Júlio (E), estar longe dos pais, com sacrifício e saudades deles, para poder estudar o que na sua terra não conseguiria, constituiu um trauma que o descompensou. O que para muitos era «normal» naquela época, passou a ser «anormal» e «traumatizante» para o Júlio, que só melhorou quando compreendeu isso. Não foram os apontamentos policopiados que o ajudaram? Não foram os exercícios de imaginação orientada e de autohipnose que o livraram do seu «sufoco»?
Por isso, quando estive a leccionar Psicopatologia, preparei um livro (A) em que apresento várias facetas da normalidade, anormalidade e influência dos medicamentos nas psicoterapias, que até um psiquiatra americano muito conceituado e professor universitário, fala nos meios de comunicação dos EUA, como deve ter visto num post Psicoterapia / Medicação (6 abr 14) cujo link estou a mencionar.
“Havendo necessidade de dar algum apoio psicopedagógico ou reeducativo, que falta imenso hoje em dia, oDepressão-B livro sobre Neuropsicologia (I) em que a minha mulher trabalhou bastante e quase exclusivamente, pode ajudar muito, até em casos de descompensação psicológica, tal como aconteceu com a filha do Antunes (B), a quem ele deu apoio só com a ajuda dos livros antecedentes, então publicados pela Plátano.
“Na parte do rendimento e comportamento nas empresas, tive a necessidade de preparar um livro (N) para as aulas de Comportamento Organizacional e que pode ser vantajoso para quem está na gestão duma empresa ou na técnica de vendas.
“Infelizmente, a nossa vida, baseada em falsos conceitos e preconceitos diversos, ajuda a manter uma sociedade que não vive, de facto feliz, mas que se baseia essencialmente em bens materiais para ter uma «felicidade» aparente com muita dependência do meio ambiente. Não goza duma felicidade interior que deixe a pessoa autónoma e de bem consigo própria. Ficamos sempre à espera de saber o que os outros dizem de nós e, por isso, para satisfazer os outros, até podemos enveredar por um caminho que não nos agrada. Também, por isso, e por causa dos diversos preconceitos que reinam na nossa Psi-Bem-Bsociedade, muitas psicoterapias tornam-se difíceis ou impossíveis de serem levadas a bom termo, como apresento nos 4 «casos» descritos em outro livro (M).
“As pessoas necessitam de compreender bem como funciona o comportamento humano e, como disse ao Das Neves (B/109) –  Corrigenda (22Abr12) – algumas intervenções em sessões com bastante gente, podem ser benéficas até para reduzir os custos com a «doença mental», orientando tudo para a sua prevenção e profilaxia.

− Parece-me que utiliza a hipnose como um dos métodos terapêuticos, com sessões muito prolongadas. Como é que faz isso?
− A hipnose é um instrumento que ajuda, em muitos casos, a melhorar os efeitos terapêuticos além de os encurtar. Depende da Educar-Bmaneira como é utilizada e do seu aproveitamento, com tempos de psicoterapia muito prolongados, mas reduzidos na sua totalidade, com resultados muito melhores do que numa psicoterapia vulgar. A falsa ideia da hipnose (E/59…) e, às vezes o preconceito contra a mesma  – Psicoterapia Votada ao Fracasso (20Jan11) e especialmente contra os tempos prolongados, é difícil de se reduzir ou eliminar. Se o Júlio (E) não fosse sujeito à hipnose, aprendendo a fazer a autohipnose, não teria obtido os resultados que conseguiu e dos quais continuará a beneficiar pela vida fora.  Se o «Calimero» (M) não fosse apoiado em sessões prolongadas, logo que foi possível e vantajoso, não teria chegado ao 3º ano da licenciatura, quase no momento da interrupção da sua psicoterapia, por se ter mudado para o Porto, quando antes, durante anos, ficou «parado» no 11º ano e com uma série de «medos», apesar de ter apoio psicológico tradicional. São essas ideias novas que estou a tentar implementar e difundir.Adolescencia-B

− Pelo que li por alto no seu blogue, quase que mostra nos vários artigos, que «receitar» livros não é suficiente nem tão vantajoso como aquilo que está a propor na sua biblioterapia e autoterapia. Porquê? 
− Receitar livros, exige que uma pessoa vá à consulta. Isso será possível com as dificuldades que existem hoje em dia? Essa leitura de livros será com ou sem a ingestão de medicamentos? Quem vai fiscalizar a leitura de livros? Esses livros, que eu não conheço, serão adequados? Qual o efeito provocado por esses livros? Diminuição do problema ou sua resolução? Qual a taxa de sucesso? Da minha parte, sei qual a taxa de sucesso que se obteve e o tempo utilizado em cada caso está devidamente mencionado.
“Conduzir psicoterapias, com pouco apoio, mas que deixem a pessoa dependente do psicoterapeuta, da leitura ou de qualquer Difíceis-Btipo de prática, quando não, de medicamentos, parece-me que não é tão bom como ajudar a pessoa a tornar-se autónoma, independente e capaz de se equilibrar e auto orientar. É o que eu pretendo, além de tentar ajudar os pais a «educarem» os filhos a autoorientarem-se, tornando-se autónomos e autoconfiantes.
“Além de psicoterapia em si, que pode ser autónoma e independente só com leituras, compreensão e treino adequado, ela pode ser conduzida com pouco apoio do psicólogo e pode funcionar como medida de prevenção. É o que estou a tentar apresentar nos dois últimos livros, um dedicado à Autoterapia (P) que indica os passos a serem dados por quem tenha dificuldades e o outro destinado a que as pessoas queiram compreender as vantagens duma Biblioterapia (Q) ou psicoterapia só com o apoio dos livros, devidamente preparados, apresentando «casos» e modos de proceder de cada um, com os resultados obtidos e que podem ser conseguidos satisfatoriamente. Inicialmente, nem necessita de consulta e o preço dos livros é irrisório, tal como o tempo necessário para os ler, podendo até as longas viagens diárias ser utilizadas para isso.neuropsicologia-B

