PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Fevereiro, 2015”

MINDFULLNESS

Ontem, numa interessante conversa com uma pessoa amiga que me disse estar a praticar «Mindfullness» por causa do «stress», ela perguntou-me de que maneira se podia fazer o mesmo com a Imaginação Orientada e qual a posição ou a postura eImagina-B procedimentos mais correctos para isso.

Antes de tudo, tive de explicar que qualquer das psicoterapias é uma forma de cada um se orientar na preservação da sua boa saúde mental e bom desenvolvimento pessoal. Existindo muitos modelos de psicoterapia, cada psicólogo orienta-a da maneira que lhe é mais peculiar. Lembrei-me imediatamente do Antunes que me tinha perguntado se os modelos da psicoterapia e dos psicoterapeutas não eram uma espécie de “Cada macaco no seu galho(J/42, 165). Tinha razão.

Falando especificamente da Imaginação Orientada, julgo que a «nossa cabeça» é a parte fundamental da questão e, através da mesma, a psicoterapia pode ser praticada sem esforço especial, com bastante leitura acerca dos mecanismos do mario-70funcionamento e modificação do comportamento humano e compreensão do seu conteúdo, além de prática suficiente, quase à hora de dormir, sem necessidade de qualquer postura, posição, música, ginástica, dieta específica e, muito menos, medicação psiquiátrica.

Embora não seja fácil nem exequível para todos, tudo isso se pode fazer sem consultas especiais e comodamente, em casa, sem perdas de tempo ou de dinheiro.

Não é fácil nem deixa de exigir persistência, mas compensa e vale a pena, não só como resolução dum problema mas ainda como prevenção e profilaxia para um bom desenvolvimento pessoal.

Depois desta resposta, preocupei-me em ver por alto diversos blogs e sites até de mindfullness, meditação e mais alguns, que não me apresentaram alguma coisa em cuja prática eu me pudesse basear para resolver os problemas da mente sem a intervenção directa e consciente do paciente e da «sua cabeça».

Se apenas a prática de alimentação especial, ballet, desporto, ioga, reiki, shiatsu, ou qualquer outra acção congénere obtém Bibliobons resultados sem a comparticipação activa da mente, qual a razão dos praticantes dessas actividades entrarem em stress e, às vezes, até se suicidarem?

Se a prática de comportamentos de aparente boa disposição e alegria é boa, como me parece estarem a dizer alguns treinadores ou mentores da psicologia positiva, qual a razão do actor Robin Williams, comediante e sempre aparentemente «bem-disposto», se ter suicidado? Quantos actores mais não entraram em stress e em depressão? Se a prática da boa-disposição, sem a comparticipação da cabeça é o suficiente, isso não deveria acontecer. Se a comparticipação da cabeça é o mais importante, qual o interesse apenas na aparência externa?

Nas várias investigações feitas acerca de produção da dopamina não consegui descobrir se os sujeitos dessas experiências «estavam satisfeitos» ou «aparentavam estar satisfeitos», ou se a dopamina era avaliada antes de estarem satisfeitos e comparada com os níveis depois de ficarem satisfeitos.

Na minha prática clínica de há mais de 35 anos, com cerca de 5.000 casos, verifiquei que só a recordação ou a Saude-Brevivescência dos momentos bons e agradáveis de cada um pode provocar um «estado de alma» satisfatório, provavelmente, «incentivador» da produção da dopamina. Só a aparência de satisfação, como acontece com muitos actores, é provável que até ocasione tristeza e depressão, não só pela incapacidade de não conseguir o que se deseja, mas ainda pela necessidade de camuflar toda a situação.

São duas coisas completamente diferentes, que é necessário tomar em consideração porque a confusão pode levar-nos a tirar conclusões erradas de que a aparência é muito importante. O mesmo pode acontecer com uma música que se diz relaxante. Para quem? Para aquele que gosta dessa música, para qualquer um, ou para quem não gosta dela? Robinson Cruzoë era psicologicamente desequilibrado? Quais eram os seus comportamentos? Qual a compoanhia que ele Joana-Btinha? Os budistas demonstram alegria ou são alegres «interiormente» e reflectem isso no seu semblante? Aquilo que um gurú do ioga me disse em 1994 − «Senta-te e pratica. Só assim vais aprender» −, quando regressei à Índia por uns dias e lhe perguntei qual a modo de fazer o ioga, porque lhe disse que praticava o relaxamento mental e a imaginação orientada, foi o suficiente para ficar esclarecido.

Ouvi a música de Brian Weiss, pomposamente anunciada com um livrinho, para relaxar e não consegui o mínimo relaxamento.

Também ouvi recentemente uma música dita relaxante, com as conversas ou as indicações dadas num site de mindfullness na internet, por uma senhora que se anunciou como psicóloga e não senti coisa alguma a não ser indiferença e aborrecimento. A Abade Fariaminha mente não acompanhou essas conversas ou sugestões. É o problema da hipnose!

