PSICOLOGIA PARA TODOS

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BIBLIOTERAPIA − 7

Estava calmamente sentado junto duma janela, a tomar um café cheio, quando uma pessoa conhecida, vendo-me dentro do café, entrou, aproximou-se de mim e pediu para se sentar.

Hoje está por aqui?
– Entrei neste café por estar a chuviscar e para esperar pela minha mulher que tem Bibliomais duas pessoas a ser atendidas antes dela, na cabeleireira. Sentado aqui, dá para observar muita coisa, em vez de estar a molhar-me à chuva.

Estive a consultar o seu blogue durante os últimos dias, especialmente os postes que se relacionam com a Biblioterapia. Fiquei impressionada com a utilização desse método no Reino Unido e nunca imaginei que concordava com o mesmo e que já o estava a tentar aplicar em Portugal há mais de 20 anos.
– Posso dizer que fui eu, em primeiro lugar, o seu primeiro utilizador e experimentador. Com o bom êxito obtido, fui desenvolvendo a técnica da Terapia do EImagina-Bequilíbrio Afectivo, que foi utilizada com o Joel (G) e com a Isilda (H), mas sem eles conseguirem ler muita coisa sobre o assunto no início dessa experiência.
Quando tive apontamentos suficientes para as pessoas compreenderem o funcionamento do comportamento humano (F) e da interacção social (K), explicando o mecanismo e aplicando-o com a técnica da imaginação orientada, secundada pela autohipnose, tentei isso com o Júlio (E) e obtive um êxito muito grande.
Não tive oportunidade de utilizar o método com muito mais gente porque é difícil a colaboração do próprio para ler muita coisa, treinar em casa e persistir, apesar dos primeiros desencorajamentos, desconhecimentos ou resistência à mudança, porque quase todos têm, inicialmente, uma ideia muito diferente da psicologia, tal como o pai da Joana (D) e até a Cristina, a Germana e o Januário (L).
Contudo, passado algum tempo e depois de muitas «conversas (J), o Antunes (B) deu-me a satisfação de experimentar o método quase de forma autónoma a ponto de «empurrar» a Cidália (C) a fazer quase o mesmo, embora com alguma ajuda do psicólogo e apesar de quase forçada pela mãe a utilizar os medicamentos antidepressivos a ansiolíticos que ela própria tomava e o médico recomendava.

– Estou admirada que só com a leitura e treino se possa fazer tanta coisa que se faz «normalmente» com muitas consultas.
– Como é uma abordagem nova e foi por mim pessoalmente experimentada e com alguns mais «corajosos» e «persistentes», fiquei empenhado em ir revendo os casos antigos que já tem muitos anos, com resultados consolidados. Faço os possíveis por descrever a sequência dos acontecimentos, com a indicação do tempo despendido, o número de sessões de psicoterapia e o resultado final. Já deve ter visto isso nos meus posts anteriores.
Lembre-se que, geralmente, em quase todos os casos, diagnostica-se uma «doença» ou um «desequilíbrio» e tenta-se dar um remédio que pode ser através dos medicamentos e/ou através da psicoterapia suplementar. Como já disse, o medicamento influi no organismo e faz com que a pessoa não «pense» ou torne-se «insensível» aos seus problemas. Se for um problema fisiológico, ele pode ser solucionado. Porém, se forem problemas psicológicos, eles continuam na «cabeça» do indivíduo com menos força do que no início. Eles não desaparecem, nem o próprio aprende a dominá-los ou a compreendê-los, ultrapassando as dificuldades sentidas. Fica tão alheado ou apático, como o bêbado que quer esquecer as suas «desgraças». Pode ser que os «drogados» também sigam o mesmo percurso.