− Naquela época, em 1985, as Jornadas de Saúde foram muito vantajosos para nós e para conhecermos muitos dos outros profissionais não-médicos do concelho. É pena que agora não façam nenhuma acção desse género para pôr toda a gente em contacto e dinamizar novas ideias.
− Da minha parte, já sabem com o que podem contar, com a descrição das actividades desenvolvidas e com as respostas dadas a muitos comentários que se podem ver no blog.
“Posso garantir que a Biblioterapia bem conduzida, com compreensão e colaboração do paciente, sem medicamentos, pode reduzir os custos das psicoterapias em mais de 60%, provavelmente, com muito melhores resultados e autonomia do paciente. O importante, para isso, seria também eu poder publicar todos os livros devidamente Apoio-Breorganizados e actualizados, o que não pretendo fazer, por enquanto, através de alguma editora. Quero ser eu a actualizá-los a cada momento, utilizando para isso tiragens muito reduzidas. Julgo que isso só será possível se houver um grupo de pessoas que queira implementar este projecto que tenho em mente e que estou a apresentar para que os possíveis interessados o possam conhecer.

−Quase que me pareceu estar a dizer que, sem a intervenção de qualquer médico ou psicólogo, é possível
o interessado conseguir fazer umas leituras indicadas e seguir as indicações dadas no último artigo sobre Biblioterapia e conseguir implementar a prevenção ou profilaxia ou enveredar por uma psicoterapia orientada pelo próprio. Os custos e as incomodidades ficam extremamente reduzidas, devendo isso ser mencionado no seu molhar2futuro livro sobre BIBLIOTERAPIA
(Q). Fiquei satisfeito.
− Repare que a leitura de livros pode ser feita adquirindo-os ou solicitando o seu empréstimo. O seu preço é irrisório em comparação com uma consulta. Também, muita gente pode utilizar o mesmo livro, ao passo que a consulta é unipessoal. A leitura dos livros, tal como os diversos posts do blog, não tem efeitos secundários prejudiciais como os medicamentos e ajuda a compreender muita coisa de que uma cabeça preocupada necessita para o seu bom raciocínio e equilíbrio. Uma pessoa que se disponha a ler, mesmo que não consiga obter qualquer apoio psicológico, que não é desprezível, pode por si só, antecipar-se e fazer qualquer coisa em seu favor ou em favor dos seus. Também pode difundir a ideia da biblioterapia e ajudar a compreender muita coisa, a começar pelo próprio.
“Se não houver quem receite esses livros dos quais falam os ingleses (quais?) o que farão os que nem conseguem uma consulta apenas do médico de família? Vão deixar-se «ir abaixo»? A minha intervenção no facebook teve essa intenção, porque o blog é menos lido ou consultado, a não ser por alguém que necessite de apoio e tenha obtido conhecimento do mesmo através de amigos e conhecidos.

− Comigo, aconteceu isso. Uma pessoa minha conhecida, disse-me um dia que havia uma página do Centro de Psicologia Clínica no facebook, a falar sobre psicologia e psicoterapia de que eu gostava. Também me mostrou que, agora, falava em BIBLIOTERAPIA. Quando me mostrou essa página e fomos Respostas-B30ter ao seu blogue, através do artigo sobre BIBLIOTERAPIA – 5, fiquei interessado em consultar mais artigos, depois de ler com cuidado aquilo que estava a consultar e que era muito denso.
− Obrigado pela informação e pelo interesse no blog. Eu vou fazendo o que posso e dando as informações possíveis para aliviar as consultas. Agora, as consultas são poucas e até o consultório se situa mais perto do Centro de Saúde de Mem Martins. É telefonar para 219 211 182.
“Vou ver se transformo esta conversa, mais ou menos, num novo post onde vou tentar mencionar alguns dados sobre algumas psicoterapias. O Antunes (B) fez autoterapia. A Cidália (C), foi ligeiramente apoiada. O Júlio (E) foi apoiado num café durante 8 semanas. A Cristina, por não se considerar maluca devida aos inúmeros preconceitos reinantes entre nós, foi disfarçadamente apoiada em casa. A Germana foi apoiada em consultório e o Januário, totalmente descrente e já experimentado, fez uma psicoterapia relâmpago (L). O Joel (G) ficou extremamente agastado por não lhe ter sido proporcionada uma família e uma educação adequada. A Isilda (H), sofrendo dum «mal» que afecta mais de metade da população tentou suicidar-se e a «nova paciente» servindo-se do exemplo da Isilda, fez quase uma autoterapia. Muito há a fazer na nossa sociedade que não goza do equilíbrio psicoterapia2psicológico a que tem direito.

