PSICOLOGIA PARA TODOS

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BIBLIOTERAPIA – 6

1º comentário (dum anónimo)  no BIBLIOTERAPIA – 5
Li por alto este artigo que tem tantas citações que uma pessoa se perde.Humanismo-B
Vou ter de ler mais duas vezes, uma, indo logo às citações e, a seguir, lendo-o de uma só vez.
Necessito de tempo a paciência.
Até à próxima.

2º comentário (do mesmo anónimo)
Este artigo é muito denso. Estou a lê-lo com cuidado, mas ainda não consegui ir a todos os links.
Vi-o mencionado no facebook e, como fala em relação à Câmara Municipal de Sintra, despertou-me a atenção porque nos devemos ter conhecido quando da apresentação do seu trabalho de Apoio Psicoterapêutico nas I BiblioJornadas sobre a Problemática da Saúde no Concelho de Sintra, em Março de 1985.
Julgo que a sua mulher também apresentou um trabalho sobre Apoio Psicopedagógico.
Como devo acabar de ler este artigo até ao fim desta semana e tenho de ir a Sintra no domingo, gostaria de falar com o responsável pelo Centro.
Vou estar na manhã, às 10 horas, para um encontro que deve durar mais ou menos 15 minutos, no átrio do antigo Cinema Chaby, em Mem Martins.
Se puder lá estar, mais ou menos a essa hora, agradeço imenso.
Podemos voltar a conversar um pouco sobre tudo isso.
Julgo que o conheço e não deve ser difícil reconhecer facilmente.
Até domingo?mario-70

Depois de receber estes dois comentários, do mesmo Anónimo, relacionados com a BIBLIOTERAPIA – 5, respondi aos mesmos, dizendo que iria tentar estar lá à hora indicada.
Na manhã do domingo, cerca das 10 horas, desci as escadas do átrium e vi dois senhores a conversar enquanto tomavam o pequeno-almoço.
Parecia-me que já tinha visto uma das fisionomias há bastante tempo mas, para não interromper a conversa, fui buscar um café para mim e sentei-me a uma das duas mesas que estavam sem ninguém.

Passados cerca de 12 minutos, os dois conversantes despediram-se e, um deles foi-se embora enquanto o outro, que eu julgava já ter visto antes, aproximou-se de mim e perguntou se não me lembrava dele.
De facto, tinha uma vaga ideia e ele esclareceu que me tinha perguntado, onde se situava a cooperativa do Centro de Psicologia Clínica, logo depois da minha «comunicação» nas «I Jornadas sobre a Problemática da Saúde no Concelho de Sintra». Nessa ocasião, estava situada num rés-do-chão, nas traseiras do Centro de Saúde de Mem Martins.

− Não se lembra que desde essa ocasião, muitos dos nossos doentes, vos foram enviados para fazerem o Acredita-B«exame psicológico completo»? Até o nosso chefe, que não acreditava nos psicólogos, começou a enviar para lá todos os seus doentes, com confiança.
Comecei por me lembrar desse facto e de que um Médico jovem, de clínica geral, me tinha perguntado onde se situava o Centro, porque nunca tinha ouvido os psicólogos falarem como eu, nem imaginava que se podiam fazer exames com apresentação de resultados palpáveis e mensuráveis para uma psicoterapia posterior, ou intervenção psicopedagógica, se necessária.
A falta de credibilidade de que «sofriam» os psicólogos, naquela época, era grande. Tentei explicar-lhe que nós fazíamos os exames com todas as provas, que nos custavam duas vezes mais do que o montante que os Serviços Medico-Sociais estavam a Falhas2pagar (L/101-102) e, por isso, tínhamos tido necessidade de acabar com esse contrato de prestação de serviços em 1993, dissolvendo a cooperativa, com um prejuízo financeiro considerável, suportado exclusivamente por mim.

− Eu estive em Mem Martins dois anos e, depois do falecimento do seu conterrâneo, que era meu colega, consegui mudar para Oeiras, onde moro. E vocês?
− Dissolvida a cooperativa, constituí uma sociedade limitada com a minha mulher e filha, sem esse contrato ruinoso, e continuámos com a clínica privada, no Algueirão.

