PSICOLOGIA PARA TODOS

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AUTOANÁLISE

Em resposta ao seu comentário no post RESPOSTA 41, que transcrevo a seguir, Respostas-B30como já prometi, faço o seguinte post explicativo:

A auto-análise, como me diz que está a fazer, até pode servir para justificar uma série de maus hábitos que possa ter adquirido e que lhe estarão a causar algum problema (efeito) desagradável. Só lendo tudo com muito cuidado e compreensão poderá ter alguma vantagem para iniciar uma autoterapia se, de facto, não tem qualquer outro apoio.”
 
Tal como disse anteriormente à outra comentadora, volto a insistir que não sei quais os livros e os posts que leu e se compreendeu o meu ponto de vista.«Educar»-B
Da primeira vez que falei na autoanálise, foi no caso da Cristina (L), no antigo livro «Como «EDUCAR» Hoje». Tento explicar nele o modo como uma determinada «educação», embora muito «civilizada» e de muita «etiqueta» pode ajudar a criar problemas e desequilíbrios psicológicos. Naquela época e nas circunstâncias do momento, foi possível apresentar-lhe as ideias da psicoterapia, dum modo como não seria possível num consultório.
A psicoterapia que lhe foi iniciada dissimuladamente, com muita «conversa» à mistura, foi o início do seu reequilíbrio psicológico. Mas, depois de compreender o funcionamento dos mecanismos do comportamento Depress-nao-Bhumano, ela exercitou-se no relaxamento mental e serviu-se do diário de anotações para a sua recuperação. A autoanálise serviu para conseguir manter posteriormente uma profilaxia necessária e desejada por ela.

O Júlio, de , apesar de apoiado quase à mesa dum velho café
durante 8 semanas, com «conversas» e autohipnose, só melhorou com a prática de relaxamento mental e Imaginação Orientada, que manteve em casa, com o acompanhamento de muitas leituras que o ajudaram a compreender os pressupostos da psicoterapia e manter uma autoanálise saudável, praticada apenas durante algum tempo depois da sua completa remissão.

A Cidália, de , lendo muita coisa sobre o comportamento humano e casos anteriores, apesar de Maluco2acompanhada em psicoterapia, conseguiu fazer a
autoanálise e mantê-la durante algum tempo até se ver completamente livre da depressão em que esteve mergulhada durante o seu curso universitário e, posteriormente, no decurso da sua vida profissional, ensombrada pela exigência dos seus pais que quiseram que ela fosse viver com eles, muito depois de eles a terem quase «abandonado» nas mãos dos avós quase à nascença. Apesar de pressionada, até conseguiu resistir à tentação de utilizar os medicamentos psiquiátricos de que a mãe se servia com frequência.

No livro dedicado ao caso do Antunes, de  , onde se encontra descrita a técnica a Acredita-Bser utilizada para uma autoterapia, mostro que a autoanálise não foi necessária e que os exercícios de relaxamento mental e de Imaginação Orientada foram essenciais e suficientes. Apesar de nunca ter feito a autoanálise, ele conseguiu resolver o seu problema de depressão grave, depois de deixar os medicamentos e de ter praticado os exercícios de relaxamento mental, iniciados depois de muita «conversa», apresentada na , de leitura e de apoio à filha para lhe reduzir o seu insucesso escolar.

Tal como a Cristina, o Júlio, a Cidália e o Antunes, além de muitos outros, leram os livros então publicados ou os Consegui-Bapontamentos iniciais que lhes deram origem e que servem para a reorganização dos 17 novos livros da colecção da  (Q):

 (F)
(K).

