PSICOLOGIA PARA TODOS

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BIBLIOTERAPIA 10

Na manhã de quinta-feira, quando estava sentado à mesa dum café à espera de minha mulher, um velho amigo, que já mario-70
tinha conversado comigo sobre muitas coisas de Psicologia, abordou-me e disse que necessitava de alguns esclarecimentos.
É por causa de «esclarecimentos» semelhantes que preconizo a necessidade de reuniões com vários participantes que, tendo ideias diferentes uns dos outros, podem ajudar alguns a esclarecer muita coisa de que cada um não teria conhecimento numa consulta, por não se lembrar do assunto naquele momento.
Por isso, depois dessa conversa, vou transpô-la, mais ou menos, para um novo post, que pode servir muita gente, que pode ignorar o assunto:

Já estava ansioso por o encontrar para lhe fazer umas perguntas relacionadas com coisas que me interessa esclarecer acerca da BIBLIOTERAPIA, sobre o que tem estado a escrever ultimamente. Há dias, mostraram-me o seu novo livro pelo qual dei um golpe de vista rápido. Também já li os seus 9 artigos sobre este assunto, publicados no seu blogue. Ouvi também as músicas de Nat BiblioKing Cole, das quais gostei, mas que não me provocaram relaxamento. Até fui ao youtube escolher as que estavam em melhores condições. Não me provocaram relaxamento. Depois, li mais alguns artigos sobre psicoterapia e autoterapia e não consegui vislumbrar de que modo cada um pode fazer a sua psicoterapia. Que milagre é que esta a anunciar nos seus artigos?
− Ainda bem que me diz isso. Do mesmo modo como escrevi que o «Calimero» e o Antunes utilizavam para o «seu» relaxamento, respectivamente, as músicas de Jason Mraz e de Debussy, que não me ocasionaram relaxamento, as de Nat King Cole não provocaram isso em si, porque a sua cabeça não estava sintonizada para isso. O importante, é cada um gostar e sentir-se calmo e relaxado com uma determinada música, que funcionará como sinal condicional. É uma tarefa específica e unipessoal, ao gosto de cada um. É por isso que eu não acredito nas músicas relaxantes, a não ser que cada um as aceite como tal. Eu experimentei muitas e não me provocaram esse efeito embora gostasse de ouvir algumas, enquanto outras Consegui-Bme deixaram aborrecido. Esses livros e músicas de autoajuda e relaxamento não me convencem, mas existem com belíssima aparência, muita coisa bonita e são muito vendidos.

Outra coisa que não compreendi, foi o modo como cada um pode analisar a sua situação e compreendê-la para fazer uma autoterapia.
− Se temos de analisar as nossas acções ou recordações, elas estão mais dentro da nossa cabeça (mente) do que em qualquer outro lado. Quem, melhor do que o próprio, pode ter acesso a essas memórias e factos? Os outros podem, às vezes, ter conhecimento disso porque o próprio as denunciou, mas a percepção dessa pessoa pode ser diferente e teremos assim um outro ponto de vista. Não é isso que interessa numa boa psicoterapia, porque o importante é cada um poder chegar lá o mais próximo e o melhor possível.Psicologia-B

Como é que se pode fazer isso?
− É por isso que eu não dou conselhos, mas tento pôr-me na pele do próprio e questionar como se fosse o próprio a fazê-lo, tal como está apresentado nos casos da Cidália e do Júlio. O importante, é cada um poder raciocinar e descobrir aquilo que mais interessa no momento. Para se conseguir fazer a análise duma situação, é necessário compreender todos os mecanismos intervenientes. Por isso, embora existam muitos livros de psicologia e psicoterapia, até de autores muito «badalados» na comunicação social, estou a reorganizar e preparar aqueles que me parecem os mais importantes, adequados e coincidentes com a minha orientação ecléctica e pragmática, após uma experiência de 40 anos. A pessoa tem de entender o modo como funciona o comportamento humano, tanto isoladamente (F), Interacção-B30como em interacção com os outros (K). Também pode beneficiar com a leitura de «casos» já resolvidos, sem ajuda de outros, ou até com alguma ajuda.

