PSICOLOGIA PARA TODOS

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DIFICULDADES SEXUAIS

Há dias, um colega disse-me que tinha ficado ligeiramente surpreendido com a solução adoptada por outro colega num caso de Saude-Bdificuldades sexuais de um casal.
O marido, depois de conseguir convencer a mulher, com muita insistência, a consultar um psicólogo, por causa dessas dificuldades, tinha conseguido marcar uma consulta.
O psicólogo fez a entrevista, falou com cada um em separado e disse que necessitava de fazer uma avaliação do marido. Sujeitou-o a uns exames e, com o resultado, fez outra entrevista para dizer que, por causa da personalidade do marido não deveria ser feita qualquer intervenção.
O casal saiu da consulta descoroçoado, fortalecendo, provavelmente, a atitude inicial de não cooperação da mulher.

Não sei o que se passou depois, mas estou convicto que nenhum dos dois ficou satisfeito ou teve qualquer alívio a não ser do dinheiro, inutilmente despendido com as entrevistas e exames e, provavelmente, com um reforço secundárioInteracção-B30 negativo da mulher, para não voltar a «meter-se» em «aventuras» desse género.

Quando cheguei a ver, há pouco tempo, a eleição rápida e a actuação decisiva de Alexis Tsipras como novo Primeiro Ministro da Grécia, com a nomeação do Ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, e a sua afirmação de que estava com «medo de se transformar em político» lembrei-me das nossas eleições e governos, das promessas e (in)cumprimentos, assim como da minha aversão à propaganda e quase comercialização que se faz amplamente da psicologia, especialmente em quase todos os meios da comunicação social.

Tudo isto aconteceu durante a minha «imaginação orientada» (J) que pratico quase todas as noites sem perder a mais pequenaImagina-B parcela do sono. Foi especialmente incentivada com a conversa que tinha tido com o colega acerca das dificuldades sexuais «mal resolvidas» dum casal em desequilíbrio e do modo como se podem resolver situações de forma pragmática, baseada em teorias, mas não cegamente enfeudada às mesmas.

Lembrei-me também dos tempos em que, na unidade comportamental se insistia muito nas técnicas «mecânicas» de Masters e Johnson, dos vários casais que eram apoiados e que nunca conseguiram qualquer alívio duradouro. Lembrei-me, especialmente, dum casal de comerciantes que era constantemente aconselhado a utilizar essas técnicas, sem qualquer apoio psicológico ou psicoterapêutico válido, nunca tendo conseguido obter melhoras. Também me vieram à mente os diversos casais «bem instalados na vida» que foram ao estrangeiro, a clínicas Psicologia-Bespecializadas de renome, para resolver os seus problemas. E tê-los-ão resolvido sem qualquer intervenção verdadeiramente psicoterapêutica?

Nos tempos em que estudava e praticava inicialmente a psicoterapia, até eu, tive a «pachorra» de preparar um trabalho escolar relacionado com dificuldades sexuais e editar, mais tarde, no Centro de Psicologia Clínica, em 1984, com Joseph Heller, Professor da California State University, Santa Mónica, um folheto intitulado «Terapêutica Sexual».

Contudo, lembrando-me da conversa com o colega, apeteceu-me frisar que muitas das dificuldades sexuais podem estar ligadas Psicopata-B
a diversas situações nas quais ninguém pensa nem se preocupa em aprofundar para dar ao casal o apoio de que necessita, mesmo sem as técnicas largamente utilizadas. Se as mesmas fossem acompanhadas dum apoio psicoterapêutico necessário e imprescindível, mais de metade do trabalho estaria feito e a solução seria muito mais eficaz, rápida e duradoura, do que apenas a estabilização da parte mecânica.

Temos de nos lembrar que uma relação sexual pode ser facilmente interrompida ou inutilizada com a intrusão dum estranho, com um ruído, com uma lembrança inoportuna ou com qualquer ideia ou estímulo, por mais absurdo que possa parecer.
O subconsciente também funciona…e muito!Joana-B

Por isso, lembrei-me de transcrever as páginas 203 a 214, do livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F), nas quais se apresenta
um caso em que não foi feito qualquer exame psicológico, mas uma entrevista aprofundada deu mais do que indicações do «mal global» duma família, num caso aparente de enurese numa criança.
Na transcrição dessas páginas, os quadros e mapas, que são muito mais descritivos e comparativos, foram omitidos por desnecessários, sendo substituídos por anotações.
É importante saber que factos e situações que nada tem a ver com as dificuldades sexuais em si, podem «minar» toda uma Adolescencia-Bsituação englobando toda a família e prejudicando-a deveras.
Os capítulos: UM CONJUNTO DE AVALIAÇÕES e COMPARAÇÃO DE RESULTADOS do livro «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F), podem atestar esta ideia com factos que aconteceram.