Mas agora, com a leitura do seu blogue, parece que está a fazer muito mais do que naquela época,
Imagina-Bporque vejo a citação de muitos «casos» apresentados em livros já publicados e por publicar. Embora naquela época, tenha compreendido que a sua ideia de psicoterapia era a de apoiar mais ou menos directa e pessoalmente o paciente, parece-me que agora está a querer enveredar por um caminho mais dedicado aos livros. Parece que imagina que as pessoas podem ler, para ser ajudadas nas suas dificuldades sem muita apoio do psicólogo. Além disso, parece que está a querer dizer que uma «educação» bem dada, pode ajudar a evitar inúmeras descompensações psicológicas com as quais lidei durante muitos anos quando ainda estava no activo e que, neste momento, só apoio em consulta privada, que é muito rara. Mas parece que as pessoas necessitam de cada vez mais ajuda.

− A situação financeira actual não deixa dúvidas de que muita gente se deve sentir «em baixo» repercutindo esse estado em todos os familiares. Alguma coisa tem de ser feita e o medicamento pode ajudar, um pouco, no momento, mas deixa a pessoa na sua dependência, quase pela vida fora. Para mim, a educação é fundamental porque depende tanto de quem a recebe como de quem a dá. Porém, quem a dá, como geralmente é mais velho, tem de estar ciente de muitas coisas relacionadas com o funcionamento de comportamento humano. Caso essa educação funcione mal, pode haver uma descompensação psicológica,
Joana-Bnecessitando de ajuda ou psicoterapia. E onde vai o cidadão comum descobrir a psicoterapia?

Estou a ver por alto, nesse blogue, muitos artigos seus acerca deste assunto, mas ainda não tive oportunidade de os ler com cuidado. Além disso, parece que não se conforma com os diagnósticos.
− Nos posts citados, deve descobrir que, nos casos apresentados, com os diagnósticos, pouco ou nada se teria feito. Para  mim, o importante são os sintomas que tenho de «atacar», porque não existe uma terapia específica para cada diagnóstico. O diagnóstico pode servir para o médico enviar o paciente para o psicólogo e para os técnicos comunicarem economicamente entre si, mas não serve para se aplicar a todos os pacientes uma formulação única para o «tratamento» necessário.
“Muitas vezes, torna-se necessário alterar a formulação inicial, à medida que o caso vai progredindo e apresentando novas tonalidades. Muitas das coisas que se passam no meio ambiente, são uma fonte de alteração dos nossos comportamentos que estão a ser modificados a cada instante (M). Por isso, se o próprio souber alguma coisa do que se passa no funcionamento do comportamento humano, pode ajudar a Psicologia-Breduzir o tempo duma psicoterapia, melhorando os resultados obtidos a ponto de se poder fazer uma prevenção ou profilaxia.
“Sem esse conhecimento, qualquer ideia de ajudar a pessoa, terá de se basear exclusivamente na ajuda pontual dada por um especialista. Existem especialistas suficientes disponíveis para isso? A pessoa terá disponibilidade financeira e de tempo para as deslocações necessárias? Qual o seu impacto na produtividade? Qual o «rendimento» que essa pessoa pode dar no estado em que se encontra? Qual o impacto do comportamento dessa pessoa no meio ambiente que o rodeia? Qual a «resposta» desse meio ambiente que irá influenciar essa pessoa? Qual o efeito dos medicamentos no rendimento, produtividade e segurança?
“Temos de pensar em tudo isto e agir de acordo com as circunstâncias e os meios de que dispomos. Quais os meios que temos agora para uma boa psicoterapia, se até para outras «doenças» do foro fisiológico, a «resposta» é deficiente? E qual o impacto da doença psicológica no foro fisiológico?