Em nenhum destes livros ou quaisquer outros, com os «casos», me parece ter dito que a autoanálise deveria ser feita sem algumas regras fundamentais que são:
◊ A autoanálise não é uma análise escrita feita racional a lucidamente. É importante que a escrita seja quase automática, Interacção-B30sempre seguida e sem paragens, sem muita consciência do que se escreve, como se a caneta estivesse ligada ao cérebro. É como uma espécie de «vómito psicológico» que não é «controlado». Sai espontaneamente da «profundeza» das mentes.
◊ Não podem existir correcções nem preocupação com a gramática, ortografia ou
sintaxe.
◊ Este exercício deve ser feito todos os dias, com um tempo bem delimitado, sempre o mesmo e mais ou menos à mesma Psicologia-B
hora. Fazer isso a uma hora mais ou menos certa e, com a limitação do tempo, pode provocar o efeito de Zeigarnick, suscitando recordações posteriores úteis para a psicoterapia de profundidade. Isto quer dizer que no limite de tempo marcado com um temporizador, não se deve continuar a escrever, mesmo que a palavra fique a meio. Por isso, a quantidade de «escrita» em cada dia deve ser mais ou menos semelhante, verificada no papel preenchido.
◊ Depois da escrita, o material deve ser imediatamente arquivado, sem ser lido. Por isso não deve ser utilizado um caderno. Para tanto, é necessário que existam folhas soltas já devidamente furadas e uma pasta para arquivar tudo, sem ler. Também é indispensável que haja bastantes folhas de papel, com duas ou três esferográficas ou lápis para Saude-Bsubstituição rápida no caso de alguma falha.
◊ A leitura daquilo que se escreveu na primeira semana só deve ser iniciada passados os primeiros 6 meses de escrita, todas as semanas, no mesmo dia da semana.
◊ Passado um ano, num outro dia da semana, pode-se começar a ler, duma só vez, aquilo que se escreveu nos primeiros 3 ou 6 meses, para se continuar isso de 3 em 3 ou de 6 em 6 meses, comformr a quantidade de escritos lidos de cada vez.

A intenção da autoanálise, é tentar trazer ao nível do consciente muitas dos factos que ficaram remetidos ao nível do inconsciente, provavelmente, como recalcamentos. É o que está recomendado na AUTOTERAPIA (P), como uma opção de melhoria de desempenho. Não se fazendo isso e não mantendo um determinado tempo, pré-definido para a escrita, o Psicopata-Bdiário de anotações serve perfeitamente e até pode ser vantajosamente substituído, presentemente, por um mini gravador. É como fazer uma selfy de palavras com as recordações que surgem expontâneamente.

Existem vários posts neste blog para ajudar a fazer relaxamento e autoterapia – Psicoterapia 6 (01Nov13). Se não lerem pelo menos tudo isso com atenção, tanto o comentador actual, como a comentadora anterior, nada conseguirão fazer por si próprios e vão depender de psicólogos, psicoterapeutas ou psiquiatras e, pior ainda, dos medicamentos que estes últimos utilizam – Psicoterapia / Medicação (6 abr 14).

Os pressupostos de vários modelos de psicoterapias, da autoanálise e de alguma Psicoterapia-Bprática da Psicanálise, foram bastante discutidos com o Januário (L) em «Psicoterapia Para Quê?», depois da sua desilusão total com os tratamentos medicamentosos, psicanalíticos e psicoterapêuticos a que se tinha sujeitado anos antes, com total descrença e desilusão. Contudo, não lhe foi necessária uma autoanálise e a sua recuperação quase total deu-se quase num fim-de-semana, depois de quase dois anos de prática do relaxamento mental incentivado pela mulher.

Tentar fazer desaparecer uma dor muscular com comprimidos de aspirina porque os mesmos fazem desaparecer uma dor de cabeça em determinadas circunstâncias, é uma má solução. Interessa compreender bem todos os mario-70
pressupostos das dificuldades e das técnicas a utilizar. Também é necessário saber de que modo se devem utilizar essas técnicas. Por esse motivo e porque muitos comentadores do blog demonstraram não conseguir seguir os passos necessários para uma boa psicoterapia, foi preparado o livro , à espera de publicação depois das inscrições suficientes.