Por exemplo, para mim, uma música clássica é relaxante «a maior parte das vezes», embora nem sempre. Depende do «estado de espírito» em que estiver. Contudo, a mesma não era relaxante para um dos meus pacientes que se sentia relaxado apenas com a música de Jason Mraz, a qual me deixaria pouco satisfeito. Os vários e frequentes concertos que, se promovem no pavilhão Atlântico, em Sines e em diversos pontos do país, que deixam muitos jovens quase extasiados, são para mim uma «seca de todo o tamanho». Se pode ocasionar a produção de dopamina ou outras substâncias relaxantes nos participantes, em mim, deve produzir as substãncias que ocasionam a resposta de luta-ou-fuga.

Se assim é, a cabeça de cada um tem Respostas-B30de compreender os mecanismos do comportamento humano. Também é a cabeça de cada um que «arquiva» os momentos mais alegres e satisfatórios do seu dono. Quem mais pode ter acesso a ela sem ser o próprio? É com essa cabeça que temos de trabalhar – quer seja o próprio, quer seja o psicólogo -, para poder evocar a partir do seu arquivo de recordações, os melhores momentos da sua vida. Toda a filosofia da Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA), relaxamento mental e Imaginação Orientada (IO) baseia-se nisso, depois de várias leituras feitas, de Freud, Frankl, Pavlov, Skinner, Maslow, Rogers, Breggin, Luria, Beck, Eysenk, Napalkov, Zeigarnick e vários psicólogos clínicos, sociais e experimentais e peritos em psicoterapia. Com autohipnose, as capacidades de recuperação, prevenção, profilaxia e desenvolvimento pessoal são ainda mais potenciadas.

Se assim é, como é que uma psicoterapeuta ou o resultado duma psicoterapia pode entrar na cabeça dessa pessoa sem a sua vontade, compreensão, complacência, aceitação e colaboração?

Se a cabeça é de cada um, só esse cada um tem muito mais acesso à mesma do que qualquer outra pessoa. Contudo, esta pessoa (psicoterapeuta?) pode ajudar a orientar a cabeça num determinado sentido se houver aquiescência ou desejo do paciente, como aconteceu com a Cidália. Se houver boa prática e colaboração, melhor ainda!

Saber o modo como funciona a mente humana em interacção com o meio ambiente e quais as influências recíprocas, é outro factor muito importante na recuperação ou evitamento do desequilíbrio psicológico.

Tudo isso tem de passar pela mente do indivíduo para que ele se torne autónomo e não fique a depender do psicoterapeuta a fim de se poder evitar ou resolver qualquer desequilíbrio futuro.

Contudo, é importante que a mente do paciente tenha capacidade de compreender e descobrir objectiva e racionalmente as causas das suas dificuldades, aceitando humildemente o resultado da análise objectiva e factual que for feita, sem essa passoa se preocupar em descobrir ou engendrar justificações para essas «causas» que foram a origem dos «efeitos» que são os seus desequilíbrios.

Só assim, descobrindo as causas se podem eliminar, reduzir ou prevenir os efeitos. Provavelmente, as capacidades cognitivas Maluco2e o grau de abstracção terão de ser boas para que tudo seja bem compreendido, analisado e resolvido em tempo oportuno e não haja subterfúgios para se apresentar apenas uma uma «boa imagem» como acontecia com a Cristina. Quando isso falha, a ajuda dum psicólogo clínico, devidamente credenciado, pode ser importante e passa a ser o único meio de ajudar o paciente a reganhar o seu equilíbrio.

Às vezes, como aconteceu com o Júlio, as más percepções ocasionadas, em determinadas pessoas e em certos momentos da vida, por factos absolutamente «normais» para qualquer um, podem provocar traumatismos negativos que proporcionam uma vida desequilibrada ou comportamentos disparatados, como aconteceu também com o Joel.

Para que isso não aconteça, é importante que a educação, que é a parte fundamental da estruturação da personalidade, sejaPsicopata-B bem orientada e sem muita dissonância cognitiva. Também é importante que a educação se baseie na modelagem, moldagem, identificação, valores e reforços adequados e, às vezes, facilitações e motivações apropriadas, ajudando a criança a aprender a ultrapassar frustrações com toda a naturalidade.

Caso contrário, muitas psicoterapias podem ficar atrasadas, mal feitas ou até goradas, enquanto outras, oportunamente iniciadas sem muita demora, podem dar resultados surpreendentes.

O mesmo pode acontecer com as dificuldades ou deficiência académicas ou no desenvolvimento pessoal.

