PSICOLOGIA PARA TODOS

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PEDOFILIA

Pouco depois do almoço do domingo, o telefone tocou e o meu amigo Antunes perguntou-me:Biblio
− Está tudo bem contigo e com a tua família?

Depois de lhe dar a informação pedida e de saber que a família dele também se encontrava bem, achando que a sua pergunta «trazia água no bico» perguntei:
Qual a razão do teu telefonema e da pergunta consequente?

− Já não te telefonava, nem nos encontrávamos há muito tempo, mas também o meu genro esteve a ver a televisão na quarta e na quinta feira e falou-me numa reportagem sobre um jovem de cerca de 30 anos, pedófilo confesso, mario-70compulsivo, molestador de 12 crianças, que pediu ajuda e ainda não a conseguiu, pelo menos, nos últimos 2 ou 3 anos.

Depois desta informação preliminar, o Antunes também me disse que o genro «viajava», de vez em quando, pelo facebook e tinha visto uma página do Centro de Psicologia Clínica, da qual tinha gostado, porque dá respostas a alguns problemas psicológicos ou dúvidas expressas pelos frequentadores do blog [psicologiaparaque.wordpress.com].
Continuando a visitar a página, ele tinha descoberto agora que o seu orientador ou gestor é Mário de Noronha. Acredita-BNão seria o amigo de quem o sogro lhe falava de vez em quando? O genro já lera vários livros que o Antunes tinha em casa, bem cono a «seu» (B), mas não sabia que o sogro era o protagonista, porque nem ele nem a filha lhe tinham falado nisso.
Aproveitando a oportunidade, o Antunes explicou ao genro que o caso tinha-se passado com ele. Então, o genro disse-lhe que nessa página do facebook estavam dois artigos em que o gestor da página falava em assuntos semelhantes aos da reportagem e parecia que apresentava propostas de solução. Também lhe perguntou qual a razão de não se ajudar um pedófilo que pede ajuda, a quem, até um psiquiatra que entrou nesse reportagem, chamou «recorrente». Depois, à guisa de reflexão posterior, o Antunes foi resmungando:Consegui-B

− E se os pedófilos forem membros da Igreja, governantes, políticos, gestores e ricaços da «sociedade fina», que não só não confessam o crime, negam tudo e, às vezes, até se julgam no direito de molestar os outros, quase que dando a impessão que foram aliciados por eles em troca das migalhas que lhes atiram para as mãos? Que raio de mundo em que vivemos!