− Parece-me que o nosso sistema de saúde está a ficar cada vez mais degradado, quando antes, tinha começado a funcionar um pouco melhor. Eu notei isso quando ainda estava no activo. 
− Dou-lhe toda a razão. No sistema de convenções, torna-se quase impossível fazer uma psicoterapia séria. Dá para uma espécie de «remendo» temporário. Não sei se reparou que o sistema de saúde começou a ficar degradado desde o tempo em que nos encontrámos nessas Jornadas e foi piorando cada vez mais. Quais foram os governos e as políticas seguidas? Seguramente, não foram a favor da população. Além disso, implementar ideias novas, mesmo que sejam sérias e mais económicas, é difícil, especialmente no contexto cultural em que vivemos, que stress2aceita como boas todas as ideias difundidas «glamorosamente» pela comunicação social, que é orientada por vários «interesses», favorecendo a «fama» de alguns, o «proveito» de outros e a «ilusão» de terceiros, nos quais ficamos englobados. A rádio, ouço pouco, mas não existe canal de televisão que não apresente esses programas (J/55…), com plateias pagas e que «dão a cara», às vezes, para «institucionalizar» «inverdades» anunciando «curas» milagrosas. Além disso, depois de «ouvisto» tudo aquilo que os diversos «comentadeiros» e «coscuvilheiros» dizem constantemente «à séria», os «cidadões» ficam prestes a ter um «ataque de nervos», cuja cura só pode ser iniciada com uma boa biblioterapia, se não for uma prevenção, com profilaxia através duma «educação» adequada.

– Você ainda goza com isto!
– É o resultado da experimentação e da prática da «Terapia do Equilíbrio Afectivo» que iniciei em «Educar»-Bmim em 1973 e que foi evoluindo até agora com a Imaginação Orientada e a autohipnose, para culminar na biblioterapia. É pena que estejamos  na situação em que estamos e, por isso, eu não desisto e vou continuando com o blog e com a recomposição dos meus livros. Pode ser que a nova geração desperte do marasmo em que estamos a viver.

− Gostei imenso desta conversa e fico à espera do seu novo artigo que, julgo poder ler a partir da segunda ou terça-feira.
− Espero que sim. Felicidades para si também.

Depois deste encontro, só me restava o trabalho de passar tudo a limpo e fazer o mapa das psicoterapias dos diversos «casos» e dos seus resultados.homem2

«CASOS» Resultado final Consultório períodos Treino em casa Leitura (horas)
Antunes óptimo 40 2000 780
Nova paciente óptimo 3 500 1200
Júlio óptimo 2+120 >35 50
Januário bom 50 1500 600
Germana bom 44 500 100
Cristina bom 220 50 100
Joel bom <42,5 >180 ???
Isilda aceitável 10 64,5 20

O caso do Antunes (B) foi quase uma autoterapia, com biblioterapia.
O da «nova paciente» (H) foi biblioterapia com ligeiro apoio inicial.
O do Júlio (E), foi uma biblioterapia com apontamentos policopiados. Neste caso, a intervenção no café foi considerada como no consultório e somada às duas sessões no hospital.
O do Januário (L) a foi uma terapia relâmpago com muito reino, embora sem muita biblioterapia.
O da Germana (L), combinou alguma biblioterapia com treino em casa.
O da Cristina (L) foi um trabalho disfarçado, com biblioterapia depois da sua sensibilização para a psicoterapia.
O do Joel (G) foi um caso especial em que a terapia prolongou-se por 6 meses, com melhoria e muita profilaxia, com biblioterapia posterior.
O da Isilda (H), como reacção ao meio ambiente, foi com pouca biblioterapia, mas bastante esforço e compreensão da própria, treino em casa e uma oportunidade de «fuga» bem-sucedida, para um namoro, com casamento estável.

Os antecedentes deste post, que interessa conhecer, são:
Biblioterapia (8 jul 14)
Biblioterapia – 2 (14 set 14)
Biblioterapia – 3 (22 set 14)
Biblioterapia – 4  (29 set 14)
Biblioterapia – 5 (1 out 14)

Espero que os interessados leiam bem e façam aquilo que acharem melhor para si próprios, não ficando à espera que quaisquer governantes se preocupem, de facto, com a boa saúde mental a não ser nos discursos de propaganda que elaboram na ocasião das eleições. Eu continuo a praticar o que está mencionado nestes posts.

Vou pensar agora num livro em que possa dar aos interessados a indicação das leituras que poderão fazer no seu caso específico, quer para psicoterapia, como para psicopedagogia ou melhoria de interacção social ou desenvolvimento pessoal. Provavelmente, terá o título «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R)

Consultou os links mencionados neste post?

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post  individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS  para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)
Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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BIBLIOTERAPIA – 5

Depois de ter lido o artigo original que deu origem ao post Biblioterapia – 4, fui de novo à internet para consultar mais coisas sobre Biblioterapia.

Numa visita rápida, descobri o seguinte, com os links correspondentes:
▪ Artigo em português, com o título “Doentes depressivos «aviam» receitas em biblioteca”, que dá referências sobre a biblioterapia no Reino Unido.
▪ Artigo de Joanne Callinan que fala sobre a Biblioterapia, na sua globalidade:
Biblio▪ Informações sobre um programa de Biblioterapia desenvolvido, no Reino Unido, por uma agremiação não-governamental.