Da minha parte, posso dizer que, depois de ler muita coisa sobre o comportamento humano, neuropsicologia, psicanálise, logoterapia, etc., pratico a Imaginação Orientada, quase todos os dias, isto é, gasto cerca de 5 minutos, à noite, antes de adormecer, em qualquer posição mais cómoda para mim.

Como conclusão, posso afirmar que:Acredita-B

Antunes, com uma depressão grave,  nunca teria podido sair do estado em que estava mergulhado se não tivesse lido antecipadamente e «conversado» muitas horas sobre psicologia, psicoterapia, psicopedagogia e psicopatologia e não tivesse praticado a imaginação orientada depois de começar a dar apoio académico à filha com insucesso escolar. Se isso não acontecesse, talvez ela fosse considerada criança hiperactiva (tratada com Ritalina) ou deficiente e a mulher do Antunes poderia entrar em depressão, não se sabendo qual seria o relacionamento e a interacção do casal, assim como a futura vida da filha, educada nesse meio.Depressão-B

Cidália nunca teria tido orientação, incentvo e ajuda do Antunes para, com algum apoio psicológico, poder mudar de vida sem entrar na prostituição e alcoolismo em que se estava a inciar, além dos prováveis desentendimentos conjugais e familiares posteriores.

Júlio nunca teria uma vida de empresário de sucesso, com uma família estável e, provavelmente, continuaria com as suas depressões e sentimentos de inferioridade, viciando-se na medicação. E, quem educaria devidamente os filhos que ele tivesse numa família desequilibrada?Psi-Bem-C

Germana, sem qualquer apoio psicológico, teria tido possibilidade de se desenvencilhar do «Tal» com quem se amantizara, quase em exclusivo, por ter necessidade de uma figura que lhe fizesse «sentir» o pai que nunca teve nas devidas condições?

Januário, que nunca acreditou na psicoterapia, medicação psiquiátrica e psicanálise a que se sujeitou durante anos, ficando pior e completamente desiludido com essa experiência, conseguiu quase num fim-de-semana resolver os seus problemas porque treinou muito em casa, lendo também muito do que era necessário.Psicologia-B

Cristina, apesar de muito bem-educada, «civilizadamente», com bom ambiente familiar, académico, profissional e social, sentia-se mal consigo própria e no relacionamento com as outras pessoas, apesar de «não se julgar maluca» para pedir apoio psicológico. Só a compreensão dos mecanismos do comportamento humano, da formação dos traumatismos e recalcamentos, a análise do seu passado e da educação e convivência tida durante os estudos, além da prática de alguns exercícios necessários, deram-lhe a capacidade de mudar de vida completamente.

Joel não teve a sorte de ser devidamente diagnosticado, nem apoiado convenientemente em psiquiatria e, por isso, perdeu a
única pessoa que, de facto o apoiou durante muitos anos – a noiva. A família e a educação que o Joel deveria ter tido, foram as «causas» principais das suas desditas que foram minimizadas só com a Terapia do Equilíbrio Afectivo.neuropsicologia-B

Isilda, não tendo uma família adequada e sentindo-se pressionada e «vigiada» pela mãe, tentou suicidar-se, mas conseguiu reganhar o seu equilíbrio com a Terapia do Equilíbrio Afectivo. A sua sorte também foi ter encontrado um namorado de confiança que a apoiou, ficando, provavelmente, na sua dependência psicológica, como tinha acontecido com a mãe.

Joana, se não fosse teimosa e «birrenta» como muitas crianças e não tivesse tido o apoio, quase público, que lhe foi prestado, por acaso, poderia ter uma vida menos agradável do que a de agora e os pais, provavelmente, por causa das suas percepções diferentes acerca da educação, teriam contribuído não só para a desunião da sua vida conjugal como da dos filhos.

«Calimero» foi muito difícil de ser apoiado porque começou por ter dificuldades com o comportamento dos pais que quase Difíceis-Bsempre estiveram prestes a se separar. As dificuldades académicas nunca foram devidamente resolvidas durante mais de 6 anos. O apoio psicológico necessário quando da maioridade, por causa da sua dificuldade na continuação dos estudos, foi deficiente, se não prejudicial. A sua colaboração para a leitura e compreensão dos problemas psicológicos, foi muito fraca. O seu empenho na prática dos exercícios e anotações necessárias foi quase inexistente. Tudo isto, acompanhado da sua imaturidade e falta de capacidade de abstracção, prolongaram a sua psicoterapia por mais de 3 anos, conseguindo baixar, em 185 semanas, os seus sintomas perturbadores de 9,2 para 3,2, isto é, de 92% para 32%, ao fim de 44 horas (ou 88 períodos) de psicoterapia, mas conseguindo avançar 2 anos em curso superior, quando anteriormente, não passara do 11º ano e quase que tinha medo de sair de casa e andar em transportes, mesmo que particulares.