Depois de dar uma forte gargalhada, disse-lhe que também tinha visto a reportagem e, por isso, tinha feito um reparo no facebook, mencionando o post «o ANTES e o DEPOIS» elaborado alguns dias antes, falando na Biblioterapia. Joana-BDizendo-lhe também que sem uma EDUCAÇÃO adequada, com alteração das mentalidades, nada se poderia mudar, rematei depois a minha resposta com:
Se não sabes quem é o psiquiatra de «recorrente», ficas a saber que é dos meus tempos do «NIM». A mim, interessava-me saber qual a vida das pessoas ANTES das suas dificuldades. A eles só interessava fazer um diagnóstico DEPOIS, para aplicar uma receita de dessensibilização, saciação ou flooding, ou qualquer outra técnica, teoricamente boa para reduzir (aparente e temporariamente) a dificuldade do momento. Eu desejava ir mais longe, «cavando» os antecedentes, analisando-os, compreendendo e ajudando a perceber se as dificuldades poderiam ter sido Maluco2evitados ou ultrapassadas, para se utilizarem as experiências passadas na melhoria do futuro. Sabes que toda a minha actuação se baseia nisso e digo isso claramente nos vários casos que apresento nos diversos livros. Qual foi a vida desse pedófilo? Que traumatismos sofreu? Como os poderia ter evitado? Como pode ultrapassar ou, pelo menos, suavizar as mágoas e traumatismos? Que sentido pode dar à sua vida? Tu sabes bem disso por experiência própria. A Cidália (C) também te pode dizer alguma coisa. Do Júlio (E) nem se fala! E a infância do Joel (G) que foi considerado psicopata quando, de facto, era um neurótico depressivo reactivo inferiorizado, pela educação que teve, ou falta dela, por não estar bem integrado numa família? E a Boa Escola onde ele foi educado e onde passou muitos anos da sua vida, para que serviu? Já da última vez, também te falei no «Calimero» (M), que Saude-Cnão sei o que está a fazer, mas desde o seu falhanço, no 11º ano, durante anos, até aos 21, já passou para o fim do curso de Licenciatura em Artes fotográficas, aos 25. Neste caso, conseguiu-se «agarrar» a situação bastante tarde, mas antes tarde que nunca, e foi necessário «escavar» o seu passado para lhe preparar o futuro. Nos casos da «Perfeccionista», «Pasteleiro» e Dantas, só para mencionar os que aparecem nos livros, tive de recusar em os apoiar porque não prescindiam dos medicamentos desnecessários e os seus psiquiatras não ajudavam nisso. Sem descobrir, analisar e compreender as CAUSAS não podemos preparar e, muito menos utilizar os meios para alterar os EFEITOS. Já tens um post sobre isso. No caso do pedófilo, quais foram as CAUSAS, para se poderem modificar os EFEITOS dos seus comportamentos compulsivos? Um belíssimo DIA-A-DIA Bdiagnóstioco feito com muitas palavras, teorias, explicações e retóricas vai servir de mais alguma coisa do que explicar o fenómeno, aplicar-lhe um rótulo «interessante» e sentenciar a pessoa a cumpirir uma pena e ficar ostracizada? Quem o vai ajudar a ultrapassar as suas dificuldades evitando que mais crianças se molestem, contra a sua vontade e para a «desgraça» das mesmas? Desde 1980, com o Júlio, acentuei esta minha preocupação. Foi por isso que iniciei, em 1990, a publicação dos livros «A Psicolgia no Dia-a-Dia» e «Como Compreender as Crianças» que não sairam ao meu gosto. Agora, reagrupando e reorganizando tudo, estou a constituir a colecção da Biblioterapia com novos livros e todos os antigos, reorganizados, que desejo não largar das minhas mãos. Agora, desde 2007, também me dediquei ao blog acima citado para resposts a muitas coisas dessas. Já deves ter tempo para o ver.Psicologia-B

− Isso fica para depois, mas a minha preocupação, tal como a do meu genro, é eles terem agora uma filha quase recém-nascida, além do rapaz de quase dois anos. Perguntava-me ele como se poderiam «defender» de actos semelhantes, para mais, não desejados pelos próprios pedófilos, a quem não se deu nem se dá apoio.
A minha preocupação com a Biblioterapia, cujo conceito está apresentado em vários posts e a tentativa de esclarecimento da população em relação aos fenómenos psicológicos e seu funcionamento na vida do dia-a-dia, baseia-se nisso. Se as pessoas apreenderem tudo isso em linguagem simples, e não com os palavrões que muitas vezes se utilizam e confundem a maioria, podem precaver-se. Além disso, a vida familiar é muito importante, não só para educar uma pessoa a não ficar desequilibrada, mas ainda como um meio de ajudar muitas crianças a comunicar aos Imagina-Bpais aquilo que se passa de pouco vulgar. Se as crianças que foram abusadas falassem francamente com os pais em relação ao seu relacionamento com o pedófilo, o desfecho seria este? Além disso, os modelos de actuação dos pais também são importantes. Tu sabes por experiência própria. A Joana (D) não falava com os pais? E se as pessoas lerem também mais alguma coisa sobre a boa Saúde Mental (A)?