− Sabe que pensei muito neste aspecto e lembrei-me de si várias vezes? Da nossa parte, pouco ou nada podemos fazer a não ser medicar a pessoa para aguentar o sistema.
− Pensando em tudo isto e com os 35 anos de experiência que acumulo, sempre que possível, fui Interacção-B30experimentando fazer uma psicoterapia dando ao paciente conhecimento de outros casos para o motivar a colaborar. Assim, poupam-se consultas.
“Já em 1978, depois de 2 casos, o do Joel (G) e o da Isilda (H), apoiados num hospital, com diagnósticos já descritos que não me serviram de muito, tinha tido êxito no apoio que dei ao Júlio (E). Com este, ensaiei quase a biblioterapia, já fora do hospital, só com apontamentos policopiados de teorias e funcionamento da psicologia humana (F) (K) e um caso de uma criança com dificuldades de comportamento (D). Tive muito êxito só com isso, conseguindo publicar mais tarde alguns desses apontamentos. Qual a razão de não tentar investir nesse método com os Marketing2pacientes que desejam seguir as suas pisadas?
“Sei que é muito difícil às pessoas, mudarem de hábitos e de conceitos que a sociedade ajudou a formar, enquistando-os numa cultura. Contudo, fiquei surpreendido quando verifiquei que, nos princípios deste século, no país de Gales e no Serviço Nacional de Saúde britânico, a metodologia da biblioterapia estava a tomar forma e consistência, cerca de 20 anos depois de eu ter pensado e ensaiado um método quase semelhante.

− Acha que a leitura de livros pode ajudar nisso, como eles dizem?
− Para mim, só a leitura de livros, em prosa ou poesia, como eles dizem, não pode ajudar muito se a
Saude-B«cabeça» da pessoa não sentir reforço positivo com a sua utilização. O livro em si, a música, a dança, a ginástica, a dieta, ou qualquer outra coisa, não serve de muito se não der satisfação ao próprio. As dietas, os exercícios físicos, as boas companhias, as leituras e os divertimentos, podem ajudar a melhorar o funcionamento fisiológico do indivíduo, actuando por sua vez na componente psicológica. Mas é importante que a «cabeça» da pessoa esteja envolvida nisso e que sinta satisfação, isto é, reforço positivo. Se houver alguém que faça com que a cabeça da pessoa sinta satisfação com uma leitura, esse tempo de leitura pode funcionar como reforço do comportamento incompatível, isto é, a pessoa pode não se sentir descompensada enquanto durar essa leitura ou o seu efeito. Fora desse tempo, a descompensação continuará. É por isso que não confio apenas na leitura desses livros de autoajuda, que são uma espécie de formulários onde muitos devem «caber» mas, se não couberem, o problema passa a ser deles. A leitura tem de ser direccionada para poder proporcionar orientação e incentivo ou estímulo, além de reforço positivo e vicariante.