Já não tinha paciência para continuar a pesquisar, porque tudo o que descobria, dizia respeito ao mesmo assunto, referindo-se quase aos primeiros anos deste século. Porém, a minha ideia sobre Biblioterapia já tinha começado a germinar e a ficar congestionada na minha mente, no último quartel do século passado.

Depois de a experimentar em mim próprio já em 1973/75, com imensa leitura anterior desde 1968, tinha conseguido ajudar o Júlio (E), em 1980, utilizando também a autohipnose, num velho café de Lisboa. Mesmo sem literatura específica, diversos apontamentos policopiados utilizados nas aulas de Psicologia Geral e Psicopatologia tinham servido para substituir a BIBLIOGRAFIA necessária, mas que já existe na colecção da BIBLIOTERAPIA ou em publicações antecedentes que lhe deram origem.

Depois de ter as experiências com Joel (G), Isilda (H), Tiago (C) e muitos outros não mencionados em livros, compreendi quemario-70
a Terapia do Equilíbrio Afectivo dava como resultado (63%) de melhoria, com alguma (23%) resolução em mais de 86% dos casos. Por isso, concluindo o curso de hipnose terapêutica, interessava-me experimentar a autohipnose com a utilização da técnica de imagética orientada (guided imagery), de Milton Erickson (J/133…).

Posteriormente, já que estava convencido que descobrindo o sentido da vida, segundo a logoterapia de Victor Frankl, a pessoa pode conseguir «resolver os seus problemas e seguir em frente», qual a razão de não utilizar a imagética para recordar o passado? Depois, a Imaginação serviria para descobrir as falhas existentes no passado e as possibilidades perdidas para as «resolver», «minimizar» ou «sofrê-las» com menos mágoa, programando um futuro melhor (J). Contudo, a imaginação é de cada um e não do psicoterapeuta, que apenas pode ajudar com sugestões como se fossem aplicadas a si próprio.

A autohipnose pode ajudar nisso, se cada um compreender o modo como o comportamento humano Acredita-Bfunciona, não em função de culpas, que são aleatória e subjectivamente atribuídas, mas em termos de causa→efeito. Cada um sabe de si muito mais e melhor do que os outros.
Para isso, é importante saber de que modo funciona o comportamento humano, o que foi apresentado de maneira muito simplificada e em linguagem vulgar, na história ficcionada da JOANA a traquina ou simplesmente criança? (D), baseada em mais de 10 anos de consultas e em que até uma criança foi induzida a aplicar, artesanalmente, as técnicas de modificação do comportamento.

Posteriormente, para apresentar devidamente os mecanismos subjacentes da aprendizagem e as técnicas de modificação do comportamento, avaliando-o cuidadosamente, foram preparados os livros que deram agora origem a PSICOLOGIA PARA TODOS (F)

Embora o psicólogo possa ajudar o paciente com a imaginação de causas, sempre de acordo com aquilo que o paciente diz, será Consegui-Bpossível conduzir uma psicoterapia com bons resultados se o paciente não quiser, não conseguir relatar tudo, ou quiser distorcer a «verdade», se é que tem a noção disso? Nesse particular, não será melhor o paciente «despir-se» sozinho e ver-se ao espelho, em vez de ter de se despir perante um psicólogo, mesmo que tenha nele a maior confiança? E se não souber que determinados factos podem ser relevantes para serem recordados, analisados, compreendidos e arrumados no seu devido lugar, o que pode acontecer? (E) Não é mais ou menos para isso que pode servir a psicanálise? É uma análise psicológica que pode ser substituída pela autoanálise e, se for ajudada pela hipnose, pode ser mais rápida e profunda. Para isso, é necessário que o paciente compreenda, colabore e consiga enquadrar tudo isso na «sua» realidade, descobrindo as «causas» e os «efeitos». Parece ser melhor do que a psicanálise, que foi delineada com base nas teorias de S. Freud que as deve ter elaborado por causa dos seus próprios problemas, desencadeados quando da sua relação terapêutica com Anna O. Esta paciente, segundo investigações posteriores (J/143) nunca foi «curada», mas sim aliviada de alguns sintomas, continuando a ser medicada por causa do seu problema de histeria.

Nestas condições, depois de experiências anteriores, o Júlio (E) ajudou imenso no desenvolvimento deste processo, fazendo a Joana-Blistagem dos seus problemas, autoavaliando-os, mantendo uma análise do passado através da autoanálise, compreendendo bem os mecanismos do comportamento humano, tal como tinha acontecido com a família da JOANA (D) e fazendo os exercícios necessários para a entrada fácil no relaxamento mental, conducente a uma Imaginação Orientada (IO), com a ajuda da autohipnose, embora induzida inicialmente pelo psicólogo.

Com o desenvolvimento do caso dele, consegui deduzir que cada um deve empenhar-se profundamente na leitura de textos adequados, compreender o seu conteúdo e executar determinados exercícios indispensáveis para o efeito desejado. Se tiver humildade, objectividade, realismo e racionalidade suficientes para analisar tudo durante o relaxamento mental, pode descobrir aquilo que estava mal, quais os meios ao seu alcance para evitar isso e descobrir alternativas viáveis para minimizar ou eliminar situações semelhantes no futuro. Assim, muita da psicoterapia ficaria bem executada, sem ajuda do psicólogo ou com alguma ajuda pontial.