Se não trabalharmos com a «cabeça» de quem apresenta estes desequilíbrios, para descobrir as «causas» e influenciar osInteracção-B30 «efeitos», só os medicamentos podem deixar as pessoas insensíveis ao que se passa à sua volta, reduzindo a sua capacidade de compreensão e criando uma espécie de desprendimento. Desse modo, não nos é possível lidar com os outros, sentindo-nos de bem connosco. Vamos continuar a «culpar» os outros por tudo o que acontece, atribuindo-lhes as «culpas», sem tentar descortinar as «causas» para as tentar alterar ou eliminar, modificando os «efeitos» que nos incomodam?

Em mais de 35 anos de prática clínica, muitos mais casos poderiam ser descritos mas, em todos eles, a colaboração do próprio foi essencial.

Em quase todas as situações ou «casos», a compreensão dos mecanismos do comportamento humano, da interacção social, de
formação dos recalcamentos e de respostas consequentes, foi muito importante. Além duma leitura importante, a prática da análise do comportamento do próprio, da avaliação dos sintomas perturbadores, da recordação e anotação dos factos relevantes passados, especialmente os mais agradáveis, da prática do relaxamento mental, da tentativa de compreensão e de resolução das dificuldades e da imaginação da futura ultrapassagem das frustrações foi essencial.

Presentemente, até existe um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS...» que indica a possível utilização adequada, específica e sequencial dos 18 livros da colecção da BIBLIOTERAPIA.

https://www.academia.edu/11171832/SELF-THERAPY é um «down-load» possível para quem estiver interessado em tentar uma autopsicoterapia explicada em vários posts relacionados com Biblioterapia.

Em divulgação…

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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DIFICULDADES SEXUAIS

Há dias, um colega disse-me que tinha ficado ligeiramente surpreendido com a solução adoptada por outro colega num caso de Saude-Bdificuldades sexuais de um casal.
O marido, depois de conseguir convencer a mulher, com muita insistência, a consultar um psicólogo, por causa dessas dificuldades, tinha conseguido marcar uma consulta.
O psicólogo fez a entrevista, falou com cada um em separado e disse que necessitava de fazer uma avaliação do marido. Sujeitou-o a uns exames e, com o resultado, fez outra entrevista para dizer que, por causa da personalidade do marido não deveria ser feita qualquer intervenção.
O casal saiu da consulta descoroçoado, fortalecendo, provavelmente, a atitude inicial de não cooperação da mulher.

Não sei o que se passou depois, mas estou convicto que nenhum dos dois ficou satisfeito ou teve qualquer alívio a não ser do dinheiro, inutilmente despendido com as entrevistas e exames e, provavelmente, com um reforço secundárioInteracção-B30 negativo da mulher, para não voltar a «meter-se» em «aventuras» desse género.

Quando cheguei a ver, há pouco tempo, a eleição rápida e a actuação decisiva de Alexis Tsipras como novo Primeiro Ministro da Grécia, com a nomeação do Ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, e a sua afirmação de que estava com «medo de se transformar em político» lembrei-me das nossas eleições e governos, das promessas e (in)cumprimentos, assim como da minha aversão à propaganda e quase comercialização que se faz amplamente da psicologia, especialmente em quase todos os meios da comunicação social.

Tudo isto aconteceu durante a minha «imaginação orientada» (J) que pratico quase todas as noites sem perder a mais pequenaImagina-B parcela do sono. Foi especialmente incentivada com a conversa que tinha tido com o colega acerca das dificuldades sexuais «mal resolvidas» dum casal em desequilíbrio e do modo como se podem resolver situações de forma pragmática, baseada em teorias, mas não cegamente enfeudada às mesmas.

Lembrei-me também dos tempos em que, na unidade comportamental se insistia muito nas técnicas «mecânicas» de Masters e Johnson, dos vários casais que eram apoiados e que nunca conseguiram qualquer alívio duradouro. Lembrei-me, especialmente, dum casal de comerciantes que era constantemente aconselhado a utilizar essas técnicas, sem qualquer apoio psicológico ou psicoterapêutico válido, nunca tendo conseguido obter melhoras. Também me vieram à mente os diversos casais «bem instalados na vida» que foram ao estrangeiro, a clínicas Psicologia-Bespecializadas de renome, para resolver os seus problemas. E tê-los-ão resolvido sem qualquer intervenção verdadeiramente psicoterapêutica?

Nos tempos em que estudava e praticava inicialmente a psicoterapia, até eu, tive a «pachorra» de preparar um trabalho escolar relacionado com dificuldades sexuais e editar, mais tarde, no Centro de Psicologia Clínica, em 1984, com Joseph Heller, Professor da California State University, Santa Mónica, um folheto intitulado «Terapêutica Sexual».