Então, o que é que acha melhor?
− Para mim, quando enveredei pela biblioterapia, no apoio ao Júlio, quis dar ao paciente a capacidade de Consegui-Bcompreender o modo como funciona o comportamento humano isoladamente e em interacção com o meio ambiente e a maneira como o meio ambiente o influencia, havendo influências recíprocas. Não lhe quis «impingir» quaisquer livros de autoajuda, mas sim uma selecção de apontamentos preparados para livros destinados a compreender os mecanismos do comportamento humano, a sua modificação possível e as técnicas que se podem utilizar para reduzir o desequilíbrio psicológico ou até, evitá-lo. Contudo, tem de existir envolvimento, colaboração e treino do prório, tudo isso compreendido através de leituras adequadas e devidamente orientadas. A acção e a adesão do próprio é muito mais importante do que apenas as leituras.
“Em todo o método que estou a utilizar, englobo essencialmente a logoterapia, com a modificação do comportamento, a gestalt, a terapia centrada no cliente, a inferência analítica, a reestruturação cognitiva e qualquer outra formulação psicoterapêutica que me possa ajudar e incentivar o paciente a enveredar por um novo caminho. Contudo, repare que tem de ser o próprio a compreender toda essa problemática e não ficar «dependente» de algum psicoterapeuta que lhe possa dispensar a sua atenção, com conselhos e consolações durante as «horas de 50 minutos», que vulgarmente se utilizam em grande parte das Maluco2psicoterapias. Se a «cabeça» do próprio não funcionar e sintonizar com isso, todas as terapias redundam em insucesso ou sucesso aparente e temporário.
“Para isso, também quis dar ao próprio a possibilidade de «descobrir» por si o modo como os outros resolveram ou reduziram o seu problema, descrevendo alguns «casos» mais característicos passados comigo e com muitas mais pessoas, autonomamente ou com pouquíssimo apoio do psicólogo, mas muita colaboração e persistência da própria pessoa (B) (C) (E) (G) (H) (L).
“O caso ficcionado da Joana (D), utilizando o modelo de vários anos de consultas, mostra como se podem evitar muitas descompensações desnecessárias, mas inevitáveis numa sociedade que não se compreende a si mesma e vive apenas para a sua «imagem» e através dela. Senão, a «fuga» de pessoas da nossa «civilização» e «cultura» não iria enveredar por uma causa e ideais que, para a maioria, não dizem coisa alguma. Alguns até podem achar que todos esses acontecimentos são espúrios, localizados e sem sentido. Contudo, eles foram «incubados» ou «educados» em determinados ambientes aparentemente Psicopata-Bsaudáveis. Como já disse, a educação é a base da formação da personalidade e dos conceitos que incorporamos na nossa «maneira de ser» e vamos utilizando pela vida fora. Dependem do educador, do educando e da sociedade envolvente, englobada numa determinada «cultura». Por exemplo, para o Júlio (E), estar longe dos pais, com sacrifício e saudades deles, para poder estudar o que na sua terra não conseguiria, constituiu um trauma que o descompensou. O que para muitos era «normal» naquela época, passou a ser «anormal» e «traumatizante» para o Júlio, que só melhorou quando compreendeu isso. Não foram os apontamentos policopiados que o ajudaram? Não foram os exercícios de imaginação orientada e de autohipnose que o livraram do seu «sufoco»?
Por isso, quando estive a leccionar Psicopatologia, preparei um livro (A) em que apresento várias facetas da normalidade, anormalidade e influência dos medicamentos nas psicoterapias, que até um psiquiatra americano muito conceituado e professor universitário, fala nos meios de comunicação dos EUA, como deve ter visto num post Psicoterapia / Medicação (6 abr 14) cujo link estou a mencionar.
“Havendo necessidade de dar algum apoio psicopedagógico ou reeducativo, que falta imenso hoje em dia, oDepressão-B livro sobre Neuropsicologia (I) em que a minha mulher trabalhou bastante e quase exclusivamente, pode ajudar muito, até em casos de descompensação psicológica, tal como aconteceu com a filha do Antunes (B), a quem ele deu apoio só com a ajuda dos livros antecedentes, então publicados pela Plátano.
“Na parte do rendimento e comportamento nas empresas, tive a necessidade de preparar um livro (N) para as aulas de Comportamento Organizacional e que pode ser vantajoso para quem está na gestão duma empresa ou na técnica de vendas.
“Infelizmente, a nossa vida, baseada em falsos conceitos e preconceitos diversos, ajuda a manter uma sociedade que não vive, de facto feliz, mas que se baseia essencialmente em bens materiais para ter uma «felicidade» aparente com muita dependência do meio ambiente. Não goza duma felicidade interior que deixe a pessoa autónoma e de bem consigo própria. Ficamos sempre à espera de saber o que os outros dizem de nós e, por isso, para satisfazer os outros, até podemos enveredar por um caminho que não nos agrada. Também, por isso, e por causa dos diversos preconceitos que reinam na nossa Psi-Bem-Bsociedade, muitas psicoterapias tornam-se difíceis ou impossíveis de serem levadas a bom termo, como apresento nos 4 «casos» descritos em outro livro (M).
“As pessoas necessitam de compreender bem como funciona o comportamento humano e, como disse ao Das Neves (B/109) –  Corrigenda (22Abr12) – algumas intervenções em sessões com bastante gente, podem ser benéficas até para reduzir os custos com a «doença mental», orientando tudo para a sua prevenção e profilaxia.