De modo algum, interessava-me utilizar a psicanálise ou o aconselhamento para «descobrir» as dificuldades e «engendrar» Psicologia-Cjustificações, para a pessoa se sentir aliviada da «culpa» ou da «mágoa» através do comportamento analisado. O importante era descobrir as «causas» dessas dificuldades, a maneira de as ter evitado ou reduzido e as novas formas possíveis para isso não ocorrer ou para ajudar a aprender a «dar a volta por cima» em futuras ocasiões. Foi o que aconteceu com o Júlio (E).

Contudo, depois disso, continuando a tentar ajudar as pessoas com um mínimo de apoio do psicólogo, verifiquei que em quase todos os casos se torna necessário que a pessoa que apresenta dificuldades, compreenda os mecanismos do comportamento humano, o que nem sempre é fácil conseguir consultando livros didácticos ou técnicos. Nos vários casos apoiados, assim aconteceu. Havia necessidade de coisas mais práticas, de situações concretas em que os pacientes se pudessem «inspirar» e discuti-las para resolver os seus problemas. Era o que tinha começado a acontecer nos finais dos anos 70 do século passado nas aulas de Psicologia e Psicopatologia.

Por causa de tudo isso, nasceu a ideia de apresentar a sequência de casos resolvidos, sendo publicados os Interacção-B30de Germana (L) e Januário (L) e, posteriormente, os de Cristina (L) e da Isilda (H), além do caso do Joel (G), apresentado resumidamente no 1º Congresso de Psicologia, em 1983. Tudo isto incentivou-me a insistir nas leituras e treino em casa, que cada um pode fazer, todas as noites. O importante, é saber como fazer.

Com os casos que estava a seguir, a ideia de que a psicoterapia efectuada pelo próprio ou com pouca ajuda do psicólogo, mas muita leitura do paciente, compreensão dos mecanismos do comportamento e interacção humana e treino de alguns exercícios, começou a tomar forma como exequível.

Surgiu a oportunidade de apresentar esta ideia na Biblioteca Municipal de Portimão, em 2004 e, posteriormente, na Biblioteca Saude-BMunicipal de Lagoa, em 2005, com boa aceitação do público. Depois, surgiu a confirmação da exequibilidade desta ideia com o que tinha acontecido com o meu amigo Antunes (B), depois de alguma «conversas» (J), mas muita leitura e prática em casa. Conseguiu mudar de «atitude» e de «comportamento» a ponto de melhorar não só no seu posto de trabalho, mas até evitar o insucesso escolar de filha e uma depressão na mulher.

Este caso, além de outros, evidenciou fortemente a importância do meio ambiente familiar e social no equilíbrio de muitas pessoas que ficam «doentes», enquanto muito disso não for alterado ou cada um não aprender a enfrentar tudo isso saudavelmente ou, pelo menos, deixar de sucumbir perante as dificuldades.

Havia que ajudar as pessoas a enfrentar saudavelmente o meio ambiente e, segundo algumas opiniões dos consulentes e alunos, ouvidas pessoalmente e colhidas nos comentários do blog HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada que já estava a manter, havia necessidade de apresentar sucintamente os procedimentos seguidos nos diversos «casos» Consegui-Bestudados e que deveriam ser utilizados genericamente pelos novos pacientes.

A ideia do novo livro AUTO(psico)TERAPIA (P) surgiu deste modo, embora, em alguns casos, como o da Cidália (C), não tivesse sido necessário.

Contudo, informações e conversas posteriores  apresentadas em Biblioterapia – 2  e  Biblioterapia – 3), neste pais em que poucos gostam de ler, a não ser revistas sociais, levaram-me a concluir que seria necessário mais um livro para explicar as vantagens duma BIBLIOTERAPIA (Q) e que se podem centrar essencialmente em:
− Não obrigar a deslocações com perdas de tempo em esperas, transportes e oportunidade da consulta.
− Ser mais económica do que qualquer consulta.
− Poder ser efectuada em casa, à hora de dormir, com um dispêndio mínimo de tempo.
− Não necessitar de apresentar a ninguém − psicólogo ou psiquiatra – a vida de cada um, com os seus problemas íntimos.
− Utilizar o processo como prevenção ou profilaxia.
− Ajudar mais alguém da família ou comunidade.
− Melhorar o desempenho (performance) pessoal.

Para esta última modalidade, fazem-se cursos e formações que, em muitas situações, de pouco ou nada Maluco2valem se a «cabeça» de cada um não funcionar em sintonia. O importante, é a «cabeça» de cada um. E, desde que essa cabeça funcione, as informações podem ser dadas em conjunto e discutidas, tal como numa consulta, de forma abstracta, mas enquadradas em «casos» concretos que podem acontecer e que, na realidade, já aconteceram, estando descritos nos diversos livros conglomerados numa colecção. Nessas reuniões, também se podem colocar muitas hipóteses que não se colocariam numa consulta, por não dizerem respeito a quem está em consulta mas que são essenciais aos outros que participam na reunião. Nestes tempos, em que tudo tem de ser mais económico do que no passado, é uma vantagem a não perder.