Contudo, lembrando-me da conversa com o colega, apeteceu-me frisar que muitas das dificuldades sexuais podem estar ligadas Psicopata-B
a diversas situações nas quais ninguém pensa nem se preocupa em aprofundar para dar ao casal o apoio de que necessita, mesmo sem as técnicas largamente utilizadas. Se as mesmas fossem acompanhadas dum apoio psicoterapêutico necessário e imprescindível, mais de metade do trabalho estaria feito e a solução seria muito mais eficaz, rápida e duradoura, do que apenas a estabilização da parte mecânica.

Temos de nos lembrar que uma relação sexual pode ser facilmente interrompida ou inutilizada com a intrusão dum estranho, com um ruído, com uma lembrança inoportuna ou com qualquer ideia ou estímulo, por mais absurdo que possa parecer.
O subconsciente também funciona…e muito!Joana-B

Por isso, lembrei-me de transcrever as páginas 203 a 214, do livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F), nas quais se apresenta
um caso em que não foi feito qualquer exame psicológico, mas uma entrevista aprofundada deu mais do que indicações do «mal global» duma família, num caso aparente de enurese numa criança.
Na transcrição dessas páginas, os quadros e mapas, que são muito mais descritivos e comparativos, foram omitidos por desnecessários, sendo substituídos por anotações.
É importante saber que factos e situações que nada tem a ver com as dificuldades sexuais em si, podem «minar» toda uma Adolescencia-Bsituação englobando toda a família e prejudicando-a deveras.
Os capítulos: UM CONJUNTO DE AVALIAÇÕES e COMPARAÇÃO DE RESULTADOS do livro «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F), podem atestar esta ideia com factos que aconteceram.

“Com a finalidade de se fazer uma avaliação conjunta e conjugada dos esforços despendidos na psicoterapia existe, muitas vezes, necessidade de efectuar um registo de diversas situações, sensações, factos, etc., que nos ajude a ter um feedback
adequado das estratégias planeadas e das tácticas adoptadas para que as mesmas possam ser alteradas, sempre que necessário, com a rapidez e oportunidade exigidas por cada situação.
O «caso» dos MENDES é um exemplo disso.Apoio-B
João, filho do casal Mendes, foi à consulta de psicologia porque sofria de enurese nocturna. Como se pode ver na descrição deste «caso», parecia à primeira vista que este era o único mal. Porém, com o passar do tempo descobriu-se que tanto o pai como a mãe tinham dificuldades bem maiores e que, sem querer e sem se aperceberem disso, influenciavam negativamente o filho, que «respondia» a essa estimulação nociva com a enurese nocturna. Durante o dia, tudo funcionava normalmente e a retenção da urina era perfeita. Por isso, havia que tratar da criança em primeiro lugar.
Feitos os exames psicológicos no início da psicoterapia, foi necessário que os pais preenchessem um gráfico semelhante ao do capítulo da Enurese apresentado anteriormente.neuropsicologia-B
Só as perguntas eram diferentes.
No caso do João, pediu-se ao pai que fizesse registos semanais individuais nas seguintes perguntas:
▫ Bebeu líquidos depois das 18 horas?
▫ Tinha a cama seca à meia-noite?
▫ Tinha a cama seca às 4 da madrugada?
▫ Acordou, de manhã com a cama seca?
▫ Foi sempre elogiado?
Esta redução nas perguntas em relação à situação de outra criança descrita no capítulo da ENURESE, deve-se à diferença entreSuces-esc-Bos casos. Com os Mendes, o psicólogo tinha a certeza quase absoluta de que as causas da enurese se situavam nos progenitores e havia que relacionar diversos resultados à medida que os problemas principais fossem resolvidos. Assim, o mapa que os pais tinham de preencher era o seguinte:

(omitido mapa para tratamento da enurese)

Este mapa foi preenchido durante cerca de 17 semanas. Todavia, logo na terceira semana começou-se a notar alguma redução
nas dificuldades do João. Em vez de «molhar» a cama 15 vezes por semana como na primeira, o comportamento ficou reduzido para 13 vezes. Chegara o momento de entusiasmar a mãe a iniciar a sua própria psicoterapia já que assim, podia «ajudar» Apoio-Bmelhor o filho.
Logo que a mãe começou a sua psicoterapia, só para ajudar o filho, o psicólogo quis que ela fizesse também um gráfico de autoavaliação dos seus sintomas, como tinha acontecido com a Isilda (H) (P). Nestas circunstâncias, era necessário discriminar, com a colaboração da própria, quais as pequenas dificuldades que podia sentir, ajudando-a a ter a noção da sua intensidade.
Por esta razão, sendo-lhe dado conhecimento da escala de avaliação de 11 pontos já descrita, ela começou a autoavaliar-se semanalmente num mapa com a seguinte configuração, em que cada linha ficou reservada para um tipo de dificuldade por ela verbalizado.