– Como é que se consegue «mexer» na cabeça dos outros ou resolver isso só com a leitura?
– A leitura dos livros sobre o funcionamento do comportamento humano (F) e a interacção social (K) dá uma ideia de como é que todos funcionamos em termos de causas e efeitos, sem tentar descobrir «culpas» que são sempre atribuídas aos outros, incluindo ao meio ambiente familiar, social ou cultural. Sentimo-nos desgraçados porque não podemos evitar ou eliminar estas causas e vamos tentando adaptarmo-nos à sua existência. Quase que se instala o conformismo e, a depressão aprendida, pode não ficar muito longe. Com a leitura, interessa começar a compreender tudo isso, descobrir as causas dos efeitos que nos incomodam e tentar alterar essas causas para eliminar os seus efeitos. Quando conseguimos fazer a análise do comportamento ou dos acontecimentos que provocam os efeitos indesejados, compreendendo toda a situação envolvente, ficamos aptos a descobrir de que modo poderemos alterar essas causas para obter efeitos diferentes e que nos
interessam mais.
Para isso, além de compreender toda a situação, é necessário que, além da leitura, o próprio siga alguns procedimentos que foram utilizados na Terapia do Equilíbrio Afectivo (J), com a ajuda inicial do relaxamento muscular, se necessário, para atingir o relaxamento mental, a fim de descobrir e relembrar os bons momentos que tivemos na vida e dos quais nos esquecemos. Seguramente, existem muitos momentos bons que ficam esquecidos, incluindo diversas situações difíceis que foram ultrapassadas com êxito. Recordar isso, ocasiona em cada um autoreforço positivo, que é utilizado para Consegui-Bcontrabalançar as dificuldades e implementar as forças suficientes para enfrentar e ultrapassar, com êxito, os desequilíbrios do momento. Utilizando a Imaginação Orientada (J), em parte, com a ajuda da autohipnose, torna-se possível rever e analisar muitas coisas do passado como num filme da nossa vida para plenear o futuro da nossa existência. Olhamos para tudo como no cinema e compreendemos a situação, envolvendo-nos racional e objectivamente, mais do que emocionalmente. Com esta visão, vamos tentando arquitectar soluções para as dificuldades actuais, com a alteração das «causas», que ocasionam os «efeitos» indesejados. Se com a Terapia do Equilíbrio Afectivo, o resultado da melhoria foi de 68%, incluindo 23% de resolução dessa Maluco2situação, com a Imaginação Orientada e a autohipnose, a melhoria foi muito mais do que 68%, porque ajudou a prever ou imaginar dificuldades futuras e o modo de as ultrapassar com os ensinamentos do passado.

– Será possível cada um poder fazer isso, sem ajuda?
– Já disse que ninguém me deu ajuda e o caso de depressão ansiosa reactiva muito grave foi resolvida em menos de 2 anos. Os problemas eram meus e desenrolavam-se em interacção com o meio em que estava inserido. Ninguem mais poderia fazer todo esse trabalho por mim. Poderia e deveria orientar, mas nunca tive essa sorte.
Também, o Antunes resolveu o seu problema de depressão, do insucesso escolar da filha e do desequilíbrio da mulher, com Psi-Bem-Calgumas «conversas», treino em casa e muita leitura devidamente orientada (B).
Com a sua experiência pessoal, Antunes conseguiu incentivar a Cidália (C) a seguir persistentemente o mesmo método, embora com algumas consultas que foram necessárias, no início, para ela se inteirar bem da situação e criar uma capacidade bastante grande para não se deixar ludibriar com os medicamentos que lhe davam um alívio temporário mas alienante e capaz de criar habituação, como acontecia com a sua mãe que quase a forçava a utilizá-los.
Com o Júlio (E), a situação foi completamente diferente, porque a dita psicoterapia foi quase conduzida durante 8 semanas à mesa dum velho café, com a ajuda da autohipnose.
Como a Cristina e a Germana (L) não compreenderam toda a metodologia através das leituras, foram necessárias bastantes Difíceis-Bconsultas e treinos de relaxamento para as fazer inteirar da situação. Com o Januário (L), apenas o prolongado treino do relaxamento ajudou bastante para se fazer uma psicoterapia relâmpago. Além disso, existia em todos um descrédito em relação à psicoterapia e à sua necessidade, utilidade e eficácia.