Quase todos sabemos e ficamos ainda mais elucidados com o último artigo Biblioterapia – 4 que, mesmo em países económica e sanitariamente mais desenvolvidos do que o nosso, os serviços de saúde mental tornam-se exíguos face aos novos problemas que vão surgindo devido à vida frenética e pouco familiar que se está a viver nas grandes cidades e propalada como boa pelos meios de comunicação social, que «exploram» as «fraquezas» ou os «pontos vulneráveis» das pessoas para lhes impingir tudo o que for possível, mas que proporcione lucros cada vez maiores a poucos. “É a vida!, como diriam alguns…

Limitarmo-nos a fazer um diagnóstico e aplicar uma receita, não se torna vantajosa, porque existem sintomas que ficam Psicopata-Bomitidos ou excedem os diagnósticos frequentemente feitos, como aconteceu com vários casos e também com o Joel (G), redundando num prejuízo que o «perseguiu» pela vida fora.
Para contrariar isso, se nos restringirmos às consultas e aos diagnósticos, como fazem os Britânicos, pode-se fazer muito menos do que aquilo que se propõe na ideia da BIBLIOTERAPIA aqui defendida. O importante, é saber quais as dificuldades e avaliá-las, coisa que cada um pode fazer, para as compreender e combater de imediato, evitando-as, se possível, no futuro.
Quem, melhor do que o próprio, pode fazer isso?

Pode ser bastante elucidativo o que se fez nos «casos» descritos nos livros e que também se apresenta em vários posts e especialmente nos seguintes:
Diagnósticos 1
Diagnósticos 2 Depressão-B
Diagnósticos 3 
Diagnósticos 4 
Diagnósticos 5
Diagnósticos 6
Diagnóstico final
«arregaçar as mangas» 

O importante, não é fazer um diagnóstico, ler os livros que são recomendados «por receita», seguir determinados procedimentos específicos relacionados com esse diagnóstico e esperar que as coisas se resolvam. As pessoas podem melhorar momentaneamente, tal como acontece com os medicamentos psicotrópicos, apenas se a cabeça dessa pessoa sintonizar no mesmo sentido. Isto pode funcionar como reforço negativo secundário aleatório, com tempo de duração limitado. Qual o Psi-Bem-Cresultado dos efeitos secundários ou danos colaterais? Não basta «resolver» aparentemente o problema «diagnosticado». É extremamente importante que não haja outros danos que possam advir das técnicas utilizadas, tal como aconteceu na “Laranja Mecânica” de Richard Siodmak (Stanley Kubrik). Lembram-se do filme?
Contudo, se a «cabeça» começar a pensar de outra maneira, compreendendo a situação e tentando alterar as causas para modificar os efeitos, o resultado pode ser a resolução completa do assunto, com prevenção para o futuro. Pode dizer-se que não vale a pena tapar o sol com uma peneira!

Ler muita coisa de acordo com os britânicos ou romances, poesia etc.,  como dizem outros propagandistas e seguir procedimentos em que se utiliza essencialmente determinada música ou se visualizam vídeos, etc., pode dar um alívio temporário só se a «cabeça» de cada um estiver sintonizada para isso. Pode funcionar como reforço do comportamento incompatível (F/98) temporário ou manobra de diversão para os problemas existentes. É como se conseguisse retirar momentaneamente esses problemas da visão ou da cabeça do próprio, sem os eliminar. Caso a Dificeis-B«cabeça» não funcione em sintonia, todos esses procedimentos podem provocar efeitos contrários. Se não houver outro meio mais adequado, talvez seja admissível. Mas, será possível manter este estado permanentemente e durante muito tempo? Não temos necessidade de trabalhar e produzir? Quem pode fazer isso por nós?

Assim, muitas ilusões se criam, julgando que apenas a dieta específica, a meditação, o ioga, as massagens, determinadas músicas, ambientes e posturas, dão alívio à «mente», sem a mesma estar envolvida nisso→Meditação e Psicologia. Podem ajudar em muitos casos e até facilitar a psicoterapia, mas nada disso é imprescindível. Se a «cabeça» da pessoa não estiver sintonizada, ela pode afastar-se do problema real apenas enquanto a mente for distraída em relação ao seu problema. Pode sentir algum alívio apenas enquanto a mente aceitar estar em sintonia com essas práticas mas, logo que fique fora da sintonia, os problemas irão surgir, talvez com maior força. Pode ter reforço secundário negativo aleatório e criar uma espécie de «vício» que também pode ocorrer com os medicamentos, tal como diz o eminente Professor de psiquiatria Peter Neuropsicologia-B2Breggin→Psicoterapia / Medicação. Por isso, o importante, é a mente estar envolvida nesta «operação» e, quanto mais «esclarecida» estiver, melhor para o caso, conseguindo-se isso com treino aturado e prática constante e compreensão obtida com uma leitura cuidada.

Numa boa psicoterapia, o importante, é enfrentar esses problemas e «aprender» a ultrapassá-los. Para isso, as noções de modificação do comportamento e de interacção humana são muito importantes, juntamente com o conhecimento do modo como os outros resolveram os seus problemas, fazendo muitas leituras e, se necessário, tendo à mão um manual que possa guiar a pessoa no início, podendo as dúvidas ser esclarecidas em sessões de conjunto (B/109).
Os dois blogs HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada e http://livroseterapia.wordpress.com/, mantidos desde há «Educar»-Bmuito tempo, funcionam como uma espécie de BLOGOTERAPIA, dando muitas informações pertinentes e necessárias para as diversas pessoas que as pedem e para outras que possam surgir, como muitos têm feito.