(omitido mapa para a autoavaliação das dificuldades da mãe)
 
Todas estas dificuldades foram discriminadas pelo psicólogo em colaboração com a mãe, logo no início da psicoterapia, Depressão-Bdevendo ela autoavaliá-las todas as semanas para ter a noção da evolução que ia sofrendo para melhor ajudar o filho. Utilizando impressos independentes para cada semana, ela fazia a autoavaliação antes de ir para a psicoterapia, sem ver o resultado das anteriores.
Antes de iniciar a psicoterapia, o psicólogo pedia-lhe que lançasse o resultado no mapa em que constavam as avaliações de todas as semanas. Assim, ela conseguia ver a evolução sofrida. Com isto, o psicólogo queria dar-lhe o reforço necessário para beneficiar dos resultados psicoterapêuticos.
Embora estes resultados não fossem de grande necessidade para o psicólogo poder visualizar o progresso feito pela paciente, a autoavaliação feita pela própria e o seu registo no mapa correspondente, dava-lhe uma capacidade de visualização destes resultados, bastante óbvios para a indicação da sua melhoria.DIA-A-DIA-C
Assim, a Sónia, mãe do João, conseguiu verificar que não era o psicólogo que a achava melhor mas que ela própria dizia aquilo que sentia, do mesmo modo como afirmara anteriormente sentir-se mal com a situação que estava a viver.
O resultado obtido ao longo das primeiras dez semanas foi o seguinte:

(omitido mapa da autoavaliação das dificuldades da mãe)

Se este mapa fosse preenchido pelo psicólogo ou pelo próprio paciente durante as sessões de psicoterapia, o número de sessões Psi-Bem-Cseria muito maior. Por isso, um livro como este, com as instruções necessárias, dá bastante apoio aos que desejam fazer uma psicoterapia rápida, económica e proveitosa. Consegue-se observar claramente neste mapa que em 10 semanas de psicoterapia, a média dos sintomas que a afligiam baixou de 10 para 4. Contudo, olhando para o mapa com mais cuidado, verifica-se que se manteve inalterado o problema dos desentendimentos com o marido.
Este facto foi discutido com a Sónia e o psicólogo comprometeu-se a fazer psicoterapia com o marido, por acaso, na semana anterior àquela em que o marido mostrou desejos de fazer o exame de personalidade. O que se teria passado entre os cônjuges? O psicólogo chegou a colocar a hipótese de ter sido mais uma recusa da mulher em ter relações sexuais depois do insucesso do marido com a rapariga do café.
Seria isso? Quereria ele «testar» a sua masculinidade?
(Ver a seguir os «casos»).
Independentemente de quaisquer especulações psicanalíticas ou divinatórias, o que importava naquele momento era realçar Difíceis-Bque a Sónia se sentia muito melhor do que anteriormente, dava as aulas com gosto, entendia-se bem com os filhos, não tinha receios da enurese do filho, o que era traduzido por um abaixamento de 3 pontos na sua avaliação geral, mas não conseguia entender-se com o marido como ela desejava. Esta dificuldade passava de 10 para 6, na 7ª semana, enquanto a de entendimento com o marido se mantinha em 8. Ela achava que o envolvimento dele na vida conjugal era fraco e pouco satisfatório. Por isso, quando soube que o psicólogo ia fazer psicoterapia com o marido ficou extremamente satisfeita. Tal como acontecera com ela, também ele iria beneficiar e talvez o relacionamento conjugal e familiar fosse melhorando com o tempo e com a colaboração dos dois.
Na psicoterapia com o pai do João, como o psicólogo tinha a certeza de que a dificuldade sexual de que ele se queixara era um sintoma sem importância, discriminou com a sua ajuda os outros sintomas de que ele se queixava. Assim, além da dificuldade sexual, não mencionada propositadamente na lista, o psicólogo quis que, durante as primeiras dez semanas, o Gilberto fizesse a autoavaliação dos itens mencionados a seguir.
Tal como tinha acontecido com a Sónia, Gilberto, pai do João, foi encorajado a autoavaliar-se e a registar o resultado todas as semanas, em folha separada, a fim de se transferir tudo para o seu mapa geral antes de iniciar a psicoterapia.Acredita-B

(omitido mapa para a autoavaliação das dificuldades do pai)

Nem a Sónia nem o Gilberto conheciam os itens relacionados com um e com o outro. Contudo, faziam os registos que cada um apontava no seu próprio mapa.
Do mesmo modo como se tinha feito com a mulher, O Gilberto conseguiu visualizar os resultados das autoavaliações, registadas por ele próprio no mapa e verificou que a média dos sintomas descritos inicialmente tinha passado de 10 para 2 em dez semanas de psicoterapia. O mapa final do Gilberto ficou com o seguinte aspecto.