De facto, em muitas circunstâncias, já ouvi falar em medicamentos que não são adequados, especialmente com crianças e psicoterapias que não dão qualquer resultado positivo ou que se prolongam quase indefinidamente.
− Não sei a que se refere, mas julgo que também já disse isso. Com crianças, muito se tem abusado da Ritalina e outros medicamentos que podem prejudicar e alienar. Além disso, muitas psicoterapias não dão resultado por diversas razões, uma das quais é a reacção do meio ambiente que se torna quase hostil à Psicoterapia-Bpsicoterapia como ia acontecendo com a Cidália (C) e aconteceu com a «Perfeccionista» e o «Pasteleiro» (M). Outra das razões, pode ser a educação que não é a mais adequada como ia acontecendo com a Joana (D) e o «Calimero» (M). Isto pode acontecer especialmente devido às más informações difundidas na comunicação ou em diversos ambientes sociais, que ocasionam o desconhecimento dos familiares e, especialmente dos pais, que proporcionam reforços, modelos e identificações inadequados durante o tempo da estruturação da personalidade. Contudo, pode também uma psicoterapia ser mal conduzida como aconteceu durante algum tempo com o «Calimero» (M), quando os especialistas se baseiam em diagnósticos precipitados e mantidos, mesmo depois de se verificar que podiam estar errados, como aconteceu com o Joel (G).

Acha que a estruturação da personalidade é muito importante?
− Acho que é fundamental. Como é que uma criança educada num ambiente em que os pais mentem constantemente ou, falando mais «civilizadamente», omitem e distorcem a verdade, ocasionando dissonância cognitiva nos cérebros em formação que estão a seu cargo, pode ter uma personalidade Depress-nao-Bdevidamente estruturada num sentido verdadeiramente saudável, ético, moral, humanitário e democrático? Quais são os modelos proporcionados pelos pais? Com quem se poderão identificar esses seres em formação? De que maneira estarão a ser moldados, com os reforços que lhes são proporcionados pelo meio ambiente, que preza a ostentação a corrupção, o nepotismo, a subserviência, a dominância, o oportunismo e várias outras coisas que a maioria da população diz que detesta, mas que não consegue evitar devido ao desconhecimento do modo como o comportamento se forma, mantém, modifica ou é eliminado? (F) (K).

O que se poderia fazer acerca disso?
− Já disse mais do que uma vez e até comuniquei o facto à Câmara Municipal de Sintra«Educar»-B que encarreirou o assunto para a área da saúde mental. Há possibilidade de fazer algumas reuniões com um público razoável de pelo menos de 30 pessoas, para esclarecer todos acerca destes assuntos que interessam à maioria. Com a exposição dos conceitos, respostas às dúvidas, abordagem de casos do dia-a-dia, propostas de resolução das dificuldades, especialmente, para evitar futuros desmandos, o contributo pode ser grande. Também pode servir para diminuir ou reduzir os actuais desequilíbrios psicológicos que vão aumentando com a crise e a austeridade insensata que é imposta aos que menos possibilidades possuem para não sofrer os seus efeitos. Há mais de 6 meses que estou á espera de que alguém se digne dizer qualquer coisa sobre o assunto, porque a impressão dos livros, que estão praticamente prontos, baseia-se muito nisso. A leitura desses livros e a compreensão do seu conteúdo seria abordado nessas reuniões, destinadas a apoiar grande parte da população com as informações e o esclarecimento de dúvidas. Se muitos dos «pacientes», que me «aturaram» durante algum tempo, beneficiaram com isso, inclusivamente, alterando a educação que estavam a dar, qual a razão de outros não deverem beneficiar destas experiências? Por isso, os «casos» de quem se submeteu à psicoterapia estão a ser devidamente escrutinados para serem difundidos e utilizados como modelos para os outros que possam sofrer de «males» semelhantes. DIA-A-DIA BTambém, os «casos» das diversas reeducações são apresentadas, com exemplos (I) para serem utilizadas como modelos para apoio de outras crianças, como aconteceu com a filha do Antunes (B). Também, para a gestão e liderança, existem algumas «dicas» que foram apresentadas aos alunos do ISMAT (N).