Mas, para sermos mais práticos, não haverá outros meios?
− Por esse motivo, embora já tenha apresentado em vários livros os procedimentos necessários, preparei um, dedicado unicamente à Autoterapia (P). São apenas 76 páginas, metade das quais contém referências que os leitores mais curiosos podem consultar. Contudo, só cerca de 40 páginas são essenciais para a prática do relaxamento e da Imaginação Orientada (IO) para se utilizar a técnica de Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA), apoiada pela autohipnose. O treino tem de ser feito por cada um. Quem mais o pode fazer por nós? A leitura e a compreensão do funcionamento psicológico depende do próprio, embora mais alguém possa ajudar a compreender tudo nessas reuniões deImagina-B que falei, com cerca de 30 a 50 pessoas. As dúvidas de alguns, podem ajudar a esclarecer coisas de que os outros também podem beneficiar antecipadamente, evitando muitos erros que cometemos, sem darmos por isso (Q/20). Pode funcionar como prevenção e profilaxia.

Mas a análise de que fala não é difícil?
− Seguramente, não é fácil, mas também sem saber nada do funcionamento humano é quase impossível. Além disso, é necessário que a pessoa tenha a humildade e a racionalidade necessárias para ver, recordar, analisar e imaginar objectivamente tudo isso. Infelizmente, tentamos sempre analisar as coisas, preservando uma boa imagem, quando o mais importante é a descoberta das causas e não das culpas, para se conseguirem modificar os efeitos através da alteração dessas causas. Neste particular, posso dizer que uma análise feita pelo próprio é muito difícil mas, depois duma experiência bem-Maluco2sucedida, o Antunes, já descrito em livro (B), também a conseguiu fazer. Porém, a Cidália (C) necessitou de ajuda e o Júlio (E) também.

Não é mais fácil, tendo ajuda nesta tarefa, o que me parece muito importante?
− Vou-lhe responder com outras perguntas: “Não seria bom que todos tivessem acesso aos psicólogos ou psicoterapeutas no Serviço Nacional de Saúde? Qual é o SNS que cobre o apoio a todos os cidadãos? Qual o país que consegue fazer isso atempadamente er com eficácia? Acontece nos EUA ou no Reino Unido? Qual a razão de «prescreverem» livros, no Reino Unido, nos casos de dificuldades psicológicas? Os que não tiverem acesso aos psicólogos por dificuldades financeiras ou outras, o que terão de fazer?Joana-B

Tem razão. É uma situação complicada mas real. Mas qual a solução?
− Para mim, a solução é cada um «tratar» de si próprio. Se cada um «aprender» a resolver a situação por si próprio ou com pouca ajuda, melhor. Com a ajuda exclusiva do psicólogo, o paciente pode ficar na sua dependência e vai necessitar dele sempre que houver um deslize. O psicólogo estará sempre dsponível e quais serão os seus custos? Aprendendo a resolver as coisas por si próprio, cada um vai tentar «desenrascar» a situação o melhor que puder. Para isso, são necessários os treinos e as leituras iniciais, além da capacidade de compreender objectiva e racionalmente toda a situação em termos de causas/efeitos, e não com a atribuição de culpas e desculpas. Já apresentei o modo como muitas dificuldades foram facilmente resolvidas e ao domicílio, pelos diversos enfermeiros dos cursos de promoção, apenas do Hospital de Vila Franca de Xira, com as noções dadas nas aulas de Psicologia e Psicopatologia. neuropsicologia-BPara isso, mesmo sem quaisquer livros, mas dispondo apenas de apontamentos policopiados, tive de falar, com vários exemplos, em muita coisa relacionada com diversos tipos de reforço, especialmente o vicariante e o do comportamento incompatível e seus efeitos ou aprendizagens, modelagem, moldagem, identificaçãocondicionamentos clássico e operante, facilitação, neuroses, psicoses, deficiênciademência e muita coisa mais. Mas, valeu a pena. É por isso que estou a actualizar e a reorganizar todos os livros que preparei durante muito tempo, além de desenterrar só os «casos» mais significativos para os apresentar aos interessados. A colecção de BIBLIOTERAPIA, com 17 livros, vai servir para isso. Na minha prática clínica de 40 anos, isso cobriu os campos de Psicologia Geral, Psicopatologia, Psicoterapia, Acredita-BPsicopedagogia e Comportamento Organizacional.