“Com a finalidade de se fazer uma avaliação conjunta e conjugada dos esforços despendidos na psicoterapia existe, muitas vezes, necessidade de efectuar um registo de diversas situações, sensações, factos, etc., que nos ajude a ter um feedback
adequado das estratégias planeadas e das tácticas adoptadas para que as mesmas possam ser alteradas, sempre que necessário, com a rapidez e oportunidade exigidas por cada situação.
O «caso» dos MENDES é um exemplo disso.Apoio-B
João, filho do casal Mendes, foi à consulta de psicologia porque sofria de enurese nocturna. Como se pode ver na descrição deste «caso», parecia à primeira vista que este era o único mal. Porém, com o passar do tempo descobriu-se que tanto o pai como a mãe tinham dificuldades bem maiores e que, sem querer e sem se aperceberem disso, influenciavam negativamente o filho, que «respondia» a essa estimulação nociva com a enurese nocturna. Durante o dia, tudo funcionava normalmente e a retenção da urina era perfeita. Por isso, havia que tratar da criança em primeiro lugar.
Feitos os exames psicológicos no início da psicoterapia, foi necessário que os pais preenchessem um gráfico semelhante ao do capítulo da Enurese apresentado anteriormente.neuropsicologia-B
Só as perguntas eram diferentes.
No caso do João, pediu-se ao pai que fizesse registos semanais individuais nas seguintes perguntas:
▫ Bebeu líquidos depois das 18 horas?
▫ Tinha a cama seca à meia-noite?
▫ Tinha a cama seca às 4 da madrugada?
▫ Acordou, de manhã com a cama seca?
▫ Foi sempre elogiado?
Esta redução nas perguntas em relação à situação de outra criança descrita no capítulo da ENURESE, deve-se à diferença entreSuces-esc-Bos casos. Com os Mendes, o psicólogo tinha a certeza quase absoluta de que as causas da enurese se situavam nos progenitores e havia que relacionar diversos resultados à medida que os problemas principais fossem resolvidos. Assim, o mapa que os pais tinham de preencher era o seguinte:

(omitido mapa para tratamento da enurese)

Este mapa foi preenchido durante cerca de 17 semanas. Todavia, logo na terceira semana começou-se a notar alguma redução
nas dificuldades do João. Em vez de «molhar» a cama 15 vezes por semana como na primeira, o comportamento ficou reduzido para 13 vezes. Chegara o momento de entusiasmar a mãe a iniciar a sua própria psicoterapia já que assim, podia «ajudar» Apoio-Bmelhor o filho.
Logo que a mãe começou a sua psicoterapia, só para ajudar o filho, o psicólogo quis que ela fizesse também um gráfico de autoavaliação dos seus sintomas, como tinha acontecido com a Isilda (H) (P). Nestas circunstâncias, era necessário discriminar, com a colaboração da própria, quais as pequenas dificuldades que podia sentir, ajudando-a a ter a noção da sua intensidade.
Por esta razão, sendo-lhe dado conhecimento da escala de avaliação de 11 pontos já descrita, ela começou a autoavaliar-se semanalmente num mapa com a seguinte configuração, em que cada linha ficou reservada para um tipo de dificuldade por ela verbalizado.

(omitido mapa para a autoavaliação das dificuldades da mãe)
 
Todas estas dificuldades foram discriminadas pelo psicólogo em colaboração com a mãe, logo no início da psicoterapia, Depressão-Bdevendo ela autoavaliá-las todas as semanas para ter a noção da evolução que ia sofrendo para melhor ajudar o filho. Utilizando impressos independentes para cada semana, ela fazia a autoavaliação antes de ir para a psicoterapia, sem ver o resultado das anteriores.
Antes de iniciar a psicoterapia, o psicólogo pedia-lhe que lançasse o resultado no mapa em que constavam as avaliações de todas as semanas. Assim, ela conseguia ver a evolução sofrida. Com isto, o psicólogo queria dar-lhe o reforço necessário para beneficiar dos resultados psicoterapêuticos.
Embora estes resultados não fossem de grande necessidade para o psicólogo poder visualizar o progresso feito pela paciente, a autoavaliação feita pela própria e o seu registo no mapa correspondente, dava-lhe uma capacidade de visualização destes resultados, bastante óbvios para a indicação da sua melhoria.DIA-A-DIA-C
Assim, a Sónia, mãe do João, conseguiu verificar que não era o psicólogo que a achava melhor mas que ela própria dizia aquilo que sentia, do mesmo modo como afirmara anteriormente sentir-se mal com a situação que estava a viver.
O resultado obtido ao longo das primeiras dez semanas foi o seguinte:

(omitido mapa da autoavaliação das dificuldades da mãe)

Se este mapa fosse preenchido pelo psicólogo ou pelo próprio paciente durante as sessões de psicoterapia, o número de sessões Psi-Bem-Cseria muito maior. Por isso, um livro como este, com as instruções necessárias, dá bastante apoio aos que desejam fazer uma psicoterapia rápida, económica e proveitosa. Consegue-se observar claramente neste mapa que em 10 semanas de psicoterapia, a média dos sintomas que a afligiam baixou de 10 para 4. Contudo, olhando para o mapa com mais cuidado, verifica-se que se manteve inalterado o problema dos desentendimentos com o marido.
Este facto foi discutido com a Sónia e o psicólogo comprometeu-se a fazer psicoterapia com o marido, por acaso, na semana anterior àquela em que o marido mostrou desejos de fazer o exame de personalidade. O que se teria passado entre os cônjuges? O psicólogo chegou a colocar a hipótese de ter sido mais uma recusa da mulher em ter relações sexuais depois do insucesso do marido com a rapariga do café.
Seria isso? Quereria ele «testar» a sua masculinidade?
(Ver a seguir os «casos»).
Independentemente de quaisquer especulações psicanalíticas ou divinatórias, o que importava naquele momento era realçar Difíceis-Bque a Sónia se sentia muito melhor do que anteriormente, dava as aulas com gosto, entendia-se bem com os filhos, não tinha receios da enurese do filho, o que era traduzido por um abaixamento de 3 pontos na sua avaliação geral, mas não conseguia entender-se com o marido como ela desejava. Esta dificuldade passava de 10 para 6, na 7ª semana, enquanto a de entendimento com o marido se mantinha em 8. Ela achava que o envolvimento dele na vida conjugal era fraco e pouco satisfatório. Por isso, quando soube que o psicólogo ia fazer psicoterapia com o marido ficou extremamente satisfeita. Tal como acontecera com ela, também ele iria beneficiar e talvez o relacionamento conjugal e familiar fosse melhorando com o tempo e com a colaboração dos dois.
Na psicoterapia com o pai do João, como o psicólogo tinha a certeza de que a dificuldade sexual de que ele se queixara era um sintoma sem importância, discriminou com a sua ajuda os outros sintomas de que ele se queixava. Assim, além da dificuldade sexual, não mencionada propositadamente na lista, o psicólogo quis que, durante as primeiras dez semanas, o Gilberto fizesse a autoavaliação dos itens mencionados a seguir.
Tal como tinha acontecido com a Sónia, Gilberto, pai do João, foi encorajado a autoavaliar-se e a registar o resultado todas as semanas, em folha separada, a fim de se transferir tudo para o seu mapa geral antes de iniciar a psicoterapia.Acredita-B

(omitido mapa para a autoavaliação das dificuldades do pai)

Nem a Sónia nem o Gilberto conheciam os itens relacionados com um e com o outro. Contudo, faziam os registos que cada um apontava no seu próprio mapa.
Do mesmo modo como se tinha feito com a mulher, O Gilberto conseguiu visualizar os resultados das autoavaliações, registadas por ele próprio no mapa e verificou que a média dos sintomas descritos inicialmente tinha passado de 10 para 2 em dez semanas de psicoterapia. O mapa final do Gilberto ficou com o seguinte aspecto.

(omitido mapa da autoavaliação das dificuldades do pai)

Todos estes mapas de autoavaliações serviram para serem confrontados uns com os outros, em ocasiões oportunas, avaliando oConsegui-B valor das melhorias conseguidas por cada um em função da mudança do seu comportamento e de interacção com os restantes membros da família, como já se viu e se vai continuar a verificar.