Quer dizer que os seus livros estão a abranger as áreas da saúde metal, reeducação e gestão?
− Tem razão. É o essencial e até dá umas dicas sobre o marketing e venda. Estou a reorganizar os livros publicados e a completar a colecção da BIBLIOTERAPIA, com um livro com este título e mais 17, que abrangem as áreas mencionadas. Para isso, por causa das sugesrões recebidas, estou a pensar num livro que possa orientar os interessados nas leituras específicas necessárias para cada caso. Pode chemar-se «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R). Todos esses livros estão a ser reorganizados e adaptados para isso, a partir dos que já foram publicados e com a inserção de novos «casos» estudados posteriormente. É por isso que me interessa actualizá-los, sempre que possível e necessário.

Como é que se pode fazer a utilização desses livros?
− Se a pessoa nada sabe sobre o assunto, pode começar por ler o «Biblioterapia» (Q).
Se não estiver a sofrer de qualquer desequilíbrio psicológico mas quiser ajudar alguém a estruturar uma personalidade adequada conhecendo os mecanismos do comportamento humano, pode ler a «JOANA a traquina, ou simplesmente criança?» (D). A partir desse «caso» ficcionado, pode adquirir muitos conhecimentos sobre a modificação do comportamento e desenvolvimento humano no sentido adequado.
Se sentir algum desequilíbrio, pode começar por utilizar o «AUTO{psico}TERAPIA» (P) e ir praticando aquilo que é necessário numa psicoterapia. Se não conseguir orientá-la ou executá-la sozinho, pode, pelo menos, «ir adiantando serviço» enquanto não obtém uma consulta. O Januário (L) ganhou imenso, apenas com a prática do relaxamento.
Se se sentir motivado para fazer uma psicoterapia de forma autónoma, além da prática das indicações dadas no livro já mencionado, pode socorrer-se do caso do Antunes, no «Acredita em ti. Sê Perseverante!» (B).
Para compreender melhor o mecanismo do comportamento e da interacção humana e «entrar» bem no conceito da psicoterapia, seria óptimo consultar os dois livros Marketing2«Psicologia Para Todos» (F) e «Interacção Social» (K), que apresentam muitas facetas da modificação do comportamento e das suas técnicas e registos, mantidos regularmente para uma boa verificação dos resultados e do progresso conseguido.
Caso queira saber o modo como a psicoterapia funciona, pode utilizar o «Imaginação Orientada» (J) para se inteirar de toda a situação terapêutica e dos possíveis resultados.
Se tiver necessidade de consulta ou desejar saber de que modo a colaboração e treino de cada um pode ajudar, acelerar e melhorar o resultado terapêutico, os casos da Cidália «Eu Também Consegui!» (C) e do Júlio «Eu Não Sou MALUCO!» (E)Apoio-B podem ajudar imenso.
Só estes livros devem ser suficientes, mas se alguém quiser pesquisar mais, pode ler «Saúde Mental sem psicopatologia» (A) para descobrir as vantagens ou as desvantagens da psicoterapia e da boa saúde mental, além de sondar o reino dos diagnósticos.
«Psicoterapias Bem-Sucedidas – 3 casos» (L), apresenta três vertentes diferentes a ter conta no problema das psicoterapias, especialmente quando existem na sociedade preconceitos contra as mesmas ou ideias absurdas sobre toda esta problemática que necessita da boa colaboração do paciente para um resultado rápido, eficaz e duradouro.
Também «Psicopata! Eu?» (G) e «Combata ou Evite a Depressão» (H), apresenta, respectivamente, os casos do Joel e da Isilda que melhoraram apenas com a terapia do equilíbrio afectivo e sem as leituras que o Joel fez mais tarde para consolidar a sua remissão total, ficando empenhado em ajudar os outros com a divulgação do seu «caso».
Em caso de dificuldades de aprendizagem e necessidade de reeducação ou reabilitação, «Neuropsicologia na Reeducação e Reabilitação» (I) pode dar uma ajuda substancial com a apresentação de casos e exemplos de reeducação.
A utilização dos conhecimentos de psicologia no marketing, venda, gestão, negociaçãoEscala-pisped-B
e decisão pode ser resumidamente apreendida em «Comportamento nas Organizações» (N)
Também, lendo «Psicoterapias Difíceis» (M), seria bom saber que uma psicoterapia ou uma reeducação tardias e a utilização de medicamentos exagerados, com os falsos conceitos relacionados com a psicologia e sua utilidade e utilização, pode ocasionar prejuízos desnecessários e evitáveis.
Por fim, «Respostas sobre Psicologia» (O) vai ficar a aguardar a sua vez para esclarecer o que não for possível nos outros livros.