− Parece-me que utiliza a hipnose como um dos métodos terapêuticos, com sessões muito prolongadas. Como é que faz isso?
− A hipnose é um instrumento que ajuda, em muitos casos, a melhorar os efeitos terapêuticos além de os encurtar. Depende da Educar-Bmaneira como é utilizada e do seu aproveitamento, com tempos de psicoterapia muito prolongados, mas reduzidos na sua totalidade, com resultados muito melhores do que numa psicoterapia vulgar. A falsa ideia da hipnose (E/59…) e, às vezes o preconceito contra a mesma  – Psicoterapia Votada ao Fracasso (20Jan11) e especialmente contra os tempos prolongados, é difícil de se reduzir ou eliminar. Se o Júlio (E) não fosse sujeito à hipnose, aprendendo a fazer a autohipnose, não teria obtido os resultados que conseguiu e dos quais continuará a beneficiar pela vida fora.  Se o «Calimero» (M) não fosse apoiado em sessões prolongadas, logo que foi possível e vantajoso, não teria chegado ao 3º ano da licenciatura, quase no momento da interrupção da sua psicoterapia, por se ter mudado para o Porto, quando antes, durante anos, ficou «parado» no 11º ano e com uma série de «medos», apesar de ter apoio psicológico tradicional. São essas ideias novas que estou a tentar implementar e difundir.Adolescencia-B

− Pelo que li por alto no seu blogue, quase que mostra nos vários artigos, que «receitar» livros não é suficiente nem tão vantajoso como aquilo que está a propor na sua biblioterapia e autoterapia. Porquê? 
− Receitar livros, exige que uma pessoa vá à consulta. Isso será possível com as dificuldades que existem hoje em dia? Essa leitura de livros será com ou sem a ingestão de medicamentos? Quem vai fiscalizar a leitura de livros? Esses livros, que eu não conheço, serão adequados? Qual o efeito provocado por esses livros? Diminuição do problema ou sua resolução? Qual a taxa de sucesso? Da minha parte, sei qual a taxa de sucesso que se obteve e o tempo utilizado em cada caso está devidamente mencionado.
“Conduzir psicoterapias, com pouco apoio, mas que deixem a pessoa dependente do psicoterapeuta, da leitura ou de qualquer Difíceis-Btipo de prática, quando não, de medicamentos, parece-me que não é tão bom como ajudar a pessoa a tornar-se autónoma, independente e capaz de se equilibrar e auto orientar. É o que eu pretendo, além de tentar ajudar os pais a «educarem» os filhos a autoorientarem-se, tornando-se autónomos e autoconfiantes.
“Além de psicoterapia em si, que pode ser autónoma e independente só com leituras, compreensão e treino adequado, ela pode ser conduzida com pouco apoio do psicólogo e pode funcionar como medida de prevenção. É o que estou a tentar apresentar nos dois últimos livros, um dedicado à Autoterapia (P) que indica os passos a serem dados por quem tenha dificuldades e o outro destinado a que as pessoas queiram compreender as vantagens duma Biblioterapia (Q) ou psicoterapia só com o apoio dos livros, devidamente preparados, apresentando «casos» e modos de proceder de cada um, com os resultados obtidos e que podem ser conseguidos satisfatoriamente. Inicialmente, nem necessita de consulta e o preço dos livros é irrisório, tal como o tempo necessário para os ler, podendo até as longas viagens diárias ser utilizadas para isso.neuropsicologia-B

− Naquela época, em 1985, as Jornadas de Saúde foram muito vantajosos para nós e para conhecermos muitos dos outros profissionais não-médicos do concelho. É pena que agora não façam nenhuma acção desse género para pôr toda a gente em contacto e dinamizar novas ideias.
− Da minha parte, já sabem com o que podem contar, com a descrição das actividades desenvolvidas e com as respostas dadas a muitos comentários que se podem ver no blog.
“Posso garantir que a Biblioterapia bem conduzida, com compreensão e colaboração do paciente, sem medicamentos, pode reduzir os custos das psicoterapias em mais de 60%, provavelmente, com muito melhores resultados e autonomia do paciente. O importante, para isso, seria também eu poder publicar todos os livros devidamente Apoio-Breorganizados e actualizados, o que não pretendo fazer, por enquanto, através de alguma editora. Quero ser eu a actualizá-los a cada momento, utilizando para isso tiragens muito reduzidas. Julgo que isso só será possível se houver um grupo de pessoas que queira implementar este projecto que tenho em mente e que estou a apresentar para que os possíveis interessados o possam conhecer.