No caso que acabámos de ver, haveria qualquer coisa de especial que ligasse o Gilberto aos desportistas e ao desporto? Ele confessou que lhe fazia muita falta deixar de praticar desporto, ao menos uma vez por semana. Era uma prática que lhe era habitual há mais de uma dezena de anos e abandoná-la, de repente, fazia-lhe muita diferença. Por isso, surgiu a ideia de ele falar com a mulher e com os filhos para combinar tudo o que poderiam resolver familiarmente sobre o assunto.
Como a capacidade de diálogo do Gilberto com a mulher e com os filhos tinha aumentado em 7 pontos, isto é, em cerca de 70 por cento, este foi motivado a «conversar» com todos para estabelecerem «um acordo». Com esta conversa, ficou resolvido que praticaria o desporto nos fins-de-semana enquanto a mulher e os filhos davam um passeio de que gostavam (ver a seguir os «casos»).
É bom recordar que este caso complicado começou por uma simples enurese que, se fosse resolvida sem qualquer apoio Maluco2familiar podia obrigar a criança a ter outros comportamentos inadequados em substituição da enurese. Além disso, o equilíbrio familiar continuaria a ser muito instável e precário, com fortes possibilidades de se romper ao menor contratempo, com prejuízo para os filhos.
Tendo sido aqui apresentados diversos quadros relacionados com «casos» isolados, os mesmos terão outra utilidade para além de cada um poder fazer uma ideia global da sua própria situação?
Não existem dúvidas acerca das vantagens que as autoavaliações e os seus registos oferecem para serem comparadas e servirem de incentivo para que, pelo menos, um dos membros da família melhore, incentivando a melhoria do outro e talvez de toda a família. No «caso» descrito, foi utilizado um deles para incentivar o outro a melhorar e Educar-Bter a ideia dessa melhoria. Por isso, não se deixou que cada um visse os mapas, logo depois de preenchidos. Os mesmos eram
apresentados aos poucos, à medida das necessidades e das vantagens que poderiam oferecer para a melhoria da psicoterapia. Se assim não fosse, o próprio ou um deles, poderia ficar influenciado, vendo as dificuldades do outro e poderia ter alguma reacção adversa, mesmo que aceitasse que ambos poderiam partilhar o conhecimento dos resultados.
Por isso, o psicólogo ajudou-os, só no fim, a fazer um apanhado num mapa que eles próprios elaboraram.

Assim, em relação à enurese, para que os pais tivessem uma informação correcta e uma motivação acrescida a fim de Organizar-Bprosseguirem nos seus esforços, foi feito um quadro com o resumo dos resultados de todas as semanas, relacionados com o filho:

* Quantos dias por semana bebeu líquidos depois das 18 horas?
* Quantos dias por semana a cama esteve seca à meia-noite?
* Quantos dias por semana a cama esteve seca às 4 da madrugada? * Quantos dias por semana a cama esteve seca de manhã?
* Quantas vezes foi elogiado durante a semana no fim de ir à «casa de banho»?

(omitido mapa do comportamento dos pais para com o João no caso da sua enurese)mario-70

Com este quadro, os pais verificaram que a enurese diminuía à medida que o seu contacto com o filho ia aumentando. O pai
teve reforço em relação ao seu trabalho de levar o filho à casa de banho, apesar do sacrifício que fazia com a falta do desporto. A mãe verificou que o relacionamento do filho com o pai ia melhorando aos poucos, embora com muita lentidão. Ela própria começou a acreditar que se podia fazer em psicologia algo de visível e notório. Não eram informações que os outros davam de que o «doente» estava a melhorar. Ela via as melhoras que, para mais, ficavam registadas e eram avaliadas por eles. De 15 vezes por semana que o filho «molhava» a cama, no início da terapia, era uma Humanismo-Bvantagem notável passar para 0, ao fim de 17 semanas. Além disso, tudo isto acontecia com a intervenção deles e especialmente do pai, mais do que com a acção do psicólogo.
Continuaria tudo assim?
O psicólogo já tinha iniciado a psicoterapia com a Sónia. Ela fazia a sua autoavaliação. Interessava agora interligar as duas situações, a do filho e a dela, para lhe poder mostrar as vantagens da colaboração familiar.
Por isso, um calendário, como o que vai ser apresentado no final deste capítulo, a interrelacionar os acontecimentos é bastante útil. Além disso, pode-se construir um novo quadro em que cada semana é marcada com um número ou uma letra que, para não ser repetida, pode, por exemplo, ter a primeira série em cursivo normal e a segunda em itálico, tal como se apresenta a seguir.
O tratamento da enurese foi iniciado no princípio do Ano Novo, para deixar que a criança se pudesse divertir um pouco no Respostas-B30Natal e na passagem de Ano. Utilizando o mapa apresentado, como os resultados se podem registar com bastante facilidade em termos comparativos, torna-se necessário transformá-los da maneira mais adequada para a finalidade pretendida. Para tanto, é necessário atribuir uma designação específica a cada elemento que se deseja registar e fazer a comparação, do mesmo modo como se tinha feito com as perguntas relacionadas com a enurese do filho.
Assim, quanto ao filho, a ingestão de líquidos e o quantitativo de reforços por ele recebidos foi relacionado com a quantidade de vezes que a cama ficava «molhada». Por isso, as informações contidas em A e E foram relacionadas com o conjunto das informações das letras B, C e D.
No caso dos pais, à média das dificuldades da Sónia, na coluna respectiva (S), atribuíu-se esta designação na base deste quadro, do mesmo modo como se atribuíu a letra G para a média das dificuldades do Gilberto (G).