(omitido mapa da autoavaliação das dificuldades do pai)

Todos estes mapas de autoavaliações serviram para serem confrontados uns com os outros, em ocasiões oportunas, avaliando oConsegui-B valor das melhorias conseguidas por cada um em função da mudança do seu comportamento e de interacção com os restantes membros da família, como já se viu e se vai continuar a verificar.

No caso que acabámos de ver, haveria qualquer coisa de especial que ligasse o Gilberto aos desportistas e ao desporto? Ele confessou que lhe fazia muita falta deixar de praticar desporto, ao menos uma vez por semana. Era uma prática que lhe era habitual há mais de uma dezena de anos e abandoná-la, de repente, fazia-lhe muita diferença. Por isso, surgiu a ideia de ele falar com a mulher e com os filhos para combinar tudo o que poderiam resolver familiarmente sobre o assunto.
Como a capacidade de diálogo do Gilberto com a mulher e com os filhos tinha aumentado em 7 pontos, isto é, em cerca de 70 por cento, este foi motivado a «conversar» com todos para estabelecerem «um acordo». Com esta conversa, ficou resolvido que praticaria o desporto nos fins-de-semana enquanto a mulher e os filhos davam um passeio de que gostavam (ver a seguir os «casos»).
É bom recordar que este caso complicado começou por uma simples enurese que, se fosse resolvida sem qualquer apoio Maluco2familiar podia obrigar a criança a ter outros comportamentos inadequados em substituição da enurese. Além disso, o equilíbrio familiar continuaria a ser muito instável e precário, com fortes possibilidades de se romper ao menor contratempo, com prejuízo para os filhos.
Tendo sido aqui apresentados diversos quadros relacionados com «casos» isolados, os mesmos terão outra utilidade para além de cada um poder fazer uma ideia global da sua própria situação?
Não existem dúvidas acerca das vantagens que as autoavaliações e os seus registos oferecem para serem comparadas e servirem de incentivo para que, pelo menos, um dos membros da família melhore, incentivando a melhoria do outro e talvez de toda a família. No «caso» descrito, foi utilizado um deles para incentivar o outro a melhorar e Educar-Bter a ideia dessa melhoria. Por isso, não se deixou que cada um visse os mapas, logo depois de preenchidos. Os mesmos eram
apresentados aos poucos, à medida das necessidades e das vantagens que poderiam oferecer para a melhoria da psicoterapia. Se assim não fosse, o próprio ou um deles, poderia ficar influenciado, vendo as dificuldades do outro e poderia ter alguma reacção adversa, mesmo que aceitasse que ambos poderiam partilhar o conhecimento dos resultados.
Por isso, o psicólogo ajudou-os, só no fim, a fazer um apanhado num mapa que eles próprios elaboraram.

Assim, em relação à enurese, para que os pais tivessem uma informação correcta e uma motivação acrescida a fim de Organizar-Bprosseguirem nos seus esforços, foi feito um quadro com o resumo dos resultados de todas as semanas, relacionados com o filho:

* Quantos dias por semana bebeu líquidos depois das 18 horas?
* Quantos dias por semana a cama esteve seca à meia-noite?
* Quantos dias por semana a cama esteve seca às 4 da madrugada? * Quantos dias por semana a cama esteve seca de manhã?
* Quantas vezes foi elogiado durante a semana no fim de ir à «casa de banho»?

(omitido mapa do comportamento dos pais para com o João no caso da sua enurese)mario-70

Com este quadro, os pais verificaram que a enurese diminuía à medida que o seu contacto com o filho ia aumentando. O pai
teve reforço em relação ao seu trabalho de levar o filho à casa de banho, apesar do sacrifício que fazia com a falta do desporto. A mãe verificou que o relacionamento do filho com o pai ia melhorando aos poucos, embora com muita lentidão. Ela própria começou a acreditar que se podia fazer em psicologia algo de visível e notório. Não eram informações que os outros davam de que o «doente» estava a melhorar. Ela via as melhoras que, para mais, ficavam registadas e eram avaliadas por eles. De 15 vezes por semana que o filho «molhava» a cama, no início da terapia, era uma Humanismo-Bvantagem notável passar para 0, ao fim de 17 semanas. Além disso, tudo isto acontecia com a intervenção deles e especialmente do pai, mais do que com a acção do psicólogo.
Continuaria tudo assim?
O psicólogo já tinha iniciado a psicoterapia com a Sónia. Ela fazia a sua autoavaliação. Interessava agora interligar as duas situações, a do filho e a dela, para lhe poder mostrar as vantagens da colaboração familiar.
Por isso, um calendário, como o que vai ser apresentado no final deste capítulo, a interrelacionar os acontecimentos é bastante útil. Além disso, pode-se construir um novo quadro em que cada semana é marcada com um número ou uma letra que, para não ser repetida, pode, por exemplo, ter a primeira série em cursivo normal e a segunda em itálico, tal como se apresenta a seguir.
O tratamento da enurese foi iniciado no princípio do Ano Novo, para deixar que a criança se pudesse divertir um pouco no Respostas-B30Natal e na passagem de Ano. Utilizando o mapa apresentado, como os resultados se podem registar com bastante facilidade em termos comparativos, torna-se necessário transformá-los da maneira mais adequada para a finalidade pretendida. Para tanto, é necessário atribuir uma designação específica a cada elemento que se deseja registar e fazer a comparação, do mesmo modo como se tinha feito com as perguntas relacionadas com a enurese do filho.
Assim, quanto ao filho, a ingestão de líquidos e o quantitativo de reforços por ele recebidos foi relacionado com a quantidade de vezes que a cama ficava «molhada». Por isso, as informações contidas em A e E foram relacionadas com o conjunto das informações das letras B, C e D.
No caso dos pais, à média das dificuldades da Sónia, na coluna respectiva (S), atribuíu-se esta designação na base deste quadro, do mesmo modo como se atribuíu a letra G para a média das dificuldades do Gilberto (G).