− Como sei disso, gostaria de compreender de que modo «pegarias» neste caso.
A minha prioridade seria saber todo o passado desse indivíduo. Havendo cooperação e sinceridade dele, seria possível fazer uma análise e compreender todo o seu ambiente, tal como aconteceu com o Joel (G), para descobrir se Interacção-B30haveria maneira de que isso não acontecesse e engendrar formas de ultrapassar a situação, imaginando dificuldades ainda mais graves no futuro. Para isso, teria de haver total colaboração do próprio e muita sinceridade, para não ter de ser «vigiado», a fim de evitar quaisquer desmandos ou descarrilamentos. É um programa absolutamente possível quando existem verbas exorbitantes para formar peritos que vão trabalhar no sentido de diagnosticar e rotular, em vez de servirem para ajudar e prevenir. Contudo, têm de ser pessoas pragmáticas e não teóricas que falam muito, para não dizerem coisa alguma de jeito. Por acaso, estou a lembrar-me do programa sobre a FELICIDADE apresentado nos Prós e Contras na RTP1. Para mim, o único que falou como psicólogo, foi o advogado José Pedro Cobra, especialmente com o exemplo do leão e com a citação de Respostas-B30Viktor Frankl. Da psicóloga clínica, do psiquiatra sexólogo e do psicólogo fadista, que intervieram na apresentação inicial e discussão posterior, não «apanhei» coisa alguma. Eu trabalho num sentido muito prático, sem muita retórica, mas com muito empenho e bom-senso. Por isso, aconselho-te a consultar pelo menos os posts relacionados com CAUSAS /EFEITOS  e RESPOSTA 40para além de poderes ver muitas mais coisas que vou escrevendo, a maior parte das vezes, só a pedido dos comentadores.

− Agora, o que me interessa mais, é trabalhar pouco, brincar com os netos e descansar. Muito trabalhei na vida, a minha mulher está completamente estabilizada e a filha está no rumo certo. Como não nos ncontramos há vários anos, qualquer dia falaremos melhor lá em baixo.Psi-Bem-C
Posso dizer-te desde já que não vai ser possível. Com a «rica» governação que temos tido desde 1975, agravada com o que se passou desde 1985 em diante, com os governantes e empresários a enriquecerem à nossa custa, tivemos de vender a casa, quase por metade do preço do custo, porque não aguentávamos com as despesas da sua manutenção e pagamento do empréstimo.

− Então, como já não conversamos há muito tempo, explica-me lá melhor como abordarias este problema.
Como já disse, a história pessoal do indivíduo é importante à medida que o caso fôr avançando, com vontade do próprio e Difíceis-Bcom a sua colaboração sincera e voluntária. Entretanto, ele necessitaria de ler muita coisa incluída na Biblioterapia (Q). A sua adesão aos exercícios de relaxamento muscular e mental (P) seria um factor importante e decisivo para implementar o bom êxito da psicoterapia. Durante esses exercícios de reestruturação cognitiva com relaxamento mental e Imaginação Orientada (J), baseada na Terapia do Equilíbrio Afectivo e na logoterapia, com autohipnose, acompanhados, pelo menos, do diário de anotações, ele iria descobrir o seu passado que poderia não estar ao nível das suas recordações conscientes. Depois, seria uma questão de ir «manuseando» os dados obtidos, ficando sempre alerta em relação às contingências que pudessem surgir. Julgo que apenas isso bastaria Psicopata-Bpara evitar muitos males futuros que podem acontecer, tal como parecem ter ocorrido nos seus últimos 4 anos. Não seriam necessários quaisquer medicamentos ou equipamentos eléctrónicos. A «cabeça» ou a «mente» e a colaboração dele seriam mais do que suficientes.