(omitido quadro temporal comparativo dos diversos comportamentos e autoavaliações de todos)

As avaliações, colocadas neste mapa na linha da semana (de A a Y, conforme o calendário da página seguinte), a que se Abade Fariareferiam, foram as seguintes, nas colunas respectivas:
I – Número de dias em que o filho bebeu líquidos depois das 18 horas.
II – Número de vezes que o filho «molhou a cama durante a semana.
III – Número de vezes que o filho foi elogiado após ter ido à casa-de-banho.
IV – Média global das dificuldades da Sónia (S).
V – Média global das dificuldades do Gilberto (G).

Nas três primeiras colunas verifica-se que a redução para duas, as vezes que a criança «molhou» a cama, correspondem à diminuição dos dias em que a criança bebeu líquidos depois das 18 horas e ao aumento de reforço dado pelo pai.
Com isto, os pais compreenderam que, além do mais, existia alguma relação entre estes três factos. Isto ajudou a fazer-lhes entender que além do cuidado de levar a criança à casa de banho, ela beneficiava com o afecto que lhe era proporcionado naquele momento e de que tanto mostrava necessitar.
Posteriormente, os resultados foram comparados com os obtidos pela mãe durante a sua psicoterapia. Assim, na coluna IV foi DIA-A-DIA Banotada a média das dificuldades apresentadas pela Sónia e autoavaliadas por ela durante a psicoterapia que tinha começado na semana E.
Mais tarde, os resultados da enurese do filho também foram comparados com a média das dificuldades que o Gilberto apresentava no início da psicoterapia e que eram autoavaliadas e registadas por ele todas as semanas, tal como a Sónia.
A letra M indica a semana marcada com esta letra no calendário utilizado para o início da psicoterapia do Gilberto. Utilizam-se estas letras e números com cursivos diferentes ou outros sinais e símbolos, para men-cionar uma situação especial que pode indicar cada facto a ser realçado.
Este mapa, elaborado pelos dois cônjuges com a ajuda do psicólogo, serviu para os incentivar a melhorarem cada vez mais o Psicoterapia-Brelacionamento conjugal e familiar. Assim, a Sónia passou a receber do marido todo o apoio que ele não tinha tido oportunidade e possibilidades de dar por causa da educação que recebera. O mesmo se passara com ela.
Esta terapia conjunta, além de tentar resolver um problema simples e pontual de que os pais se queixavam inicialmente, passou a funcionar como profilaxia para evitar que outros dois elementos da família – os dois filhos – ficassem afectados pelos preconceitos e ideias falsas que tinham distorcido ligeiramente, mas de modo prejudicial, a mentalidade dos pais e o seu bom entendimento interpessoal.

(omitido calendário para monotorização da toda a situação)

***************Fim da citação das páginas ***************Stress-B

Com o exemplo deste «caso» pode-se verificar que uma situação que nada tinha a ver com dificuldades sexuais dos pais, resolver um problema de enurese, de dificuldades conjugais e de incapacidades sexuais, «trabalhando» com «as cabeças» dos três intervenientes.”

 
Por isso, vale a pena fazer as seguintes perguntas:
− Se se tratasse de cada caso em separado, seria possível obter estes resultados?Biblio
− Quanto custaria todo o tratamento?
− Alguém se iria lembrar que tudo poderia estar interligado?
− Qual a razão de não se adoptar na psicologia clínica e, especialmente na psicoterapia, posturas mais pragmáticas?
− A Biblioterapia e este blog não servirão para alertar as pessoas para a não-aceitação fácil de tudo o que se «impinge» na comunicação social?

Em divulgação…

Já leu os comentários?arvore-2

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