Tantos livros?
− Nesta colecção são apenas 17, marcados com as letras  de (A) e (Q), devidamente LN-adm-B
direccionados para o que se pretende: elucidar as pessoas, tentar dar ajuda em caso de necessidade e fazer prevenção e profilaxia. Mas, não é necessário ler tudo.

Então, como é que se faria?
− A minha ideia é começar por apresentar os livros (Q) e (P) para os mais necessitados em conseguir um bom desequilíbrio psicológico. Com as «conversas» que se poderiam manter com essas e outras pessoas, poderiam ser satisfeitas as suas necessidades com as respostas necessárias e a leitura dos livros (B) e (C) que já estão LN-int-Bpublicados.
Desejando aprofundar as noções sobre psicopatologia, medicação e doenças psiquiátricas  livro (A) já publicado, pode ajudar.
Quem quiser conhecer os casos da Isilda (H), da Cristina, da Germana e do Januário (L), tem as publicações anteriores, da Plátano e da Hugin.
Havendo necessidade de apresentar mais casos, conforme os desejos e as necessidades dos intervenientes nessas reuniões, os livros (G) e (E) estão prontos para publicação.
Quem necessitar de apoio na reeducação (I), tem os livros anteriores já publicados reed2pela Plátano.
Os que desejarem apoio no marketing, venda, gestão, negociação (N), também tem livros já publicados nesta área, pela Classica, embora o actual esteja reorganizado.

Qual é o óbice para a publicação dos novos livros?
− A principal razão porque ainda não entreguei isso às editoras é porque, como já disse, elas distorcem, às vezes, a ideia do autor e a tiragem é suficientemente grande para se conseguir introduzir rápida e atempadamente quaisquer modificações que possam parecer oportunas. Do modo como estou a pensar, embora não tenha Respostas-B30agora capacidade financeira para isso, quero ter controlo total na feitura e aparência do livro, bem como sobre a sua actualização oportuna. Isso só se pode conseguir se a tiragem for muito reduzida, sem aumentar o preço do livro. Nessas reuniões de que falei, as pessoas interessadas iriam demonstrar o seu maior ou menor interesse por alguns livros específicos e as intervenções ajudariam a introduzir as actualizações necessárias para dar cada vez mais informação. Foi assim que reorganizei os livros a partir dos apontamentos fornecidos aos enfermeiros, especialmente os do Hospital de Vila Franca de Xira, nos anos 70 de 1900, sendo posteriormente enriquecidos com o feedback dos pacientes e com os comentários feitos pelos alunos do ISMAT e pelos utilizadores do blog [psicologiaparaque.wordpress.com].