(omitido quadro temporal comparativo dos diversos comportamentos e autoavaliações de todos)

As avaliações, colocadas neste mapa na linha da semana (de A a Y, conforme o calendário da página seguinte), a que se Abade Fariareferiam, foram as seguintes, nas colunas respectivas:
I – Número de dias em que o filho bebeu líquidos depois das 18 horas.
II – Número de vezes que o filho «molhou a cama durante a semana.
III – Número de vezes que o filho foi elogiado após ter ido à casa-de-banho.
IV – Média global das dificuldades da Sónia (S).
V – Média global das dificuldades do Gilberto (G).

Nas três primeiras colunas verifica-se que a redução para duas, as vezes que a criança «molhou» a cama, correspondem à diminuição dos dias em que a criança bebeu líquidos depois das 18 horas e ao aumento de reforço dado pelo pai.
Com isto, os pais compreenderam que, além do mais, existia alguma relação entre estes três factos. Isto ajudou a fazer-lhes entender que além do cuidado de levar a criança à casa de banho, ela beneficiava com o afecto que lhe era proporcionado naquele momento e de que tanto mostrava necessitar.
Posteriormente, os resultados foram comparados com os obtidos pela mãe durante a sua psicoterapia. Assim, na coluna IV foi DIA-A-DIA Banotada a média das dificuldades apresentadas pela Sónia e autoavaliadas por ela durante a psicoterapia que tinha começado na semana E.
Mais tarde, os resultados da enurese do filho também foram comparados com a média das dificuldades que o Gilberto apresentava no início da psicoterapia e que eram autoavaliadas e registadas por ele todas as semanas, tal como a Sónia.
A letra M indica a semana marcada com esta letra no calendário utilizado para o início da psicoterapia do Gilberto. Utilizam-se estas letras e números com cursivos diferentes ou outros sinais e símbolos, para men-cionar uma situação especial que pode indicar cada facto a ser realçado.
Este mapa, elaborado pelos dois cônjuges com a ajuda do psicólogo, serviu para os incentivar a melhorarem cada vez mais o Psicoterapia-Brelacionamento conjugal e familiar. Assim, a Sónia passou a receber do marido todo o apoio que ele não tinha tido oportunidade e possibilidades de dar por causa da educação que recebera. O mesmo se passara com ela.
Esta terapia conjunta, além de tentar resolver um problema simples e pontual de que os pais se queixavam inicialmente, passou a funcionar como profilaxia para evitar que outros dois elementos da família – os dois filhos – ficassem afectados pelos preconceitos e ideias falsas que tinham distorcido ligeiramente, mas de modo prejudicial, a mentalidade dos pais e o seu bom entendimento interpessoal.

(omitido calendário para monotorização da toda a situação)

***************Fim da citação das páginas ***************Stress-B

Com o exemplo deste «caso» pode-se verificar que uma situação que nada tinha a ver com dificuldades sexuais dos pais, resolver um problema de enurese, de dificuldades conjugais e de incapacidades sexuais, «trabalhando» com «as cabeças» dos três intervenientes.”

 
Por isso, vale a pena fazer as seguintes perguntas:
− Se se tratasse de cada caso em separado, seria possível obter estes resultados?Biblio
− Quanto custaria todo o tratamento?
− Alguém se iria lembrar que tudo poderia estar interligado?
− Qual a razão de não se adoptar na psicologia clínica e, especialmente na psicoterapia, posturas mais pragmáticas?
− A Biblioterapia e este blog não servirão para alertar as pessoas para a não-aceitação fácil de tudo o que se «impinge» na comunicação social?

Em divulgação…

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