Não necessitarias de relatórios psicológicos?
− Os exames psicológicos ou avaliações aprofundadas, com os respectivos relatórios, podem ser necessários em alguns casos. Mas teriam de conter a indicação de todos os «instrumentos» utilizados, bem como a menção dos resultados quantitativos e qualitativos das provas. Não me interessariam aqueles «relambórios» que geralmente se fazem sem a menção das provas, Depress-nao-Bdos valores quantitativos e qualitativos, com muitas considerações à mistura e a reprodução daquilo que o paciente ou seu familiar disse na entrevista inicial, para mais, com o nome do paciente «escarrapachado» por completo. Tu tens a experiência disso, aom as 6 folhas do relatório relacionado com a tua filha. A única coisa que me interessou nele foi «nível intelectual bastante acima do normal mas necessita de acompanhamento familiar e, possívelmente, algumas sessões de apoio psicoterapêutico e psicopedagógico». Porém, no caso da Isilda (H), apenas foi feita a avaliação de sintomas e, no caso do Januário isso era totalmente dispensável. No caso da Cristina (L), que até «não estava maluca», eu nunca poderia ter feito ou utilizado qualquer exame. Viste como se resolveu tudo, dissimuladamente e com prevenção para o futuro. E, em relação aos os nossos relatórios do CPC, tinham geralmente 1 folha ou, no máximo duas, com indicação da colaboração prestada, das provas aplicadas, com os resultados qualitativos e «Educar»-Bquantitativos e sem o nome do interessado, que era identificado apenas com o seu sexo e data do nascimento, com sua idade no momento do relatório. Nos casos de perícia e justiça, o relatório, com número do processo e ano do seu início, era acompanhado duma declaração de identificação em folha separada. Se alguém pegar no relatório da tua filha, pode saber imediatamente a quem pertence. Gostas? Nos nossos, do CPC, não se consegue fazer isso, mas tem muitos elementos essenciais para o apoio psicopedagógico ou psicoterapêutico (I).

− Tens razão. O relatório da minha filha de nada serviu, é uma exposição pública e não foi barato. Mas, já que falaste também no sexólogo do programa Prós e Contras, o que diria ele?
Não sei. Provavelmente faria um belíssimo diagnóstico dando uma explicação plausível para tudo aquilo que tinha neuropsicologia-Bacontecido, continuava a acontecer, e poderia repetir-se no futuro. Não é essa a minha especialidade. Eu tento erradicar o efeito indo às causas que o ocasionaram. Era com isso que os psiquiatras, com quem lidava nos tempos do meu estágio, não concordavam. Por isso, surgiu-me como resposta um «NIM» a quem me fez uma pergunta indiscreta e «recorrente».

−Já se «o que» é «recorrente».
Ainda bem que me compreendeste. Agora, quando me quiseres visitar, vai ser em minha casa.

Em divulgação…Depressão-B

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One thought on “PEDOFILIA

  1. Mário de Noronha on said:

    As páginas 20 a 22, do livro «Comportamento nas Organizações» (N), transcritas a seguir fizeram-me lembrar coisas do passado.