Como está a sugerir e como também li nos seus artigos do blogue, parece que a educação tem muito a ver com o desequilíbrio psicológico. A psicoterapia parece que não se destina só para «malucos», que ninguém quer ser. Contudo, parece que esta ideia vai desaparecendo aos poucos para dar lugar a outros conceitos de quase espectáculos e curas miraculosas até com equipamentos especiais.
– Eu vejo isso constantemente na internet, especialmente no facebook e a HR-b-Btelevisão apresenta quase milagres de gente que sofre com ataques de pânico etc. Quem quiser, pode acreditar na facilidade com que dizem que se resolvem esses problemas, mas não contam comigo.

De facto, além de muitos bilhetes e panfletos que são distribuídos em todo o lado, há muita propaganda enganosa, especialmente em relação aos mais vulneráveis.
– Isso é verdade e posso garantir que muitas das práticas de ioga, ballet, ginástica, meditação, reiki, música, ou qualquer outra actividade que possa deixar a pessoa HR-M-Bfisicamente menos tensa é boa, mas só quando é gratificante para o próprio. Não é a actividade em si que é boa para qualquer pessoa se ela não gostar da mesma. É importante que, qualquer que seja, ocasione satisfação com o consequente «reforço positivo» para o próprio. É nisso que se baseia a Terapia do Equilíbrio Afectivo que tenta «desenterrar» as boas recordações do próprio e, ninguém mais a não ser a «cabeça» do própro pode fazer isso. A Imaginação Orientada e a autohipnose podem ajudar.

Já que utiliza a hipnose como um meio terapêutico, a leitura não poderia ser substituída pela hipnose, com economia de Saude-Btempo, de meios terapêuticos e da maçada para o paciente ter de ler os livros?
− Antes de tudo, tenho de dizer que todos os males existem na «cabeça» do próprio e que sem mudar as ideias dessa «cabeça» pouco ou nada se pode fazer. Tentar mudar essas ideias com as consultas ou com qualquer outro meio como a hipnose, sem ir às causas, analisá-las e compreendê-las para as tentar modificar, pouco ou nada se pode fazer a não ser deixar a pessoa na dependência do psicoterapeuta.
Já tive uma experiência com uma paciente que apareceu a pedir-me que utilizasse a hipnose porque tinha visto um programa na televisão em que com «um, dois, três» resolviam o assunto rapidamente. Quando fizer um novo post sobre a nossa conversa, dentro de alguns dias, vou transcrever as paginas 59 e 60 do livro «Imaginação Acredita-BOrientada» (J) (a transcrição é a seguinte).

Então, o que dizes daquele programa duma estação de televisão em que aparece um «hipnoterapeuta» a fazer um, dois, três na testa das pessoas e a mandá-las reviver o passado?
– Posso dizer-te que, há bem pouco tempo, uma senhora diagnosticada como maníaco-depressiva se mostrou interessada em submeter-se a psicoterapia por recomendação de uma paciente minha, de há muitos anos. Veio com o marido e disse que estava a ser medicada há mais de 20 anos, tendo ficado várias vezes internada num hospital psiquiátrico, com tratamentos sempre à base de medicamentos. Como a sua vizinha e amiga se tinha sujeitado a psicoterapia comigo durante cerca de Depressão-B
dois anos e nunca mais sofrera de depressão, achava que ela também podia beneficiar com isso. Durante a consulta, a dicção desta senhora era tão lenta e descoordenada que até parecia não ter bem a noção daquilo que dizia. Tinha lapsos de memória e falhas no contacto com o interlocutor. Por isso, o marido completava a informação que faltava. Assim, fiquei a saber que os exames psicológicos a consideravam maníaco-depressiva, além de oligofrénica, isto é, com um nível intelectual pouco desenvolvido.