  • Na BIBLIOTERAPIA (Q) que está a ser preparada, sem propaganda, a leitura inicial pode ajudar a compreender toda esta ideia e as soluções possíveis.
  • Para começar todo o processo prático de psicoterapia ou prevenção e profilaxia, a utilização de AUTO {psico}TERAPIA (P), é uma solução imediata para quem tiver pressa e quiser seguir as informações lidas no livro anterior.
  • Depois, mesmo que não existam sessões de esclarecimento (B/109), ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE! (B) Depress-nao-Bindica o modo como o Antunes resolveu o seu problema, com algumas conversas, muita leitura, muito treino em casa e bastante apoio escolar dado à filha, em momento oportuno, para não criar nela outras dificuldades.
  •  Para quem quiser saber como funciona este tipo de terapia e quais os fundamentos em que se baseia, com os resultados obtidos, temos IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J)
  • Sendo conveniente que a pessoa saiba de que modo funciona o comportamento humano, a maneira como pode ser modificado e quais as consequências de não se fazer, inicialmente, um planeamento adequado, JOANA a traquina ou simplesmente criança? (D) dá uma ajuda substancial para demonstrar que até uma criança de 8 a 9 anos, bem treinada, pode utilizar as técnicas quase artesanalmente.
  • As noções mais explícitas da aprendizagem e modificação do comportamento com medidas de avaliação, técnicas e possibilidades de previsão de resultados, podem ser obtidas em PSICOLOGIA Respostas-B30PARA TODOS (F). Neste livro estão incluídos muitos casos de ataques de pânico, birras, conflitos conjugais, crise de adolescência, desequilíbrios psicológicos ocasionados nos filhos devido a desentendimento entre os progenitores, desmaios, dificuldades escolares, educação inadequada, encoprose, enurese, fobias diversas, modificação do comportamento, obsessões, sentimentos de inferioridade, reabilitação, reeducação de deficientes, teimosia, tiques, toxicodependência e vários outros, que nos afligem do dia-a-dia, e que dependem também, em muito, do meio ambiente familiar e social. Muitas destas situações foram causadas por dissonância cognitiva, facilitação ou pressão social, modelagem, moldagem, identificação, falsa percepção, sentimentos inadequados, reforço inadequado e vários factores que influenciam a nossa vida do dia-a-dia. Todos foram resolvidos pelos intervenientes com a compreensão dos mecanismos do comportamento humano, especialmente relacionados com as técnicas de acumulação de vantagens (token economy), autohipnose, autorreforço, condicionamento DIA-A-DIA-C(aversivo, clássico e operante), contrato escrito, dessensibilização, extinção, facilitação, modelagem, moldagem, psicodrama, punição, reaprendizagem, reforços (de variadíssima espécie), relaxamento, sensibilização e a conjugação de todas estas técnicas com a ponderação e bom senso necessários. A adopção de medidas avaliativas e a utilização prática dos conhecimentos de técnicas de modificação do comportamento, está completamente explicitada. Em quase todos os casos, houve necessidade de explicar pessoalmente a forma de utilizar essas técnicas com oportunidade, ponderação e parcimónia, a fim de se obterem os melhores resultados, previstos e avaliados em cada caso, pelos intervenientes, tal como também aconteceu com os participantes nas aulas de Psicologia Geral e Psicopatologia (F/267-268).
  • INTERACÇÃO SOCIAL (K) pode ajudar a compreender de que modo funcionamos em sociedade, pqsp2dando especial realce aos diversos factores como o conflito, a dissonância cognitiva, a facilitação ou pressão e inibição social, a negociação e diversos outros, que influenciam o bom e o mau entendimento entre amigos, colegas, subordinados, superiores e comunidades em geral.
  • SAÚDE MENTAL sem psicopatologia (A) é um livro quase académico, mas que apresenta os contornos e os conceitos da «normalidade» e da «anormalidade», dificuldades e anomalias psicológicas, diagnósticos, etc., frequentemente utilizados entre os profissionais, realça os malefícios que as «drogas», mesmo que legais, podem causar aos indivíduos que desejarem reabilitar-se sem criar qualquer dependência, quer medicamentosa, quer humana.
  • Para ter um exemplo de como se pode sair dum descalabro comportamental (alcoolismo, prostituição, droga) e evitar cair no mesmo outra vez, sem a ajuda dos medicamentos e até contra os mesmos, temos o exemplo da Cidália em Eu Também CONSEGUI! (C).
  • Outro exemplo de quem conseguiu «livrar-se» dos seus problemas dos quais não tinha plena stress2consciência (situação comum em várias pessoas naquela época) e que «minavam» a sua existência, temos o exemplo do JúlioEu Não Sou MALUCO! (E), que conseguiu ter uma vida completamente diferente daquela que algum dia poderia imaginar. Através duma quase BIBLIOTERAPIA ( apontamentos policopiados), assistida pelo psicólogo durante cerca de 8 semanas à mesa de um velho café, conseguiu muito mais do que os seus intentos iniciais.
  • Para quem se quiser elucidar sobre os «perigos» dos diagnósticos e das consequências «desastrosas» que se podem provocar se não se tomar em conta todos os sintomas e a história pessoal bem elaborada e compreendida em relação ao ambiente circundante, a história do Joel→PSICOPATA! Eu? (G) pode ser muito convincente.
  • Falando em depressões, que são muito frequentes nas nossas sociedades «civilizadas» e «industrializadas», os exemplos da Isilda e da «nova paciente»→COMBATA OU EVITE A DEPRESSÃO (H) pode ajudar a evitar o mal ou a reduzi-lo em tempo oportuno, compreendendo ao psicoterapia2seu mecanismo, para possibilidades de prevenção.
  • PSICOTERAPIAS BEM SUCEDIDAS – 3 «casos» (L) apresenta três casos em que a psicoterapia foi feita de maneira diversa:
  • − com muita rapidez, apesar do descrédito total inicial, devido a tratamentos infrutíferos realizados anteriormente;
  • − em termos «normais», mas com alguma colaboração da paciente;
  • − de forma disfarçada, por causa dos preconceitos vulgarmente existentes em muitas mentes.
  • Para não haver sofrimento com dificuldades de tratamento muito tardio, falta de conhecimentos e de colaboração do paciente ou obstáculos e ideias preconcebidas, com comportamentos indevidos e prejudiciais da família, PSICOTERAPIAS DIFÍCEIS (M) apresenta 4 casos em que isso aconteceu devido a uma enurese não tratada durante mais do que duas décadas, desentendimento entre os pais, ideias preconceituosas sobre os medicamentos psiquiátricos e outras, aparentemente «caritativas» Humanismo2mas alienantes. Não foi, seguramente devido a falta de terapia, mas sim por causa da falta de colaboração dos próprios e das ideias absurdas, muito vulgares em ambientes pouco esclarecidos em relação à psicologia, que os «casos» não foram «resolvidos» por completo.
  • Quem tiver de enveredar por uma reeducação, pode socorrer-se do livro NEUROPSICOLOGIA na Reeducação e Reabilitação (I), como aconteceu com o Antunes (B) que, através desse meio, até conseguiu melhorar todo o relacionamento e equilíbrio psicológico familiar.
  • COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES (N) pode ajudar a compreender o modo como cada um se pode movimentar na área da gestão, vendas e sindicalismo.
  • Por fim, um livro que não é essencial, mas que pode suplementar as diversas informações divulgadas em muitos outros, as respostas a perguntas, passadas e futuras, irão figurar em RESPOSTAS sobre PSICOLOGIA (O).
  • Agora, devido a várias críticas, sugestões e pedidos, foi preparado o livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que orienta os interessados na utilização criteriosa de todos os 18 livros da colecção da BIBLIOTERAPIA. Além de quaisquer outros procedimentos que a pessoa deseje manter, essas leituras servem para psicoterapia, psicopedagogia, melhoria de interacção social e desenvolvimento pessoal, realizadas de forma autónoma ou com pouca ajuda do psicólogo e sem a necessidade de medicamentos.  
    Marketing2