Nesse livro, está claramente dito que é necessário fazer um inventário e uma avaliação
periódica dos sintomas que incomodam e que são os efeitos das causas que se podem descobrir com o relaxamento mental, mesmo que tenha de ser precedido do muscular, seguido da Imaginação Orientada, com muita leitura e DIA-A-DIA-Ccompreensão de todos estes mecanismos psicológicos e capacidade de analisar com humildade, objectividade e realismo todos os comportamentos, emoções e sentimentos já vividos. Com essa aprendizagem pode-se plenear o futuro, com as disponibilidades do momento.

É bom compreender, através de diversos posts deste blog, que a psicoterapia depende da cabeça de cada um e que essa cabeça só pode ser saudavelmente alterada pelo próprio, sem medicamentos que alienam e que deixam a pessoa sem a capacidade de reagir correctamente.

Quando digo LER, quero significar que a pessoa deve ler com atenção e apreender o Stress-Bsignificado profundo do conteúdo da mensagem, sem fazer uma leitura como a de romances ou noticiários.
Se o comentador me diz que leu em algum livro qualquer coisa sobre autoanálise, deve ter compreendido que é opcional e que, por si só, não deve dar muito resultado. Além disso, pode justificar determinados comportamentos inadequados e que não foram analisados devidamente na Imaginação Orientada. Agora, até se fala em Biblioterapia, com romances e outros livros.

Se não consegue fazer devidamente a autoanálise, ou se a deve fazer ou não, depende de si próprio e da sua decisão, treino e leitura de tudo aquilo que mencionei. Por isso, espero que leia ou releia tudo em cada post, bem como aquilo que se refere aos links nele mencionados e os comentários que os leitores fizeram.

É por este motivo que, depois de 35 anos de prática clínica, me preocupo com a Psi-Bem-Cinformação que pode ser dada,contestada e corrigida verbalmente em reuniões de várias pessoas (B/109) para compreender os mecanismos do funcionamento humano, da sua alteração e das possibilidades de prevenção para que não existam desequilíbrios ou que os mesmos possam ser rapidamente resolvidos.

A autoanálise, sem a manutenção das normas mencionadas, não pode servir como um diário, especialmente, se for escrito com muito cuidado e consciência. A autoanálise necessita de «não-consciência».
Como ninguém gosta de ter ou apresentar uma má imagem, alguns factos recordados conscientemente podem ser devidamente justificados e enquadrados para os ver como certos e Difíceis-Baceitáveis, embora sejam as «causas» dos «efeitos» ou das dificuldades actuais que se pretendem eliminar e que, às vezes, são conotadas com culpas.
No relaxamento mental e na Imaginação Orientada, devidamente compreendida através da leitura dos mecanismos do comportamento humano e da resolução de alguns casos, se necessário, essa autoimagem deve ser analisada com racionalidade, objectividade e humildade para se descobrirem as causas e fim de alterar os seus efeitos. Se tudo estiver bem e justificado, nada se vai alterar. Por isso, é essencial a humildade e a capacidade de descobrir as causas, sem as confundir com culpas.

É também por isso que estou a reorganizar todos os livros já publicados para os Biblioaglutinar numa colecção de 17, destinada à BIBLIOTERAPIA (Q) que é explicada neste livro e difundida nos vários posts com o mesmo nome, neste blog – Biblioterapia – 6 (13 out 14).

Em Portugal, não temos necessidade de gozar de uma saúde mental de menor qualidade do que no Reino Unido, onde a Biblioterapia, com «prescrição de livros» já é um facto desde os princípios deste século, embora já tenha sido ensaiada pessoalmente desde 1973.
O pai da JOANA (D) que o diga, com a modificação e a profilaxia que foi conseguida no seu «caso», tanto nela, como nos seus pais e irmão.


Depressão-BEm divulgação…

Consultou os links mencionados neste post?arvore-2

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post  ndividual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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One thought on “AUTOANÁLISE

  1. Já consultei alguns artigos deste blogue.
    O que mais intrigou é que alguns deles se podem relacionar com as citações do duque de La Rochefocauld.
    Se desejar, consulte o site http://www.citador.pt/frases/citacoes/a/francois-duque-de-la-rochefoucauld/320

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