“Sem alongar a consulta, que não me daria a informação mais rigorosa de que necessitaria no futuro, propus que experimentasse fazer o relaxamento, com o marido junto dela, a fim de que ele a ajudasse e incentivasse para não descurar do exercício que teria de praticar em casa, se possível, mais do que uma vez neuropsicologia-Bpor dia.
“Dei aos dois a noção de que, devido ao estado a que ela já chegara, a terapia demoraria pelo menos dois anos, com duas ou mais sessões semanais, para se conseguir atingir um resultado positivo extremamente reduzido. Além disso, ela tinha de ser sincera ao longo da terapia para que eu não fosse induzido em erro na minha formulação terapêutica. Era o prognóstico que eu fazia após uma curta observação inicial, depois da qual informei-os que ambos teriam de falar com o seu médico assistente para que a dose de medicamentos fosse diminuída aos poucos. Na primeira experiência de relaxamento, esta senhora, pouco ou nada conseguiu.
“Quando à saída me disse que já vira que com hipnose se consegue muito mais do que de qualquer outra apoio2maneira, perguntei-lhe se, por acaso, estava a referir-se a um programa de televisão apresentado naquela época. Respondeu-me que sim, o que me deu azo a perguntar-lhe por que razão não se socorria desse programa, para resolver o problema, já que com «um, dois, três», como ela dizia, tudo se resolvia com muita facilidade.
“Quando veio à segunda consulta, a primeira coisa que fez foi tentar falar comigo longe do marido e perguntar se, sendo sincera, eu guardaria segredo, especialmente em relação a ele. Disse-lhe que não existem quaisquer dúvidas sobre isso, porque a informação só pode circular entre o paciente e o psicólogo. Suspirou de alívio.
“Disse-me depois que já tinha telefonado para o tal programa. Informou-me que nada faziam em relação ao mario-70caso dela porque havia necessidade de ensaios. Só depois de algumas provas podia ser admitida…ou não!
“Além desta informação, também me quis dizer que há mais de 10 anos, por «vias de facto», tinha «traído» o marido com uma pessoa conhecida dos dois e que, agora, estava envolvida com outro jovem, mais novo do que ela, só com beijinhos e abraços.
“Depois de a ouvir, sem comentários, chamei o marido para assistir, de novo, à tentativa de relaxamento mental, já que ela até tinha dificuldade em fazer o relaxamento muscular. Expliquei-lhes que ele teria de a ajudar no futuro com as motivações e incentivos necessários, se quisessem Joana-Bum resultado minimamente eficaz da terapia a ser iniciada. No final, tentei que os dois compreendessem que, sem o relaxamento, a terapia não seria tão fácil e rápida como todos desejávamos.
“Também fiz compreender que não valia a pena fazer algumas sessões e interromper a psicoterapia por dificuldades financeiras ou quaisquer outras. Além da consulta do momento, não valia a pena fazer mais, a não ser as essenciais para se chegar a uma decisão definitiva de levar a psicoterapia a bom termo. Disse que não marcassem outra consulta ou sessão psicoterapêutica para daí a dois dias, enquanto eles não conversassem e decidissem se a paciente iria continuar a psicoterapia até ao fim. Se não, poderia haver uma grande dose de frustração por se ter perdido tempo e dinheiro sem qualquer vantagem. No dia seguinte, a paciente telefonou para o consultório para agradecer a minha sinceridade e dizer que não teria posses para continuar a terapia.
“Achei muito sensatas estas sinceridades, tanto a minha como a dela.”

Em divulgação…

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA, até 6

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:
TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

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4 thoughts on “BIBLIOTERAPIA − 7

  1. Gostei deste esclarecimento.
    Assim, compreendem-se melhor os outros 6 artigos.

  2. Por acaso, não experimentou tratar o autismo com biblioterapia?
    Acho que devia resultar.

    • No autismo, torna-se necessária muito mais a terapia comportamental do que a cognitiva. Alguém tem de lidar com a criança e, neste contexto, depois do contacto estabelecido, pode tentar utilizar a sua imaginação para descobrir as coisas boas da sua vida. Mas, antes de tudo o contacto é o mais importante. É favor ver os diversos posts sobre AUTISMO. Conheci essas crianças quando Joe Morrow CSU-Sacramento, esteve cá.

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