−Quase que me pareceu estar a dizer que, sem a intervenção de qualquer médico ou psicólogo, é possível
o interessado conseguir fazer umas leituras indicadas e seguir as indicações dadas no último artigo sobre Biblioterapia e conseguir implementar a prevenção ou profilaxia ou enveredar por uma psicoterapia orientada pelo próprio. Os custos e as incomodidades ficam extremamente reduzidas, devendo isso ser mencionado no seu molhar2futuro livro sobre BIBLIOTERAPIA
(Q). Fiquei satisfeito.
− Repare que a leitura de livros pode ser feita adquirindo-os ou solicitando o seu empréstimo. O seu preço é irrisório em comparação com uma consulta. Também, muita gente pode utilizar o mesmo livro, ao passo que a consulta é unipessoal. A leitura dos livros, tal como os diversos posts do blog, não tem efeitos secundários prejudiciais como os medicamentos e ajuda a compreender muita coisa de que uma cabeça preocupada necessita para o seu bom raciocínio e equilíbrio. Uma pessoa que se disponha a ler, mesmo que não consiga obter qualquer apoio psicológico, que não é desprezível, pode por si só, antecipar-se e fazer qualquer coisa em seu favor ou em favor dos seus. Também pode difundir a ideia da biblioterapia e ajudar a compreender muita coisa, a começar pelo próprio.
“Se não houver quem receite esses livros dos quais falam os ingleses (quais?) o que farão os que nem conseguem uma consulta apenas do médico de família? Vão deixar-se «ir abaixo»? A minha intervenção no facebook teve essa intenção, porque o blog é menos lido ou consultado, a não ser por alguém que necessite de apoio e tenha obtido conhecimento do mesmo através de amigos e conhecidos.

− Comigo, aconteceu isso. Uma pessoa minha conhecida, disse-me um dia que havia uma página do Centro de Psicologia Clínica no facebook, a falar sobre psicologia e psicoterapia de que eu gostava. Também me mostrou que, agora, falava em BIBLIOTERAPIA. Quando me mostrou essa página e fomos Respostas-B30ter ao seu blogue, através do artigo sobre BIBLIOTERAPIA – 5, fiquei interessado em consultar mais artigos, depois de ler com cuidado aquilo que estava a consultar e que era muito denso.
− Obrigado pela informação e pelo interesse no blog. Eu vou fazendo o que posso e dando as informações possíveis para aliviar as consultas. Agora, as consultas são poucas e até o consultório se situa mais perto do Centro de Saúde de Mem Martins, no consultório de Ginecologia da Dr.ª Helena Ferreira.
“Vou ver se transformo esta conversa, mais ou menos, num novo post onde vou tentar mencionar alguns dados sobre algumas psicoterapias. O Antunes (B) fez autoterapia. A Cidália (C), foi ligeiramente apoiada. O Júlio (E) foi apoiado num café durante 8 semanas. A Cristina, por não se considerar maluca devida aos inúmeros preconceitos reinantes entre nós, foi disfarçadamente apoiada em casa. A Germana foi apoiada em consultório e o Januário, totalmente descrente e já experimentado, fez uma psicoterapia relâmpago (L). O Joel (G) ficou extremamente agastado por não lhe ter sido proporcionada uma família e uma educação adequada. A Isilda (H), sofrendo dum «mal» que afecta mais de metade da população tentou suicidar-se e a «nova paciente» servindo-se do exemplo da Isilda, fez quase uma autoterapia. Muito há a fazer na nossa sociedade que não goza do equilíbrio psicoterapia2psicológico a que tem direito.