E se publicasse isso, não seria bom?
− Alguns dos livros foram publicados, desde 1990, pela Clássica, Plátano, Escolar e Hugin, mas quase nenhuma das edições me agradou. Como não tenho pretensões a «comercializar» isso e o meu objectivo é tentar ajudar as pessoas, não tenho outra solução a não ser esperar que exista a sua procura por pessoas interessadas. Para isso, fico à espera que as pessoas mostrem interesse no assunto depois de lerem a BIBLIOTERAPIA (Q) que já me «custou» bastante em esforço e financeiramente.

Parece-me que vi nesse novo livro que já tinha comunicado a sua intenção à Câmara Municipal de Sintra.Saude-C
− Sim. Apresentei a minha ideia inicial em Abril de 2014 e estou à espera que me digam qualquer coisa sobre o assunto porque deve haver muita gente que necessite de apoio e não o consegue obter. Eu não conheço essa gente, a não ser aquela que tem dinheiro e procura os meus serviços. A outra, os serviços da Câmara devem conhecer melhor. Se as juntarem e quiserem que eu fale sobre o assunto, já me ofereci para fazer isso. Com o conhecimento do livro de que falou, se a Câmara o quiser oferecer aos participantes, os mesmos podem fazer uma ideia do seu interesse em continuar com as acções de esclarecimento ou apoio, que só podem surtir efeito, desde que os interessados tomem conhecimento das matérias de outros livros já preparados. O livro sobre a autoterapia do Antunes (B) já está publicado, assim como a psicoterapia ligeiramente apoiada da Cidália (C). O livro sobre a depressão e a tentativa de suicídio da Isilda (H) foi publicado na sua versão antiga pela Hugin, que também publicou o da Cristina (L), sobre os problemas da Psi-Bem-C«educação» na origem dos comportamentos neuróticos. Do mesmo modo, a Plátano tem as versões antigas dos casos da Germana e do Januário (L).
Para se saber o essencial sobre a modificação do comportamento existem os 5 volumes da Plátano e o livro «A Psicologia no dia-a-dia», da Clássica (F). Tudo isto está simplificado e apresentado na prática, no livro da JOANA (D) que, por acaso, está esgotado, mas que na sua versão anterior, foi publicado em 4 volumes, pela Plátano.
Também, os malefícios que se podem sofrer com a falta de apoio atempado ou apoios errados, estão apresentados na história do «Mijão» (M) publicado pela Plátano. Para se saber algo sobre a Saúde Mental, psicopatologia e efeitos secundários dos medicamentos, com ausência de psicoterapia adequada, temos outro livro (A).
Porém, para cada um começar a «trabalhar» por si próprio, julgo que seria bom publicar agora a Auto{psico}Terapia (P). Depois, Dificeis-Bdependendo dos interesses e apetências dos participantes, seria possível publicar o livro sobre Imaginação Orientada (J), que apresenta os fundamentos desta psicoterapia que é utilizada desde 1974, com resultado de melhoria e resolução de 86% dos casos, aumentando substancialmente com o tempo e a experiência. O caso do Júlio (E), pode servir de exemplo, mas ainda não está publicado.