Depois destas considerações e esclarecimentos que demoraram duas noites em que gastei a exorbitância de 5 minutos de cada vez para entrar em Imaginação Orientada, a qual vai continuando durante o dia, parece despropositado não investir na prevenção,  preferindo enveredar por uma psicoterapia que não tenha a finalidade de resolver o problema, mas apenas adiar ou minimizar «os estragos».

Quando alguém me disse que tudo isto deveria ser publicitado, lembrei-me das campanhas «agressivas» e quase «ciganas» que se fazem, em abundância, relacionadas com telemóveis, aparelhos auditivos, rastreios «gratuitos», medicamentos, suplementos vitamínicos, «ofertas» de prémios e muita coisa mais, até com actores em voga no momento→Publicidade ou Informação / Divulgação?                                                                 

Infelizmente, consumimos desenfreadamente tudo aquilo que essas publicidades bem feitas, com muita arte e tecnologia, nos vão impingindo e que até nos podem ser prejudiciais, sem querermos procurar aquilo que, de facto nos faz falta, é útil e nos pode beneficiar, incluindo a saúde mental.
Como só me interessa servir as pessoas que podem disso necessitar, divulgando a informação e sem enveredar por acções «caritativas», esta a ideia, que tinha em mente há muito tempo, já foi transmitida à Área de Saúde Mental da Câmara Municipal de Sintra, em Abril deste ano (2014) para que os autarcas não se lembrem dos cidadãos só para lhes fazerem «promessas» e angariar votos no momento das eleições.
Entretanto, como medida de precaução, julgo que o melhor é que cada pessoa que necessitar destes serviços, «se mexa» para «exigir» aquilo a que tem direito, pelo menos na área da saúde mental. As sessões de informação, esclarecimento e discussão das ideias apresentadas e lidas em diversos livros, pode ser muito importante e maneira de «introdução» para uma área que nos interessa até como «educação» ou formação da personalidade das futuras gerações, numa cultura de excelência.

Da minha parte, continuando a manter os dois blogs aqui mencionados, para dar apoio ou esclarecer quem disso necessitar, vou actualizando os livros até ao momento de os publicar, se houver apetência e oportunidade para isso.

Por isso, fico à espera de inscrições, com o envio do endereço dos interessados, para o e-mail <mariodenoronha@gmail.com>

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