− Parece-me que o nosso sistema de saúde está a ficar cada vez mais degradado, quando antes, tinha começado a funcionar um pouco melhor. Eu notei isso quando ainda estava no activo. 
− Dou-lhe toda a razão. No sistema de convenções, torna-se quase impossível fazer uma psicoterapia séria. Dá para uma espécie de «remendo» temporário. Não sei se reparou que o sistema de saúde começou a ficar degradado desde o tempo em que nos encontrámos nessas Jornadas e foi piorando cada vez mais. Quais foram os governos e as políticas seguidas? Seguramente, não foram a favor da população. Além disso, implementar ideias novas, mesmo que sejam sérias e mais económicas, é difícil, especialmente no contexto cultural em que vivemos, que stress2aceita como boas todas as ideias difundidas «glamorosamente» pela comunicação social, que é orientada por vários «interesses», favorecendo a «fama» de alguns, o «proveito» de outros e a «ilusão» de terceiros, nos quais ficamos englobados. A rádio, ouço pouco, mas não existe canal de televisão que não apresente esses programas (J/55…), com plateias pagas e que «dão a cara», às vezes, para «institucionalizar» «inverdades» anunciando «curas» milagrosas. Além disso, depois de «ouvisto» tudo aquilo que os diversos «comentadeiros» e «coscuvilheiros» dizem constantemente «à séria», os «cidadões» ficam prestes a ter um «ataque de nervos», cuja cura só pode ser iniciada com uma boa biblioterapia, se não fôr uma prevenção, com profilaxia através duma «educação» adequada.

– Você ainda goza com isto!
– É o resultado da experimentação e da prática da «Terapia do Equilíbrio Afectivo» que iniciei em «Educar»-Bmim em 1973 e que foi evoluindo até agora com a Imaginação Orientada e a autohipnose, para culminar na biblioterapia. É pena que estejamos  na situação em que estamos e, por isso, eu não desisto e vou continuando com o blog e com a recomposição dos meus livros. Pode ser que a nova geração desperte do marasmo em que estamos a viver.

− Gostei imenso desta conversa e fico à espera do seu novo artigo que, julgo poder ler a partir da segunda ou terça-feira.
− Espero que sim. Felicidades para si também.

Depois deste encontro, só me restava o trabalho de passar tudo a limpo e fazer o mapa das psicoterapias dos diversos «casos» e dos seus resultados.homem2

«CASOS» Resultado final Consultório períodos Treino em casa Leitura (horas)
Antunes óptimo 40 2000 780
Nova paciente óptimo 3 500 1200
Júlio óptimo 2+120 >35 50
Januário bom 50 1500 600
Germana bom 44 500 100
Cristina bom 220 50 100
Joel bom <42,5 >180 ???
Isilda aceitável 10 64,5 20

 

DIA-A-DIA-C

O caso do Antunes (B) foi quase uma autoterapia, com biblioterapia.
O da «nova paciente» (H) foi biblioterapia com ligeiro apoio inicial.
O do Júlio (E), foi uma biblioterapia com apontamentos policopiados. Neste caso, a intervenção no café foi considerada como no consultório e somada às duas sessões no hospital.
O do Januário (L) a foi uma terapia relâmpago com muito reino, embora sem muita biblioterapia.
O da Germana (L), combinou alguma biblioterapia com treino em casa.
O da Cristina (L) foi um trabalho disfarçado, com biblioterapia depois da sua sensibilização para a psicoterapia.
O do Joel (G) foi um caso especial em que a terapia prolongou-se por 6 meses, com melhoria e muita profilaxia, com biblioterapia posterior.
O da Isilda (H), como reacção ao meio ambiente, foi com pouca biblioterapia, mas bastante esforço e compreensão da própria,pqsp2 treino em casa e uma oportunidade de «fuga» bem-sucedida, para um namoro, com casamento estável.

Os antecedentes deste post, que interessa conhecer, são:
Biblioterapia (8 jul 14)
Biblioterapia – 2 (14 set 14)
Biblioterapia – 3 (22 set 14)
Biblioterapia – 4  (29 set 14)
Biblioterapia – 5 (1 out 14)

Espero que os interessados leiam bem e façam aquilo que acharem melhor para si próprios, não ficando à espera que quaisquer governantes se preocupem, de facto, com a boa saúde mental a não ser nos discursos de propaganda que elaboram na ocasião das eleições. Eu continuo a praticar aquilo que está mencionado nestes posts.

Consultou os links mencionados neste post?

Em divulgação…

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post  individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS  para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)
Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

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