Parece que tem muita coisa em mente.
− Em mente, tenho. Mas, para tudo isso, é necessário dinheiro e, acima de tudo, pessoas interessadas. Se houver algumas acções e pessoas interessadas, eu estou disponível, enquanto puder. Caso contrário, é boa ocasião para começar a descansar, o que ainda não comecei a fazer. No entanto, posso utilizar a minha Imaginação Orientada e recordar mentalmente as músicas de Nat King Cole e sonhar com o impossível, mas realizável, se «houver vontade política», neuropsicologia-Bcomo se costuma dizer.
Com as sugestões que tenho tido, as críticas que me fizeram e as «dicas» que me deram, depois de publicar o livro sobre Autoterapia, talvez, qualquer dia, prepare um novo livro que possa servir de guia para cada um poder fazer a psicoterapia autonomamente ou com pouca ajuda do psicólogo. Assim, a Biblioterapia, que pode ser suplementada com reiki, música, ioga, dieta ou qualquer outra coisa, seria enriquecida com um novo livro intitulado «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) para uma orientação específica destinada a ajudar as pessoas a fazer Psicoterapia, Psicopedagogia, melhoria de Interacção Social e Desenvolvimento pessoal, passando a colecção a ter 18 unidades.
Vamos ficar à espera da oportunidade e de disponibilidade financeira.

Boa sorte e felicidades para si.
− Obrigado. Quando tiver oportunidade, vou transformar esta nossa conversa em novo post.

Aconselho a consultar o post intitulado «Psicologia Para Quê? 3», com a transcrição do primeiro capítulo do novo livro Psicologia Para Todos (F).

Estou agora a seguir a prática de apresentar quase todas as capas dos 18 livros da nova colecção, que estão indicados com letras entre parêntesis, tal como a Biblioterapia (Q), para que os interessados possam consultar os seus resumos ou índices e avaliar o aspecto da capa de cada um, no blog respectivo de Terapia Através de Livros.

Em divulgação…

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em postindividual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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3 thoughts on “BIBLIOTERAPIA 10

  1. Anónimo on said:

    https://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&sqi=2&ved=0CB8QtwIwAA&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Dq66YA6lpdnw&ei=vr9ZVev9D4fc7Ab-2oHIDw&usg=AFQjCNFRC6ab8IxZcnXxK6kaXBsK3V0BJw&bvm=bv.93564037,d.ZGU
    Depois de ler este artigo e de consultar, de novo, o livro sobre BIBLIOTERAPIA, fui ouvir a música apresentada na ligação acima, indicada como relaxante.
    Como não senti relaxamento, fui ouvir as músicas de Nat King Cole.
    Fiquei na mesma. Nada disso me provocou satisfação ou relaxamento.
    Lembrei-me depois que o filme da música no coração me tinha impressionado imenso, tendo ficado saisfeito com o desfecho do filme.
    Procurei-a no Google e fui ouvir essa música, que vou relacionar com a ligação seguinte.

    Senti imediatamente uma paz interior tão grande, que me deixou calmo e entusiasmado.
    Será isso que o meu amigo quis transmitir no seu artigo?
    Já me conhece. A sua resposta pode servir a mais pessoas.
    Até à próxima

    • É exactamente isso que quis dizer. Cada um sintoniza com aquilo que lhe agrada mais e faz entrar no jogo da psicoterapia. Parabéns pela descoberta. É por isso que estou a insistir na Autoterapia que se torna muito mais económica, cómoda. fácil, sempre disponível e preventiva. São 40 anos de experiência que ainda não consegui fazer funcionar. Qualquer dia estaremos a «imitar» mal os ingleses atribuindo-lhes o mérito desse «invenção». Felicidades.

  2. Mário de Noronha on said:

    https://youtu.be/dii_3yeRRTY Vale a pena ver esta reportagem, por ser de extremamante importância, para quem deseja utilizar cómoda e economicamente a biblioterapia.

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