    Atentado ao pudor
    Numa escola secundária, situada próximo da rua principal du-ma localidade suburbana, um homem desconhecido, vestindo uma gabardina, começou a passear, insistentemente, junto do portão prin-cipal. Passados alguns dias, o mesmo homem exibiu publicamente as partes sexuais, atentando contra o pudor das alunas que se encon-travam próximo. Estas fugiram do homem e algumas foram comuni-car o facto aos elementos do Conselho Directivo. Embora algumas alunas pudessem reconhecer o indivíduo, já que o tinham visto pas-sear por ali nos dias anteriores, ninguém o conhecia. O Conselho Directivo não conseguiu identificar esse indivíduo, visto ele ter desa-parecido durante vários dias e não conseguiu também tomar quais-quer medidas especiais por não ter pessoal suficiente na escola e a Polícia não poder vigiar permanentemente a área.
    Depois de algum tempo, à hora do almoço, dois homens que se encontravam dentro dum carro, um dos quais era provavelmente o que passeara de gabardina à frente da escola, começaram a chamar as alunas que iam saindo no fim das aulas. Estas fugiram dos ho-mens e foram contar o sucedido aos pais, enquanto os dois indiví-duos desapareciam. Os pais, depois de comunicarem o facto à Di-recção da escola, foram à Polícia fazer queixa da ocorrência.
    Quando a Associação de Pais teve conhecimento do sucedido, entrou em contacto com os meios de comunicação social, que assis-tiram depois a uma reunião convocada pelos pais. Os jornais tenta-ram obter uma entrevista do presidente do Conselho Directivo da escola, mas este não a podia dar sem autorização do Ministério da Educação. Este facto levou os meios de comunicação social a obter informações distorcidas e a publicar notícias de que as alunas eram assaltadas por tarados sexuais, o que fez empolgar de tal maneira o caso que por pouco não obrigou ao encerramento da escola sob o pretexto de «abusos sexuais na escola» (K).
    Se o presidente do Conselho Directivo ou qualquer outro pro-fessor responsável tivesse sido entrevistado, os pais e o público em geral teriam a noção exacta do que se passava e saberiam que os infractores eram pessoas estranhas à escola, havendo, por isso, ne-cessidade de vigilância que talvez fosse exercida, discretamente, pela população das proximidades. Mesmo sem policiamento disponí-vel, a identidade dos infractores teria sido melhor, mais fácil e rapi-damente determinada, fazendo com que tentativas futuras pudessem ser devidamente acauteladas e rapidamente detectadas.
    É verdade que o problema se resolveu, por acaso, devido às suspeitas que a Polícia tinha dos infractores que, sem muitas caute-las, voltaram a aparecer no local, passados alguns dias, quando a Polícia exercia, por acaso, uma vigilância ocasional muito discreta.
    Se os infractores fossem mais inteligentes e se soubessem in-terpretar a seu favor o alarme desnecessário provocado pela divulga-ção fantasiosa das notícias, o caso poderia demorar muito mais tem-po a ser solucionado e outras pessoas inocentes poderiam ser des-necessariamente incomodadas, possivelmente, com consequências gravosas para as alunas. Esta falha organizacional nunca deveria ocorrer se a escola fosse responsável pelo seu funcionamento. Há necessidade de exigir da escola, uma boa «saída», proporcionando os meios adequados e necessários para a sua consecução.
    Porém, se a escola é autónoma, qual a razão da autorização do Ministério para uma entrevista dos dirigentes da escola sobre fac-tos que ocorrem dentro da mesma ou nas suas cercanias? Que confi-ança podem ter os pais e o público em geral, nas informações que não são fidedignas e ocasionam alarmes descenessários? Em casos de emergência, de que meios pode a escola dispor para poder soluci-onar tudo localmente e de imediato se até para uma entrevista é ne-cessária autorização do Ministério? Será que o Ministro tem medo que os Conselhos Directivos de algumas escolas ou que até alguns professores contestem as medidas por ele tomadas? Como se pode melhorar a «saída», se à partida, os meios de actuação são limita-dos? Como se pode acreditar nas «saídas» anunciadas por alguns membros do Governo, quando garantem que o sistema escolar fun-ciona magnificamente, apesar de muitas escolas consideradas mode-lo apresentarem sérias deficiências em pessoal e equipamento, até em 2013? Um exemplo flagrante são as inaugurações «exclusivas» de certas escolas modelo, onde se despendem quantias avultadas para «fazer show», mas que, apesar disso, apresentam sérias carên-cias denunciadas unanimemente pelos alunos, professores, pessoal administrativo, sindicatos e pais, enquanto são peremptoriamente negadas e menosprezadas pelos ministros e seus estados-maiores.
    O ano lectivo de 1994/95 foi fértil em episódios caricatos e de descrédito para o ensino e para os seus dirigentes. Os seguintes serão melhores? Até 2015 perece que não. Parecem casos semelhan-tes ao da prisão de Andersonville (Noronha, 1996), em que se obriga-va o comandante da prisão a mantê-la em bom funcionamento sem lhe dar meios adequados, além de cercear os poucos que poderiam estar à sua disposição. É como se se obrigasse alguém a fazer uma omoleta sem lhe dar ovos … nem meios para os obter.
    E a proibição (democrática), em 2014, de os médicos não po-derem denunciar as falhas que existem nos hospitais?

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